Arquivo da categoria: Copa do Brasil

Opinião: Muralha também é um pouco vítima no Flamengo

Leia o post original por Perrone

Que Muralha tem feito uma temporada irritante para o torcedor do Flamengo não se discute. Porém, o goleiro não é o único vilão nessa história. O arqueiro também é um pouco vítima na Gávea. E a final da Copa do Brasil deixou isso claro.

No segundo jogo com o Cruzeiro, Muralha foi vítima da irresponsabilidade da comissão técnica que no mínimo permitiu a infantil estratégia de pular antecipadamente para o mesmo canto em todos os pênaltis. Lembrou aquela história do estudante que não domina a matéria e escolhe a mesma letra para responder a todas as perguntas do teste.

Era obrigação dos preparadores de goleiro Victor Hugo e José Jober e do técnico Reinaldo Rueda orientar e preparar melhor o goleiro para a decisão. O treinador tem a obrigação de acompanhar os preparativos de cada atleta e deveria ter alertado para a pequena chance de sucesso do mirabolante plano bolado.

A linha definida soa como falta de confiança no trabalho de Muralha e pouco empenho para reverter o histórico de mal pegador de pênaltis ostentado por ele.

O episódio torna legítimo se colocar em dúvida a preparação dada ao arqueiro diariamente, mesmo para quem não acompanha os treinos da equipe como este blogueiro. Será que as recentes falhas de Muralha e Thiago são decorrência apenas de deficiência técnica de ambos ou há algo errado na preparação dos goleiros flamenguistas? Acredito na segunda hipótese. E isso deveria ser levado em conta pelos que massacram Muralha.

Coitado do Muralha

Leia o post original por Milton Neves

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Até lembra Barbosa-50!

Pobre Muralha.

Humilhado, criticado e ridicularizado por parte do jornalismo do Rio e por quase toda a imensa torcida do Flamengo.

O seu apelido – do que tanto gostamos em nosso futebol a partir do inventor Charles Miller – virou motivo de chacota, e de desconfiança, como não se via na Gávea desde Waldomiro-66.

Aliás, o Flamengo adora crucificar goleiros.

O saudoso paranaense Waldomiro foi acusado de ter sido comprado por Castor de Andrade naquela histórica decisão do Campeonato Carioca de 1966.

Ora, o Bangu de Paulo Borges era muito melhor, goleou o time de Almir Pernambuquinho por 3 a 0 e sobrou para o goleiro que morreu, sempre inconformado, em Curitiba em 1994.

Antes, o icônico argentino Domingues, já veterano, ex-Real Madrid, também havia sido acusado de suborno em um igualmente histórico Fla-Flu.

E mais antes ainda, em 1963, o mineiro Marcial fez a mais espírita e espetacular defesa já vista no “maior do mundo” em chute à queima-roupa de Escurinho em outro memorável Fla-Flu.

Foi 0 a 0, Flamengo campeão com o empate perante o maior público da história do Maracanã e Marcial virou herói “para sempre”.

Nada disso, foi só por pouco tempo.

Andou falhando posteriormente e teve seu passe vendido ao Corinthians de Wadih Helu.

Aliás, Marcial, mineiro de Tupaciguara, foi o primeiro jogador-médico do Timão.

Certo, Dr. Sócrates?

Agora, a vitima do momento é o Muralha.

Injustiça!

O título do Cruzeiro tem vários outros donos, além do mérito dos mineiros.

O Diego “tinha direito” de bater tão mal seu pênalti?

O Luiz Flávio de Oliveira de Oliveira não mandou bater de novo por quê?

Ora, o ótimo Fábio “rogerioceniou”!

Na verdade, os flamenguistas da arquibancada e do teclado deram um tiro no pé ao crucificar o Muralha após aquele Flamengo e Paraná Clube no Espírito Santo.

Forçaram a barra, humilharam seu goleiro e o menino Thiago entrou na fogueira no primeiro jogo decisivo da Copa do Brasil.

Batendo roupa, não deixou o Flamengo ganhar por 1 a 0.

Com o 0 a 0 de quarta-feira o Mengão teria sido o campeão.

Foi vingança dos céus e dos deuses da bola.

Humilharam Alex Muralha e o título rubro-negro desmoronou.

E você, Muralha, deixa para lá, siga sua vida e saiba que logo, logo os flamenguistas arrumarão outro Cristo de camisa 1.

Ingratos, injustos, maldosos.

Foram vice de novo.

Bem feito!

OPINE!!!

Nem ruim, nem bom: “bobo”

Leia o post original por Rica Perrone

Flamengo e Cruzeiro foram na contra-mão de todo o planeta em promover uma disputa e não rivalizaram.  Eu nunca havia visto algo assim, embora tenha certeza que exista.  E não, não vou entrar na pilha de amar a idéia nem odia-la. Apenas achei boba. Porque? Porque não precisa de campanha pela paz quando duas organizadas …

Nem ruim, nem bom: “bobo”

Leia o post original por Rica Perrone

Flamengo e Cruzeiro foram na contra-mão de todo o planeta em promover uma disputa e não rivalizaram.  Eu nunca havia visto algo assim, embora tenha certeza que exista.  E não, não vou entrar na pilha de amar a idéia nem odia-la. Apenas achei boba. Porque? Porque não precisa de campanha pela paz quando duas organizadas …

A Copa que nós ganhamos

Leia o post original por Rica Perrone

Não foi só o Cruzeiro que ganhou um torneio maravilhoso e de inestimável importância. Nós, torcedores, talvez pelo hábito vira-latas de ser brasileiro não tenhamos notado, mas assistimos a uma aula de como promover um evento sem que tenha vindo de fora. A Copa do Brasil criou uma cara. Clubes no Brasil se negam a …

A Copa que nós ganhamos

Leia o post original por Rica Perrone

Não foi só o Cruzeiro que ganhou um torneio maravilhoso e de inestimável importância. Nós, torcedores, talvez pelo hábito vira-latas de ser brasileiro não tenhamos notado, mas assistimos a uma aula de como promover um evento sem que tenha vindo de fora. A Copa do Brasil criou uma cara. Clubes no Brasil se negam a …

As vezes tem lógica

Leia o post original por Rica Perrone

Era óbvio que se um goleiro fosse falhar na final, seria o do Flamengo. Que se um fosse brilhar, seria o Fábio. Mais óbvio que isso apenas a redenção do Muralha nos pênaltis. E quando o juiz apitou, aposto, não teve um brasileiro vivo que não pensou:  “Futebol é foda. O Muralha vai sair herói”. …

As vezes tem lógica

Leia o post original por Rica Perrone

Era óbvio que se um goleiro fosse falhar na final, seria o do Flamengo. Que se um fosse brilhar, seria o Fábio. Mais óbvio que isso apenas a redenção do Muralha nos pênaltis. E quando o juiz apitou, aposto, não teve um brasileiro vivo que não pensou:  “Futebol é foda. O Muralha vai sair herói”. …

O craque, o goleiro, a definição

Leia o post original por Antero Greco

Pênalti, meu amigo, é coisa séria. Momento que consagra ou arrasa, que ergue ou destrói mitos. Ainda mais em decisão de campeonato. Nessas horas, necessariamente haverá um herói e um vilão. Não tem escolha, não existe meio-termo. Sem alternativa. Sem saída.

Numa hora, ocorrerá o erro – a bola na trave, pra fora, por cima chutada pelo batedor. Ou o goleiro que a deixou passar por baixo do corpo. Ou, o que é muito costumeiro, o próprio goleiro que cresceu na frente do cobrador, virou monstro, agarrou, espalmou, mandou o perigo para longe. Garantiu o troféu, arrasou o adversário.

Pois foi esta última imagem que prevaleceu na noite da quarta-feira no Mineirão. Depois do 0 a 0 no tempo normal, com esporádicas jogadas de maior emoção, Cruzeiro e Flamengo foram no tira-teima das penalidades para ver quem ficava com a Copa do Brasil.

A turma celeste foi impecável nas finalizações – cinco cobranças, cinco gols. Os rubro-negros falharam uma, a terceira, na batida de Diego que desviou nas mãos de Fábio. 5 a 3, Cruzeiro pentacampeão. O maior de todos, que de novo se junta ao Grêmio. O Fla ficou no quase. O goleiro saiu como destaque, o craque, o regente rubro-negro, baixou a cabeça…

Foi o fecho de um duelo amarrado, em que nenhum dos dois lados se arriscou. Desde o primeiro minuto, predominou a cautela. Parecia que um e outro sabiam que o menor vacilo seria suficiente para selar a sorte do jogo. O Fla esboçou impor-se nos primeiros minutos, tocou a bola, foi à frente. O Cruzeiro controlou os nervos e aos poucos se soltou.

Equilíbrio, marcação forte de lado a lado, porém sem truculência, tampouco catimba. Só mais cadência e olho vivo. Muralha e Fábio apareceram pouco, passaram batidos – ou perto disso. Já mais perto dos minutos finais, Guerrero fez jogada individual e testou os reflexos do indestrutível goleiro da Raposa. Fábio desviou para escanteio.

E só. O Cruzeiro finalizou pouco, assim como o Flamengo. Diego não brilhou – e, ainda por cima, perdeu a chance dele. Thiago Neves também esteve aquém do habitual, no Cruzeiro. Compensou com o fecho de ouro na quinta cobrança de pênaltis. As duas equipes se ressentiram de jogadas arquitetadas por seus maestros.

Defesas não comprometeram, os meias foram bem, os atacantes andaram no ostracismo. Poderia ter sido uma final mais intensa, com muitos “ohhhsss!” das torcidas. Foi discreta, embora com a tensão implícita em todo jogo desse quilate.

Deu Cruzeiro, primeiro brasileiro já garantido na Libertadores de 2018. Ao Fla, resta a Sul-Americana para ainda neste ano fazer uma festa de título. Se serve como consolo…

 

Azul de novo

Leia o post original por André Kfouri

1 – Quando Raniel caiu no gramado castigado do Mineirão, o Cruzeiro teve de lidar com os problemas de mudar de planos por causa de uma surpresa desagradável. De Arrascaeta entrou em campo, mas, até entrar no jogo, o Flamengo deu as cartas. 

2 – A jogada do uruguaio pela esquerda, aos 14 minutos, foi o sinal de normalidade. Bom passe para Thiago Neves chegar batendo, prejudicado por um quique exagerado da bola. O chute teve força e direção, mas subiu demais. 

3 – A dinâmica da decisão era a esperada. Flamengo com a bola e o volume; Cruzeiro com o espaço e a velocidade. Pequena vantagem para os mineiros em ocasiões, em um jogo faltoso que pedia para ser libertado por um gol para qualquer lado. 

4 – Em dois escanteios, o Cruzeiro conseguiu o desvio na primeira trave e viu a bola atravessar a área, intocada. Faltou o complemento que costuma ser tão efetivo em lances dessa natureza. 

5 – Ao final do primeiro tempo, o Flamengo acumulava posse (quase 65%), enquanto o Cruzeiro acumulava lesões. Robinho foi substituído no intervalo por Rafinha. 

6 – A segunda parte trouxe um Cruzeiro mais agressivo, pois, afinal, o desejo de ser campeão pressupõe correr riscos. Um deles é a mínima liberdade concedida a jogadores talentosos que foram muito bem vigiados na metade inicial. 

7 – Quando há luta em excesso, normalmente o jogo sofre. É o caso de uma decisão em que as tentativas de imposição, de lado a lado, não foram bem sucedidas. 

8 – Já no território do “gol fatal”, Muralha quase leva a torcida rubro-negra a um mal súbito. O tapa na bola a oferece a De Arrascaeta, que só não marca porque reagir ao inesperado não é tarefa simples. 

9 – A defesa de Fábio na única chance de Guerrero no jogo foi a senha para os pênaltis, essa fantástica fábrica de heróis e vilões instantâneos. 

10 – Fábio parou Diego. Thiago Neves escorregou, mas a bola entrou e a Copa do Brasil é do Cruzeiro de novo. 

11 – Parabéns ao Cruzeiro e aos cruzeirenses. 

O post Azul de novo apareceu primeiro em Blog André Kfouri.