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Copa com 48 seleções é um exagero; e o Palmeiras está virando um Chelsea, enquanto o Corinthians está quase um Hull City-ING!

Leia o post original por Milton Neves

ALBUM BLOG

Agora é oficial.

A Copa do Mundo, a partir de 2026, contará com… 48 seleções!!!

Um grande exagero, não é mesmo?

Afinal, o Mundial é interessante pela qualidade dos jogos, e não pela quantidade de partidas e de seleções.

A Fifa tem que se cuidar para não tornar o seu grande evento tão desinteressante quantos nossos Estaduais.

Mas e o Palmeiras, hein?

Está quase virando um Chelsea!

Dispensou bons jogadores que foram campeões brasileiros no ano passado, trouxe ótimos reforços e é grande favorito a ganhar tudo em 2017.

Até mesmo o tão sonhado Mundial.

E, gostem ou não, Felipe Melo foi uma ótima contratação.

Mas ele precisa parar de xingar jornalista.

Criar guerra com a imprensa não é bom negócio.

Dunga que o diga…

Mas se o Palmeiras está se tornando um Chelsea, o Corinthians está quase um Granada-ESP ou um Hull City-ING.

Só contrata refugo e corre sério risco de perder os poucos bons jogadores que restaram no elenco.

Está na hora de abrir os olhos, Timão.

Não adianta nada ter um estádio de primeiro mundo para jogar a segunda divisão!

Opine!

A sedução que derrubou Dunga de novo

Leia o post original por Antero Greco

A queda de Dunga era bola cantada, antes até da Copa América. Escrevi aqui e falei na tevê que a competição fora de hora só atrapalharia a vida dos clubes brasileiros e traria riscos para o treinador. Se ele conquistasse o título, teria sobrevida no cargo. Caso contrário, a cabeça seria entregue de bandeja. Não deu outra: levou um chega pra lá da CBF.

E foi dispensa sem pudor. De quebra, arrastou consigo o coordenador Gilmar Rinaldi, em teoria superior dele no organograma da entidade. Gilmar se queimou por ter bancado o ex-companheiro dos tempos de seleção de 94 desde a indicação. Morreram abraçados nessa aventura fracassada. Desfecho lógico.

Dunga tem responsabilidade na própria demissão. Em primeiro lugar, por acreditar na CBF. Só com muita ingenuidade, ou ambição, para confiar na cartolagem. Não vale o argumento de que retornou ao posto que ocupou entre 2006 e 2010 por amor à pátria, por causa de um projeto de reconstrução do prestígio da seleção ou coisa que o valha. Essa de pátria de chuteiras foi alegação usada e surrada por Zagallo e Parreira.

Dunga talvez se tenha deixado seduzir pelo desejo de dar a volta por cima. Imaginou-se, como técnico de novo da seleção, como nos tempos de jogador e após a final do  Mundial dos Estados Unidos. Quem sabe lhe tenha passado pela cabeça a imagem dele a erguer a taça de campeão e, no momento da euforia, soltar palavrões e mostrar o troféu para fotógrafos e dizer: “Para vocês, bando de traíras.”

Não teve tempo, não teve resultados, não teve competência. Dunga foi boleiro sério, construiu sólida carreira, ganhou muito. Teve liderança em campo. Mas aquelas características não garantiam que pudesse transformar em técnico de ponta. Na verdade, nem teve como testar habilidades, pois de cara assumiu a seleção. E, depois de 2010, só encarou o desafio de dirigir o Inter. Desafio que logo acabou.

Em vez de seguir na profissão, de dar topadas com equipes dos mais variados níveis, Dunga não vacilou ao aceitar o convite para pegar novamente a seleção. Até se esforçou para mudar um pouco o jeito rude no contato com os jornalistas. Mas, dentro de campo, pecou por não tornar um grupo de bons jogadores (as convocações não foram ruins) em um time confiável e vencedor.

Ficou pelo meio do caminho. É jovem para a profissão de técnico. Se tiver paciência, pode crescer e brilhar. Como acontece com o parceiro Jorginho, cada dia mais seguro no Vasco.

E esqueça desejo de reviravolta na seleção. O auge, o momento inesquecível, foi o do tetra, em 94.

 

 

Pelé estava emocionado

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 15/06/1982

Pelé durante o sorteio da Copa do Mundo de 1982SEVILHA (De Wanderley Nogueira, especial para A GAZETA ESPORTIVA) – Entre os brasileiros havia um torcedor bastante especial, Pelé. O rei do futebol chegou bem cedo ao Estádio Sanchez Pizjan. E, como sempre, foi logo cercado pelos repórteres e torcedores de modo geral. Pelé estava otimista: “Fico contente em ver o estádio completamente lotado por torcedores brasileiros. Eu fui jogador  e sei muito bem o que isso representa. A presença da torcida dá um novo ânimo aos jogadores.”

Pelé estava emocionado, mas prefiro não falar em placar: “Estou contente, claro. E como todos os brasileiros, torcendo para o Brasil conseguir uma vitória excelente. Fácil agente sabe que não vai ser, pois a União Soviética é uma equipe que pratica um bom futebol. Mas se o Brasil jogar aquilo que sabe chegará a uma vitória, tenho certeza. Nem precisa praticar um futebol fora do normal, basta apenas jogar aquilo que sabe e jogou sempre.”

Ronaldo contra o sistema

Leia o post original por Antero Greco

Ronaldo parou de jogar, mas continua com excelente senso de colocação. Como centroavante goleador que foi, sabe a hora de dar o bote nas defesas desguarnecidas. Fez muitos gols assim dentro de campo, tenta repeti-los fora, nas atividades que exerce.

Agora, por exemplo, não poupa críticas à CBF e ao sistema do futebol brasileiro, que considera corrupto. Já faz algum tempo mostra frustração com o que ocorre na entidade e expõe o pensamento em público. Mantém distância da cúpula e admite que sonha, um dia, em ser presidente da CBF.

Ronaldo, no entanto, conviveu com pessoas que hoje rejeita. Em 2011, quando a batata de Ricardo Teixeira assava forte, aceitou convite dele para ser “homem forte” no Comitê Organizador da Copa. No momento em que o ex-presidente saía de cena, dizia que se tratava de alguém que havia feito muito pelo futebol do País.

Nos dois anos seguintes, apareceu incontáveis vezes ao lado de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, sucessores de Teixeira na CBF e integrantes do COL. Não se mostrava incomodado com a companhia.

Também defendia a realização do Mundial – “A Copa não se faz com hospitais”, declarou em certa ocasião. Mas às vésperas da competição, e com o clima eleitoral a esquentar, criticou o governo, se disse frustrado e declarou apoio ao amigo Aécio Neves.

Tudo o que fez, porém, foi para servir ao futebol brasileiro e à pátria.

Acabou o caô: Frete barato e livro com 50% de desconto!

Leia o post original por Rica Perrone

Nem começa o chororô. Era o frete o problema? Conseguimos a um preço fixo e baixo pra todo Brasil! Era o preço? Então, metade do preço pra você. E agora? Não vai comprar o #TeveCopa porque? https://www.estantedoautor.com.br/livro/cronicas/tevecopa/

HISTÓRIA EM JOGO – Copa-66 – Brasil 1 x 3 Portugal

Leia o post original por Mauro Beting

GOODISON PARK, LIVERPOOL

19 de julho de 1966. 19h30.

Terceiro jogo do Brasil na Copa da Inglaterra. E último.

George McCabe (Inglaterra). Os dois bandeirinhas atuaram invertidos, acompanhando os ataques pela esquerda das duas equipes.

58.479 torcedores


1966. BRASIL 1 X 3 PORTUGAL_COM A BOLA

BRASIL no 4-2-4 usual, e em um 4-4-2 sem a bola, deixando Pelé e Silva na frente; PORTUGAL mais moderno e eficiente no 4-4-2 do brasileiro Otto Glória, com o recuo de José Augusto, que rodava muito, e Simões, mais fixo à esquerda, com Eusébio vindo de trás, e Torres também sabendo sair da área. Um belo time.

 


PRÉ-JOGO – Vicente Feola mudou nove jogadores da derrota por 3 a 1 para a Hungria, que obrigou o Brasil a vencer Portugal, que atuava pelo empate, depois de duas boas vitórias contra húngaros e búlgaros.

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VICENTE FEOLA. Campeão do mundo em 1958, não pôde ser bicampeão por estar doente. Em 1966, não foi feliz na convocação, armação e escalação do Brasil

Toda a zaga foi modificada. No meio-campo volta Denilson para marcar mais que Gerson. No ataque, Jairzinho enfim atua aberto pela direita na posição de Garrincha. Paraná assume a ponta-esquerda. Poupado por lesão na segunda partida, Pelé retoma o lugar que é dele, substituindo Tostão (o melhor brasileiro contra os húngaros). Silva é o centroavante no lugar de Alcindo. Melhor teria sido com Pelé e Tostão (ambos, à época, era pontas-de-lança).

Orlando, titular campeão do mundo em 1958, joga a sua primeira partida. Será o capitão.

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COLUNA e ORLANDO. Capitães trocam flâmulas no estádio do Everton. Depois, as duas seleções trocariam bordoadas em Liverpool

 


MELHORES MOMENTOS DO FILME OFICIAL DA FIFA


 

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Rildo (Botafogo), Manga (Botafogo), Brito (Vasco), Denilson (Fluminense), Orlando (Santos) e Fidélis (Bangu); Mario Américo, Jairzinho (Botafogo), Lima (Santos), Silva (Flamengo), Pelé (Santos) e Paraná (São Paulo). O Brasil que mudou nove jogadores (exceto Lima e Jairzinho) e perdeu do mesmo jeito o terceiro e último jogo da Copa-66.


 

COMEÇA O JOGO

45s – Eusébio bate falta da meia esquerda, Manga dá rebote feio e, depois da quizomba na área, consegue a defesa. O craque de Moçambique já começa assustando. Manga, assustado. Como todo o mexido Brasil. Mas ainda não mudado.

2min – Eusébio livre às costas de Lima bate à esquerda. O volante Denilson não o acompanhou. Brasil marca muito mal. Começa o jogo como acabou contra a Hungria. Pedindo para levar gol.

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MARIO COLUNA. A própria do Benfica e da Seleção de Portugal. Um dos melhores todo-campistas do futebol. Como Eusébio, nasceu em Moçambique. Como ele, morreu em 2014

4min – Outra falta da meia esquerda. Desta vez Eusébio coloca a bola com perigo, por cima da meta. O atacante português se junta a Torres e bota o terror entre os dois zagueiros e os dois meio-campistas brasileiros. José Augusto e Simões começam em linha no 4-4-2 que domina 0 antiquado 4-2-4 brasileiro. O meio-campo é deles. Para não dizer todo o campo.

5min – Brasil só à base da bola longa. O gigantesco Coluna recua para defender e armar na própria área, inicialmente mais à direita. Bandeira do Benfica, é um todo-campista completo. Marca, arma, desarma, ataca. E manda em campo.

6min – Lima lança Pelé que divide com goleiro e nada acontece. Bola longa. É só isso que faz o Brasil que não pode empatar.

8min – Primeira falta em Pelé, no meio-campo. Rei muito discreto. Pouco joga, e pouco pede bola.

9min –Seleção bate mais que Portugal, que marca em cima no 4-4-2 com poucos espaços. Ótimo trabalho do brasileiro Oto Glória.

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OTTO GLÓRIA. Brasileiro, treinou Portugal em 1966, e entre 1982 e 1983.

9min – Segunda falta em Pelé, a primeira mais dura. Coluna entrou por cima da bola. Massagista Mário América atende o Rei. Na cobrança, o fraco goleiro Pereira (não confundir com o benfiquista Costa Pereira – que também não era grande coisa…) fica sobre a linha. Nem um passo à frente!  A bola bate na barreira, sobe muito, e ele a defende sobre a linha. Na corrida, afobado e não muito bem intencionado, Silva vai para cima do goleiro português e o acerta. Pereira simula como se fosse um ataque aéreo. Jogo muito duro e catimbado.

12min – Eusébio avança pela esquerda, Lima chega tarde, e Fidélis não ganha uma pela lateral direita. Paraná dá um pé a Rildo pelo lado esquerdo, e vem sempre buscar a bola na intermediária. Quando ataca, explora a velocidade e o pé direito, que o fazem cortar muitas vezes para dentro de campo.

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O BRASIL de Feola treinando. Ou tentando.

13min – Coluna pega Paraná em cheio. Jogo fica mais duro.

14min. Eusébio de canhota, Manga bem no lance. Jogada muito boa com Simões pelo lado esquerdo. Mesmo com Jairzinho recuando para dar um pé a Fidélis, é pela esquerda que os tugas chegam com cada vez mais perigo.

14min. GOL. 1 A O PORTUGAL. SIMÕES. CABEÇA. Lance pela esquerda, cruzamento de Eusébio da linha de fundo, Manga larga feio, e Simões completa de cabeça. Jogada manjada pela troca incessante de posição entre o ponta-esquerda Simões e o ponta-de-lança Eusébio. Gol merecido pela qualidade e vontade de Portugal, e pela péssima partida do Brasil.

16min – Falta feia de Brito em Eusébio. Muita discussão entre eles. Jogo em ritmo de Libertadores.

17min – Eusébio bate outra falta colocada, que raspa a trave direita.

18min – Saída de bola ridícula de Orlando no pé do atacante rival. Brasil muito nervoso.

18min – Chute fraco de Pelé fica fácil para Pereira.

18min – Sétima chance portuguesa, tiro de Graça da meia direita. Ninguém marca no Brasil.

18min – Oitava chance lusa. Torres, de fora da área. Manga defende. Brasil engolido pelos portugueses.

19min – Jairzinho faz bom lance contra quatro rivais. Mas era ele contra todos. Ninguém de amarelo por perto. Na cobrança de escanteio, ele bate muito mal, curto. Lance bisonho.

22min – Fidélis pisa na bola e quase cai. Não está fácil para ninguém.

24min – Pereira demora para repor a bola e é vaiado. Portugal tira um pouco o pé.

25min – Falta dura de Rildo em Eusébio. E absolutamente desnecessária, na intermediária.

26min. GOL. 2 a O PORTUGAL. EUSÉBIO. Castigo: a falta foi cobrada lá da direita no segundo pau. O galalau do Torres ganhou de cabeça de Brito e tocou para Eusébio subir mais alto que Orlando e vencer Manga, que não saiu do chão, e nem do lugar. Lance em cima de Brito parecido com o que Leivinha superaria o zagueiro que seria tri mundial em 1970 e daria para Ronaldo fazer o gol do título paulista de 1974 para o Palmeiras.

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Eusébio marca de cabeça o segundo gol português, superando Orlando pelo alto, e Manga que não tirou os pés do chão

 

27min – Faixa da torcida brasileira: “85 MILHÕES ESTÃO AQUI”. Seriam cinco milhões a mais em 1970.

27min – Belo lance de Paraná que passou por dois. Mas só ele joga. Ele e Rildo, apesar da falta do segundo gol.

28min – Denilson erra muitos passes na saída de bola. Brasil muito mal. Pelé sumido.

29min – Terceira falta em Pelé.  De fato, a terceira e, em seguida, a quarta. Duas faltas de Morais no mesmo lance. Ele sentiu mais o tornozelo direito de início, mas o problema mesmo foi no joelho. Levou dois minutos para sair de campo erguido por Américo e pelo doutor Hilton Gosling. Deixou o gramado aplaudido timidamente ao sair de campo. Até então, a nota dele era 4. E pelo respeito real a Pelé.

JOGOS DA SELEÇÃO

PELÉ caído, EUSÉBIO em pé. O que foi o jogo. O que seria a Copa de 1966

Seleção passa a atuar no 4-2-3, sem Pelé.

36min – Pelé enfim retorna, com proteção no joelho direito, e puxando a perna.

37min – Jairzinho sozinho apareceu para boa defesa de Pereira. Primeira chance brasileira.

38min – Paraná comete falta dura. Brasil bate tanto quanto eles. Para não dizer mais.

40min – Paraná e Jairzinho mudam de lado. Mas o jogo não muda.

43min – Silva manda por cima. Brasil só manda balão.

45min – Paraná sofre falta feia.

FIM DO PRIMEIRO TEMPO – Ufa.

PLACAR VIRTUAL – Brasil 1 x 9 Portugal.


 

RECOMEÇOU – Pelé mancando, fazendo número (não eram ainda permitidas as alterações nas equipes nas Copas).

1966. BRASIL 1 X 3 PORTUGAL_PELÉ MACHUCADO

BRASIL no 4-2-3, com Pelé mais à esquerda, Silva passando do comando de ataque para a ponta esquerda; Jair assume o comando de ataque e Paraná vira ponta-direita. O múltiplo Lima sai mais para o jogo, pela direita. PORTUGAL mantém o 4-4-2, mas sem a mesma intensidade

6min – Eusébio faz grande lance pela esquerda e Manga defende bem.

COPA DO MUNDO UOL

EUSÉBIO, artilheiro e um dos craques da Copa de 1966. Fisicamente, quem mais se assemelhou a Pelé

9min – Chance brasileira. Jair cabeceia para fora lance pela esquerda.

14min – Melê na área de Portugal, Jairzinho não consegue diminuir. Brasil aperta mais, e vai se virando mesmo sem Pelé 100%, só tocando de canhota. Lima se solta. Portugal não aperta tanto.

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Valeria muito mais Tostão com Pelé na terceira partida brasileira em 1966

16min – Paraná acerta feio duas vezes o adversário. Juizão só conversa.

18min – Eusébio arranca desde o campo de defesa de modo sensacional, passa por quatro e chuta de muito longe. Ele desequilibra o jogo e a Copa.

19min – Paraná fica mesmo pela direita, Jairzinho por dentro, e Silva abre pela esquerda. Muita pancada de lado a lado. Brasil melhor. Joga mais do que fez contra a Hungria. Mas ainda é muito pouco. Quase nada para um bicampeão mundial.

18min – Jair aparece bem pela direita e manda por cima.

24min – Eusébio manda a bomba de muito longe, de falta. A bola raspa o travessão.

26min. GOL. 1 a 2. BRASIL. RILDO. CANHOTA. De fora da área, ele tabela pela esquerda e bate cruzado. Agora vai?

FUTURO SPORT HISTORIA

RILDO. O melhor do BRASIL na derrota para Portugual. Tinha bola para ter sido campeão do mundo em 1970

27min – Como faz no Benfica, José Augusto sai da direita e roda e joga muito. Brasil se amima com o gol, e a torcida, também.

28min – Lima entra feio na dividida. Juiz deixa seguir.

29min – Pelé joga muito bem mesmo só com a canhota.

29min – Eusébio chuta de longe. Portugal volta a apertar e finaliza muito.

31min – Eusébio retoma a bola na lateral esquerda e sai enfileirando brasileiros a dribles. Joga demais.

35min – Pereira quase toma um gol em bola longa de Jairzinho. Ele mais se preocupa em fazer cera que defender as bolas.

40min – Eusébio agora cai pela direita e enfia o sapato. Boa defesa de Manga para escanteio.

40min. 3 a 1 PORTUGAL. GOL. EUSÉBIO. Ele bate escanteio curto para José Augusto cruzar na área, a zaga brasileira afasta pro mesmo lado direito. Ninguém aparece, e Eusébio enche o pé de primeira. Manga nem viu a bola.

41min – Pelé sobe em bola dividida e cai com rival. Portugueses vão para cima do Rei. Mas não houve maldade.

43min – Brasil não joga bem, mas joga mais do que na partida contra a Hungria. Portugal mantém os 100% de aproveitamento na primeira fase.

FIM DE JOGO – Eusébio celebra como se fosse título. Pega a bola e sai correndo em direção ao vestiário, guarda com alguém da comissão técnica, e volta ao gramado para comemorar com atletas e abraçar os atletas brasileiros. Mesmo Pelé, que apanhou muito, cumprimentou vários adversários.

PLACAR VIRTUAL SEGUNDO TEMPO – BRASIL 4 X 4 PORTUGAL


 

PLACAR VIRTUAL FINAL: BRASIL 5 X 13 PORTUGAL


 

 

 

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Fidélis, Zito, Bellini, Gilmar, Orlando e Paulo Henrique; Jairzinho. Gérson, Servílio, Pelé e Amarildo. BRASIL antes da Copa, empate por 1 a 1 em Glasgow, contra a Escócia, em 25 de junho de 1966. Servílio fez o gol. Amarildo acabou cortado. Servílio, o melhor dos amistosos, titular, também foi inexplicavelmente cortado. Zito, mesmo lesionado, ficou no  grupo.

NOTAS DO BRASIL (4)

Manga (NOTA 4) – Falhou feio no primeiro gol, e em outros lances. Nem as boas defesas ajudaram o ótimo goleiro que foi, mas foi infeliz em 1966.

Fidélis (3) – Horroroso no primeiro tempo, marcou melhor Simões na etapa final, quando Portugal tirou o pé.

Brito (5) – Perdeu pelo alto contra Torres e por baixo contra muitos. Melhorou, como todo o Brasil, na segunda etapa.

Orlando (5) – Errou lances fáceis para um dos maiores zagueiros do Brasil.

Rildo (7) – Não apenas pelo gol, mas foi quem se salvou, ainda que tentando marcar José Augusto.

Lima (6) – Deu muito espaço a Eusébio no primeiro tempo, e melhorou quando saiu para o jogo para tentar correr por Pelé.

Denilson (4) – Marcou e passou mal.

Jairzinho (6) – Foi ponta pela direita, foi centroavante, e jogou muito melhor que na primeira partida.

Pelé (5) – Lesionado com meia hora, ganha a nota pelo esforço. Até sair aos pontapés de campo, estava mal tecnicamente, e pouco buscou a bola.

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PELÉ deixa o gramado com o doutor Hilton Gosling. A única Copa que Ele perdeu.

Silva (5) – Como centroavante, na dele, não foi bem. Pela esquerda, na segunda etapa, correu.

Paraná (7) – O melhor do Brasil. Na esquerda e depois na direita. Pela velocidade e vontade.

Vicente Feola (4) – Muito mal na convocação, pior ainda na preparação, e infeliz nas escolhas a cada jogo.


 

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Batista, Graça, Hilário, Vicente, Morais e Pereira; José Augusto, Torres, Eusébio, Coluna e Simões. O Ótimo time que venceu o Brasil e foi terceiro colocado na primeira Copa que disputou

PORTUGAL (8) – Um ótimo time

Pereira (5);

Morais (5), Baptista (6), Vicente (6) e Hilário (6);

José Augusto (8), Graça (6), Coluna (8) e Simões (8);

Torres (7) e Eusébio (9)

Oto Glória (8)


HISTÓRIA EM JOGO é a sessão inspirada por ANDRÉ ROCHA com os arquivos de GUSTAVO ROMAN

HISTÓRIA EM JOGO – Copa-66 – Brasil 1 x 3 Hungria

Leia o post original por Mauro Beting

 

GOODISON PARK, LIVERPOOL. 15 de julho de 1966


 

Brasil no 4-2-4 com a bola, e 4-4-2 sem ela; Hungria no 4-2-4 com a pelota, e no 4-4-2 sem ela, mas com mais dinâmica

– Brasil no 4-2-4 com a bola, e 4-4-2 sem ela; Hungria no 4-2-4 com a pelota, e no 4-4-2 sem ela, mas com mais dinâmica


 

PRÉ JOGO – Vicente Feola mudou dois jogadores para a segunda partida do Brasil em Liverpool, em Goodison Park, estádio do Everton, depois da estreia com vitória sobre a Bulgária por 2 a 0. Preferiu poupar Pelé, que não estava 100% com o joelho direito, e apostou no cruzeirense Tostão, de apenas 19 anos, como meia-atacante; no mei0-campo, Gerson toma o lugar de Denilson. Brasil, na teoria, mais leve e também mais técnico, e um pouco menos marcador contra a Hungria, que na partida inaugural perdeu para Portugal por 3 a 1. Portugueses e brasileiros lideram com dois pontos o grupo (duas seleções se classificam). A Hungria só pode pensar em atacar. Empate pode ser ótimo para o Brasil.

Djalma Santos é o único remanescente em campo do Brasil derrotado pela Hungria oito anos antes, na Copa de 1954, na Suíça. A última derrota brasileira em Copas.


 

 

 


 

blog mais memoria net

Brasil na segunda partida em 1966: Bellini (São Paulo), Gilmar (Santos), Altair (Fluminense), Djalma Santos (Palmeiras), Lima (Santos), Garrincha (Corinthians), Jairzinho (Botafogo), Tostão (Cruzeiro), Paulo Henrique (Flamengo), Alcindo (Grêmio) e Gerson (Botafogo). O time de Vicente Feola que perdeu por 3 a 1 para a Hungria. Com o amarelo e o azul tão esmaecidos como o time tão mal preparado fisicamente em 1966. Na estreia da Copa, ALCINDO FOI O PRIMEIRO JOGADOR QUE NÃO ATUAVA OU EM SÃO PAULO OU NO RIO QUE ATUOU PELO BRASIL EM UMA PARTIDA DE COPA. BAIRRISMO AINDA IMPERAVA


 

COMEÇOU – Primeira chance brasileira. Lima pega bem de fora da área para boa defesa de Gelei. Apenas 27s. Lance está no vídeo acima.

1min – Segunda chance do Brasil. Tostão aparece sozinho para cabecear escanteio batido por Garrincha. Bola sai à direita da meta húngara.

GOL. 1 A 0 HUNGRIA. 2min. BENE. Recebe às costas de Paulo Henrique, vai cortando para dentro Altair e Bellini, e manda sem defesa para Gilmar, de canhota.

FERENC BENE. Atacante e ponta-dieita da Hungria, de 1962 a 1979. Medalha de ouro em 1964, em Tóquio, marcando 12 gols em 5 jogos

FERENC BENE. Atacante e ponta-direita da Hungria, de 1962 a 1979. Medalha de ouro em 1964, em Tóquio, marcando 12 gols em 5 jogos

5min – Tostão começa bem fazendo a mesma função mais centralizada de Pelé. Buscando a bola mais atrás também que o Rei. Jairzinho muito mais ativo e aceso que na partida de estreia.

6min – Muita ligação direta e muito chutão do Brasil contra a Hungria que se fecha mais, recuando inclusive os pontas, especialmente Rakosi, o camisa 11. Para um time que tem Lima e Gerson para armar, e mais Tostão recuando, é inadmissível tanto balão.

9min – Bela pancada do móvel meia-atacante Farkas para boa defesa de Gilmar. Lima perdido na marcação, Gerson errando os passes que sempre acertou e muito distante de Lima, abrindo buraco para Farkas e até para Bene flutuarem. Albert também recua para articular pelo bom time húngaro.

gerson 1966

GERSON, o CANHOTA, não foi bem. Foi quase tão detonado quanto seria Dunga, em 1990. Em 1970,  como o capitão do tetra em 1994, Gerson respondeu pela bola. E com a mesma camisa 8 de Dunga na Copa dos EUA – embora com outra qualidade

12min – O futebol era muito mais jogado que marcado – até esta Copa. Era muito mano a mano. Lima jogava e também deixava jogar. Mas estava dando muito espaço a Farkas, que começava a fazer a diferença. O volante polivalente não estava 100%.

13min – Gelei larga a bola e Tostão não aproveita jogada com Alcindo. Brasil vai equilibrando.

14min – Brasil pressiona e Rakosi fecha o campo pela esquerda. Apenas Bene e Albert ficam no ataque, sem a bola. Hungria varia do 4-2-4 com a bola ao 4-4-2 sem ela. Brasil também joga sem a bola do mesmo jeito.

GOOOOOL. 1 A 1. BRASIL. TOSTÃO. PÉ ESQUERDO. 14min. Mão na bola tola e desnecessária cometida por Rakosi. Lima bate a falta da meia direta, a bola desvia na zaga e, no rebote, sobra para o artilheiro celeste, livre, bater sem chance para o goleiro. Gol que, hoje, dificilmente aconteceria. Demoraria mais tempo para bater a falta, e mais gente chegaria dentro da área húngara.

daily mail

TOSTÃO pega o rebote e empata o jogo, observado por Alcindo, Gerson e Jairzinho. O PRIMEIRO GOL MARCADO PELA SELEÇÃO EM COPAS POR UM ATLETA QUE NÃO FOSSE DE UM TIME DO RIO OU DE SÃO PAULO

16min – Tostão é o melhor brasileiro. Locutor da BBC o chama de “Little Coin”. Gerson segue mal.

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Djalma Santos, Garrincha, Lima, Tostão, Jairzinho e Bellini celebram o gol de empate

18min – Quinta chance brasileira. Bela tabela Alcindo, Garrincha e Tostão.

18min – BRASIL é o grito da galera que acompanha a melhora do time de Feola.

19min – Garrincha bate escanteio bisonho na ponta esquerda. A bola sai rasteira pela linha de fundo. Partida ruim de Mané, apesar de o Brasil mandar em campo.

20min – Chance deles. Linda tabela de cabeça até Bene finalizar e Gilmar fazer defesa espetacular. A segunda grande defesa do veterano goleiro santista.

22min – Mais uma boa chance deles, bola sai à direita de Gilmar. Jogo mais equilibrado. Hungria perigosa no contragolpe.

23min – Chance deles. Paulo Henrique salva sobre a linha enorme oportunidade rival. Brasil segue marcando mal também a bola parada.

25min – Ótima partida de Tostão e Jairzinho. Muita movimentação da dupla. Tostão sai da direita e cai pela esquerda. Jairzinho entra em facão da esquerda para dentro.

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JAIRZINHO jogou mal a primeira partida, e muito bem a segunda

25min – Garrincha chuta para boa defesa de Gelei.

26min – Primeiro lançamento de Gerson (digno) de Gerson para Djalma Santos. Ainda é muito pouco para  tanto craque.

26min – Mais um lance de Farkas com liberdade pela esquerda, lançando à direita para Bene.

27min – Mathesz, o volante pela direita húngaro, chega muito à frente. Muito bom jogador.

32min – Chance húngara, mais uma com Farkas. Às costas de Lima, para cima de Bellini, e boa defesa de Gilmar. Ele vai desequilibrando o jogo.

34min – Como o brilhante Hidekguti, um verdadeiro falso 9 da grande Hungria dos anos 1950, o excelente Albert sai da área e vem lá no meio armar. Por isso levou chanfrada feia de Lima. Houvesse cartão amarelo em 1966, seria lance para tal. Lance raro em partida muito boa, pouco faltosa se comparada a Brasil 2 x 0 Bulgária, e a muitos jogos do Mundial de 1966. E nada comparável à Batalha de Berna, Hungria 4 a 2 no Brasil, na Copa de 1954.

FLORIAN ALBERT. O Imperador húngaro. Melhor jogador da Europa em 1967, atuou pela seleção magiar de 1959 a 1974. Excelente centroavante, sabia sair da área, com extrema elegância e faro de gol

FLORIAN ALBERT. O Imperador húngaro. Melhor jogador da Europa em 1967, atuou pela seleção magiar de 1959 a 1974. Excelente centroavante, sabia sair da área, com extrema elegância e faro de gol

37min – Segunda reposição errada de Gilmar dá em mais uma boa chance húngara de gol.

39min – Alcido perde chance inacreditável, em lance armado pela esquerda por Tostão.

40min – Grande chance desperdiçada por Alcindo, em belo lance de Tostão pela esquerda.

40min – Farkas sempre no mano a mano contra Bellini e Altair, e às costas de Lima e Gerson.

albumdosesportes

Jairzinho tromba com goleiro Gelei, que foi bem contra o Brasil, e muito mal na eliminação para URSS, nas quartas-de-final

41min – Grande chance brasileiro. Sensacional lançamento de Gerson para Garrincha desperdiçar de cabeça, mandando por cima. Ninguém da Hungria o acompanhou. Uma pena. Seria o último gol de Mané em Copas.

41min – Farkas agora cai às costas de Paulo Henrique. É o ponto mais fraco do Brasil, desde a estreia – embora estivesse relacionado na seleção dos melhores atletas da Copa.

42min – Tostão recua cada vez mais para começar o jogo. Jairzinho bem, tentando entrar em diagonal, quase faz belo lance. Alcindo não está legal. Mané disperso.

43min – Jogadores brasileiros escorregam demais no gramado de Liverpool. Time rifando muito a bola e muito afobado com o empate que era ótimo, então.

44min – Seleção dá muito espaço e não sabe como acompanhar Albert e Farkas, que se mexem muito bem.

44min – Lima desarma bem no meio-campo, arranca em belo contragolpe de 4 x 3 húngaros, mas também é desarmado. Equipe erra passes e toma as decisões infelizes. Húngaros já parecem melhor preparados fisicamente.

44min – Vaia de bola recuada para Gilmar por Paulo Henrique. Estádio torce muito mais pelos europeus. Ou contra os então bicampeões mundiais.

44min – Irreconhecível, Gerson inverte mal a bola e arma contragolpe com Bene.

1966. BRASIL 1 X 3 HUNGRIA_SEM A BOLA

SEM A BOLA, Brasil se posicionou no usual 4-4-2, com Tostão um tanto mais atrás do apagado Alcindo, e Garrincha e Jairzinho pelos lados. Gerson fechava o meio com Lima. Embora mal tecnicamente, GERSON, nas palavras de Tostão, FOI O MELHOR MEIO-CAMPISTA DE MARCAÇÃO QUE ELE VIU JOGAR

FIM DO PRIMEIRO TEMPO – Jogo muito bom, dos melhores da Copa. Lá e cá. Hungria mais organizada e perigosa, muito mais coletiva, solidária e melhor preparada fisicamente


PLACAR VIRTUAL – BRASIL 7 X 7 HUNGRIA.


 

RECOMEÇOU – Baleado, puxando a perna direita, Alcindo faz número na ponta direita. Ou na intermediária. Jairzinho assume o comando de ataque. Garrincha às vezes vai tentar algo na ponta esquerda.

1966. BRASIL 1 X 3 HUNGRIA_SEGUNDO TEMPO

MACHUCADO DESDE O REINÍCIO DE JOGO, Alcindo ficou ali fazendo número, na intermediária, pelo lado direito. Garrincha foi jogar algumas vezes no recomeço do jogo pelo lado esquerdo, mas ficou mesmo como homem de frente, com Jairzinho definitivamente centralizado

 

44s. GOL ANULADO DO BRASIL. Belo peixinho de Jairzinho em cruzamento da esquerda de Garrincha. Mas estava impedido.

1min – Djalma Santos tenta da intermediária e manda por cima. Brasil começa melhor na segunda etapa, mesmo com Alcindo fora de combate, se arrastado pelo lado direito, puxando a perna direita. AINDA ERA PROIBIDA A SUBSTITUIÇÃO EM COPAS. SÓ NO MÉXICO A REGRA TRÊS FUNCIONARIA, COM DÉCADAS DE ATRASO.

3min – Bom lance brasileiro, apesar de um jogador a menos. Jair recebe mais uma vez impedido.

4min – BRASIL grita a torcida, ainda timidamente.

6min – Kaposzta, o lateral-direito, bate por cima. Hungria vai equilibrando mais uma vez a partida.

8min – Chance Brasil. Tostão dá linda enfiada de pé direito para Jair ganhar na corrida de três húngaros e bater na rede direita da meta europeia. Brasil perigoso no contragolpe, com 10 jogadores e meio.

9min – Jogo aberto, bem jogado, emocionante, sem pancada, sem mimimi.

9min – Chance deles. De novo Bene venceu Paulo Henrique e cruzou. Farkas apareceu livre e perdeu a ótima oportunidade, pegando o rebote de sem-pulo.

10min – PRIMEIRO REPLAY AO VIVO DO FUTEBOL. Ou melhor: esse lance é o ensaio do que seria o segundo gol húngaro. Jogada pela direita para cima de Paulo Henrique e toque para Farkas (livre) mandar à esquerda de Gilmar. Brasil abrindo o bico. Sem a bola, agora, fica praticamente só Garrincha na frente, com Alcindo quebrando o galho.

11min – Tostão segura muito a bola e, quando solta a Garrincha, ele está impedido. Hungria adianta a linha de zaga e manda no jogo, com um a mais.

12min – Albert manda uma bomba da meia direita à direita de Gilmar. Brasil erra muitos passes.

12min – BRASIL é o grito da torcida.

14min – Mario Américo tem tanto prestígio que, mais uma vez, o locutor da BBC cita a entrada do massagista brasileiro para atender Jairzinho, na primeira entrada feia do jogo, no tornozelo direito.

15min – PÊNALTI NÃO MARCADO PARA A HUNGRIA. Em lance infantil para tanta categoria e experiência, Djalma Santos derruba Albert dentro da área, depois de outro grande lance de Farkas, pela esquerda. MAIS UMA VEZ O BRASIL BENEFICIADO PELA ARBITRAGEM EM COPAS. Na sequência, Garrincha parou dentro do gol. Mas não estava valendo nada.

altair 1966

ALTAIR. Reserva de Nilton Santos em 1962, não fez uma boa Copa na zaga esquerda em 1966

17min – Matrai sente o braço direito. Albert já havia saído mancando. Jogo mais pegado. Lima não está legal, também por não estar 100% fisicamente. Era até mesmo dúvida antes do jogo.

18min. GOL. 2 A 1 HUNGRIA. FARKAS. PÉ DIREITO. Mais um lance pra cima do lateral esquerdo brasileira, e, mais uma vez, Farkas faz o gol que quase havia marcado oito minutos antes. Belo gol. Só Djalma Santos, aos 36 anos, chegou perto do 10 húngaro, que honrou no gol e na partida a mítica camisa de PUSKAS.

E0XEF4 Jul. 07, 1966 - World Cup Football Hungary beat Brazil 3-1: Photo shows Farkas of Hungary raises his arms in joy after scoring H

JANOS FARKAS. Ponta-de-lança húngaro, de 1961 a 1969. O dinâmico e técnico armador celebra o golaço que marcou, o segundo da vitória por 3 a 1. Pouco antes poderia ter feito igualzinho contra Gilmar, que nada pôde fazer, como Djalma Santos

19min – Djalma Santos tenta o tradicional lance de puxar a bola do gramado, dar uma bolinha e tocar por cima e manda direto pra lateral… Irreconhecível Brasil..

20min – Djalma Santos tenta sair jogando na entrada da área e perde de novo. Brasil mal de tudo. Sobretudo animicamente e, também, fisicamente.

21min – Albert sai da área, vem buscar no meio-campo, e não é molestado por brasileiro algum.

22min – Ninguém do Brasil chega na área. Hungria perde outra chance. Só Gilmar salva.

Gilmar fez ótima partida. Nada poderia fazer nos três gols húngaros, e evitou ao menos mais dois - fora mais um gol muito mal anulado no final dos 3 a 1

Gilmar fez ótima partida. Nada poderia fazer nos três gols húngaros, e evitou ao menos mais dois – fora mais um gol muito mal anulado no final dos 3 a 1

23min – Brasil não marca mais ninguém. Locutor da BBC diz que parece o jogo do EVERTON x BRASIL. Toda a torcida em Goodison Park apoia o melhor futebol húngaro.

23min – Jairzinho e Tostão fazem bela tabela. Mas dá em nada.

24min – Albert mais uma vez pega a bola atrás e passa por três brasileiros. Quando ele sai da área, Farkas aparece como  centroavante. Mal-bem comparando, é o que faziam Hidekguti e Puskas nos anos 1950.

25min – Gerson talvez esteja fazendo sua pior partida pelo Brasil. Perdido e sumido. E, ENTÃO, ABSURDAMENTE COBRADO DEPOIS DA PÉSSIMA ATUAÇÃO. FOSSEM OS CORNETAS VENCEDORES, GÉRSON NÃO TERIA SIDO O BRILHANTE CAMPEÃO DO MUNDO EM 1970.

27min – Toda a bola cruzada da lateral esquerda é deles. Só Gilmar aparece. E não consegue afastar da área brasileira.

paulo henrique 1966

PAULO HENRIQUE era bom lateral. Mas, como muitos, não fez uma boa Copa

28min – Garrincha não acerta um drible. Brasil não rouba uma bola. Time dá todo o espaço para eles.

28min  – Albert dando show. Assim como Farkas.

28min – PÊNALTI MARCADO. PAULO HENRIQUE DERRUBA BENE NA PONTA DIREITA. Altair tentou fazer a falta e não conseguiu. Paulo Henrique acertou uma depois de errar o primeiro bote e derrubou Bene. Bem marcado. NENHUM JOGADOR BRASILEIRO RECLAMOU DA MARCAÇÃO.

28min. GOL. 3 A 1 HUNGRIA. MESZOLY. PÉ DIREITO. Gilmar nem foi na bola, forte no canto direito. Dois húngaros nem olharam para a cobrança.

 

getty images

Hungria 3 a 1. Meszoly bate o pênalti sem chances para Gilmar. E poderia ter sido mais

 

30min – WE WANT FOUR. O grito do torcedor em Goodison Park. E é só forçar.

31min – Grance chance húngara. Mesmo com dor nas pernas, Bene vai ao fundo e cruza. Zaga brasileira erra mais uma vez. Rakosi perde grande chance.

32min – GOL MAL ANULADO ABSURDAMENTE DA HUNGRIA. Albert passa por todo mundo, e toca pro Farkas fazer o quarto gol. Não há impedimento em hipótese alguma – até 1991, mesmo linha era impedimento. Mas não era o caso. POSIÇÃO LEGALÍSSIMA. Jogadores húngaros ficam loucos – ou tão lunáticos quanto o árbitro. Torcida vaia. Um esbulho.

33min – Rakosi corta por dentro e bate à direita de Gilmar. Brasil entregue.

34min – Meszoly cai no chão depois de choque com Alcindo. Lesiona o ombro esquerdo. Treinador põe a mão na cabeça. Mas ele segue na raça, com tipoia parecida com a que Beckenbauer usaria na semifinal da Copa de 1970, contra a Alemanha.

39min – Alcindo livre no segundo pau não faz o segundo gol por conta de bela defesa de Gelei, depois de cruzamento de Garrincha.

42min – Mais uma vez prejudicada a Hungria. Mais uma bola nas costas de Paulo Henrique só não dá em lance de gol por outro impedimento absurdo marcado. Gilmar estava cara a cara contra dois atacantes rivais.

44min – Albert passa pela zaga, por Gilmar, e manda na rede lateral esquerda. Exausto e com as pernas pesadas, ele ainda corre e joga mais que o Brasil.

44min – Último lance de Garrincha em Copas foi um cruzamento torto para fora.

FIM DE JOGO – 3 A 1 HUNGRIA. E FOI POUCO. NÃO APENAS PELA DIFERENÇA ENTRE AS EQUIPES.

Brasil precisa vencer Portugal e ainda torcer pela Bulgária na terceira partida.


 

PLACAR VIRTUAL – BRASIL 9 X 12 HUNGRIA

 


 

NOTAS DO BRASIL (nota 4)

GILMAR (6) – Não fosse o goleiro que também se despedia dos Mundiais teria sido ao menos de cinco.

DJALMA SANTOS (4) – Provavelmente a pior partida em quatro Copas. Um pênalti infantil não marcado e dificuldade para marcar o ponta húngaro que ia e voltava.

BELLINI (4) – Ruim pelo alto e sempre batido por baixo pelo dinâmico Albert.

ALTAIR (4) – No mesmo nível do companheiro, ainda sofreu com a má jornada de Paulo Henrique.

PAULO HENRIQUE (3) – Não apoiou e sofreu demais com Bene.

LIMA (5) – Não estava 100% fisicamente e também sofreu com a irreconhecível jornada do Canhotinha Gerson.

GERSON (4) – Não armou, não lançou, não marcou. Não.

GARRINCHA (4) – Triste atuação do craque da Copa de 1962.

TOSTÃO (8) – O melhor em campo com a amarelinha, na estreia dele em Copas – e do primeiro mineiro em campo em um Mundial. Armou e ainda atacou e fez o gol.

ALCINDO (4) – Não estava bem e se lesionou.

JAIRZINHO (7) – Muito melhor que na partida inicial, correu por Alcindo na segunda etapa.

VICENTE FEOLA (4) – Não foi feliz na montagem do elenco e ainda pior na do time.


 

NOTAS DA HUNGRIA – NOTA 8

GELEI (7)

KAPOSZTA (5)

MATRAI (7)

MESZOLY (6)

SZEPESI (6)

SIPOS (6)

MATHESZ (7)

BENE (7)

ALBERT (9)

FARKAS (9)

RAKOSI (7)

LAJOS BAROTI (7)

A seleção húngara de 1966

A seleção húngara de 1966


 

VICENTE FEOLA – “Jogamos muito mal”.

GILMAR – “Os húngaros jogaram maravilhosamente”


 

A partida só foi ser vista pelos paulistanos no dia seguinte, 22h, pela TV Excelsior, Canal 9.

Transmissão ao vivo, apenas em 1970.

Colorida, só em 1974 (e para alguns locais do país, já em 1970)