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A grande lição

Leia o post original por Antero Greco

Há 35 anos que a lembrança pontualmente ressurge, no dia 5 de julho. Data especial para quem ama o futebol em geral, o do Brasil em particular. Sim, a folhinha nos recorda da fatídica partida com a Itália, na segunda fase do Mundial da Espanha.

Para quem acompanhou o episódio e para os jovens que só ouviram falar ou assistiram pela tevê, é o momento de recordar dos 3 a 2 que eliminaram a seleção de Telê. Maldito Paolo Rossi! Que de maldito não tinha nada. Apenas fez o que se esperava de um centroavante – gols, três de uma vez.

Para mim, a “Tragédia do Sarriá” como o duelo ficou conhecido – por causa do nome do antigo estádio do Espanyol – tem significado decisivo. Foi um marco profissional e uma lição de vida. Quero dividir a experiência com os amigos, sobretudo com os que são ou sonham em ser jornalistas.

A Copa de 82 foi a primeira das sete que cobri ao vivo – em outras três fiquei na redação. Na época, já não era um iniciante (“foca”, na nossa gíria), tampouco muito rodado. Tinha acompanhado um pouco times brasileiros na Libertadores e contava com o Mundialito do Uruguai (80/81) no currículo. Mesmo assim, a turma do “Estadão” botou fé em mim e decidiu me mandar para aquela grande cobertura.

No entusiasmo de quem tinha 20 e tantos anos, topei a parada. E mais: fui um mês antes do pontapé inicial e voltaria só um mês depois. Quase 90 dias fora de casa – e tinha um filho de apenas três meses. O primeiro ensinamento: aguentar saudade da família. Para piorar, eu fiquei a maior parte do tempo sozinho, pois minha missão era seguir os passos da Itália.

O ambiente entre os italianos era péssimo. Os jogadores não falavam com a imprensa, irritados com críticas que recebiam e até insinuações maldosas. Era um sufoco obter notícia – e não tinha internet, smartphones, tevês a cabos e novidades do gênero. Era máquina de escrever, gravador e telex. Alguém ainda sabe o que seja um telex?

Mesmo assim, deu pra fazer coisa boa, digna da tradição do jornal. Ruim era o futebol da Itália, que passou de fase com empates com Polônia, Peru e Camarões. Por pouco, a equipe africana não tira a “Azzurra” do páreo. A certeza de todos, incluído o técnico Enzo Bearzot, era de que penariam diante de Argentina e Brasil na etapa seguinte.

A Itália saiu do nada, derrubou os argentinos (então campeões do mundo) e atropelaram o Brasil, na última vez em minha carreira em que vibrei e fiquei triste com a “amarelinha”. Para não tomar mais seu tempo precioso, chego ao ponto central desta crônica.

Na tribuna de imprensa do estádio, eu estava sentado entre Nelson Cilo, companheiro de muitas batalhas, grande repórter, e Luiz Carlos Ramos, na época o chefe de Esportes do “Estadão”. Tão logo acabou o jogo, Cilo e eu nos olhamos sem saber como reagir, tal a decepção, a incredulidade diante do que acabáramos de assistir.

Assim que me viro para o Luiz Carlos, que passou o jogo todo batucando na máquina de escrever, ouço o seguinte: “Bem, estamos todos tristes, mas amanhã o jornal sai.” Reagi: “Vai à merda, Luiz! Você tem toda razão.”

Entendi, naquela hora, que minha missão ali era contar a História e não chorar como torcedor. O jornal me mandara para o “front” por avaliar que estava preparado para qualquer situação anormal. E aquela derrota era totalmente fora do comum, um choque.

Só que eu não tinha direito de me abater. Ao menos enquanto estivesse em atividade. Deveria manter equilíbrio e serenidade para relatar para os leitores o que havia acontecido ali, por que, como, e o que aquilo representaria para nosso futebol. As pessoas confiavam que, no jornal do dia seguinte, encontrariam uma luz – e ela viria dos profissionais enviados para tal tarefa.

Levantei-me da tribuna, fui à entrevista de Telê Santana (aplaudido pelos estrangeiros), conversei com jogadores, escrevi meu material e ainda dei uma ajuda pro Cilo, que continuava abalado. Depois, sem pressa, fomos andando até nosso hotel, nos trocamos, saímos para jantar. Tomei uns dois copos de vinho (o que era um despropósito pra mim, abstêmio convicto) e só então me emocionei. Permiti que algumas lágrimas rolassem.

Na volta para o hotel, como estava difícil conciliar o sono, fui conferir a crônica do Luiz Carlos, nosso guia e experiente homem de imprensa. Ela dizia que a “história iria julgar” aquela seleção. E a História a colocou dentre as melhores do futebol.

O Luiz (“Barriguinha” para os amigos e colegas) estava certo em tudo: na previsão e no conselho que me dera ainda no calor da hora. Nunca mais esqueci que jornalista precisa manter o sangue frio enquanto a história passa na frente dele. Deve ter nervos sob controle. Terminada a jornada, então ria, chore, grite, viva como “um ser normal”.

Porque afinal de contas, como diria o sábio, “jornalista também é gente”.

 

Copa com 48 seleções é um exagero; e o Palmeiras está virando um Chelsea, enquanto o Corinthians está quase um Hull City-ING!

Leia o post original por Milton Neves

ALBUM BLOG

Agora é oficial.

A Copa do Mundo, a partir de 2026, contará com… 48 seleções!!!

Um grande exagero, não é mesmo?

Afinal, o Mundial é interessante pela qualidade dos jogos, e não pela quantidade de partidas e de seleções.

A Fifa tem que se cuidar para não tornar o seu grande evento tão desinteressante quantos nossos Estaduais.

Mas e o Palmeiras, hein?

Está quase virando um Chelsea!

Dispensou bons jogadores que foram campeões brasileiros no ano passado, trouxe ótimos reforços e é grande favorito a ganhar tudo em 2017.

Até mesmo o tão sonhado Mundial.

E, gostem ou não, Felipe Melo foi uma ótima contratação.

Mas ele precisa parar de xingar jornalista.

Criar guerra com a imprensa não é bom negócio.

Dunga que o diga…

Mas se o Palmeiras está se tornando um Chelsea, o Corinthians está quase um Granada-ESP ou um Hull City-ING.

Só contrata refugo e corre sério risco de perder os poucos bons jogadores que restaram no elenco.

Está na hora de abrir os olhos, Timão.

Não adianta nada ter um estádio de primeiro mundo para jogar a segunda divisão!

Opine!

A sedução que derrubou Dunga de novo

Leia o post original por Antero Greco

A queda de Dunga era bola cantada, antes até da Copa América. Escrevi aqui e falei na tevê que a competição fora de hora só atrapalharia a vida dos clubes brasileiros e traria riscos para o treinador. Se ele conquistasse o título, teria sobrevida no cargo. Caso contrário, a cabeça seria entregue de bandeja. Não deu outra: levou um chega pra lá da CBF.

E foi dispensa sem pudor. De quebra, arrastou consigo o coordenador Gilmar Rinaldi, em teoria superior dele no organograma da entidade. Gilmar se queimou por ter bancado o ex-companheiro dos tempos de seleção de 94 desde a indicação. Morreram abraçados nessa aventura fracassada. Desfecho lógico.

Dunga tem responsabilidade na própria demissão. Em primeiro lugar, por acreditar na CBF. Só com muita ingenuidade, ou ambição, para confiar na cartolagem. Não vale o argumento de que retornou ao posto que ocupou entre 2006 e 2010 por amor à pátria, por causa de um projeto de reconstrução do prestígio da seleção ou coisa que o valha. Essa de pátria de chuteiras foi alegação usada e surrada por Zagallo e Parreira.

Dunga talvez se tenha deixado seduzir pelo desejo de dar a volta por cima. Imaginou-se, como técnico de novo da seleção, como nos tempos de jogador e após a final do  Mundial dos Estados Unidos. Quem sabe lhe tenha passado pela cabeça a imagem dele a erguer a taça de campeão e, no momento da euforia, soltar palavrões e mostrar o troféu para fotógrafos e dizer: “Para vocês, bando de traíras.”

Não teve tempo, não teve resultados, não teve competência. Dunga foi boleiro sério, construiu sólida carreira, ganhou muito. Teve liderança em campo. Mas aquelas características não garantiam que pudesse transformar em técnico de ponta. Na verdade, nem teve como testar habilidades, pois de cara assumiu a seleção. E, depois de 2010, só encarou o desafio de dirigir o Inter. Desafio que logo acabou.

Em vez de seguir na profissão, de dar topadas com equipes dos mais variados níveis, Dunga não vacilou ao aceitar o convite para pegar novamente a seleção. Até se esforçou para mudar um pouco o jeito rude no contato com os jornalistas. Mas, dentro de campo, pecou por não tornar um grupo de bons jogadores (as convocações não foram ruins) em um time confiável e vencedor.

Ficou pelo meio do caminho. É jovem para a profissão de técnico. Se tiver paciência, pode crescer e brilhar. Como acontece com o parceiro Jorginho, cada dia mais seguro no Vasco.

E esqueça desejo de reviravolta na seleção. O auge, o momento inesquecível, foi o do tetra, em 94.

 

 

Pelé estava emocionado

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 15/06/1982

Pelé durante o sorteio da Copa do Mundo de 1982SEVILHA (De Wanderley Nogueira, especial para A GAZETA ESPORTIVA) – Entre os brasileiros havia um torcedor bastante especial, Pelé. O rei do futebol chegou bem cedo ao Estádio Sanchez Pizjan. E, como sempre, foi logo cercado pelos repórteres e torcedores de modo geral. Pelé estava otimista: “Fico contente em ver o estádio completamente lotado por torcedores brasileiros. Eu fui jogador  e sei muito bem o que isso representa. A presença da torcida dá um novo ânimo aos jogadores.”

Pelé estava emocionado, mas prefiro não falar em placar: “Estou contente, claro. E como todos os brasileiros, torcendo para o Brasil conseguir uma vitória excelente. Fácil agente sabe que não vai ser, pois a União Soviética é uma equipe que pratica um bom futebol. Mas se o Brasil jogar aquilo que sabe chegará a uma vitória, tenho certeza. Nem precisa praticar um futebol fora do normal, basta apenas jogar aquilo que sabe e jogou sempre.”

Ronaldo contra o sistema

Leia o post original por Antero Greco

Ronaldo parou de jogar, mas continua com excelente senso de colocação. Como centroavante goleador que foi, sabe a hora de dar o bote nas defesas desguarnecidas. Fez muitos gols assim dentro de campo, tenta repeti-los fora, nas atividades que exerce.

Agora, por exemplo, não poupa críticas à CBF e ao sistema do futebol brasileiro, que considera corrupto. Já faz algum tempo mostra frustração com o que ocorre na entidade e expõe o pensamento em público. Mantém distância da cúpula e admite que sonha, um dia, em ser presidente da CBF.

Ronaldo, no entanto, conviveu com pessoas que hoje rejeita. Em 2011, quando a batata de Ricardo Teixeira assava forte, aceitou convite dele para ser “homem forte” no Comitê Organizador da Copa. No momento em que o ex-presidente saía de cena, dizia que se tratava de alguém que havia feito muito pelo futebol do País.

Nos dois anos seguintes, apareceu incontáveis vezes ao lado de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, sucessores de Teixeira na CBF e integrantes do COL. Não se mostrava incomodado com a companhia.

Também defendia a realização do Mundial – “A Copa não se faz com hospitais”, declarou em certa ocasião. Mas às vésperas da competição, e com o clima eleitoral a esquentar, criticou o governo, se disse frustrado e declarou apoio ao amigo Aécio Neves.

Tudo o que fez, porém, foi para servir ao futebol brasileiro e à pátria.

Acabou o caô: Frete barato e livro com 50% de desconto!

Leia o post original por Rica Perrone

Nem começa o chororô. Era o frete o problema? Conseguimos a um preço fixo e baixo pra todo Brasil! Era o preço? Então, metade do preço pra você. E agora? Não vai comprar o #TeveCopa porque? https://www.estantedoautor.com.br/livro/cronicas/tevecopa/

HISTÓRIA EM JOGO – Copa-66 – Brasil 1 x 3 Portugal

Leia o post original por Mauro Beting

GOODISON PARK, LIVERPOOL

19 de julho de 1966. 19h30.

Terceiro jogo do Brasil na Copa da Inglaterra. E último.

George McCabe (Inglaterra). Os dois bandeirinhas atuaram invertidos, acompanhando os ataques pela esquerda das duas equipes.

58.479 torcedores


1966. BRASIL 1 X 3 PORTUGAL_COM A BOLA

BRASIL no 4-2-4 usual, e em um 4-4-2 sem a bola, deixando Pelé e Silva na frente; PORTUGAL mais moderno e eficiente no 4-4-2 do brasileiro Otto Glória, com o recuo de José Augusto, que rodava muito, e Simões, mais fixo à esquerda, com Eusébio vindo de trás, e Torres também sabendo sair da área. Um belo time.

 


PRÉ-JOGO – Vicente Feola mudou nove jogadores da derrota por 3 a 1 para a Hungria, que obrigou o Brasil a vencer Portugal, que atuava pelo empate, depois de duas boas vitórias contra húngaros e búlgaros.

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VICENTE FEOLA. Campeão do mundo em 1958, não pôde ser bicampeão por estar doente. Em 1966, não foi feliz na convocação, armação e escalação do Brasil

Toda a zaga foi modificada. No meio-campo volta Denilson para marcar mais que Gerson. No ataque, Jairzinho enfim atua aberto pela direita na posição de Garrincha. Paraná assume a ponta-esquerda. Poupado por lesão na segunda partida, Pelé retoma o lugar que é dele, substituindo Tostão (o melhor brasileiro contra os húngaros). Silva é o centroavante no lugar de Alcindo. Melhor teria sido com Pelé e Tostão (ambos, à época, era pontas-de-lança).

Orlando, titular campeão do mundo em 1958, joga a sua primeira partida. Será o capitão.

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COLUNA e ORLANDO. Capitães trocam flâmulas no estádio do Everton. Depois, as duas seleções trocariam bordoadas em Liverpool

 


MELHORES MOMENTOS DO FILME OFICIAL DA FIFA


 

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Rildo (Botafogo), Manga (Botafogo), Brito (Vasco), Denilson (Fluminense), Orlando (Santos) e Fidélis (Bangu); Mario Américo, Jairzinho (Botafogo), Lima (Santos), Silva (Flamengo), Pelé (Santos) e Paraná (São Paulo). O Brasil que mudou nove jogadores (exceto Lima e Jairzinho) e perdeu do mesmo jeito o terceiro e último jogo da Copa-66.


 

COMEÇA O JOGO

45s – Eusébio bate falta da meia esquerda, Manga dá rebote feio e, depois da quizomba na área, consegue a defesa. O craque de Moçambique já começa assustando. Manga, assustado. Como todo o mexido Brasil. Mas ainda não mudado.

2min – Eusébio livre às costas de Lima bate à esquerda. O volante Denilson não o acompanhou. Brasil marca muito mal. Começa o jogo como acabou contra a Hungria. Pedindo para levar gol.

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MARIO COLUNA. A própria do Benfica e da Seleção de Portugal. Um dos melhores todo-campistas do futebol. Como Eusébio, nasceu em Moçambique. Como ele, morreu em 2014

4min – Outra falta da meia esquerda. Desta vez Eusébio coloca a bola com perigo, por cima da meta. O atacante português se junta a Torres e bota o terror entre os dois zagueiros e os dois meio-campistas brasileiros. José Augusto e Simões começam em linha no 4-4-2 que domina 0 antiquado 4-2-4 brasileiro. O meio-campo é deles. Para não dizer todo o campo.

5min – Brasil só à base da bola longa. O gigantesco Coluna recua para defender e armar na própria área, inicialmente mais à direita. Bandeira do Benfica, é um todo-campista completo. Marca, arma, desarma, ataca. E manda em campo.

6min – Lima lança Pelé que divide com goleiro e nada acontece. Bola longa. É só isso que faz o Brasil que não pode empatar.

8min – Primeira falta em Pelé, no meio-campo. Rei muito discreto. Pouco joga, e pouco pede bola.

9min –Seleção bate mais que Portugal, que marca em cima no 4-4-2 com poucos espaços. Ótimo trabalho do brasileiro Oto Glória.

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OTTO GLÓRIA. Brasileiro, treinou Portugal em 1966, e entre 1982 e 1983.

9min – Segunda falta em Pelé, a primeira mais dura. Coluna entrou por cima da bola. Massagista Mário América atende o Rei. Na cobrança, o fraco goleiro Pereira (não confundir com o benfiquista Costa Pereira – que também não era grande coisa…) fica sobre a linha. Nem um passo à frente!  A bola bate na barreira, sobe muito, e ele a defende sobre a linha. Na corrida, afobado e não muito bem intencionado, Silva vai para cima do goleiro português e o acerta. Pereira simula como se fosse um ataque aéreo. Jogo muito duro e catimbado.

12min – Eusébio avança pela esquerda, Lima chega tarde, e Fidélis não ganha uma pela lateral direita. Paraná dá um pé a Rildo pelo lado esquerdo, e vem sempre buscar a bola na intermediária. Quando ataca, explora a velocidade e o pé direito, que o fazem cortar muitas vezes para dentro de campo.

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O BRASIL de Feola treinando. Ou tentando.

13min – Coluna pega Paraná em cheio. Jogo fica mais duro.

14min. Eusébio de canhota, Manga bem no lance. Jogada muito boa com Simões pelo lado esquerdo. Mesmo com Jairzinho recuando para dar um pé a Fidélis, é pela esquerda que os tugas chegam com cada vez mais perigo.

14min. GOL. 1 A O PORTUGAL. SIMÕES. CABEÇA. Lance pela esquerda, cruzamento de Eusébio da linha de fundo, Manga larga feio, e Simões completa de cabeça. Jogada manjada pela troca incessante de posição entre o ponta-esquerda Simões e o ponta-de-lança Eusébio. Gol merecido pela qualidade e vontade de Portugal, e pela péssima partida do Brasil.

16min – Falta feia de Brito em Eusébio. Muita discussão entre eles. Jogo em ritmo de Libertadores.

17min – Eusébio bate outra falta colocada, que raspa a trave direita.

18min – Saída de bola ridícula de Orlando no pé do atacante rival. Brasil muito nervoso.

18min – Chute fraco de Pelé fica fácil para Pereira.

18min – Sétima chance portuguesa, tiro de Graça da meia direita. Ninguém marca no Brasil.

18min – Oitava chance lusa. Torres, de fora da área. Manga defende. Brasil engolido pelos portugueses.

19min – Jairzinho faz bom lance contra quatro rivais. Mas era ele contra todos. Ninguém de amarelo por perto. Na cobrança de escanteio, ele bate muito mal, curto. Lance bisonho.

22min – Fidélis pisa na bola e quase cai. Não está fácil para ninguém.

24min – Pereira demora para repor a bola e é vaiado. Portugal tira um pouco o pé.

25min – Falta dura de Rildo em Eusébio. E absolutamente desnecessária, na intermediária.

26min. GOL. 2 a O PORTUGAL. EUSÉBIO. Castigo: a falta foi cobrada lá da direita no segundo pau. O galalau do Torres ganhou de cabeça de Brito e tocou para Eusébio subir mais alto que Orlando e vencer Manga, que não saiu do chão, e nem do lugar. Lance em cima de Brito parecido com o que Leivinha superaria o zagueiro que seria tri mundial em 1970 e daria para Ronaldo fazer o gol do título paulista de 1974 para o Palmeiras.

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Eusébio marca de cabeça o segundo gol português, superando Orlando pelo alto, e Manga que não tirou os pés do chão

 

27min – Faixa da torcida brasileira: “85 MILHÕES ESTÃO AQUI”. Seriam cinco milhões a mais em 1970.

27min – Belo lance de Paraná que passou por dois. Mas só ele joga. Ele e Rildo, apesar da falta do segundo gol.

28min – Denilson erra muitos passes na saída de bola. Brasil muito mal. Pelé sumido.

29min – Terceira falta em Pelé.  De fato, a terceira e, em seguida, a quarta. Duas faltas de Morais no mesmo lance. Ele sentiu mais o tornozelo direito de início, mas o problema mesmo foi no joelho. Levou dois minutos para sair de campo erguido por Américo e pelo doutor Hilton Gosling. Deixou o gramado aplaudido timidamente ao sair de campo. Até então, a nota dele era 4. E pelo respeito real a Pelé.

JOGOS DA SELEÇÃO

PELÉ caído, EUSÉBIO em pé. O que foi o jogo. O que seria a Copa de 1966

Seleção passa a atuar no 4-2-3, sem Pelé.

36min – Pelé enfim retorna, com proteção no joelho direito, e puxando a perna.

37min – Jairzinho sozinho apareceu para boa defesa de Pereira. Primeira chance brasileira.

38min – Paraná comete falta dura. Brasil bate tanto quanto eles. Para não dizer mais.

40min – Paraná e Jairzinho mudam de lado. Mas o jogo não muda.

43min – Silva manda por cima. Brasil só manda balão.

45min – Paraná sofre falta feia.

FIM DO PRIMEIRO TEMPO – Ufa.

PLACAR VIRTUAL – Brasil 1 x 9 Portugal.


 

RECOMEÇOU – Pelé mancando, fazendo número (não eram ainda permitidas as alterações nas equipes nas Copas).

1966. BRASIL 1 X 3 PORTUGAL_PELÉ MACHUCADO

BRASIL no 4-2-3, com Pelé mais à esquerda, Silva passando do comando de ataque para a ponta esquerda; Jair assume o comando de ataque e Paraná vira ponta-direita. O múltiplo Lima sai mais para o jogo, pela direita. PORTUGAL mantém o 4-4-2, mas sem a mesma intensidade

6min – Eusébio faz grande lance pela esquerda e Manga defende bem.

COPA DO MUNDO UOL

EUSÉBIO, artilheiro e um dos craques da Copa de 1966. Fisicamente, quem mais se assemelhou a Pelé

9min – Chance brasileira. Jair cabeceia para fora lance pela esquerda.

14min – Melê na área de Portugal, Jairzinho não consegue diminuir. Brasil aperta mais, e vai se virando mesmo sem Pelé 100%, só tocando de canhota. Lima se solta. Portugal não aperta tanto.

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Valeria muito mais Tostão com Pelé na terceira partida brasileira em 1966

16min – Paraná acerta feio duas vezes o adversário. Juizão só conversa.

18min – Eusébio arranca desde o campo de defesa de modo sensacional, passa por quatro e chuta de muito longe. Ele desequilibra o jogo e a Copa.

19min – Paraná fica mesmo pela direita, Jairzinho por dentro, e Silva abre pela esquerda. Muita pancada de lado a lado. Brasil melhor. Joga mais do que fez contra a Hungria. Mas ainda é muito pouco. Quase nada para um bicampeão mundial.

18min – Jair aparece bem pela direita e manda por cima.

24min – Eusébio manda a bomba de muito longe, de falta. A bola raspa o travessão.

26min. GOL. 1 a 2. BRASIL. RILDO. CANHOTA. De fora da área, ele tabela pela esquerda e bate cruzado. Agora vai?

FUTURO SPORT HISTORIA

RILDO. O melhor do BRASIL na derrota para Portugual. Tinha bola para ter sido campeão do mundo em 1970

27min – Como faz no Benfica, José Augusto sai da direita e roda e joga muito. Brasil se amima com o gol, e a torcida, também.

28min – Lima entra feio na dividida. Juiz deixa seguir.

29min – Pelé joga muito bem mesmo só com a canhota.

29min – Eusébio chuta de longe. Portugal volta a apertar e finaliza muito.

31min – Eusébio retoma a bola na lateral esquerda e sai enfileirando brasileiros a dribles. Joga demais.

35min – Pereira quase toma um gol em bola longa de Jairzinho. Ele mais se preocupa em fazer cera que defender as bolas.

40min – Eusébio agora cai pela direita e enfia o sapato. Boa defesa de Manga para escanteio.

40min. 3 a 1 PORTUGAL. GOL. EUSÉBIO. Ele bate escanteio curto para José Augusto cruzar na área, a zaga brasileira afasta pro mesmo lado direito. Ninguém aparece, e Eusébio enche o pé de primeira. Manga nem viu a bola.

41min – Pelé sobe em bola dividida e cai com rival. Portugueses vão para cima do Rei. Mas não houve maldade.

43min – Brasil não joga bem, mas joga mais do que na partida contra a Hungria. Portugal mantém os 100% de aproveitamento na primeira fase.

FIM DE JOGO – Eusébio celebra como se fosse título. Pega a bola e sai correndo em direção ao vestiário, guarda com alguém da comissão técnica, e volta ao gramado para comemorar com atletas e abraçar os atletas brasileiros. Mesmo Pelé, que apanhou muito, cumprimentou vários adversários.

PLACAR VIRTUAL SEGUNDO TEMPO – BRASIL 4 X 4 PORTUGAL


 

PLACAR VIRTUAL FINAL: BRASIL 5 X 13 PORTUGAL


 

 

 

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Fidélis, Zito, Bellini, Gilmar, Orlando e Paulo Henrique; Jairzinho. Gérson, Servílio, Pelé e Amarildo. BRASIL antes da Copa, empate por 1 a 1 em Glasgow, contra a Escócia, em 25 de junho de 1966. Servílio fez o gol. Amarildo acabou cortado. Servílio, o melhor dos amistosos, titular, também foi inexplicavelmente cortado. Zito, mesmo lesionado, ficou no  grupo.

NOTAS DO BRASIL (4)

Manga (NOTA 4) – Falhou feio no primeiro gol, e em outros lances. Nem as boas defesas ajudaram o ótimo goleiro que foi, mas foi infeliz em 1966.

Fidélis (3) – Horroroso no primeiro tempo, marcou melhor Simões na etapa final, quando Portugal tirou o pé.

Brito (5) – Perdeu pelo alto contra Torres e por baixo contra muitos. Melhorou, como todo o Brasil, na segunda etapa.

Orlando (5) – Errou lances fáceis para um dos maiores zagueiros do Brasil.

Rildo (7) – Não apenas pelo gol, mas foi quem se salvou, ainda que tentando marcar José Augusto.

Lima (6) – Deu muito espaço a Eusébio no primeiro tempo, e melhorou quando saiu para o jogo para tentar correr por Pelé.

Denilson (4) – Marcou e passou mal.

Jairzinho (6) – Foi ponta pela direita, foi centroavante, e jogou muito melhor que na primeira partida.

Pelé (5) – Lesionado com meia hora, ganha a nota pelo esforço. Até sair aos pontapés de campo, estava mal tecnicamente, e pouco buscou a bola.

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PELÉ deixa o gramado com o doutor Hilton Gosling. A única Copa que Ele perdeu.

Silva (5) – Como centroavante, na dele, não foi bem. Pela esquerda, na segunda etapa, correu.

Paraná (7) – O melhor do Brasil. Na esquerda e depois na direita. Pela velocidade e vontade.

Vicente Feola (4) – Muito mal na convocação, pior ainda na preparação, e infeliz nas escolhas a cada jogo.


 

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Batista, Graça, Hilário, Vicente, Morais e Pereira; José Augusto, Torres, Eusébio, Coluna e Simões. O Ótimo time que venceu o Brasil e foi terceiro colocado na primeira Copa que disputou

PORTUGAL (8) – Um ótimo time

Pereira (5);

Morais (5), Baptista (6), Vicente (6) e Hilário (6);

José Augusto (8), Graça (6), Coluna (8) e Simões (8);

Torres (7) e Eusébio (9)

Oto Glória (8)


HISTÓRIA EM JOGO é a sessão inspirada por ANDRÉ ROCHA com os arquivos de GUSTAVO ROMAN