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Tragédia italiana (anunciada)

Leia o post original por Antero Greco

Há quatro escolas no futebol com lastro de se tirar o chapéu: as de Brasil, Alemanha, Argentina e Itália. Não necessariamente nessa ordem. O tempo mostrou que, com altos e baixos, as seleções desses países se impõem – não por acaso o quarteto domina a história das Copas.

Mas tragédias às vezes atingem os gigantes. Para os brasileiros, há a frustração de 50, a tristeza de 82, a surra homérica de 2014. Os alemães se viram impedidos de jogar o Mundial de 50, após a Segunda Guerra Mundial, e perderam algumas finais.

A Argentina não esteve em 34, 38, 50 e o último vexame foi o de 70, quando ficou atrás de Peru e Bolívia nas Eliminatórias. A Itália não participou da primeira edição, em 1930, e não se classificou para o Mundial da Suécia, em 1958.

Suécia?! Xiii… Pelo visto não combina com Itália.

Eis que os vizinhos escandinavos apareceram agora para proporcionar um dos maiores baques da Squadra Azzurra em todos os tempos. O golpe veio na repescagem europeia para a Copa de 18, nos confrontos entre essas equipes.

No primeiro, 1 a 0 para a Suécia, na sexta-feira. Nesta segunda-feira, 0 a 0, em Milão. E o que parecia impossível aconteceu: os italianos não se garantem, após 60 anos da última desilusão.

Tristeza, choro de atletas e torcedores, revolta e pedidos de reformulação se misturaram no lendário San Siro. O mundo do futebol está estupefato com a ausência italiana.

Dói, para quem curte futebol, independentemente de rivalidades. Mas era bola cantada, e de algum tempo. Não foram os “deuses da bola” que deixaram a Azzurra fora do festival da Rússia. Foram seus próprios erros e limitações.

Depois do tetra, em 2006, na Alemanha, os italianos dormiram nos louros e se imaginaram eternamente imbatíveis. Algo como o Brasil nunca sonhar com uma surra em casa para a Alemanha…

A geração forte envelheceu, mesmo que alguns resistam até hoje, casos de Buffon e De Rossi. Já dava sinais de desgaste em 2010, na África do Sul, quando foi eliminada na primeira fase. Novo alerta veio em 2014, ao não passar de novo da etapa de grupos.

No meio tempo, um vice na Euro de 2012 enganou todo mundo. Mesmo com goleada de 4 a 0 para a Espanha, se imaginava que a Itália continuaria competitiva e respeitada. Não importava se o declínio era evidente.

Daí, para colocar a pá de cal na falta de visão, em 2016 a cartolagem encarregou Giampiero Ventura de reformular a Azzurra para a Copa da Rússia. Ventura, tiozão boa praça, técnico rodado, com currículo pobre e acostumado a dirigir times medianos, foi chamado para substituir Antonio Conti, depois da Euro na França.

Em um ano e quatro meses de trabalho, provou que o peso da seleção italiana era muito grande para as costas dele. Não conseguiu formar um time equilibrado, não foi ousado na maneira de jogar, errou nas apostas de renovação, apoiou-se em atletas em declínio de carreira.

Para complicar-lhe a vida, o país não tem hoje nenhum craque, daqueles que chamam a responsabilidade para si, que decidem, desequilibram, assustam rivais. É uma geração comum, insossa. Tão sem graça quanto a da Suécia, a quem poderia eliminar ou para quem poderia perder.

Deu a segunda hipótese. A Itália de hoje é seleção de segunda linha e assim se comportou diante de um adversário do mesmo nível.

Uma pena, mas é a realidade.

 

Por esta sim, lamentemos

Leia o post original por Rica Perrone

Outro dia houve comoção e torcida na imprensa brasileira para que nossos rivais, sujos, desonestos historicamente e responsáveis por duas eliminações nossas manipuladas, estivessem na Copa.

Compreensível, embora eu não tenha a mesma vocação pra ser o bobo do colégio.

Hoje a Itália ficou fora da Copa. E agora sim, seja pelos motivos que for, com todos os mil defeitos que cabem ser listados para explicar a fase, a roubalheira, a crise interna e a perda de território dos clubes locais, há motivos para tristeza.

A Copa do Mundo é um torneio de 20 edições onde Brasil, Alemanha e Itália disputam todas elas sendo os favoritos. Em apenas 3 das 20, um deles não foi a final.

Em 1930, Alemanha e Itália não disputaram.  Em 78, onde a Argentina comprou os jogadores do Peru e eliminaram o Brasil forjando uma final entre Holanda e eles.  E recentemente quando Holanda e Espanha fizeram a decisão.

Em todas as demais, lá estavam elas. As três donas da Copa.

Perder a Itália é perder um pedaço da Copa. O nosso grande rival, a partida que decidiu 2 Copas. O jogo que eliminou a maior das nossas seleções.

Hoje é um dia triste pro futebol.  Ao contrário do que seria aquele 10 de outubro, se o Equador tivesse feito o que deveria.

Até 2022, onde fatalmente será uma das 3 favoritas de novo.

abs,
RicaPerrone

Tudo que não somos

Leia o post original por Rica Perrone

Não somos raçudos como eles, nem apaixonados pela seleção. Não temos a mesma força na arquibancada, nem mesmo a declarada torcida incondicional da mídia. Não estaríamos focados em passar, mas em preparar a pauta para a eliminação.  Não somos patriotas, não somos “fechamento”. Somos um bando que cobra, não que empurra. Não flertamos tanto com …

Messi resolve e Argentina está dentro

Leia o post original por Antero Greco

Gosto do Messi – e até aí é chover no molhado. Astros devem ter a admiração de quem ama futebol, independentemente da nacionalidade. O argentino está no bloco daqueles seres extraordinários, que baixaram na Terra para nos divertirem.

E para serem decisivos, também, quando necessários. Como nesta terça-feira (10/10). A Argentina estava com a corda no pescoço, corria risco de ficar fora do Mundial, de não pegar nem repescagem. Por causa de seus erros e das lambanças no comando.

Para dar um bico no fantasma da eliminação, era necessário ganhar do Equador, fora de casa. Mal a bola rola e tome gol dos donos da casa. Era para bater desespero. Era, para quem não tem Messi.

Com o moço em campo, em noite inspirada, como se estivesse no Barcelona, resolveu a parada, com três gols, um mais bonito do que o outro. Fatura liquidada, Argentina na Copa. E, na Rússia, Messi continuará sua interminável batalha com Cristiano Ronaldo, que horas antes havia ajudado Portugal e se garantir também.

Quem ganha com isso? Nós, que nos divertimos com o futebol.

Braghetto: Argentina vai ficar fora da Copa!

Leia o post original por Craque Neto

O ex-árbitro Rodrigo Braghetto não acredita que a seleção argentina vai conseguir a vaga para a Copa da Rússia, ainda mais após sua derrota para o Peru na partida da última quinta-feira (5), pelas Eliminatórias.

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Seleção Brasileira: comentaristas discutem sobre decisões de Tite

Leia o post original por Craque Neto

Por ser um campeonato de tiro curto, a turma de ‘Os Donos da Bola’ faz uma análise das ações do técnico Tite antes da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

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A grande lição

Leia o post original por Antero Greco

Há 35 anos que a lembrança pontualmente ressurge, no dia 5 de julho. Data especial para quem ama o futebol em geral, o do Brasil em particular. Sim, a folhinha nos recorda da fatídica partida com a Itália, na segunda fase do Mundial da Espanha.

Para quem acompanhou o episódio e para os jovens que só ouviram falar ou assistiram pela tevê, é o momento de recordar dos 3 a 2 que eliminaram a seleção de Telê. Maldito Paolo Rossi! Que de maldito não tinha nada. Apenas fez o que se esperava de um centroavante – gols, três de uma vez.

Para mim, a “Tragédia do Sarriá” como o duelo ficou conhecido – por causa do nome do antigo estádio do Espanyol – tem significado decisivo. Foi um marco profissional e uma lição de vida. Quero dividir a experiência com os amigos, sobretudo com os que são ou sonham em ser jornalistas.

A Copa de 82 foi a primeira das sete que cobri ao vivo – em outras três fiquei na redação. Na época, já não era um iniciante (“foca”, na nossa gíria), tampouco muito rodado. Tinha acompanhado um pouco times brasileiros na Libertadores e contava com o Mundialito do Uruguai (80/81) no currículo. Mesmo assim, a turma do “Estadão” botou fé em mim e decidiu me mandar para aquela grande cobertura.

No entusiasmo de quem tinha 20 e tantos anos, topei a parada. E mais: fui um mês antes do pontapé inicial e voltaria só um mês depois. Quase 90 dias fora de casa – e tinha um filho de apenas três meses. O primeiro ensinamento: aguentar saudade da família. Para piorar, eu fiquei a maior parte do tempo sozinho, pois minha missão era seguir os passos da Itália.

O ambiente entre os italianos era péssimo. Os jogadores não falavam com a imprensa, irritados com críticas que recebiam e até insinuações maldosas. Era um sufoco obter notícia – e não tinha internet, smartphones, tevês a cabos e novidades do gênero. Era máquina de escrever, gravador e telex. Alguém ainda sabe o que seja um telex?

Mesmo assim, deu pra fazer coisa boa, digna da tradição do jornal. Ruim era o futebol da Itália, que passou de fase com empates com Polônia, Peru e Camarões. Por pouco, a equipe africana não tira a “Azzurra” do páreo. A certeza de todos, incluído o técnico Enzo Bearzot, era de que penariam diante de Argentina e Brasil na etapa seguinte.

A Itália saiu do nada, derrubou os argentinos (então campeões do mundo) e atropelaram o Brasil, na última vez em minha carreira em que vibrei e fiquei triste com a “amarelinha”. Para não tomar mais seu tempo precioso, chego ao ponto central desta crônica.

Na tribuna de imprensa do estádio, eu estava sentado entre Nelson Cilo, companheiro de muitas batalhas, grande repórter, e Luiz Carlos Ramos, na época o chefe de Esportes do “Estadão”. Tão logo acabou o jogo, Cilo e eu nos olhamos sem saber como reagir, tal a decepção, a incredulidade diante do que acabáramos de assistir.

Assim que me viro para o Luiz Carlos, que passou o jogo todo batucando na máquina de escrever, ouço o seguinte: “Bem, estamos todos tristes, mas amanhã o jornal sai.” Reagi: “Vai à merda, Luiz! Você tem toda razão.”

Entendi, naquela hora, que minha missão ali era contar a História e não chorar como torcedor. O jornal me mandara para o “front” por avaliar que estava preparado para qualquer situação anormal. E aquela derrota era totalmente fora do comum, um choque.

Só que eu não tinha direito de me abater. Ao menos enquanto estivesse em atividade. Deveria manter equilíbrio e serenidade para relatar para os leitores o que havia acontecido ali, por que, como, e o que aquilo representaria para nosso futebol. As pessoas confiavam que, no jornal do dia seguinte, encontrariam uma luz – e ela viria dos profissionais enviados para tal tarefa.

Levantei-me da tribuna, fui à entrevista de Telê Santana (aplaudido pelos estrangeiros), conversei com jogadores, escrevi meu material e ainda dei uma ajuda pro Cilo, que continuava abalado. Depois, sem pressa, fomos andando até nosso hotel, nos trocamos, saímos para jantar. Tomei uns dois copos de vinho (o que era um despropósito pra mim, abstêmio convicto) e só então me emocionei. Permiti que algumas lágrimas rolassem.

Na volta para o hotel, como estava difícil conciliar o sono, fui conferir a crônica do Luiz Carlos, nosso guia e experiente homem de imprensa. Ela dizia que a “história iria julgar” aquela seleção. E a História a colocou dentre as melhores do futebol.

O Luiz (“Barriguinha” para os amigos e colegas) estava certo em tudo: na previsão e no conselho que me dera ainda no calor da hora. Nunca mais esqueci que jornalista precisa manter o sangue frio enquanto a história passa na frente dele. Deve ter nervos sob controle. Terminada a jornada, então ria, chore, grite, viva como “um ser normal”.

Porque afinal de contas, como diria o sábio, “jornalista também é gente”.

 

Copa com 48 seleções é um exagero; e o Palmeiras está virando um Chelsea, enquanto o Corinthians está quase um Hull City-ING!

Leia o post original por Milton Neves

ALBUM BLOG

Agora é oficial.

A Copa do Mundo, a partir de 2026, contará com… 48 seleções!!!

Um grande exagero, não é mesmo?

Afinal, o Mundial é interessante pela qualidade dos jogos, e não pela quantidade de partidas e de seleções.

A Fifa tem que se cuidar para não tornar o seu grande evento tão desinteressante quantos nossos Estaduais.

Mas e o Palmeiras, hein?

Está quase virando um Chelsea!

Dispensou bons jogadores que foram campeões brasileiros no ano passado, trouxe ótimos reforços e é grande favorito a ganhar tudo em 2017.

Até mesmo o tão sonhado Mundial.

E, gostem ou não, Felipe Melo foi uma ótima contratação.

Mas ele precisa parar de xingar jornalista.

Criar guerra com a imprensa não é bom negócio.

Dunga que o diga…

Mas se o Palmeiras está se tornando um Chelsea, o Corinthians está quase um Granada-ESP ou um Hull City-ING.

Só contrata refugo e corre sério risco de perder os poucos bons jogadores que restaram no elenco.

Está na hora de abrir os olhos, Timão.

Não adianta nada ter um estádio de primeiro mundo para jogar a segunda divisão!

Opine!