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Quem são vocês pra reclamar?

Leia o post original por Rica Perrone

Na história fica a verdade e para a história fica o que vocês quiserem contar.  Um dia os clubes TIVERAM que se unir para fazer um Brasileirão e formaram nossa primeira e sonhada Liga. A Copa União de 87 foi seguramente o melhor campeonato brasileiro que já tivemos. Durante o processo político com a CBF, …

Nas mãos de Deus*

Leia o post original por Antero Greco

Se a seleção vai conquistar o título, só saberemos no começo da noite de 13 de julho, desde que a moçada de Felipão esteja classificada para a decisão. Mas o Brasil já garantiu, de goleada, a taça de lata de sede campeã em atraso na preparação para o torneio. Escrevi aqui tempo atrás: tão logo soe o apito final, a Fifa levanta acampamento, sacode a poeira, leva para a Suíça as burras cheias de grana e, se puder, nunca mais coloca os pés por aqui.

Não passa dia sem que surja notícia de que alguma obra emperrou. Parece até gozação. A mais recente refere-se, de novo, ao Itaquerão, campo do Corinthians que saiu do papel justamente para tornar-se palco da abertura do Mundial. A empresa responsável pela instalação das arquibancadas móveis, nas laterais do estádio, admite que o trabalho pode ficar pronto apenas em junho, pouco antes da cerimônia inaugural. O motivo para o replanejamento? A interdição ocorrida após a morte de mais um operário, na última semana de março.

O acidente é triste por definição, infelizmente comum na construção civil no Brasil, nem por isso normal, como se expressou equivocadamente Pelé. Mas, independentemente disso, a esta altura a praça esportiva deveria estar pronta, testada e aprovada. Não há esforço de marketing, conversa floreada de assessorias de comunicação ou inócuos pronunciamentos oficiais de cartolas, executivos e políticos que mascarem a realidade: a programação para o evento é uma grande esculhambação.

Andrés Sanchez, pai do projeto, que teve como padrinhos e avalistas o ex da CBF e o ex-presidente Lula, promete que Corinthians x Flamengo, pelo Brasileiro, será disputado na nova casa, no fim do mês. Diz isso como se fosse a coisa mais natural do mundo e vitória épica. E, de quebra, finge que desdenha a ajuda de fora, ao lembrar que a Fifa insistiu para que fosse o local da festa de abertura do Mundial. Claro que há quem compre essa ideia.

Se considerarmos que a arena (apelido moderno para campo de futebol) não existia, de fato é um avanço, a realização de um sonho alvinegro legítimo. Se levarmos em conta que teve empurrão danado para servir de pontapé inicial para o Mundial, se marcou passo. Pois deveria estar em funcionamento no mínimo desde junho de 2013, para a disputa da Copa das Confederações.

Com ou sem embromação, o Itaquerão será entregue para uso em cima da hora, sem o tempo necessário para corrigir eventuais falhas, nada improváveis diante dos atropelos durante a construção. Por isso, melhor apelar para a recomendação um tanto conformista das comadres do Bom Retiro, bairro de origem do Corinthians: “Agora, está tudo nas mãos de Deus.” Amém e mais uma para Ele se preocupar…

Nos tribunais. A Justiça existe para resolver pendências. Ainda bem. Melhor seria se houvesse sempre lisura e entendimento nas disputas entre os homens. Incluído o futebol. E o esporte mais popular do país tem capítulos importantes transferidos dos gramados para as salas de tribunais.

No momento, são dois de maior relevância: CBF e Lusa discutem, em Brasília, qual o foro correto para julgar a pendência do rebaixamento no Brasileiro de 2013. O time paulista quer São Paulo, a entidade dona da bola prefere o Rio de Janeiro.

O Superior Tribunal de Justiça, também em Brasília, definiu ontem que o Sport é o campeão nacional de 1987, e assim frustrou pedido do Flamengo, vencedor da Copa União e que se considerava o único campeão. O veredicto muda a lista oficial de campeões da CBF, mas não extingue o imaginário popular, que dá o Fla e o Sport como vencedores. Na pior das hipóteses, haverá sempre um asterisco para indicar por que existe essa polêmica eterna.

Tricolor em ação. O São Paulo vive em recomeços. Passada a ressaca do Paulistão, recebe o CSA na tentativa de manter-se na rota por título inédito, o da Copa do Brasil. É favorito, mas não boto a mão no fogo.

*(Minha crônica publicada no Estado de hoje, quarta-feira, 9/4/2014.)

Mocidade exalta o legítimo título brasileiro do Sport e causa confusão na Sapucaí! Ora, mas na Gávea, na Ilha do Retiro e em qualquer lugar do mundo, todos sabem que 1987 teve apenas um campeão: o Sport Club do Recife!

Leia o post original por Milton Neves

87

Em São Paulo, com as torcidas organizadas na Avenida, há tempos futebol e carnaval andam se confundindo.

Mas não é que no Rio os assuntos estão sendo misturados também?

Abrindo os desfiles cariocas na noite da última segunda-feira, a Mocidade Independente de Padre Miguel homenageou Pernambuco em seu enredo.

Tudo corria muito bem, até que alguns integrantes da escola apareceram com camisas do Sport Club do Recife com o número 87, em alusão ao legítimo título brasileiro conquistado pela equipe pernambucana naquele ano.

O grande problema foi que, mais tarde, passaria pela Avenida a Imperatriz Leopoldinense com uma merecida homenagem a Zico.

Ou seja: as arquibancadas estavam lotadas de flamenguistas, que ainda fingem acreditar que o Brasileirão-1987 foi conquistado pelo Rubro-Negro.

O resultado foi uma sonora vaia dos presentes aos integrantes da Mocidade.

Mas como bem diz uma nova expressão que acabei conhecendo em um dos bailes que frenquentei neste carnaval: puro recalque!

Afinal, na Gávea, na Ilha do Retiro e em qualquer lugar do mundo, todos sabem que 1987 teve apenas um campeão: o Sport Club do Recife!

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