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Estádio: o que importa

Leia o post original por Odir Cunha

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Nesta sexta-feira, 5 de outubro, meu cunhado Eduardo me levou até Pontiac, uma cidade na área metropolitana de Detroit, para vermos o Silverdome, ex-estádio do Detroit Lions, onde o Santos empatou com o Cosmos em 1 a 1 há exatos 40 anos. Um público superior a 26 mil pessoas viu o jogo, recorde para o soccer local até então. Agora o belo estádio, que tinha uma cobertura prateada, está em demolição e é proibido vê-lo de perto.

Norte-americanos, ainda mais do show business, não gostam de jogar dinheiro fora. A cidade perdeu população com a crise da indústria automobilística e o Silverdome ficou um pouco mais distante da região em que se concentra a maioria de seus torcedores.

Há vários anos o Detroit Lions, que é um time de futebol americano, joga no seu novo estádio, o Ford Field, no centro de Detroit. O patrocínio da Ford viabilizou o estádio e o Silverdome, inaugurado em abril de 1975, portanto com apenas 42 anos de vida, já é coisa do passado.

Domingo veremos um jogo no Ford Field, que tem capacidade para 65 mil pessoas, e farei umas fotos para que percebam a beleza do estádio, hoje encravado no coração da torcida do Detroit. Creio que seja evidente a lição que nós, santistas, podemos apreender com a determinação desse gigante do futebol norte-americano.


Torres foi um dos melhores laterais do mundo

Leia o post original por Perrone

Quem jogou mais, Carlos Alberto Torres, morto nesta terça, Cafu ou Daniel Alves? Já ouvi de amigos mais jovens essa pergunta algumas vezes. E sempre respondo assim: “Torres, sem a mínima dúvida”.

A maioria dos torcedores que ainda não chegou aos 30, 35 anos provavelmente tem dificuldade para medir quanta bola jogou Carlos Alberto. Sem medo de errar, ele foi um dos melhores laterais que jogaram pela direita do mundo.

O capitão da seleção brasileira na Copa de 70 era um lateral capaz de apoiar o ataque numa época em que os pontas estavam lá para isso. Se jogasse hoje, não deveria nada aos laterais considerados modernos. Tinha habilidade, força física e bom entendimento tático.

Carlos Alberto não desafinava numa orquestra com artistas do porte de Pelé e Tostão. Basta (re)ver seu gol na final contra Itália no Mundial de 1970 em que assinou com classe uma das mais belas pinturas do futebol brasileiro.

Capita foi brilhante não só na seleção, mas também nos clubes que defendeu, como Botafogo, Santos, Fluminense e Cosmos (EUA).