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Dunga já tem time para estrear nas Eliminatórias?

Leia o post original por Quartarollo

O Brasil estreará nas Eliminatórias, em  Santiago do Chile, contra o campeão da Copa América e talvez a equipe que melhor esteja jogando na América do Sul, o Chile de Sampaoli, que tem defeitos, mas também tem muitas virtudes.

Jogo será dia 8 de outubro, uma quinta-feira. O segundo encontro desta primeira ronda será, em Fortaleza, no Castelão, contra a Venezuela, no dia 13 de outubro, uma terça-feira.

Depois das vitórias nos amistosos nos Estados Unidos contra Costa Rica, 1 x 0, e Estados Unidos, 4 x 1, agora é hora de confirmar o time para as Eliminatórias.

Qual será a equipe? Com certeza Neymar e mais dez para os jogos seguintes.

Ele está suspenso para os dois primeiros jogos pela burrada que fez na Copa America por motivo fútil.

Ontem contra os americanos quando Neymar entrou, o Brasil foi muito melhor.

Fez dois gols e mostrou toda a sua classe como um dos melhores do mundo na atualidade.

Mas como Neymar não jogará contra Chile e Venezuela, é bom levar em consideração o que o time fez sem ele.

Foi razoável contra a Costa Rica e melhor contra os Estados Unidos.

Dunga não deve mexer muito na escalação. Vai aproveitar o entrosamento desses dias nos Estados Unidos e jogará em Santiago no contra-ataque que é rápido e eficiente.

Dá para vencer o Chile com folga jogando dessa maneira.

Por incrível que pareça acho que terá mais problema com a Venezuela, que é pior que o Chile e por isso não sairá para o jogo.

O técnico Dunga gosta que o adversário o ataque para ele ter o contra-ataque.

Quanto é obrigado a propor o jogo, e ainda sem Neymar, a coisa fica mais difícil por pior que seja o adversário.

Fazer o quê? Esse é o atual estágio do futebol brasileiro com os jogadores daqui ou de fora.

Até gostaria de ver gente mais entrosada formando a Seleção nesses jogos das Eliminatórias.

São apenas dois jogos por data e o time não tem tempo para treinar mesmo.

Cheguei a sugerir em premiar o time que estivesse na frente no Brasileiro na hora da convocação.

Ele seria o representante brasileiro com alguns enxertos pontuais como o genial Neymar e mais um ou outro.

Até porque amigo, a diferença dos demais é mínima. Os que jogam na Europa são todos coadjuvantes.

Não temos mais Ronaldo, Careca, Romário, Rivaldo, Ronaldinho, Roberto Carlos, Cafu e outros mais.

É assim. Isso já não nos pertence mais.

Alguns bons jogadores estão surgindo, mas ainda não seriam para esta Seleção.

Apesar de tudo acho que o Brasil se classifica para a Copa de 2018 sem muita dificuldade.

Hoje na América do Sul seria a terceira força atrás de Chile e Argentina empatado com a Colômbia.

Como se classificam quatro diretamente e o quinto vai para a repescagem, a chance é enorme.

Normalmente a quinta vaga é disputada pelo Uruguai. Tem sido assim nos últimos mundiais, mas até a Argentina já foi a Copa ganhando de um representante da Oceânia.

Vale lembrar que nessas Eliminatórias os primeiros seis jogos serão um teste importante para Dunga e sua rapaziada.

Além dos jogos contra Chile fora e Venezuela, em Fortaleza, ainda neste ano tem o confronto com a Argentina, em Buenos Aires, e Peru, aqui no Brasil em local ainda não definidos.

Os encontros acontecem nos dias 12, uma quinta-feira, e 16 de novembro, uma segunda-feira.

No início do ano que vem, em março, os confrontos serão contra Uruguai, dia 24, aqui no nosso país, e Paraguai, em Assunção, dia 29.

Se passar bem por esses seis jogos vai deixar bem encaminhada a classificação para o Mundial.

 

Só faltou o Tite

Leia o post original por Quartarollo

A Seleção Brasileira desfalca vários times porque não respeita a Data-Fifa e mantém vivos os jogos dos Campeonato Brasileiro.

É o que vai acontecer nas próximas rodadas. Seleção está nos Estados Unidos para dois amistosos contra Costa Rica, sábado, e Estados Unidos na terça-feira.

Elias, do Corinthians, por exemplo, perderá três jogos importantes.

Nesta quarta-feira contra o Fluminense, no Itaquerão; domingo o clássico com o Palmeiras, na Arena Palestra Itália, e dia 9 de setembro o encontro com o Grêmio na Arena Corinthians.

São jogos cruciais para o time que lidera o Campeonato e perde um jogador de muita importância.

Além de Elias, o Corinthians também perdeu para a Seleção parte da sua ótima Comissão Técnica.

Estão convocados pela CBF o fisioterapeuta Bruno Mazziotti, o preparador físico Fábio Mahseredjian e o analista de desempenho Fernando Lázaro.

Mahseredjian viajou para os Estados Unidos e os outros dois vão com a Seleção Olímpica para a Le Mans para o amistoso contra a França, dia 8.

Só faltou mesmo Tite, que na verdade deveria estar lá por ser hoje o melhor técnico em atividade no futebol brasileiro.

Ele já falou sobre isso aqui mesmo na Jovem Pan. Esperava ser chamado após a Copa e não foi.

Ressuscitaram Dunga que tinha feito um bom trabalho para a Copa-2010, na África do Sul, e acabou demitido porque foi eliminado pela Holanda, 2 x 1.

Hoje, acredito, que a Seleção estaria em melhor mãos com Tite.

Torço pelo trabalho de Dunga e não sou daqueles que o tratam como um mau treinador.

Acho que tem méritos, fez um bom trabalho, conhece a Seleção por dentro e também a CBF.

Foi jogador importante embora de pouca categoria. Era um líder nato e tem isso também como treinador, mas era a vez de Tite.

Como ele não foi, resta torcer pelos seus companheiros de Comissão Técnica que foram pelo menos reconhecidos pela CBF.

Quem sabe sendo campeão brasileiro novamente a Dona CBF se lembre dele da próxima vez?

O futebol, como a vida, é sonho

Leia o post original por Odir Cunha

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Personagens vivos dos nossos melhores sonhos

Hoje assisti a um documentário sobre o poeta baiano Waly Salomão, guru da contracultura e do tropicalismo, falecido em maio de 2003, aos 59 anos. Chamou-me atenção um verso seu – curto, direto, mas incisivo – que exprime muito do sentimento do torcedor santista. Reproduzo-o no vídeo abaixo.

Torcer pelo Santos, reconheço, não é simples. Nosso time já foi o melhor do planeta, já ostentou os melhores jogadores e, entre eles, o Rei Pelé. Sentimo-nos, às vezes, como se tivéssemos perdido um grande amor – que se foi para longe, ou morreu, o que dá no mesmo.

Sentimo-nos viúvas não só de Pelé, mas do Santos que aprendemos a amar. O Santos com o líder dos líderes Zito, o guerreiro dos guerreiros Clodoaldo, o lateral dos laterais Carlos Alberto Torres, o centroavante dos centroavantes Coutinho, o zagueiro dos zagueiros Mauro Ramos de Oliveira, o goleiro dos goleiros Gylmar, o ponta artilheiro dos pontas artilheiros Pepe…

Sim, entendo a dor e a revolta de alguns santistas – que, na sua raiva, voltam-se até contra mim. E por que contra mim? Porque, malgrado toda a dificuldade do momento, toda a incerteza que cerca o futuro do Alvinegro Praiano, eu continuo sonhando. Continuo e sonharei até o último segundo de minha vida.

Pois, meus amigos, como exprimiu, e exprime o admirável Waly Salomão, o sonho jamais poderá morrer enquanto houver vida. Uma coisa está umbilicalmente ligada à outra.

Mas, este é o grande detalhe, não sonho o sonho estático, contemplativo, estritamente onírico. Sonho o sonho que se busca, que se constrói, que nos move pela vida afora. Este é o sonho vital que nos tira da cama todos os dias, o oxigênio que respiramos.

Neste sábado, o humílimo Chapecoense enfrentou aquele que o locutor Luiz Roberto chama de “time das estrelas” e, diante de 40 mil pessoas, no Morumbi, enfiou-lhe um estrondoso 1 a 0. Enquanto isso, em Minas Gerais, o não menos limitado Bahia arrancou um empate diante do Atlético Mineiro. O que isso significa?

Que o futebol vive tempos áridos, em que nomes famosos e jogadas vistosas pouco ou nada valem diante de equipes determinadas a usar seus músculos e fôlegos em busca de um melhor resultado. Assim como Costa Rica e Argélia mostraram na Copa, a aplicação tática e o espírito de luta podem produzir milagres.

É evidente que nossos sonhos de santistas são mais exigentes do que isso. Queremos ver essa mesma entrega que costarriquenhos e argelinos mostraram no Mundial, mas também queremos arte, beleza, refinamento. Por enquanto, assim como os outros torcedores brasileiros, não temos. Mas nada impede que continuemos a sonhar. Ao menos enquanto estamos vivos…

Feche os olhos e me diga qual é o Santos dos seus sonhos

Esse burro genial

Leia o post original por RicaPerrone

Van Gaal é um gênio.

Trocou um goleiro aos 119 minutos de jogo para que seu terceiro goleiro fosse pegar os pênaltis mais importantes da sua seleção nos últimos 4 anos.

Se o Krul não pega, Van Gaal estaria demitido, humilhado, condenado, inclusive por mim, que jamais faria isso com meu titular.

Futebol, como comprova Felipão em sua existência, é uma arte muito mais voltada pra confiança do que pra tática. Muito mais pra grupo e motivação do que meramente um 442 bem treinado.

Felipão jamais tiraria seu goleiro no final de uma prorrogação. E repito: nem eu.

Van Gaal tirou, deu sorte, ou teve todos os méritos do mundo por saber que tinha no banco uma carta pra vencer o jogo. Mas o genial treinador holandês passou a centímetros da burrice.

E sabe, discordando dele, achando um absurdo o que ele fez, passei a respeitá-lo.

Não porque acho que ele tenha razão. Nem porque deu certo. Mas porque ele correu o risco pra tentar ganhar um jogo.  E se é de riscos que o futebol precisa, é de se aceitar a atitude de Van Gaal e não de condenar.

A Costa Rica fez muito mais do que podia fazer. Mas o seu não futebol absolutamente justificável pela camisa que veste diante da que a enfrentava, não pode ser mais premiada que a ousadia de quem arrisca tudo num time grande pra tentar vencer.

Perder na Costa Rica é uma coisa. Correr o risco de assumir a derrota de uma Holanda, ainda mais pra uma Costa Rica, é outra.

Van Gaal ganhou mais do que o jogo hoje.

abs,
RicaPerrone

No estilo futsal, Holanda derruba Costa Rica na disputa de pênaltis e teremos duas “finais” nas semis! É a Copa das Copas!

Leia o post original por Milton Neves

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Foto Fifa

Que Copa!

É a Copa das Copas!

A Costa Rica deixa  o Mundial de 2014 invicta.

E o que foi este goleiro Keylor Navas?

Monstro, um dos melhores desta competição.

Interrompeu o ataque holandês destes maravilhosos Robben e Sneidjer.

E pela primeira vez no futebol profissional,  eu vi um treinador super corajoso trocar o goleiro para a disputa de penalidades máximas.

Coisas que vi somente no futsal. Usual até.

O louco do Van Gaal tirou Cillessen e colocou  este “Dida Laranja” Tim Krull.

Afinal, o treinador dos países baixos sabia o Krull que tinha.

E não precisarei ficar de cuecas no “Agora é Tarde” como havia prometido no Band na Copa nesta tarde ao lado de Patrícia Maldonado.

Agora teremos duas megas semifinais.

Entre os quatros finalistas são 10 títulos mundiais e 11 vice-campeonatos.

O que esperar destas finais antecipadas?

Espero o Brasil!

E aí, torcedor?

Quem serão os finalistas da Copa do Mundo de 2014?

E quem é o melhor jogador Robben, Neuer, Messi ou David Luiz?

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Notas da Copa: Navas, mais uma vez, é o destaque da Costa Rica, mesmo com a eliminação

Protagonistas da Copa: o criador Van Gaal e sua criatura

Capa das Copas: Krull ganhou as manchetes do mundo!

Porquê o Brasil será campeão mundial em 2014!

Os oito

Leia o post original por RicaPerrone

Oito classificados para as quartas de final. Curiosamente os primeiros de seus grupos na fase inicial.

Comparei os números totais dos jogos de oitavas de cada um deles, claro que ponderando que alguns foram a prorrogação, outros não. Ainda assim, dá pra tirar alguma coisa.

Se não der, adicionei o mapa de calor dos times em suas partidas nas oitavas.  Todos dados exclusivos da OptaSports.

Mapas de calor:

Muito choro e pouco siso*

Leia o post original por Antero Greco

Felipão, certa vez, definiu Bernard como alguém que tem “alegria nas pernas”. Com aquela imagem, o treinador tentou resumir o que esperava do rapaz e, por extensão, da seleção sob seu comando. O sonho era ter grupo solto, leve, com equilíbrio perfeito entre descontração e concentração no desafio de disputar o Mundial em casa.

Pois bem, o Brasil enfrentou quatro adversários até agora, garantiu presença nas quartas de final, segue o percurso que pretende desembocar no sexto título. Porém, não conseguiu dosar ligeireza com tensão na medida certa. Os rapazes da amarelinha são emocionalmente instáveis. Muito chorões. Têm lágrimas demais e sorrisos de menos. Invertem o dito popular, que via falta de juízo (siso) em muito riso.

Longe de mim atitude machista, e preconceituosa, de que homem não chora. Marmanjo pode emocionar-se, debulhar-se em lágrimas, abrir o coração, dar um bico na repressão. Sem que, dessa maneira, tenha a masculinidade colocada em dúvida. É bonito ficar com os olhinhos vermelhos por uma paixão, por uma alegria intensa, por uma cena de filme tocante, por uma música delicada. Motivo a gosto.

Pode ser apenas psicologia barata que estou a desfiar aqui. E, de antemão, aceito colaboração, com reparos dos profissionais da área. Mas, puxa vida, tem algo que não consigo definir – e que, no entanto, perturba – no comportamento da moçada. Toda hora esse povo chora: ao entrar em campo, ao trocar flâmula, na execução do hino, antes dos pênaltis, durante os pênaltis, depois dos pênaltis. Quando o juiz apita o fim do jogo, na ida ao vestiário, nas entrevistas…

Nem é o choro que incomoda, mas o comportamento a ele atrelado. A sensibilidade aguçada se transfere para o desempenho em campo – e, em geral, pra baixo. Há instabilidade emocional, que se estende para o lado prático, ou seja, técnico, tático, estratégico.

Se o adversário aperta, os brasileiros acusam o golpe. Foi assim na estreia, contra a Croácia. Ah, mas lá, tudo bem, demos desconto, porque era abertura da competição. Só que se repetiu contra o México (empate de 0 e 0) e Chile, no sufoco danado de anteontem até a última penalidade. Chega um momento em que a gangorra vai dar um bode e tanto.

A Comissão Técnica fez trabalho de acompanhamento psicológico com todos. Talvez seja o caso de reforço, se ainda houver tempo. Outro desafio da pesada é fazer o time variar jogadas, criar, economizar nas ligações diretas entre sua defesa e seu ataque.

E não depender tremendamente de Neymar. Basta o rapaz apagar, como aconteceu a partir do segundo tempo no Mineirão, e o resto embarca junto. Vá lá que o garoto tenha talento, só que não é fonte inesgotável.

Tempo quente. Empolgantes e desgastantes duelos de ontem. A Holanda chega cansada e forte, após virada incrível sobre o México, em cima da hora. E Costa Rica, eufórica com a façanha inédita, alcançada só na série de pênaltis sobre a Grécia. A surpresa!

*(Minha crônica publicada no Estado de hoje, segunda-feira, dia 30/6/2014.)

Brasil com sorte, emoção e pouco futebol, Colômbia com futebol e alegria, Holanda com muita sorte e Costa Rica nos pênaltis

Leia o post original por Quartarollo

As duas primeiras rodadas das oitavas de final não deixaram nada no ar. Quem gosta de futebol não vai esquecer tão cedo e quem não gosta se envolveu tanto que passou a gostar. Essa Copa dentro de campo está mesmo … Continuar lendo

Convidados trapalhões

Leia o post original por Antero Greco

Talvez não tenha acontecido com você – e tomara que não, mesmo. Porém existe uma situação da qual certamente conhece histórias semelhantes ou já ouviu falar. Sabe o sujeito que vai a uma festa convidado meio a contragosto? Visita indesejada, mas cuja presença é inevitável, caso contrário fica chato para o anfitrião? Chega, recebe pouca atenção, fica zanzando. E, sem que se perceba, é das que mais se divertem, para desconforto das demais?

Pois é o que ocorre com Costa Rica e Grécia. Ninguém imaginou que viessem para ter papel de protagonistas. Quem afirmar o contrário banca o hipócrita. Na verdade, nem se apostava muito na possibilidade de superarem as Eliminatórias. No entanto, deixaram rivais para trás e se apresentaram aqui com a cara e a coragem, para ver que bicho ia dar.

Como franco-atiradoras, se safaram das armadilhas da fase inicial. A Costa Rica estava no “grupo da morte” e saiu vivinha da silva ao complicar a vida de Itália, Uruguai e Inglaterra. Os gregos se enfiaram numa chave meia-boca e, ao lado da Colômbia, superaram Japão e Costa do Marfim.

Resultado disso? Medem forças hoje em Recife, e uma das duas chegará às quartas de final. Seja qual for a premiada, terá cumprido a melhor trajetória da respectiva história – modesta – em Mundiais. Um dos aspectos notáveis da competição, como já aconteceu com Chile (em 1962, semifinalista na condição de anfitrião), com Camarões (em 1990), Coreia (semifinalista em 2002, em casa).

Bom deixar claro que, se isso se confirmar, não haverá demérito algum. Não tiveram ajuda de árbitros, não despontavam bem cotadas em avaliações preliminares em bolsas de apostas. Enfim, estavam com a bola bem murcha e superaram adversidades.

Os costa-riquenhos, pela condição de coadjuvantes na região da Concacaf (embora tivessem participado de Itália/90 e Alemanha/06) e os gregos como azarões na Europa, mesmo com o título continental conquistado em 2004, na final em Portugal, contra os anfitriões, então sob o comando de Felipão.
Para elas a farra está ótima, e continuará assim, ao menos até o meio da semana.