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Adesivaço em São Paulo

Leia o post original por Odir Cunha

Sócio do Santos, o dia D do nosso clube se aproxima. Será 9 de dezembro, data da eleição para a presidência do Santos e a composição do Conselho Deliberativo para o triênio 2018/19/20. Eu votarei em José Carlos Peres, candidato da chapa 1, a Somos todos Santos, que terá Orlando Rollo como candidato a vice. Peço o seu voto e o seu apoio à Somos todos Santos, pois ela construirá um Santos universal, sem fronteiras, e tem chances reais de vencer a eleição e impedir a reeleição de Modesto Roma e da filosofia separatista que hoje impera no nosso clube.

Nos próximos dias teremos dois eventos importantes em São Paulo, nos quais espero encontrar os amigos do blog que compartilham das mesmas ideias para o futuro do Santos. O primeiro será o Adesivaço, neste sábado, no bairro da Bela Vista, e o segundo, na terça-feira, um encontro no Bar Santa Tereza, na rua Fradique Coutinho, Vila Madalena.

adesivaco - sp
O Adesivaço será na Rua Francisca Miquelina, 294, Bela Vista, das 10 às 18 horas. Leve seu carro e ajude a divulgar a Somos todos Santos. O adesivo é bonito e fácil de ser retirado depois.

chapa 1 - encontro sp
O Bar Santa Tereza fica na Rua Fradique Coutinho, 888, Vila Madalena. Venha discutir o futuro do Santos comigo, José Carlos Peres e Orlando Rollo.

Amanhã é o último dia para mudar o domicílio eleitoral
Diante da grave situação administrativo-financeira do nosso clube, é importante que José Carlos Peres, da chapa 1, a Somos todos Santos, seja eleito presidente do Santos no dia 9 de dezembro. Para isso, você que é sócio do Santos e gostaria de votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santosfc.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.

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Quem fica e quem sai? Continue opinando sobre os jogadores do eloenco do Santos que devem ficar e sair. Farei a tabulação na segunda-feira.

Para não dizer que não falei de futebol
Essa final de Libertadores está provando que não é preciso ter nenhum craque no time para se chegar perto de títulos importantes. O Lanús é um time apenas arrumadinho, mas dominou o primeiro tempo e poderia ter ido para o segundo com um gol de vantagem. Tentou catimbar e fazer cera na segunda etapa e foi castigado com um gol de Cícero, isso mesmo, Ciço, aquele. Com a ótima pesquisa que já está sendo feita no mercado, o Santos poderá montar um time vencedor em 2018 sem gastar nenhuma fortuna.


Diga quem fica e quem sai

Leia o post original por Odir Cunha

Faltam cerca de 20 dias para a eleição que definirá o presidente do Santos para o triênio 2018/19/20 e é importante que a nova gestão saiba qual é a opinião dos torcedores sobre os jogadores que compõem o elenco do clube. Assim, como já fizemos em anos anteriores, perguntamos para você quais jogadores devem permanecer no Santos em 2018 e quais devem sair.

Para ajudar a memória, segue um link com os jogadores do elenco santista:

Clique aqui para checar os jogadores do Santos

Para facilitar a tabulação, sugiro que sejam feitas duas listas: uma com os que devem sair e outra com os que devem ficar. Após o nome do jogador, explique porque quer que ele saia ou fique. Assim:

Devem sair
1 – Fulano de tal. Por isso e por aquilo…
2 – Beltrano. Por isso e por aquilo…
3 – Sicrano. Por isso e por aquilo…

Devem ficar
1 – Fulano de tal. Por isso e por aquilo…
2 – Beltrano. Por isso e por aquilo…
3 – Sicrano. Por isso e por aquilo…

Pode parecer cruel, mas democracia é assim. Lembro que essa pesquisa ajudou muito o Santos em outras temporadas, já que o remanejamento do elenco levou em conta a opinião dos torcedores.

Bem, agora a caneta está com você. Daqui a alguns dias o blog fará uma matéria com as estatísticas e saberemos quais jogadores, na opinião dos frequentadores deste espaço, devem permanecer ou sair do Santos.


Apenas joguem futebol

Leia o post original por Odir Cunha

Nesse conturbado final de ano, em que fatores que não conhecemos ao certo parecem perturbar os jogadores santistas, o que poderíamos dizer a eles antes do jogo de hoje, às 21 horas, contra o Bahia, na Fonte Nova? Eu pediria que apenas joguem futebol, algo que não fizeram na última partida e fizeram muito pouco contra o Vasco.

Para um time que lutava pelo título, o Santos caminha para um final de campeonato melancólico. Essa tendência pode ser quebrada ou confirmada hoje. Será preciso caráter para sair dessa situação. Até porque o Bahia, em sua casa, tem a tendência de dominar os adversários.

Dizem que a falta de ânimo dos santistas se deve a atrasos no pagamento de seus rendimentos. Se não for de salários, é de direitos de imagem, o que dá na mesma. Em uma administração transparente o sócio e o torcedor seriam informados, mas nesse Santos atual as verdades são encobertas por anúncios fantasiosos, ainda mais agora, às vésperas de uma eleição. Se nenhum jogador colocar a boca do mundo, o problema continuará debaixo do tapete.

Como bem disse David Braz, que deverá voltar ao time hoje, assim como Bruno Henrique, o “Santos precisa de algo mais”. Acho que entendi o que ele quis dizer. Apenas entrar em campo e trotar atrás da bola não garantirá uma vaga direta na Copa Libertadores do ano que vem. Será preciso, nos jogos que faltam, ganhar ao menos três: do Bahia, hoje; do Grêmio, na Vila Belmiro, e do Avaí, na última rodada, também na Vila. E isso exigirá um esforço extra.

Pelo andar da carruagem, o torcedor sabe que essa missão parece impossível. Se os jogadores não se motivarem, será mais fácil o Santos não marcar pontos em nenhum desses jogos. Mas, então, como animar um time que parece esperar impacientemente pelo final da temporada? Bem, eu apelaria para o sentimento atávico de todo jogador de futebol…

Quando crianças, e quando amadores, jogamos futebol por amor, por diversão. Jogamos apenas para viver momentos agradáveis e, se possível, conseguir algumas boas vitórias que depois compartilharemos nas conversas com os amigos. O cestinha Oscar Schmidt me dizia que era um homem realizado, pois adorava jogar basquete e ainda ganhava para isso. Pois esses jogadores do Santos podem simplesmente jogar futebol com o mês mo amor e dedicação que o faziam quando eram crianças, ou amadores.

O torcedor sabe quando o time se empenha, ou quando enrola, faz o tempo passar e finge que joga. E ele também identifica os jogadores que colocam a alma em campo, ou aqueles que apenas batem cartão. No Santos, ele confia na determinação de Vanderlei, Lucas Veríssimo, David Braz, Alison e Bruno Henrique, mas tem desconfiado de muitos, entre eles Victor Ferraz, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira. Todos os citados jogarão ele, além do lateral Daniel Guedes e o jovem Arthur Gomes, que tem sido escalado insistentemente por Elano. Que todos, simplesmente, joguem futebol.

O Bahia, orientado pelo experiente Paulo César Carpegiani, deverá jogar com Jean;, Eduardo, Tiago, Thiago Martins e Juninho Capixaba; Renê Júnior, Juninho, Zé Rafael e Allione; Edigar Junio e Mendoza. A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (SC), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP) e Marcelo Carvalho Van Gasse (SP). A partida será transmitia pelo Sportv e pelo Premiere.

Um caso de abnegação

Sei que parece fácil pedir empenho para quem se sente desrespeitado, mas já passei por situação parecida e decidi, com meus companheiros da revista TêrisEsporte, usar o nosso mês de aviso prévio, no primeiro semestre de 1981, para fazer a última edição daquela publicação mensal que estava chegando ao fim (destino, infelizmente, de todas as revistas esportivas do Brasil).

Minha alegação foi a de que cada um daqueles exemplares seria importante para o nosso currículo de jovens profissionais da comunicação. Todos concordaram e assim foi feito. Hoje, talvez, nenhum leitor se lembre, apenas nós, que trabalhamos religiosamente no mês em que poderíamos ter ficado em casa, mas certamente nossa atitude fortaleceu nosso caráter e nos ajudou a seguir em frente em nossas carreiras.


O buraco é mais em cima

Leia o post original por Odir Cunha

Sem tirar as responsabilidades dos jogadores e do técnico Elano, pois elas sempre existem em uma derrota, e muito menos tirar o mérito do adversário ou dos 7.841 torcedores que foram à Vila Belmiro, pois fizeram a sua parte, a verdade é que os problemas do Santos – que culminaram com a melancólica derrota, de virada, para o Vasco – começaram com o desplanejamento do futebol santista a partir de 2016.

Em uma de suas primeiras aparições no Conselho Deliberativo do Santos, o presidente Modesto Roma disse que em contato com o presidente do Benfica ficou sabendo que todo grande clube europeu vende jogadores ao final da temporada para equilibrar o caixa. Então, decidiu que faria o mesmo no Santos.

Ocorre que os grandes europeus já têm estádios enormes e modernos, assim como toda sua estrutura, um trabalho de comunicação e marketing profissional, mais de 100 mil sócios, um faturamento até dez vezes maior do que o Santos e são assistidos pelo mundo inteiro em suas competições nacionais e, principalmente, na Champions League. Não há, hoje, termo de comparação entre eles e o nosso Santos, infelizmente. E se quisesse imitar alguma coisa deles, o Santos teria mil alternativas antes de vender seus melhores jogadores.

Para se ter uma ideia de como o Alvinegro Praiano está se enfraquecendo a cada temporada, é só pegar o time que jogou a final da Copa do Brasil, em dezembro de 2015: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz (Werley), Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia (depois Paulo Ricardo), Renato e Lucas Lima; Gabriel (Geuvânio), Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel.

Veja que havia, na zaga, um Gustavo Henrique em plena forma; Thiago Maia no meio de campo e no ataque Dorival Junior podia substituir Gabigol por Geuvânio, além de contar com Marquinhos Gabriel, que então jogava bem. Sem contar que Zeca e Lucas Lima estavam em boa fase e Renato e Ricardo Oliveira eram dois anos mais jovens e mais interessados. Não dá para comparar com o time que ontem jogou e perdeu para o Vasco.

Em janeiro de 2016 o atacante Geuvânio, que jogava o seu melhor futebol no Santos, teve seu passe vendido por 12 milhões de euros, ou 52 milhões de reais, para o Tianjin Quanjian, da China, em negócio muito mal explicado. Para o seu lugar veio Marquinhos Gabriel, por empréstimo. Quando este começou a jogar bem também foi embora e o Santos contratou o colombiano Copete.

Sete meses depois, em agosto de 2016, foi a vez de Gabigol bater asas. Foi para a Internazionale de Milão por 25 milhões de euros, ou 91 milhões de reais. Para os lugares de Geuvânio, Marquinhos Gabriel e Gabigol, o Santos trouxe Kayke, Rodrigão, Vladimir Hernandez e Bruno Henrique. Destes, só o último virou titular.

Na zaga, com as contusões de Gustavo Henrique e Luiz Felipe, a diretoria ouviu o conselho de um taxista e contratou o argentino Fabian Noguera, com quem assinou contrato de cinco anos!, e o brasileiro Cleber, que estava no Hamburgo e mesmo não recuperado de uma contusão no joelho veio por 7,3 milhões de reais, mais salários de 250 mil por mês e um contrato de quatro anos. Detalhe: todo esse investimento por apenas 60% do passe de Clever. Hoje Noguera é um eterno reserva e Cleber está emprestado ao Coritiba, com a condição de que o Santos pague 100 mil reais por mês para completar o seu salário.

Em julho de 2017 foi a vez do garoto Thiago Maia ir embora, contratado pelo Lille, da França, por 14 milhões de euros, ou 51 milhões de reais. Com ele seguiu o lateral-esquerdo Caju, que deveria ser emprestado por 4 milhões de euros, ou 14,5 milhões de reais, mas foi devolvido ao Santos por não passar nos exames médicos.

Além da ausência de Thiago Maia, o time ficou um bom tempo sem Alison, machucado, o que enfraqueceu o seu meio de campo. Assim, para o setor, a direção santista resolveu contratar o argentino Emiliano Vecchio e depois o veterano Leandro Donizete, que mesmo aos 34 anos assinou contrato por três temporadas. Ambos são reservas até hoje.

Agora, a bola da vez – não para vir, mas para partir – é o lateral-esquerdo Zeca, titular da Seleção Brasileira na histórica conquista da medalha de ouro olímpica, em 2016. Mesmo em atrito com a torcida, Zeca tem um bom currículo, é jovem, atua em uma posição carente no futebol e a diretoria já arregalou os olhos com a possibilidade de negociar seu passe, a ponto de dispensá-lo para conseguir o passaporte italiano e iniciar os contatos com um clube estrangeiro.

Se fizermos um gráfico, veremos que a qualidade técnica do elenco do Santos vem caindo de ano a ano. Isso se reflete no rendimento em campo e na própria estratégia, já que o time deixou de ser ofensivo para valorizar a defesa. Agora os raros gols dependem de lances esporádicos, ou de um lançamento fortuito de Lucas Lima para Ricardo Oliveira. Como ambos devem abandonar o clube em 2018, a dúvida é se essa diretoria será capaz de contratar substitutos à altura, ou continuará debilitando a equipe com negociações vultosas e mal explicadas.

Usar a venda de seus melhores jogadores para pagar contas é típico de uma gestão acomodada e incompetente, que não consegue equilibrar as finanças simplesmente gastando menos do que arrecada e, ao mesmo tempo, aumentando sua receita com a bilheteria dos jogos, novos associados, maiores verbas de patrocínio máster, de patrocínio de material e com outras ações de merchandising. Tudo isso, enfim, demanda TRABALHO, palavra que deve causar calafrios em muitos que caíram de paraquedas no Santos.

Mudança de domicílio eleitoral
Você que é sócio do Santos e quer votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santosfc.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.

E você, o que acha disso?

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Meus amigos e minhas amigas, a imagem acima me foi enviada por um amigo que mora em Santos e a recebeu esses dias. “Veja Odir”, diz ele, “o gesto generoso da chapa Santos Gigante, do candidato à reeleição Modesto Roma, pois quer acabar com o desemprego, ao menos entre os seus seguidores”. No começo não entendi muito bem, já que não sou dos santistas mais inteligentes, mas depois notei o inusitado e generoso item que pergunta ao pretendente a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos: “Você pleiteia ocupar cargo remunerado no clube? ( ) Não ( ) Sim. Se sim qual?“

Que maravilha. Como todos gostaríamos de ser tão astutos a ponto de desvendar a mágica desta dadivosa chapa. O país ainda está em crise e o número de desempregados beira os 13 milhões, a Prefeitura de Santos sofre com seus cofres às moscas, a dívida do nosso querido Alvinegro Praiano aumenta a cada trimestre e já ultrapassa meio bilhão de reais, a falta de pagamento de obrigações e impostos pode fazer o Santos perder o CT Rei Pelé e o CT da base, não há dinheiro para contratações e muito menos para obras patrimoniais, mas esse brilhante presidente oferece cargos no clube como quem serve omelete de bacon.

O curioso é que o Santos já tem o dobro de funcionários do Bayern de Munique, apesar de não alcançar nem sombra da eficiência do clube alemão. Como conselheiro, testemunhei o Conselho Fiscal alertar reiteradamente a direção do clube para que reduzisse as despesas, mas elas só aumentaram nesses três anos, principalmente com a contratação desmedida de funcionários. Falei sobre isso com o meu amigo santista e ele contou o que ouviu de um velho funcionário do clube:

“Trabalho no Santos há muito tempo e há anos não tenho um aumento. Mas todo dia esbarro com gente no corredor que nunca vi antes e que já ganha mais do que eu”.

Não se sabe ao certo a quantidade desses novos funcionários vindos pela agência de empreg…, ou melhor, pela administração Santos Gigante, mas os relatórios apresentados pelo Conselho Fiscal indicam que são mais de 300. Como a chapa terá de reunir 240 nomes para o Conselho Deliberativo, e como a maioria pedirá um empreguinho na sagrada instituição alvinegra, fico aqui imaginando como o presidente Modesto Roma fará para acochambrar todo mundo no Santos e ainda arrumar dinheiro para pagar as dívidas do clube. Quem sou eu, porém, para duvidar da capacidade de líder tão brilhante e altruísta.

Vejo, evidentemente, um lado bastante criativo nessa iniciativa de oferecer emprego aos que apoiam a chapa Santos Gigante. Isso evita a burocracia e diminui a perda de tempo nas negociações. É o tipo da coisa: “Você me ajuda a continuar no poder e eu uso o dinheiro do clube para lhe dar um emprego”. É cômodo para os dois lados. Confesso, porém, que na Somos todos Santos jamais cogitamos e jamais faríamos algo assim. Acreditamos em algo que parece fora de moda no momento, que se chama ÉTICA.

Sei que esse meu papo parece careta. Para muitos, a pergunta inserida na ficha de inscrição da chapa Santos Gigante abre mil oportunidades. Esse meu amigo de Santos disse que pretende dizer que quer trabalhar no clube no cargo do superintendente Dagoberto dos Santos. Outros podem preferir o lugar do técnico Elano, ou do centroavante Kayke, ou do milionário reserva Leandro Donizete… Enfim, vai que sobra uma vaga e, de repente, você está empregado com um salário acima do mercado. Todos os sonhos são possíveis em uma administração inchad…, ou melhor, gigante.

Em uma coisa eu e meu amigo concordamos: esse milagre, infelizmente, tem prazo de validade e ele é bem curto. A previsão de despesas e receitas indica que 2018 será um ano muito difícil para o Santos. O aconselhável seria tomar medidas urgentes para o equilíbrio financeiro do clube, e se a chapa Santos Gigante ganhar a eleição e continuar contratando funcionários a torto e a direito, essa estará longe de ser uma decisão sensata. Porém, repito, quem sou eu para duvidar de gênios da economia e da política?

E você, o que acha disso?

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Mirem-se no Vasco

Leia o post original por Odir Cunha


Na Copa do Brasil do ano passado foi assim…

O Vasco é o adversário que o Santos precisa vencer logo mais, às 21h45, na Vila Belmiro, para continuar sonhando com o título brasileiro, mas também é o clube que em sua eleição presidencial, concluída ontem, nos deu uma lição do que não fazer para dividir as oposições e deixar o poder novamente nas mãos de um cartola do futebol adepto de velhos e discutíveis métodos de dirigir um clube, como é o senhor Eurico Miranda.

Das três chapas que concorriam à eleição vascaína, uma era a do atual presidente, o eterno Eurico Miranda, e outras duas de opositores: Julio Brant e Fernando Horta. Apenas pouco antes de começar a apuração Horta resolveu desistir e passou a pedir a seus seguidores que votassem em Brant, mas já era tarde. Eurico acabou sendo reeleito com 2.111 votos, contra 1.975 de Brant. O detalhe é que o desistente Fernando Horta teve 421 votos, que somados aos de Julio Brant teriam dado uma vitória folgada a este oposicionista.

Tememos que o mesmo possa ocorrer no Santos. Se Andrés Rueda e Nabil Khaznadar não se unirem a José Carlos Peres em uma chapa única de oposição, a reeleição de Modesto Roma se tornará bastante provável na eleição de 9 de dezembro. Como as filosofias de Peres, Rueda e Nabil são bem parecidas, o mais sensato é que estejam juntos, tornando a eleição santista um embate de ideias e procedimentos opostos e dando aos eleitores duas opções de voto claramente distintas.

Jogo é perigoso, mas Santos é favorito

Quanto ao jogo de hoje, vejo o Vasco com um elenco inferior ao do Atlético Mineiro, que o Santos derrotou sábado, porém com um espírito competitivo maior. Quem sabe aliviado pelo fim da eleição no clube, o time se solte e se empenhe em busca de uma vaga na Copa Libertadores. Respeito o atacante Nenê, que sempre joga bem contra o Santos. Apesar disso, porém, não dá para não considerar o Alvinegro Praiano como o favorito do confronto.

O técnico Elano, até agora com três jogos e três vitórias, deverá escalar o time com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Caju (ou Jean Mota); Alison, Renato e Lucas Lima; Arthur Gomes, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Essa equipe tem um bom sistema defensivo, melhorou muito no meio de campo com o crescimento de Alison e a volta de Renato, e também possui um ataque respeitável, em que a experiência de Ricardo Oliveira combina bem com a impetuosidade do garoto Arthur Gomes e a onipresença de Bruno Henrique, que vive a sua melhor fase no Santos.

O Vasco, do técnico Zé Ricardo, deve iniciar a partida com Gabriel Félix, Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean, Wellington, Pikachu, Mateus e Nenê; Andrés Ríos. A arbitragem será de Rafael Traci, auxiliado por Pedro Martinelli Christino e Rafael Trombeta, todos do Paraná. O jogo será transmitido pela TV Globo para quase todos os Estados.
Caminhada para o título

Faltam seis rodadas para acabar o campeonato e alguém pode dizer, com razão, que é muito difícil o Santos ganhar seis jogos consecutivos, três deles fora de casa. Eu concordo. Porém, a matemática tem as suas mágicas. Analisados um a um, todos os embates santistas até o fim da competição são ganháveis, a começar pela partida de hoje.

Os adversários de melhor técnica serão o Grêmio, na Vila, e o Flamengo, no Rio, porém estes estarão mais interessados em outras competições e provavelmente joguem com times mistos. Considero Chapecoense e Bahia, que receberão o Santos em suas casas, adversários difíceis também, mas é inegável que o Alvinegro Praiano tem mais possibilidades que ambos.

Quanto ao líder da competição, terá apenas um jogo em que é franco favorito: o Avaí, no Itaquerão. No mais, sairá para enfrentar Atlético Paranaense, Flamengo e Sport, e receberá os tradicionais Fluminense e Atlético Mineiro. Como vem cumprindo uma campanha muito fraca no segundo turno, não me surpreenderia se o alvinegro paulistano perdesse pontos em todos essas cinco partidas.

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Meus amigos e minhas amigas, a imagem acima me foi enviada por um amigo que mora em Santos e a recebeu esses dias. “Veja Odir”, diz ele, “o gesto generoso da chapa Santos Gigante, do candidato à reeleição Modesto Roma, pois quer acabar com o desemprego, ao menos entre os seus seguidores”. No começo não entendi muito bem, já que não sou dos santistas mais inteligentes, mas depois notei o inusitado e generoso item que pergunta ao pretendente a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos: “Você pleiteia ocupar cargo remunerado no clube? ( ) Não ( ) Sim. Se sim qual?“

Que maravilha. Como todos gostaríamos de ser tão astutos a ponto de desvendar a mágica desta dadivosa chapa. O país ainda está em crise e o número de desempregados beira os 13 milhões, a Prefeitura de Santos sofre com seus cofres às moscas, a dívida do nosso querido Alvinegro Praiano aumenta a cada trimestre e já ultrapassa meio bilhão de reais, a falta de pagamento de obrigações e impostos pode fazer o Santos perder o CT Rei Pelé e o CT da base, não há dinheiro para contratações e muito menos para obras patrimoniais, mas esse brilhante presidente oferece cargos no clube como quem serve omelete de bacon.

O curioso é que o Santos já tem o dobro de funcionários do Bayern de Munique, apesar de não alcançar nem sombra da eficiência do clube alemão. Como conselheiro, testemunhei o Conselho Fiscal alertar reiteradamente a direção do clube para que reduzisse as despesas, mas elas só aumentaram nesses três anos, principalmente com a contratação desmedida de funcionários. Falei sobre isso com o meu amigo santista e ele contou o que ouviu de um velho funcionário do clube:

“Trabalho no Santos há muito tempo e há anos não tenho um aumento. Mas todo dia esbarro com gente no corredor que nunca vi antes e que já ganha mais do que eu”.

Não se sabe ao certo a quantidade desses novos funcionários vindos pela agência de empreg…, ou melhor, pela administração Santos Gigante, mas os relatórios apresentados pelo Conselho Fiscal indicam que são mais de 300. Como a chapa terá de reunir 240 nomes para o Conselho Deliberativo, e como a maioria pedirá um empreguinho na sagrada instituição alvinegra, fico aqui imaginando como o presidente Modesto Roma fará para acochambrar todo mundo no Santos e ainda arrumar dinheiro para pagar as dívidas do clube. Quem sou eu, porém, para duvidar da capacidade de líder tão brilhante e altruísta.

Vejo, evidentemente, um lado bastante criativo nessa iniciativa de oferecer emprego aos que apoiam a chapa Santos Gigante. Isso evita a burocracia e diminui a perda de tempo nas negociações. É o tipo da coisa: “Você me ajuda a continuar no poder e eu uso o dinheiro do clube para lhe dar um emprego”. É cômodo para os dois lados. Confesso, porém, que na Somos todos Santos jamais cogitamos e jamais faríamos algo assim. Acreditamos em algo que parece fora de moda no momento, que se chama ÉTICA.

Sei que esse meu papo parece careta. Para muitos, a pergunta inserida na ficha de inscrição da chapa Santos Gigante abre mil oportunidades. Esse meu amigo de Santos disse que pretende dizer que quer trabalhar no clube no cargo do superintendente Dagoberto dos Santos. Outros podem preferir o lugar do técnico Elano, ou do centroavante Kayke, ou do milionário reserva Leandro Donizete… Enfim, vai que sobra uma vaga e, de repente, você está empregado com um salário acima do mercado. Todos os sonhos são possíveis em uma administração inchad…, ou melhor, gigante.

Em uma coisa eu e meu amigo concordamos: esse milagre, infelizmente, tem prazo de validade e ele é bem curto. A previsão de despesas e receitas indica que 2018 será um ano muito difícil para o Santos. O aconselhável seria tomar medidas urgentes para o equilíbrio financeiro do clube, e se a chapa Santos Gigante ganhar a eleição e continuar contratando funcionários a torto e a direito, essa estará longe de ser uma decisão sensata. Porém, repito, quem sou eu para duvidar de gênios da economia e da política?

E você, o que acha disso?


Emprego para todos

Leia o post original por Odir Cunha

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Meus amigos e minhas amigas, a imagem acima me foi enviada por um amigo que mora em Santos e a recebeu esses dias. “Veja Odir”, diz ele, “o gesto generoso da chapa Santos Gigante, do candidato à reeleição Modesto Roma, pois quer acabar com o desemprego, ao menos entre os seus seguidores”. No começo não entendi muito bem, já que não sou dos santistas mais inteligentes, mas depois notei o inusitado e generoso item que pergunta ao pretendente a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos: “Você pleiteia ocupar cargo remunerado no clube? ( ) Não ( ) Sim. Se sim qual?“

Que maravilha. Como todos gostaríamos de ser tão astutos a ponto de desvendar a mágica desta elástica chapa. O país ainda está em crise e o número de desempregados beira os 13 milhões, a Prefeitura de Santos sofre com seus cofres às moscas, a dívida do nosso querido Alvinegro Praiano aumenta a cada trimestre e já ultrapassa meio bilhão de reais, a falta de pagamento de obrigações e impostos pode fazer o Santos perder o CT Rei Pelé e o CT da base, não há dinheiro para contratações e muito menos para obras patrimoniais, mas esse brilhante presidente oferece cargos no clube como quem serve omelete de bacon.

O curioso é que o Santos já tem o dobro de funcionários do Bayern de Munique, apesar de não alcançar nem sombra da eficiência do clube alemão. Como conselheiro, testemunhei o Conselho Fiscal alertar reiteradamente a direção do clube para que reduzisse as despesas, mas elas só aumentaram nesses três anos, principalmente com a contratação desmedida de funcionários. Falei sobre isso com o meu amigo santista e ele contou o que ouviu de um velho funcionário do clube:

“Trabalho no Santos há muito tempo e há anos não tenho um aumento. Mas todo dia esbarro com gente no corredor que nunca vi antes e que já ganha mais do que eu”.

Não se sabe ao certo a quantidade desses novos funcionários vindos pela agência de empreg…, ou melhor, pela administração Santos Gigante, mas os relatórios apresentados pelo Conselho Fiscal indicam que são mais de 300. Como a chapa terá de reunir 240 nomes para o Conselho Deliberativo, e como a maioria pedirá um empreguinho na sagrada instituição alvinegra, fico aqui imaginando como o presidente Modesto Roma fará para acochambrar todo mundo no Santos e ainda arrumar dinheiro para pagar as dívidas do clube. Quem sou eu, porém, para duvidar da capacidade de líder tão brilhante e altruísta.

Vejo, evidentemente, um lado bastante criativo nessa iniciativa de oferecer emprego aos que apoiam a chapa Santos Gigante. Isso evita a burocracia e diminui a perda de tempo nas negociações. É o tipo da coisa: “Você me ajuda a continuar no poder e eu uso o dinheiro do clube para lhe dar um emprego”. É cômodo para os dois lados. Confesso, porém, que na Somos todos Santos jamais cogitamos e jamais faríamos algo assim. Acreditamos em algo que parece fora de moda no momento, que se chama ÉTICA.

Sei que esse meu papo parece careta. Para muitos, a pergunta inserida na ficha de inscrição da chapa Santos Gigante abre mil oportunidades. Esse meu amigo de Santos disse que pretende dizer que quer trabalhar no clube no cargo do superintendente Dagoberto dos Santos. Outros podem preferir o lugar do técnico Elano, ou do centroavante Kayke, ou do milionário reserva Leandro Donizete… Enfim, vai que sobra uma vaga e, de repente, você está empregado com um salário acima do mercado. Todos os sonhos são possíveis em uma administração inchad…, ou melhor, gigante.

Em uma coisa eu e meu amigo concordamos: esse milagre, infelizmente, tem prazo de validade e ele é bem curto. A previsão de despesas e receitas indica que 2018 será um ano muito difícil para o Santos. O aconselhável seria tomar medidas urgentes para o equilíbrio financeiro do clube, e se a chapa Santos Gigante ganhar a eleição e continuar contratando funcionários a torto e a direito, essa estará longe de ser uma decisão sensata. Porém, repito, quem sou eu para duvidar de gênios da economia e da política?

E você, o que acha disso?


Como perder sócios

Leia o post original por Odir Cunha

Acho que nem preciso lembrar que a quantidade de sócios de um clube é importante não só para aumentar sua receita direta, como alavancar a arrecadação nos jogos, o valor do patrocínio de camisa e até a cota de tevê. Em alguns clubes brasileiros, como Flamengo e Palmeiras, a arrecadação com sócios está entre as três maiores receitas. Enquanto isso, o Santos, que há quatro anos tinha 65 mil associados, hoje tem apenas 8 mil adimplentes e o número continua caindo. Descobri por quê na sexta-feira passada, quando resolvi ligar para o atendimento ao sócio torcedor.

Sócios e candidatos ao Conselho Deliberativo precisam estar em dia com suas obrigações com o clube. Eu estou, pois pago a anuidade no primeiro semestre. Mesmo assim , resolvi ligar para o telefone (13) 3257-4000 e testar o serviço de atendimento ao sócio do Santos. Queria me colocar na pele do sócio de todo o Brasil, que liga de longe para o clube e tem reclamado muito do mau atendimento.

Detalhe: a ligação não é gratuita. Trata-se de um interurbano que sai do bolso do associado, onerando ainda mais esse benemérito que muitas vezes se associa apenas para ajudar o clube.

11h41 – Liguei para o (13) 3257-4000 e logo comecei a ouvir o hino oficial do Santos. Para resumir, esperei 10 minutos e a ligação caiu sem que eu fosse atendido. Mas eu não desistiria tão facilmente.

11h54 – Liguei de novo, depois de enviar uma mensagem de texto, com o meu e-mail (mensagem que não foi respondida até agora, 11h10 de segunda-feira). Fiquei ouvindo o hino…

12h04 – 10 minutos e nada.
Creio que um ou dois minutos depois não ouvi mais a música. Percebi que tiravam o telefone do gancho. Finalmente falaria com alguém… Mas me enganei. O telefone permaneceu fora do gancho. Passei a ouvir vozes ao fundo, mas ninguém me atendeu.

12h14 – Ouvi, principalmente, a voz de uma mulher adulta e de uma criança.
Tive a impressão de que alguém tinha levado o filho, ou a filha, para o trabalho. Parecia que a mulher estava sozinha para atender às ligações.

12h21 – Passei a ouvir uma voz masculina que conversava com a mulher.

12h26 – Meia hora de espera nessa segunda ligação, e nada.
Percebi que a mulher se despedia de alguém, provavelmente do homem com quem conversava. Em seguida, eu a ouvi dar um “boa tarde”, provavelmente para uma outra ligação. Imaginei que ela estivesse atendendo a apenas um ou duas linhas. A minha, provavelmente a cinco ou seis metros dela, permaneceria fora do gancho.

12h36 – Deixei completar 40 minutos de espera nessa segunda ligação, desliguei e liguei de novo. Quem sabe dessa vez eu não teria a sorte de cair em um dos telefones escolhidos? Mas, depois de ouvir o hino do Santos cinco vezes, resolvi desligar e ligar para a tesouraria. Afinal de contas, somado todo o tempo, eu já tinha ficado uma hora à espera de ser atendido.

A essa altura fiquei imaginando que sócio do Interior de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Brasília, ou qualquer lugar do Brasil e do mundo continuaria esperando na linha. Se enviar e-mail já se sabe que não resolve, ou pode demandar dias, e se o telefone de “atendimento ao sócio”, que não é gratuito, não resolve, é evidente que essa é uma das causas de tanta desistência e inadimplência entre os sócios do Santos, que têm sido totalmente ignorados por essa gestão.

É evidente que não há nenhuma meta e nenhuma preocupação com a qualidade do atendimento. Já liguei para vários serviços idênticos, das mais variadas empresas, públicas e privadas, e jamais fui tratado com tanto desdém. Esse desatendimento fere profundamente o código de defesa do consumidor. Bem, mas resolvi tentar de novo e dessa vez falar com a tesouraria.

Imagino que, às vésperas da eleição para presidente, a ser realizada dia 9 de dezembro, haja muito sócio querendo saber se tem alguma pendência com o clube, ou se está liberado para votar. Após discar o mesmo telefone – (13) 3257-4000 – apertei a tecla correspondente à tesouraria.

14h56 – Uma voz robótica feminina atendeu e me avisou que minha chamada era a 2 e o tempo de espera seria de 15 minutos.

15h07 – A mesma voz avisou que minha chamada era a 1 e o tempo de espera era de 4 minutos.

15h17 – Dez minutos depois eu ainda continuava esperando. No todo, desde o início da ligação, já tinham se passado 20 minutos.

15h25 – 28 minutos de espera e nada.

15h26 – Cai a linha!
Imagine o desânimo de alguém que estivesse esperando tanto tempo e achasse que estava prestes a ser atendido…

15h36 – Ligo de novo e peço tesouraria.
Durante oito minutos ouço apenas o hino do Santos. Depois de ouvi-lo umas cinco vezes, a bateria do meu telefone sem fio descarrega e a linha cai.
Teria de recarregar e levaria tempo. Tive de admitir a derrota.

Ao todo fiquei uma hora e 31 minutos ao telefone, em um interurbano, tentando falar com o Santos Futebol Clube, de quem sou sócio há dez anos.

Não desistirei, apesar de tudo, pois ser sócio é uma maneira de retribuir todas as alegrias que esse time já me proporcionou e também de ajudá-lo a se reerguer. Com 100 mil sócios pagando uma anuidade de 300 reais teríamos um total bruto de 30 milhões de reais por ano, além de todos os benefícios que esse respeitoso quadro associativo nos daria.

Ainda mais agora, a um mês da eleição, um sócio que se preocupa com o futuro do Santos não pode deixar de garantir o seu direito de voto. Porém, se analisarmos bem, sem paixões, veremos que é mesmo compreensível que tantos sócios tenham abandonado o clube, hoje fora da lista dos 10 brasileiros com mais sócios.

Em agosto deste ano a lista dos dez mais do Brasil tinha: 1 – Corinthians, 123.238 sócios; 2 – Palmeiras, 122.778; 3 – Grêmio, 120.945; 4 – São Paulo, 115.791; 5 – Internacional, 112.756; 6 – Flamengo, 104.148; 7 – Atlético-MG, 97.669; 8º – Cruzeiro, 55.021; 9 – Sport, 43.990; 10 – Fluminense, 35.904.

Regras do atentimento “telefónico” usadas em Portugal, que devem ser implantadas no nosso Santos, sob pena de o clube perder todos os seus sócios.

E você, qual é a sua história como sócio do Santos?


Início de uma era feliz

Leia o post original por Odir Cunha

Peres e Rollo no palanque No palanque, a oportunidade de anunciar, com energia, o que deve ser feito.

Peres a caminha da Vila No caminho para a Vila, o carinho dos santistas.

torcedor do Peres na Vila No Urbano Caldeira, a presença da esperança dentro e fora do campo.

INÍCIO DE UMA ERA FELIZ

Nesse sábado o Santos viveu mais do que um dia alegre. Com a festiva inauguração do segundo comitê da chapa Somos todos Santos em Santos, um bonito sobrado na avenida Pinheiro Machado, 301, ao lado do estádio, e depois com a bela vitória sobre o Atlético Mineiro, por 3 a 1, em uma Vila Belmiro contente e esperançosa, todos ali sentimos que o Santos está iniciando uma era bastante feliz.

Do comitê fomos caminhando até O estádio e no caminho só ouvimos e votos de incentivo. O pessoal da Torcida Jovem veio nos cumprimentar, assim como santistas da velha guarda e até conselheiros que antes defendiam a administração atual. Cresce o consenso de que apenas a chapa Somos todos Santos, que tem José Carlos Peres como candidato a presidente, pode impedir a continuidade de Modesto Roma e sua gestão temerária no poder. Até as outras chapas de oposição perceberam isso e logo deverá haver a união esperada que levará o Santos a uma era de maiores possibilidades e da universalidade que queremos.

No estádio, tomado por cerca de 11.500 pessoas, vimos um Santos valente, ofensivo, como esse surpreendente Elano prometeu. Vimos a ótima exibição do garoto Arthur Gomes, autor do primeiro gol; testemunhamos, incrédulos, Alison dar uma caneta em Robinho; Caju e Lucas Lima jogarem bem; Ricardo Oliveira com fome de gol novamente e apreciamos a grande exibição de Bruno Henrique, hoje um dos melhores atacantes brasileiros. A vitória por 3 a 1 foi justíssima e agora o Santos parte mais animado em busca de um título que parecia impossível.

Na comemoração do gol de Arthur Gomes a TV Globo mostrou um jovem torcedor agitando a camisa azul com o nome de José Carlos Peres. A satisfação pela vitória em campo se unia à esperança de que também fora dele o Santos viva momentos mais gratificantes, marcados pela transparência, competência, trabalho e ousadia.

Importante: envie este e-mail para votar em São Paulo

Fiquei surpreso ao constatar que alguns sócios acham que não precisam pedir a mudança de domicílio eleitoral para votar em São Paulo pois já fizeram isso na última eleição. NÃO É ASSIM. É PRECISO PEDIR A MUDANÇA DE DOMICÍLIO ELEITORAL NOVAMENTE. A boa notícia é que agora isso ta mbém pode ser feito por e-mail.

O prazo para pedir a mudança de domicílio vai até 24 de novembro, mas não deixem para depois. Peçam logo nessa segunda-feira ou o mais breve possível. O e-mail é domicilioeleitoral@santosfc.com.br Nele é preciso colocar seu nome completo, número da sua matrícula de sócio e número do CPF. Pode ser assim, por exemplo:

Venho por meio deste e-mail pedir a mudança de domicílio eleitoral para votar para presidente do Santos FC em São Paulo.

Nome completo: nnnnnnnnnn
Matrícula de sócio: 11111
CPF: 0000000000

É só isso. Não requer prática nem perfeição. O clube ficará de enviar a resposta, confirmando a mudança de seu domicílio eleitoral. Depois, é só comparecer à Federação Paulista de Futebol no dia 9 de dezembro, com a carteirinha e um documento com o número do CPF, e votar.

A Federação Paulista fica na rua Federação Paulista de Futebol, 55 – Várzea da Barra Funda, São Paulo – SP, 01141-040, tel.: 2189-7000. Estarei lá o dia todo esperando por você.

O pedido para mudança de domicílio eleitoral também pode ser feito pessoalmente na secretaria social do clube, no estádio Urbano Caldeira, ou na subsede do Santos na capital, situada à avenida Indianópolis, 1772, telefone (11) 3181-5188.

Para votar só é preciso ter ao menos 1 (um) ano completo de permanência ininterrupta no quadro associativo do Santos e não estar em débito com o clube. Os sócios inadimplentes poderão quitar as suas contribuições atrasadas e garantir o seu direito de voto até o dia 4 de dezembro. O clube promete manter a secretaria social e a tesouraria de plantão de 29 de novembro a 4 de dezembro, das 10 às 21 horas, para atender aos sócios.

E você, o que acha disso?


Arrancada final

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje, às 14 horas, inauguração do Comitê 2 em Santos.
Compareça!

Logo mais, a partir das 14 horas deste sábado, José Carlos Peres, Orlando Rollo e eu estaremos recebendo os amigos, apoiadores e simpatizantes na inauguração do Comitê II da chapa Somos todos Santos. Quem acredita nas nossas ideias e na nossa disposição para colocar o Santos nos trilhos, será bem-vindo. O endereço é Avenida Frederico Machado, 301, Vila Belmiro, ao lado do estádio. Vai rolar um chopinho, muito bate-papo e novamente discutiremos boas ideias para o futuro do nosso Santos.

Eneacampeão, por que não?

Por Guilherme dos Santos

Procuro sempre escrever pensando em todas as possibilidades, racionalmente e sem ilusões ou fantasias. E por que o Santos não pode ser eneacampeão?

Primeiramente é fundamental analisar o nível lamentavelmente baixo do nosso campeonato, onde os times todos são parelhos, tendo grandes nomes ou não, pois em campo entram 11 jogadores para cada lado, e ali dentro de 90 minutos tem levado a melhor aqueles que realmente desejam ganhar, com vontade e dedicação. Ah, mas os times estão levando a melhor porque vem fechado lá atrás e só joga no contra ataque… Meu caro, para marcar uma equipe 90 minutos também exige muito de um jogador, ou seja, os times são pouco criativos e erráticos.

Dessa forma, acredito sim no potencial dessa equipe do Santos, que num tempo não tão distante já fizeram grandes partidas e vestiram com sabedoria nossa camisa. Estão precisando de confiança. Cadê aquelas triangulações nas laterais, que mesmo o adversário sabendo, não conseguia parar? Cadê aquela pressão na frente com o time todo avançando e ganhando as chamadas segunda bola, onde saía muitos gols? Com o Elano, eu confio que muito dessa confiança possa voltar a aparecer.

Na época elogiei a contratação do Levir, mas mesmo com números bons, ele não soube treinar a equipe e dar um padrão de jogo efetivo. Não se pode sacrificar dois atacantes como Bruno Henrique e Copete para ficar marcando lateral. Acabou sendo um retrocesso num campeonato que já poderíamos estar na ponta e com folga. Tarde demais para ter trocado? Teremos mais 7 rodadas para descobrir.

E são nessas 7 partidas que me inspirei a escrever. Num olhar otimista, lembrei-me do campeonato brasileiro de 2004, quando o então técnico Vanderlei Luxemburgo traçou uma meta de vencer 7 partidas seguidas para assumir a liderança do campeonato ainda no primeiro turno. Por que não traçar 7 vitórias nessa reta final de campeonato? Como o próprio Odir analisou os jogos no blog, eu concordo e acho possíveis as vitórias. Mas, a começar pelos jogadores e comissão técnica até os torcedores, todos precisamos acreditar e querer muito mais do que os outros. Nesse nível de campeonato, mais do que talento e técnica, garra, força de vontade e superação também ganham títulos.

Eu ainda confio sim que esse grupo de jogadores pode fazer coisas boas. Vanderlei, David Braz, Lucas Veríssimo, Alison, Jean Mota, Bruno Henrique, Ricardo Oliveira, já é uma boa espinha de um time. No mérito Lucas Lima, ele pode sim fazer a diferença claramente porque qualidade tem de sobra. Precisamos saber até onde ele realmente está focado nessas rodadas finais ou no próximo contrato. Acredito que boa parte dos jogos, o esquema tático que tínhamos não ajudava o seu futebol, assim como o de outros jogadores, mas também já senti por algumas vezes certa displicência. Posso estar enganado, por que não?

Comissão técnica: é hora de juntar os cacos e tentar passar a confiança necessária e unir todos num só objetivo. Jogadores: são vocês que podem trazer esse título histórico, seus maiores fãs estão em vossas casas esperando por isso. Torcedores: tem que apoiar, tem que estar junto, se abraçar só quando tudo está bem é muito fácil. Quando vem a dificuldade, temos que nos empenhar ainda mais. Já a diretoria, eu espero ansiosamente pelo pleito dia 09/12 para derrubá-los.

E você, acredita no eneacampeonato?


O valor de Rubens Quintas

Leia o post original por Odir Cunha

Quando os adversários já diziam que o Santos tinha virado um time pequeno, Rubens Quintas Ovalle saneou as dívidas, evitou a falência do clube e confiou nos Meninos da Vila, campeões de 1978.

Já ouvi, de um torcedor contrário, uma piada que contam por aí sobre o Brasil, só que nela o país é substituído pelo Santos. Dizem que o Senhor criou um time à beira mar, de uma cidade menor, que colocaria de joelhos esquadrões das grandes capitais do mundo e revelaria craques aos borbotões, entre eles o melhor de todos. Um anjo enxerido quis saber se o Todo Poderoso não estava sendo generoso demais com aquele Alvinegro Praiano, ao que o Criador explicou: “Mas você vai ver os dirigentes que colocarei lá”. Bem, talvez no todo a piada seja uma grande verdade, mas há exceções. Eu mesmo conheci uma delas: dinâmico, assertivo, visionário, Rubens Quintas Ovalle assumiu o Santos em 1978, época em que ninguém queria presidir o clube, e salvou o Santos da insolvência.

A gestão anterior, comandada por Modesto Roma, tinha sido uma das mais terríveis da história santista. Nos Campeonatos Paulistas de 1975, 1976 e 1977 a melhor posição do Santos tinha sido um sexto lugar, em 1977. Nos Campeonatos Brasileiros destes mesmos anos o time terminou em 23º, 19º e 21º, respectivamente. Nós, torcedores, temíamos pelo pior. A cada derrota os adversários cantavam: “Pelé parou, o Santos acabou”. E derrotas é que não faltavam…

Naquele constrangedor ano de 1976 ano o Santos fez 67 jogos, entre oficiais e amistosos. Ganhou 24, empatou 24 e perdeu 19. A primeira grande frustração ocorreu no Campeonato Paulista, em que foi derrotado na Vila Belmiro por São Bento, Guarani e Ponte Preta e precisava vencer a Ferroviária para passar para a fase seguinte. Acabou empatando em 0 a 0, enquanto o Noroeste vencia a Portuguesa Santista, em Ulrico Mursa, e ficava com a vaga. Alguns jornalistas babaram de prazer ao decretar que o Santos não era mais time grande.

Mas em 1978 o empresário santista Rubens Quintas Ovalle foi eleito presidente do Santos, sucedendo Modesto Roma, e com uma visão profissional e arrojada o novo dirigente começou a colocar o clube nos trilhos. Em pouco mais de um ano o time estava comemorando o primeiro título paulista da era pós-Pelé, com um bando de garotos espetaculares como Juary, Pita, João Paulo e Nilton Natata, batizados pelo técnico Chico Formiga como “Os Meninos da Vila”.

placar santos campeao 1978

A conquista veio em julho de 1979 e a revista Placar (capa acima) publicou uma edição especial sobre o feito com o título “O Santos (novamente) é o maior”. Em suas páginas, várias matérias explicavam a recuperação do Alvinegro Praiano. Entrevistado, Rubens Quintas disse como havia pegado o clube e como ele estava naquele momento:

– Até 6 de abril do ano passado (1978) a dívida do clube era de 46 milhões de cruzeiros, segundo levantamento feito pela auditoria. O Santos era um clube totalmente desacreditado, tanto no mercado interno, quanto externo. A cota do clube para amistosos era de apenas 70 mil cruzeiros. Hoje o Santos não deve nem a fornecedores, nem a clubes, nem à Federação. Nossa cota para amistosos é de 500 mil cruzeiros e mesmo assim não temos datas disponíveis.

A matéria dizia que o presidente Rubens Quintas, então com 46 anos, ao qual o hábito de vestir jeans e o corpo esguio davam um aspecto jovial e dinâmico, se sentia um homem realizado, pois o Santos havia alcançado o objetivo bem antes do prazo previsto. Para o presidente, pagar os salários dos jogadores em dia tinha sido um dos segredos da recuperação santista:

– Quando assumi, tinha jogadores vivendo até problemas de despejo por atraso de salários. Se o patrão não paga, como é que alguém vai ter amor pelo trabalho que faz?

Lembro-me que além de pagar os salários em dia, Quintas criou uma maneira original e ousada de motivar os jogadores: uma parte da renda era dividida entre eles e a porcentagem dependia do resultado obtido. Assim, em uma época em que a torcida do Santos comparecia em massa aos jogos, quanto maior o público, mais o time lutava pela vitória.

Sob a direção de Rubens Quintas, além de campeão paulista de 1978, o Santos foi vice-campeão estadual em 1980. No Campeonato Brasileiro também passou a ter uma participação mais digna, chegando às quartas de final em 1980 e 1982, oportunidades em que foi eliminado pelo Flamengo de Zico em jogos equilibrados.

Aos 84 anos, Rubens Quintas Ovalle continua vivendo em Santos, quase anônimo, afastado da política do clube e dedicado à família. Não conheci o visionário Athié Jorge Cury, mas dos presidentes santistas que conheci, como jornalista, Rubens Quintas Ovalle foi o que melhor me impressionou.

Não me lembro, porém, de saber que ele recebeu uma homenagem do clube. E bem que merece, pois assumiu a presidência em um momento caótico, após uma gestão catastrófica, e devolveu ao santista a alegria e o orgulho de torcer para um dos maiores times da história. No ano que vem, o título de 1978, apesar de conquistado em 1979, completará 40 anos. Será uma ótima oportunidade de homenagear o primeiro dirigente santista campeão depois de Pelé. E um dos poucos a tratar o clube com a seriedade e o profissionalismo que ele merece.