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Brasília em chamas e o Botafogo incendeia o Rio. Com pressa!

Leia o post original por Milton Neves

Foto: Luis Benavides/AP Photo – retirada do UOL

Ah, deixemos hoje de lado a seleção do Palmeiras, o milionário fracassado Flamengo, o Tite “ideal para presidente do Brasil” e o Galo do “Neymarzinho Equatoriano” Cazares.

Falemos do Botafogo que jamais ganhou uma Liberadores.

Mal conseguia dela participar.

Nos anos de Manga, Nilton Santos, Garrincha, Rildo, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagallo, o Fogão da meia cinza sempre parava no timaço do Santos de Pelé.

Isso na final ou na semifinal da Taça Brasil, o torneio que credenciava nosso único representante na competição.

Antigamente só entrava, a partir de 1960, quando foi criada a Libertadores, o campeão de cada país.

Hoje já temos até um… G-7!!!

Entra todo mundo, uma festa.

É que os cartolas engordaram a quantidade de times e espicharam o tempo de disputa, de trimestral para quase anual, só para que os direitos de transmissão pela TV fossem às alturas, como foram.

E se antigamente, nos anos de Telê, “Torcer para o São Paulo é uma grande moleza” (e hoje virou “grande dureza”), atualmente é “cívico” virar botafoguense na Libertadores.

É uma questão de gratidão ao time que nos deu 41.07% da Copa da Suécia-58, 100% da Copa do Chile-62 e 49.17% da Copa do México-70.

Hoje, acabou a minha raiva do Botafogo-1995, time do “zagueiro” Márcio Rezende de Freitas, e quinta-feira foi de chorar vendo a festa da torcida de General Severiano no “Estádio Nilton Santos”.

Que o time do Pimpão siga “todo garboso” botando fogo na Libertadores na mesma época em que Brasília arde.

Sim, a vaca por lá foi para o brejo, mas por enquanto só o sininho e o rabo.

Falta ainda quase tudo, dos chifres ao traseiro.

Para o “primo” Aécio Neves, não.

Acabou!

Foi pífio e até juvenil.

Com seu algoz gravando tudo, como ele, um “macaco velho”, não sacou que “seu amigo” estava só levantando a bola para ele ir falando, falando e falando?

Quase um monóculo, com o “interlocutor” de emboscada atrás do toco esperando a onça beber água.

Faltou ser uma raposa, símbolo de seu time, ele tão burro e ela tão esperta.

Esperta como boiadeiros de Alfenas e Goiânia.

E rápidos no gatilho.

Tão rápidos que no começo de abril quase aluguei um apartamento em Nova York para um jovem executivo brasileiro, via o broker (corretor) Freddy Gouveia, brasileiro lá radicado há anos.

Mas, aflito, ele queria entrar no imóvel com tudo dentro, do jeito que estava e no “outro dia” com mulher, dois filhos menores e a babá “que estavam chegando em Nova York”.

Não deu certo porque não dava para retirar de lá “por telefone” tanta coisa particular da família cambiando de Upper East Side para Tribeca, hoje alugado para Companhia chinesa, investidora de Wall Street, bem perto.

Mundo pequeno, o lépido quase-inquilino era mais um dos famosos e hoje tão falados Batistas.

De segunda geração, filho ou sobrinho.

Que pressa, sô!

Hoje, pelas chamas de Brasília, caiu a ficha.

E que sejamos todos felizes!

OPINE!!!

Vai cereja na “cobertura”, Ceni? Verdão dá show e vence o São Paulo!

Leia o post original por Milton Neves

Que Choque-Rei foi esse? O clássico foi fantástico, aconteceu de tudo!

Inclusive, para abrilhantar ainda mais os 3 a 0, Dudu fez questão de relembrar como é bom fazer gol de cobertura no São Paulo.

Que golaço do “camisa 7” palmeirense, não é mesmo?

E que sina é essa de Rogério Ceni, hein? Virou moda!

Além dos inesquecíveis gols de cobertura que levou do Palmeiras quando jogador, agora já tem um na conta um como treinador.

Coitado do são-paulino que imaginou sair vencedor desta partida e acabar enfim, com o incômodo tabu de oito anos sem vencer o rival no Paulistão.

O Alviverde é mil vezes mais time, só demorou engrenar. Creiam!

Já o Tricolor, precisa de muita “sustância”, pois não basta ter o melhor ataque e ser frágil defensivamente.

Falhas acontecem, mas em todas as partidas já é demais! Cadê o técnico?

Mas e você torcedor, o que achou do baile que o Verdão deu no São Paulo?

OPINE!!!

Bananeira que já deu cacho ainda pode alimentar clubes brasileiros!

Leia o post original por Milton Neves

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Você sabe o motivo de a bananeira ser cortada após a colheita do fruto?

Isso acontece porque, pouco tempo depois de dar cacho, a planta seca e morre.

E, se ela não for retirada, acaba atrapalhando o desenvolvimento das novas mudas.

Por isso, surgiu por aí uma expressão que muito provavelmente você já tenha escutado.

“Ah, fulano é bananeira que já deu cacho…”.

Ou seja, ele não tem mais o que acrescentar em determinado assunto.

E eu gosto muito de empregar esta expressão em assuntos futebolísticos

Por exemplo, costumo dizer que quando um jogador não consegue mais lugar em clubes europeus e decide vir jogar no Brasil, é porque ele é bananeira que
já deu cacho.

No entanto, alguns exemplos recentes acabaram desmentindo esta minha teoria.

Diego, que já não cabia no futebol europeu, foi contratado pelo Flamengo e deitou e rolou no ano passado nos gramados brasileiros.

Robinho, que há tempos perdeu espaço nos times mais ricos do mundo, foi o artilheiro do país em 2016, com 25 gols anotados.

E isso tem acontecido porque, hoje, os nossos times, se comparados com as grandes equipes do mundo, são de Série C ou D.

Então, é natural que as bananeiras que já deram cachos na Europa, ainda consigam “alimentar” os nossos clubes.

Por essas e outras, eu aposto que Felipe Melo dará certo no Palmeiras.

Só precisa parar de brigar com jornalistas…

Também acredito que Drogba, mesmo aos 38 anos, ainda tenha lenha para queimar no Corinthians.

Melhor que Jô e que Kazim ele é!

E acho também que Ronaldinho Gaúcho seria uma boa para o Coritiba.

No caso dele, mais pelo marketing do que pelo futebol, é verdade.

Afinal, além do talento com a bola nos pés, os medalhões consagrados também acabam ajudando na divulgação da marca do clube no mundo todo.

E Anelka também teria se dado bem no Atlético-MG.

Pena que toda aquela confusão melou o negócio…

Bom, e tomara que dê certo mesmo essa história do Drogba no Corinthians.

O Timão forte e competitivo garante sempre ótima audiência e, consequentemente, o emprego de muita gente.

É nóis, vai, Curintchá!

Foto: UOL

Torcer para o São Paulo é uma grande dureza!

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Foto: UOL

Ué, por que o São Paulo se apequenou tanto?

Virou a quarta força paulista no cenário nacional.

Leco herdou um Tricolor sem cores pós-Juvenal e Carlos Miguel Aidar.

Quem diria que o “maior clube da América do Sul” voltaria aos seus tristes tempos de pré-Morumbi?

À época, nos anos 60, o São Paulo priorizou a construção de seu estádio gigantesco e só comprava cimento, cal, Sudaco, Salton, tijolo, Peter, Vadinho, ferro, argamassa, Serafim, Zoé, tintas, fios, Deleu, Sabino, cerâmicas, vasos sanitários, chuveiros, Ilzo, Celso e etc…

Aí, Jurandir e o genial Roberto Dias tinham que carregar o time nas costas e não dava, claro.

Afinal, como enfrentar o Santos de Pelé, o Palmeiras de Ademir da Guia, a ótima Ferroviária de Bazzani e a então boa Lusa do Canindé?

Mas, concluído o Morumbi, vieram Sérgio Valentim, Pablo Forlán, Edson Cegonha, Gérson, Toninho Guerreiro, mais tarde Pedro Rocha e depois com as revelações de Muricy, de Gilberto Sorriso e de Serginho Chulapa, o São Paulo ficou forte demais e orgulhoso de seu “Gigante de Cimento Armado”.

Mas, e hoje?

Xiii…

Até Maicon, que cheguei a chamar de maior e melhor beque brasileiro em qualquer lugar do mundo, virou comum.

E o que custou, hein?

Já Denis, o goleiro que só toma gol feio, alterna belas defesas com bolas pegáveis.

E no banco?

Ninguém para.

Osorio, Bauza e agora Ricardo Gomes.

Pois já estão pedindo a saída do bom caráter Ricardo Gomes Raymundo.

E do sangue azul Gustavo Vieira de Oliveira, o diretor de futebol, também reserva moral.

Nesta sexta-feira publiquei parecer dele, como advogado que é, a pedido do “Comitê Gestor” do Santos FC no enrolado “Caso Neymar”, e alguns tricolores viram nisso uma traição ao São Paulo.

Ora, sua opinião profissional foi emitida como advogado militante e especialista em transferências esportivas e, à época, sua ligação com o Tricolor era nenhuma.

Sei lá, mas a coisa tende a piorar no Morumbi.

Time fraco, técnico não aceito pela torcida – mesmo caso de Cristóvão Borges no Corinthians -, impaciência na arquibancada e insegurança na diretoria, formam um conjunto explosivo.

Ainda com Palmeiras, Corinthians e Santos lá em cima na tabela.

Que tal reformar em tempo recorde o mausoléu Morumbi?

Concluído, chegarão novos Rochas, Gérsons, Toninhos, Paranás, Tertos e Gilbertos.

Não custa sonhar com a volta do saudoso e consagrado slogan dos anos 90: “Torcer para o São Paulo é uma Grande Moleza!”,

Tomara!

E A COISA ESTÁ FEIA, MAS TÃO FEIA, QUE HOJE (27) PELA MANHÃ, A TORCIDA INVADIU O CT E SOBROU ATÉ PARA O DIOS LUGANO.

VEJA AS FOTOS:

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OPINE!!!

Corinthians tem apagão, mas “Apito Amigo” dá uma “forcinha” contra o Figueirense!

Leia o post original por Milton Neves

Cristovao

Dentro do Itaquerão, o Corinthians mostrou sua real intenção no campeonato diante o Figueirense.

Ficou claro que a segunda colocação está de ótimo tamanho, mesmo quando teria motivos de sobra para ultrapassar o principal rival, que por sinal, vem fazendo uma belíssima campanha.

É que o Timão deixou a desejar e muito nesse duelo, sendo pobre, irregular e ruim.

Isso sem contar com a ajuda do “Apito Amigo”, que sempre dá as caras.

Ou alguém tem dúvida de que o “carateca” Cássio não merecia a expulsão?

No entanto, o 1 a 1 teve gosto de derrota para os comandados do técnico Argel, que estão se acostumando a jogar bem contra os paulistas fora de casa.

A bem da verdade, quem quer ser campeão, não pode dar esses apagões.

E nos poucos ataques que se encaixaram, brilhou a estrela do goleiro Thiago Rodrigues.

Porém, Danilo mais uma vez, livrou o Timão da derrota.

Com o empate nada agradável, o Alvinegro só somou dois pontos nas duas últimas partidas e jogando nos seus domínios.

Justo no momento em que a Fiel dá adeus ao Itaquerão, que receberá 10 jogos das Olimpíadas Rio 2016.

Agora, o sonho de encostar no líder Palmeiras ficou um pouco distante.

Mas e você torcedor, acredita que foi apenas um dia ruim?

Ou teria o Corinthians perdido o pique junto com Tite?

Santa Cruz 0 x 1 Coritiba (às 16:30)

Pela primeira vez fora de casa, o Coxa conseguiu três pontos. E foi sobre o embalo Santinha, hein?

O Tricolor pressionou mais e teve a maior posse de bola, porém, não obteve sucesso nos arremates.

E como quem não faz toma, logo o Coritiba se soltou na partida e Kleber tratou de fazer o gol que definiu o jogo.

Destaque do duelo, o Gladiador ainda poderia ter aumento para os paranaenses, mas desperdiçou a penalidade.

OPINE!!!

Ouro olímpico no futebol: agora ou nunca!

Leia o post original por Milton Neves

MedalhaRio

Pelé nunca esteve em uma Olimpíada.

Não podia.

Jogador profissional era proibido, vetado, proscrito.

Só “atleta amador” podia ser escalado pelo “treinador” Pierre de Coubertin.

Uma hipocrisia protetora aos discípulos de Marx.

Ou uma grande bobagem.

Aí o Brasil só ia com a “molecada ainda amadora” e perdia.

Por isso, os jogadores do Leste Europeu, comunistas e ditos amadores, eram os mesmos que atuavam em suas seleções principais e viviam ganhando o ouro olímpico no futebol.

Ou seja, a seleção olímpica dos comunistas era a própria seleção principal do país!

Tanto que, por anos, com “velhos” enfrentando “garotos”, perguntava-se: “o que a Maria leva?”.

O Brasil só levava chumbo como outros países de futebol “não amador”.

Agora, a molecada joga normalmente, mesmo já “milionários” como Gabriel Jesus e Gabigol, ao lado de pelo menos três veteranos de idade livre e de outros profissionais quaisquer abaixo dos 23 anos.

Na verdade, antes e agora, o COI inventou ou teve que inventar essas restrições porque a Fifa sempre viu o futebol olímpico como concorrente das Copas do Mundo.

“Fosse diferente, teríamos Copa do Mundo de dois em dois anos e o Mundial viraria carne de vaca”, sempre defenderam João Havelange e outros cartolas anteriores ao brasileiro.

Mas tudo passou e agora é a hora de o Brasil ficar livre de seu “Complexo Olímpico de Vira-Lata”, diria Nelson Rodrigues.

De novo em casa, e reforçado pelas ausências de Felipão-7 a 1 e de Felipão-10 a 1, nossa seleção joga novamente no Brasil com os fatores campo e torcida e com um ótimo time “do goleiro ao ponta esquerda”, além já do dedo invisível da unanimidade Tite.

E mais: vamos pegar seleções fracas ou mais ou menos com alguns desfalques by zika.

Então “é impossível” não pintar o primeiro ouro olímpico do futebol com Prass, Marquinhos, o bom Zeca (inventado em 100% por Dorival Jr.), Renato Augusto, Rodrigo Caio, Gabigol, Gabriel “que todo mundo quer” Jesus e… Neymar!

O nosso Neymar que não tem mais o direito de “fracassar” vestindo amarelo.

Sacaneado burramente por Dunga em 2010, “aleijado” pelo cavalo Zúñiga em 2014, ausente da Copa América-2016 e derrotado em outras competições, Neymar precisa tanto do ouro olímpico-2016 quanto nossa própria seleção.

Afinal, seu horroroso e recente “péssimo nono lugar” no ranking dos melhores jogadores da última temporada europeia foi um oportuno puxão em suas ricas e nobres orelhas.

E tenho certeza que isso será para ele um belo “há males que vêm para o bem”.

O bem para ele e para nosso finalmente ouro olímpico do futebol.

Mas se não der agora, é melhor desistir.

OPINE!!!

“Macumba francesa” não funciona e Portugal, sem Cristiano Ronaldo, é campeão da Eurocopa!

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Portugal

“La Marselleise” é uma coisa espetacular. Um dos hinos mais lindos do mundo, diferente do que foi a arbitragem do inglês Mark Clattenburg.

É que o jogo começou de maneira esplendida, lá e cá, mas com um perigo maior por parte dos franceses e com Rui Patrício fazendo boas defesas pelo lado lusitano.

Até a entrada duríssima de Payet sobre Cristiano Ronaldo, tirando o craque da final.

A França no coice fez hoje com Cristiano Ronaldo, o que os “cavalos” Morais e Batista de Portugal fizeram com Pelé em Liverpool na Copa de 66!

É que nem sequer um “cartãozinho amarelo”, o juiz deu.

As lágrimas que escorreram pelo rosto do “camisa 7″ português, até pareciam litros de água, já que derramavam juntas com a da esperançosa torcida ali presente no Stade de France.

E assim como na primeira etapa, o árbitro insistiu em não amarelar os franceses na troca dos lados.

Ahhh se fosse nas competições sul-americanas…

Porém, mesmo sem seu ídolo máximo, que joga um pouco menos que o eterno Eusébio, Portugal não “afrouxou as rédeas” e se virou como pôde.

Lá atrás, Rui Patrício fez milagres, um gigante no gol contra o poderoso ataque francês que insistiu demais em abrir o marcador, não muito diferente do rival, que soube ser perigoso da mesma forma em doses menores.

Do início ao fim o duelo foi digno de uma final de Eurocopa.

E mais uma vez, tudo foi decidido nos detalhes. Por um capricho a bola de Gignac não entrou aos 46 minutos.

Na prorrogação, quando os pênaltis pareciam certo, Éder recebeu sozinho e sem saber o que fazer com bola, resolveu chutar e arriscou bem, fez o gol do título.

Nem a “macumba francesa” que liquidou os dois Ronaldos em duas decisões em Saint Denis funcionou: Ronaldo Fenômeno em 98 por convulsão e CR7 hoje na “porrada”.

Mas eu bem que avisei, cravei a vitória de Portugal. Mais uma pra conta do “Pai Milton”, que acertou o resultado em outra previsão.

OPINE!!!

O atual Boca é comum, o São Paulo também. E viva o Maicon!

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Gol de Maicon foi decisivo para continuidade do São Paulo na Libertadores

Foto: UOL

Deveria saber e não sabia.

Maicon, o nosso melhor beque-beque atuando aqui ou fora, foi do Cruzeiro e estava meio que escondido em Portugal.

Quem o trouxe?

Quem o bancou?

Que contratação!

Sozinho, Maicon já teve melhor custo-benefício para o São Paulo do que os “800” jogadores que Alexandre Mattos levou para o Palmeiras, torrando uma tonelada de verdinhas pelo Verdão.

Só que nem seu padrinho tricolor acreditava em vida longa do time na Libertadores.

Daí o contrato de Maicon vai só até 30 de junho.

Agora, com o Corinthians de olho nele, a contratação em definitivo ficou bem difícil.

Até porque o FC do Porto também sacou que estava perdendo um zagueiraço a ser ainda muito valorizado.

E como português de burro não tem nada, a turma da terra do nobre vinho-licor já bem sabe que sua joia logo estará na Seleção Brasileira e aí seu prestígio e valor subirão de Pêra-Manca para Barca Velha, outros dois craques da vinicultura portuguesa.

Maicon, além de “goleiro”, de artilheiro e versátil, é um zagueiro com cara de zagueiro intimidador, tem habilidade e a liderança natural e típica dos antigos donos da mítica camisa 3.

Está aí, Dunga, a colher de chá que o São Paulo te deu e que você também não soube ver.

Já que você não gosta mesmo do soberbo Thiago Silva, chega de beques que têm mais fama do que bola, tipo David Luiz.

E nossa Libertadores, hein?

Sobrou só o São Paulo, o pior dos cinco brasileiros na pré-análise de 11 de cada 12 comentaristas esportivos.

Estão vendo mais uma vez como o imponderável é o grande oxigênio da bola e fundamental para a eterna liderança do futebol diante de todas as outras modalidades esportivas?

As classificações épicas de Boca Juniors e Atlético Nacional na quinta-feira também atestam isso.

Já em Belo Horizonte, pela “lógica”, daria Galo, o melhor elenco da América do Sul.

Mas com o mico Robinho hoje só cumprindo tabela, um Lucas Pratto nota 1, Leonardo Silva e Erazo pulando a grossura de uma gillette, Dátolo machucado, Victor catando borboletas e o péssimo Diego Aguirre enxergando tanto quando Ray Charles, a seleção alvinegra de Minas ficou pelo caminho.

E eu disse há mais de 20 dias que Aguirre, independentemente do resultado diante do clube do Morumbi, deixaria o Galo e Marcelo Oliveira assumiria o seu lugar.

Não deu outra!

Agora vêm aí os temíveis argentinos, os ótimos colombianos, os aguerridos mexicanos do Pumas ou os entusiasmados jogadores do Independiente del Valle do novo futebol equatoriano.

O São Paulo, de novo, é o pior dos semifinalistas e vai enfrentar o milagroso e compacto Atlético Nacional de Medellín, apostando mais uma vez na imprevisibilidade do futebol.

Afinal, o que é mais uma zebra a pastar no velho Morumbi deste São Paulo que, nem de longe, imaginava que poderia ser campeão de novo da Libertadores em meio a sua impressionante crise ética, política e técnica?

E já pensaram numa final inédita entre Boca e São Paulo?

Dois grandes campeões de tudo, atualmente com elencos nota 5,97.

Nesta hipotética final, apostaria no São Paulo, porque zebra boa, mas boa mesmo, é aquela que pasta do começo ao fim, livrando-se das terríveis investidas dos leões, leoas, leopardos, hienas e de outros predadores da savana.

Mas cuidado com o Boca, mesmo hoje com um time dos mais “inofensivos”.

É que time argentino bom, mas bom mesmo, é time argentino eliminado.

OPINE!!!

A noite do Michel

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Só deu Michel Bastos no Morumbi.

Depois do jogo, com óculos e a cara do “cineasta do basquete” Spike Lee, contou como foi sua rara cesta de gancho ou de cabeça.

Nas mesmas noite e madrugada foi a consagração maior de outro Michel, o Temer, no grande clássico do “Estádio Mané Garrincha do Senado Federal”.

Sonolento, soube do placar final da política no avião pela voz de um comandante-locutor.

Ah, essas viagens e esses cansativos eventos corporativos…

Eu os apresento para todo lado há anos, sem constrangimentos, claro.

Ao contrário de jornalistas globais que fazem o mesmo, mas pisando em ovos de galinha, de pata, de marreca, de codorna, de ganso e até de avestruz.

Mesmo com o logo da empresa contratante no púlpito em que são palestrantes ou mestres de cerimônia em eventos fotografados e transmitidos ao vivo ou gravados que se tornam perenes na internet.

Para um ou outro, em encontros ocasionais em aeroportos, aviões, restaurantes ou hotéis, até pergunto como vai sua campanha publicitária do celular, da linguiça, da mortadela, do xampu, do carro, do banco, do doce de leite de Muzambinho…

“Ei, agora sou do entretenimento…”, balbucia-se, desculpa-se, o “ex-jornalista”.

Hipocrisia.

Algo tão comum e eterno principalmente na política.

Teve até lobão rejeitando a mãezona de quem tanto leite mamou.

E o “primo” Aécio?

Estava feliz e triste ao mesmo tempo.

“Mesmo sem ela, por que de novo não sou eu?”.

É o que parecia perguntar na posse de Temer “com cara de santo achado”, como a gente fala em Minas.

Compreende-se, porque ele bate muito na trave, com o avô ou sozinho, em eleições ganhas ou quase.

E agora?

Agora é outro jogo no Brasil remendado, começa o Brasileirão, vem aí a Olimpíada e a vida segue com Serra e Alckmin valorizados, penso.

Jogadores de Brasília saem de campo e procuram novos estádios.

Lula, paixão de Moro, vê surgir em seu antigo lugar um Lulia, o Michel Miguel Elias Temer Lulia.

Edinho Silva volta à Araraquara e tentará ser prefeito de novo de lá disputando nas urnas com sua… ex-mulher!

São coisas da vida como o zagueiro Rodrigo e o atacante Neto Baiano que se enfrentaram “estranhamente” quarta-feira naquele CRB 0 x 1 Vasco em Maceió.

É que eles são pais de dois filhos com a mesma mulher!

Ou seja, cada um é pai de um filho, tudo no seu devido tempo em “jogos” ou casamentos distintos, óbvio.

E na área tem um casamento que não deu certo e acabará no velho e antigo “desquite”.

É o do uruguaio Diego Aguirre com o mineiro Galo que “já acertou com Marcelo Oliveira”.

Ganhando a Libertadores ou não, Aguirre é nome errado no poleiro do Galo.

Se ganha não sei, mas vai se classificar na volta no Horto, eliminando o São Paulo.

São Paulo que cresceu de nota 2,67 para 6,57 em apenas incríveis 22 dias na mão de Edgardo Bauza, sujeito muito calmo com sua cara de assessor de imprensa do Drácula.

E até tentei fazer um raro “Terceiro Tempo” do estádio, lá de BH, mas não deu certo.

Antes, na terça-feira, tem evento no Senado Federal em homenagem aos que ajudam o Hospital Amaral Carvalho contra o câncer de Jaú-SP.

Apareça lá também com Serra e Marta, Michel Temer!

E cuide mais da saúde e do professor do Brasil do que de conchavos políticos, presidente!

Aliás, que tal pararmos com o presidente “em exercício”?

Ora, até 2018 ou por até 180 dias ele será “presidente” e ponto.

Esse “em exercício” é mais chato do que “presidenta”, os “tamborzinhos” do Jô ou a mala da introdução fixa, decorada e eterna do Heraldo Pereira nas noites do impecável William Waack, quase um Boechat.

Assim, bola para frente e sucesso.

Ao Michel… Temer e para a vitória do Galo no Horto contra o Michel… Bastos!

Foto: UOL

O pênalti do André: culpa do Tite!

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Andre-Foto-UOLFoto: UOL

Maracanã, dia 16 de novembro de 1963!

O jogo estava em 0 a 0 entre Santos e Milan.

Era a “negra” da maior decisão de todos os Mundiais de Clubes.

Maior, disparada!

Em Milão deu Milan 4 a 2 com o árbitro anulando um gol legal de Coutinho quando estava só 3 a 2 para o time italiano.

“Era 3 a 3 e anularam o gol mais bonito que fiz em minha vida. Foi de puxeta, quase uma bicicleta”, contou-me outro dia o maior 9 da história na Rádio Bandeirantes.

E completou: “Foi igualzinho aquele gol legal da Espanha em 1962 contra nós na Copa do Chile. O gol deles foi supernormal. Eu era do elenco e estava lá no Estádio Nacional e vi claramente. O Brasil teria sido eliminado”.

Estão vendo como foi sim o Santos o grande prejudicado naquela épica decisão de três jogos contra a seleção do Milan?

Pois no Maracanã, na terceira partida, só se fala que o árbitro Juan Brozzi ajudou o Santos e inventou aquele pênalti do saudoso Maldini no igualmente falecido Almir Pernambuquinho.

Ora, o líbero italiano, pai do grande Paolo Maldini, com a perna no alto, quase arrancou a cabeça de Almir na área e o pênalti escandaloso teve precisa marcação!

Mas o mais importante de tudo foi a cobrança da chamada penalidade máxima.

Foi algo emblemático que treinadores e batedores de pênalti de hoje ainda não sacaram.

No gol estava Barluzzi, o terceiro goleiro italiano.

O primeiro, Ghezzi, já falecido, foi sacado pelo técnico Luis Carniglia após os 4 a 2 de virada e os dois canhões de Pepe.

O segundo, Balzarini, Almir quebrou numa dividida e foi substituído.

O próprio Barluzzi, o terceiro, também foi “chargeado” pelo irrequieto Almir e jogou o resto da decisão com uma atadura branca amarrada na cabeça.

Mas vamos à cobrança do pênalti com “200 milhões” de torcedores no Maracanã e TV em branco e preto pela TV Tupi, Canal 4.

Leia e aprenda, André!

Leiam e aprendam, treinadores!

Leiam e aprendam, batedores de pênaltis!

Leiam e tenham remorso todos vocês que tanto bateram pênaltis no maior adiantador do mundo, o Rogério Ceni.

Sabem o que fez o lateral Dalmo ao correr para a bola e chutar contra a meta italiana?

Simplesmente correu e… refugou!

Isso mesmo, refugou, “pulando” a bola!

É que o goleiro Barluzzi deu escandalosa adiantada e Dalmo, malandro, inteligente e experiente, não encostou na bola e sinalizou a infração ao árbitro.

Nascia ali o “rogerioceniamento do pênalti”.

E depois da “admoestação” de Juan Brozzi, na segunda cobrança, Barluzzi ficou quietinho no gol pisando na risca, Dalmo correu, bateu e converteu, mas com o italiano quase pegando, encostando na bola.

Moral da história, senhores Tite, Dunga, Dorival, Fernando Diniz, Guardiola, Cuca, Mourinho e Simeone: treinem, sim, cobranças de pênaltis, mas instruam seus cobradores que, se o goleiro muito se adiantar, basta refugar.

E cobrar de novo com o goleiro já “veiaco” que não poderá mais uma vez “rogerioceniar”.

É o que deveria ter feito o assustado corintiano André na última quarta-feira contra o Nacional.

Ele deu uma ridícula “paradona”, o goleirão Conde se adiantou “um quilometro” e André atrasou a bola para o uruguaio no canto errado porque olhava para o chão.

Aí, o Timão fez a quina sendo eliminado pela quinta vez em seu belo estádio, a Arena de maior pé frio do mundo!

Alô, Dalmo, aí no céu, desça e venha ensinar a esses batedores inseguros que pênalti não é um bicho de 1.910 cabeças.

Basta treinar, ter tranquilidade e saber que o goleiro tem só 0,87% de chances de defender.

Sem se adiantar, viu Tite?

OPINE!!!