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Não se trata de dinheiro público

Leia o post original por Rica Perrone

Como quase sempre as discussões sobre um tema tem lados como clubes de futebol. E então se deturpa a verdade em troca de uma gritaria idiota. O que está havendo entre escolas x Crivella não é fruto de uma discussão sobre ter ou não dinheiro público no carnaval.

Embora eu considere um dos investimentos mais rentáveis do mundo, pois o RJ ganha milhões com o carnaval exatamente pelo glamour das escolas, a questão não é essa.

O Crivella foi nas escolas antes das eleições, bancou que manteria a verba e pediu apoio.  Teve o apoio, foi eleito também por ele, e assim que eleito traiu o que prometeu em campanha pra usar as escolas como trampolim eleitoral.

Esse é o ponto. A traição. Não o dinheiro publico ser ou não justo pras escolas.

A Liga pode perfeitamente cobrar 1 a mais da Globo e levantar 1 a mais com ingressos. Não é difícil. O ponto é ter sido usado. E quando se usa uma escola de samba, se usa a mais pura gente da cidade. É o cara que por amor trabalha de graça o ano todo pra ver a comunidade dele representada na avenida.

Aí ele vota porque o prefeito prometeu ajudar aquela escola, que é o amor da vida dele. E então eleito o prefeito muda de idéia e foda-se.

A Mangueira disse o que todos do samba queriam dizer. Na real ela só levantou a bola, quem cortou foi a Sapucai em coro que mandou o prefeito pra um lugar que a religião dele não permite.

Essa é a verdade. Esse é o problema. O resto é textão de facebook.

abs,
RicaPerrone

O dinheiro é o menor dos problemas

Leia o post original por Rica Perrone

O milhão a menos de cada escola é um problema na crise? É. Mas esse não é o grande problema da crise entre prefeitura e escolas de samba. O problema é o caráter. A forma. A real intenção. A falta de critério.  O lado pessoal e religioso acima do cargo. Crivella é um religioso fanático, …

Os “menos piores” do povo

Leia o post original por Rica Perrone

Esse Rio de Janeiro atordoado e sem opções escolheu a que achou “menos pior”.  No domingo de eleição pouco importam as propostas, o ideal,  ou mesmo a carreira de cada um dos candidatos. O que importava era a discussão filosófica sobre “diga-me com quem andas e te direi quem é”. Nós passamos 2 meses de terrorismo …