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Primeira vez inesquecível

Leia o post original por Odir Cunha

Creio que nenhum torcedor se esqueça de seu primeiro dia em um estádio de futebol. O meu ocorreu em 13 de outubro de 1968, aos 16 anos, ao lado de meu irmão Marcos, então com 12. Afortunados, vimos o Santos de Pelé enfrentar o Cruzeiro de Tostão, dois dos melhores times do mundo na época. Difícil descrever o impacto que aquela tarde de domingo, no Morumbi, exerceu sobre nós. A arte e a emoção do futebol se miscigenam em um sonho eterno na mente e no coração de quem é tocado por ele.

Nosso Santos, do técnico Antoninho, jogou com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho, Douglas (Edu), Pelé e Abel. O Cruzeiro foi escalado por Orlando Fantoni com Fazano, Pedro Paulo, Procópio, Darci e Murilo; Zé Carlos (Piazza) e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Rodrigues (Hilton Oliveira).

Naquela partida a bola correu de pé em pé, macia e seduzida. O primeiro gol que vimos foi o de Pelé, após sensacional jogada de Douglas. O segundo, de Toninho Guerreiro, um dos mais notáveis artilheiros que já passaram pelo Alvinegro Praiano. Como nesse domingo teremos novamente, na Vila Belmiro, esse encontro memorável, faço questão de reproduzir o texto que ocupa parte das páginas 188 e 189 do livro Time dos Sonhos, em oferta na livraria deste blog:.

O Santos ia bem, com vitórias sobre Flamengo (2 a 0), Fluminense (2 a 1), Corinthians (2 a 1) e uma goleada estrepitosa sobre o Bahia, no Pacaembu, por 9 a 2. Algo nos dizia – a mim e ao meu irmão Marcos, tão ou mais fanático do que eu –, que os bons tempos tinham voltado. O jogo com o Bahia foi numa quinta-feira à noite. No domingo, 13 de outubro, à tarde, jogariam Santos e Cruzeiro, no Morumbi. Julgamos que era o momento ideal para irmos assistir nossa primeira partida em um estádio. Eu tinha 16 anos completados dia 17 de setembro, Marcos faria 13 em 15 de dezembro.

Até ali nossa paixão pelo futebol era alimentada pelo matraquear dos locutores de rádio, ou das imagens em preto e branco da tevê. Nunca tínhamos visto um jogo de perto, ouvido a torcida com seus urros que parecem brotar do concreto, percebido o contraste entra a roupa muito branca do Santos e a grama verde.

Descemos no Brooklin e fomos a pé até o Morumbi. Comprei os ingressos da geral de um cambista, que parecia muito preocupado em não nos ver perdendo tempo na fila. O anel das arquibancadas do Morumbi não tinha sido completado. A geral ficava exposta ao sol, mas era possível sentar nos degraus largos. A primeira visão de quem vai ao estádio pela primeira vez é um sonho. Principalmente se dali a instantes você vai ver o Santos de Pelé enfrentando o Cruzeiro de Tostão. Chegamos cedo e ficamos ali embaixo, apreciando as arquibancadas se encherem.

Os times entraram em campo, posaram para as fotos e logo os jogadores se dispersaram pelo gramado, correndo, petecando a bola, aquecendo-se para o jogo. O Cruzeiro tinha um lindo uniforme azul-escuro, mas os santistas se destacavam, pareciam maiores com a roupa branca refletida pelo sol da primavera. Era como se flutuassem pelo gramado, tocando a bola com uma maciez que nunca tínhamos visto antes.

A impressão continuou com o início do jogo. Ficamos admirados com a categoria dos jogadores, que não erravam passes e tinham um controle invejável. Como eram dois times clássicos; como não corriam, desenfreados, e nem davam pontapés, era difícil alguém roubar a bola, que invariavelmente prosseguia de pé em pé até a conclusão do ataque.

Ao nosso lado, dois irmãos mais novos conversavam. A certa altura o mais velho, protetor, perguntou ao menor, mirradinho, que não deveria ter mais do que 10 anos: “Ainda tá com fome?”. O garoto, olhos vivos abertos para o campo, respondeu sem piscar: “Estava, mas já passou. Ver o Santos jogar me tirou a fome”.

Comentei isso com o Marcos. Engraçado, nós entendemos perfeitamente o que aquele garotinho dizia. Sentíamos o mesmo deslumbramento. Ainda fico imaginando, hoje, se já existiu uma paixão mais pura pelo futebol do que aquele garotinho demonstrou aquele tarde, com aquela frase. Não se tratava, simplesmente, de amor por um time, mas pela beleza, pelo encantamento do futebol.

Emoção que virou arrebatamento quando Douglas entrou driblando em zigue-zague pela meia-esquerda, passou por dois ou três jogadores e a bola sobrou para Pelé chutar quase embaixo do gol. Faltando uns quinze minutos para acabar o jogo, do outro lado de onde estávamos, o Santos atacou pela esquerda, a bola foi cruzada e Toninho entrou para fazer o segundo e definir a vitória. Percebemos que a jogada seria perigosa não só por vê-la – pois do outro lado do campo se perde a noção da distância -, mas pelo barulho crescente da torcida, que acabou explodindo no gol. Voltamos para casa felizes, de alma lavada.

E você, qual foi seu primeiro jogo em estádio?

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Quem são vocês pra reclamar?

Leia o post original por Rica Perrone

Na história fica a verdade e para a história fica o que vocês quiserem contar.  Um dia os clubes TIVERAM que se unir para fazer um Brasileirão e formaram nossa primeira e sonhada Liga. A Copa União de 87 foi seguramente o melhor campeonato brasileiro que já tivemos. Durante o processo político com a CBF, …

São Paulo eliminado pela derrota no Morumbi

Leia o post original por Flavio Prado

O São Paulo fez um bom jogo contra o Cruzeiro no Mineirão, mas o resultado do primeiro jogo era muito difícil de ser revertido.

O time de Rogério Ceni apertou o Cruzeiro desde o início e criou oportunidades de gol, principalmente no primeiro tempo. No segundo, a intensidade não foi a mesma.

O São Paulo tem uma oscilação de rendimento na temporada que é normal, o time lutou contra o rebaixamento no Brasileiro de 2016 e mudou totalmente sua proposta de jogo. O time quer a bola, toma iniciativa, marca a saída de bola do adversário e esse estilo de jogo exige muito fisicamente. Propor o jogo não é fácil, nos jogos de ida contra Cruzeiro e Corinthians, o time criou pouco, usou muito os cruzamentos para a área, mas por muito mérito dos adversários fortes defensivamente.

Claro que o torcedor sempre sonha com títulos, mas em uma análise racional, a missão de Rogério no seu primeiro ano é dar uma identidade ao time e isso pode vir com o tempo.

O São Paulo merecia a classificação!

Leia o post original por Milton Neves

Cruzeiro 1 x 2 São Paulo

O São Paulo, como todos esperavam, foi mesmo eliminado da Copa do Brasil pelo Cruzeiro nesta noite.

Mas a postura do time comandado por Rogério Ceni no Mineirão surpreendeu a todos.

Inclusive, não é exagero dizer que a equipe paulista merecia mais a vaga do que a mineira, que tremeu em sua casa.

Ah, se o São Paulo tivesse feito a “lição de casa” no Morumbi…

Paciência!

E é incrível como, na Copa do Brasil, nada dá certo para o Tricolor.

Lembra muito a relação do Corinthians com a Libertadores pré-2012, não é mesmo?

Mas um dia essa “zica” passa e o caneco vem, são-paulinos.

E o Rodrigo Caio, que marcou um “golaço” no Majestoso do último domingo, falhou feio no lance que originou o gol celeste.

Coisas da vida…

E, pelo andar da carruagem, essa boa atuação no Mineirão deixará a equipe de Ceni muito motivada para o duelo de domingo, contra o Timão.

Será que ainda dá?

Aguardemos…

Opine!

Ceni leva belíssimo nó tático de Mano Menezes!

Leia o post original por Milton Neves

São Paulo 0 x 2 Cruzeiro

Mano Menezes não foi bem na seleção brasileira.

Eu mesmo pedia a demissão do ex-treinador do Corinthians a cada tropeço do escrete canarinho.

Mas, convenhamos, ele sempre foi um bom técnico.

E, nesta quinta-feira, mostrou estar muito afiado no duelo entre Cruzeiro e São Paulo.

Mano deu belíssimo nó tático no novato Rogério Ceni, mesmo com o jogo sendo realizado no Morumbi.

Afinal, o São Paulo não conseguiu assustar o Cruzeiro em momento algum da partida válida pela quarta fase da Copa do Brasil.

Em compensação, a Raposa, mesmo atuando fora de casa, foi perfeita: marcou o Tricolor de maneira impecável e aproveitou as duas principais oportunidades que teve na partida.

Ou melhor, foi apenas uma grande oportunidade aproveitada, já que um dos gols foi anotado por Lucas Pratto, contra, à la Oséas.

Agora, o Cruzeiro só precisa esperar a partida da semana que vem para confirmar a classificação.

Enquanto isso, o São Paulo permanecerá mais um ano sem saber o que é ganhar a Copa do Brasil.

Que coisa, não?

E domingo, contra o Timão, o que esperar do Tricolor?

Opine!

Agente indica dificuldades para clubes brasileiros contratarem Jadson

Leia o post original por Perrone

Marcelo Robalinho, agente da empresa Think Ball, responsável pela carreira de Jadson, diz desconhecer proposta oficial do Cruzeiro pelo jogador. Também não fala se o meia quer ou não voltar ao Brasil agora. Porém, em uma curta declaração, indica as dificuldades a serem enfrentadas por quem quiser repatriar o ex-corintiano.

“Jadson é campeão (da segunda divisão) na China, líder de assistências, tem contrato até dezembro de 2017 e o Tianjin Quanjian investiu em sua contratação”, declarou Robalinho.

Ou seja, pelo que diz o empresário não há motivos para Jadson estar infeliz ou dizer que não se adaptou ao futebol chinês.

Nas entrelinhas também está a mensagem de que o Tianjin não deve facilitar sua saída, com um empréstimo, por exemplo. Os interessados, e há outros, segundo o empresário, que não fala nomes, precisam chegar a uma quantia que seduza os chineses.

 O ex-clube de Vanderlei Luxemburgo pagou 5 milhões de euros para tirar o meia do Corinthians.