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Juventus 2 x 2 Bayern de Munique

Leia o post original por Mauro Beting

Panorama da etapa inicial: Juve se defendendo em duas linhas de 4, com Lichsteiner/Cuadrado e Evra e Pogba dobrando a marcação nos flancos. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Em Turim, Juventus e Bayern de Munique iniciaram o confronto pelas oitavas de final da Uefa Champions. O duelo foi bem interessante, principalmente pelo AMPLO domínio na primeira etapa de Pep Guardiola e seus comandados. A etapa final foi de espaços deixados para a rápida transicao de Massimiliano Allegri e seus atletas.

A etapa inicial começou com domínio territorial e possessivo do time de Guardiola. Com pontas agudos e muita troca de passes. Muita facilidade na transição defesa-ataque alemã, com blocos altos, intensidade, pressão alta na marcação da saída de bola alvinegra. Lewandowski saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô, abrindo espaços para penetração dos pontas.

A Juve se defendia fechando duas linhas e deixa Dybala e Mandzukic na frente. Recomposição rápida e constante do sistema defensivo italiano, compacto, blocos baixos. Aplicação tática intensa na marcação, excelente ocupação dos espaços. Aposta no contra-ataque, pelos flancos, com Pogba na esquerda e Cuadrado na direita, visando Mandzukic na área e a velocidade de Paulo Dybala. Juve 4-4-2 em linhas, ocupando os espaços, fechando as linhas, neutralizando as jogadas pelos flancos com os pontas Robben/Evra pela direita e Douglas Costa/Cuadrado.

 

Flagrante das linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Flagrante das compactas linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Com 3’minutos, Vidal chutou bem de fora da area, Buffon espalmou, Robben cruzou e Lewandowski reclamou de penalti. Nada de falta. Segue o jogo. Dos 6 aos 10’min da etapa inicial foi 100% de posse de bola do Bayern. Incrível!

Porém, aos 11’min, Mandzukic quase abriu o placar. Após roubada de bola italiana, Dybala cruzou e o atacante croata quase abriu o placar. O Bayern respondeu com Müller que fez bela jogada na entrada da grande área, ficou cara a cara com Buffon e tocou para Lewandowski, que perdeu.

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Aos 30’min, Bernat bateu bem na entrada da grande área, após cruzamento de Muller. Buffon espalmou, fazendo grande defesa. No fim do primeiro tempo, Robben foi no fundo, cruzou para área, Douglas Costa tocou para trás e Müller bateu rasteiro, abrindo o placar. Bayern 1 a 0.

Fim do primeiro tempo: Domínio total alemão, que SÓ fez 1 gol. Posse de bola 68 a 32% para os bávaros. 3 a 1 em escanteios para os alemães. A Juve pouco assustou.

A etapa final começou sem Marchisio, que saiu com dores para entrada de Hernanes. Melhor transição ofensiva para a “Velha Senhora”. Além da substituição, a postura italiana para a etapa final, era diferente. Adiantada, com a marcação na intermediaria, pressionando e não dando os espaços que deu na primeira etapa.

A intensa marcação aguentou apenas 5 minutos. Após isso, o Bayern retornou o domínio, jogando a Juve para o campo de defesa, que já tinha difuculdades para sair e quando saía, sempre errava passes e dava contra-golpe para os bávaros.

Saida 3

Flagrante da saída de 3 bávara: Vidal afunda entre os “zagueiros” e dá amplitude para os laterais, que avançam. (Reprodução EI MAX2)

Em jogada veloz, aos 8’min, Lewandowski trombou com Bonucci no meio campo, foi acionado, carregou e tocou para Robben, que ajeitou para a canhota e bateu no canto esquerdo de Buffon, sem chances para o arqueiro italiano. Bayern 2 a 0.

Com o gol sofrido, a Velha Senhora foi pra cima. Aos 12’min, Dybala cobrou falta e Neuer espalmou. Kimicch afastou errado e Mandzukic serviu Dybala. O jovem argentino ficou cara a cara com Neuer e tocou na saída do goleiro alemão. 2 a 1.

Daí em diante, o jogo pegou fogo. Mandzukic se entranhou com Lewandowski. A Juve passou a acreditar (e porque não?!) no empate. E foi atrás.

Aos 21’min, contra-ataque alvinegro, Mandzukic tocou para Cuadrado que bateu no alto. Neuer salvou. Pogba quase empatou em seguida. A Juve estava no jogo. Sturaro no lugar de Khedira.

A Juve continuava em cima. Guardiola tirou Bernat e colocou Benatia. Chamou a Juve. Allegri não pensou duas vezes e colocou Sturaro para buscar o empate. Aos 30’min, Kimmich falhou na marcação de novo e deixou Sturaro tocar pro fundo das redes, após cruzamento de Mandzukic.

Ribery entrou no lugar de Douglas Costa, que fez um segundo tempo apagado. Do gol de empate até o fim da partida, houve muito equilibro. A Juve ainda se manteve em busca da virada e o Bayern tentava pelos lados, com Ribery e Robben atuando nas pontas, visando Lewandowski na área. Sem sucesso.

Fim de papo. 2 a 2. Boa vantagem para os alemães, que se classificam com empates em 0 a 0 e 1 a 1. Igualdade em 2 a 2 leva a partida para a prorrogação e pênaltis, se necessário. A partida de volta será na Allianz Arena, a casa do Bayern, no dia 16 de Março.

OBS: Estatísticas tiradas do site da UEFA, aqui.

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Flamengo 2 x 1 Fluminense

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Organização tática das equipes para o Fla-Flu. (TacticalPad)

Organização tática das equipes para o Fla-Flu. César Martins no duelo com Fred e Henrique com Guerrero – Melhor para a dupla rubro-negra. (TacticalPad)

No primeiro Fla-Flu do ano, o primeiro da história em Brasília, Muricy Ramalho deu um nó tático em Eduardo Baptista. Desde o início da partida, foi possível notar a diferença na postura entre as duas equipes.

Um Flamengo aguerrido, brigando, marcando em cima, pressionando desde os primórdios do primeiro tempo a saída de bola do Flu. Já o Flu parecia que não entrou em campo. Sonolento, estático, bem pragmático. A equipe das Laranjeiras teve até alguns lances de perigo em bolas aeras com Fred. Tirando isso, foi AMPLAMENTE dominada por Muricy e seus comandados.

Após cobrança de escanteio duvidosa, Cavalieri e a zaga tricolor falharam, Fred e Diego Souza marcaram MUITO MAL, Willian Arão dominou, ajeitou, girou o corpo, bateu rasteiro e abriu o placar para o Flamengo.

Depois do gol, o Fla começou a controlar territorialmente o jogo, aumentando o volume de jogo, a intensidade. Trocando passes no campo de ataque, contra um Flu acuado, tentando sair rápido com as investidas em velocidade, sem sucesso. Fred errava muito na transição defesa-ataque, tentando fazer o pivô, no meio-campo, voltando para buscar o jogo.

FLA

Flagrante da transição ofensiva rubro-negra: Cirino e Jorge dando amplitude pelos lados, Guerrero dando profundidade no ataque, Cuellar dando opção de retorno e Sheik e Mancuello sozinhos. (Reprodução PFC)

Com a bola, o Flu era lento, não criava e tocava a bola no campo de defesa/intermediária, sem incomodar o Flamengo, que fechava no 4-1-4-1, com Cuellar entre as linhas e Guerrero isolado no ataque, também ajudando na marcação na intermediária, como mostra a imagem abaixo.

Fla-Flu

Flagrante tático do 4-1-4-1 rubro-negro sem a bola. Guerrero, na frente, impedindo a saída de bola tricolor. A linha de quatro meio-campistas do Fla deram o tom do jogo. (Reprodução PFC)

O Flamengo tinha espaços, chegava bem, mas falhava na definição, no último passe ou parava em Cavalieri. Enquanto isso, quando tinha a bola, o Flu não era objetivo, ineficiente.

Na etapa final, pouca coisa mudou. Douglas entrou no lugar de Léo Pelé, amarelado, para tentar melhorar a saída de bola. Com isso, Scarpa foi para lateral esquerda e o Flu perdeu seu melhor meio-campista. Diego Souza era facilmente marcado. Fred idem. Cícero tentava mas pouco ajudava.

O Fla começou como terminou a etapa inicial. Em cima, marcando no campo de ataque, sufocando a saída de bola tricolor. Rodinei teve espaço, cruzou e Guerrero antecipou Henrique, testou firme cuca legal, sem chances para Cavalieri. Fla 2 a 0.

Marcos Junior e Cuellar arrumaram confusão e o juiz expulsou os dois. 10 jogadores para cada lado. Cícero quase diminuiu de cabeça. Mancuello saiu para entrada de Marcio Araujo. Fla diminuiu a intensidade e a posse de bola, que agora está mais com o Flu, que não sabe o que fazer com ela, não consegue furar as linhas rubro-negras.

Gerson entrou no lugar de Cícero. Eduardo Baptista ainda tirou Diego Souza e colocou Osvaldo. O Flu tentava como podia, sempre buscando as jogadas pelos flancos, visando Fred na área, nas bolas longas e . O Flu tentava pelo flanco esquerdo com Scarpa e pelo lado direito com Wellington Silva.

Após falta de Wallace em Gérson, Scarpa diminuiu para o Flu cobrando bem. Wallace foi expulso infantilmente chutando a bola pra longe, retardando o jogo.

Com um a mais (10 contra 9), o Flu foi em cima, no abafa, buscando um gol de empate, sem sucesso. Muita bola na área, sem jogadas trabalhadas.

Muricy conseguiu dar bom volume de jogo e parece ter encaixado o time. É cedo, mas já pode ser um bom início. Eduardo Baptista, que sofre com as lesões de seus contratados (Richarlison e Felipe Amorim), parece não ter padrão de jogo, sendo refém das bolas aéreas quando Fred está no time. E quando coloca Cícero como volante, o time parece ser muito mais vunerável na fase defensiva. No fim, vitória para os rubro-negros que dominaram o primeiro clássico entre tricolores e rubro-negros no ano.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Começou a Libertadores!

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ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

A grande competição entre clubes do continente no primeiro semestre do ano se iniciou nesta semana para as equipes brasileiras. Resultados não muito agradáveis com 1 empate, 2 derrotas e 2 vitórias.

O Palmeiras de Marcelo Oliveira foi até o Uruguai enfrentar o River Plate e, assim como vem fazendo desde o ano passado, não conseguiu comandar a partida. Ficou a frente do placar duas vezes, mas cedeu o empate. Falta mobilidade, compactação e o item principal do futebol moderno: INTENSIDADE. O grupo ainda tem duas pedreiras: o tradicional e recordista de participações, Nacional também do Uruguai e o Rosário Central da Argentina. Marcelo Oliveira até mudou o esquema palmeirense, mas continuou pragmático, sem objetividade e que vive das jogadas individuais. Precisa melhorar, pois não vai ser fácil se classificar.

O vexame da rodada ficou por conta do São Paulo, que já havia passado sufoco diante do amador Cesar Vallejo, tanto fora de casa quanto em casa, na fase preliminar.  No Pacaembu, “El Patón” Bauza e companhia não conseguiram passar pelo The Strongest. Mesmo controlando territorialmente, com mais posse de bola, com mais chances criadas, a equipe são paulina não conseguiu eficiência para marcar os gols. A equipe boliviana se manteve organizada, firme nos contra-golpes com Chumacero, Pablo Escobar e Ramalho, dando trabalho a defesa tricolor, muito exposta. A equipe de La Paz não vencia fora de casa há 34 anos. Grupo difícil com o atual campeão River Plate, alem dos bolivianos na altitude e os venezuelanos do Trujillano.

O Corinthians-16 está remodelando. Reformulando. Depois da debandada de Janeiro, peças chegaram e estão entendendo o modelo de jogo do campeão brasileiro. Por isso, o 4-1-4-1 que foi a campo não tinha nenhum reforço contratado: Cássio; Fágner, Felipe, Yago e Uendel; Bruno Henrique; Elias, Rodriguinho, Romero e Lucca; Danilo. Todos que já “conheciam” o estilo de jogo do treinador. E deu certo. No apagar das luzes, Lucca cruzou para área e Escalona tocou para o próprio gol. Vitória importantíssima no deserto do Chile. No Grupo com o tradicional, mas frágil Cerro Porteño e o colombiano Santa Fé do veterano Omar Perez e companhia, classifica sem muitos sustos.

O Galo de Diego Aguirre vem forte para competição e mostrou isso na estreia. No Peru, em Arequipa, a equipe se comportou bem, organizada defensivamente (que muitas vezes faltava no Galo de Cuca e Levir) e efetiva no ataque, saiu atrás no placar, mas arrancou a virada com belos gols de Rafael Carioca e Patric. O Grupo com os equatorianos do Independente Del Valle, o já conhecido Colo-Colo e os peruanos não deve trazer perigo, classifica junto com os chilenos.

E para fechar a rodada dos brasileiros, o Grêmio de Roger Machado foi até o México enfrentou o Toluca e se saiu mal. Mesmo com um a mais desde os 36’min da primeira etapa, não conseguiu se impor. Com apenas 2 chutes ao gol (4 fora do alvo) e 18 faltas cometidas, a equipe azul saiu derrotada depois de sofrer dois gols do atacante Enrique Triveiro. No grupo com a equatoriana LDU e os argentinos do San Lorenzo, Roger Machado e seus comandados terão trabalho.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Primeira Liga: Cruzeiro 3 x 4 Fluminense

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No Mineirão, Cruzeiro e Fluminense protagonizaram o melhor jogo do ano até agora. Os 21.118 torcedores que foram até o Gigante da Pampulha assistiram a um grande jogo, não apenas pela quantidade de gols, mas pelas oportunidades criadas, intensidade, velocidade e triangulações. O jogo era de grande importância para ambas as equipes, pois não haviam vencido na competição e a vitória deixaria a vaga bem encaminhada para as semifinais da Primeira Liga.

Organização inicial das equipes. Cruzeiro no 4-2-3-1 e Flu no 4-4-1-1 (TacticalPad)

Organização inicial das equipes. Cruzeiro no 4-2-3-1 e Flu no 4-4-1-1 com Cícero e Diego Souza flutuando no campo de ataque. (TacticalPad)

O jogo começou aberto. Cruzeiro com bastante movimentação no setor ofensivo, organizado no 4-2-3-1, com Arrascaeta centralizado, Sánchez Mino na direita e Alisson na esquerda, formando a linha de três meias e Rafael Silva na frente, na referencia. Blocos médios. Organização na fase defensiva, com setores compactos, ocupação boa dos espaços, negando infiltrações. Na fase ofensiva, trocas de passes, triangulações no campo de ataque e muita mobilidade no campo de ataque.

Com apenas 4 minutos, o Cruzeiro já abriu o placar. Arrascaeta tabelou com Sánchez Miño na entrada da área e deu bela assistência para infiltração de Rafael Silva, que driblou Cavalieri e tocou pro fundo das redes. Cruzeiro 1 a 0.

O Flu, comandado por Eduardo Baptista, foi a campo no 4-4-1-1/4-2-3-1, com Diego Souza na frente, como falso 9 e Cícero também circulando/flutuando no ataque, sem referência no ataque. Scarpa e Marcos Junior ocupavam as pontas, com Pierre e Douglas na proteção da zaga e distribuição do jogo, respectivamente. O Flu apostava suas fichas nas jogadas pelos flancos, com Wellington Silva pela direita e Giovanni pela esquerda.

O Flu tentava furar o bloqueio cruzeirense, mas esbarrava no efetivo sistema defensivo mineiro. Até que Diego Souza tentou cruzar a bola na área mineira, mas Fabiano impediu, colocando a mão na bola. O juiz marcou pênalti. Diego Souza bateu bem no meio do gol, igualando o marcador.

Com o gol sofrido, o Cruzeiro foi para cima do Flu. A defesa carioca não cansava de falhar. Após cobrança de falta de Arrascaeta, Dedé bateu firme, Cavalieri fez milagre, espalmou e a bola sobrou para Manoel , que isolou. Quase gol da equipe azul de Minas. Sorte do Flu.

Em rápido contra-ataque, Wellington Silva deu drible em Fabrício, rolou para Diego Souza na grande área, sozinho, que bateu firme, rasteiro. Sem chances para o goleiro Fábio. Flu 2 a 1, de virada.

O jogo era bom. Aberto. Com as duas equipes buscando o gol. Com velocidade, mobilidade e muita movimentação. Foi assim que Gustavo Scarpa entrou em diagonal, na grande área, fazendo o facão e bateu forte, no ângulo de Fabio, ampliando o placar. Flu 3 a 1.

O Flu apostando no quinteto com Giovanni deu espaços para Fabiano, que cruzou na cabeça de Rafael Silva. Erro de Henrique, deixando o atacante do Cruzeiro, sozinho. Cruzeiro 2×3 Flu.

Etapa inicial muito boa. Muita bola no chão, muita velocidade, criação de jogadas, muitos gols. Excelente futebol. Alto nível. Grande jogo.

Osvaldo entrou no lugar de Scarpa que saiu machucado. O Cruzeiro começou em cima, tentando o gol de empate. Flu bem organizado na defesa. Deivid é expulso, após reclamar com a arbitragem. Flu se defendia bem e saía rápido em velocidade. Sánchez Miño saiu e entrou Élber. Alisson foi para esquerda e Élber foi na esquerda. Arrascaeta se manteve centralizado.

Eduardo Baptista mexeu. Colocou Felipe Amorim no lugar de Marcos Junior. Cruzeiro mais em cima, atuando pelos flancos, principalmente pelo lado direito, visando bolas aéreas, para Rafael Silva e Dedé e Manoel. Mas foi pelo lado esquerdo que Arrascaeta empatou a partida. Élber passou por Marlon e cruzou para o meia argentino que bateu bem. 3 a 3. Jogaço.

Após chute de Douglas, de fora da área, Fábio espalmou e sobrou para Felipe Amorim que foi tocado pelo goleiro cruzeirense. Pênalti para o Flu. Diego Souza fuzilou no meio do gol. Flu 4 a 3. Que jogo!

Panorama tático da segunda etapa, após as substituições. (TacticalPad)

Panorama tático da segunda etapa, após as substituições. (TacticalPad)

E o Cruzeiro foi para cima. Diego Souza caiu em campo, após choque com a cabeça,  mas o juiz deu vantagem, pensando ser cera.

O Cruzeiro insistia nas jogadas pelos flancos, tanto pelo esquerdo com Pisano, Fabrício e Élber, quanto pelo direito, com Alisson e Fabiano. Entretanto, o Flu se defendia como podia.

O Cruzeiro, que tentou alçar bolas na área nos minutos finais, não foi páreo para o Flu, que venceu a segunda partida seguida e segue vivo na Primeira Liga.

PSG 2 x 1 Chelsea

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Organização tática das equipes para a primeira etapa. (TacticalPad)

Organização tática das equipes para a primeira etapa. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

O já tradicional duelo entre PSG e Chelsea em mata-mata de Champions League teve mais um capítulo iniciado ontem. No Parque dos Príncipes, o time de Laurent Blanc enfrentou os comandados por Guus Hiddink, tentando não sofrer gols em casa para encaminhar uma possível classificação.

A equipe francesa começou em cima, pressionando, sufocando o Chelsea, compacto, duas linhas. D. Costa e Willian na frente. Muita movimentação e jogadas pelo flanco esquerdo de ataque, com Lucas indo em profundidade. Triângulações pelo franco esquerdo, com Maxwell, Matuidi e Lucas. Marcação alta, pressionando no campo de ataque. Ibra se movimentava bastante, saía da área, abrindo espaços para infiltrações de Di María e Lucas, os pontas parisienses.

 

Flagrante do 4-4-2 inglês, com Willian e Diego Costa na frente. Note, que no ataque parisiense, Ibra não está alinhado entre os zagueiros. Ele se encontra alinhado ao lateral esquerdo, abrindo espaços para infiltrações dos pontas Lucas e Di Maria. (Reprodução: Esporte Interativo MAX)

Após os 20 primeiros minutos, o Chelsea começou a sair, equilibrando o jogo. Diego Costa quase abriu o placar, em cabeçada, após cruzamento vindo da esquerda. Kevin Trapp salvou de mão trocada.

O jogo era aberto, equilibrado, ambas as equipes tentando criar chances. Com o Chelsea mais no campo de ataque. Até que Obi Mikel cometeu falta em Lucas na entrada da área. Ibrahimovic cobrou, a bola desviou no próprio africano, que cometeu a falta, e não deu chances para Courtois. PSG 1 a 0.

O Chelsea se manteve no ataque, tentando o empate. O PSG se fechou, tentou compactar as linhas, mas sofreu o gol de empate no último minuto da primeira etapa. Após cobrança de escanteio de Willian, Obi Mikel dominou na pequena área e fuzilou. 1 a 1.

Primeiro tempo justo. Domínio territorial inicial dos franceses, que perdeu força e foi equilibrado pelos ingleses. Em jogadas de bola parada, 1 a 1 ficou de bom tamanho.

A segunda etapa começou corrida, com as duas equipes querendo ampliar o placar. O PSG sempre buscando Ibrahimovic na área e o Chelsea visando a velocidade de Hazard e Diego Costa.

O PSG começou a adiantar suas linhas, com uma postura ofensiva, pois o gol fora de casa, dava a vantagem do empate por 0 a 0 aos ingleses. Tentando chutes de área, com defesas de Courtois, falhas na finalização. Só pressão do PSG. Ivanovic e Cahill salvava os Blues. Pedro cometeu falta em Hazzard na entrada da área que Di Maria cobrou e Courtois fez grande defesa.

Cavani entrou no lugar de Lucas. Ataque total parisiense. Oscar também entrou no lugar de Hazard. Ele foi lançado no campo de ataque, mas não conseguiu chegar na bola.

O Chelsea parecia feliz com o 1 a 1. Até que, faltando 10 minutos para terminar, Di María centralizou e lançou para Cavani, que bateu firme, rasteiro no canto esquerdo do goleiro belga do Chelsea. PSG 2 a 1.

O PSG tentou ampliar, pressionou, em vão. O Chelsea estava satisfeito com o placar, afinal, uma vitória inglesa por 1 a 0 os classifica para a próxima fase.

Vale lembrar que, na temporada 13/14, o PSG venceu em casa por 3 a 1 e perdeu em Londres por 2 a 0. Portanto, o gol fora de casa, pelo menos para o Chelsea, vale MUITO. Resta saber o que acontecerá em Stamford Bridge, no dia 9 de Março.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Arsenal 2 x 1 Leicester

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BPL Arsenal x Leicester_POSICIONAMENTO 1

Organização das equipes para a etapa inicial. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

No duelo entre o líder e o terceiro colocado da Premier League, melhor para os donos da casa. Em partida disputadíssima, o Arsenal venceu o Leicester com gol nos minutos finais, após substituições de Arsene Wenger. Claudio Ranieri e o Leicester continuam na liderança, agora com 2 pontos de vantagem para o Tottenham, vice-líder.

O jogo começou intenso. Arsenal começou em cima. Propondo o jogo, marcando em cima, em busca do gol, pressionando o Leicester que se fechava em duas linhas de 4.

Aos poucos, o Leicester começou a sair. Vardy quase abriu o placar pelo alto, após cruzamento de Albrighton. O jogo ficou aberto.

O Leicester se organizava no 4-4-2 em linhas com/sem a bola. Blocos médios com variação para altos, alternando entre marcação no campo de ataque e marcação na intermediária defensiva. Okazaki e Vardy ajudando na marcação. Ocupação dos espaços, compactação curta e saída rápida em velocidade.

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Flagrante das linhas compactas do Leicester, negando os espaços. (Reprodução Watch ESPN)

Já o Arsenal se portava no 4-2-3-1 com a bola. Blocos altos com variação para médios, pressionando no início da partida, mas perdendo intensidade com o tempo. O Arsenal optava pelas jogadas pelos flancos, principalmente pelo lado direito com Bellerin e Chamberlain, levando vantagem sobre a dupla defensiva esquerda do Leicester, Fuchs e Albrighton. O alvo era os cruzamentos para Giroud na área.

Giroud marcou, mas o bandeirinha, corretamente, anulou. Após cruzamento de Ozil, o centroavante dos Gunners marcou, em posição irregular. Os visitantes responderam com Kanté, que acertou belo chute na ponta esquerda, após avançar no campo de ataque, e fez Peter Cech fazer grande defesa.

No final da primeira etapa, um contra-ataque rápido do Leicester, após roubada de bola de Kanté, Vardy dominou na ponta direita, na grande área, fintou Monreal e caiu. O bandeirinha apontou a marca da cal. Pênalti para os visitantes. O artilheiro não perdoou. Leicester 1 a 0.

Fim da etapa inicial como queria o líder Leicester: Vencendo, abrindo 8 pontos para o segundo colocado e aplicando sua estratégia, com aplicação na marcação, recomposição, organização defensiva perfeita sem a bola e ofensiva com rápida transição veloz. Arsenal com domínio territorial, porém sem criar chances de gol (nenhum chute a gol da equipe mandante na primeira etapa).

O Arsenal voltou para o segundo tempo e quase abriu o placar, logo no início, com troca de passes na entrada da área, mas o chute saiu para fora. Arsenal buscando o gol a todo instante. Leicester começou a sair.

Simpson recebeu o segundo amarelo aos 53’min e, consequentemente, o vermelho. Leicester com um a menos. Com um a mais, a pressão do Arsenal seria ainda maior. Cláudio Ranieri foi obrigado a mexer. Tirou Mahrez e colocou o zagueiro Wasilewski. Okazaki também saiu. Gray entrou para reforçar o meio-campo.

BPL Arsenal x Leicester_POSICIONAMENTO 2

Panorama da etapa final. Pressão do Arsenal com um a mais. Vardy sozinho no ataque. (TacticalPad)

O Arsenal foi pra cima em busca do gol. Walcott entrou no lugar de Coquellin. Arsene Wenger queria o gol. Lançou seu time ao ataque. Rodava a bola de um lado para o outro. Tentava pelos flancos. Pressionando o Leicester. Sufocando. Encurralando.

Enquanto isso, Vardy ficava isolado no ataque dos visitantes, a espera de um contra-ataque ou de uma bola sobrada para, quem sabe, causar estragos na defesa do Arsenal.

O gol iria sair. De tanto insistir, saiu. Walcott empatou a partida. Após cruzamento na área, Giroud escorou e Walcott tocou por cima de Schemeichel e igualou o marcador.

Com o gol de empate, o Arsenal foi em busca da virada. Sufocando. Daí pra frente foi ataque contra defesa; Com Walcott pela direita, Giroud na frente, fazendo o pivô, buscando o jogo. Sanchez na esquerda e Ozil centralizado. Com muita movimentação, mobilidade, buscando abrir espaços para infiltração/penetração no compacto sistema defensivo. Kanté ainda teve uma chance, mas desperdiçou.

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Flagrante da recomposição no campo de defesa de Vardy após a expulsão de Simpson. (Reprodução WatchESPN)

Wenger ainda finalizou as três substituições, colocando Welbeck no lugar de Chamberlain. Foi só pressão dos Gunners. Schemeichel salvou o líder da Premier League duas vezes diante de Giroud. Primeiro em chute de bate pronto depois em cabeceio do centroavante do Arsenal.

E não é que brilhou a estrela de Arsene Wenger! No último lance, em cobrança de falta de Ozil, Welbeck subiu mais que a zaga visitante e testou firme, cuca legal. Arsenal 2 a 1.

No fim, vitória suada do Arsenal e briga totalmente aberta pelo título da Premier League.

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Flagrante do momento da cobrança do segundo gol do Arsenal. Brilhou a estrela de Wenger: Welbeck testou no fundo das redes. (Reprodução Watch ESPN)

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Juventus 1 x 0 Napoli

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Serie A TIM Juve x Napoli 13-02_POSICIONAMENTO 1

Em Turim, no Juventus Stadium, a equipe da casa recebeu o, até então, líder da Serie A, Napoli em jogo que valia a liderança do Campeonato. O duelo reuniu os técnicos Massimiliano Allegri e Maurício Sarri, da Juventus e Napoli, respectivamente.

O jogo começou aberto. Ambas as equipes buscando o gol. Juventus propondo, por estar em casa e por precisar da vitória para tomar a liderança do Napoli. Para isso, Massimiliano Alegri levou a campo a Juve no 4-4-2 em linhas sem a bola, com Pogba e Cuadrado nas pontas, e Dybala e Morata na frente. Khedira e Marchisio também compunham o meio-campo.

444 juve

Jogo disputado, muita marcação e pouco espaço. Juve marcando pressão a partir dos 20’min. Alta marcação, no campo de ataque, pressionando a saída de bola napolitana. Napoli compacta as linhas e tenta sair em velocidade.

Sem espaços, pouca finalização, prevalecendo os sistemas defensivos. Napoli com mais dificuldades de criar chances. Juve pressionando o portador da bola, principalmente no meio-campo.

Napoli no 4-3-3, com Higuain, Insigne e Callejón na frente. Jorginho, Allan e Hamsik formavam o tridente defensivo. Sem a bola, 4-4-2 em linhas, como na imagem abaixo.

442 Napoli

Aos 34’min, o Higuain quase marcou, após cruzamento de Callejón. Bonucci tirou para escanteio. As principais jogadas ofensivas napolitanas eram pelo flanco direito com Callejon, visando Higuain na área.

A partir daí, o Napoli alternou entre pressionar a saída de bola da Velha Senhora e compactar as linhas. A Juve, sempre que podia, pressionava a saída.

pressao juve
O segundo tempo começou mais aberto. Com as equipes querendo abrir o placar. A Juve tentava furar o bloqueio napolitano, na maioria das vezes com Pogba pela esquerda. Chiellini saiu machucado. Rugani entrou no seu lugar. O Napoli tentava tirar o zero do placar, pelo lado esquerdo, com as jogadas individuais de Insigne.

Alegri mexeu. Tirou Morata e colocou Zaza. Mais velocidade e mobilidade no ataque da Velha Senhora.

442 zaza

Aos 62, Pogba dominou na ponta esquerda, na entrada da área, dominou, ajeitou, e deu belo passe para Zaza, que bateu firme porém pra fora.

O jogo era bom e disputado. Mas faltava espaços. As defesas se comportavam muito bem. A Juve propunha mais o jogo, entretanto, assim como o Napoli, não encontrava espaços para infiltração/penetração nos sistemas defensivos adversários.

Aos 76’ min, Insigne saiu e entrou Mertens. Hamsik fechava o lado esquerdo defensivo do Napoli, ocupando o espaço para não ter ultrapassagem de Lichsteiner e Cuadrado (2×1).

Aos 80’min, chance boa para os napolitanos. Mertens bateu na entrada da área e quase abriu o placar para os visitantes. Os momentos finais, o Napoli teve a posse e a Juve recuou e buscou o contra-golpe. Alex Sandro entrou no lugar de Dybala.

Aos 87, o golpe fatal. Em jogada despretenciosa, Zaza avançou na intermediária ofensiva e acertou um chutaço, de fora da área, a bola desviou e entrou no fundo das redes de Reina. Juve 1 a 0. Mauricio Sarri ainda tentou o empate. Tirou Allan e colocou Gabbidini. Em vão.

A Juve aproveitou os últimos minutos, gastou o tempo, cavou falta e o tempo passou. Fim de jogo. Juve 1 a 0. Liderança para a Velha Senhora.

Benfica 1 x 2 Porto

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Liga ZON Sagres - Benfica x Porto 12-02_POSICIONAMENTO 01

Organização tática das equipes para o início da partida! Porto no 4-2-3-1 com a bola e Benfica no 4-4-2. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —– @BarudDaniel

Na abertura da 22ª rodada do Campeonato Português, o Benfica recebeu o Porto no estádio da Luz. Comandado por Rui Vitória, que nunca venceu o Porto, o Benfica tinha no clássico, a chance de ampliar a liderança, enquanto o Porto, comandado por José Peseiro, que nunca tinha vencido na casa dos Encarnados, buscava a vitória para se aproximar dos líderes.

Enquanto o Benfica liderava junto com o Sporting, o Porto estava em 3º, há 6 pontos dos dois. Em caso de derrota dos Dragões, haveria 9 pontos de distância entre as equipes e 14 rodadas restantes.

O clássico no estádio da Luz não poderia começar diferente! Agitado, pegado, com entradas firmes e muita intensidade. Com os donos da casa tomando a iniciativa, com mais posse de bola, trocando passes no campo de ataque, com mais intensidade. Já o Porto se defendia e tentava criar suas chances de gol em velocidade, principalmente pelo flanco esquerdo, com Brahimi.

O Benfica foi a campo no 4-4-2 em linhas, com Mitroglu e Jonas no ataque, se movimentando bastante, ambos saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô. Nas pontas, Nico Gaitán na esquerda e Pizzi na direita. Os volantes eram Renato Sanches, que construía e acelerava o jogo, atacava e defendia, junto com Samaris, que ficava mais na defensiva.

O gol dos Encarnados saiu aos 18’min, em passe em profundidade, após rápida transição encarnada, de Renato Sanches para Mitroglu, que tocou na saída de Casillas.

Sem título

Flagrante do 4-4-2 em linhas do Benfica. Jonas e Mitroglu no ataque isolado, fazendo com que a compactação se alongue.

O Porto foi a campo no 4-2-3-1, com Aboubakar no ataque. A linha de três meias era formada por André André centralizado, Brahimi na esquerda e Coroña na direita. Danilo e Héctor Herrera eram os responsáveis pela proteção da zaga e por fazer a transição defesa-ataque, respectivamente. Casillas salvava o Porto. Os flancos eram mais utilizados por Layún, que apoiava bastante com profundidade e amplitude, fazendo triangulações e criando oportunidades com Brahimi e André André, buscando Aboubakar na área. O gol da equipe visitante saiu por ali: o lateral esquerdo do Porto tocou para a entrada da área e achou Herrera, que acertou belo chute de fora da área. 1 a 1. Sem a bola, o Porto fechava duas linhas de 4, com Brahimi se juntando a Aboubakar no ataque.

442 Porto

Flagrante do lance do gol do Benfica: 4-4-2 em linhas do Porto em curto espaço. Chidozie foi perseguir Jonas e deixou Mitroglu no mano a mano com Maxi Pereira. Benfica 1-0.

A etapa inicial continuou bem equilibrada, com as equipes tentando e buscando o gol, principalmente pelos flancos (Pelo lado benfiquista, Eliseu era o mais acionado, enquanto Layún era o mais efetivado pelo lado dos visitantes). O Porto quando tinha a bola, preferia trocar passes com calma e tranquilidade, trabalhando a bola, rodando ela. Enquanto isso, o Benfica preferia o jogo mais incisivo, mais vertical, principalmente com os pontas e a transição rápida de Renato Sanches.

Entretanto, os sistemas defensivos, bem organizados, impediam o tento para ambos os lados. Entradas duras, ríspidas. Aos 30’min, a torcida pediu um pênalti após possível toque de mão do zagueiro Chidozie. O juiz mandou seguir. Mitroglu perdeu chance clara, dentro da área.

O primeiro tempo terminou. Com um Benfica mais controlador, porém, dando chances e espaços para criação das jogadas dos visitantes que, mesmo em desvantagem no placar e fora de casa, foram em busca do resultado.

A etapa final começou aberto. Com o Porto tentando marcar acionando Brahimi e o lateral Maxi Pereira, um Benfica compacto e saindo em transição veloz, com André Almeida e Pizzi pelo flanco direito e Eliseu e Gaitan pelo flanco esquerdo. Em rápido contra-ataque, o Benfica teve a chance de ampliar o placar, mas Casillas fez grande defesa e espalmou para escanteio.

Aboubakar quase ampliou. O Porto criava, mas esbarrava na defesa dos Encarnados. Até que aos 63’min, o camaronês, camisa 9 do Porto, não titubeou. Recebeu na entrada da área, adiantou e tocou na saída de Julio Cesar. Aboubakar. Porto 2 a 1.

Após sofrer o gol, o Benfica se lançou ao ataque, buscando o empate. Martín Indi quase marcou..contra. Casillas salvava o Porto com defesas milagrosas. O Porto recuou suas linhas e tinha o contra-ataque, mas não criava perigo ao Benfica, que tentava o empate a todo custo. Em vão. A pressão benfiquista perdeu força e o Porto voltou pro jogo. Sempre acionando Brahimi pelo flanco esquerdo.

Nos minutos finais, o tempo esquentou. A rivalidade aflorou. O bicho pegou. André Almeida arrumou encrenca com Layún. O juiz tomou as rédias e deu amarelo para os dois. Correto.

No fim, vitória dos visitantes, quebra de um tabu de 5 jogos do Porto sem vencer no estádio da Luz e retorno do Porto à briga pelo título português.

ESCREVEU DANIEL BARUD —– @BarudDaniel

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Capa do Jornal A Bola de Portugal, neste domingo, 13 de Fevereiro de 2016.

Primeira Liga: Atlético-MG 0 x 2 Flamengo

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

No Mineirão, o Galo de Diego Aguirre estreiou na Primeira Liga diante do Flamengo de Muricy. Após ter vencido a Flórida Cup, o Galo vinha embalado, enquanto o Fla havia perdido nos pênaltis o amistoso diante do Ceará e perdeu também para o Santa Cruz.

Mas ali era para valer. E o jogo valeu a pena, principalmente para o lado para a torcida rubro-negra. O clássico estadual não poderia começar diferente. Intenso, disputado e muito movimentado. O Galo começou tomando a iniciativa, pressionando logo no início, propondo o jogo com mais intensidade, com toque de bola rápido, triangulações, tentado furar as linhas rubro-negras. O Fla buscava as saídas rápidas nos contra-golpes.

Primeira Liga CAM X FLA_POSICIONAMENTO 1

Organização tática das equipes para a partida. (TacticalPad)

O Galo se organizava no 4-2-3-1, com Pratto na frente, como referência, se movimentando, buscando o jogo, saindo da área, fazendo o pivô. Na linha de três meias,  Dátolo centralizado, Patric nadireita (no lugar de Luan) e Giovanni Augusto na esquerda. Rafael Carioca e Leandro Donizete faziam a transição defesa-ataque atleticana.

PRESSAO CAM

Intensidade no início de jogo. 5 atleticanos no campo de ataque.

Já Muricy levou a campo o mesmo time que disputou o amistoso contra o Santa Cruz. O 4-3-3/4-1-4-1 com Márcio Araújo no entre-linhas. Willian Arão e Éverton eram os interiores, enquanto Sheik e Gabriel eram os extremos, com Guerrero na frente. Defensivamente, setores compactos, negando os espaços. As principais chances rubro-negras eram pelo flanco direito com Rodinei, Gabriel e Willian Arão.


Com 10minutos de partida, após cobrança de escanteio carioca, o Galo saiu em rápidez com Dátolo, que carregou a bola até a entrada da grande área adversária, tocou para Lucas Pratto que cruzou rasteiro e achou Giovanni Augusto que bateu rasteiro. Márcio Araújo tirou em cima da linha. Quase gol do Galo.

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Flagrante do contra-ataque atleticano. Dátolo tocou para Pratto, que deu belo passe para Giovanni Augusto, que perdeu chance clara.

A etapa final foi diferente da primeira. Muricy aproveitou o intervalo e o Fla voltou melhor. Diferentemente da etapa inicial, o Fla mudou a postura. Marcando em cima do Galo e seguro na defesa, deu trabalho para a equipe mineira.

Logo aos 22’min, Paolo Guerrero abriu o placar e saiu do jejum. Em um contra-ataque rápido, Marcelo Cirino (que havia entrado aos 18’min da segunda etapa) na direita, acionou o peruano na entrada da área, que bateu firme, no alto, sem chances para Victor. Acabou o caô! O jejum terminou!

E aos 42’min, veio o segundo! Sheik deixou Guerrero sozinho, a zaga atleticana deixou o atacante rubro-negro sozinho ele carregou a pelota, ficou frente a frente com Victor e bateu firme, rasteiro. Fla 2 a 0.

Enfim, depois de duas derrotas em amistosos, o Fla venceu a primeira do ano. Ainda é cedo para falar muito, pois é início de temporada, fase de entrosamento, ritmo de jogo, adaptação.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Primeira Liga: Fluminense 0 x 1 Atlético-PR

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Primeira Liga

Enfim, a Primeira Liga, se iniciou. Finalmente, começou a temporada 2016 para valer! O Fluminense de Eduardo Baptista e o Atlético-PR treinado por Cristovão Borges deram o pontapé inicial pelo Grupo A do torneio, em Volta Redonda.

O jogo começou movimentado. Com o Flu propondo o jogo, tomando a iniciativa, com mais posse de bola, mas sem levar vantagem com a bola no pé, com dificuldades para criar espaços no campo de ataque, sem conseguir romper as linhas atleticanas.

Eduardo Baptista mandou a campo o Flu no 4-2-3-1 com movimentação do trio ofensivo, recuo entre os zagueiros de Cícero ou Edson para fazer a saída de 3 e muitas bolas longas para a velocidade de Scarpa e Felipe Amorim. Edson era responsável por marcar Vinícius. Faltava penetração/infiltração no sistema defensivo paranaense. Muitos toques de lado, sem objetividade. Ora ou outra, acionava Felipe Amorim ou Scarpa pelos flancos. Foi pelos lados que saíram as principais chances do Tricolor das Laranjeiras, principalmente com Wellington Silva pelo flanco direito, visando Fred na área.

Primeira Liga FLU X CAP_POSICIONAMENTO 1

Organização tática das equipes para o início da partida. Ambos no 4-2-3-1, com Cícero pelo Flu e Otávio fazendo a saída de três. (TacticalPad)

O Atlético de Cristovão também no 4-2-3-1 habitual, apostava na velocidade de Marcos Guilherme pela esquerda. Crysan era a referência na frente. Deivid era o responsável por marcar Danielzinho. O trio de meias do clube atleticano era composto por Anderson Lopes pelo lado direito, Marcos Guilherme pela esquerda e Vinícius centralizado. Defensivamente, fechava duas linhas de 4 (com Anderson Lopes e Crysan na frente), compactas, no campo defensivo, esperando o Fluminense, alternando em blocos altos e médios. As chances do Atlético foram criadas nos contra-golpes, principalmente com Marcos Guilherme.

O Flu começou a etapa final assim como iniciou a partida, com a posse de bola, mas sem traduzir-la em chances de gol. Aos 8’min, Fred agrediu Léo do C.A.P e os dois foram expulsos. Erro nítido do juiz que, longe da jogada, não viu que apenas Fred deu uma cotovelada no lateral atleticano.

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Fred perdeu a cabeça e foi expulso no início do 2T. (Foto: Hector Werlang)

Aos 25’min da etapa final, depois de jogada pelo lado direito, Eduardo cruzou e Vinícius, ex-Flu, tocou pro fundo das redes. O Flu se manteve com a bola, tentando criar chances, mas não achava espaços na defesa atleticana e falhava na transição defesa-ataque. No fim da partida, o Flu ainda teve um pênalti a seu favor, cometido pelo lateral Eduardo, em Marcos Jr., que Cícero cobrou no canto direito de Wéverton, que defendeu. O Atlético aproveitava os espaços deixados na transição ataque-defesa do Flu.

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Vinícius, ex-Flu, comemora com seus companheiros o gol da vitória sobre os cariocas. (Foto: Hector Werlang)

Ainda é início de temporada, mas com falhas de posicionamento e erros de passe, Eduardo Baptista vai ter trabalho para organizar melhor defensivamente este Fluminense e ofensivamente, ser mais objetivo, buscar mais o gol.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel