Arquivo da categoria: desempenho

Desempenho é o que mais preocupa no Corinthians

Leia o post original por Flavio Prado

Os resultados ruins e a diminuição da vantagem na liderança do campeonato preocupam o Corinthians, mas o pior sinal é o baixo desempenho.

O time caiu muito em alguns aspectos, piorou na bola parada defensiva, está mais lento na mudança de postura quando recupera ou perde a bola e individualmente alguns jogadores caíram bastante, principalmente Jádson, Rodriguinho e Arana.

Um vantagem de 6 pontos com 24 em disputa ainda é muito boa, o time pode melhorar tecnicamente e mentalmente, mas o sinal de alerta deve estar ligado.

Santos preocupa

Leia o post original por Flavio Prado

O Santos viveu momentos difíceis em 2017. Terminou 2016 como vice-campeão brasileiro e apresentando um grande futebol, manteve o elenco e o técnico, a expectativa era boa para o novo ano, mas alguns fatores atrapalharam.

No início do ano, Renato, Lucas Lima e Ricardo Oliveira sofreram com lesões. Faltam peças de reposição, o time sentiu, o desempenho caiu e os resultados não apareceram. Mesmo com a volta desses jogadores, o Santos não conseguiu apresentar um bom futebol com regularidade, veio a eliminação no Campeonato Paulista contra a Ponte Preta e o Santos por alguns dias sem jogos oficiais.

Na volta, o Santos veio com uma postura diferente. Ao invés da posse de bola e o controle do jogo, o Santos passou a ser um time um pouco mais precavido e muitas vezes apostou nos contra-ataques. Em algumas entrevistas, Dorival falou sobre a falta de confiança do time, a nova estratégia parecia ser a busca por resultados para retomar a confiança e depois o desempenho natural.

Os resultados do Santos não são ruins, principalmente na Libertadores. O time está invicto e classificado na principal competição que disputa, mas a retomada do desempenho é mais complicada, não é um processo simples e automático e o Santos parece estar cada vez mais distante de ser aquele time que valorizava a posse de bola e o protagonismo do jogo.

O Grêmio já perdeu demais

Leia o post original por Pedro Ernesto

O torcedor está amargurado, decepcionado. Via em Fábio Koff e Luiz Felipe, dois grandes campeões do passado, a possibilidade de ver o clube reerguido. Ao contrário, o Grêmio arde em dividas milionárias, e dentro do campo seu time é desastroso. Faz péssima campanha no Gauchão e vem de duas derrotas consecutivas dentro da Arena.
Felipão deve ter se dado conta da gravidade do momento e decidiu mudar. Aliás, mudar o time é o que ele mais tem feito. Hoje, contra o Passo Fundo, vai se fechar. Entra em campo com três volantes para não dar armas ao adversários. Perder mais uma vez seria a soma de desastres inaceitáveis. Parece mentira, o grande Grêmio, que já foi campeão do mundo, usa um time bem fechado para não correr o risco _ ou minorar o risco _ de perder para o Passo Fundo no Vermelhão da Serra.

Grande jogo

Corinthians e São Paulo fazem o grande jogo desta noite pela Copa Libertadores da América. O São Paulo parece ser mais time, mas os corintianos têm o trabalho de Tite, que hoje é disparado o melhor treinador do país. É um jogo imperdível. Quem perder pode se complicar na fase de grupos da Libertadores.
Espero que não aconteçam confusões entre os torcedores. Um jogo deste tamanho não merece esse tipo de incidente. O poder público não quis colocar seus ônibus pelo risco de serem depredados. O São Paulo proporciona transporte para seus torcedores. Uma pena que isso exista no futebol.

Beto Almeida

O União Frederiquense é a grande novidade deste campeonato. Fez uma grande festa na partida inaugural contra o Grêmio na Arena. Eram mais de 1.500 torcedores. Mas seu time, lamentavelmente, não conseguiu bons resultados. A direção tomou a providência de sempre: demitiu o treinador.
Entra Beto Almeida, um profissional calejado, experiente e competente. Começo a acreditar que o time mais novo do Gauchão iniciará recuperação. O entusiasmo de toda região é tão grande que merece coisa muito melhor.

DEMMAAIIISSS

A Seleção Brasileira levou 7 a 1 da Alemanha e protagonizou o maior fiasco do futebol mundial. Ontem, a base do time alemão representado pelo Bayern de Munique não conseguiu vencer o Shakhtar, um time formado na sua maioria por jogadores brasileiros. Eles poucas vezes são convocados, mas mostram competência no seu clube e, de alguma forma, reabilitam o nosso futebol.

 

DE MENOS

Quase todos os clubes brasileiros estão em situação financeira muito complicada. Um destes casos é o Palmeiras, cujo presidente toma empréstimos milionários. Em bom tempo, a direção resolveu fazer uma campanha de sócios, aproveitando o novo estádio, e já está chegando à marca fabulosa de 100 mil associados. Já é o segundo clube com maior numero de sócios, só perdendo para o Inter.

A retomada do futebol argentino

Leia o post original por Pedro Ernesto

AFP

AFP

A ausência de pelo menos um jogador brasileiro na recente Seleção da América, organizada pelo jornal uruguaio El País, é um tanto exagerada e discutível. Quem a vê pensa que o River Plate é uma máquina e que o San Lorenzo foi absoluto na Libertadores. Menos… bem menos. Isso, porém, não invalida dizer que o futebol no Brasil caiu muito no ano passado e precisa fazer da nova temporada o início de uma virada. Vale para a Seleção, que já deu mostras de novos tempos ainda em 2014, mas é muito importante que valha para os clubes. O retorno dos títulos internacionais, mesmo que o Atlético-MG tenha sido campeão da Recopa, é uma necessidade para um país que paga salários muito superiores aos dos vizinhos, que traz de lá os melhores jogadores e que mantinha nos últimos anos uma hegemonia consolidada. A Libertadores terá muitas grifes sul-americanas, em especial da Argentina, mas não terá nenhum investimento maior do que o feito por qualquer um dos brasileiros. Virou questão de honra nacional.

Carisma

Luiz Felipe ainda não se manifestou claramente sobre seus projetos e seu ânimo para a nova temporada. Sua primeira entrevista ou mesmo aquele recado na apresentação da boleirada já poderão dar o tom do espírito do velho comandante. Cobrar uma empolgação juvenil de Felipão é pedir demais, até porque soaria falso para alguém que já esteve no topo do mundo. O que não pode é o treinador se notabilizar em 2015 por ranços, xingamentos e manias de perseguição. Sua carreira mostra que ele é maior do que isto, embora alguns deslizes. Sua atitude clássica e vencedora sempre foi de alguém forte, com gana, um comprometimento contagiante e palavra firme sem ser ofensivo. Essa postura fideliza o torcedor, mas – acima de tudo – anima o grupo de jogadores, sejam eles mais velhos ou a garotada. Assim se forma mais uma Família Scolari, algo extremamente necessário no Grêmio atual.

Remendo

Recado para a nova diretoria colorada: “Melhorem urgentemente o CT Parque Gigante”. Se entende perfeitamente que a gestão que está terminando priorizou as obras do Beira-Rio e tem no estádio um ponto de honra. Houve, entretanto, um esquecimento com o Centro de Treinamentos. As instalações são precárias (ar-condicionado estragado e falta de boas instalações sanitárias), o entorno não possui pavimentação e os serviços de telecomunicações se mostram deficientes. Até Fernandão, após ser dirigente e treinador, chamou o local de “puxadinho”, mostrando que, mesmo para os profissionais da bola, a condição não é ideal. Era para ser um equipamento provisório, uma adaptação convivendo junto com a academia para os associados. Virou permanente, muito aquém da grandeza do clube.

É Demaaaaaais!

O jogo marcado para dia 23 entre Internacional e Shakhtar da Ucrânia será uma baita novidade neste início de ano. O torcedor gaúcho nem sempre apreciou partidas amistosas, mas está tão raro ver uma equipe europeia em evidência por estas bandas que se cria uma expectativa muito boa. É o time mais brasileiro da Europa, e ainda tem Taison, Fernando, Douglas Costa e Luis Adriano para matar a saudade.

É de Menos!

O anúncio de que o meio-campista Gerrard vai deixar o Liverpool é daquelas notícias que impactam o mundo inteiro. Claro que é da vida, mas será a perda de um símbolo para o tradicional clube inglês. A cidade que um dia lamentou profundamente o fim dos Beatles tem novo motivo de ficar triste.

Boas notícias sobre o técnico Diego Aguirre chegam de Montevidéu, conforme reportagem publicada na sexta-feira, no Diário Gaúcho. De acordo com os uruguaios, a saída em velocidade é característica comum nas equipes que ele treina.

Pois a falta de velocidade foi um problema crônico no Inter em 2014. O time treinado por Abel Braga praticamente atravessou a temporada sem conseguir chegar com rapidez ao setor ofensivo. Houve um raro momento de exceção, quando Eduardo Sasha começava a se firmar como titular. Porém, o jovem jogador acabou se lesionando, e a lentidão voltou.

Olho nos jovens

Outra boa notícia é que o técnico Diego Aguirre costuma observar as equipes da base. De nada adiantará a um clube grande investir na formação de jogadores se não houver uma observação permanente dos jovens promissores.

Por mais que o Inter tenha encerrado o ano com o goleiro Alisson como titular, Valdívia, Taiberson e outros como alternativas, foi visível a resistência de Abelão em escalá-los. Alisson só saiu do sub-23 porque Dida foi suspenso e Muriel se lesionou. Valdívia, segundo o treinador, “oscilava” muito. Logo, conclui-se que o técnico exigia mais dele do que de Rafael Moura, por exemplo.

* Zé Alberto Andrade – Interino