Arquivo da categoria: Diego Aguirre

A dança dos técnicos continua

Leia o post original por Quartarollo

A dança dos técnicos continua

Sai Diego Aguirre e o Atlético Mineiro contrata o técnico Marcelo Oliveira que já foi ídolo do clube como jogador na década de 70 e treinador posteriormente.

Marcelo disse não ao Cruzeiro há poucos dias alegando que esperava proposta do mundo árabe.

Ou a proposta não veio ou então ele ainda está magoado pela forma como foi dispensado na época pelo presidente do Cruzeiro que não lhe deu retaguarda após o bicampeonato brasileiro, por isso talvez não tenha aceitado voltar à Toca da Raposa.

Aguirre deixou o Galo depois de mais uma eliminação na quarta-feira para o São Paulo na Libertadores da América no Horto onde o Atlético se sente imortal, mas desta vez não foi.

Ganhou o jogo e perdeu a classificação por causa do placar do primeiro jogo na capital paulista.

O uruguaio já tinha algumas coisas contra dentro do Atlético. Pegavam no pé dele e entra naquela ciranda de que o estrangeiro que trabalha no Brasil corre os mesmos riscos que o técnico brasileiro.

Ele não ganha imunidade profissional porque é estrangeiro. Ele será julgado da mesma forma que o brasileiro.

Se Edgardo Bauza não se classifica com o São Paulo muito provavelmente seria ele que estaria na berlinda hoje. Como está nas semifinais da competição ganhou aplausos e tempo para se arrumar no tricolor.

Como as semifinais da Libertadores só vão acontecer depois da Copa América dos Estados Unidos, Bauza ganha folego importante para convencer o time que está no caminho certo.

É a gangorra dos técnicos no Brasil. Marcelo Oliveira deixou o Palmeiras depois de problemas em montar o time que não andava bem neste ano e agora volta à sua Belo Horizonte onde sempre se dá bem.

Vale lembrar que apesar dos maus momentos últimos no Verdão, Marcelo é o atual campeão da Copa do Brasil e no ano passado levou o Palmeiras à Copa Libertadores com esse título. Sem falar que vinha de dois títulos brasileiros com o Cruzeiro.

Apesar disso, não foi bem no Palmeiras. Foi abaixo do que se esperava. Tomara que volte ao seu melhor patamar no Atlético Mineiro.

Galo reserva empolga; e o Santos, sonolento

Leia o post original por Antero Greco

O público não foi grande coisa no Independência, no início da noite deste sábado. O torcedor do Galo preferiu guardar-se para o duelo de vida ou morte com o São Paulo no meio da semana. Estará em disputa a permanência na Libertadores e, por consequência, o sonho do bicampeonato continental.

Mas os pouco mais de 5 mil que foram ao estádio saíram animados com o desempenho do mistão do Atlético-MG, na vitória por 1 a 0 sobre o Santos. Sobretudo com Cazares, personagem que em pouco tempo conseguiu chamar a atenção, pela qualidade do futebol e pelo temperamento controvertido.

Pois o rapaz voltou à equipe, para movimentar-se, e deixou o técnico Diego Aguirre com a pulga atrás da orelha para o clássico do meia de semana. Ele foi o destaque na estreia mineira no Brasileiro. Dele saíram as melhores jogadas e, claro, o gol único e decisivo, aos 14 minutos do primeiro tempo.

Claro que foi apenas aperitivo de ambas as partes e muita água vai rolar. Mas deu para ver um Atlético com vontade, mesmo sem grande inspiração. O suficiente, porém, para não fazer feio em casa. E a vitória era importante, não porque fosse mudar o rumo da história na Série A, mas por passar esperança para a torcida de que deve manter o mantra “Eu acredito” no tira-teima com o tricolor.

O Santos, ainda no embalo do título paulista, decepcionou. Certo que a ausência de Lucas Lima e Ricardo Oliveira pesou. Verdade que Gabigol foi irritadiço de novo (o moço precisa baixar um pouco a impaciência e a adrenalina). Mesmo assim, faltou atrevimento ao time de Dorival Júnior. Burocrático e travado além da conta.

 

O novo encontro Bauza x Aguirre. Será um jogo feio de novo?

Leia o post original por Quartarollo

O encontro Bauza x Aguirre. Será um jogo feio de novo?

O São Paulo parece ter reaprendido a disputar Libertadores, mas fez um jogo feio contra o Atlético Mineiro, no Morumbi, para mais de 61 mil espectadores, um novo recorde nacional.

Agora depois das disputas das Arenas, como diz com propriedade o colega Menon, também tem a disputa de público. Meu time leva mais gente que o seu e assim por diante como se isso valesse título.

O tricolor venceu por 1 x 0 e joga por empate, em Belo Horizonte, no acanhado estádio Independência que não teria capacidade suficiente para as quartas da Libertadores, mas foi liberado pela”rigorosa” Conmebol a pedido do Galo mineiro.

O jogo do Morumbi foi feio, marcado por faltas, alguma violência, poucas chances de gols e a queda da grade do camarote onde estavam os convidados da Conmebol. 20 pessoas se feriram e o São Paulo pode ser punido por conta disso.

Na saída do Morumbi ouvi que o tricolor pode ser punido como retaliação porque o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, criticou a indicação do árbitro colombiano Roldán para esse jogo por conta de expulsões sãopaulinas em anos anteriores.

O árbitro foi bem, tentou conter a violência com muitas cartões e tirou da próxima partida os bons Rafael Carioca e Júnior Urso que estavam pendurados e levaram cartões amarelos.

O Atlético reclama que a pressão sãopaulina deu certo e orientou o árbitro nessa direção. Não vi assim, foi mesmo um jogo feio mais ponteado por violência do que por lances espetaculares.

O melhor em campo foi o ótimo zagueiro Erazo, do Atlético, secundado por Rodrigo Caio, do São Paulo.

Os ataques pararam nas defesas. O São Paulo conseguiu um gol de bola parada e conseguiu conter as bolas aéreas atleticanas nos escanteios e faltas ofensivas já que Erazo e Leonardo Silva são muito altos e se a bola chegar à cabeça deles é quase impossível detê-los.

É um problema que perdura para o jogo da volta quarta-feira próxima, em Belo Horizonte, onde a pressão será muito maior e o Atlético dificilmente perde.

A vitória foi super importante para o São Paulo. Não tomou gols e pode tentar administrar, mas se ficar plantado lá atrás perde feio e acaba saindo da Libertadores.

O jeito é tentar ter mais posse de bola e fustigar também o Galo quando puder.

Edgardo Bauza sabe jogar esse tipo de jogo, mas Aguirre também sabe. Mas Levir Culpi e Cuca em anos passados sabiam mais e tornaram o Atlético imbatível no Horto.

Com Aguirre, o Atlético perdeu muito do seu belo toque de bola. Com a possível volta de Dátolo ao meio-campo isso pode ser corrigido, mas não se sabe se ele vai se recuperar a tempo de jogar.

Robinho saiu contundido do Morumbi, mas enquanto esteve em campo não mexeu na bola. Não é mais o mesmo atacante de antes, hoje é só um bom jogador.

Bauza confessa que o jogo de Minas será igual o do Morumbi. Dois times tentando neutralizar um ao outro com poucas opções de jogo.

Esse é trabalho para o técnico e ambos, Bauza e Aguirre, tem um medo medonho da derrota e por isso se esquecem de atacar de vez em quando.

Aguirre confessou que o empate era uma das metas do seu time e perder de pouco era outra. Conseguiu pelo menos a segunda, mas agora terá que atacar com tudo, mas não vai.

Vai estar preocupado de novo. Tem um medo enorme de sair para o jogo ou para propô-lo.

Bauza, bem ao seu estilo, vai se defender e se levar para os pênaltis, não reclamará.

Enfim, são dois treinadores parecidos até nas explicações. Gosto do trabalho de Bauza, acho mais completo do que Aguirre.

SP x Atlético: cartões amarelos e alerta

Leia o post original por Antero Greco

O público foi de show. O espetáculo foi pobre.

O São Paulo ganhou do Atlético Mineiro por 1 a 0, com festival de cartões amarelos e alerta vermelho: a queda da grade de proteção de um dos pontos do superlotado estádio do Morumbi, próximo ao campo, ferindo vários torcedores.

A cena aconteceu justo no único momento de alegria da torcida são-paulina, na hora do gol de Michel Bastos.

É preciso apurar direito os fatos, porque não se pode expor o público a acidente destes, principalmente numa partida em que 61.297 pessoas pagaram ingresso. O torcedor merece respeito e conforto.

E, se possível, um futebol de primeira linha. Mas isso não ocorreu; ao contrário.

É difícil entender como duas equipes treinadas por técnicos do porte de Edgardo Bauza e Diego Aguirre, de reconhecida competência, se exibam tão mal, errem tantos passes, não construíam uma jogada completa e ainda se perdem em pontapés e agressões estúpidas.

Aos 2 minutos os jogadores já se estranhavam em campo.

No primeiro tempo todo, a única jogada digna de clássico do tamanho de São Paulo x Atlético, valendo vaga na semifinal da Libertadores, aconteceu quando Patric deu chapéu no adversário e tocou com perfeição para Lucas Pratto concluir para o gol. Acontece que o artilheiro atleticano estava impedido e o árbitro colombiano Wilmar Roldan acertou na marcação. E o Galo teve baixa importante, com a contusão de Robinho.

No segundo tempo, novamente aos dois minutos, o tempo esquentou com uma pancada de Leandro Donizete em Paulo Henrique Ganso. Parecia que o espetáculo de UFC iria continuar no Morumbi. Aos 17 minutos, Michel Bastos substituiu Kelvin. E, aos 34, de cabeça, fez o gol da vitória, após cruzamento de Wesley em cobrança de falta.

O que era para ser o grande e único momento de festa quase se transformou em tragédia, com a queda da grade na comemoração da torcida.

A noite não tinha mesmo a bênção dos deuses do futebol.

Que o segundo jogo, na semana que vem em Belo Horizonte, seja um jogo de verdade, com respeito total ao torcedor: dentro e fora do campo.

(Com participação de Roberto Salim.)

Atlético-MG avança, na raça e com mérito

Leia o post original por Antero Greco

O Atlético-MG suou para passar pelo Racing, o que não é novidade, pois teve pela frente um rival de peso. Mas mereceu o placar de 2 a 1, na noite desta quarta-feira, no Independência. Porque jogou para ganhar, como havia jogado para ganhar na semana passada, quando ficou no empate por 0 a 0. Foi premiado pela insistência.

A sombra de eliminação existiu, porque faz parte do sistema de mata-mata. O Galo optou por correr o risco, já na primeira partida, ao preferir o ataque do que a postura defensiva, o maldito papo de “jogar com o regulamento”. Fez o suficiente, como visitante, para ficar em vantagem. Não deu certo lá, vingou aqui. E isso é o que conta.

O Galo tratou de impor-se, para enquadrar logo o Racing. E, de certa forma, conseguiu, com o gol de Carlos aos 16 minutos. Justamente Carlos, a surpresa de última hora de Diego Aguirre. Gol para entusiasmar.

Só que houve uma falha de avaliação, e o Racing partiu para o tudo ou nada em vez de encolher-se. Tática que rendeu o empate aos 21, em pênalti cobrado por Lisandro Lopes. Daí até o intervalo, equilíbrio, com alguns esboços do Galo de obter nova vantagem, mesmo com erros de finalizações e erros de passes. Robinho, por exemplo, estava descalibrado.

Na segunda parte, cautela do Racing e o Atlético a pisar em ovos, sem expor-se demais. Esperou a oportunidade, e esta surgiu com Pratto aos 26 minutos. Outro gol para baixar a tensão. Só não ficou tranquilo e favorável demais porque Pratto desperdiçou pênalti.

Apito final, alegria, festa e atenção voltada para o São Paulo, o obstáculo nas quartas de final. Há quem critique o Atlético por ser inconstante. De fato, oscila. Porém, compensa com suor e postura atrevida. E, cá entre nós: quem está jogando o fino da bola na Libertadores?

 

Galo deita e rola

Leia o post original por Antero Greco

Se tem um brasileiro que me chama a atenção na Libertadores é o Atlético-MG. Desde a primeira rodada, joga fácil, supera obstáculos e se classificou para as oitavas com um pé nas costas. O fecho de trajetória brilhante, ao menos até agora, veio com os 4 a 0 no Melgar, na noite desta quinta-feira, em Belo Horizonte.

A rapaziada do técnico Diego Aguirre mostrou, com menos de  um minuto, que não estava para brincadeiras e abriu o placar com Thiago. Pouco depois, aos 7, Robinho aumentou a diferença (num lance mandrake) e Pratto aos 16 marcou o terceiro. Pronto, com pouco mais de um sexto do jogo missão cumprida. Dali em diante, foi só passeio, só carinho na bola. Para não deixar o torcedor na seca até o apito final, ainda saiu o quarto gol, aos 23 da etapa final, com Carlos (que tinha entrado um pouco antes).

Aguirre pôde observar o time com algumas variações de jogadas. A ocasião era oportuna, pois o rival foi a nocaute rapidinho e não assustava ninguém. Mexeu um pouco no meio, na frente, já de olho na próxima fase da competição, em que o caldo engrossa, com os jogos de eliminação direta, em ida e volta.

E a constatação não decepciona: o Galo tem fôlego para superar as oitavas. Claro que depende de quem topar pela frente. Riscos existem, são inerentes ao futebol. Mas, por enquanto, como tem a terceira melhor campanha a tendência é a de que pegue um time menos embalado.

Especulações à parte conta que o Atlético cresce, encorpa, incomoda e fará sombra a outros concorrentes de peso. No momento, é o melhor brasileiro, seguido de Grêmio e Corinthians. O São Paulo animou-se com a vitória sobre o River da Argentina, mas não assegurou ainda a classificação. Resta-lhe o desafio de pelo menos empatar com o The Strongest, em La Paz.

 

Galo acumula gordura

Leia o post original por Antero Greco

O Atlético-MG tem o início perfeito, aquele com o qual todo time sonha em qualquer competição: duas vitórias consecutivas numa fase de seis rodadas. Ganhou na estreia na Libertadores, na semana passada, e repetiu a dose nesta quarta-feira, com o 1 a 0 sobre o Independiente  del Valle, em BH. Placar magro, mas que o ajuda a acumular gordura e encaminha a classificação para a próxima etapa.

A festa do Galo foi garantida pelo gol de Pratto com apenas 3 minutos. Largada envolvente, em alta velocidade, para assustar, acuar e colocar o rival sob controle. A diferença poderia ter sido maior, ainda antes do intervalo, diante das chances criadas. O Independiente sentiu o baque e demorou muito, demais, para acordar.

E o fez no segundo tempo. O time equatoriano conseguiu refrear a empolgação atleticana, equilibrou e, em alguns momentos, incomodou além da conta. Não fossem os reflexos de Victor, a surpresa poderia ter corrido solta no Independência.  O Atlético criou menos nessa etapa.

Além da vitória, a noite valeu pela estreia de Robinho. O novo astro da companhia do Atlético entrou em campo aos 10 do segundo tempo, no lugar de Cazares. Aplausos para o estreante e vaias para Diego Aguirre. Pois é, a torcida não gostou da saída de Cazares, que tinha desempenho bom em sua estreia em jogos oficiais.

Robinho correu, movimentou-se como se fosse da casa já há bastante tempo, deu passes e esboçou dribles. Em resumo: mostrou serviço, como esperava o público. Nada extraordinário, e dentro da média do que pode oferecer no momento. Em meia dúzia de toques, justificou a esperança de que possa transformar-se no maestro do meio-campo.

O Galo vai bem, obrigado. Os pontos aparecem, a pressão diminuiu e Aguirre, mesmo com resmungos de alguns torcedores, fica mais tranquilo para construir uma equipe forte.

Robinho, o sucessor

Leia o post original por Antero Greco

Ronaldinho Gaúcho estava em baixa em 2012 quando aceitou proposta para jogar no Atlético-MG. Mandou-se de mala e cuia para BH e foi feliz e levou alegria ao Galo. Sobretudo na campanha vitoriosa do inédito título da Libertadores de 2013. Em seguida, despencou no desempenho, a ponto de não terminar a temporada de 2014. Mas marcou presença no coração do torcedor.

Agora é a vez de Robinho tomar o lugar de Ronaldinho. E, de novo, o desafio é a conquista da América. O astro maduro desembarcou no clube dias atrás e nesta quarta-feira estreia na competição no jogo com o Independiente Del Valle, no Independência.

Há expectativa em torno do que Robinho pode acrescentar ao grupo dirigido por Diego Aguirre. Ele chega com o status de primeiro solista da companhia alvinegra e com a missão de preencher espaço vago desde a saída do gaúcho. E prometeu dar conta do recado.

Claro que cautela é tão bom quanto caldo de galinha. Mas não se perde nada por apostar num atleta já trintão, rodado, que vai e vem do exterior, e que comprovadamente teve mais sucesso por aqui do que nas incursões na Europa e na China.

Robinho não tem o repertório de Ronaldinho, um dos mais completos malabaristas que já apareceram no futebol.  Não significa que Robinho seja mediano; ele está acima do normal. A questão é que compará-lo com Ronaldinho seria injusto, pois se trata de um fora de série.

A vantagem de Robinho, no entanto, está na regularidade e no histórico de raras contusões. A tendência é a de que defenda o Atlético com mais frequência e, portanto, venha a contribuir por uma trajetória interessante na Libertadores.

A conferir.

Primeira Liga: Atlético-MG 0 x 2 Flamengo

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

No Mineirão, o Galo de Diego Aguirre estreiou na Primeira Liga diante do Flamengo de Muricy. Após ter vencido a Flórida Cup, o Galo vinha embalado, enquanto o Fla havia perdido nos pênaltis o amistoso diante do Ceará e perdeu também para o Santa Cruz.

Mas ali era para valer. E o jogo valeu a pena, principalmente para o lado para a torcida rubro-negra. O clássico estadual não poderia começar diferente. Intenso, disputado e muito movimentado. O Galo começou tomando a iniciativa, pressionando logo no início, propondo o jogo com mais intensidade, com toque de bola rápido, triangulações, tentado furar as linhas rubro-negras. O Fla buscava as saídas rápidas nos contra-golpes.

Primeira Liga CAM X FLA_POSICIONAMENTO 1

Organização tática das equipes para a partida. (TacticalPad)

O Galo se organizava no 4-2-3-1, com Pratto na frente, como referência, se movimentando, buscando o jogo, saindo da área, fazendo o pivô. Na linha de três meias,  Dátolo centralizado, Patric nadireita (no lugar de Luan) e Giovanni Augusto na esquerda. Rafael Carioca e Leandro Donizete faziam a transição defesa-ataque atleticana.

PRESSAO CAM

Intensidade no início de jogo. 5 atleticanos no campo de ataque.

Já Muricy levou a campo o mesmo time que disputou o amistoso contra o Santa Cruz. O 4-3-3/4-1-4-1 com Márcio Araújo no entre-linhas. Willian Arão e Éverton eram os interiores, enquanto Sheik e Gabriel eram os extremos, com Guerrero na frente. Defensivamente, setores compactos, negando os espaços. As principais chances rubro-negras eram pelo flanco direito com Rodinei, Gabriel e Willian Arão.


Com 10minutos de partida, após cobrança de escanteio carioca, o Galo saiu em rápidez com Dátolo, que carregou a bola até a entrada da grande área adversária, tocou para Lucas Pratto que cruzou rasteiro e achou Giovanni Augusto que bateu rasteiro. Márcio Araújo tirou em cima da linha. Quase gol do Galo.

Sem título

Flagrante do contra-ataque atleticano. Dátolo tocou para Pratto, que deu belo passe para Giovanni Augusto, que perdeu chance clara.

A etapa final foi diferente da primeira. Muricy aproveitou o intervalo e o Fla voltou melhor. Diferentemente da etapa inicial, o Fla mudou a postura. Marcando em cima do Galo e seguro na defesa, deu trabalho para a equipe mineira.

Logo aos 22’min, Paolo Guerrero abriu o placar e saiu do jejum. Em um contra-ataque rápido, Marcelo Cirino (que havia entrado aos 18’min da segunda etapa) na direita, acionou o peruano na entrada da área, que bateu firme, no alto, sem chances para Victor. Acabou o caô! O jejum terminou!

E aos 42’min, veio o segundo! Sheik deixou Guerrero sozinho, a zaga atleticana deixou o atacante rubro-negro sozinho ele carregou a pelota, ficou frente a frente com Victor e bateu firme, rasteiro. Fla 2 a 0.

Enfim, depois de duas derrotas em amistosos, o Fla venceu a primeira do ano. Ainda é cedo para falar muito, pois é início de temporada, fase de entrosamento, ritmo de jogo, adaptação.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Flórida Cup: Atlético-MG 1 x 0 Corinthians

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

É inicio de temporada. E o torneio da Flórida, nos Estados Unidos é mais do que preparação. É intercâmbio, expansão das marcas, mídias internacionais, etc. Tudo se ajeitando, entrosando. Times ainda sem o preparo físico ideal. Mas o amistoso entre Atlético-MG e Corinthians foi bem interessante.

Sem as peças principais do time campeão brasileiro, Tite colocou em campo o Corintians no 4-1-4-1, com Bruno Henrique entre as linhas de defesa e meio-campo. Na linha de 4, Elias à direita, Rodriguinho à esquerda, como interiores. Nas extremidades, Malcom pelo flanco esquerdo e Romero à direita.

Já o Galão da Massa, comandado por Diego Aguirre, entrou em campo no tradicional 4-2-3-1, com praticamente a mesma equipe do ano passado: Na proteção da zaga, Rafael Carioca e Leandro Donizete. Na linha de três, Thiago Ribeiro pela esquerda, Dátolo centralizado e Luan na direita. Lucas Pratto na frente.

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Jogo começa movimentado, bem disputado. Atlético com mais posse de bola, mais organizado, criando as melhores oportunidades, sempre pelos flancos, principalmente pelo lado direito com Marcos Rocha. Lucas Pratto se movimentando bastante, saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô. Muita movimentação/mobilidade do quarteto ofensivo. Linha ofensiva mais móvel. Pressionando a saída de bola corintiana em blocos altos, triangulações e trocas de passes no campo de ataque. Além, das jogadas aéreas com Lucas Pratto e Leonardo Silva.  Dátolo se movimentando bastante, armando o jogo, jogando entre as linhas. Thiago Ribeiro fazendo o facao pelo lado esquerdo. Defensivamente, 4-4-1-1 com Lucas Pratto e Dátolo na frente, blocos médios, compactos, negando os espaços, encaixes curtos, marcação alta no início com pressão na saída de bola.

Corinthians com bastante movimentação do quarteto ofensivo. Arriscando chutes de média distância. Saindo rápido nos contra-ataques. 4-1-4-1 com muitas mudanças, ainda sem o entrosamento ideal. Mesmo assim, criando oportunidades, trocando bastante passes, boa organização defensiva, aplicação tática, compactação curta em blocos baixos, como pede o futebol moderno. Alternava pressão alta na saída de bola, quando adiantava as linhas, e blocos baixos.

Sem título

Flagrante do 4-1-4-1 corintiano. E vale destacar também a aproximação de Dátolo e Rafael Carioca na saída de bola atleticana para fazer a transição ofensiva.

Na etapa final foi de substituições e novidades. No Galo a principal mudança foi a entrada de Juan Cazares, equatoriano, 23 anos, habilidoso, driblador, chuta bem de fora da área, tem muita movimentação e velocidade. Foi dele o único gol da partida começou com ele, tocando em profundidade para Lucas Pratto, que só rolou para Hyuri abrir o placar. Eduardo, Lucas Cândido, Carlos, Patric e Erazo também entraram na segunda etapa.

Pelo lado do Corinthians, Edilson, Yago, Guilherme Arana, Marciel, Moisés, Cristian, Mendoza, Lucca e Marlone entraram. Tite ainda precisa de reforços, caso de Guilherme que está bem encaminhado.

Ainda é cedo para analisarmos a fundo as equipes. É fase de adaptação, entrosamento, preparação. Nas primeiras observações, o Galo larga na frente, com um entrosamento melhor e base mantida.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel