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São Paulo mais leve. Mas é pouco

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo precisa de pontos – com urgência, pra ontem, a todo momento, para fugir de vez do fantasma da Série B. E conseguiu mais três, neste domingo, no clássico com o Flamengo. Os 2 a 0 no Pacaembu são mais um passo para evitar vexame histórico. Com 37, não está fora de perigo, mas deixou um monte de concorrentes para trás.

A vitória foi construída na escalação – com a entrada de Jucilei no meio e Edimar na lateral esquerda. E prosseguiu com a postura dentro de campo, sobretudo no primeiro tempo, quando surgiram os gols decisivos, com Pratto aos 13 e Hernanes aos 39.

Gols de dois dos mais experientes do grupo, dois que voltaram a ser essenciais na tarefa de Dorival Júnior de tirar o time da lama. A dupla deu conta do recado, na primeira parte. Na segunda, no período em que o Fla buscou reação, apareceu Sidão para fechar o gol. No mais, o restante da tropa paulista se sustentou bem, na tarefa de evitar novo tropeço.

Muito bem, a hora é de o torcedor são-paulino respirar aliviado, acreditar na permanência na elite e manter o apoio, como tem sido recorrente neste ano. (Mais de 32 mil estiveram no estádio histórico e que ainda pertence ao povo paulistano…)

Mas também cabem algumas reflexões. A primeira e mais óbvia: outra vez a comemoração é porque se evitou o mal maior e não uma conquista? Novamente, um dos clubes mais vencedores do futebol brasileiro passa por constrangimento? Ok, vale a brincadeira de que “time grande não cai”. Porém, é necessário lembrar que fugir do descenso não é coisa de time grande.

Time grande briga por títulos – e isso tem sido raro pelos lados do São Paulo há quase uma década. Não custa lembrar que, após o tri nacional de 206, 2007, 2008, só veio uma taça: a Sul-Americana de 2012, e ainda assim numa final esquisita contra um rival frágil.

A seca tricolor é enorme, a maior dos últimos 50 anos. Se passar em branco em 2018, completará uma década perdida. Perdida dentro de campo, com equipes medianas (ou medíocres) e nos bastidores, com uma política interna ultrapassada.

O são-paulino está aliviado, mas é pouco. Ele quer a volta de conquistas, como manda a tradição do clube.

Um tricolor suspira e outro transpira

Leia o post original por Antero Greco

Torcedores de Fluminense e São Paulo são atropelados por fortes emoções – e pelo jeito será assim até o final do Brasileiro. Os tricolores do Rio suspiraram aliviados, com os 3 a 1 na noite desta quarta-feira, no Maracanã. Os paulistas transpiram, de medo, porque a ameaça de rebaixamento ainda é fantasma a rondar, sempre por perto.

O Flu tem 38 pontos, seis deles conquistados nos últimos dois jogos. Como há uma montanha de equipes emboladas, foram suficientes para fazê-lo subir da zona de descenso até, quase, a parte de cima da tabela. O São Paulo se manteve nos 34 e vai torcer para que Sport, Vitória e Ponte tropecem nesta quinta-feira. Caso contrário, retorna ao Z-4.

Abel Braga e Dorival Júnior apostaram basicamente nas formações que se deram bem no final de semana. O técnico do Flu voltou confiar em um grupo mais experiente, por considerar que o momento exige o máximo possível de jogadores rodados. O treinador são-paulino repetiu escalação, pois gostou do desempenho da rapaziada na vitória de virada sobre o Atlético-PR (2 a 1). Acredita que, quanto menos mexer, tanto melhor na reta final.

O clássico esteve equilibrado até os 22 minutos do primeiro tempo. Daí, em dois lances, praticamente foi definida a sorte das equipes. O Flu abriu o marcador com Henrique Ceifador, em cobrança de pênalti. Aos 24, Sornoza dobrou a vantagem. Pronto, o panorama mudou da água pro vinho. O tricolor carioca respirou relaxado e o paulista se apavorou.

Assim foi também no segundo tempo, com um time a cadenciar o jogo e outro a tentar de toda forma diminuir a diferença. Sem sucesso. Cueva e Pratto, importantes no sábado, não foram bem e cederam lugar para Shaylon e Thomas, enquanto Lucas Fernandes nem voltou do intervalo; na vaga dele estava Maicosuel. Sabe o que mudou na prática? Nada.

O Flu não foi ameaçado e ainda fez o terceiro, de novo em pênalti, cobrado por Robinho, já num momento em que não adiantaria reação. Shaylon contou com a sorte, no finalzinho, para diminuir. O São Paulo sofreu a 13.ª derrota no campeonato, 11 delas como visitante. Tem oito pontos ganhos fora de casa. Não é por acaso que continua com medo da Série B.

Baixou o santo salvador em Sidão…

Leia o post original por Antero Greco

Futebol é treino, é qualidade, é improviso, é sorte. E tem um quê de superstição que não se pode negar. Nem céticos, agnósticos, ateus ficam imunes ao imponderável.

Pois admito que senti que o São Paulo não cai nos segundos finais do jogo com o Sport, na tarde deste domingo. Aquele 1 a 0 raquítico, frágil persistia, dava uma agonia no torcedor – mesmo em que não fosse tricolor. Dava para pegar no ar a apreensão no Morumbi.

E o juiz Daronco, o fortão da arbitragem, a dar minuto e mais minuto de acréscimo. Começou com dois, subiu para três, quatro, cinco… E o Sport com a bola nos pés.

Até que veio o cruzamento para a área são-paulina, a cabeçada de Thomaz, firme, colocada. Sidão voou, espalmou, mandou para escanteio. O cronômetro batendo nos 50 minutos, vem a cobrança e nova cabeçada, agora de Henriquez, mais perto ainda. E lá saltou Sidão!

Daronco apita, acaba o jogo, todo mundo abraça Sidão, a torcida grita o nome do goleiro, pula nas arquibancadas, como se fosse uma conquista de título. E, de certa forma, foi.

Esse resultado era imprescindível na luta para fugir da zona de rebaixamento, para afastar o perigo de queda inédita. Até o empate seria desastroso. Nem tanto na matemática – há equilíbrio demais na parte de baixo da tabela. Mas pelo aspecto psicológico. Se cedesse dois pontos em casa, cresceria a insegurança da turma de Dorival Júnior.

O São Paulo manteve a gangorra durante o jogo. Começou em ritmo lento, acelerou um pouco, testou os reflexos de Magrão uma vez ou outra. De novo, estava dependente as ações de Cueva e do esforço de Lucas Pratto. Em compensação, no meio a marcação funcionou e a defesa ficou menos exposta.

O primeiro sinal de alívio veio aos 35 minutos da etapa inicial, com o gol de Marcos Guilherme, uma das apostas de Dorival. Uma forma de tirar a pressão. Controle do jogo até o intervalo.

A segunda parte esteve a ponto de proporcionar decepção, como em confrontos recentes e em casa. O São Paulo desacelerou, o Sport percebeu e se atreveu a ir à frente. Sem muito entusiasmo, também, e sentiu a ausência de Diego Souza.

Mesmo assim assustou, sobretudo na reta final, quando partiu para o tudo ou nada. Por um triz não estragou a tarde de domingo. Não tivesse baixado um santo salvador em Sidão…

Gente, assim o São Paulo não cai.

Dorival enfrenta campanha de parte de conselheiros por sua demissão

Leia o post original por Perrone

Acabou o prazo de Dorival Júnior para arrumar o time. Essa é a opinião de parte dos conselheiros do São Paulo que cobra a demissão do treinador. Da mesma forma, há membros do Conselho Deliberativo que querem a saída do diretor executivo de futebol Vinícius Pinotti.

Não corrigir antigas falhas, incapacidade de fazer a equipe evoluir, mesmo com tempo para treinar devido à parada no Brasileirão, e o fato de o tricolor permitir o empate contra a Ponte Preta após estar vencendo por 2 a 0 são usados como argumentos contra o treinador.

“Demos todo apoio ao Dorival, mas tudo tem limite. Chega do Dorival, o time não se encontrou com ele. E os resultados mostraram que o desempenho dele foi pífio”, disse o opositor Newton Luiz Ferreira, o Newton do Chapéu. As afirmações foram feitas em mensagem enviada a seus contatos por telefone celular.

“Eu contrataria o Leão como treinador e o Muricy como coordenador”, completou o oposicionista no texto. Indagado pelo blog sobre Dorival, Ferreira respondeu: “Dei dois meses para avaliar o trabalho dele, mas depois de hoje (sábado no jogo com a Ponte) não dá mais. Técnico é como vendedor, a análise é simples, pelos resultados”, disse.

Newton não cita Pinotti, mas há no conselho quem entenda que o executivo perdeu a blindagem que tinha. Parte de conselheiros influentes entendia que ele não podia responder por problemas de planejamento ocorrido antes de maio, quando assumiu o cargo. No entanto, politicamente, Pinotti já enfrentava críticas por ocupar um cargo executivo sem antes ter exercido função profissional no futebol.

Sócio do clube, ele era dirigente do departamento de marketing e foi um importante aliado de Leco na campanha pela reeleição presidencial neste ano.

Vale lembrar que os conselheiros não têm poder de decisão em relação à permanência ou não de técnicos e diretores. Porém, a opinião da maioria costuma ser analisada pelos presidentes de clubes.

SP segue roteiro de Série B

Leia o post original por Antero Greco

É duro admitir, mas o São Paulo segue roteiro de Série B. O que acontece com ele é filme velho, repetido, visto anteriormente com outros grandes times nacionais. Com desfecho sofrido e invariável.

Os personagens e episódios são conhecidos: elenco bom, embora supervalorizado e que não rende o que se espera dele. Saída de jogadores durante a temporada, oscilação no desempenho e trocas de técnico. A isso se somam os tropeços em casa e o retrospecto ruim como visitante. Então, bate o desespero. Vem a queda.

Em certas ocasiões, ocorre o milagre da salvação em cima da hora. Aquela reviravolta sonhada, que transforma vilões em heróis. Como aconteceu anos atrás com o Fluminense.

E, pelo visto, é nisso que passarão a apostar os tricolores nas 15 rodadas restantes. Além de torcerem para que os diversos concorrentes da parte de baixo da classificação não deslanchem. Ou seja, uma combinação improvável, mas não impossível, de boas notícias.

Outra vez o São Paulo ficou no quase. No jogo com a Ponte Preta, na noite deste sábado, o time de Dorival Júnior não foi bem. Teve dificuldade para criar, chutou pouco a gol, no primeiro tempo, mas ainda festejou vantagem, com cobrança de falta perfeita de Hernanes. Ele mais uma vez. Sempre o Profeta, a estrela solitária da companhia.

No segundo, as coisas melhoraram, com o gol de Bruno aos 11 minutos. Alívio, festa para os 43 mil torcedores no estádio. A confiança de que por algumas horas a zona de rebaixamento ficaria para trás. A Ponte dava a impressão de estar perdida.

O pesadelo visto em outros jogos apareceu aos 19, com pênalti de Jucilei, que tomou cartão amarelo, a cobrança de Danilo e o gol. A síndrome do pânico tomo conta do São Paulo e fez estrago aos 30, com o empate em lance de Leo Gamalho. E foi a Macaca quem teve chance de virar, em outras duas boas jogadas.

O São Paulo ruiu ao ficar com um a menos e ao ceder a igualdade. Sobressaiu o nervosismo, os erros vieram à tona, se acumularam passes errados. A bola queimava os pés dos jogadores.

As duas semanas de treinamentos não serviram para nada. Ou melhor: serviram para mostrar que, além de limitação técnica, o São Paulo está mal da cabeça. O psicológico parece lá embaixo, como a pontuação na tabela.

Dias tensos no Morumbi.

 

Palmeiras agrava angústia do SP

Leia o post original por Antero Greco

Se você pegar apenas o placar, imaginará que Palmeiras x São Paulo foi um clássico empolgante. Claro, 4 a 2 chama a atenção, é significativo. Verdade, em parte. Gols sempre são bem-vindos no futebol. Desde que reflitam consequência de bom desempenho.

E, a rigor, nem os vencedores verdes tampouco os perdedores tricolores tiveram atuação notável no clássico disputado na tarde deste domingo no Allianz Parque. Ganhou a turma da casa por boas jogadas individuais e, de certa forma, por ter sido um pouco menos instável. O que não significa que finalmente tenha encontrado uma forma confiável de jogar.

Palmeiras e São Paulo continuam em busca de identidade. Com uma diferença: um time está na parte de cima da tabela (36 pontos e a quarta colocação), o outro permanece na zona de rebaixamento (23 pontos, 27 a menos do que o líder Corinthians).

No mais, se assemelham na oscilação, em falhas defensivas, em inquietação dos respectivos treinadores para encontrar o equilíbrio. Essas limitações ficaram evidente até no andamento do marcador. O Palmeiras, por exemplo, começou melhor, mas cedeu a vantagem ao São Paulo num contragolpe em que Pratto serviu Marcos Guilherme.

Os palmeirenses sentiram o baque, esqueceram o pouco de organização, se expuseram, correram risco de levar o segundo (chute de Marcos Guilherme no travessão). Mas viraram com dois belos gols de William. O São Paulo só não ficou no prejuízo porque Hernanes empatou pouco antes do intervalo.

Na segunda parte, prevaleceu a força do elenco. Dorival havia feito uma substituição forçada (Gilberto no lugar de Pratto, contundido) e ainda recorreu a Lucas Fernandes (na vaga do apagado Cueva) e Denilson (Marcos Guilherme). Não funcionaram. Já Cuca colocou Keno e tirou Bruno Henrique, depois apostou em Hyoran para a posição de Guerra e no finalzinho mandou Thiago Santos a campo para segurar a vantagem e sacou Deyverson.

O São Paulo teve espasmos de bom futebol, achou três contra-ataques e, num deles, poderia ter marcado, com Rodrigo Caio. O Palmeiras teve mais posse de bola, menos nervosismo do que em ocasiões recentes, uma pitada de ousadia e pontaria. Assim fez o terceiro, com bonita finalização de Keno, na meia-lua. E, já nos acréscimos, Hyoran fechou a conta.

As duas equipes terão dificuldade intensa até o final do campeonato. O Palmeiras dá uma respirada, porém se mantém longe do ideal. O São Paulo esboça reação, às vezes se comporta bem, mas carrega o peso da má fase. Por sorte, ou consolo, ninguém dispara à frente dele, o que lhe dá esperança – ainda grande – de evitar a Série B. Mas precisa acordar logo.

Para parte da direção do SPFC Dorival é mais hábil com atletas do que Ceni

Leia o post original por Perrone

Com José Eduardo Martins, do UOL, em São Paulo

Para pelo menos parta da diretoria do São Paulo Dorival Júnior tem mostrado mais habilidade na relação com os jogadores do que Rogério Ceni.

Quem pensa assim acredita que o atual treinador caminha para conquistar a confiança do elenco de maneira que seu antecessor não conseguiu.

Este blogueiro ouviu de membro da diretoria que Ceni “se derrubou”, principalmente, por falhar no trato com os atletas. Ele não teria conseguido fazer os jogadores acreditarem em seu esquema tático e nem correrem por ele por falta de empatia.

A análise sobre o trabalho do ex-treinador passa pela maneira dura como ele tratava os atletas em algumas ocasiões. Há exemplos como o dia em que Ceni deu bronca nos jogadores e chutou um quadro usado para passar informações no vestiário no intervalo da derrota por 2 a 0 para o Corinthians na seminfinal do Paulista. Parte do objeto caiu em cima de Cícero.

Porém, a diferença entre o técnico anterior e o atual é mais ilustrada por integrante da diretoria com Cueva. O relato é de que internamente Ceni mais cobrava do que apoiava o peruano. O jogador chegou a demonstrar insatisfação ao ser substituído na vitória por 2 a 0 sobre o Avaí no Morumbi.

Já Dorival é descrito como capaz de equilibrar apoio e cobranças ao peruano. Um exemplo citado é de que logo de cara ele afirmou para Cueva que o atleta seria o seu “camisa 10”, o cara, mas que para isso precisaria diminuir seu percentual de gordura.

Outro caso que pontua a diferença na relação dos dois treinadores com os jogadores está relacionada aos parentes dos atletas. Ceni não demonstrava simpatia com a visita de familiares de seus comandados ao centro de treinamento. Cícero, por exemplo, desagradou ao ex-goleiro quando levou seu filho ao local de trabalho. Com Ceni no comando, as visitas de parentes rarearam. Desde a chegada de Dorival, no entanto, elas voltaram a acontecer.

O entendimento de parte da  direção é de que o atual treinador ainda precisa de mais tempo para construir um relacionamento forte com o elenco, mas que já superou o antecessor em termos de cativar os comandados e usar isso para aumentar a entrega deles durante as partidas.

Na última reunião do Conselho Deliberativo tricolor, Vinícius Pinotti, diretor executivo de futebol, afirmou que faltou inteligência emocional para Rogério em sua passagem pelo clube como técnico.

Quem balança mais???

Leia o post original por Craque Neto

No próximo domingo teremos o clássico entre Palmeiras e São Paulo no Allianz Parque. Levando em consideração a fase das duas equipes é claro que o favoritismo fica com o Verdão, que apesar da instabilidade técnica tem um elenco bem superior ao do rival. Ainda assim é bom lembrar que no último encontro entre ambos quem se deu melhor foi o Tricolor. Vitória por 2 a 0, gols de Luiz Araújo e Pratto. Lembram? Dois peruzaços do goleiro Fernando Prass, diga-se de passagem! Mas se tem alguém bem ligeiro e preocupado com o placar desse duelo são os dois treinadores. […]

O post Quem balança mais??? apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Quem balança mais???

Leia o post original por Craque Neto

No próximo domingo teremos o clássico entre Palmeiras e São Paulo no Allianz Parque. Levando em consideração a fase das duas equipes é claro que o favoritismo fica com o Verdão, que apesar da instabilidade técnica tem um elenco bem superior ao do rival. Ainda assim é bom lembrar que no último encontro entre ambos quem se deu melhor foi o Tricolor. Vitória por 2 a 0, gols de Luiz Araújo e Pratto. Lembram? Dois peruzaços do goleiro Fernando Prass, diga-se de passagem! Mas se tem alguém bem ligeiro e preocupado com o placar desse duelo são os dois treinadores. […]

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São Paulo, ainda muito a melhorar

Leia o post original por Antero Greco

O São Paulo suou, tomou susto, levou virada e aplicou virada. Enfim, venceu depois de duas derrotas seguidas. No momento, está fora da zona de rebaixamento. Mas os 3 a 2 sobre o Cruzeiro, na manhã desde domingo, Dia dos Pais, mostraram que Dorival Júnior ainda terá muito trabalho para tornar a equipe confiável e segura até o fim do Brasileiro.

O Morumbi lotado por pouco não viu outra decepção tricolor. Dorival mexeu na formação titular, a principal mudança foi a entrada de Militão no meio, no lugar de Jucilei. A intenção era tornar a saída no meio-campo mais ágil. Não conseguiu e ainda enfraqueceu a marcação. Tanto que o Cruzeiro, com mistão, teve a primeira chance, com pênalti que Sassá sofreu, cobrou e não aproveitou.

O time mineiro foi melhor na etapa inicial. Controlou o jogo, reteve a bola, apostou no tempo como fator para deixar o São Paulo intranquilo. Hernanes aparecia pouco, assim como Petros (substituído por Gilberto) e Pratto, Rodrigo Caio em determinado momento adiantou-se para iniciar jogadas, enquanto Militão recuou para a zaga.

A torcida estava tensa, pedia a entrada de Jucilei e ensaiava protestos. Até que veio a falta, no último lance antes do intervalo. Bola perto da entrada da área, a batida perfeita de Hernanes e o gol. Gol de alívio, de esperança, de suspiro para um segundo tempo menos sofrido.

Será? Engano.

O Cruzeiro voltou mais decidido e, em dois lances de velocidade – e de erros da zaga tricolor -, Sassá virou. Em poucos minutos, voltaram o drama, o medo de continuar afundado na tabela. Na base do abafa, e com Jucilei em campo (Militão saiu), veio o empate com Arboleda, de cabeça, e com ele novamente a crença de que a tragédia seria evitada.

E foi, mas com participação decisiva da arbitragem. Rafael Traci viu pênalti de Ezequiel em dividida com Gilberto. Lance pra lá de duvidoso, pois teve um parecido, em favor do Cruzeiro (mas fora da área), que ele considerou normal. Hernanes bateu com categoria e fez o 3 a 2.

O São Paulo tem condições de livrar-se de rebaixamento inédito. Depende apenas de si. Mas continua longe de ser estável, eficiente. Está na fase em que é imprescindível acumular pontos; entende-se a afobação. Porém, tem de evoluir, dar um salto de qualidade para ser consistente. Por ora, o futebol que mostra é pobre.