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Um técnico de verdade resolveu os problemas da Seleção Brasileira.

Leia o post original por Nilson Cesar

Não tenho nada de pessoal contra o ex técnico Dunga. Aliás, mal o conheço. Como treinador de futebol sempre achei que era um cara limitado. Agora temos um treinador que está ocupando o cargo por meritocracia. Conseguiu  resgatar o interesse do torcedor pela seleção brasileira e deixamos de ser a seleção do Neymar. Agora temos a seleção do professor Tite. Entendo que o Brasil estará muito forte na Copa da Russia. Teremos sim boas chances de conquistar o título mundial mais uma vez. Neymar estará ainda mais maduro e temos um grupo de jogadores inteligentes taticamente . Irei torcer muito pelo time brasileiro, e a conquista de um título mundial faz sim muito bem para todo o futebol do Brasil. Reflete em todos os meios do futebol e isso é muito bom e positivo. Parabéns ao professor Tite. Ele para mim é o grande nome da Seleção Brasileira.

A caminhada do Brasil é longa, mas toma rumo certo

Leia o post original por Antero Greco

Quando Tite foi escolhido para substituir o técnico Dunga e Gilmar Rinaldi, o Brasil do futebol respirou aliviado. Quando a seleção venceu o Equador, em Quito, por 3 a 0 ficou claro que se iniciava uma nova era.

E quando Miranda fez o gol contra a Colômbia, logo a dois minutos de jogo, após cobrança de escanteio, em Manaus, eu vou confessar uma coisa: meu primeiro pensamento foi torcer por uma goleada que espantasse todos os fantasmas dos últimos anos, levando junto todos os dirigentes da CBF.

Claro, que eles saindo, um ar mais puro e respirável se espalharia pelos nossos estádios, torcedores violentos seriam expulsos, os jogadores teriam seus direitos respeitados e as manobras de bastidores seriam banidas para sempre.

Mas é óbvio que era só um delírio!

A goleada não aconteceu na Arena da Amazônia, mesmo porque o time treinado por José Pekerman não é um adversário qualquer. A Colômbia tem esquema de jogo, toque de bola e um meia da estirpe de James Rodriguez.

Daí que apesar da excelente exibição do ala Marcelo e de Neymar pela esquerda, o primeiro tempo foi equilibrado. E também em um lance de bola parada, numa cobrança de falta de James Rodriguez, o zagueiro Marquinhos desviou de cabeça e marcou contra: 1 a 1.

O segundo tempo prometia: aos 5 minutos, o colombiano Muriel finalizou com perigo, logo depois, Neymar – em noite especialmente elétrica – deu um corte e driblou dois zagueiros inimigos, em um lance de cinema. Tudo seguia rigorosamente igual, quando Tite colocou Philippe Coutinho no lugar de William. Ele entrou e deu a impressão de conhecer todos os atalhos do campo: dominou o setor de criação, achou espaços e ajudou o Brasil a chegar à vitória.

Quando Neymar recebeu seu passe pelo setor esquerdo, sabia exatamente o que fazer. Ele bateu cruzado, sem chance para Ospina: 2 a 1, aos 29 minutos. No fim foi o jogador mais procurado para as entrevistas, enquanto Neymar finalmente deixava um Brasil e Colômbia sem brigas. Recebeu até os cumprimentos do técnico adversário.

A seleção agora está a apenas um ponto do Uruguai, que lidera as Eliminatórias Sul-americanas da Copa do Mundo.

O Brasil não ganhou de goleada, mas já se respira um outro ar com a chegada de Tite. Quem sabe esse ar não se torne irrespirável para os dirigentes que ainda estão na CBF.

Agora a seleção brasileira tem um treinador de verdade

Leia o post original por Nilson Cesar

Tite começou muito bem no comando da seleção do Brasil. Agora temos um treinador de verdade. O Brasil venceu o Equador em Quito e joga agora contra a Colômbia em Manaus. Por se tratar de estréia acho que vimos coisas bem positivas e ao menos renasce a esperança de vermos um futebol brasileiro mais forte e mais respeitado.Dunga não é técnico de futebol e isso para mim está bem claro. Tite sabe ganhar o grupo. Ficou evidente que temos um treinador muito mais querido e com grande competência. Terá ainda muito trabalho pela frente, mas agora volto a acreditar na seleção do Brasil. Temos uma boa geração de jogadores e um técnico para formar um time. Agora vai!

Neymar vira Rei do Sub-23

Leia o post original por Fernando Sampaio

weverton-defende-cobranca-de-penalti-da-alemanha-1471735553818_v2_600x337Roteiro incrível.

Até a simulação de contusão do Neymar foi dramática.

O atacante do Barcelona roubou a cena na final olímpica.

Weverton decidiu, fez a diferença, mas Neymar ficou com o último lance.

Diferente do Tafarel.

Neymar é predestinado.

A conquista foi maravilhosa. A euforia é tão grande que já começamos a ouvir comentários muito divertidos. Depois de levar uma surra na Copa, mostrar um futebol pífio nas Eliminatórias e ser vaiado durante toda a primeira fase no Rio 2016 já ouvimos frases do tipo: “Aprendemos a lição” ou “Esta equipe tem outra pegada”.

Divertido.

Torcedor torce e distorce. A pior distorção é daqueles que dizem “várias gerações tentaram e só esta conquistou”. Calma, primeiro é preciso ler um pouco, aprender a história, etc… Várias gerações não puderam disputar o ouro.

Até o final da Segunda Guerra o futebol era bem bagunçado nos Jogos. O Brasil só entrou na disputa em 1952 e mesmo assim com uma equipe com idade media de 18 anos. Não disputamos 56. Roma outra vez com garotada.

Não disputamos Olimpíadas com a seleção campeã em 58, 62 e 70.

Vale lembrar também que entre 1950 a 1970 os países do Leste Europeu mandavam suas seleções principais para enfrentar a garotada. Comunistas sempre burlaram os Jogos para fazer propaganda enganosa. Portanto, várias gerações de juvenis brasileiros disputaram contra velhas raposas. A disputa era super desigual e injusta.

Em Los Angeles 1984 FIFA e COI tentaram uniformizar a regra. Mesmo assim quem já havia jogado numa Copa não podia jogar Olimpíada. Os melhores jogadores brasileiros continuavam não participando das Olimpíadas. O Brasil mandou o Internacional de Porto Alegre e foi prata com Gilmar, Dunga, Mauro Galvão e Milton Cruz.

Em Barcelona 92 mudaram mais uma vez a regra: Só jogadores até 23 anos. Em Atlanta 2006 a regra permitiu a utilização de três acima dos 23 anos. Por isso o torneio olímpico sempre foi considerado torneio Sub-23 da FIFA.

Isso não tira o mérito dos campeões de 2016.

Campeão é campeão, ouro é ouro, o Brasil merecia ganhar da Alemanha e ganhou.

Cuidado só com a frase “várias gerações tentaram” porque isso é uma tremenda bobagem.

Quanto a evolução em dois anos, vamos aguardar as Eliminatórias.

O Brasil tem um confronto em Quito, lá será futebol de gente grande.

Enquanto isso podemos gritar que “Neymar é o Rei da garotada Sub-23”.

 

 

Opinião: Neymar precisa desligar o ‘modo Dunga’

Leia o post original por Perrone

Capitão da seleção brasileira, Neymar destoa do clima construído pelo técnico Rogério Micale e também por Tite na seleção principal após a queda de Dunga.

Os dois treinadores estabeleceram uma relação pacífica com a imprensa e com a torcida, sem fazer bico depois de uma pergunta que não gostem. Nem deixam transparecer que não gostam.

Já o principal jogador do time nacional, voltou a mostrar irritação com críticos após o empate em 0 a 0 com a África do Sul na estreia na Rio-2016. “Eu procuro estar presente. Não jogamos em função de um jogador só para que a equipe se movimente inteira. É como o Barcelona joga, a gente joga em função do Messi e ele é o cara que toca mais na bola. Ninguém fica ‘chateadinho’ por jogar a bola no Messi. Muita gente não entende isso e acaba falando besteira”, disse ele depois do jogo.

Antes, durante a fase de preparação, ele já mostrara irritação ao ser perguntado sobre seu comprometimento com a seleção brasileira. Seu comportamento arredio combina mais com a era Dunga, em que o treinador estava sempre pronto para uma boa briga. Neymar parece que parou no tempo. Ainda está naquela fase de nós contra todos da época ex-técnico do Brasil.

Ele tem o direito de ser duro com os críticos, mas precisa perceber que os tempos mudaram e analisar se não está errando na dose. Além disso, como capitão, Neymar deveria trabalhar para criar um ambiente favorável para a seleção ao jogar em casa. E o comportamento diante das câmeras é fundamental para isso. As entrevistas deveriam ser usadas por ele para fortalecer a ligação da torcida com a equipe, entre outras coisas. Mas não é nervosinho que conseguirá isso.

 Pior, fica o temor que essa irritação seja levada para o campo e resulte em cartões que deixem o Brasil desfalcado de seu principal jogador. E isso não seria novidade.

Nada supera a Seleção e o Corinthians

Leia o post original por Milton Neves

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Foto: Marcos Júnior Micheletti/Portal TT

Tite foi embora para a Seleção e você leu 200 mil vezes aqui que isso aconteceria.

“Basta demitir o Dunga que Tite assume. Ético, não aceita nem discutir o assunto existindo um treinador no cargo, mas morre de vontade de atingir o ápice de sua carreira”.

Foi o que me disse ao vivo na Band News FM no Mercado Municipal em 25 de janeiro de 2012.

Não deu outra e o resto é conversa mole.

Agora é torcer e apostar em seus conhecimentos, em seu raro tato para o trato com os jogadores, em sua estrela de ganhador e por seu poder de iluminar e higienizar ambientes.

Trata-se de um sujeito confiável, especial, vencedor e que apareceu em rede nacional pela primeira vez em agosto de 2000, no emblemático “SuperTécnico” da Band.

Se ele agora não der jeito é porque hoje somos mesmo de Série B.

Assim, já temos Neymar, um general em campo e recruta zero na internet, o melhor treinador, o Marcelo e o Thiago Silva, se deixar a soberba de lado.

Sim, ainda falta muito.

Mas com Dunga estava faltando tudo.

Ah, mas Tite assinou manifesto contra Del Nero, aliás, como todo mundo é!

Assinou sim, assim como a então grande estrela Osmar Santos aprovou e vistou aquele ousado, livre, mas triste e lamentável manifesto político pró-Maluf contra Suplicy na eleição pela prefeitura de São Paulo em 1992.

“Assinei sem ler, fui manipulado”, afirmou Osmar mil vezes, à época “avoado” e envolvido em “trocentas” atividades jornalísticas, esportivas, publicitárias e políticas.

Trabalhei por muitos anos com Osmar Santos, a quem hoje muito encontro no Shopping Frei Caneca.

Tite não foi manipulado, mas entrou na onda, creio, porque tinha e tem mesmo esta opinião e deve ter sacado que aquilo poderia ser mais um degrau para que ele chegasse até seu sonho, a seleção.

Oswaldo de Oliveira, ainda neste campo dos “manifestos”, oportunistas ou não, entrou de gaiato indo visitar Lula, logo após sua primeira eleição para presidente.

Ao lado de ditos notáveis, Oswaldo integrou a bem-intencionada comitiva esportiva até o Planalto quando se pretendia entregar ao novo presidente o que seria a salvação de nosso futebol.

O encontro, óbvio, saiu na TV, Ricardo Teixeira viu e descartou para sempre Oswaldo de Oliveira que, à época, era o Felipão-2001 e o Tite-2016.

Tonto também foi Muricy Ramalho, que seria o técnico da Copa de 2014.

Já “empossado”, refugou, mesmo com a ESPN flagrando o “acerto” dele com o Ricardo Teixeira no Jóquei Clube do Rio.

“Ricardo Teixeira falou tudo para Muricy, menos quanto ´nós vamos` ganhar por mês”, ouvi de um simplório assessor do atualmente afastado treinador.

Ora, ponderei a ele ao telefone, como no ar, que salário (de R$700 mil!!!) era o de menos diante do que o cargo agregaria de valor à marca internacional de Muricy, além de dezenas e dezenas de contratos publicitários pré-Copa e durante o Mundial.

Ficou no Fluminense, foi mais tarde demitido e perdeu o bonde da história.

Resultado: Mano ganhou o cargo, mas Felipão ficou com tudo: o “contratão”, Copa “fácil” de ganhar em casa, garoto-propaganda de mil marcas, gorda indenização e o “fantástico” e histórico 7 a 1 da Alemanha como doído “troco” que apagou 2002 de seu currículo.

Moral da história: convite da Seleção Brasileira não se recusa, para treinador e jogador.

Seja quem for o presidente de plantão na CBF!

Enquanto ela existir – e já deveria ter acabado – e enquanto Del Nero for presidente – e já deveria ter saído -, não haverá outro caminho ou jeito para um treinador atingir o topo de sua carreira.

E o contrato de Tite, que andou demorando um pouquinho, foi só para que salvaguardas fossem devidamente “datilografadas”.

Nem precisava, ninguém manda no gaúcho Tite, como ninguém manda na baiana Tia Eron.

Força, Tite, e que o Corinthians inove em sua substituição, evitando medalhões e apostando em novidades boas como Fernando Diniz, Argel, Sylvinho ou Eduardo Baptista.

Se chamado mesmo, como Tite, o novato aceitará porque o Corinthians é a Seleção Brasileira dos times, queiram ou não.

OPINE!!!

Cartolas não querem que Del Nero dê amplos poderes a Tite

Leia o post original por Perrone

A informação de que Tite exigiria, além de autonomia para montar a comissão técnica da seleção brasileira, escolher o substituto de Gilmar Rinaldi, gerou reação negativa de presidentes de federações estaduais e de integrantes da diretoria da CBF.

O entendimento é de que o treinador é o melhor nome para o cargo, mas que não pode ter poder até para escolher seu chefe. Esses cartolas avaliam que pelo menos o coordenador de seleções tem que ser um homem de confiança de Marco Polo Del Nero. E que se Tite não aceitar isso, outro técnico deve ser procurado.

Eles trabalham com a informação de que o corintiano quer Edu Gaspar, diretor remunerado do Corinthians, no lugar de Rinaldi, e não gostaram da indicação.

Gaspar é homem de confiança de Andrés Sanchez, principal opositor de Del Nero.

Independentemente do desejo de seus apoiadores, o histórico do presidente da CBF mostra que ele não é de deixar outros indicarem ocupantes de postos chaves nas entidades que comanda. Foi assim quando trocou quase toda a tropa de Ricardo Teixeira na confederação.

Marco Polo continua, isso sim é relevante e revoltante

Leia o post original por Fernando Sampaio

alx_marin-dunga-del-nero_originalIncrível.

Marco Polo é um dos piores cartolas do futebol mundial.

Fez uma péssima administração na FPF.

Foi a pior gestão da arbitragem paulista.

Criou as piores fórmulas do Paulistão, estadual que até hoje muda o formato a cada ano.

Não sai do Brasil com medo de ser preso.

Continua manda chuva na CBF.

Dizem que é laranja do Ricardo Teixeira, sinceramente duvido.

Neste sentido, a discussão sobre a saída do Dunga é irrelevante. Cada um tem sua opinião. Respeito aqueles que defendiam sua demissão, respeito aqueles que viram trabalho de renovação sendo feito… Tanto faz. Saiu Felipão, saiu Mano Menezes, saiu Dunga… Não fique surpreso com a saída de Tite antes da Copa de 2018.

Até aí tudo certo, não existe unanimidade quando o assunto é técnico de futebol.

Muricy já foi “Burricy” no São Paulo, Tite já foi “Empatite” no Corinthians….

Zagallo, Parreira, Felipão… todos os grandes campeões já foram duramente criticados.

Telê Santana era chamado de pé frio antes de ser bicampeão mundial.

Duro mesmo é ver que o Marco Polo continua no comando da CBF.

Isso sim é relevante, isso sim é revoltante.

Buda Mendes/Getty Images

A sedução que derrubou Dunga de novo

Leia o post original por Antero Greco

A queda de Dunga era bola cantada, antes até da Copa América. Escrevi aqui e falei na tevê que a competição fora de hora só atrapalharia a vida dos clubes brasileiros e traria riscos para o treinador. Se ele conquistasse o título, teria sobrevida no cargo. Caso contrário, a cabeça seria entregue de bandeja. Não deu outra: levou um chega pra lá da CBF.

E foi dispensa sem pudor. De quebra, arrastou consigo o coordenador Gilmar Rinaldi, em teoria superior dele no organograma da entidade. Gilmar se queimou por ter bancado o ex-companheiro dos tempos de seleção de 94 desde a indicação. Morreram abraçados nessa aventura fracassada. Desfecho lógico.

Dunga tem responsabilidade na própria demissão. Em primeiro lugar, por acreditar na CBF. Só com muita ingenuidade, ou ambição, para confiar na cartolagem. Não vale o argumento de que retornou ao posto que ocupou entre 2006 e 2010 por amor à pátria, por causa de um projeto de reconstrução do prestígio da seleção ou coisa que o valha. Essa de pátria de chuteiras foi alegação usada e surrada por Zagallo e Parreira.

Dunga talvez se tenha deixado seduzir pelo desejo de dar a volta por cima. Imaginou-se, como técnico de novo da seleção, como nos tempos de jogador e após a final do  Mundial dos Estados Unidos. Quem sabe lhe tenha passado pela cabeça a imagem dele a erguer a taça de campeão e, no momento da euforia, soltar palavrões e mostrar o troféu para fotógrafos e dizer: “Para vocês, bando de traíras.”

Não teve tempo, não teve resultados, não teve competência. Dunga foi boleiro sério, construiu sólida carreira, ganhou muito. Teve liderança em campo. Mas aquelas características não garantiam que pudesse transformar em técnico de ponta. Na verdade, nem teve como testar habilidades, pois de cara assumiu a seleção. E, depois de 2010, só encarou o desafio de dirigir o Inter. Desafio que logo acabou.

Em vez de seguir na profissão, de dar topadas com equipes dos mais variados níveis, Dunga não vacilou ao aceitar o convite para pegar novamente a seleção. Até se esforçou para mudar um pouco o jeito rude no contato com os jornalistas. Mas, dentro de campo, pecou por não tornar um grupo de bons jogadores (as convocações não foram ruins) em um time confiável e vencedor.

Ficou pelo meio do caminho. É jovem para a profissão de técnico. Se tiver paciência, pode crescer e brilhar. Como acontece com o parceiro Jorginho, cada dia mais seguro no Vasco.

E esqueça desejo de reviravolta na seleção. O auge, o momento inesquecível, foi o do tetra, em 94.