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Conquista heroica de Portugal

Leia o post original por Fernando Sampaio

portugalIncrível a vitória de Portugal.

Heroica.

A França era favorita na final.

Cristiano Ronaldo machucou aos 17 minutos do primeiro tempo.

Éder de Guiné-Bissau decidiu o título na prorrogação.

Roteiro dramático.

A França foi melhor na partida. Não matou, morreu. O time francês começou melhor e aumentou o domínio após a saída de Cristiano Ronaldo. Portugal lutou na defesa e explorou os contra-ataques. No final do segundo tempo o jogo já estava bem mais equilibrado.

Prorrogação dramática.

As equipes estavam cansadas e perderam eficiência na marcação.

Surgiram oportunidades dos dois lados.

Éder estava iluminado. Decidiu a Eurocopa 2016.

A França fez campanha melhor, mostrou mais futebol, mas a fórmula é mata-mata.

Torci pelos franceses, adoro o país, mas a vitória de Portugal foi maravilhosa.

 

A dor de Cristiano e a alegria de Portugal

Leia o post original por Antero Greco

Exatamente 50 anos atrás, o Brasil entrou em campo para enfrentar Portugal, pela Copa do Mundo, em Liverpool. Os lusitanos promoveram uma caçada a Pelé, que deixou o campo machucado, apoiado no massagista Mário Américo, em uma das cenas inesquecíveis do futebol.

Em Saint-Denis, neste domingo, algum velho torcedor português há de ter se lembrado da velha imagem. Só que os franceses precisaram de um golpe apenas para tirar Cristiano Ronaldo de campo. Uma entrada dura de Payet, que dobrou o joelho direito do craque, logo aos 16 minutos.

Cristiano chorou, tentou voltar, teve a perna enfaixada, chorou de novo, mas acabou saindo da partida 3 minutos e 58 segundos depois. Não, sem antes, passar a faixa de capitão ao parceiro Nani.

Desta vez, o time agressor não foi beneficiado: ao fim da prorrogação, Portugal calou a torcida francesa, venceu por 1 a 0 e conquistou o título europeu – proeza inédita.

Se o herói do título não foi Cristiano Ronaldo, houve um responsável pela taça: o goleiro Rui Patrício que, durante, os 90 minutos normais da partida fez pelo menos sete boas defesas. Sim, a França foi melhor, mas seus adversários sempre podiam surpreender nos contra-ataques.

Na prorrogação, a honra de ser o personagem da conquista coube ao atacante Éder: ele disputou cada bola com incrível vontade, enquanto que na defesa o zagueiro Pepe devolvia tudo. E, quando ele não conseguia o objetivo, aparecia Rui Patrício para neutralizar o ataque francês.

Houve um momento em que parecia que a decisão iria para os pênaltis. Mas, aos 4 minutos da segunda etapa do tempo extra, o atacante Éder dominou a bola fora da área e bateu rasteiro, sem chances para o goleiro Lloris: 1 a 0 para Portugal.

Ao contrário de Pelé, que saiu de campo em Liverpool envolvido em tristeza e numa coberta, Cristiano Ronaldo voltou ao palco, colocou a camisa 7, enrolou-se na bandeira portuguesa e levantou a taça.

O joelho? Com certeza não doía mais.

Eder, o brasiliano que orgulha Lauro Muller

Leia o post original por Antero Greco

Depois de tanto vexame futebolístico, aparece um “brasiliano” para devolver o orgulho do mundo da bola à nossa gente. Vestido com o elegantérrimo uniforme azul, com o número 17 às costas, ele se materializou no Estádio Municipal de Toulouse. Como um raio, entrou na defesa sueca. O jogo da Eurocopa já estava no finalzinho, mas ele se livrou da zaga e mandou um balaço para o gol.

Seu nome: Eder Citadin Monteiro Martins, um legítimo Lauromulense ou Lauro-milense, ou seja, natural de Lauro Muller, cidade catarinense de 14 mil habitantes.

Enquanto Dunga caçava jogadores até desconhecidos para engrossar a lista de convocados pelo mundo afora, a Itália naturalizou o menino que começou carreira no Criciúma. Em 2015, estreou contra a Bulgária e fez gol, no empate por 2 a 2. Esta manhã fez o gol da vitória italiana, 1 a o que garantiu a classificação para a próxima fase.

Eder, 29 anos, é um dos nomes mais famosos na cidade que teve as primeiras minas de carvão da região e fica ao pé da Serra do Rio do Rastro – um dos pontos turísticos mais visitados de Santa Catarina. Joga na Inter de Milão, enquanto que em Lauro Muller os bons de bola são os veteranos do time do São José, que acabou de conquistar o título de futsal numa final eletrizante contra o Matrix: 3 a 1 no tempo normal. Vitória que veio apenas nos pênaltis. Ao time derrotado, restou o consolo de ter o artilheiro da competição Moacir Benincá.

Como se vê, o futebol não morreu no Brasil, apesar dos 7 a 1, das eliminações precoces e dos desmandos que ocorrem na CBF.

(Com reportagem de Roberto Salim.)

Nem Marcelo Oliveira aguenta mais Leandro Almeida

Leia o post original por Quartarollo

Ontem Leandro Almeida não devia ter saído de casa. Só faltou ser expulso, no Pacaembu, no empate de 2 x 2 com o São Bento, de Sorocaba.

Fez lambança, errou feio, foi vaiado e até o técnico Marcelo Oliveira já avisou que perdeu a condição de titular do Palmeiras.

A verdade é que Leandro Almeida é paixão de treinador. Quem o trouxe foi o próprio Marcelo Oliveira que entregou suas falhas na coletiva pós jogo.

Custou caro, ganha um ótimo salário e hoje não pode sair às ruas que será apupado pela torcida esmeraldina.

A culpa não é dele, é de quem o contratou a peso de ouro. Desde os primeiros jogos deu para notar que não era um grande zagueiro.

Estava no Coritiba que vive brigando para não cair no Campeonato Brasileiro.

É cria do Atlético Mineiro e por isso conhecido do treinador que também, se não estou equivocado, o dirigiu no clube do Paraná.

Isso acontece quase que sempre. As paixão dos técnicos por alguns jogadores discutíveis não é anormal.

Telê Santana, um dos maiores da história, treinou para a Copa da Espanha o tempo todo com Paulo Isidoro na direita ao lado de Cerezo, Sócrates e Zico tendo à frente Sérginho e Eder e na estréia quem começou jogando foi Dirceu, que tinha disputado as duas Copas anteriores, mas que não vinha sendo aproveitado normalmente.

Telê morreu sem dar explicações a Isidoro porque tomou tal decisão. Quando perguntado só respondeu que era problema dele e que não dava satisfação quando escalava e nem quando tirava do time.

Ninguém entendeu, até Telê que no intervalo tirou Dirceu e recolocou Isidoro no time.

A formação só valeria para o primeiro jogo contra a União Soviética porque Falcão estava suspenso e não podia jogar. Isidoro não seria titular, mas muito menos Dirceu.

Se até o grande Telê tinha suas paixões mal compreendidas, porque crucificar Marcelo Oliveira por gostar de um zagueiro que entrega o ouro para o adversário.

O fato é que ficou difícil o clima para Leandro Almeida no Palmeiras. Sua recuperação é quase impossível.

O pior de tudo isso é que um técnico chega, indica jogadores e deixa de aproveitar alguns iguais ou melhores que já estão no elenco e que são cria do próprio time.

Que o diga o jovem Nathan que nunca teve boas chances no Palmeiras e já de algum tempo observa passar um monte de zagueiro ruim pelo seu time.

Esse menino precisa arranjar um técnico apaixonado por ele também, senão não vai jogar nunca.

Ele é melhor que Leandro Almeida e mais barato.

Éder ganhou a posição

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 28/03/1981

Algo que parecia impossível está acontecendo: Éder hoje é considerado o titular da ponta esquerda da Seleção do Brasil. Zé Sérgio não se dá por vencido e afirma que voltará ao time. É só uma questão de tempo. Pouco tempo.

O ponteiro do São Paulo admite que caiu de produção nos últimos tempos, mas garante que é uma fase negativa, geralmente de rápida passagem. Telê Santana vai acompanhando a disputa entre Éder e Zé Sérgio, algo agradável e que beneficia o selecionado. Não há nenhum atrito pessoal entre Éder e Zé Sérgio, mas no campo, nos treinamentos, a luta é flagrante, agressiva, violenta. Éder tem certeza que continuará no time principal. Zé Sérgio não tem dúvidas que a condição de titular será dele dentro de alguns dias. Uma batalha paralela que realmente merece ser acompanhada e aplaudida, num futebol repleto de conformismos.

Sorridente, confiante, Éder não diz abertamente, mas entende que é o titular da posição. Depois de algum tempo, conseguiu conquistar a confiança de Telê Santana e realmente tem apresentado um bom futebol. Todas as vezes que entrou no time, lutou muito, brigou com todas as suas forças e ninguém deve esquecer os elogios de Telê Santana ao ponteiro esquerdo depois da partida contra a Bolívia, em La Paz:

“Não costumo citar nominalmente ninguém, mas por justiça devo dizer que Éder foi um guerreiro. Lutou todo o tempo, atuou como atacante e como defensor. Estou muito satisfeito com ele”.

E assim Zé Sérgio começou a ser preterido. Expulso conta a Venezuela em Caracas, Zé Sérgio de fora da partida contra a Bolívia, mas Éder agradou e não tem deixado de lado as chances surgidas:

“Agora, – disse Éder – não quero mais sair do time. Não tenho nada de pessoal contra o Zé Sérgio. Aliás, nos damos muito bem, mas soube esperar a minha vez e não vou abrir mão. Todas as vezes que for escalado, tentarei fazer o máximo”.

“Aqui na seleção, ninguém é dono de posição alguma. É tudo uma questão de fase. A minha fase, hoje, pode ser considerada boa e talvez esteja nisso a explicação do treinador em preferir escalar-me. Quero, entretanto, manter esta minha fase por mais algum tempo”.

“Algumas pessoas tentaram criar uma divergência entre o Éder e o Zé Sérgio e isso nunca existiu. Sou amigo dele e se estou no time sei que ele pretende recuperar a posição, mas a disputa será leal e sincera e quem decidirá é mesmo o técnico Telê Santana”.

“Tenho jogado muito tempo com o Reinaldo e o entrosamento é considerável e com o Serginho o entendimento é bom. Até com o Júnior estou começando a acostumar-me, no Atlético quem desce é o Valença e os estilos não são tão parecidos, mas devo assimilar e ultrapassar os problemas”.

“Sei que tenho um chute muito forte mas falho nos dribles e estou treinando muito. Nos últimos jogos tem dado certo e tenho vencido os meus marcadores”.

“Repito: tudo é uma questão de fase e a minha é boa. A do Zé Sérgio não é ruim, mas o treinador está preferindo optar por mim e cabe apenas não decepcioná-lo e agarrar com as duas mãos a chance que apareceu”.

“Não escondo que estou satisfeito. Ninguém gosta de ficar curtindo um banco de reservas, mas eu fiquei e não reclamei, apenas lutei para mudar as coisas e parece que isso está acontecendo. O Zé Sérgio não esconde de ninguém, também, que quer voltar o mais rápido possível ao time e não posso permitir que isso aconteça”.

Éder é visto nas entrevistas e conversas como o ponteiro esquerdo titular. É nos últimos jogos, sempre que entra no time, tem se apresentado mais eficiente que Zé Sérgio.

“Ninguém deixa de saber jogar de uma hora para outra. É uma questão de fase. Se hoje estou bem, amanhã poderei não estar. Não quero dizer que o Zé Sérgio não esteja, mas não resta dúvida que eu também sou filho de Deus e se estou no time é porque tenho méritos suficientes”.

“Existem certos momentos na carreira de um jogador que ele precisa começar a definir-se sob todos os aspectos. Este é o meu momento. Volto para marcar, ataco, chuto, quero preocupar os goleiros e para um jogador tudo isso é ótimo”.

“Admito que existe uma disputa paralela entre nós dois, mas quem ganha com isso é o selecionado. Não tenho rancor do Zé Sérgio e nem ele de mim. Apenas quem sai do time não gosta e quem entra não quer sair: É exatamente por isso que existe um treinador para escolher”.

“Agora, conta a Venezuela, é uma grande oportunidade para conservar uma boa imagem e jogar bem. Dizem que o adversário é fraco e não tem motivação, mas todos viram como a Bolívia complicou. Ninguém entra em campo para entregar ou facilitar o jogo para o adversário. Vou partir para cima da Venezuela e fixar-me como titular”.

Zé Sérgio não consegue esconder seu abatimento. Todos que vivem o ambiente da seleção, sentiram a mudança no comportamento do ponteiro esquerdo do São Paulo. O fato de ter perdido, por enquanto, a posição para Éder, deixou-o muito desgastado:

“Entendo que é um critério do treinador e devo respeitar suas decisões, mas tenho o direito de ficar triste. Uma coisa posso afirmar: ninguém aqui é titular. Estamos numa luta permanente pela posição e eu bem física e tecnicamente. Admito que contra o Chile não fui bem e realmente as minhas condições não eram as melhores. Fiquei magoado quando algumas pessoas julgaram o meu futebol pela partida realizada no interior de São Paulo. Aliás, nenhum jogador deve ser julgado por um jogo apenas. Fui bem contra o Cosmos, joguei tranqüilo contra o Grêmio e depois contra o Chile, caí de produção. Quando o Éder entrou, o time ficou mais vibrante e é claro que a tendência é considerá-lo em melhor forma, ou mais eficiente, mas isso não deve ser encarado como definitivo. Estou treinando bem e garanto que o Seo Telê Santana já tem dúvidas, mas adotou um critério e deve ser seguido. Não tenho nenhuma mágoa do Éder. Nosso relacionamento é bom e a disputa pela posição é leal. Mas a disputa existe e isso não seria correto esconder”.

Zé Sérgio não admite falar sobre o assunto, mas o ponteiro esquerdo teria entrado sem as suas melhores condições físicas em Ribeirão Preto numa tentativa de colaborar com o treinador, mas além de ter arranhado a sua imagem como jogador, ainda permitiu que fosse traçado uma comparação entre ele e Éder, no mesmo jogo, com o ponteiro do Atlético mostrando um rendimento superior.

Mas nos treinamentos, na seleção e mesmo no São Paulo, Zé Sérgio demonstra estar recuperado, se é que tinha mesmo um problema, e agora é a vez dele esperar:

“No futebol há necessidade de muita paciência. O Éder soube esperar a sua vez e é claro que não pretende sair, mas eu estou fazendo tudo para entrar na equipe”.

“Não estou abatido pelo fato de ter o Éder jogando ou lutando com ele. Minha preocupação é pelo fato de muitas pessoas analisarem um jogador por apenas uma partida. Isso chega a ser até desumano”.

“O que importa é a regularidade e a explosão. Principalmente para um atacante e eu sei que posso jogar muito mais e marcar gols no selecionado. Talvez neste jogo contra a Venezuela, eu tenha a oportunidade de jogar na ponta esquerda, mesmo se for no segundo tempo e provar que sou o titular do time. Agora eu tenho que ganhar a posição”.

Neste momento, Telê Santana diz que Éder está escalado e não entra em maiores detalhes: “Já disse que um treinador tem o direito de escalar aquele que entender como melhor num momento. Não sou obrigado a dar explicação para ninguém, nem para o jogador que sai do time”

“Já comentei também que quando um jogador não está bem, ele nunca se aproxima do treinador e pede para sair do time. Por que então um técnico tem que conversar com o atleta e explicar os motivos da alteração?”.

“Éder e Zé Sérgio são dois ótimos jogadores e estão na seleção. Tenho duas alternativas. Quando um não está bem, joga o outro. Agora o Éder está numa fase muito favorável e o Zé não brilhou tanto nos últimos jogos. Mas ninguém é titular absoluto. Garanto que no meu time joga aquele que estiver melhor”.

Éder tem se cuidado, treinado, dialogado sobre esquemas e táticas. O ponteiro do Atlético tem muito bom ambiente no selecionado e está assimilando mais facilmente a maneira de jogar do lateral Júnior. Zé Sérgio é outro que tem só amigos, treinado muito, buscando alternativas táticas e sonhando em entender as descidas de Júnior, algo que parece ser intocável nos planos de Telê Santana.

Éder e Zé Sérgio, uma disputa paralela dentro do selecionado. Algo que parecia impossível aconteceu: neste momento Éder ganhou a posição.