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Em palpos de Aranna

Leia o post original por Antero Greco

Antes de mais, vamos ao óbvio: o Corinthians depende só dele para chegar ao título. Sim, senhor, com seis pontos (por enquanto) à frente de Santos e Palmeiras, basta recuperar o prumo para fazer a festa até a 38.ª rodada. Isso é matemática simples e simplória.

Vamos à tendência de momento: o que parecia improvável vai dando o ar da desgraça, pois o líder chega pressionado à reta final do Brasileiro. Vem ladeira a baixo, na banguela, com freio emperrado, e pode trombar de vez com outros rivais, Palmeiras sobretudo, e Santos a correr na pista lateral.

Inimaginável supor queda tão brusca de desempenho, de quase 82% no primeiro turno para 33% no segundo. Se foram 15 vitórias e 4 empates nas primeiras 19 rodadas, agora acumula 6 derrotas, 3 empates e 3 vitórias. Foram 49 pontos contra 12 acumulados por ora. Nas contas anteriores, se mantivesse aproveitamento em torno de 49 ou 50%, chegaria com facilidade à sétima taça.

Embolou tudo – e pode enroscar ainda mais, se o Palmeiras ganhar do Cruzeiro, nesta segunda-feira, no Allianz. Daí, o dérbi de domingo em Itaquera pega fogo.

O Corinthians enroscou-se numa teia criada por ele mesmo. Sim, caro amigo alvinegro ou não, a rapaziada de Fábio Carille é responsável pela situação delicada em que se encontra. Se no turno, superou expectativas, com futebol correto, eficiente, solidário e preciso, agora emperrou, dispersou, brecou ousadia e criatividade. O Timão virou equipe comum, que não bota medo nos adversários.

Outra prova veio neste domingo, no duelo com a Ponte, em Campinas. Não foi a pior partida nessa série negativa. Até que o Corinthians buscou ao menos o empate, especialmente no segundo tempo, com uma infinidade de finalizações – a maioria parou em Aranha. Fazia tempo que não via o goleiro já veterano pegar tanto! Fechou o gol, foi um paredão.

No entanto, os corintianos não assustaram a turma de Eduardo Baptista. A Ponte se propôs segurar a pressão, que existiu, e apostou nos contragolpes. Artifício manjado no futebol, tão velho quanto o primeiro chute na bola. E deu certo. Por ironia tão frequente, o golpe de misericórdia veio por meio de Lucca, cria do Parque São Jorge: gol de cabeça, aos 39 minutos do primeiro tempo e fim de conversa.

Carille apostou na formação que não havia perdido no ano – 7 vitórias e 5 empates – e nem isso funcionou. Apelou para mudanças mais atrevidas, com a entrada de Cleyson, Pedrinho, Kazim, e… nada. A tal limitação de elenco, cantada antes do início da Série A, só agora revela sua face cruel. O banco corintiano, considerado fraco, mostrou que é… fraco mesmo.

A apreensão chegou, não há como negar. Só não pode transformar-se em pânico. Afinal, o Palmeiras pode não passar pelo Cruzeiro e pode perder no domingo que vem. Daí, tudo volta ao normal. Ao mesmo tempo, também é indisfarçável que o Corinthians está em palpos de aranha… por obra e arte, ao menos neste domingo, pelas defesas do Aranha.

Com o perdão do trocadilho.

 

Vale uma nova oportunidade ao Borja?

Leia o post original por Craque Neto

O Palmeiras precisava da vitória contra a Ponte Preta nesta quinta-feira para diminuir a vantagem para o arquirrival Corinthians na liderança do Brasileirão. Venceu até com certa tranquilidade. E o segundo gol foi marcado pelo colombiano Miguel Borja, que quebrou um baita JEJUM de meses sem gols. Foi o oitavo desse gringo que custou ao clube R$ 33 milhões e foi muito pouco aproveitado em 2017. Confesso que quando ele chegou ao Verdão pensei que a diretoria tinha dado uma CARTADA certeira. Afinal o cara tinha sido o artilheiro do Atlético Nacional, campeão da Libertadores do ano passado. Por sinal […]

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Valente Palmeiras de Valentim

Leia o post original por Antero Greco

Pode ser impressão, um rasgo de boa vontade, ou constatação óbvia. Ou tudo isso junto. Mas o Palmeiras das duas últimas apresentações no Brasileiro é o mais sereno e determinado da temporada.

Na vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-GO, no domingo, e nos 2 a 0 em cima da Ponte, nesta quinta-feira, jogou com segurança, foi objetivo e preciso. Não inventou, não se complicou. Futebol simples, fácil, porém arrumado. O Palmeiras de Alberto Valentim está diferente do Palmeiras de Eduardo Baptista e sobretudo do Palmeiras de Cuca.

Epa, dá pra dizer que daqui até o final do campeonato não perderá mais? Que vai incomodar o Corinthians? Que ainda pode sonhar com o título? Das três hipóteses, a única que não se deve negar é a terceira. Porque sonhar, afinal, não é proibido para ninguém.

No mais, não se pode cravar coisa alguma. Aliás, não dá pra ter certeza de nada nesta Série A. No caso palestrino, se pode alegar que pegou dois adversários instáveis, com medo do rebaixamento e que, portanto, não fez mais do que obrigação. Concordo.

E também é possível alegar que os próximos desafios – Grêmio (fora), Cruzeiro (em casa) e Corinthians (fora). Se passar incólume por esse trio, então o torcedor pode acender mais velinhas para San Gennaro e para Nossa Senhora de Achiropitta porque o milagre está a caminho. Até lá…

Até lá, que Valentim e seu grupo continuem com a postura das últimas partidas. No duelo com a Macaca, só houve dois ou três vacilos de marcação, até a metade do primeiro tempo. Em lances de desatenção no miolo da zaga, jogadores da Ponte ficaram em boas condições para finalizar. Depois, fechado o buraco o Palmeiras mandou e não se sentiu ameaçado.

Bruno Henrique, Tchê Tchê e Moisés mandaram bem, no meio, enquanto Dudu, Keno e William estavam afinados na frente. William saiu machucado, deu espaço para Borja, que encerrou longo jejum e fez o segundo gol, na etapa final. Na primeira, Keno abriu o marcador. Mayke marcou bem na direita e Egídio esteve discreto na esquerda.

Enfim, um Palmeiras descomplicado, com direito até a breves aparições de Arouca e de Felipe Melo, em prova de que a tendência é a de apaziguar o ambiente no que resta de ano.

O Palmeiras precisava de um pouco de tranquilidade – e ela veio.Mas está valente este Palmeiras de Valentim.

Falta a sequência.

Seis desafios para o técnico do Palmeiras em 2018

Leia o post original por Perrone

1 – Resgatar a tradição do clube de jogar de maneira ofensiva e vistosa. A exigência da torcida é ainda maior por conta do caro elenco atual.

2  – Conviver em harmonia com o diretor remunerado Alexandre Mattos, que tem carta branca dada pelo presidente Maurício Gagliotte e trabalha fortemente por suas ideias. Foi assim quando se empenhou para reintegrar Felipe Melo.

3 – Fazer deslanchar jogadores contratados com aporte financeiro da Crefisa e da FAM (Faculdade das Américas). Borja é o caso mais emblemático. Há constante temor no Palmeiras de que Leila Pereira se irrite com o fato de ver jogadores nos quais investiu pesado serem subaproveitados.

4 – Domar Felipe Melo. Cuca fracassou nessa missão com ares de impossível.

5 – Ter um ambiente harmônico no vestiário, apesar da acirrada disputa por posições.

6 – Avaliar os investimentos a serem feitos para 2018. Os altos gastos com alguns jogadores aumentaram a pressão sobre o elenco e Eduardo Baptista e depois Cuca. O trabalho é alertar Mattos e Leila sobre o real valor dos atletas a serem contratados.

O que resta ao Palmeiras

Leia o post original por Antero Greco

O Palmeiras começou o ano como o time em torno do qual havia maior expectativa. Campeão brasileiro do ano anterior, manteve a base e ainda contratou nomes de peso. Só trocou o treinador porque Cuca pediu para sair. Eduardo Baptista veio no lugar dele.

Mas quase nada se concretizou até agora.

Houve mudanças e experiências no Paulista, até a eliminação na semifinal diante da Ponte Preta. Na Libertadores, muito sofrimento para passar a fase de grupos. Largou mal no Brasileiro, demitiu Eduardo, chamou Cuca de volta.

Veio ligeira reação na Série A, insuficiente para tirar a distância em relação ao Corinthians, hoje na enormidade de 14 pontos a mais. Daí, na Copa do Brasil nova decepção, com a eliminação nesta quarta-feira, após empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão. (No jogo de ida, no Allianz, aquela reviravolta, e o 3 a 3 final depois de estar com 3 a 0 contra.)

Resta ao Palmeiras brigar na Libertadores – com a obrigação de tirar o 1 a 0 que levou do Barcelona, na ida. É possível passar? Sim, mas se houver uma guinada para cima de forma espetacular e convincente, o que não aconteceu até o momento.

Meu amigo palestrino, a verdade é a seguinte: o Palmeiras tem elenco, mas não tem time. Faltam poucos dias para o oitavo mês do ano e não surgiu até agora a formação ideal, não há o grupo de titulares definido, não há padrão de jogo, não há quem desequilibre. Há deficiências na defesa, no meio, no ataque.

Vive a equipe de lances esporádicos, de eventual brilho individual. Isso é pouco, insuficiente, frustrante. E ficou evidente novamente no desafio que tinha no Mineirão. O Palmeiras ficou na pressão meia-boca, criou alguns lances, arriscou um ou outro chute a gol, encontrou a vantagem numa bola desviada num zagueiro rival, não soube segurar o placar.

O Palmeiras planejou mal 2017. Perdeu tempo com a aposta num técnico novato. Diversos atletas estiveram – e estão – aquém do desejável. E Cuca? Cuca até hoje não mostrou convicção em muitos jogadores – e as incontáveis mudanças são prova disso.

Uma pena, mas é a realidade.

Cuidado Mengão! Uma cobra sempre pica a outra…

Leia o post original por Craque Neto

O Flamengo anunciou o meia Everton Ribeiro como novo reforço para a temporada. O Rubro-Negro carioca vai gastar cerca de R$ 22 milhões na chegada do jogador que estava nos últimos anos defendendo o Al Ahli dos Emirados Árabes. Particularmente acho uma baita contratação. Esse menino, revelado nas categoria de base do Corinthians e eleito duas vezes melhor jogador do País quando defendia a camisa do Cruzeiro, deverá ser a grande atração do time neste Brasileirão. Ele tem ainda 28 anos e muito gás para queimar por aqui. Junto com ele também foi anunciado o zagueiro Rhodolfo, ex-São Paulo e […]

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Opinião: quatro pontos em que Carille foi superior a rivais

Leia o post original por Perrone

Em seu primeiro trabalho como treinador, o corintiano Fábio Carille conquistou o campeonato paulista. Claro que não ganhou sozinho, além dos jogadores contou com a importante ajuda do assistente Osmar Loss. Óbvio também que ainda é um treinador em formação. Em termos de análise, é justo que se compare seu desempenho com os de colegas que comandaram os outros grandes do Estado na competição. Na opinião deste blogueiro, ele superou os rivais em pelo menos quatro fatores. Veja abaixo.

Defesa

Já na pré-temporada, Carille mostrou um sistema defensivo forte. Foi o primeiro setor da equipe arrumado por ele. O trabalho resultou no time menos vazado do Paulista com 11 gols sofridos. Novato como o corintiano, Rogério Ceni teve como sua maior dificuldade fazer o São Paulo tomar menos gols. O clube do Morumbi viu suas redes serem balançadas 20 vezes.

Organização tática

A equipe de Carille foi a mais organizada taticamente entre as quatro grandes. Baptista, Ceni e Dorival não conseguiram o mesmo equilíbrio entre ataque e defesa, nem eficiência tática semelhante à alcançada pelo corintiano.

Vestiário sob controle

Carille não enfrentou rebeldias de atletas e conviveu com um vestiário em paz. Cristian fez reclamações públicas, mas o alvo foi a diretoria. Já Eduardo Baptista, demitido na semana passada pelo Palmeiras, teve que tentar explicar que não havia crise entre alguns jogadores. Felipe Melo discutiu com Roger Guedes num treino. Borja se irritou ao ser substituído no segundo jogo contra a Ponte Preta pelas semifinais, e o treinador respondeu em entrevista dizendo que o atacante foi contratado a peso de ouro, mas não estava rendendo o esperado. Para conselheiros do clube, Baptista perdeu o controle do vestiário, e alguns atletas não corriam por ele.

Força fora de casa

Nas semifinais e na final, Carille fez o Corinthians jogar para vencer fora de casa. Mais do que isso. A postura foi de quem queria resolver o confronto já no primeiro duelo. Tanto que o alvinegro venceu o São Paulo no Morumbi por 2 a 0, e a Ponte Preta por 3 a 0 em Campinas. O Santos de Dorival Júnior não conseguiu mostrar no interior a mesma força que exibe na Vila Belmiro e perdeu da Ponte por 1 a 0. No Palmeiras, a apatia da equipe e a falta de poder de reação na derrota como visitante diante do alvinegro campineiro por 3 a 0 foram motivos que contribuíram para a demissão de Baptista.

Opinião: Cuca foi no mínimo deselegante com Baptista

Leia o post original por Perrone

Ao decidir voltar para o Palmeiras apenas cinco meses após deixar o clube, Cuca foi no mínimo deselegante com Eduardo Baptista. Na opinião deste blogueiro seu modo de agir beirou a falta de ética. Isso porque a partir do momento em que o retorno foi sacramentado, aumentou a certeza de que seu “fantasma” foi determinante para queda do ex-treinador alviverde.

Conselheiros pressionavam a direção pela demissão de Baptista alegando, entre outros motivos, que Cuca estava disposto a voltar. Tivemos a confirmação de que estava mesmo. Não era papo furado de corneteiro.

Ainda que o atual campeão brasileiro não tenha conversado com a diretoria palmeirense antes da queda de seu sucessor, acabou fazendo muito mal a quem estava no comando do time.

Após deixar o Palmeiras, Cuca deveria ter tido a elegância de colaborar para que o novo escolhido tivesse paz para trabalhar. Seria elegante mostrar publicamente desapego ao cargo e no momento de fritura de Baptista se posicionar firmemente no sentido de não ter interesse em retornar ao alviverde. Claro que não da boca pra fora. Cuca deveria ter seguido seu plano original de ficar afastado do futebol por mais tempo porque do jeito como as coisas aconteceram é possível imaginar que ele sempre planejou um breve retorno.

Apesar de não ter feito o time render o que deveria, Baptista enfrentou algo próximo à covardia. Trabalhou desde o primeiro dia com a faca em seu pescoço. Em nome da gentileza, Cuca poderia ter ajudado a afastar o punhal de seu sucessor.

Na minha opinião, a imagem do novo velho técnico palmeirense foi arranhada no episódio. Fica a figura de um profissional que com sua postura pressionou um colega empregado e na primeira oportunidade agarrou o emprego de volta. Acredito que seria mais ético recusar o convite do Palmeiras em respeito a Baptista. Afinal, o plano não era ficar mais tempo parado?

Não dá para entender a demissão do Eduardo Baptista, diz Zenon

Leia o post original por Craque Neto

Como convidado especial, o ex-jogador do Corinthians e Guarani também comenta sobre a demissão de Eduardo Baptista no Verdão, e diz não entender o ocorrido, já que o técnico tem bons resultados.

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Como Crefisa, Cuca e vestiário viraram argumentos para queda de Baptista

Leia o post original por Perrone

Além de querer aproveitar a chance de realizar uma mini-temporada com um novo treinador, como mostrou o UOL Esporte, a diretoria do Palmeiras foi pressionada por conselheiros a demitir Eduardo Baptista com argumentos que envolviam o clima no vestiário, a defesa do time, a Crefisa e Cuca.

Os críticos de Baptista bateram na tecla de que o treinador perdeu o controle do vestiário. Na visão deles, não era respeitado por parte dos jogadores como deveria e não conseguia manter a ordem. Por conta disso, alguns atletas não corriam por ele, na opinião desses conselheiros, de diferentes correntes.

A pressão contra Baptista também inclui contas sobre o número de gol tomados: dez nos últimos cinco jogos. O cálculo foi usado para dizer à direção que Baptista não conseguiu arrumar o setor defensivo.

José Roberto Lamacchia, dono da Crefisa e da FAM, também teve seu nome citado na avalanche de argumentos contra a permanência de Baptista. Conselheiros afirmaram aos dirigentes que temiam a irritação do patrocinador. Ele investiu pesado na formação do time, que não rendia o esperado. O descontentamento poderia gerar atrito com o empresário. Lamacchia tem boa relação e linha direta com o presidente do clube, Maurício Galiotte.

Um exemplo dado foi o baixo rendimento de Borja comparado ao desempenho satisfatório de Barrios, que tem parte de seus salários pagos pela Crefisa, no Grêmio. A crítica é de que a bola chega pouco aos pés do colombiano e que o treinador não conseguiu resolver o problema.

Para completar a tese favorável à saída de Baptista, conselheiros espalharam no clube que Cuca estaria disposto a retornar ao alviverde. Até o fato de ele manter amizade com os atletas que comandou no ano passado foi usado como sinal de interesse em voltar.

Membros do conselho não têm poder para definir troca de técnico. Mas manter bom relacionamento com a maioria deles é importante para o presidente ter paz ao administrar o clube.