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Como Carille entra na disputa eleitoral no Corinthians

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A escolha de Fábio Carille como técnico do Corinthians, líder com folga do Brasileirão, entrou na pauta política da próxima eleição presidencial no clube, prevista para fevereiro de 2018. Em discussão está a “paternidade” da decisão de efetivar o ex-auxiliar como treinador.

Em recente entrevista ao programa Bandsports News, Andrés Sanchez, nome mais cotado para ser o candidato da situação, afirmou que o corintiano será o próximo técnico da seleção brasileira. Declarou ainda que, pela sua vontade, o jovem treinador estaria há mais tempo no comando do time. “Carille não me surpreende. Pelo contrário. Ele tinha que ter ficado até o final do ano (2016) quando o Cristóvão saiu. Foi opção do presidente (Roberto de Andrade contratar Oswaldo de Oliveira). Se deu errado, todo mundo critica. Ele colocou o Carille esse ano e todo mundo achou uma loucura. Hoje, ele já é o melhor técnico do Brasil”, declarou o ex-presidente corintiano para a Band.

Andrés, porém, não explicou porque indicou Cristóvão para assumir o lugar de Tite e não sugeriu a efetivação de Carille na ocasião. Quando Oswaldo caiu e o ex-auxiliar assumiu, o deputado federal e seus aliados estavam em campanha pelo afastamento do gerente de futebol Alessandro, o que poderia mudar os rumos da comissão técnica.

Nesse cenário, adversários políticos de Andrés, avaliam que, após negar interferência no futebol alvinegro, ele tenta colar sua imagem ao sucesso de Carille. O ex-presidente não fala com o blog, por isso não pôde ser ouvido.

Porém, o atual deputado federal pelo PT não é o único presidenciável visto como quem se coloca no papel de “padrinho de Carille”. Interlocutores de Paulo Garcia afirmam que ele diz no Parque São Jorge ter sugerido o nome do ex-auxiliar como treinador para Andrade. Tradicional opositor ao grupo de Andrés e Andrade, ele se aproximou do atual presidente e indicou dirigentes para a gestão.

Indagado pelo blog se indicou Carille como treinador para o presidente, Garcia respondeu, por mensagem no celular, apenas: “não quero polemizar”.

Por sua vez, Osmar Stabile, opositor que já está em campanha ironizou os dois colegas de Conselho Deliberativo. “De filho bonito todo mundo quer ser pai. Se todos querem ser pai do Carille, eu também quero ser pai, tio, mãe, tudo”, disse ele.

Corinthians vê proliferação de candidatos de oposição. Melhor para Andrés?

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Colaborou Diego Salgado

Faltando cerca de seis meses para a eleição presidencial no Corinthians já existem pelo menos quatro pré-candidaturas. Todos de oposição ao grupo de Andrés Sanchez, que ainda não anunciou seu postulante e espera o deputado federal decidir se vai entrar na disputa. O número é acima da média. Nas duas últimas eleições foram apenas dois candidatos. Nas duas anteriores a elas, três concorrentes disputaram a votação.

Os opositores Antonio Roque Citadini, Osmar Stabile e Romeu Tuma Júnior já são postulantes declarados ao cargo. O blog trata todos como pré-candidatos por ainda não ser possível registro das chapas.

“Nosso grupo também vai lançar um nome. Não definimos ainda porque o mais importante é definir as propostas. Não será algo personalizado em um candidato”, disse Fernando Alba, da ala Corinthians Grande. Essa corrente reúne parte dos dissidentes do grupo Renovação e Transparência, liderado por Andrés Sanchez. Essa turma prega a adoção de regras de compliance, que ajudam a evitar irregularidades na gestão, como proposta principal.

Outros nomes podem entrar na briga. Aliados de Paulo Garcia, antigo opositor, mas que indicou cartolas para atual administração, afirmam que ele também vai concorrer à presidência. O conselheiro não atendeu ao blog para falar sobre o assunto.

“Se a oposição não lançar candidato único, também posso me candidatar”, disse o conselheiro Fran Papaiordanou, que até agora defendeu a união dos opositores. A tese é de que quanto maior o número de candidatos melhor será para Andrés ou quem tiver a bênção dele.

“Concordo em parte com essa teoria. Acho que a situação tenta plantar candidato que nunca foi de oposição”, disse Tuma Júnior. “Eu dei cinco meses para decidirem por um nome (de oposição). Não decidiram. Essa é uma campanha diferente, não dá para esperar até a última hora para lançar candidato. Precisamos de tempo para mostrar nossas ideias e apontar as falhas do grupo que está no poder”, disse Tuma Júnior, justificando sua decisão. Uma gestão com maior participação dos sócios é a principal bandeira ele.

Situacionistas abraçam a tese de que quanto maior o número de pretendes mais fácil será para o grupo se manter no poder. “Avisa a oposição que é melhor eles se juntarem para a lavada não ser maior ainda”, afirmou André Luiz de Oliveira, o André Negão, 1º vice presidente do clube. O cartola assegura que será candidato se Andrés não se apresentar para o pleito. “Se ele se candidatar, vamos conversar”, declarou o dirigente, que ainda disparou contra os opositores. “São todos meus amigos. Mas Citadini presta um grande serviço no Tribunal de Contas do Estado, Romeu é um grande delegado e o Osmar entende de molas (é dono de fábrica). Agora futebol é pra quem é do ramo, não é pra eles”, cutucou o situacionista.

No final de julho, André gerou queixas da oposição por ter convocado conselheiros e sócios para uma reunião a no salão nobre do clube para discutir sobre a eleição. Foi acusado pelos oposicionistas de uso da máquina em favor de seu grupo político. “Usei mesmo a máquina para chamar os associados, foi um convite para todo mundo. Qual é o problema? Sou funcionário do clube?”, disse o dirigente na ocasião à reportagem do UOL Esporte. Opositores também compareceram ao encontro.

A proliferação de pré-candidaturas se deve à falta de união oposicionista e ao esfacelamento do grupo de Andrés. Porém, muitos no clube acreditam que parte dos pré-candidatos só lançou eu nome agora para tentar negociar lugar de destaque numa chapa com mais chances. Ninguém admite tal manobra.

Também há no Parque São Jorge quem credite o aumento dos interessados em disputar a votação, ao fato de o sistema de disputa das vagas ao Conselho Deliberativo ter mudado. Antes, juntamente com o presidente eram eleitos 200 conselheiros. Agora serão formadas chapas com 25 candidatos. Quem acredita que isso influencia na quantidade de presidenciáveis diz que algumas chapas precisam de um concorrente à presidência para atrair eleitores.

“Tem tanto candidato ao conselho que estou com dificuldade para montar a comissão eleitoral. Ela não pode ter candidatos”, disse Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo. Ele pretende marcar a eleição para o início de fevereiro.

Promotor vê manobra ardilosa da CBF para reduzir poder de clubes

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Para o promotor Rodrigo Terra, do Ministério Público do Rio, a CBF adotou “manobra ardilosa para reduzir o poder de participação dos clubes e consequentemente dos torcedores na gestão do desporto”. A afirmação está escrita na ação civil pública proposta por ele contra a confederação. Por meio dela, o MP pede a anulação da assembleia feita em março sem a presença das agremiações. A reunião deu peso maior de voto para as confederações na eleição presidencial da entidade. Também é solicitado, primeiro liminarmente e depois definitivamente, o afastamento de todos os diretores. Um interventor seria nomeado pela Justiça para conduzir novas eleições. A CBF nega irregularidades.

Terra também quer que a entidade presidida por Marco Polo Del Nero seja condenada a pagar R$ 100 mil para compensar dano moral coletivo sofrido por torcedores consumidores. O dinheiro seria repassado ao fundo de reconstituição de bens lesados.

Em outro trecho da ação, revelada pelo UOL, Terra declara que “foi violando o princípio da transparência e da boa-fé que a entidade ré realizou assembleia, que sem contar com o colégio eleitoral obrigatório (faltaram os clubes), sequer convocado, viabilizou a perpetuação da atual direção no poder”.

Na ocasião, a CBF convocou apenas as federações alegando se tratar de reunião administrativa. Porém, alterou as regras eleitorais dando peso três para os votos das entidades estaduais, dois para os dos times da Série A e um para os das equipes da segunda divisão. Antes só votavam federações e clubes da elite.

Golpe

Pelo novo formato, as federações passam a ter 80 votos contra 60 dos clubes. De acordo com o promotor, a manobra impede a alternância de poder na confederação, já que os clubes jamais serão maioria diante das federações. Ele lembra que as entidades estaduais têm histórico de atender aos desejos da CBF.

Segundo Terra, a manobra foi “um verdadeiro golpe na transparência e na boa fé, que devem animar a atuação dos fornecedores de serviço”, no caso a confederação.

Ele também rebate argumento apresentado pela confederação durante o inquérito alegando que o fato de os clubes não terem questionado formalmente o procedimento de convocação e as mudanças estatutárias prova que não houve irregularidade. Os protestos foram apenas verbais. Para o promotor, é irrelevante existir ou não questionamento sobre a lisura da assembleia.

A ação teve origem em representação do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) sobre o tema.

Autonomia da CBF

O membro do MP ainda sustenta que sua ação não fere a autonomia de uma entidade privada. “Não há autonomia para a prática de ilegalidade”, escreveu ele. Terra também explica que pretende anular um ato que feriu o Estatuto do Torcedor, o Código de Defesa do Consumidor, a Lei Pelé e a Constituição. O objetivo é fazer valer a participação do consumidor (torcedor) na gestão do esporte por meio dos clubes ao qual são associados. Toda sua argumentação leva em conta que a CBF é prestadora de serviços e que os torcedores são consumidores. Assim, o Ministério Público está no seu papel de regular essa relação.

Outro lado

Por sua vez, a confederação emitiu nota nesta segunda na qual dizia reafirmar sua absoluta convicção de que a convocação e as decisões tomadas na assembleia obedeceram a todos os procedimentos previstos em lei. “Opinião avalizada por pareceres de alguns dos juristas mais importantes deste país”. Disse ainda reiterar sua tranquilidade em relação à tramitação do processo e à decisão do poder judiciário. Até então, a entidade não tinha sido notificada sobre a ação.

Wladimir anuncia candidatura ao conselho do Corinthians pela ‘Lava Jato’

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Wladimir com membros do grupo Lava Jato                                        Foto: Divulgação

 

O ex-lateral Wladimir, ídolo corintiano que atuou entre as décadas de 1970 e 1980, definiu hoje que será candidato ao Conselho Deliberativo do clube na eleição do próximo ano. Ele integrará a chapa do grupo de oposição batizado como Lava Jato, ferrenho crítico da ala comandada pelo ex-presidente Andrés Sanchez.

A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira após jantar com integrantes do grupo, entre eles Roberto William Miguel, líder da Lava Jato e conhecido no Parque São Jorge como Libanês.

“Espero que, a partir da eleição, o clube retome uma trajetória incomum, com coisas mais condizentes com nosso ideal. Escolhi a Lava Jato porque é formada por pessoas que têm compromisso de administrar  com transparência e honestidade, que é a palavra que falta hoje ao Corinthians”, disse o ex-jogador ao blog por telefone.

De acordo com Wladimir, ele é sócio do Corinthians desde quando jogava, por isso reúne condições de disputar uma cadeira no Conselho Deliberativo. “Na época da Democracia Corintiana, era um desejo do Sócrates que a gente fosse conselheiro. E nós dois fomos naquela ocasião. Depois saímos e não voltamos mais. Agora resolvi retomar essa postura porque acredito que posso dar minha contribuição, principalmente tendo compromisso com a gestão”, afirmou.

Jogador que mais vezes atuou pelo Corinthians, Wladimir lembrou do ex-presidente Vicente Matheus ao falar sobre sua visão em relação ao clube hoje. “Nós que estamos de fora, ficamos indignados porque as pessoas pensam só nelas mesmas. São do venha a nós, não do vosso reino. Sou dos tempos do Matheus, de pessoas que não tiravam nada do clube. Pelo contrário, botavam dinheiro do bolso.”

Oposição corintiana tem mais um candidato: Osmar Stábilie

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Depois de Antônio Roque Citadini, foi a vez do conselheiro Osmar Stábile se declarar candidato à presidência do Corinthians em 2018. Assim, se o cenário não mudar até lá, a oposição terá pelo menos dois postulantes ao cargo.

Há cerca de três meses, Stábile lançou o slogan “stabilize”, que indicava o desejo de se candidatar. Neste sábado, porém, o blog recebeu mensagem dele na qual dizia: “vem aí Osmar Stábile presidente do Corinthians”.

Em seguida, confirmou a candidatura respondendo à indagação deste blogueiro por texto pelo celular. “Sim, sou candidato, fechado. Estou trabalhando as redes sociais. Estou enviando vídeos para 758 pessoas”.

Mas há espaço para mais de uma candidatura oposicionista? Isso não favorece a situação, que espera lançar Andrés Sanchez? “Acho que cada um dá os seus pulos. Não tenho compromisso com ninguém que se candidata. Somente tenho compromisso com a instituição Corinthians e meus eleitores”, declarou o oposicionista.

Sobre a diretriz de sua campanha, Stábile disse que vai trabalhar para implantar uma gestão moderna e participativa, que preserve a instituição.

Ele foi vice-presidente de esportes terrestres durante a gestão de Alberto Dualib e um dos candidatos derrotados por Sanchez no pleito de 2007.

Diferentes? Em 10 temas, Leco e Pimenta têm 4 propostas semelhantes

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O Conselho Deliberativo do São Paulo decide nesta terça, após uma campanha marcada pela troca de acusações, quem presidirá o clube pelos próximos três anos. Apesar de seus aliados terem trabalhado para mostrar as diferenças entre eles, os projetos de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, atual presidente, e José Eduardo Mesquita Pimenta possuem pontos em comum. Das dez propostas listadas pelos candidatos como suas principais, quatro são semelhantes. Confira abaixo. Os dados foram retirados do site Leco Presidente e da página Volta Pimenta no Facebook.

Estatuto

Leco promete colocar o novo estatuto em funcionamento o mais rápido possível. Pimenta afirma que vai implantar a “Carta Magna já no primeiro dia de mandato”. Vale lembrar que adequar o clube às novas regras é uma obrigação do futuro presidente.

Transparência

Ambos apontam que uma gestão transparente está entre as suas prioridades. O plano de governo de Leco diz que ele vai disponibilizar informações sobre contratos, dados financeiros, relatórios de gestão e procedimentos para a participação em concursos para fornecimento de produtos e serviços. Porém, não informa como será feita a disponibilização e nem para quem. Pimenta diz em seu programa que os conselhos “deliberativo, de administração, consultivo, presidência, diretoria, gerências e coordenadores terão acesso a todos os dados e informações necessárias para o desenvolvimento do trabalho”. Ou seja, promete o básico: dar condições para todos trabalharem.  

Marketing

Leco planeja continuar buscando “fortalecer a marca São Paulo”, enquanto seu adversário fala em “trabalhar a marca São Paulo”.

Morumbi

O atual presidente afirma que vai “ampliar as possibilidades de uso do estádio”. Pimenta declara em seu projeto que o Morumbi sempre foi o palco de grandes shows em São Paulo, mas que hoje é subaproveitado, prometendo investir para potencializar a geração de receitas pela casa tricolor. Ele cita também que vai construir um estacionamento, aproximar as cadeiras térreas do gramado e estudar a possibilidade de cobrir o Morumbi. No espaço destinado para  dez propostas do candidato na página oficial da chapa de Leco essas três questões não são citadas.

Diferenças

Entre as principais diferenças estão a proposta de Pimenta de captar entre R$ 100 e R$ 150 milhões por meio de um fundo de investimento para aplicar no departamento de futebol, a separação  dos centros de custo do futebol e da área social e a profissionalização da gestão. Do lado situacionista aparecem o investimento no futebol feminino para ter uma equipe forte e a manutenção de uma agenda de diálogo com as lideranças políticas do clube.

Ex-diretores criam grupo para ser “terceira via” no Corinthians

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Ex-diretores do Corinthians nas gestões comandadas pelo Grupo Renovação e Transparência, liderada por Andrés Sanchez, criaram um  grupo político que pretende se colocar como “terceira via” no clube. A proposta é ser uma alternativa entre a situação atual e a oposição tradicional.

O Corinthians Grande, nome do novo “partido”, se concentra primeiro em montar um projeto de gestão para a agremiação e lançar uma chapa de 25 candidatos ao conselho. Mas a tendência é que a mobilização culmine com o lançamento de uma candidatura à presidência na eleição de fevereiro de 2018. Não há nome definido por enquanto.

Entre os líderes da ala estão Fernando Alba, diretor nas administrações de Andrés e Mário Gobbi, Sérgio Mendonça Alvarenga, diretor jurídico de Sanchez e assessor de Gobbi, além de hoje ser vice-presidente do Conselho Deliberativo, e Felipe Ezabella, responsável pelos esportes terrestres na era Andrés. Todos integravam o Renovação e Transparência.

“Existe uma cultura no Corinthians de os grupos políticos serem vinculados a um nome, um líder que personifica o grupo. Queremos mudar isso. Não dá para ter um chefe, se o chefe está em baixa e sucumbe, o grupo sucumbe junto. Nosso grupo não vai ter uma personificação, mas um projeto bem amplo”, disse Alba ao blog.

Ele também rechaça o rótulo de oposição ao Renovação e Transparência. “Não é uma bandeira contra o Andrés, contra ninguém. Quem quiser participar das nossas reuniões, inclusive o Andrés, pode participar. Ele acertou muito. Queremos mudar nos pontos em que nós (do Renovação e Transparência) erramos”, declarou.

Entre os erros apontados está o fato de o clube não ter conseguido se fortalecer financeiramente para aos poucos deixar de depender de empréstimos, principalmente de empresários de futebol.

O blog apurou que também há no grupo conselheiros que permanecem na diretoria de Roberto de Andrade, porém os nomes são mantidos em sigilo.

Oposição vê vantagem mínima de Leco em eleição, mas crê em virada

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Apoiadores da candidatura de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, calculam uma vitória na eleição presidencial no São Paulo por diferença de 36 votos num cenário em que 222 conselheiros compareceriam ao pleito no próximo dia 18.

A oposição admite que neste momento o situacionista leva vantagem sobre José Eduardo Mesquita Pimenta, mas acredita na virada. A avaliação é de que o atual presidente tem hoje uma superioridade pouco maior do que um empate técnico.

Os opositores esperam alcançar cerca de 120 votos. Hoje, membros do grupo de Leco acreditam ter 129 apoios.

Nesta quinta, os candidatos registraram suas chapas. Leco confirmou como vice Roberto Natel, que ocupou o mesmo cargo na atual administração, mas pediu afastamento por causa de discordâncias com o presidente e para se candidatar à presidência. Porém, ele desistiu da candidatura e reatou com o atual mandatário.

Por sua vez, Pimenta terá o advogado Sergio Barbour como vice.

Del Nero explica, e candidato de oposição “aceita” Leco na seleção

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Marco Polo Del Nero tomou providências para tentar impedir que a escolha de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, como chefe da delegação da seleção brasileira nas partidas contra Uruguai e Paraguai virasse munição da oposição na disputa eleitoral no São Paulo.

O presidente da CBF conversou com José Eduardo Mesquita Pimenta, candidato oposicionista à presidência do clube no pleito marcado para abril, e explicou os motivos que o levaram a convidar o mandatário tricolor em plena campanha para a reeleição. “A escolha não tem nada a ver com política. Fazia tempo que eu queria convidar o Leco, por merecimento. Isso foi pensado antes da campanha eleitoral. Até falei com o Pimenta e expliquei isso. Ele entendeu”, disse Del Nero ao ser indagado pelo blog sobre o assunto após entrevista coletiva do técnico Tite nesta sexta.

A oposição tem acusado Leco de usar a máquina do clube para fazer campanha, o que o dirigente nega. Mas, pelo tom adotado por Pimenta, não deve questionar se houve uma manobra de Leco para ganhar holofotes, mostrar ao eleitorado prestígio junto à CBF e posar como engenheiro da reconstrução do relacionamento entre São Paulo e confederação, turbulento na era Juvenal Juvêncio.

Além da indicação de seu presidente, o clube tricolor terá um treino da seleção em seu CT antes do jogo com o Paraguai, no próximo dia 28, na arena alvinegra. A equipe de Tite também treinará no CT do Corinthians, que terá seu estádio usado na partida.

A assessoria de imprensa de Pimenta confirmou a conversa entre Del Nero e o candidato, que entendeu que a CBF convida quem quer e que o assunto não tem influência na política são-paulina.

Por que Roberto Natel desistiu de ser candidato à presidência do São Paulo?

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Depois de renunciar à vice-presidência do São Paulo para concorrer contra o atual presidente na eleição de abril, Roberto Natel desistiu da candidatura e é esperado de braços abertos na chapa de Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, de novo como vice-presidente.

Conforme apurou o blog, a decisão foi atribuída internamente pelo dirigente à ação de Alex Bourgeois, ex-funcionário do clube e homem de confiança de Abilio Diniz, sócio do São Paulo e desafeto de Leco.

Até a publicação deste post, Natel não havia se pronunciado oficialmente sobre a desistência. Porém, de acordo com relatos ouvidos pelo blog, o discurso interno é de que ele retirou sua candidatura por discordar de ver um torcedor do Flamengo (Bourgeois), que não é sócio são-paulino e aciona o clube na Justiça por suposta dívida, interferir no processo eleitoral e por avaliar que sua chapa seria usada pelo ex-funcionário da agremiação a fim de alcançar os objetivos de Abilio.

O empresário apoia José Eduardo Mesquita Pimenta na disputa. A campanha do ex-presidente fez a de Natel começar a murchar.

O ex-vice havia costurado o apoio de alguns líderes da oposição. Ele se apesentara como uma terceira via. Teria o voto de ex-aliados de Leco e de parte dos oposicionistas. Mas Pimenta, com a benção de Abilio e trabalho de Bourgeois, anunciou sua candidatura apesar de Fernando Casal de Rey, coordenador da oposição estar viajando naquele momento e não ter chancelado de imediato a candidatura.

Com Pimenta no páreo, Natel ficou sem poder explorar com esperava o apoio de algumas alas da oposição. Sua candidatura, em tese, então, só ajudaria a do ex-presidente, pois ele tiraria mais votos de Leco do que do escolhido por Abilio. Acabou recuando. O grupo de Leco dá como certo que ele será vice na chapa do presidente, mas Natel tem dito a pessoas próximas que ainda não aceitou o convite e estuda o que fazer.

Para a oposição a explicação para retirada é mais simples: Natel desistiu por causa do crescimento da candidatura de Pimenta. E sem o apoio da oposição ele não tem outra alternativa a não ser voltar a dar as mãos para Leco. A justificativa sobre a interferência de Bourgeois é vista como cortina de fumaça. O trabalho do escudeiro de Abilio estaria sendo superestimado. Pimenta é considerado por líderes oposicionistas o principal articulador de sua campanha, não o ex-CEO são-paulino, demitido por Carlos Miguel Aidar, recontratado por Leco e dispensado novamente pelo atual presidente.

Procurado pelo blog, Bourgeois disse: “não vou falar sobre isso. Não vou comentar porque não foi por minha causa que ele deixou a candidatura, né? Essa é a pauta que ele quer promover, mas isso não tem o menor sentido”.

Natel só deve se pronunciar oficialmente entre hoje e amanhã.