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Perícia particular descarta indícios de fraude em eleição corintiana

Leia o post original por Perrone

Laudo particular preparado por cinco peritos atesta que não existem sinais de manipulação de resultado na eleição corintiana, que terminou com Andrés Sanchez eleito para um novo mandato. Paulo Garcia, segundo colocado na votação, acionou na Justiça a Telemeeting Brasil, empresa responsável pelo sistema eletrônico usado no pleito, por suspeitar de irregularidades.

“Não há indícios de fraude ou alteração por meio técnico do sistema de urna”, diz o documento elaborado pelos especialistas Leandro Morales Baier Stefano, Marcelo Nagy, Leonardo Nery, Jayme Paiola e Joaquim Gomes Vidal. A equipe trabalhou na fiscalização da eleição como representante de Antonio Roque Citadini, terceiro colocado e que encomendou o laudo.

Garcia entrou na Justiça principalmente porque um código existente para assegurar que não houve violação apareceu diferente no final do pleito em relação ao registrado antes da votação. Mas o parecer obtido pelo blog relata que a perícia aponta que não houve alteração de “hash’, como é chamado o código, uma espécie de impressão digital do arquivo.

“O confronto de ‘hash’ diferentes identificado foi um erro operacional do técnico da empresa Telemeeting, que no momento final da apuração de votos não pôde ser corrigido devido à confusão generalizada (tentativa de agressão a Andrés) ocorrida no local do pleito”, dizem os peritos no relatório.

Os especialistas questionaram a empresa sobre a diferença de códigos. Em resposta anexada ao laudo, ela informou que houve uma falha técnica que fez ser apresentado aos fiscais um código diferente. A perícia feita pelos especialistas por meio de uma técnica chamada engenharia reversa confirmou a versão da Telemeeting e afastou suspeita de manipulação.

“Só não podemos dizer se votou só quem deveria votar. Não fizemos controle de associados porque nosso trabalho foi técnico, apenas na parte de informática”, afirmou ao blog o perito Stefano.

Com o resultado da perícia, Citadini não deve ir à Justiça contra a Telemeeting ou para contestar de alguma forma o resultado do pleito.

Apesar de não encontrarem indícios de fraude, os peritos registraram no parecer críticas ao sistema usado. Entre eles está o uso de internet por rede sem fio, que segundo o relatório é inseguro. “É possível atacantes tentarem o acesso ao servidor de banco de dados”, afirma parte do documento.

Outra fragilidade apontada foi a falta de criptografia completa dos dados para dificultar o acesso de pessoas estranhas ao processo, o que reduziria o risco de fraudes.

Os peritos também entenderam que a equipe de técnicos da empresa e seus computadores deveriam ter ficado em um local mais seguro durante a votação.

Procurado, Andrea Mosiic, diretor da Telemeeting, disse que não poderia se pronunciar conforme orientação de seu advogado.

Vale lembrar que esta perícia não tem nada a ver com o processo na Justiça.

Abaixo veja parte da conclusão dos peritos.

 

 

 

 

Tentativa de agressão a Andrés atrapalhou conferência de votos em eleição

Leia o post original por Perrone

Fiscais da candidatura de Antonio Roque Citadini, terceiro colocado na eleição corintiana, apontam o sumiço de uma urna com os comprovantes de votação pouco depois do final do pleito. O material seria usado para conferir se o número de votos registrado na apuração eletrônica era igual ao de comprovantes em papel. O problema faz parte de uma lista de supostas irregularidades indicadas pelo estafe do opositor que deve interpelar a Telemeeting Brasil, responsável pelo sistema eletrônico de votação.

Procurado pelo blog, Andrea Mosiici, diretor da Telemeeting, disse que a urna com os comprovantes foi retirada do local de votação antes da conferência por causa do tumulto provocado por torcedores que invadiram o ginásio e tentaram agredir Andrés Sanchez, eleito presidente. A medida visou preservar o material, segundo ele. “A conferência foi feita, não da maneira que queríamos por causa daquela confusão, mas foi feita sem problemas”, afirmou Mosiici.

O estafe de Citadini não fala abertamente em manipulação para favorecer um determinado candidato, mas alega ter elementos para afirmar que o sistema utilizado era frágil e vulnerável. O diretor da Telemeeting, porém, nega a possibilidade de violações.

Além de Citadini, a equipe de Paulo Garcia, segundo colocado na eleição, também aponta supostas irregularidades. O candidato entrou com uma ação criminal na Justiça contra a Telemeeting.

 

Opinião: eleição mostra que Corinthians é maior adversário dele mesmo

Leia o post original por Perrone

Os problemas envolvendo a eleição presidencial corintiana ilustram de maneira exemplar como muitas vezes em sua história o Corinthians teve ele mesmo como seu principal adversário. Interesses pessoais ou de grupos políticos são colocados acima do que é melhor para o clube, que sangra.

As lambanças na eleição geraram pelo menos seis ações na Justiça, além de uma representação no Ministério Público e outra na receita federal. O alvinegro sai do processo eleitoral com a imagem abalada e até sem saber se o resultado anunciado na votação corresponde à realidade. O clima de desconfiança em nada ajuda uma instituição que busca patrocinadores e tem uma dívida superior a R$ 1 bilhão pela construção de seu estádio para pagar.

Os problemas começaram com a injustificável decisão da diretoria de dar desconto de 50% para os associados inadimplentes regularizarem suas situações. A promoção foi cancelada pela comissão eleitoral com o argumento de que o estatuto veta qualquer tipo de anistia a partir de 12 meses antes da eleição. A correria de candidatos para colocar associados em dia foi vista pela comissão como tentativa de compra de votos. Mais um tiro na imagem corintiana.

O mau cheiro aumentou com o envolvimento do empresário Carlos Leite no episódio. Como revelou o blog, recibo de devolução de dinheiro indica que ele enviou R$ 200 mil para o clube quitar taxas de sócios inadimplentes. A comissão eleitoral enviou a papelada da operação para Ministério Público e Receita Federal.

O golpe de misericórdia veio com as suspeitas de que irregularidades no sistema de votação podem ter adulterado o resultado do pleito. Paulo Garcia acionou na Justiça a Telemeeting Brasil, responsável pelas urnas eletrônicas alegando irregularidades. A empresa nega a possibilidade de ter havido manipulação do resultado.

Segundo colocado na eleição, Garcia não deve ser condenado pelo corintiano por ter recolocado o clube num noticiário indesejado. Ele está certo em buscar a Justiça se acredita ter sido prejudicado. Errados estão todos os que contribuíram para o lamaçal que cobriu a eleição. O dono da Kalunga tem sua parcela de culpa por ter financiado o pagamento de taxas para sócios inadimplentes.

O conjunto da obra eleitoral mostra que ninguém prejudica mais o Corinthians do que diretores, conselheiros e sócios que contribuem para fazer o clube passar vergonha. Nem o mais maldoso dos palmeirenses seria tão eficiente na missão de fazer mal ao alvinegro.

Suspeita em eleição coloca em xeque plano de Andrés para imagem corintiana

Leia o post original por Perrone

Durante sua campanha para voltar à presidência do Corinthians, Andrés Sanchez colocou como importante meta resgatar a credibilidade do clube, abalada na opinião dele. A estratégia é gerar notícias positivas que ajudem a atrair patrocinadores a fim de aumentar as receitas do clube. Porém, logo na primeira semana de trabalho da nova diretoria, esse plano foi colocado em xeque com ação proposta na Justiça pelo opositor Paulo Garcia. Segundo candidato mais votado, ele acionou criminalmente a Telemeeting Brasil, empresa responsável pelas urnas eletrônicas usadas no pleito, alegando irregularidades que podem ter alterado o resultado.

Assim, diferentemente do que Andrés planejava, o Corinthians voltou a ficar exposto no noticiário de forma desconfortável. Há na diretoria quem entenda que a suspeita na eleição possa afastar potenciais patrocinadores.

“Toda ruptura da ordem desagradará a classe empresarial. Mas você provando que é mera dor de cotovelo (de quem perdeu a eleição), a situação reverte e bola pra frente”, disse Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing corintiano ao blog. Ele respondia se o fato de a eleição ter sido colocada sob suspeita atrapalha seu trabalho no clube.

Um dos maiores desafios do dirigente é negociar os naming rights da Arena Corinthians. A avaliação de dirigentes é de que notícias sobre supostas falhas na construção e obras que não teriam sido realizadas pela Odebrecht prejudicaram a comercialização até aqui. As informações sobre o clube ter dificuldade para quitar o financiamento de R$ 400 milhões junto ao BNDES para bancar parte da construção também entram no pacote. A construtora alega ter cumprido o contrato na íntegra.

Nos próximos dias, mais barulho deve ser feito por conta da suspeita na eleição corintiana. Antonio Roque Citadini, terceiro colocado na votação, espera a conclusão de um laudo feito por sua equipe sobre o pleito para decidir se também aciona a Telemeeting judicialmente. A empresa nega irregularidades e possibilidade de manipulação do resultado.

 

Opinião: Andrés deve agradecer aos opositores por vencer

Leia o post original por Perrone

Mesmo cambaleante por vários processos aos quais responde e pelo alto custo da arena idealizada por ele, entre outros fatores, Andrés Sanchez voltou à presidência do Corinthians neste sábado (3). O deputado federal deve a vitória principalmente a seus opositores, incapazes de se unir pelo interesse deles de barrar a continuidade do grupo Renovação e Transparência no poder.

O placar da eleição mostra como a realidade seria diferente se Sanchez não tivesse quatro adversários. Ele ganhou o pleito com 33,9% dos votos. A soma das porcentagens aproximadas obtidas por Paulo Garcia (22,9%) e Antonio Roque Citadini (22%) daria para derrotar Andrés ainda que alguns apoios se perdessem pelo caminho. Nessa conta podem entrar os 7,6% do eleitorado que ficou com Romeu Tuma Júnior, já que ele fez parte do mesmo grupo oposicionista de Citadini e Garcia por muito tempo.

Para vencer, a oposição tradicional nem precisaria dos votos conquistados por Felipe Ezabella (12,6%), dissidente da ala comandada por Sanchez.

O retorno do petista é o preço que os opositores pagaram por preferirem sonhar em sentar na cadeira de presidente a compartilhar uma gestão que acreditassem poder ser melhor para o clube do que a de Andrés. A política do “eu” perdeu para ele (o deputado).

Pelo esfacelamento do grupo oposicionista, a vitória de Andrés era esperada. Aliados dele já pregavam antes da eleição um tom conciliador com outros grupos para melhorar a governabilidade a partir da eleição. Só que da maneira como a oposição facilitou a ressureição de Sanchez no clube vai cheirar mal se um ou mais dos derrotados aceitarem de alguma forma participar da administração.

 

Deu a lógica no Timão: Andrés Sanchez está de volta!

Leia o post original por Milton Neves

A eleição no Timão não poderia ter sido diferente, ou seja, no melhor estilo corintiano, com muita emoção.

Nos últimos dias, uma série de liminares e brigas na Justiça contra impugnações de candidaturas anunciavam o que estava por vir na votação.

Porém, apesar de pequenos desentendimentos, o clima até que foi razoável, já que muita gente prestigiou o momento.

Que sirva de modelo aos outros clubes, hein?

Nesse contexto, a maioria dos sócios elegeu o sucessor de Roberto de Andrade no Corinthians.

E Andrés Sanchez está de volta!

Presidente do Timão entre 2007 e 2012, ele terá o privilégio de assumir o clube mais uma vez e cumprir o mandato durante três anos, de 2018 a 2020.

Ele repetirá o sucesso da primeira gestão?

Isso só o tempo nos dirá!

Porque, naquele tempo, tirar o Alvinegro da Série B para ganhar tantos títulos importantes foi um verdadeiro milagre, não é mesmo?

E algumas propostas de Sanchez são dignas da atenção do torcedor, como por exemplo, estruturar o futebol, atenção na base e modernização do estádio.

Aliás, creio que Sanchez poderá enfim vender os naming rights da Arena, um belo Cavalo de Tróia montado por ele, Lula, Odebrecht, BNDES e políticos municipais.

Mas e você corintiano, aprova Andrés Sanchez como presidente?

Ele conseguirá construir um elenco mais forte e ainda mais vitorioso?

E títulos, o Corinthians conquistará nessa gestão?

Vai uma Libertadores aí?

OPINE!!!

‘Caso Carlos Leite’ no Corinthians vai para a Receita Federal

Leia o post original por Perrone

A comissão eleitoral do Corinthians decidiu enviar para a Receita Federal um dossiê sobre as operações financeiras entre o empresário Carlos Leite e o clube durante o período eleitoral alvinegro.

Como revelou o blog, o agente, amigo do candidato situacionista a presidência Andrés Sanchez, enviou R$ 200 mil para a conta do clube e recebeu um “troco” de cerca de R$ 51,6 mil. A devolução foi acompanhada de um recibo, publicado pelo blog nesta sexta (2), com a justificativa de que o dinheiro sobrou da quitação de taxas de manutenção de sócios com os R$ 200 mil enviados pelo empresário.

O órgão responsável por cuidar da eleição corintiana, que acontece neste sábado, trata o pagamento de taxas para associados inadimplentes regularizarem suas situações na expectativa de poder votar como compra de voto. Porém, a comissão não tem poder para julgar e eventualmente punir Leite, pois ele não é associado. Mas entende que as operações devem ser analisadas para a Receita Federal para que ela verifique se houve irregularidades, como sonegação de impostos ou algum tipo de fraude.

A ideia do grupo é enviar o material na próxima segunda-feira. No pacote, deve estar cópia do recibo da devolução. A intenção também é enviar documentos sobre outros R$ 300 mil usados para o pagamento de taxas de sócios inadimplentes. Nesse caso, a comissão não sabe afirmar quem repassou o dinheiro.

Como mostrou o blog, Leite sustenta que fez um empréstimo de R$ 200 mil para o Corinthians sem relação com os sócios inadimplentes. A transação não foi confirmada por Emerson Piovezan, diretor financeiro na ocasião e candidato à vice-presidente na chapa de Paulo Garcia. O empresário não respondeu porque assinou um recibo que cita o uso de seu dinheiro para o acerto dos sócios.

Leite representa, entre outros jogadores, Cássio, Fágner e Camacho. Depois do envio dos R$ 200 mil, o clube ainda contratou outro atleta agenciado por ele, o promissor Mateus Vital.

O imbróglio começou depois que a diretoria deu desconto de 50% para associados em atraso regularizarem suas situações e terem direito a voto. A comissão não autorizou que eles participem do pleito citando o estatuto do clube que proíbe anistias a partir de 12 meses antes da votação.

Recibo indica que Carlos Leite bancou taxas para sócios do Corinthians

Leia o post original por Perrone

Documento obtido pelo blog indica que os R$ 200 mil enviados pelo empresário Carlos Leite ao Corinthians foram usados para o pagamento de taxas de sócios inadimplentes que passariam a ter direito a voto na eleição do próximo sábado. Trata-se de um recibo no valor R$ 51.635, datado de 4 de dezembro e referente a uma devolução de dinheiro feita ao agente. Juntas, estão as assinaturas dele e de uma funcionária do alvinegro.

Os cerca de R$ 50 mil sobraram do total enviado para o pagamento em favor dos associados, segundo o documento.

Em papel timbrado da agremiação, o recibo contradiz a versão dada anteriormente pelo agente ao blog. Amigo de Andrés Sanchez, candidato à presidência pela situação, ele havia negado que tivesse dado dinheiro para o pagamento de taxas de associados em atraso. Declarou ter feito um empréstimo ao clube com contrato de mutuo.

“Estamos efetuando a devolução de R$ 51.635 referentes ao depósito de R$ 200 mil na conta… do Sport Club Corinthians Paulista, através da Caixa Econômica Federal, conforme comprovante anexo. Tal devolução deve-se à sobra de dinheiro usado para pagamento de manutenções de sócios do clube que foram efetuadas nos dias 1,2 e 3/12/2017”, diz o recibo.

Procurado pelo blog no final da tarde desta quinta (1º), Leite disse que precisava ver o documento para se manifestar, mas mostrou estranheza ao ser indagado sobre o assunto. Às 18h45, o blog enviou cópia do recibo para ele por celular mas não obteve resposta até as 23h50. O empresário também não atendeu mais aos telefonemas.

O caso foi investigado pela comissão eleitoral do Corinthians que não conseguiu ouvir Leite. Na ocasião, ele afirmou que não poderia comparecer ao clube porque estava ocupado com a janela de transferências de jogadores para Europa. O empresário mora no Rio de Janeiro.

A diretoria havia feito uma promoção para sócios reativarem seus títulos com desconto de 50%. Porém, a comissão eleitoral tirou todos os beneficiados da lista de votantes sob a alegação de que o estatuto alvinegro proíbe anistias financeiras a partir de 12 meses antes da eleição.

Na mesma promoção, Paulo Garcia admitiu ter quitado taxas de associados. Sua candidatura à presidência foi impugnada pela comissão sob a alegação de compra de votos. Ele obteve liminar na Justiça e está na disputa. Já o empresário de Cássio, Fágner e Camacho não pode ser punido pela comissão por não ser sócio do clube. Depois de receber o dinheiro do agente, o Corinthians ainda contratou outro atleta ligado a ele, o promissor Mateus Vital.

No dia 29 de dezembro, o blog perguntou à assessoria de imprensa do presidente corintiano, Roberto de Andrade, se ele havia feito um empréstimo com Leite. A pergunta não foi respondida até agora.

Abaixo, veja cópia do recibo que indica que o dinheiro do agente foi usado para quitar taxas para sócios..

 

‘Ganho facilmente na Justiça’, diz Garcia sobre candidatura no Corinthians

Leia o post original por Perrone

Guilherme Strenger, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, deve anunciar nesta segunda (29) se acolhe pedido de impugnação da candidatura de Paulo Garcia feito pela comissão eleitoral do clube. O candidato, porém, já se preparou para buscar na Justiça o direito de concorrer à presidência no próximo dia 3.

“Tenho certeza que ganho facilmente na Justiça. Consultei especialistas em legislação eleitoral e eles afirmam que a impugnação seria absurda”, declarou o candidato.

A recomendação do veto à candidatura dele ocorreu por causa do episódio em que o dono da Kalunga admitiu ter pago taxas de regularização para sócios inadimplentes, que poderiam, assim, votar em fevereiro. Os pagamentos foram feitos com 50% de desconto por conta  de uma promoção idealizada pela diretoria. Mas a comissão eleitoral tratou o benefício como anistia, proibida pelo estatuto alvinegro a partir de 12 meses antes da votação. Desta forma, os beneficiados com a redução de preço foram excluídos da lista de votantes.

Ao justificar a decisão de tentar barrar Garcia, a comissão fez uma analogia com as leis brasileiras e classificou o gesto do candidato como compra de votos. Uma gravação em que Antônio Rachid, secretário-geral do clube, diz que Garcia pagará taxas de quem votar nele também foi usada para sustentar a decisão.

Como o estatuto corintiano não menciona veto a candidatos pagarem taxas aos associados, a comissão fez a analogia com a legislação do país, o que é contestado por Garcia.

“Os especialistas que consultei afirmam que vale o estatuto do clube”, declarou o candidato. Ele também cita eventos como churrascos e café da manhã oferecidos por outros candidatos a sócios para se defender. “Se fizerem essa analogia com as leis eleitorais, então todos devem ser impugnados. Não tem eleição”, disse ele.

Outro ponto de sua defesa é que, se os associados beneficiados com os pagamentos feitos por ele estão impedidos de votar, não existe infração para ser punida.

Sobre ter quitado as taxas com cartão de crédito, Garcia afirma que quis “mostrar para todos o que estava acontecendo no clube. Produzi uma prova de propósito para deixar claro o que sempre aconteceu nas eleições do Corinthians. Todos os candidatos fazem isso”.

O pleito já virou assunto de Justiça por causa da impugnação da candidatura do opositor Antonio Roque Citadini. Mas ele conseguiu uma liminar para poder disputar a eleição e segue no páreo.

 

 

Confissão e legislação complicam Paulo Garcia em eleição corintiana

Leia o post original por Perrone

A Comissão Eleitoral do Corinthians planeja anunciar nesta sexta sua decisão sobre excluir ou não da disputa Paulo Garcia, candidato à presidência na eleição do próximo dia 3.  A tendência no final da tarde desta quinta (25) era de o órgão optar pela impugnação, que precisa passar pelo crivo do presidente do Conselho Deliberativo, Gulherme Stregner.

O blog apurou que pesam contra Garcia, principalmente o fato de ele assumir que pagou para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar e a legislação eleitoral brasileira, contrária a benefícios dados por candidatos a eleitores. Pelo menos parte dos integrantes do órgão considera o candidato réu confesso.

O episódio está ligado à promoção feita pela diretoria corintiana, que deu 50% de desconto na taxa de regularização dos associados inadimplentes. Eles acabaram excluídos da lista de votantes pela comissão.

Após o vazamento de um áudio em que Antônio Rachid, secretário geral do clube, afirma que Garcia pagará a taxa para quem pretender votar nele, o candidato assumiu que chegou a bancar alguns associados. Ele deu entrevista afirmando que quitou as taxas com cartão de crédito em sinal de transparência. Na ocasião, declarou que se trata de uma prática tradicional no alvinegro e não proibida pelo estatuto.

A comissão analisou entrevistas concedidas por ele durante o processo.

De fato, o estatuto do Corinthians não menciona a proibição de candidatos pagarem mensalidades ou taxas para sócios. Porém, há entre integrantes da comissão o entendimento de que em caso de omissão nas regras do clube deve ser feita uma analogia com as leis do país. Assim, o gesto de Garcia se assemelharia ao de um candidato ao parlamento que oferecesse vantagens a eleitores, o que é proibido por lei.

Esse pensamento foi colocado em prática pela comissão ao impugnar a candidatura do diretor administrativo do clube, Eduardo Gaggiano Freitas, ao conselho.

A iniciativa de dar desconto aos sócios inadimplentes, considerada anistia, que é proibida no clube 12 meses antes da eleição, foi atribuída a ele. O cartola também teria feito articulações para o pagamento a associados em atraso.

Na decisão que o impugnou, a comissão eleitoral afirmou que o estatuto do clube é regido pelas leis do país. E que não é necessário que todos os crimes previstos na constituição apareçam no estatuto. O órgão classificou o caso de Caggiano como corrupção eleitoral, citando o artigo 299 do código eleitoral brasileiro. Ele prevê quatro anos de prisão para quem oferecer ou receber dinheiro ou outra vantagem em troca de voto.

Assim, é difícil que a comissão não use a mesma legislação ao decidir sobre Garcia. Pessoas próximas ao candidato, porém, afirmam que se ele for impugnado, irá recorrer à Justiça.

Antonio Roque Citadini, também postulante ao cargo, teve sua candidatura impugnada, mas está na disputa graças a uma liminar. Sua exclusão havia sido baseada no entendimento de que ele não poderá acumular o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado com a presidência alvinegra, se for eleito. A liminar, no entanto, foi concedida sob o argumento de que a simples candidatura não corresponde ao exercício dos dois cargos.