Arquivo da categoria: Eleições no Santos

Arrancada final

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje, às 14 horas, inauguração do Comitê 2 em Santos.
Compareça!

Logo mais, a partir das 14 horas deste sábado, José Carlos Peres, Orlando Rollo e eu estaremos recebendo os amigos, apoiadores e simpatizantes na inauguração do Comitê II da chapa Somos todos Santos. Quem acredita nas nossas ideias e na nossa disposição para colocar o Santos nos trilhos, será bem-vindo. O endereço é Avenida Frederico Machado, 301, Vila Belmiro, ao lado do estádio. Vai rolar um chopinho, muito bate-papo e novamente discutiremos boas ideias para o futuro do nosso Santos.

Eneacampeão, por que não?

Por Guilherme dos Santos

Procuro sempre escrever pensando em todas as possibilidades, racionalmente e sem ilusões ou fantasias. E por que o Santos não pode ser eneacampeão?

Primeiramente é fundamental analisar o nível lamentavelmente baixo do nosso campeonato, onde os times todos são parelhos, tendo grandes nomes ou não, pois em campo entram 11 jogadores para cada lado, e ali dentro de 90 minutos tem levado a melhor aqueles que realmente desejam ganhar, com vontade e dedicação. Ah, mas os times estão levando a melhor porque vem fechado lá atrás e só joga no contra ataque… Meu caro, para marcar uma equipe 90 minutos também exige muito de um jogador, ou seja, os times são pouco criativos e erráticos.

Dessa forma, acredito sim no potencial dessa equipe do Santos, que num tempo não tão distante já fizeram grandes partidas e vestiram com sabedoria nossa camisa. Estão precisando de confiança. Cadê aquelas triangulações nas laterais, que mesmo o adversário sabendo, não conseguia parar? Cadê aquela pressão na frente com o time todo avançando e ganhando as chamadas segunda bola, onde saía muitos gols? Com o Elano, eu confio que muito dessa confiança possa voltar a aparecer.

Na época elogiei a contratação do Levir, mas mesmo com números bons, ele não soube treinar a equipe e dar um padrão de jogo efetivo. Não se pode sacrificar dois atacantes como Bruno Henrique e Copete para ficar marcando lateral. Acabou sendo um retrocesso num campeonato que já poderíamos estar na ponta e com folga. Tarde demais para ter trocado? Teremos mais 7 rodadas para descobrir.

E são nessas 7 partidas que me inspirei a escrever. Num olhar otimista, lembrei-me do campeonato brasileiro de 2004, quando o então técnico Vanderlei Luxemburgo traçou uma meta de vencer 7 partidas seguidas para assumir a liderança do campeonato ainda no primeiro turno. Por que não traçar 7 vitórias nessa reta final de campeonato? Como o próprio Odir analisou os jogos no blog, eu concordo e acho possíveis as vitórias. Mas, a começar pelos jogadores e comissão técnica até os torcedores, todos precisamos acreditar e querer muito mais do que os outros. Nesse nível de campeonato, mais do que talento e técnica, garra, força de vontade e superação também ganham títulos.

Eu ainda confio sim que esse grupo de jogadores pode fazer coisas boas. Vanderlei, David Braz, Lucas Veríssimo, Alison, Jean Mota, Bruno Henrique, Ricardo Oliveira, já é uma boa espinha de um time. No mérito Lucas Lima, ele pode sim fazer a diferença claramente porque qualidade tem de sobra. Precisamos saber até onde ele realmente está focado nessas rodadas finais ou no próximo contrato. Acredito que boa parte dos jogos, o esquema tático que tínhamos não ajudava o seu futebol, assim como o de outros jogadores, mas também já senti por algumas vezes certa displicência. Posso estar enganado, por que não?

Comissão técnica: é hora de juntar os cacos e tentar passar a confiança necessária e unir todos num só objetivo. Jogadores: são vocês que podem trazer esse título histórico, seus maiores fãs estão em vossas casas esperando por isso. Torcedores: tem que apoiar, tem que estar junto, se abraçar só quando tudo está bem é muito fácil. Quando vem a dificuldade, temos que nos empenhar ainda mais. Já a diretoria, eu espero ansiosamente pelo pleito dia 09/12 para derrubá-los.

E você, acredita no eneacampeonato?


Eternidade

Leia o post original por Odir Cunha

Eu e Pelé II

Hoje o brasileiro mais talentoso de toda a história completa 77 anos. Somos privilegiados por viver no mesmo tempo que ele e, muitos de nós, mais abençoados ainda por tê-lo visto em campo, fazendo coisas que ninguém fez ou fará. Pelé usou a linguagem universal da arte do futebol para encantar plateias de todo o mundo, colocar o Brasil no mapa e se tornar um imortal. Um forte abraço, mais do que isso, um beijo ao senhor Edson Arantes do Nascimento, nosso amado Pelé. Saúde, felicidade e vida longa ao Rei!

E-mail para votar em São Paulo

Muitos sócios têm me perguntado como farão para votar para presidente do Santos, no dia 9 de dezembro, sem precisar ir até a Vila Belmiro. É simples. Basta pedir a mudança de domicílio eleitoral pelo e-mail domicilioeleitoral@santosfc.com .br

No e-mail o sócio deve dizer que prefere votar em São Paulo e incluir o seu nome completo, número do CPF e seu número de sócio do Santos.

O pedido também pode ser feito pessoalmente, na secretaria social do clube, no estádio Urbano Caldeira, ou na subsede do Santos na capital, situada à avenida Indianópolis, 1772, telefone (11) 3181-5188.

Mesmo os associados que pediram a mudança de domicílio eleitoral na última eleição deverão fazê-lo novamente, ou deverão votar na Vila Belmiro.

O prazo para pedir a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo vai até o dia 24 de novembro. Portanto, se você uqer votar na sede da Federação Paulista de Futebol, não perca tempo.

Poderão votar todos os sócios do Santos que tiverem ao menos 1 (um) ano completo de permanência ininterrupta no quadro associativo do Santos e não estiverem em débito com o clube.

Os associados inadimplentes que quiserem quitar as suas contribuições atrasadas para garantir o seu direito de voto poderão fazê-lo até o dia 4 de dezembro. O clube promete manter a secretaria social e a tesouraria de plantão de 29 de novembro a 4 de dezembro, das 10 às 21 horas, para atender aos sócios.

O Santos tem sido um clube abençoado pelos deuses do futebol, que o escolhem para, regularmente, receber em sua manjedoura meninos escolhidos, especiais, que nascem ali para brilhar no futebol. Está na hora de termos também dirigentes à altura desses craques. Mas essa última parte depende de você, sócio santista. Vote no dia 9 de dezembro, na Vila Belmiro, ou na Federação Paulista de Futebol, e coloque o Santos no reencontro de sua universalidade.

E você, o que acha disso?


Vamos falar do Santos

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje eu falo na Rádio Transamérica

Nesta sexta-feira, a partir das 20 horas, participarei do programa esportivo da Rádio Transamérica ao lado do lendário Silvio Luiz. Pelo amor dos seus filhinhos ouça o programa. Falarei, entre outras coisas, da campanha para lançar o livro histórico Santos FC o maior espetáculo da Terra, cuja campanha de pré-financiamento ainda não atingiu metade da verba necessária para a impressão da obra e só faltam 20 dias para encerrar o prazo de arrecadação.

torcida jovem

O Santos que queremos

A torcida do Santos é bem maior, mais abrangente e mais relevante do que a maioria das pesquisas de torcidas brasileiras tem mostrado. Darei mais algumas informações sobre isso, abordando ângulos esquecidos pela grande imprensa, e estarei à disposição para ouvir considerações e responder perguntas amanhã, no seminário O Santos que queremos . Participe. A inscrição é gratuita.

Com a presença confirmada de Amir Somoggi, um dos maiores conhecedores de marketing esportivo no Brasil; Marcelo Unti, Isabela Balsimelli e minha, será realizado amanhã, no auditório do Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, na rua São Bento, 413, o seminário intitulado O Santos que queremos.

O evento começará às 9 horas da manhã e prosseguirá até às cinco da tarde. O Sindicato dos Bancários fica no histórico Edifício Martinelli, situado na rua São Bento, 413, ao lado da estação São Bento do metrô.

Programação

9 horas – Recepção aos participantes e convidados

Composição da 1º Mesa e objetivos do seminário

Exibição de vídeo

1º Tema: Arenas, Pacaembu e Vila Belmiro
Palestrante: Marcelo Unti

9h30 às 10h10 – Apresentação

10h10 às 10h40 – Debate com a participação do público

10h45 às 12 horas – 2º Tema: Dívida

12h10 às 13h10 – Horário de almoço

Tarde
3º Tema: A Marca Santos Futebol Clube
Palestrantes: Odir Cunha – Amir Somoggi
Das 13h15 às 14h35.

4º Tema: Programa Sócio Torcedor
Palestrantes: Amir Somoggi – Isabella Balsimelli
Das 14h40 às 16h00.

Cerimônia de encerramento e congraçamento das 16h15 às 17h00.

Seminário O Santos que queremos
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A palavra dos organizadores

Somos sócios preocupados com o presente e o futuro do Santos Futebol Clube. O que nos motiva e aproxima é a busca de planos e propostas para superar as consequências de gestões irresponsáveis, que colocam em risco a sobrevivência da entidade.

Também nos identifica a certeza de que o Santos precisa de união, do desapego e do envolvimento de todos os que acreditam na sua grandeza.
Dos que desejam mantê-lo no caminho traçado por Urbano Caldeira e Athié Jorge Cury, dos que sonham vê-lo sempre na vanguarda do futebol.

Entendemos que o clube tem de debater e conhecer seus torcedores e associados e junto deles encontrar seu caminho de gigante também no século XXI.

Neste seminário juntamos santistas de todos os cantos com o mesmo ideal: ter o Santos que queremos !!!

Defendemos princípios como a democracia, a transparência e a modernidade na gestão.

Entendemos que eventos como este devam fazer parte da vida cotidiana do clube.

Manter vivo o debate e o diálogo com nossos sócios e torcedores é um exercício que deve ser incorporado e podemos realizar nas mais diversas cidades.

Nós que convidamos e organizamos este seminário, temos o intuito de conhecer as ideias de sucesso no mundo do futebol e trazê-las para o debate de todos os santistas.

É esse o clube que desejamos. E ele será possível na medida em que estivermos unidos.

Às vezes, parece ser só um sonho bonito de sonhar, mas nós sabemos que o Santos é a realidade que mais vale a pena viver.

Seminário O Santos que queremos
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Por uma eleição de ideias

Ainda com esperanças de que os movimentos oposicionistas se unam em prol de um Santos melhor, assumo o ônus e o bônus de ter decidido participar ativamente das próximas eleições no Santos. Faço parte do movimento Somos todos Santos, que já conta, além do meu, com os grupos liderados por José Carlos Peres e Orlando Galante Rollo.

Como fui o primeiro pré-candidato dessa eleição, divulguei minhas ideias, ouvi e li sugestões de muitos santistas para construirmos um Santos melhor, e como agora apoio o amigo José Carlos Peres, assim como fiz em 2014, é natural e justo que tenha de dar explicações a respeito dessa minha escolha e esclarecer todos os pontos com relação a ela. Vamos lá:

Fiz e faço minha parte pela união da oposição

Abri mão de minha candidatura para tentar a união dos movimentos de oposição à complicada gestão atual. Até agora não consegui, mas não desisti da união total. Porém, se há duas tendências, sou obrigado a optar por uma delas. Como sabem, sou muito grato ao Peres por ter me convidado para o trabalho que resultou na unificação dos títulos brasileiros.

Responsabilidade com os que acreditaram em mim

Sou responsável pelas pessoas que dividem comigo os mesmos ideais para o nosso Santos. Responsável pelas propostas, sinceras, que tenho recebido, discutido e divulgado. O fato de não ser mais candidato a presidente não quer dizer que tenha esquecido o que discutimos e decidimos ser o melhor para o Santos.

Possibilidade de atuar diretamente na administração do Santos

Eu precisaria estar ao lado de um futuro presidente que me desse liberdade para trabalhar e ser ouvido em pontos essenciais para um Santos melhor. Encontrei na aliança com José Carlos Peres e Orlando Rollo as condições ideais para defender os desejos dos santistas que me queriam como presidente do clube e confiam em minha honestidade e capacidade de trabalho.

O que falar de José Carlos Peres

Desde 2000, com a fundação da Ong Santos Vivo, José Carlos Peres tem realizado inúmeras ações em prol do Santos, ligado ou não ao clube. Por sua conta e risco criou o prêmio anual Ong Santos Vivo, patrocinou o programa diário na Rádio Trianon, tornou-se empresário de Gabigol e o entregou de graça para o Santos e cedeu seu imóvel, próximo à avenida Pacaembu, como subsede do clube em São Paulo. Como funcionário do Santos trouxe inúmeros novos negócios para o clube, como o camarote Visa, e entre eles comandou o trabalho de unificação dos títulos brasileiros, para o qual fui convidado como pesquisador e escritor.

Nesse ínterim, foi diretor da Federação Paulista de Futebol; administrador do G4 Aliança Paulista, que congregou os quatro grandes de São Paulo; iniciou os trabalhos de coordenação das festividades do Centenário do Santos e, em sua última passagem pelo clube, abriu e tentou abrir novas frentes internacionais para o Santos. Jamais se furtou a trabalhar pelo clube, qualquer que fosse a administração, assim como promete abrir sua administração para as melhores cabeças e os melhores profissionais de outras correntes políticas do clube.

Peres foi o segundo colocado na última eleição para presidente do Santos, em 2014, com menos de 200 votos de Roma. Portanto, tem todo o direito de concorrer ao pleito novamente.

O que falar de Orlando Galante Rollo

Uma jovem e dinâmica liderança política de Santos que estou tendo prazer de conhecer melhor agora. Uma pessoa afável, simpática, que cativa seus seguidores pela sinceridade e camaradagem. Um homem que valoriza a honestidade e a lealdade. Vítima de calúnias, processou o blogueiro caluniador e ganhou a causa. É uma pessoa do bem e se sente cada vez mais preparado para assumir cargos importantes na vida pública. Sua juventude forma, com a maturidade de Peres, uma receita ideal para comandar um Santos que respeite sua tradição e ao mesmo tempo seja ousado e irreverente.

Orlando Galante Rollo foi o quarto colocado na eleição de 2014. Teve votação expressiva em Santos, principalmente entre os associados mais jovens. Agora, mais experiente, pode contribuir ainda mais para a administração do clube.

Minha participação

Vejo minha participação nesse processo como mais técnica e estratégica. O conhecimento da história do Santos, acredito, me dá uma visão holística que mistura o passado e o presente do clube, delineando o futuro que podemos e devemos construir juntos. Estou tranquilo e consciente de ter feito a melhor opção, mas, como sempre, respeito a todos que se propõem a discutir apenas ideias, deixando as impressões pessoais de lado.

O espaço deste blog está garantido a todas as correntes políticas do Santos, até mesmo aos seguidores da gestão atual, desde que não o usem para provocações baratas e preconceituosas. A hora é delicada, e de união em torno dos interesses maiores do clube.

Mudança na enquete

Pessoalmente, por e-mails e comentários na mídia social, fui contestado por santistas que me consideraram parcial por fazer uma enquete sem incluir o nome de Andrés Rueda, segundo eles um empresário capaz, também de boa aderência entre muitos sócios, que pode ser escolhido como o candidato do grupo União Santástica. Para ser justo, refaço a enquete acima com as novas informações de que agora Peres está apoiado por Orlando Rollo e por mim.

Agora quero saber sua opinião sobre tudo isso


Ser ou não ser candidato

Leia o post original por Odir Cunha

Muitos que me apoiam para presidente do Santos têm cobrado informações sobre o processo eleitoral e pedido uma posição sobre a eleição marcada para o início de dezembro. Com a franqueza de sempre venho dizer que, com exceção de Modesto Roma e seu grupo, que considero nocivos para o equilíbrio e o crescimento do clube, tenho feito contato com líderes da comunidade e prováveis candidatos à presidência do Santos. Sinto que todos partilham das ideias essenciais de crescimento e universalidade do clube.

Nada tenho de pessoal contra o atual presidente e seus assessores, mas como gestores têm sido os piores possíveis, e os números comprovam isso. Em quantidade de sócios, o Santos, que já foi o primeiro do Brasil, está em décimo terceiro; em média de público, beira a décima posição, e isso graças aos poucos jogos no Pacaembu, pois do contrário, se apenas mandasse jogos na Vila Belmiro, como prefere a gestão atual, figuraria entre os últimos. Em venda de material esportivo, vai muito mal; em visibilidade na tevê, pior ainda… Só aumentam mesmo o cabide de empregos e as dívidas, que só crescem desde que Roma assumiu o cargo.

É evidente que lançar a pedra fundamental de uma arena cara e pequena em Santos faria muito bem apenas aos envolvidos no negócio, pois seria o fim do clube, obrigado a uma dívida enorme por décadas a fio. Só essa possibilidade tira o sono de muitos de nós… Enfim, creio que, como eu, a maioria dos santistas conta os dias para o fim dessa gestão extrativista, que só tira do clube e quase nada oferece em troca.

Para se transformar naquilo que a maioria dos torcedores quer, o Santos precisa romper seus limites geográficos e voltar a trilhar o seu destino universal, além, é claro, de se tornar um clube regido pela transparência, competência e ousadia, atributos que hoje passam longe das pessoas que o dirigem.

Enfim, para o bem do Santos, a oposição precisa vencer a eleição de dezembro. Porém, há um detalhe que pode impedir isso: o excessivo número de opositores concorrentes à presidência. Analisei com calma tudo o que já me disseram sobre a eleição e concordo que o lançamento de muitas chapas, como ocorreu em 2014, jogará novamente o poder no colo de Modesto Roma, decretando mais três anos tenebrosos para o clube que amamos.

Pelo bem coletivo

Tenho contatado os grupos de opositores para discutir propostas e tentar uma união de todos. No entanto, creio que, no mínimo, deles sairão dois grupos distintos a concorrer pela presidência: um que tem como líderes José Renato Quaresma, Andrés Rueda e Walter Schalka, e outro que já conta com Orlando Rollo e José Carlos Peres. A possibilidade de que se unam em um apoio a mim parece impossível, assim como é improvável que se harmonizem entre si.

Creio que eu tenha simpatizantes suficientes para lançar a chapa do “Movimento por um Santos Melhor”. Até patrocinadores, um da capital, um de Santos e um de outra cidade já se ofereceram para me apoiar nessa empreitada. A presidência me daria a oportunidade de fazer tudo aquilo, ou quase tudo, que discutimos aqui. Entretanto, sei que ao colocar minha vaidade de presidir o Santos acima dos interesses do clube, poderei apenas contribuir para que as correntes progressistas sejam derrotadas mais uma vez pela inércia e pelo obscurantismo. Com três chapas de oposição, fatalmente a situação venceria novamente.

Assim, após conversar com meus mais próximos incentivadores, decidi abrir mão de minha candidatura e apoiar um dos dois grupos de oposição que se lançarão ao pleito de dezembro. Em conversas preliminares comigo, ambos se comprometeram a implementar os cinco pontos que considero essenciais de tudo o que já discutimos aqui, das propostas que recebi por e-mail e do que falamos no encontro no Bar Murymarello:

1 – Mando de jogos no mínimo meio a meio entre Vila e Pacaembu; 2 – Campanha permanente de sócios, usando telemarketing e um programa de recompensas para se atingir 100 mil associados em três anos; 3 – Construção de um novo CT da base em Santos, com no mínimo 80% do passe dos garotos para o clube; 4 – Programa de endomarketing no clube e de ensino da história do Santos para alunos da rede pública da Baixada Santista; 5 – Estudos e discussões com a finalidade de implantar o voto à distância.

Há muitas outras ideias nossas aprovadas quase por unanimidade pelos grupos de oposição, como aquelas que envolvem a transparência; a maior participação da marca Santos no exterior; a parceria com a Secretaria de Turismo de Santos para se criar um roteiro turístico baseado no time e em Pelé; a reforma da Vila Belmiro para tornar o estádio maior e com mais lugares populares; a instituição de uma equipe de olheiros pelo Brasil, e outras.

Creio que se José Carlos Peres ou Walter Schalka forem eleitos (me parece que ambos são os mais cotados para serem os cabeças de seus grupos), a maior parte das ações que queremos para o Santos serão cumpridas. Ambos têm qualidades.

José Carlos Peres é meu amigo há 15 anos. Investiu muito do próprio bolso no Santos. Criou a Ong Santos Vivo, o prêmio anual Santos Vivo, patrocinou o programa da Rádio Trianon, ofereceu seu imóvel para subsede do Santos ao lado do Pacaembu, idealizou e investiu no Dossiê que fizemos juntos e unificou os títulos brasileiros, teve nas mãos o passe de Gabigol e o entregou ao Santos sem ganhar nada, foi executivo do G4 Paulista, conhece os dirigentes da Federação Paulista, da CBF, os empresários, os executivos das tevês, os jornalistas esportivos. Já levou centenas de projetos ao Santos. Já conversamos horas e horas sobre ideias para o clube. Nesses sete meses que tentou trabalhar para a administração atual teve quase todos os seus projetos rejeitados pelo presidente. Agora decidiu que chegou a sua vez.

Walter Schalka é um dos grandes gestores do Brasil. Atualmente está na Suzano Papel e Celulose. Antes, já tinha feito um grande trabalho na Votorantim. Não o conheço tão bem quanto ao Peres, mas, quando conversamos, olho no olho, senti sinceridade e honestidade em suas palavras. É um homem simples, direto. Está muito preocupado com a dívida do Santos e, creio, trabalhará muito para reduzi-la ao máximo. Ele esteve na gestão de Luis Álvaro Ribeiro e saiu do clube em agosto de 2011. Supervisionou o futebol enquanto serviu ao Santos. Seu grupo de apoiadores é grande e heterogêneo, e este será um de seus desafios para montar sua equipe de trabalho.

Ambos, Schalka e Peres, têm mais experiência do que eu na gestão de empresas e pessoas. Qualquer um dos dois pode gerir o Santos com eficiência e transparência. Provavelmente terei de apoiar um dos dois e recomendarei aos meus seguidores que façam o mesmo. Entretanto, como sempre, respeitarei a opção de cada um e abrirei o espaço do blog para discussões construtivas a respeito. Coloquemos o Santos em primeiro. Sempre.

Bem, agora gostaria de ouvir a opinião de vocês sobre essa minha decisão


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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

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Pirâmide Invertida X Novo Jornalismo

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Da preparação à técnica de colher informações e escrever

As dez qualidades do bom jornalista

Extraídas do livro “Lições de Jornalismo”.

Como escrever para

Jornal – Revista – Rádio – TV – Blog

Mídia Social e Assessoria de Imprensa

Escrever um livro

Como pesquisar, escrever e publicar

Os limites da polêmica

Como evitar os crimes de opinião:

Difamação, Injúria e Calúnia

Princípios do bom texto

Clareza

Objetividade e ordem direta

Escolha das palavras simples e concretas

Uma ideia por parágrafo

Precisão. Sem ela não há credibilidade.

Isenção. A necessidade de ser neutro.

Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.

A importância de reler o texto

Criatividade e os caminhos que levam a ela

Comportamento do repórter

Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.

Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Descrição das funções Jornalísticas

Repórter – Copidesque – Chefe de Reportagem

Revisor – Editor – Editor-chefe

Como fazer

Títulos – Subtítulos – Olhos – Intertítulos – Legendas

Lições na classe e em casa

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Eleições no Santos

Leia o post original por Odir Cunha

Tana Blaze é um executivo brasileiro que vive na Alemanha. Ele já escreveu outras vezes aqui no blog e seus artigos estão repletos de reflexões importantes sobre o nosso Santos. Nem sempre concordo plenamente com o que ele escreve, mas o admiro como pessoa e respeito seu direito de expressão. Ele acaba de me enviar o artigo abaixo sobre as eleições presidenciais do Santos, em dezembro. Estou certo de que vale a pena ser lido.

PELO VOTO À DISTÂNCIA E UM SEGUNDO TURNO NAS ELEIÇÕES

Por Tana Blaze, direto da Alemanha

1- A reforma do Estatuto do Santos em banho-maria

Não há dúvidas que a maioria dos santistas deseja que seja introduzido o VOTO À DISTÂNCIA e um
SEGUNDO TURNO nas eleições de 2017 a fim de impedir um desfecho igual ao de dezembro de 2014
e um presidente eleito com apenas 26% dos votos.

Quando foi fixado o dia 10 de junho de 2016 como data limite para a coleta de proposições, mandei
minhas sob forma do post “A reforma do Estatuto: uma encruzilhada despercebida” publicado no
Blog do Odir em 7 de junho de 2016.

Dias após, 16 conselheiros do Santos enviaram o texto do post como proposição deles ao CD, sendo
claro que a Comissão de Estatuto poderia a seu bel prazer ou acatar estas sugestões, passando-as em
seu próprio nome ao CD ou simplesmente jogá-las no cesto de lixo.

Teria sido diferente se ao invés de apenas 16, um número mínimo de 30 conselheiros tivesse
assinado esta proposta, que passaria a ter peso jurídico com base nos Artigos 45 (h) e 58 da carta
magna do Santos. Neste caso a Comissão de Estatuto seria obrigada a dar andamento à proposta nos
termos do Estatuto.

Ninguém sabe quais foram as outras propostas feitas para melhorar o Estatuto e os seus respectivos
teores. Fato é que o Santos continua cozinhando a reforma em banho-maria, com a intenção cada
vez mais delineada de não a implementar antes das eleições de dezembro de 2017, visando
obviamente facilitar a reeleição do grupo situacionista.

Estariam querendo impedir o VOTO À DISTÂNCIA, resultando que torcedores do interior sejam
menos motivados a se tornarem sócios e não podendo participar dos pleitos em igualdade de
condições com os das cidades de Santos e São Paulo. Imagino que a direção argumentaria com o álibi
de que uma votação à distância não ofereceria segurança. Alegação que seria tão falsa, como é
verdadeiro o fato que o GRÊMIO e o INTERNACIONAL votarem a distância há alguns anos, sem que
qualquer problema os tenha demovido do sistema.

Pretenderiam evitar que haja a obrigatoriedade de maioria absoluta na eleição presidencial através
de um SEGUNDO TURNO nas eleições, para guardar a possibilidade de reeditar a tomada de poder
com uma maioria apenas relativa de votos, como a de 26% nas eleições de dezembro de 2014.

Sem um artigo que possibilite a REMUNERAÇÃO DO PRESIDENTE pelo clube, certos candidatos
qualificados ao cargo, mas que não disponham de recursos pessoais, desistirão de uma candidatura
ou caso eleitos se tornarão financeiramente dependentes. Aliás o SÃO PAULO e o BAHIA já
introduziram no seu Estatuto a possibilidade de pagar um salário ao presidente.

2- O poder no Santos após o resultado eleitoral de dezembro de 2014

Conviria resumir em quatro pontos como seria exercido o poder no Santos:

1) Pela presidência do clube conjugada à circunstancia do presidente do Santos não ter que
conviver com membros do Comitê de Gestão incômodos, que não sendo eleitos com a
chapa, mas apenas nomeados por ele, podem ser exonerados, tal como o Laor e o Modesto
exoneraram. O poder do CD em aprovar ou vetar a destituição de membros segundo Art. 45
(b) tem se mostrado apenas teórico ou formal.

2) Pelo poder quase absolutista conferido ao presidente do Santos nas decisões operacionais
individuais por meio do seu Comitê de Gestão, moldado por suas nomeações e exonerações.
Ficando o poder de controle do Conselho Deliberativo limitado a algumas funções
institucionais, como deliberar sobre as Demonstrações Financeiras, mas sem qualquer
competência para aprovar de forma prévia as ações operacionais individuais do presidente,
como por exemplo, investimentos em estádios a quaisquer condições, compra dos direitos a
quaisquer valores, como os de um Damião, para a qual, segundo o Artigo 90, só poderia dar
pareceres posteriores e somente quanto aos aspectos formais do contrato. Chamou atenção
que por ocasião da disputa entre o Esporte Interativo e Globo para a venda de direitos
televisivos, a grande maioria dos clubes submeteu a aprovação dos seus contratos a seus
Conselhos Deliberativos, ao passo que no Santos o CD foi apenas informado.

3) Através da função legislativa do Conselho Deliberativo que na base dos Artigos 45(h) e 58,
permite a maioria dos seus membros orientar e cercear os planos do presidente através de
mudança do Estatuto a qualquer hora, sem que as mudanças possam ser impedidas pela
administração. Para tanto basta que 30 conselheiros façam proposição de mudança, que
dependendo do parecer do Conselho do Estatuto, seja aprovada ou por uma maioria de
conselheiros com 50 % presentes, ou por uma maioria no plenário, pressupondo-se sempre
que seja posteriormente aprovada por ¾ na Assembleia Geral dos sócios.

4) Através da presidência da Mesa do Conselho Deliberativo, que sobretudo tem o poder de
tomar ou deixar de tomar uma série de inciativas importantes e que deveria ser competente,
neutra e transmitir confiança, o que algumas vezes não vem sendo o caso.

Nas eleições de dezembro de 2014 as chapas do Peres e do Fernando Silva elegeram ao todo entre
130 e 120 conselheiros, contra apenas 77 do Modesto Roma, resultando no papel uma maioria de
cerca de 50 conselheiros eleitos a favor da oposição para se impor no Conselho Deliberativo.
Supremacia que estabeleceria algum de equilíbrio contra o poder quase absoluto de um presidente
eleito com 26% dos votos apenas.

Com esta maioria no CD, uma oposição unida em torno do José Carlos Peres e do Fernando Silva
poderia ter por conta própria apresentado à Assembleia Geral as mudanças do Estatuto desejadas,
sem que a direção tivesse a possibilidade de impedir a iniciativa. E teria em poucos meses
conseguido integrar no Estatuto artigos que, por exemplo, determinassem a aprovação pelo
Conselho Deliberativo investimentos imobiliários, como em estádios, a obrigatoriedade do voto a
distância, de um segundo turno nas eleições presidenciais e a remuneração do presidente eleitos e
outras.

Sobretudo a oposição unida deveria ter eleito um candidato próprio à presidente da mesa, como
praticado universalmente em todas as associações e parlamentos do mundo, para controlar o
executivo de forma independente.

A guinada inicial do Peres que fragmentou a oposição

Mas após a eleição de dezembro de 2014 o líder de chapa José Carlos Peres nem pensou em eleger o
candidato escolhido por sua própria chapa e a do Fernando Silva para a presidência da Mesa do CD,
logo apoiando o candidato da direção do clube, Fernando Bonavides.

Na eleição que se seguiu para a presidência da Mesa, no mínimo 15 conselheiros da chapa do Peres
votaram no Bonavides e no mínimo 29 conselheiros votaram para o Pfeifer e os demais, se
abstiveram ou nem compareceram à reunião, alguns constrangidos pela ação do Peres.

Os 15, incluindo o próprio Peres, que votaram a favor do Bonavides, causaram um declive de 30
votos, sendo assim inteiramente responsáveis pela sua vitória sobre o Alberto Pfeifer por 112 a 85,
ou seja, por 27 votos. Se tivessem votado a favor do candidato da sua chapa, Pfeifer teria vencido a
eleição com 3 votos de vantagem.

Muitos eleitores que elegeram o Peres, na esperança deles a antítese da gestão do Marcelo Teixeira
encerrada em 2009 da do Resgate encerrada em 2014, devem ter-se sentido traídos quando ele
entregou o ouro justamente ao Marcelo Teixeira.

Entrementes as queixas sobre o Bonavides quanto ao que se passa no CD se acumulam. Outro dano
foi causado pelo vácuo de liderança na oposição no CD, decorrente da perda de credibilidade do
Peres com fragmentação da oposição em subgrupos, enfraquecendo-a pelo resto do triênio.
Em suma, das quatro alavancas de poder do Santos lembradas no capítulo anterior, o Modesto Roma
conquistou duas com 26% dos votos e as outras duas lhe foram facilitadas pelo Peres depois da
eleição.

Foi emblemático que o Peres e o Fernando Silva, dispondo de uma maioria de conselheiros, não
tomarem qualquer iniciativa para melhorar o Estatuto nos quesitos que mais os prejudicaram
pessoalmente em 2014, quando perderam as eleições justamente por não ter havido votação a
distância e segundo turno, assumindo-se que o Modesto não teria ganho votos no interior, pois na
cidade de São Paulo obteve apenas 35.

A trajetória do pressuposto líder da oposição José Carlos Peres

Para entender a falta de liderança e iniciativa da oposição no triênio 2015-2017 é preciso considerar
também a trajetória do Peres no G4 Aliança Paulista, do qual foi presidente executivo.
No capital social do G4 participam com 25% cada os 4 grandes paulistas, e o Artigo n° 17 do Estatuto
desta Associação estipula que cada decisão do Conselho de Presidentes (composto pelos presidentes
dos quatro grandes paulistas) tem que ser unanime, incluindo também o voto de um presidente que
porventura esteja ausente numa reunião. Decorre deste “artigo de unanimidade”, que não existe nas
sociedades anônimas e na maioria das limitadas, o óbvio que cada um dos presidentes dos 4 clubes
tem o direito de vetar, nomear ou demitir o Diretor Executivo. Cada clube controla apenas 25% do
capital, mas 100% das operações da associação. Ou seja, para se nomear um diretor executivo não
basta uma maioria de 3×1, tem que ser 4×0. Por outro lado, basta que um presidente de clube queira
exonerá-lo, para que este tenha que ser demitido. De forma inversa o diretor executivo tem que
convencer e agradar aos quatro e não apenas a três presidentes para permanecer no seu posto.

Neste contexto foi precisa a definição do Modesto Roma em sua entrevista de campanha eleitoral
em novembro de 2014, explicando a permanência do Peres como diretor executivo do G4 durante a
gestão do Laor e do Odílio: “…tem outro (o Peres) que durante a eleição de 2009 já trocou de lado e
afinou com a atual diretoria (Laor-Odílio) pretendendo ficar em seu cargo no G4 Paulista, ou seja, ele
é pelo poder transvertido de novo“.

No primeiro semestre de 2016 inesperadamente um dos quatro grandes paulistas teria se retirado
do G4, pelo que a associação teria deixado de ser atuante. Com o fim do seu cargo no G4, que até
então teria sido remunerado, o Peres foi falar com o Marcelo Teixeira, que o teria recomendado ao
Modesto para que fosse empregado. Se esta história não for correta, que o Peres explique porque
abandou o emprego pleno do G4 para ser empregado pelo do Santos.

Caso tenha sido remunerado como diretor executivo do G4 de janeiro de 2015 até junho de 2016, a
sua atuação como conselheiro poderia ser considerada como ferimento do Artigo 41 (g) do Estatuto
do Santos, que impede que um membro do Conselho Deliberativo seja remunerado pelo clube.

Poder-se-ia contrapor que o G4 Aliança Paulista não é o Santos e consequentemente uma
remuneração do Peres no G4 não pode ter ferido o Estatuto. Se não tiver sido ferido do ponto de
vista formal, feriu no mínimo o espírito do artigo, porque não se pode fazer de conta que direitos ou
obrigações de associações plenamente regidas pelo clube sejam coisa alheia. O que pode ser
ilustrado pelo fato de que em vários países, como possivelmente também pelos US -GAAP Generally
Accepted Accounting Principles e dependendo da significância dos valores, o G4 Aliança Paulista teria
que ser consolidado proporcionalmente (25%) no balanço do Santos, porque é plenamente
controlado pelo clube através do seu Artigo 17.

Mas pouco interessa uma eventual violação do Estatuto do Santos sob o ponto de vista formal e
jurídico, deixo para outros. O que interessa é o conflito de interesses que decorria da dependência
do Peres da graça do Presidente do Santos, ou do mentor deste, Marcelo Teixeira, que poderia sacá-
lo da sua função de Diretor Executivo do G4 Aliança Paulista a qualquer momento, caso se tornasse
inoportuno como líder da oposição no CD. Conflito que existiria mesmo se a função do Peres no G4
não fosse remunerada. É justamente este tipo de conflito de interesses que o Artigo 41 (g) tenta
impedir.

Não cabe a mim, mas aos conselheiros do Santos que testemunharam as ações do Peres no dia a dia,
opinar se este conflito de interesses influenciou ou não as suas ações ou omissões.

Não há maioria que dure, deve ser possível alterar o Estatuto antes das eleições

A “maioria da situação” que vem agora sendo cantada, se não for a maioria geográfica dos
conselheiros residentes em Santos, devida a maior facilidade de comparecer às reuniões, poderia até
servir de álibi para certos conselheiros justificarem omissões em desafiar a direção, sem que isto seja
perceptível ou possa ser provado. Para mim não cola tanto assim.

Hillary e Theresa exemplificam que jamais existiu qualquer tipo de maioria que dure.
Além disso a prova cabal de que muitos conselheiros não agem como marionetes da direção foi dada
no caso de grande importância para o Modesto, da reprovação das contas pelo plenário do CD por
83 x 81 votos e o sucesso da lista “O Santos merece respeito”, que obteve 116 assinaturas, provando a
independência e do bom senso de vários conselheiros.

Quanto à falta de TEMPO para fazer mudanças estatutárias, acho que é escasso, mas não
insuficiente. Não há necessidade de se reformar todo o Estatuto de uma vez só, algumas mudanças
podem ser antecipadas desde que sejam importantes.

O VOTO À DISTÂNCIA já está previsto no Estatuto, sem ser obrigatório, sendo que o Conselho
Deliberativo (e não o Comitê de Gestão) tem o poder de decidir soberanamente se vai haver votação
a distância ou não em dezembro de 2017. Se o CD decidir, a direção do clube terá que cumprir. Pois
diz textualmente o Artigo 30: “Por decisão do Conselho Deliberativo, a eleição poderá também ser
realizada por meio de canais diferenciados (correio ou internet), desde que sejam garantidas a
segurança e a confidencialidade das votações.

Então a boa notícia para implantar o voto à distância para as eleições de 2017, é que não há
necessidade de Assembleia Geral Extraordinária, precedida de um período de convocação de 30 dias
a partir da data da Reunião Extraordinária do CD. Portanto desde agora o tempo disponível até as
eleições poderia ser empregado inteiramente na campanha de cooptação dos conselheiros para a
aprovação no CD e a para a implantação técnica do sistema. Em 2014 a Reunião do CD, que na
sombra da fraude das carteirinhas rejeitou o voto a distância, foi realizada no dia 24 de julho.
Portanto neste momento se constata ainda uma vantagem temporal de cinco semanas em relação a
2014.

Para o SEGUNDO TURNO e a REMUNERAÇÃO DO PRESIDENTE será necessária mudança do Estatuto,
mas a boa notícia é que a implantação de um segundo turno não consumiria tempo adicional para a
implantação técnica, pois iria a reboque do sistema do voto em vigor, seja presencial ou à distância.
Deveria ser fácil angariar conselheiros para introduzir a obrigatoriedade de um segundo turno nas
eleições, considerando o óbvio de que no sistema atual os dados são jogados apenas uma vez, e
vence quem obter a maioria relativa, ou seja, provavelmente o candidato do Marcelo Teixeira, com
base de votos de sócios residentes na cidade de Santos. Mas que jogando os dados uma segunda vez
num segundo turno, cada um dos outros candidatos terá duas chances; vantagem que deveria
propulsionar todos os candidatos, fora o do Marcelo Teixeira, a movimentar mundos e fundos para
introduzir a alteração estatutária.

Implementar a introdução do voto à distância e uma alteração estatutária para a introdução de um
segundo turno e a remuneração do presidente, ainda antes das eleições, requereria um
planejamento profissional por parte da oposição. Seria talvez necessário criar uma central fora do
clube, com assessoria técnica e jurídica a fim de preparar as seguintes medidas para os conselheiros:

1) Entrar em contato individual com cada conselheiro, inclusive os efetivos, para convencê-los a
votar pelo voto à distância, segundo turno e remuneração do presidente e testar com cada
conselheiro cada um dos três pontos, para ver para os quais há maioria.

2) Elaborar proposta apara alterar o Estatuto em apenas dois quesitos para as eleições,
segundo turno e remuneração do presidente eleito. Uma proposta simples e clara, sem
arestas que possibilitem a situação protelar o andamento. Uma desta arestas poderia ser o
voto preferencial, referido no meu post de 7/6/2016, sendo por esta razão conveniente
limitar a presente proposta unicamente ao sistema de dois turnos. Proposta deveria ser
assinada por 30 conselheiros e remetida ao CD antes do final de junho.

3) Prospectar a nível de projeto, a técnica TI, os custos e o calendário da implantação das
diversas etapas do voto a distância para contrapor quaisquer falsas alegações da direção a
respeito. Informar os torcedores e sócios, divulgando na mídia os dados com as diversas
etapas técnicas e o calendário.

Mesmo se esta operação falhar por qualquer imprevisto ou ação da situação, serviria para
demonstrar à grande torcida do Santos, aos sócios eleitores e ao público quem é quem, pelo menos
um pouco de transparência para as eleições vindouras.

Espera-se que os conselheiros finalmente correspondam à expectativa dos que os elegeram.


Uma semana para estufar o peito de tanto orgulho!

Leia o post original por Kako Ferreira

Qual santista ao olhar a foto abaixo, não abre um sorriso largo?

Tem como ficar imune a esta imagem? Impossível…

Com a benção do Rei, damos início aos preparativos para o centenário, juntamos em volta do mesmo trono outros nobres da bola, o altar ficou pequeno para tanta genialidade.

Como não se orgulhar em receber a notícia que somos o clube com o elenco mais valioso do Brasil? Depois dos Europeus, fora do velho continente estamos na cabeça desta lista. (Leia matéria do GLOBOESPORTE.COM)
E tem mais, estamos na décima colocação dos melhores times do mundo!

É muito orgulho para um time só, para um só coração. Somos nós torcedores responsáveis por manter isso, claro que nem todos entendem a grandeza do nosso Santos, mas isso descartamos.

Amanhã é um dia especial pra você sócio do clube, é dia de eleição. Faça valer seu direito e vá votar, será a primeira eleição alvinegra com urna eletrônica. Também com dois lugares de votação: o tradicional na Vila Belmiro, e agora uma urna na cidade de São Paulo. Para saber de todos os detalhes e tirar informações, veja AQUI no site do Santos.

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