Arquivo da categoria: eliminação

Péssimo jogo do São Paulo no Morumbi

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Depois da parada de 17 dias, o São Paulo fez uma péssima partida contra o Defensa y Justicia no Morumbi. A atuação foi ruim em todos os aspectos, físico, técnico, tático e emocional.

O início parecia promissor, com menos de 1 minuto um gol bem anulado pela arbitragem e depois o gol de Thiago Mendes, mas depois do empate argentino, o São Paulo se perdeu completamente.

Sem a bola, o time cercou muito e desarmou pouco, nos últimos jogos parecia ter evoluído neste ponto. Com a bola um time pouco criativo, com muita dificuldade de achar espaços entre as linhas do adversário.

O Defensa y Justicia, comandado por um ex-auxiliar de Sampaoli, não ficou atrás o tempo todo, mas esteve compacto e organizado em todos os setores.

As eliminações provocam críticas, mas o São Paulo deve dar sequência ao trabalho que começou com Rogério Ceni. Não concordo com mudanças no meio do caminho, a direção deve ter convicção do que quer. Rogério tem uma proposta mais ofensiva que ainda não funciona naturalmente, as oscilações são grandes, mas é pior começar do zero com a temporada em andamento.

São Paulo eliminado e sem criatividade

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Rubens Chiri/SPFC
Foto: Rubens Chiri/SPFC

O São Paulo foi eliminado da Copa do Brasil. Perdeu para o Juventude no primeiro jogo no Morumbi e ganhou em Caxias, mas acabou eliminado pelo critério do gol marcado como visitante.

Em Caxias do Sul, o São Paulo precisava de pelo menos 2 gols e fez muito pouco para conseguir. O ano de 2016 do São Paulo é ruim, tem o quarto pior aproveitamento na temporada entre os clubes da série A, no Campeonato Brasileiro tem menos gols marcados que o Santa Cruz, o time sofre muito para criar oportunidades.

Infelizmente o ano de 2016 não é uma exceção, os últimos anos do São Paulo foram difíceis, principalmente fora de campo e isso reflete no campo. O São Paulo precisa se organizar na sua gestão, a política do clube está agitada, muitas decisões acontecem apenas pensando neste lado. Não existe um projeto de futebol, um modelo de jogo, um caminho a ser seguido.

A má gestão influencia e muito nos resultados de campo, não tem jeito, uma coisa está diretamente ligada a outra.

Justiça, coerência e paz

Leia o post original por Rica Perrone

Caro alvinegro em sua noite do terror, Imagino que não será fácil dormir. Entendo toda dor de uma eliminação sem perder e contra um time que foi duas vezes ao ataque e fez 2 gols.  Mas entendo que o mais importante desta derrota é a reação de vocês. Não importa o que a mídia dirá …

Jogo Rápido: Brasil 1×1 Paraguai

Leia o post original por Rica Perrone

Seleção está eliminada da Copa América.  Mais uma vez nos pênaltis, mais uma vez nas quartas de final, mais uma vez para o Paraguai. Se o Rica é o cara mais apaixonado pela seleção da mídia esportiva brasileira, imagine o estado do humor do rapaz após o jogo.  E então ele fez um vídeo pra […]

Até inimigo de Bart Simpson tira sarro de vexame do Corinthians

Leia o post original por blogdoboleiro

Estava demorando. Foi só o Corinthians sofrer o primeiro tropeço com cara de vexame para os torcedores adversários lotarem as mídias sociais com brincadeiras, gozações e provocações.
 
A novidade desta vez, depois da derrota corintiana para o Atlético Mineiro por 4 a 1 e a eliminação da Copa do Brasil, é o aparecimento de Nelson Muntz. Personagem da série animada de televisão, The Simpsons, ele é o aluno que faz "bullying" nos colegas de escola em Springfield. Uma de suas vítimas é Bart Simpson. Depois de algumas temporadas a dupla fica amiga.
 
Mas nesta quinta-feira, após a goleada do Galo, um palmeirense não perdoou. Arpoveitando a notícia de que o Corinthians associou sua marca aos Simpsons, ele mandou uma campanha liderada pelo Nelson. Na série americana, ele tem 10 anos e sua frase favorita é "Há, Há".
 
 
 
Outras manifestações saíram assim que o jogo no Mineirao terminou, ainda no início desta quinta-feira. 
 
Teve piada: 
 

Chega num gambá e fala: nossa, você levou uma pancada na cabeça? – Não, porque? – Porque tem um GALO enorme. HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
 

Inverteram a cadeia alimentar? Não era o que deveria comer o ?

Hoje foi o final de uma história que começou assim "Era uma vez, um galo e uma galinha…." kkkkkkkk

 

Além disso, sobraram provocações ao ex-jogador Neto, corintiano confesso, que comanda programa na Rede Bandeirantes:

 

Hoje o craque , vai acordar na hora que o cantar ??? …

 

Sem contar nos pitacos dos adversários, felizes com a desgraça alheia:

 

SPFC classificado e Corinthians eliminado tem coisa melhor que isso ?

 

Sabe o que to achando que o Corinthians tá perdendo? Estou achando pouco kkkkkkkkk

 

E não esquecendo dos próprios atleticanos:
 

Saiu de Itaquera já era ! Hahahha

 

 

Eliminação expõe troca de acusações no Corinthians

Leia o post original por Perrone

Ao sair do gramado após a derrota por 4 a 1 para o Atlético-MG, Cássio disse que existem jogadores que não estão preparados para defender Corinthians. O desabafo começou a revelar uma troca de acusações que se arrastava internamente no clube por causa da irregularidade do time. Parte da comissão técnica vinha reclamando nos bastidores da qualidade dos jogadores contratados, enquanto uma ala da diretoria se queixava do trabalho de Mano Menezes.

Depois do goleiro, Mano afirmou em entrevista coletiva que não iria transferir responsabilidades se queixando do elenco. Mas não se conteve e declarou que faltam jogadores experientes no banco em alguns setores. Apesar de tomar cuidado para não ferir a diretoria, o treinador deixou no ar uma ponta de insatisfação ao dizer que “tomamos algumas decisões e sabíamos os riscos delas”.

O técnico também afirmou que o time, por sua formação, tinha mais chances de ser campeão num torneio de mata-mata do que em campeonato de pontos corridos em que é exigida maior regularidade. Ou seja, existe fragilidade técnica.

Todas essas justificativas são rebatidas por parte da direção alvinegra, apesar de Mário Gobbi parecer estar disposto a morrer abraçado com o técnico. Para esses dirigentes, Mano teve cerca de dez meses para acertar a equipe e não o fez. Na opinião deles, se o elenco tem carência o treinador deve ser responsabilizado, afinal avalizou os reforços e de tudo que pediu praticamente só não teve Nilmar. A conclusão é que um técnico remunerado com aproximadamente R$ 600 mil mensais tem a obrigação de fazer um grupo no nível do que o Corinthians tem brigar pelos títulos da Copa do Brasil e do Brasileiro.

Os insatisfeitos asseguram que Mano prometeu que arrumaria o time se Jadson fosse contratado. Hoje, o meia é pouco aproveitado. Garantem também que ele afirmou mais tarde que seria Elias o responsável por arrumar a equipe, motivando o clube a gastar o que não tinha pelo jogador. Mesmo com o reforço, o Corinthians não decolou.

Agora o desastre no Mineirão joga mais lenha na fogueira. E deixa no fogo atletas como Fágner, Felipe e Anderson Martins, além de Ferrugem e Lodeiro, que nem estavam em campo. Eles fazem parte do pacote que vinha sofrendo críticas de defensores de Mano Menezes e da tese de que o treinador não tem culpa se falta qualidade ao elenco.

Assim, a inesperada eliminação nas quartas de final da Copa do Brasil ameaça despedaçar o grupo numa guerra em que cada um busca defender a sua pele. Mano deu sinais de que quer evitar essa desgraça maior. Mas também demonstrou dificuldade para executar essa missão.

“Desastres” que aplaudimos

Leia o post original por RicaPerrone

Eu me lembro bem.  Era 1990 quando um amigo do meu pai contou de todo projeto norte-americano pra ser uma grande liga de futebol em 10 anos.  Estávamos num jantar e ouvi aquilo como que duvidando, mas temendo.

Ele dizia que se não tivessemos uma mentalidade capitalista no futebol, tentaríamos algo impossível e faliríamos.  Mal sabe ele o que significa fazer algo pra ganhar dinheiro num país onde ganhar dinheiro é anti-ético.

Americanos não jogavam futebol.  Só que há alguns anos um grupo MUITO capitalista meio que “comprou” o futebol do país e resolveu explorá-lo.  Igualzinho, só que com doses muito mais fortes, do que a Globo faz aqui. Escolheu estádios, horários, o que podia e o que não podia.

Achamos do caralho, numa crise de identidade terrível, já que não toleramos isso sob hipótese alguma no nosso país.  E então, quando este país que planejou em 1994 ser um dos finalistas da Copa do Mundo chega a 2014 e mais uma vez não consegue, exaltamos e dizemos: “Eles estão chegando…. belo trabalho!”.

E viva os EUA!

Só que neste período tem um país que não joga basquete. O nosso.   E entre as mil tentativas cafajestes de ergue-lo e torná-lo algo popular e de relevância interna, a principal é quando ligamos a tv e a mídia diz: “Tem que apoiar o esporte amador!”.   Aí a Rexona da vida apóia, e a mídia não fala o nome dela.

E quando a coisa começa a encontrar um rumo melhor, com cobrança por resultados, jogadores na NBA e considerada a terceira favorita a um Mundial, nós eliminamos nosso maior rival e em seguida perdemos.  Um apagão, sei lá! Não entendo de basquete, nem gosto de basquete! O ponto não é esse.

Mas no exato minuto em que acontece com nosso basquete o que achamos “do caralho” o futebol norte-americano fazer, detonamos tudo em críticas de quem, como eu, nem toca no assunto o ano todo.

Os caras foram longe não porque não poderiam ter ido além. Mas porque vivemos num país que não joga basquete.  E sim, caro leitor, eu sei que estou usando uma generalização como forma de expressão. Não precisa me mandar e-mail dizendo:  “Eu tenho um tio que joga basquete”.

Eu não sei o que mais me deixa confuso num dia como hoje. Se a mídia que esconde patrocinadores contestando o resultado ou se exigirmos de um time de um esporte que não é nosso forte ser semifinalista num mundial.

abs,
RicaPerrone

O jogo que não aconteceu

Leia o post original por RicaPerrone

Passadas muitas horas do fim da tragédia, consegui sentar e ver o jogo. Na verdade vi 28 minutos porque além daquilo não há nada, apenas uma interminável partida que se arrasta esperando a confirmação oficial do óbvio.

Eu não acho que o Felipão tenha acertado, mais longe ainda que ele seja menos competente do que sempre foi.  Nem desconsidero tudo que vi nos últimos 27 jogos da seleção no comando dessa comissão técnica e com quase o mesmo elenco.

Vi raça, muita vergonha na cara, um resgate foda da relação com o povo e nada disso é acaso. É trabalho.

Não, eu não gosto da forma que a seleção joga. Mas eu não me sinto no direito de achar absurdo que joguem assim no país onde cobra-se apenas resultado e que se exalta, por exemplo, o Muricybol sem “poréns”, desde que ganhe.

O Brasil jogou 20 minutos iguais contra a Alemanha. Quando a segunda bola entrou, diga-se, no segundo chute a gol deles, o que aconteceu naquele estádio é um segredo que não será justificado jamais e que ficará entre quem estava lá dentro.

Aquela bola na rede teve um impacto emocional em todas as pessoas daquele estádio incomum, indescritível, pouco provável que o futebol possa repetir um dia.

Era um alerta de “acabou” em meio a todo entusiasmo que criamos desde 2013 onde o mesmo time, sob o mesmo esquema tático, nos encheu de motivos para tal.

Agora nada presta. O que também comprova a incoerência e a necessidade de radicalizar dessa gente.

Não houve um jogo de futebol ontem onde pudessemos avaliar tática, técnica, alterações, posicionamento, nada disso. A Alemanha não faz 3×0 na seleção brasileira num jogo comum nem se jogar 20 vezes. Mas jogando aquela de ontem, e só aquela, faria.

Por 10 minutos ninguém, nem jornalistas, torcedores, treinador e menos ainda o time, conseguiu entender o segundo gol e como reagir diante dele. Houve uma pane, 6 minutos, e uma história manchada.

Não teve jogo pra ser analisado. Acho qualquer comentário tático/técnico sobre este jogo especificamente quase covarde.

Erramos por sermos, talvez, oposto ao time de 2006, emotivos demais e ligados demais ao objetivo deste trabalho.  Queriam demais, se perderam no processo não por esse ou aquele motivo em especifico, mas porque não soubemos equilibrar euforia, cobrança e rendimento.

Doeu pra caralho.  Eu nunca imaginei viver aquilo e depois conto com mais calma o que aconteceu, como vi, pra onde fui, etc.  Só quem estava lá consegue ter a dimensão do susto que nós levamos e da forma que reagimos.  Só quem viu as crianças chorando pode imaginar o que o time sentiu.

Faltou alguém cair. Faltou o jogo ser parado, uma briga, duas bolas em campo. Mas nem isso, onde Felipão é mestre, conseguimos ter cabeça pra fazer.

Eu nunca mais vou sentir o que senti ontem naquele estádio. Tanto que não suportei e sai, sem rumo, sem critério, surdo, até chegar no Rio de Janeiro quase sem saber como.

Não entro no twitter e no facebook desde então meramente para não perder a fé que tenho no meu país e nas pessoas. Não suporto ver brasileiros rindo de brasileiros, ou ignorando a dor de milhões de crianças em troca de um “eu avisei” sorrindo de canto de boca.

Fomos a semi e, como acontece em quase todas as copas, ou somos finalistas, ou perdemos pra um deles.  Humilhante, inesquecível, catastrófico, mas ainda assim só um jogo. Ou melhor, nem isso. Só um surto.

Na alegria e na dor, na saúde e na doença, até que a morte os separe.  Lembra?

Tamo junto. Sábado tem mais.

abs,
RicaPerrone

O melhor jogo ruim da Copa (Itália 0×1 Uruguai)

Leia o post original por RicaPerrone

Itália e Uruguai contrariaram a lógica e resolveram classificar a Costa Rica.  Após perderem para a campeã do grupo, transformaram o que poderia ser um amistoso no “jogo da Copa”.

E foi, mesmo que o futebol não tenha aparecido.

Hoje, dia em que o mundo devia ter decretado feriado pra ver Uruguai x Itália disputando vaga numa Copa no Brasil, não estava em jogo uma partida de futebol. Os dois times jogam outra coisa bem parecida, muito mais baseada na vontade do que no talento.

Talento que as vezes sobra a Suarez, junto de sua estupidez.  Injustiça? Porque não dizer que sim com uma expulsão discutível e uma outra merecida não marcada?  Talvez. Mas agora tanto faz.

O Uruguai encontrou mais um gol de raça, sufoco, do jeitinho que eles gostam. A Itália, que na primeira rodada eu vi na final, cumpriu a previsão.  Ou sai na primeira fase, ou vai pra final.

Esqueci da Costa Rica. E ficou na primeira fase o meu finalista.

Em jogo de Balloteli e Suarez o menos notável é a bola. Um saiu machucado, o outro ficou merecendo sair. Mas sairá, porque a FIFA vai ver as imagens e suspende-lo, lamentavelmente  e com toda justiça.

A Copa América foi antecipada. E agora é quase oficial:   eles não são tão bons assim jogando em estádios com gente pulando e contra times que levam a campo mais do que futebol e tática.

E nós, que esperamos pra ver os heróis do outro continente, estamos descobrindo que os nossos são mais fortes.

abs,
RicaPerrone

Agora é tarde

Leia o post original por RicaPerrone

Quando a bola rolou eu pensei que o Galo fosse vencer. Não por alguma mudança radical, mas por ser mais time apenas.

Quando vi todos eles dando carrinho, até o Ronaldinho, brigando por cada bola como se fosse a última, comecei a contestar o quanto acho aquilo legal.

Sim, pois quando um time passa a correr o dobro do que vinha fazendo imediatamente após a troca do treinador, não é novo sistema tático, nem palestra motivacional. É quase um atestado de má vontade.

E não. Eu não suporto a idéia de que por discordar de um chefe seu você prejudique a instituição que lhe emprega.

Aquele Galo correndo uma barbaridade explicava muito da derrota na Colômbia.  O “correr atrás do prejuízo” era claro, mas sem notar que, talvez, o “prejuízo” tenha sido desnecessário.

Quando o Galo fez 1×0 eu tive quase certeza que daria.  Só que dali pra frente o time foi pensando na maldita regra do gol fora e ousando cada vez menos. É claro! A regra sugere isso.

Se você tem 1×0, tem os penaltis. Pra fazer o segundo, precisa agredir. Pra agredir pode sofrer um gol. E este gol não te deixa em desvantagem. Este gol te elimina! Já que 3×1 é sonho numa situação dessas.

Regra estúpida. Mas assinada de véspera. Logo, parte do show.

Ronaldinho morreu em campo e ficou assistindo ao jogo de camarote enquanto tentava acertar uma bola longa. O técnico novo não entendeu, tirou dois atacantes e o time criou menos ainda.

Quando Tardelli saiu irritadinho, achei graça. Eles pedem “bom senso” mas só se doam o máximo diante do chefe que eles aprovam? Jogador é foda.

Mas entendo que o Levir errou mesmo.

Errou. Porque não conhecia o time que tinha. Mas estava lá, porque o que conheceu não conseguia fazer o time se doar em campo como ontem se doou.

E então, já no fim, com a cota de milagres esgotada em 2013, o Galo sofre o gol da eliminação.

Impedido, diga-se.

A impressão que passou é que o time do Atlético achou que quando quisesse, resolveria jogar bola e teria o mesmo resultado de 2013.  Demoraram demais.

Agora é tarde.

abs,
RicaPerrone