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O contrato

Leia o post original por Rica Perrone

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Enfim, o que todos os torcedores de Fluminense, Botafogo e Vasco sempre desconfiaram chega a conhecimento público.  Este blog conseguiu com exclusividade um termo de contrato assinado em 1895 que pode explicar muito das viradas espetaculares do Clube de Regatas Flamengo.

Confira.

CONTRATO DE PARCERIA

Parceiro Outorgante: Clube de Regatas Flamengo, com sede na Av. Borges de Medeiros, 997 – Lagoa Rio de Janeiro – RJ – Brasil. CEP – 22.430-040.

Parceiro Outorgado: Lucifer Gallardo, com sede no Inferno, sub solo, sem cep, próximo a Bangu, Rio de Janeiro, Brasil.

As partes acima identificadas têm, entre si, justo e acertado o presente Contrato de Parceria, que se regerá pelas cláusulas seguintes e pelas condições descritas no presente.:

DO OBJETO DO CONTRATO

Cláusula 1ª – O presente contrato tem como OBJETO a troca de favores entre as partes. Sendo o Flamengo capaz de proporcionar momentos de muito terror aos seus quando tudo caminha para a paz e vice-versa. Sempre que precisar, porém, o Flamengo terá uma ajuda não justificável no plano físico do Lucifer.

DAS OBRIGAÇÕES DA PARCEIRA OUTORGANTE (C. R. Flamengo)

Cláusula 2ª – Se manter sempre numa divisão igual ou acima dos três concorrentes da cidade sede.

Parágrafo primeiro – Prometer, sempre, mesmo que seja impossível, estar num nível incrivelmente superior a maioria

Parágrafo segundo – Exalar fé e confiança mesmo sem motivos para tal.

Parágrafo terceiro – Aumentar de forma constante o número de fiéis seguidores.

Parágrafo quarto –  Causar dúvida na presença divina sempre que possível contrariando a lógica com algum milagre que cause dor a seus fiéis.

Parágrafo quinto – Usar em seu uniforme sempre um pedaço de cor vermelha em respeito ao Lucifer

DAS OBRIGAÇÕES DA PARCEIRA OUTORGADA (Lucifer) 

Cláusula 3ª –  Lucifer fornecerá ao Clube de Regatas Flamengo, a força do mal suficiente para manipular zagueiros, árbitros e até mesmo tufos de grama tendo como objetivo o resultado acordado entre as partes.

Parágrafo primeiro – Não negará jamais uma queda rival de, pelo menos, 10 em 10 anos.

Parágrafo segundo – Havendo necessidade e interesse, Lucifer solicitará ao Clube de Regatas Flamengo um vexame de proporções nacionais para gerar sofrimento entre os seus.

DAS COMPETIÇÕES

Cláusula 4º –  O Clube de Regatas Flamengo fica responsável por se manter na primeira divisão do campeonato nacional. Lucifer será responsável por evitar a queda quando o Clube de Regatas Flamengo não for auto-suficiente.

Parágrafo primeiro – Será de responsabilidade de Lucifer a conquista de um torneio mata-mata de alto nível por década. O Clube de Regatas Flamengo não precisa manter um elenco digno para tal.

Parágrafo segundo – Em torneios continentais, o Clube de Regatas Flamengo poderá solicitar uma vez por década ajuda a Lucifer para conquistar o título.

Cláusula 5º –  Não haverá ajuda entre as partes nas decisões contra clubes mexicanos

DA PRIVACIDADE E SEGURANÇA

Cláusula 6ª – Fica proibida a captação de dados particulares dos clientes do Clube de Regatas Flamengo pela parte de Lucifer e vice-versa.

Cláusula 7ª–  O contrato em questão jamais será divulgado.

DA RESCISÃO CONTRATUAL

Cláusula 8ª – A parte que desejar rescindir o presente instrumento, notificará de forma expressa sua intenção à outra parte, com antecedência mínima de 60 (sessenta) anos.

Parágrafo primeiro – No casso do disposto da Cláusula 9ª, não caberá indenização em nenhuma hipótese.

Cláusula 9ª – Estará rescindido automaticamente o presente contrato de parceria, em ocorrendo a violação de qualquer cláusula, por dolo ou culpa, constante neste instrumento pelo Clube de Regatas Flamengo.

DA VALIDADE E PRAZO DO CONTRATO

Cláusula 10ª – O presente instrumento de contrato de parceria, passa a vigorar na data de assinatura de ambas as partes.

Cláusula 11ª– O presente contrato de parceria vigorará pelo prazo de 12000 anos, a contar da data de assinatura.

DISPOSIÇÕES GERAIS

Cláusula 12ª – Fica compactuado entre as partes a total inexistência de vínculo trabalhista entre as partes contratantes, excluindo as obrigações previdenciárias e os encargos sociais, não havendo entre CONTRATADA e CONTRATANTE qualquer tipo de relação de subordinação.

Por estarem assim justos e contratados, firmam o presente instrumento, em duas vias de igual teor.

Rio de Janeiro, 13 de março de 1895.

(Lucifer Gallardo)

(Clube de Regatas Flamengo)

Inter passa mal e pouco

Leia o post original por Rica Perrone

Emelec e Internacional fizeram um dos piores jogos da Libertadores tecnicamente. Mais do que uma opinião, os dados da partida, exclusivos da Opta no blog do Rica Perrone, indicam baixos índices de acerto e troca de passes. Para comparação, usaremos os jogos dos outros brasileiros nesta mesma semana. O Corinthians trocou 499 passes contra o […]

O contrato

Leia o post original por RicaPerrone

Enfim, o que todos os torcedores de Fluminense, Botafogo e Vasco sempre desconfiaram chega a conhecimento público.  Este blog conseguiu com exclusividade um termo de contrato assinado em 1895 que pode explicar muito das viradas espetaculares do Clube de Regatas Flamengo. Confira. CONTRATO DE PARCERIA Parceiro Outorgante: Clube de Regatas Flamengo, com sede na Av. Borges de …

Volta, Flamengo!

Leia o post original por RicaPerrone

Primeiro assume uma diretoria que cumpre a palavra. Depois o clube gasta parte do orçamento anual em pagamento de dívidas antigas.

Então, entre um reforço contestável lá, outro cá, ganha a Copa do Brasil com um estádio cheio de “favelados” a 250 reais.

Começa o ano, o time perde seu principal jogador, lidera o estadual, e na Libertadores e enche o estádio pra estrear em casa.

Não tem salário atrasado, nem mesmo uma “bombinha” que alguém de lá soltou maldosamente na mídia.  Ninguém indo na justiça cobrar nada de 1994, nem mesmo um jogador envolvido com problemas extra campo.

Até aí, tudo bem. Podemos tolerar este novo Flamengo sem necessariamente tomar partido.

Mas tolerar um Flamengo que joga uma partida de Libertadores sem brincar e que vence com segurança, já é demais.

Não estamos preparados para tanta mudança de uma só vez.  Se querem vencer na Libertadores, pois bem! Mas alguém, por favor, chegue atrasado no treino amanhã.

Um chequinho sem fundo, que seja! Uma negociação que vaze na mídia, ou talvez um escândalo qualquer sobre um pedaço do clube que está caindo aos pedaços.

Por um Flamengo melhor sempre. Mas me dá um tempo pra acostumar.

abs,
RicaPerrone

Corinthians 3 x 0 EMELEC – Com mérito, sem sofrimento!

Leia o post original por Yule Bisetto

Fala, Fiel!

Ontem o Pacaembu lotado assistiu a vitória tranquila do Corinthians sobre o EMELEC, pelas oitavas-de-final da Copa Libertadores da América.

Inegável a tensão antes do jogo, inclusive por parte desta que vos fala. Mas era um frio na barriga de “hoje tem jogo importante pro Coringão”, nada que se assemelhasse a medo ou receio de que não fosse dar certo. A torcida estava confiante para o jogo, e muito mais tranquila do que estava ao término da partida no Equador, quarta-feira passada.

Na madrugada anterior, em clima de Libertadores da América, torcedores irreverentes foram até o hotel onde estavam hospedados os jogadores adversários e, de tempos em tempos, soltavam um foguetório para atrapalhar o sono dos caras. Houve quem reclamasse, houve quem considerasse ato de vandalismo. Ao meu ver, apenas uma consequencia de se morar em uma cidade/país onde existe esta paixão fervorosa pelo futebol – ou vão me dizer que aquelas festanças madrugada a dentro quando acaba um campeonato é muito diferente disso????

Pois bem, o Corinthians começou a partida muito bem posicionado, deixando claro, para mim, desde o início, que o caminho da vitória seria a lateral esquerda – quantas e quantas vezes Sheik não transitava sozinho por ali??

Não demorou muito (sete minutos e pouco, na verdade) para o primeiro gol do Timão, que misturou elementos distintos em uma jogada bonita que, hoje, são a essência da equipe: um belo lançamento com a técnica e a qualidade de Alex, o cruzamento com a ousadia e coragem de Sheik, e um vai-que-eu-vou-junto-atropelando-geral na atrapalhada finalização de Fábio Santos.

LEIA O PÓS-JOGO DO GLOBOESPORTE.COM

Todos sabíamos que o um a zero era suficiente, estaríamos classificados. Mas, como a partida estava, ainda, em seu começo, esse resultado poderia tornar-se uma tortura cruel, em caso de ameaça de gol da equipe adversária. O ideal seria continuar apertando para, o quanto antes, matar o jogo.

O Corinthians criou algumas chances que, oxalá!!!, poderiam ter se convertido em belíssimos gols – mas não o foram.

Em determinado momento, ali da arquibancada, observei que o Coringão estava todo posicionado no campo de defesa, como se fosse a Ponte Preta jogando contra a gente, ali mesmo, há alguns dias. “Sobe, gente!” eu pedia daqui, Tite berrava dali e, certamente, vocês pediam de onde quer que vocês estivessem assistindo.

Ainda assim, nada que tenha assustado a nossa equipe.

Estávamos tranquilos quanto ao resultado e conscientes de que o segundo gol estava muito mais próximo do que o tento adversário. Tanto que o goleiro do alvinegro (?!?) somente havia chamado a atenção, até o momento, pela discrição da cor de seu uniforme + meias + chuteiras.

Faltava, apenas, aquele chacoalhão no intervalo.

De fato, a equipe subiu mais ousada, mais avançada e um tanto quanto empenhada em marcar o segundo gol. Se aumentou a movimentação lá na frente, também foi obrigada a sair mais, deixando mais espaços para a equipe adversária subir e chegar com perigo (na medida do possível).

Foi em cobrança de falta logo no início do segundo tempo que o EMELEC teve a oportunidade mais perigosa para marcar, contudo, o goleiro Cássio fez bela defesa e mandou a bola pra longe. A galera vibrou em alívio.

Com o jogo mais solto, Cássio conseguiu aparecer ainda mais que sua roupa amarela. Sem medo das saídas de bola, certeiro nas bolas alçadas e, sobretudo, muito confiante, o arqueiro caiu nas graças da torcida que encheu o Pacaembu. Acho que a grande maioria, assim como eu, percebeu mais nitidamente a diferença entre CONFIAR em um goleiro e cruzar os dedos e rezar o pai nosso toda vez que cobram um escanteio.

O gol que todo mundo queria veio de cobrança de falta de Chicão e desvio matador de Paulinho: dois a zero e um alívio ainda maior para todos os envolvidos.

A jogada do terceiro gol, aos quarenta do segundo tempo, pareceu um pouco com a do primeiro, mudando um pouco as peças: belo lançamento de Sheik, cruzamento preciso de Danilo e uma boa finalização de Alex.

Acho interessante como as jogadas e trocas de passes acontecem com facilidade ebtre alguns jogadores, sendo que eles revezam em suas funções e, vez ou outra, confundem a cabeça dos adversários. Pode reparar: Danilo, Alex, Sheik e Paulinho são caras que sempre estão por ali, ora marcando, ora dando assistência, ora mandando belos passes.

Inclusive, importante mencionar que o trunfo desta equipe é sabidamente a ausência da estrela-mor-salve-salve. Se eu perguntar aqui quem foi o melhor em campo ontem, os votos serão bastante divergentes. A artilharia da equipe também reflete isso. Motivo pelo qual, via de regra, em dia de jogo do Corinthians não tem como escolhe quem foi melhor, sendo certo que aquele que não foi tão bem é sempre quem destoa (nesse caso, o William).

A saída de Edenílson, machucado, abriu espaço para Alessandro. A partida apagada de Willian, trouxe o levezinho de volta a campo. Até Douglas teve oportunidade de dar uma corridinha.

Foi uma boa partida, sim.

Li por aí que o Corinthians não convenceu, que deu muitas brechas, que mimimi isso ou aquilo. Calma lá! A equipe fez o que precisava para se classificar. Aliás, fez três vezes o que precisava. No mais, vamos aguardar para criticar quando houver algo para ser criticado.

Ao apito final, o placar virou telão e a Fiel pôde acompanhar os penaltis entre Lanús e Vasco, sendo que este último venceu e será nosso próximo adversário. A torcida dispersou da arquibancada aliviada com o jogo e, ao que parece, empolgada com o adversário. Muitos cantavam: “Puˆ@ que o pariu! Chegou a hora, Vamo invadir o RIO“.

Achei engraçada a teoria dos comentaristas sobre o suposto motivo pelo qual a torcida do Corinthians teria gostado do confronto que se desenhou: seria mais fácil? medo de argentinos? Vasco fregueses?

Cá entre nós, sabemos o verdadeiro motivo: rivalidade tensa e forte, ainda mais depois do ocorrido no dia do último jogo entre Palmeira e Corinthians. Mas isso é assunto para outro post!

Deixa seu comentário sobre a partida contra o EMELEC e sobre a classificação para as quartas da Libertadores!

VAAAAAAAAAAAAI, CORINTHIAAAAAAAAAAAAAAAAAANS!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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Notinhas

Cássio – GOLEIRO, assim, em maiúsculo. Saídas seguras, boas defesas e, acima de tudo, SEGURANÇA. Nas defesas e para a torcida. Eu sempre disse que o JC e sua cara de bonzinho não inspiravam confiança, mas que fazia um bom trabalho. Bom, no jogo de ontem eu percebi nitidamente a diferença entre ter um bom goleiro e ter um BOM GOLEIRO.

Edenílson – Não foi destaque na partida e, infelizmente, saiu lesionado. Ainda assim, jogou bom futebol.

Chicão – Além de desempenhar bom trabalho na defesa, fez bela cobrança de falta no lance do segundo gol.

Castán – Monstro nos desarmes, cada vez crescendo mais!

Fábio Santos – AEEEEEEEEEEEEEEEE Não só fez um gol, como fez O GOL que deixou o time tranquilo e mais à vontade para mandar no jogo. Ponto pra ele!

Ralf – Eu nem sei porque ainda me surpreendo a cada jogo com a MONSTRUOSIDADE desse cara. A gente não ve ninguém babando ovo pra ele, não vê ele dançando tchu-tcha-tcha no Globo esporte, mas esse cara é fo#@!!!!!!!!!!!

Paulinho – Excelente partida, com paticipação ativa na criação e no ataque. Marcou um golaço, mandou outra na trave e, minha nossa, se marca aquele que ele matou no peito e chutou… affffffff….

Danilo – Mais uma vez, o cara para jogar uma Libertadores. Dessa vez, coadjuvante, foi bem nos passes e cruzamentos, inclusive, de cabeça.

Alex – Foi bem e foi mal. Mais bem do que mal. Bons passes, bons lançamentos mas pisou na bola perdendo bolas bobas e, SENHOR DO CÉU, mandando um chute lá na Estação Clínicas do metrô.

Sheik – Joga muita bola. Ele é despeitado e destemido. Ousado. E sai do marcador no drible, sem ter que recuar ou chutar a bola ao deus dará. Essencial no jogo e para a equipe.

William – Desculpa gente, o moleque até tem uns lapsos de bom futebol, mas eu não gosto da forma como ele não levanta a cabeça e como vira e mexe faz umas besteiras que me dão vontade de dar um chacoalho nele.

Alessandro – Entrou super bem e auxiliou muito a defesa. Gostei de ver.

Liedson – No ritmo dele, no universo paralelo do ataque que ele vive, conseguiu mostrar que ANTES ELE ALI NA FRENTE DO QUE QUALQUER OUTRO. No elenco, hoje, se quisermos um centroavante, ele tem nome e sobrenome: Liedson (rs, não sei o sobrenome!).

Tite – Mandou muito bem na partida e na semana que a antecedeu. o que aconteceu no Equador não interferiu na partida desta noite, ao menos, não negativamente. Está de parabéns.

Enfim, a autoridade corintiana

Leia o post original por André Rocha

O Corinthians iniciou o jogo no Pacaembu com a intensidade costumeira, avançando a marcação e ocupando o campo de ataque. Mas abriu o placar no primeiro contragolpe bem engendrado: lançamento de Alex, o substituto do suspenso Jorge Henrique, Emerson entrou pela esquerda e centrou para trás. Fabio Santos apareceu na área para ir às redes em uma de suas poucas incursões na área do oponente.

A equipe de Tite não diminuiu o ritmo e seguiu criando. Foram cinco conclusões contra apenas uma do Emelec na primeira etapa, sendo uma cabeçada do múltiplo Paulinho na trave. Mais que isso, intensificou a movimentação: Willian, o atacante único do 4-2-3-1 rotineiro, passou a circular pela direita, abrindo espaço para as investidas de Alex. Depois foi para o lado esquerdo, puxando Emerson para o centro. Danilo foi o único a ficar mais fixo, pela direita. Alex seguia como articulador central, acelerando e qualificando a saída alvinegra com passe certo.

O Emelec, no 4-4-2 ortodoxo habitual, avançou suas linhas e os meias centrais Pedro Quiñonez e, principalmente, Gaibor forçaram Alex a recuar para auxiliar Paulinho no combate. O Corinthians perdeu posse de bola (terminou a primeira etapa com 48%), mas não o controle do jogo e dos nervos.

Apesar das boas incursões de Valencia pela direita, o time equatoriano não teve uma oportunidade cristalina. O Corinthians, sim. Mas voltou a ter dificuldades de traduzir o volume de jogo em gols.

Corinthians no 4-2-3-1 com intensa movimentação e Alex recuando para auxiliar Paulinho por conta do avanço do Emelec, no 4-4-2 de sempre, depois do gol de Fabio Santos.

Tite teve que trocar o lesionado Edenilson por Alessandro no intervalo. Para proteger o lateral substituto, sem ritmo de jogo, Willian recuou à direita, Danilo trocou de lado e Emerson ficou mais avançado. O Emelec foi à frente com Mera no lugar de Valencia – Gaibor foi jogar aberto à direita. Nos contragolpes, Emerson atraía a marcação e acionava os companheiros.

Mas foi na bola parada que o Corinthians encaminhou a vitória e a classificação. Com o melhor em campo e o grande jogador corintiano desde a conquista do Brasileiro: Paulinho se antecipou ao goleiro completando o centro de Chicão. Impressiona a onipresença do melhor volante em atividade no país.

Sem opção, o técnico Julio Fleitas trocou o lateral Carlos Quiñonez pelo atacante De Jesús e, praticamente num 4-2-4, tentou acuar o adversário em busca de um milagre. Mas só ameaçou em faltas laterais com desvio na primeira trave. Cássio, o novo titular na meta, mais uma vez correspondeu com atuação segura.

Com Liédson na vaga de Willian e diante de uma defesa escancarada, bastava trabalhar a bola e encaixar um contragolpe. Mais uma vez, Emerson trouxe a zaga, já muito avançada, e lançou Danilo pela esquerda. Mesmo exausto, o meia achou Alex e o segundo melhor no Pacaembu garantiu de vez o Corinthians nas quartas de final contra o Vasco.

Diante do 4-2-4 do adversário, bastou ao Corinthians arquitetar o contragolpe e definir o jogo e o confronto.

Confirmar favoritismo não é feito para maiores celebrações. Mas para o Corinthians, ultrapassar a barreira das oitavas na Libertadores sem maiores sustos, jogando com autoridade, pode ser um sinal de que a história, enfim, pode ser diferente. Será?


Hoje é dia de boicote! Resista, mas não assista ao jogo do Emelec!

Leia o post original por Odir Cunha

Hoje é o dia típico em que o jogo do Corinthians contra o Emelec seria assistido por quase 80% de secadores. A situação é tentadora. O alvinegro paulistano jamais venceu uma Copa Libertadores e hoje pode ser eliminado, em pleno Pacaembu, pelo time do Equador. A tentação de secar dá coceira nas mãos que manuseiam o controle remoto. Porém, não faça isso, ou estará dando munição ao inimigo.

Com base no índice de rejeição do Corinthians, o maior entre times brasileiros, calcula-se que de cada cinco pessoas que assistem aos jogos do time que usa uma âncora de navio como símbolo, três o fazem apenas para secar.

Porém, como o ibope não distingue quem é torcedor e quem não é, esta alta audiência acaba dando à tevê, no caso à Globo, o argumento de que precisa para pagar cotas bem maiores a este clube, em uma atitude que a médio prazo poderá desequilibrar o futebol brasileiro.

Portanto, veja Lanús e Vasco, ou veja qualquer outra atração da tevê, ou, melhor ainda, pegue um livro ou faça alguma coisa com sua mulher (ou homem). Só não vá assistir ao jogo do Pacaembu. O ibope desse confronto no Equador já não foi lá essas coisas. Vamos fazer com que se mantenha baixo hoje. É a única forma de a tevê repensar sua desigual distribuição de cotas.

Um apoio bem estranho

O apoio da Rede Globo ao Corinthians é inexplicável. Primeiro, porque se fosse para dar mais espaço ao time de maior torcida, o privilegiado seria o Flamengo. Depois, porque se a tevê quisesse apenas ter um grande ibope, não distinguiria um time do outro. Quem estivesse se destacando, seria o favorecido. Mas a poderosa rede de tevê usa de todos os artifícios para divulgar esse time, fazendo chamadas dignas do departamento de marketing corintiano.

“Vamos com o Timão vencer o Emelec!”, anuncia o comercial gritado por Cléber Machado. Vamos quem, cara pálida? Ora, que indecência. Há outros times brasileiros na competição. Por que deixar tão evidente a preferência de uma tevê que deveria agir de forma imparcial?

Perceba que nas entrelinhas, nas matérias aleatórias, sempre que possível a Globo dá um jeito de colocar o Corinthians ou um jogador corintiano no meio. Em uma matéria com um atleta olímpico, a repórter fez questão de dizer que o sonho dele era ter sido jogador de futebol… do Corinthians. Em outra, no dia seguinte, ao falar de finanças pessoais, escolheram um jogador de futebol do mesmo time.

Por outro lado, as más notícias do time são tratadas superficialmente, ou ignoradas. O jogador Émerson Sheik foi detido por contrabando. Se isso acontecesse com Neymar ou Paulo Henrique Ganso, a repercussão seria enorme. Porém, no caso do jogador corintiano, o tema foi rapidamente esquecido. Outra pauta importante deixada de lado, a inédita demissão por justa causa de Adriano, e o dinheirão pendente no caso – cerca de sete milhões de reais – foi praticamente ignorada. Isso tudo deixa no telespectador a certeza de que o tratamento da Rede Globo não é igual para todos os grandes times brasileiros.

Essa odiosa preferência da tevê só está conseguindo aumentar o índice de rejeição ao time da Zona Leste paulistana. E, como se sabe, patrocinadores evitam colocar dinheiro em instituições prejudicadas por altos índices de rejeição. Isso também não fará com que a opinião pública deixe de tratar o estádio do Corinthians de Itaquerão, nome já consagrado entre milhões de torcedores.

Como os presidentes dos clubes nada fizeram para evitar esses privilégios da Globo a apenas um ou dois clubes, nós, torcedores, temos de fazer. E o primeiro passo é não assistir mais a jogos do Corinthians na tevê. Com o ibope deles caindo, as partes novamente se sentarão à mesa de negociações para um acordo mais justo e saudável.

Nada contra os jogadores ou os torcedores do rival, que nada têm a ver com isso. Esta é apenas uma ação contra o sistema viciado que tem tomado conta do futebol brasileiro e conspira para consolidar a espanholização e acabar de vez com a competitividade que sempre motivou nosso futebol.

Fera do surfe mundial é santista roxo


O argentino Alejo Muniz, de 22 anos, décimo no ranking mundial de surfe, veio morar no Guarujá há cinco anos e ao assistir um jogo do Alvinegro Praiano se tornou um torcedor entusiasmado. Alejo tem competido no circuico mundial com uma rouba emborrachada que traz o distintivo do Santos. Recentemente visitou o CT Rei Pelé, posou para fotos ao lado de seus ídolos Neymar e Paulo Henrique Ganso e ganhou uma camisa do Santos de presente.

E você, promete que não ligará a tevê no jogo do Emelec?

Eu entendo e concordo com a indignação de Mário Gobbi

Leia o post original por Quartarollo

gobbi

gobbiPresidente do Corinthians chamou a Libertadores de várzea e criticou o árbitro colombiano José Buitrago de “serial killer” Gobbi é delegado de polícia e já deve ter enfrentando diligência igual ou pior que aquela situação. Mas isso não o impediu … Continuar lendo



Boicote está dando resultado. Santos deu mais ibope do que o Corinthians

Leia o post original por Odir Cunha

O boicote aos jogos do alvinegro da capital está dando resultado. Iniciado neste blog, ele se espalhou por sites e blogs de muitas outras torcidas brasileiras e seus resultados já são palpáveis. Ontem, no seu jogo contra o Emelec, o Corinthians não conseguiu um ibope melhor do que o do Santos de Neymar contra o Bolívar. O do Alvinegro Praiano foi 26 pontos, meio ponto a mais do que o rival.

Isso deixa claro que muitos torcedores que assistiam aos jogos do Corinthians apenas para secar, agora não o estão fazendo mais. Como os secadores representam 60% do público que vê os jogos do alvinegro paulistano, se os não corintianos deixarem de engordar o ibope do rival, este cairá drasticamente, como já se pode perceber nas últimas partidas.

TV Globo será obrigada a renegociar os direitos

A TV Globo fez acordos sigilosos com os clubes, mas se esqueceu de consultar os torcedores. Aliás, nunca deu bola para eles, tanto que mudou o hábito ancestral dos jogos às 21 horas, passando-os para as 22 horas e atrapalhando a vida do trabalhar nas grandes cidades.

Os dirigentes dos clubes, que também estão pouco se lixando com os torcedores de suas agremiações, ao ver o dinheiro na frente já trataram logo de assinar os contratos, sem se dar conta de que estavam assinando o tratado de espanholização do futebol brasileiro.

Se dois clubes – Flamengo e Corinthians – que já são os mais populares, ganharem da tevê cotas bem superiores aos outros, a competitividade do futebol brasileiro vai pro ralo.

O que se quer é regras justas e o prêmio ao mérito esportivo

Ninguém aqui é contra este ou aquele clube. Que vivam suas vidas. Mas também não se pode ser a favor de uma reserva de mercado que dá grandes privilégios a apenas duas agremiações, quer elas estejam bem, ou não. Ou seja: a divisão de cotas estabelecida pela Globo é uma reserva de mercado odiosa, que nada contribui para o desenvolvimento do nosso futebol.

O que se quer é um sistema parecido com o da Inglaterra, em que metade da verba da tevê é dividida entre todos os times da Série A e a outra metade é distribuida de acordo com a classificação dessas equipes. Se no Brasil quiserem criar o quesito “audiência na tevê”, tudo bem. É plausível.

O que dá ibope é o espetáculo

Os jogos de maior audiência na televisão têm sido os mais importantes, os que reúnem os melhores jogadores, mas isso tem sido estranhamente ignorado pela Globo. O fato de Bolívar x Santos ter dado mais audiência do que Emelec x Corinthians mostra que o boicote já começa a funcionar, mas mostra também que um time com melhores jogadores e com um ídolo, como Neymar, desperta mais a atenção do telespectador do que um outro que só tem como qualidade o fato de ter uma torcida maior.

Com a queda da audiência dos jogos do Corinthians, e a consciência de que há um boicote dos outros torcedores a este time, ou a Globo renegocia os contratos com os clubes, ouvindo também os torcedores, ou o bolo do futebol acabará ficando menor, pois o retorno aos anunciantes também cairá.

Você conhece outros torcedores que estão participando do boicote?