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Ofertas recusadas pelo Palmeiras pegam mal com agentes credores do clube

Leia o post original por Perrone

A decisão do Palmeiras de recusar ofertas milionárias por alguns de seus jogadores pegou mal entre parte dos empresários que têm pagamentos atrasados a receber do clube. Nenhum deles se queixa publicamente, mas nos bastidores há os que tratam o gesto alviverde como contraditório. Na visão deles, o clube não está em condições de rejeitar grandes negócios, pois tem débitos para quitar.

O sentimento é de que o Palmeiras deveria ter feito ao menos uma venda e usado fatia da bolada para reduzir suas dívidas com eles.

Curiosamente, entre os jogadores que poderiam ser vendidos estão atletas ligados a empresários credores do clube. Em tese, se eles fossem negociados, seus agentes receberiam os atrasados.

É o caso do zagueiro Vitor Hugo. O Palmeiras, dono de metade dos direitos econômicos dele, recusou 7 milhões de euros oferecidos pela Fiorentina por ele ao mesmo tempo em que deve três parcelas referentes à comissão pela intermediação de sua contratação ao escritório que representa o jogador. Nesse caso as duas partes seguem negociando amigavelmente o pagamento da dívida, pois não houve manifestação de revolta do estafe do atleta com a recusa.

Episódio semelhante envolve Dudu, que interessava ao futebol chinês, mas teve sua transferência descartada pelo presidente Paulo Nobre. No final de abril, a empresa Think Ball & Sports Consulting entrou na Justiça cobrando mais de R$ 560 mil referentes a pagamentos atrasados de comissão pela intermediação da negociação.

Outro que tem prestações atrasadas por ter levado um jogador ao clube é o ex-atleta Lincoln, empresário de Leandro Almeida, emprestado ao Internacional.

O Palmeiras ainda recusou proposta do Spartak de Moscou por Róger Guedes, que tem 25% de seus direitos econômicos vinculados ao alviverde.

Indagada sobre o motivo dos atrasos, a diretoria do Palmeiras respondeu por meio de sua assessoria de imprensa que o clube “não se manifestará por entender que o Blog do Perrone não é o foro adequado para discutir seus assuntos financeiros”.

Não é a volta do “passe”

Leia o post original por RicaPerrone

A FIFA diz que vai proibir fatiar jogador de futebol e muita gente comemora a volta do “passe”. Outros, contestam.  Na real, não tem passe. Se o jogador quiser sair de graça ao final do contrato, sairá.

A mudança apenas impede que empresários invistam em jogadores por não poderem ser donos de clubes.  Por exemplo:  Se sou um ricão da Russia e quero lavar uma grana, compro um time inglês e tudo bem. Se quero fazer isso no Brasil, não dá. Os clubes não estão a venda.  Então, eu compro parte do jogador e ganho na revenda.

Isso acabando, o primeiro prejudicado é o Brasil. Em mais uma velada ação da FIFA para deixar o futebol perfeito pra Europa e dane-se a América do Sul.

Quem mantém hoje os grandes craques que ainda temos aqui são empresários, terceiros.  Na Europa eles compram o clube, logo, não precisam fatiar jogador.  Se essa lei baixa agora, só de partida perdemos mais da metade dos jogadores de destaque do campeonato. Todos “fatiados” com empresários e empresas investidoras.

Não porque é errado. Mas porque nosso modelo não permite que seja diferente. E assim sendo, a mudança da FIFA vai dar uma paulada no nosso futebol a curto prazo.

A longo? Depende da leitura que os clubes fizerem disso. Como duvido muito da inteligencia deles, acho que não vão conseguir notar que ter jogadores em 100% pra revender não muda nosso problema e seremos, de novo, pra sempre, uma barriga de aluguel.

Não se engane achando que vamos ter o Neymar 100% pro clube.  Ele será vendido 2 anos antes e por 50% do valor pela necessidade.

É isso que queremos? Imagino que não.

Se o Sonda quiser pagar pra eu ver o Ganso jogar, que pague! Eu não vejo beneficios na retirada deste investidor e na necessidade que isso vai gerar do clube vender o craque.  Se encontramos um princípio de formato para concorrer com eles, a FIFA tratou de retirar.

Não é a volta do “passe”, nem uma ótima medida pra nós.  É uma medida que fortalece a compra de clubes europeus, o futebol deles e que facilita ainda mais a ida de craques brasileiros pra fora.

abs,
RicaPerrone

Agentes cobram até para renovar com atleta. Clubes não querem mais pagar

Leia o post original por Perrone

Cássio

Cássio

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A cena tornou-se comum em clubes brasileiros, mas quase sempre gera polêmica. O diretor chama o jogador que já tem alguns anos de casa para renovar contrato e no final das tratativas paga 10% do valor da negociação para o empresário contratado pelo atleta.

Casos assim, quando chegam aos ouvidos de conselheiros, geram protestos, acusações de desperdício de dinheiro e até pedidos de investigação interna. Pressionados, diretores de clubes alegam que se tornou normal os atletas passarem para as agremiações a conta que eles deveriam pagar referentes ao trabalho de seus agentes, e iniciam um movimento para tentar colocar fim à prática.

O Corinthians é um dos clubes em que o tema mais causa debates atualmlente. Em julho, o clube renovou com Cássio e Gil, pagando comissão ao empresário Carlos Leite, também remunerado na contratação de Mano Menezes, seu cliente.

Conselheiros da oposição e da situação entendem ser desnecessário pagar um intermediário para acertar com atletas que já estão no time ou para negociar com um técnico que é amigo de outros carnavais do presidente Mário Gobbi.

Há mais casos. Gilmar Veloz, empresário de Tite, velho conhecido do clube, também recebeu comissão na volta do treinador ao Parque São Jorge. Cartolas alvinegros afirmam que até na troca entre Pato e Jadson, que não envolveu dinheiro, precisaram botar a mão no bolso. Contam que pagaram R$ 780 mil de comissão. Essa operação também é alvo de críticas de conselheiros.

“Foi um excelente negócio para as duas partes, uma negociação muito difícil, em que trabalhei muito. Por todo envolvimento, toda repercussão, por todo assunto que gerou para a mídia, o mínimo que eu teria que ter era uma comissão. Acho que foi pouco perto de tudo que isso envolveu. E ainda nem recebi”, disse Bruno Paiva, empresário que intermediou a troca feita entre São Paulo e Corinthians. Ele não revelou quanto sua empresa recebeu pelo negócio.

O clube do Parque São Jorge, como os demais, também paga comissão quando compra o jogador, não apenas quando vende. Para trazer Lodeiro, ex-Botafogo, o alvinegro desembolsou cerca de R$ 1,4 milhão.

“No mundo ideal, não é o clube que deveria pagar comissão quando compra um jogador ou renova. Acho que tem que mudar, mas é assim há muito tempo. Com todos os empresários, a primeira condição numa negociação é pagar a comissão deles. O Roberto [de Andrade, ex-diretor de futebol do Corinthians], dizia que, se você não pagar, o agente leva o atleta para outro clube”, afirmou ao blog Ronaldo Ximenes, diretor de futebol do Corinthians.

Recentemente, o Corinthians  viu a exigência de comissões chegar ao extremo. Na venda do volante Guilherme, agenciado por Giuliano Bertolucci, a diretoria fez as contas e viu que teria prejuízo de 40 mil euros por causa do pagamento de comissões. A direção, então, bateu o pé para pagar apenas 30% da comissão, já que essa era sua participação nos direitos econômicos do atleta. Os parceiros eram empresários e o BMG. Assim, o alvinegro conseguiu ficar com uma quantia da venda, feita por cerca de 4 milhões de euros.

Os gastos com comissões, já viraram alvo de questionamentos feitos por escrito por conselheiros da oposição corintiana, caminho que o Palmeiras conhece bem, e de longa data. Depois de muito barulho, uma auditoria foi feita e entregue ao então presidente Arnaldo Tirone no final de 2011.

O trabalho da Torga Consultoria mostra que o Palmeiras se comprometeu a pagar R$ 11,7 milhões em comissões para empresários em 29 operações com atletas e na contratação do técnico Luiz Felipe Scolari. Média de R$ 390 mil por negócio. O alviverde remunerou agente até para fazer a troca entre Leo e Leandro Amaro com o Cruzeiro. Só nessa operação, a comissão para três empresas de agentes foi de R$ 850 mil.

“As negociações, chegaram a um nível intolerável. O empresário multiplica o salário do jogador por 13 e pede comissão de 10% sobre o valor total. Quer comissão até sobre o 13º salário. Você acerta, chama a imprensa, diz que o jogador renovou, daí o agente fala: ‘agora quero uma parte dos direitos econômicos’, disse Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coritiba . O dirigente lidera os cartolas nas discussões da lei sobre refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes.

Andrade defende que, em conjunto, os clubes deixem de pagar os empresários, repassando a conta aos jogadores. “É um absurdo, o cara é empresário do jogador, então, que receba do jogador. Em média, o gasto com comissões representa 10% das receitas dos clubes. Os dirigentes estão conversando, caindo na real sobre as distorções do mercado. Se todos começarem a deixar de pagar, os empresários vão ficar preocupados”, afirmou Andrade.

Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do São Paulo, apoia um movimento contra o pagamento de comissões. “No meio empresarial não tem isso. Se eu quero contratar um advogado, contrato um ‘headhunter’ [especialista em encontrar profissionais para empresas], combino um preço e pago pelo serviço dele. Se eu quiser renovar o contrato com o mesmo advogado, não preciso pagar mais para o headhunter”, declarou o dirigente são-paulino.

Guerreiro afirmou que desde que assumiu o cargo, em abril, só renovou o contrato de Rafael Toloi, sem precisar pagar comissão e que vai estudar casos futuros. “Não posso ir sozinho contra a maré. Mas, se o Vilson já levantou essa bandeira [contra as comissões], ele conta com a minha vontade”, completou o cartola tricolor.

Os empresários se defendem. “Se o dirigente chega pra mim e pede ajuda pra renovar o contrato de um jogador que eu represento, então tenho que receber do clube. Já teve casos em que recebi 5% do atleta e 5% do clube porque trabalhei para os dois. O importante é não cobrar porcentagens absurdas” disse ao blog Pepe Dioguardi, agente de Kléber e Ganso, entre outros.

“Existem várias formas de comissão. O jogador pode até pedir 10% a mais e ele mesmo pagar o agente. Depende de como você trabalha. Eu trabalho de forma transparente. Nossa empresa tem uma filosofia de agregar ao produto [o jogador] do clube. Temos assessoria de imprensa, ensinamos o atleta a se posicionar  melhor. A única regra hoje é que os clubes não estão pagando ninguém. Assinam o contrato, mas no dia combinado não pagam a comissão”, afirmou Bruno Paiva, agente que tem Jadson em sua lista de clientes.

Empresários malandros empurram “gatos por lebres”

Leia o post original por Mion

Lucio Flávio

Lúcio Flávio foi vendido como Pelé branco. O Atlas do México engoliu direitinho.

Em plena Era do futebol extremamente profissional e concorrência permanente é incrível como médios e alguns grandes clubes ainda são administrados por pessoas até bem intencionados, mas sem o menor conhecimento ou experiência suficiente para conduzir contratações, são ludibriados facilmente por empresários espertos e convincentes. As transações mais escandalosas e vergonhas ocorrem entre brasileiros e países intermediários do futebol mundial. Empresários brasileiros deitam e rolam, oferecem brucutus ou apenas bons jogadores sem mercado no futebol brasileiro, porque os salários são bem superiores. Um DVD bem editado somado com o papo insinuante e atraente convence dirigentes desesperados em achar solução para os seus elencos.

O exemplo mais emblemático e irônico aconteceu na venda de meia atacante Lúcio Flávio para o México em 2011 . E a vítima não foi qualquer clube, o tradicional Atlas comprou “gato por lebre e apostou todas as fichas no brasileiro. Lúcio foi apresentado como o “Pelé Branco” de tanta empolgação dos dirigentes e torcedores mexicanos. Todo mundo conhece Lúcio Flávio, ótimo jogador, especialista em bolas paradas, finalizador competente e … só. Fizeram um DVD com Lúcio na época em que jogou no Santos e vestiu a camisa 10. Resultado final: Lúcio jogou apenas 12 jogos e já foi dispensado. Diminuiu o prejuízo, mas perdeu uma ótima grana pelo “Pelé Branco”. O clube percebeu rapidamente que foi tapeado. Hoje Lúcio Flávio, aos 34 anos, atua e pretende encerrar a carreira no Paraná Clube.

Encontrei com um dirigente de futebol, e ele me contou barbaridades. Como “gafanhotos”, esses empresários corroem as finanças dos clubes. Muitos DVDs são editados com lances de dois ou até três jogadores fisicamente parecidos. Com imagens distantes “todo gato parece pardo”. Esta história de Bruno José, Bruno Silva, Thiago Moura, Thiago Luis, Thiago José é forçado por empresários. Eles apostam na falta do conhecimento profundo de diretores para ludibriá-los. Enfiam Bruno ou Thiago como se fosse o outro e assim segue o baile.

Ele me contou uma história interessante. Os empresários colocam dois jogadores homônimos e sobrenomes diferentes. Um é ótimo jogador, outro mediano. Ao final de tudo eles enfiam o mais ou menos como se fosse o original. No momento de oferecer o jogador a um clube dizem: “olha esse é o fulano que jogou em tal time”. Imediatamente vem a imagem daquele destaque e aí a isca foi mordida. Toda esta artimanha tem causado muitos prejuízos aos clubes e desgosto aos torcedores. Hoje vale mais um empresário malandro, de que o jogador de qualidade. Se continuar assim é esperar para ver que o último empresário apague a luz da grande maioria dos clubes endividados e sem futuro.

 

Palmeiras paga comissão a agentes de ex-gremistas e aumenta críticas à saída de Barcos

Leia o post original por Perrone

A transferência de Barcos gerou uma nova polêmica no COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras. Membros do órgão ficaram descontentes ao saberem que o clube pagou comissão para empresários dos quatro jogadores do Grêmio envolvidos na negociação.

A informação foi confirmada a eles pelo presidente Paulo Nobre em reunião do órgão nesta terça-feira.

Os descontentes afirmam que o pagamento deixa ainda menos atraente a negociação. E sustentam que o clube não deve gastar com comissões quando traz atletas. Só quando vende.

Procurada pelo blog, a assessoria de imprensa do Palmeiras disse apenas que as comissões não foram pela negociação com o Grêmio. O pagamento é referente ao trabalho dos empresários na elaboração dos contratos dos jogadores com o Palmeiras. E que se trata de uma prática normal no futebol.

Participantes da reunião falam num gasto de R$ 1 milhão com o comissionamento aos empresários de Rondinelly, Léo Gago, Leandro e Vilson.

A assessoria de imprensa diz que a diretoria não comenta valores. Porém, pessoa próxima ao presidente afirma que a despesa é de aproximadamente R$ 300 mil e será paga em suaves prestações.

Também em relação a Barcos, o ex-presidente Mustafá Contursi cobrou Nobre sobre a antiga diretoria negar que havia risco de perder o argentino na Justiça. O atual presidente manteve a posição de seu departamento jurídico. E o COF estuda enviar questionamentos aos advogados do clube.

A economia descobre a pólvora… no futebol!

Leia o post original por miltonneves


Escrevo de Miami.

Depois de longos 30 dias mineiros e americanos, estou de volta para 2013 e 2014 que serão sensacionais para tudo e todos que se relacionam com futebol, marketing, economia, jornalismo, esporte e etc…

E o ano começou justamente com megaevento envolvendo nossos principais clubes e oito grandes empresas brasileiras e multinacionais.

Foi a PRIMEIRA VEZ “na história deste país”, desde Pedro Álvares Cabral, que PIB, PIBINHO ou PIBÃO e a economia nacional se renderam e se uniram ao futebol.

Com certeza a economia descobriu a pólvora da bola e os executivos financeiros  aprenderam mesmo com o professor Pedro Trengrouse, da FGV, que fulminou: “É preciso olhar para o futebol como uma atividade econômica, não apenas como lúdica”!

Modestamente, e bota modestamente nisso, este caipirão que aqui vos escreve sacou isso há décadas e décadas.

Fui convidado a comparecer pelo executivo Marcel Marcondes, da Brahma, mas não deu para vir.

Ia dar talvez até uma mini-palavrinha no espetacular e inteligente evento do Memorial da América Latina.

Vi parte do tape pelas mãos de executivo de “minha” AMBEV (aliás, bem vindo, viu, Felipão?) e dou parabéns ao Galvão Bueno.

Ele deu um show, é muito bom mesmo em tudo o que faz e podem achar, dizer e patrulhar o que quiserem sobre este ícone da mídia brasileira.

Mas, “peraí”, não era a Rede Globo que nunca permitia qualquer ligação, mínima que seja ou fosse, de seus jornalistas com publicidade e seu mundo econômico?

Está tudo certo, afinal foi só um evento esportivo, jornalístico e um… “pouquinho” comercial, não é?

Mas será que existe, por exemplo, uma mulher só um “pouquinho” grávida?

“Pouquinho”, mas envolvendo oito empresas que, juntas, são mais fortes do que uns 20% dos países do mundo.

A verdade é que na publicidade de pouquinho em pouquinho está quase todo mundo adotando o lema do hino do Flamengo: “Uma vez Flamengo, sempre Flamengo.”

Mesmo que de pouquinho, de leve, de “soslaio”…

Nos eventos e palestras então…

É logotipo de empresas para todo lado nos anfiteatros, ginásios, auditórios e bancadas com jornalistas globais ou não fazendo palestras e eventos coorporativos pagos perante platéias de centenas ou até de milhares de pessoas.

E com tudo transmitido, repercutido e eternizado pela internet para milhões e milhões de consumidores.

A top Marília Gabriela, um dia na Folha, afirmou: “Jornalista da Globo não pode fazer propaganda direto na TV, mas evento corporativo comercial, pode?”

Nada demais, faz parte…

É a evolução inteligente da comunicação.

Mas e o Neymar, hein?

Se Pelé jogou 18 (dezoito!!!) anos no Santos e sempre cercado de gênios da bola, Neymar, sozinho, jogará ou terá jogado, na ponta do lápis, só 2 (dois!!!) anos na Vila.

Ou seja, 2010 e 2011.

E formando agora um belo trio no Peixe com o relógio e a folhinha.

E cada “X” que todo dia ele coloca em seu calendário já está faturando uns 8 mil euros lá na frente, a partir de julho de 2014.

E nessas “semanas” que faltam para o pelezinho incrivelmente bater asas DE GRAÇA, ele dará as caras na Vila como um belo barnabé.

E atenção: se ele quiser poderá até ser do Corinthians em um ano e meio!

Eu insisto, LAOR: dê um jeito de consertar a burrada que você fez e se arrependa desse negócio tão infeliz e lesivo do Santos FC.

Brigue, renegocie, arrependa e entenda que na vida o único arrependimento que não tem volta é o do suicida bem sucedido.

E que fique claro: a maior “transferência” da história do futebol brasileiro não foi a do Lucas, mas a da “permanência” fugaz de Neymar no Santos.

Os dois Neymares obtiveram um abatimento de um ano de contrato, compraram o passe de um gênio sem pagar nada e ainda por cima ganhando milhões por mês.

Com Neymar jogando na seleção e emprestado ao Santos.

Sim, o Laor matou os “empresários oportunistas” do jovem jogador com um belo tiro como que se estivesse matando um carrapato.

Só que o carrapato estava na barriga da vaca que foi para o brejo e para o céu como uma baleia encalhada na praia do Gonzaga com o distintivo do Santos na testa.

Agora só falta o Neymar logo, logo anunciar seu novo patrocinador.

Para sua folhinha de ouro da parede.

OPINE!!!

Futebol: DVD é titular

Leia o post original por Wanderley Nogueira

dvd-disc-bendy-400A fonte é um dos grandes repórteres cinematográficos da televisão brasileira.

Acostumado a usar o seu talento em grandes eventos.

Companheiro de coberturas inesquecíveis.

Mas, no final do ano, falou como pai. Triste pelo fato de o filho não ter conseguido “espaço” no futebol.

Ficamos por quase uma hora sentados numa mureta de concreto de uma das mais importantes avenidas do País.

E ele abriu o coração:

“Sabe, confesso que estou decepcionado com as coisas que acontecem no futebol. Guardo comigo a mágoa. É o tipo da situação que vai deixar o futebol cada vez mais fraco”.

“Nem levo o assunto adiante, colocando a boca no mundo, porque prejudicaria pessoas inocentes e que também são obrigadas a jogar o jogo. É uma questão de sobrevivência”.

“Meu filho queria ser jogador de futebol. Hoje tem 23 anos. Passou por alguns clubes da capital, foi para o interior e também para fora do Estado de São Paulo. Não é craque, mas tinha condições de jogar em algum clube. E não falo isso por ser pai dele”.

“Era aceito nos clubes, ficava algum tempo e depois era dispensado. Foi rodando de um lado para outro. Ele e eu nunca soubemos direito os motivos das dispensas. Alguns jogadores menos eficientes ficavam e ele não. Tudo bem, vai tentando, eu dizia pra ele”.

“Depois de mais uma dispensa após um período em um time do interior de São Paulo, eu recebi um telefonema do treinador. Conhecido da gente, boa pessoa, ex-jogador de futebol. Ele me conhecia, fiz imagens dele jogando futebol. ”

“Ele foi sincero comigo. Contou que o meu filho jogava bem, poderia ficar no time, mas estava sendo obrigado a dispensar quatro jogadores. O time é de empresários. Ele precisava de quatro vagas para colocar jogadores de empresários. Meu filho nunca teve empresário”.

“Funciona assim: o empresário coloca o jogador no time, paga o salário de alguns meses e ele joga várias partidas. Ao mesmo tempo vão fazendo um DVD com as suas atuações e, assim que o vídeo ficar pronto, e fechadinho, tentam vender o jogador. É um grande negócio”.

“Já imaginou quantos jogadores são dispensados pelo fato de não terem empresários?  O atleta é colocado para jogar só para poder ser gravado com a camisa de um time de futebol. Não estou dizendo que é bom jogador ou não. Apenas considero um sistema muito cruel. Ninguém revela ninguém…”

“Meu filho chegou à conclusão de que sempre iria acontecer isso e desistiu. Hoje, faz faculdade e já encontrou um outro caminho”.

Essa conversa não revelou nenhuma novidade. Todos sabem que o sistema de peneira no Brasil é viciado e distorcido. Apenas foi mais um depoimento, em “off” .

Claro, o excelente cinegrafista não terá o seu nome revelado, nem o filho.

O treinador? Não passa de mais uma vítima do sistema.

Após polêmica, Marin diz que só quer afastar empresários de concentração

Leia o post original por Perrone

O presidente da CBF não quer mais falar sobre a polêmica entrevista que deu ao Estado de S. Paulo deixando clara sua preocupação em barrar a convocação de jogadores desconhecidos e que seriam indicados por agentes.

Questionado pelo blog, ele negou que tema esquemas envolvendo empresários, sem desmentir a reportagem. E afirmou que sua intenção é impedir o convívio de jogadores com agentes no time nacional.

“Já fiz um apelo público para que empresários não frequentem a concentração. É só com isso que me preocupo. Acho que a presença deles no hotel tira a privacidade dos atletas. Eles precisam se concentrar apenas nas partidas”, afirmou o dirigente.

Pela “lei” do novo presidente da CBF, empresários não poderão frequentar o QG brasileiro em Londres, durante os Jogos Olímpicos. A proibição vale para amistosos e outras competições.

Com passe livre na Copa de 2006, os agentes foram barrados por Dunga em 2010, mas voltaram a ganhar espaço na era Mano Menezes. Até Kia Joorabchian já apareceu na concentração.

Fatiados que nem pizza. E o recheio…

Leia o post original por Mion

Sem Perdão

SEM PERDÃO: a verdade com ou sem dor

Quando surge uma promessa no futebol brasileiro, já chega ao elenco profissional que nem pizza, todo fatiado. É porcentagem para todos os lados. E se não tem oportunidade no clube de origem deixa uma porcentagem e segue para outro após a venda de uma nova fatia. No linguajar empresarial, são cotas.

O que mais incomoda no sistema é administração das carreiras. O grupo de empresários coloca o jogador em grandes vitrines já pensando no próximo negócio. Um caso marcante aconteceu com Keirrison, talvez um dos casos mais flagrantes vistos nos últimos tempos: Keirrison pressionou o Coritiba para ser vendido ao Palmeiras. Depois de 6 meses no Verdão já exigia a liberação à Europa. Chegou menino no Barcelona e de lá para cá, pula de clube em clube e não joga nada. Queimaram o menino. Ele não teve tempo para amadurecer e pagou caro.

Alguém duvida que o jogador é tratado como empresa? Qualquer dia, teremos ações vendidas na bolsa de valores. Por esta razão, entre outras, não existe mais espaço nos grandes clubes a revelação de muitos jogadores.  Zico tentou no Flamengo reviver a tradição de revelar talentos como aconteceu em sua época de jogador. Queria reativar o departamento de juniores que anda encostado. Derrubaram o Galinho.

É muito mais interessante trazer um guri de fora já fatiado como pizza. No final, o clube fica com o caroço da azeitona e as bordas. O restante os empresários papam sem o menor constrangimento.