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Corinthians ainda deve cerca de R$ 3,7 mi por empréstimo de Carlos Leite

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Protagonista de polêmica na campanha eleitoral do Corinthians, o agente Carlos Leite ainda é credor do clube no valor de R$ 3.763.000 referentes a empréstimo registrado no balanço financeiro do clube de 2016.

A quantia foi emprestada no final de 2016 com a previsão de ser paga em 30 dias, mas até agora não foi quitada. Emerson Piovezan, diretor financeiro do clube à época da operação, confirmou ao blog a dívida. Segundo ele, porém, o pagamento está previsto para ser feito até o final de janeiro. O cartola deixou o cargo para ser candidato à vice-presidente na chapa de Paulo Garcia no pleito marcado para 3 de fevereiro.

De acordo com o balanço corintiano, o agente de Cássio, Fágner e Camacho cobra juros de 1,94% ao mês. A taxa é superior à cobrada do clube por instituições financeiras. O documento registra que o BIC Banco, por exemplo, cobrou juros de 1,45% ao mês. O BCV/BMG acordou taxas de 1,86% e 1,63% ao mês.

Leite afirma que no final de 2017 fez outro empréstimo no valor de R$ 200 mil com a promessa de que receberia o pagamento em 30 dias. O envio do dinheiro para a conta do Corinthians virou alvo de uma investigação no clube. A comissão eleitoral identificou a operação enquanto apurava a suspeita de que candidatos pagaram para sócios inadimplentes regularizarem suas situações e poderem votar.

Segundo Miguel Marques e Silva, presidente da comissão eleitoral, uma funcionária do clube afirmou em seu depoimento que o dinheiro de Leite foi enviado para pagar taxas de associados inadimplentes. O empresário nega. Sustenta que fez um empréstimo e que não sabe como a verba foi usada. Por sua vez, Piovezan nega que o clube tema tomado R$ 200 mil emprestados junto ao empresário. Agora a comissão deve questionar o presidente Roberto de Andrade sobre a operação financeira com o agente.

A investigação a respeito dos pagamentos começou depois de a diretoria anunciar desconto de 50% para os inadimplentes normalizarem suas situações. O estatuto do clube proíbe anistia financeira a sócios a partir de um ano antes da eleição. A comissão eleitoral, então, tirou da lista de votação quem se beneficiou da promoção. A diretoria argumenta que a anistia só se caracterizaria com o perdão total da dívida.

 

Nobre empresta mais R$ 8,9 milhões ao Palmeiras

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Paulo Nobre voltou a colocar dinheiro de seu bolso no Palmeiras. Em janeiro, ele emprestou mais R$ 8,9 milhões ao clube. A informação foi prestada pelo presidente ao COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) na última segunda.

De acordo com o discurso do dirigente aos membros do órgão, o empréstimo foi feito por causa de um descompasso no fluxo de caixa provocado por receita que entrará depois do previsto.

Nobre já emprestou pelo menos R$ 140 milhões ao alviverde. Desde maio do ano passado, ele fica com 10% da receita mensal palmeirense como pagamento. O dinheiro vai para o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) Academia Esportiva, criado pelo cartola para fazer as operações com o clube.

Porém, conforme explicação de Nobre aos “cofistas”, o empréstimo feito no início de 2016 não entrará na conta do fundo. Isso porque foi um caso pontual no qual o dinheiro será devolvido brevemente ao dirigente.

Por meio da assessoria de imprensa do Palmeiras, o presidente alviverde afirmou que o assunto deve ser tratado no COF, não no Blog do Perrone.

 

Corinthians adia de novo acerto de direitos de imagem atrasados

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A diretoria do Corinthians ainda não levantou o dinheiro que irá permitir o acerto de direitos de imagens atrasados de seus jogadores. Primeiro, o clube contava com a grana na semana passada, depois mudou o prazo para esta semana, mas agora não tem certeza de que conseguirá resolver a questão nem até o próximo dia 15.

O problema, porém, não é a falta de crédito na praça, segundo a diretoria. É justamente o contrário: excesso de instituições financeiras querendo emprestar dinheiro para o alvinegro. “Tenho três reuniões na semana que vem com diferentes instituições. Hoje (ontem) apareceu mais uma. Então, temos que estudar todas as opções e ver qual é a melhor para o clube, por isso demora um pouco”, disse ao blog Emerson Piovezan, diretor financeiro do Corinthians.

A dívida referente a direitos de imagem atrasados, luvas e comissões a empresários já passa de R$ 30 milhões, mas os dirigentes ainda não definiram quanto vão pegar emprestado.

Uma das opções é conseguir o dinheiro por meio de um Fidic (Fundo de Direitos Creditórios), operação em que o clube repassaria créditos que tem a investidores que adiantariam o dinheiro. No caso estudado pelos corintianos, investidores estrangeiros cobrariam cerca de 15% ao ano de juros na operação.

Para evitar queixas dos atletas credores, a diretoria alvinegra afirma que só vai cuidar das renovações de contratos pendentes, como as de Guerrero e Emerson Sheik, depois que quitar os débitos.

Há atletas com mais de seis meses sem receber os direitos de imagem. Os valores registrados na carteira de trabalho continuam sendo pagos em dia. Nesta terça, os atletas receberam os salários de março, mas não os direitos de imagem. Segundo Piovezan, a maioria recebe apenas pela carteira de trabalho.

Apesar dos atrasos, os jogadores estão em paz com a diretoria. Não se ouve queixa deles e nem de seus empresários. “Temos boa relação com a diretoria do Corinthians. Sempre recebemos do clube e não vai ser agora que deixaremos de receber. Por isso, essa situação não nos incomoda”, disse Reinaldo Pitta, agente de Sheik.

 

Punição ao Barcelona impede São Paulo de ter Douglas até 2015

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Douglas não vai ficar no São Paulo até junho de 2015, emprestado pelo Barcelona, como queria o clube brasileiro. Em conversa com o Blog do Boleiro, Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol, já descartou esta possibilidade: “Já esquecemos o empréstimo do Douglas. Mas a negociação para a ida dele ao Barcelona continua em pé e próxima de ser fechada”.

O time catalão, se quiser contratar Douglas, precisa fechar a transação até o dia 31 deste mês. A partir desta data, o Barcelona está proibido pela Fifa de contratar atletas até 2016. Nesta quarta-feira, a entidade máxima do futebol rejeitou um recurso do Barcelona que promete ir à Corte Arbitral do Esporte para reverter esta punição. O clube é acusado de negociação ilegal com jogadores menores de idade.

Fica então descartada a hipótese do time espanhol comprar os direitos econômicos de Douglas, deixando com que ele continue registrado pelo São Paulo, atuando com seguro, até o ano que vem.

Restaria a possibilidade do empréstimo. O Barcelona compraria Douglas e o emprestaria ao São Paulo. Mas aí, a janela brasileira para contratação de atletas do exterior já está fechada e o negócio ficou impossível.

O jogador aguarda pela assinatura dos contratos. Segundo Ataíde, isso deve acontecer nos próximos três dias. O dirigente garante que está tudo acertado. Esta versão foi reforçada pelo presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, na noite da quarta-feira quando o São Paulo venceu o Internacional por 1 a 0 em Porto Alegre.

Douglas, através de representantes, já iniciou conversas para acerto de salários e detalhes do contrato com o clube espanhol. Mas somente depois que a negociação entre São Paulo e Barcelona estiver oficializada, ele acerta definitivamente a mudança de clube.  

Para compensar arrecadação menor, Corinthians quer empréstimo de R$ 90 mi

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Até agora o Corinthians arrecadou em 2014 menos do que deveria ter obtido de acordo com sua previsão orçamentária. Tal situação faz a diretoria já planejar um empréstimo de até R$ 90 milhões para serem usados no pagamento de  contas até fevereiro do ano que vem. E, eventualmente, para ajudar a bancar contratações na atual temporada.

Por isso, a direção pedirá autorização ao Cori (Conselho de Orientação), no próximo dia 20, para pegar R$ 90 milhões emprestados (veja a convocação da reunião ao final do post).

Entre os problemas está a ausência de patrocinadores no ombro e no calção do time. O orçamento previa uma receita de R$ 54.117.600 com patrocínio no uniforme em 2014. Porém, até o quinto mês do ano, o alvinegro não lucrou com a comercialização do ombro e do calção. O principal anunciante na camisa corintiana, a Caixa, paga cerca de R$ 31,5 milhões. Há ainda acordos com Fisk e Tim, mas os valores não são confirmados pela diretoria.

O clube chegou a conseguir um patrocinador para o ombro, a CityLar, empresa do Mato Grosso. Mas a notícia sobre o trato fez a firma ser pressionada em casa por não investir na região, o que deixou a negociação emperrada.

A previsão orçamentária alvinegra também registra uma receita de bilheteria no valor de R$ 12 milhões neste ano. Novos cálculos reduziram a expectativa pela metade. Essa quantia é referente ao que sobrar da arrecadação nos jogos em Itaquera depois de ser reservado o montante para o pagamento da construção (isso se sobrar algo).

Um dos destinos do dinheiro gerado pela nova operação bancária será pagar cerca de R$ 30 milhões de empréstimos que vencem em 2014.

Apesar de pedir autorização para levantar R$ 90 milhões, a direção calcula que com R$ 70 milhões consiga resolver seus problemas imediatos. Assim, pode pegar menos dinheiro do que o montante estabelecido no pedido de autorização.

Para a cúpula do clube, a situação está controlada. Mas os conselheiros que souberam do novo empréstimo dispararam críticas contra a diretoria. Lembram que recentemente autorizaram um financiamento de até R$ 350 milhões para honrar compromissos relativos a construção do estádio de Itaquera.

Veja abaixo cópia da ata de convocação da reunião sobre o novo empréstimo.

 

 

 

Convocação para reunião sobre empréstimo de R$ 90 milhões

Convocação para reunião sobre empréstimo de R$ 90 milhões

Novo empréstimo para arena aumenta atrito entre Andrés e direção corintiana

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Neste sábado, o Conselho Deliberativo do Corinthians autorizou um novo empréstimo de até R$ 350 milhões para cobrir as despesas com a construção de seu estádio. A reunião agravou a crise entre Andrés Sanchez e a atual diretoria alvinegra.

O presidente do clube, Mário Gobbi,  só chegou à arena corintiana, local do encontro, depois que ele tinha acabado. E o diretor financeiro Raul Correa da Silva não apareceu. Andrés não perdoou. Discursou repudiando a ausência do diretor financeiro e de pessoas que antes se mostravam preocupadas com o empréstimo.

Raul e Gobbi fizeram questão de que a operação fosse avaliada pelos conselheiros, apesar de o estatuto não fazer essa exigência. Andrés queria que apenas o Cori, Conselho de Orientação, aprovasse o futuro empréstimo, como manda o estatuto.

Mas para Gobbi e Raul, o montante em questão exigia o aval dos conselheiros. Na reunião, porém, Andrés, responsável pelo estádio, minimizou a operação. Disse que o novo financiamento será em nome da Odebrecht, não do clube. Portanto, não existiria motivo para preocupação dos membros do conselho.

Dirigentes graúdos do Corinthians discordam do ex-presidente. Alegam que, mesmo com o financiamento em nome da construtora, por contrato o clube terá que pagar o empréstimo.  Assim, o assunto merece a atenção do conselho.

Para conselheiros que participaram da reunião, as ausências de Gobbi e Raul foram sinais de divergência entre eles e Andrés. Mas o presidente alegou que não chegou a tempo porque participou de uma missa celebrada pelo padre Marcelo Rossi no Parque São Jorge, fato que rendeu críticas ao cartola. Por sua vez, Raul afirmou a dirigentes do clube que não participou da reunião porque viajou a trabalho para o exterior. Andrés não fala com o blog, por isso pôde ser ouvido.

A aprovação do empréstimo aconteceu em clima de festa, com conselheiros encantados na nova arena e elogiando o churrasco oferecido a eles. Aliados de Andrés se vangloriavam de o Corinthians ter um estádio novinho em folha sem colocar a mão no bolso até agora. O argumento gera mais discordâncias entre “andresistas” e aliados de Gobbi, em guerra faz tempo. O discurso na cúpula alvinegra é de que afirmações como essa fazem com que o Corinthians seja alvo de comentários dos rivais sobre ter recebido a arena de presente, sendo que terá que pagar por ela.

 

Conselho corintiano está no ‘escuro’ para votar novo empréstimo para arena

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Até a publicação deste post, os conselheiros do Corinthians não haviam tido acesso a documentos ou detalhes sobre o novo aumento no valor do contrato para a construção do estádio alvinegro. E nem a respeito do financiamento de até R$ 350 milhões que o clube deve fazer justamente para cobrir despesas com a obra.

O caso preocupa porque, no sábado, o Conselho Deliberativo se reúne no estádio para decidir se autoriza o empréstimo. Provavelmente não será possível estudar o assunto com antecedência.

Conselheiros incomodados com a falta de informações gostariam de ler o contrato do novo financiamento para conhecer, principalmente, os juros e as garantias a serem dadas pelo Corinthians.

“Tudo vai ser feito na hora. Porque o empréstimo ainda foi feito, não tem nada concretizado. Basicamente, acredito que as garantias devem ser as mesmas que já foram dadas porque o que já foi dado supera o valor tomado pela construtora na época”, disse Ademir Carvalho Benedito, presidente do Conselho Deliberativo do clube.

Mas a queixa não é em relação só à documentação dessa operação. A insatisfação é referente a praticamente tudo que envolve o estádio. Cinco conselheiros da oposição e três da situação afirmaram ao blog que só Andrés Sanchez, diretor responsável pelo o estádio,  sabe o que acontece em Itaquera. Eles não têm acesso a documentos e detalhes. Só são informados por meio de explicações dadas por Andrés, esporadicamente, no Conselho Deliberativo, mas sem a apresentação da papelada que justifique os gastos, por exemplo.

Por isso, o projeto da arena é chamado de caixa-preta pelos descontentes. Eles também, querem explicações palpáveis sobre o estouro no orçamento. Antes de a abertura da Copa entrar nos planos, o projeto da diretoria era ter um estádio que custasse R$ 350 mil. Depois o preço pulou para R$ 820 mil e agora já supera R$ 1 bilhão.

Se já existem reclamações pela falta de informações, a situação poderia ser pior não fosse o presidente Mário Gobbi ter batido o pé para fazer a reunião do próximo sábado. Ele agiu na contramão de Andrés, que pensava em pedir autorização apenas para o Cori (Conselho de Orientação). O estatuto não diz que o novo empréstimo precisa da aprovação do Conselho Deliberativo.

Para aliados de Gobbi, o presidente quis dar uma satisfação aos conselheiros e mostrar que Andrés não pode decidir tudo sozinho, como se fosse dono da arena. Mas, entre opositores há a tese de que Mário pode estar interessado apenas em dividir a responsabilidade com o Conselho Deliberativo.

A reunião fez com que um dos principais grupos de oposição se reunisse na noite desta quarta para estudar o que fazer em relação ao empréstimo. Essa ala tem entre seus líderes Antonio Roque Citadini, ex-vice-presidente de futebol, Fran Papaiordanou, um dos vice-presidentes da Federação Paulista, e Paulo Garcia, que já foi candidato à presidência corintiana. A tendência é de que a maior parte desse grupo não compareça à reunião de sábado, ignorando o assunto por falta de informações e deixando a responsabilidade para Gobbi e Andrés.

Também nesta quarta, o conselheiro Romeu Tuma Júnior fez campanha em sua contra no Facebook contra a aprovação do empréstimo. Pela maioria que a situação tem no Conselho Deliberativo, é quase impossível o financiamento não ser aprovado.

Andrés não fala com o blog, por isso não foi ouvido sobre o tema.

Reprodução de página de Romeu Tuma Júnior no Facebook

Reprodução de página de Romeu Tuma Júnior no Facebook

Por 13º salário, Palmeiras faz empréstimo de R$ 6 milhões com garantia pessoal de Tirone, ameaçado de afastamento

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Tirone não obteve nova antecipação na FPF

Para pagar o 13º salário de seus funcionários, o Palmeiras fez um empréstimo bancário de R$ 6 milhões na semana passada. O próprio presidente foi o avalista juntamente com o vice de futebol, Roberto Frizzo. A dupla responde com seus bens se a dívida não for quitada.

Esse foi um dos empréstimos analisados em reunião do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) nesta terça. O órgão reclama que o presidente antecipa receitas da próxima administração e fere o estatuto do clube. Por isso, estuda pedir o afastamento de Tirone a 45 dias do final de seu mandato.

A complexidade do tema fez o COF declarar a reunião aberta até domingo, quando será decidido se o caso irá para o Conselho Deliberativo, que tem o poder de votar o afastamento.

Nos próximos dias, o COF buscará mais documentos para saber o total de empréstimos e se o clube deu aumento a Barcos. O órgão havia orientado o presidente a explicar antes como pagaria novos empréstimos e contratos com jogadores. O conselho de orientação reclama de que não está sendo respeitado.

“Eu respeito o COF, sei que ele está em seu papel. Eles têm que checar tudo e se acharem que devem pedir meu afastamento ao Conselho Deliberativo tudo bem. Vou me defender. Não fiz nada errado, não fui irresponsável. Só fiz empréstimos e antecipei receitas para não paralisar o clube. Errado é deixar de pagar funcionários”, disse Tirone ao blog.

Conselheiros querem saber se Barcos teve aumento

Ele confirmou o empréstimo de R$ 6 milhões e que foi o avalista com Frizzo. O dirigente confirma também que tentou uma nova antecipação de receitas do Campeonato Paulista, mas não conseguiu. “Tínhamos uma dívida com o BMG, que foi feita em outra gestão. Renegociamos, reduzimos o valor e demos as receitas dos próximos Campeonatos Paulistas como garantia. Por isso a federação não teve como antecipar mais agora”, afirmou Tirone. As receitas do clube no Estadual estão comprometidas pelo menos até 2014.

Funciona assim: o clube faz um empréstimo e a federação se compromete a repassar a cota a que o time tem direito diretamente para o banco. Isso se a dívida não for paga antes.

Tirone já antecipou pelo menos R$ 40 milhões que o clube teria a receber no próximo ano usando também outros contratos como garantia. “Mas eu usei tudo para pagar dívidas. Não feri o estatuto porque eu posso antecipar até 30% do orçamento, que é de aproximadamente R$ 150 milhões. Estou dentro do limite. Além do mais, todos os presidentes avançam nas receitas das administrações seguintes.”

Ele culpa a dívida que herdou de seu antecessor, Luiz Gonzaga Belluzzo e o fato de o Palmeiras perder temporariamente o Palestra Itália como fonte de receita pela maior parte da dificuldade financeira. “Assumi o clube com um passivo de R$ 160 milhões. Mas não culpo o Belluzzo. Ele assumiu com um passivo de R$ 28 milhões. Faço um desafio: eu me afasto da presidência agora se o próximo presidente se comprometer a não antecipar as receitas da administração seguinte. É impossível.” A eleição será em janeiro.

Sobre Barcos, Tirone não esclareceu se deu aumento ao argentino. “O COF tem todo o direito de fazer suas recomendações. Agora, se eu achar que tenho que contratar ou dar aumento vou fazer isso”, concluiu o presidente.

Palmeiras usa contrato da Globo para levantar novo empréstimo de R$ 10 milhões

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Para pagar suas contas em dia, o Palmeiras fez um novo empréstimo bancário no valor de R$ 10 milhões. Deu como garantia parte do dinheiro que tem a receber do contrato com a Globo em 2013, segundo membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização).

Mesmo assim, ainda há dificuldade para acertar o pagamento de 13º salário do elenco e de funcionários. A saída é negociar com outros parceiros para arrecadar a quantia necessária.

Em meio ao aperto, o déficit em outubro foi de R$ 3,9 milhões.

Integrantes do COF demonstram preocupação com o fato de as receitas do próximo ano serem empenhadas, pois o clube pode ter novo presidente. As eleições estão marcadas para o início de 2013. O blog telefonou para o presidente Arnaldo Tirone, mas ele não atendeu.