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Não adianta ter time de feras sem entrosamento

Leia o post original por Mion

A verdade com ou sem dor

O ritmo alucinante de negociações no futebol brasileiro causou um novo perfil nos clubes. No passado o fim de ano era a fase em que os grandes clubes buscavam dois, três ou até quatro reforços. O objetivo pontual de melhorar o potencial do elenco e solucionar deficiências apresentadas em determinadas posições.

Atualmente dificilmente o plantel é reforçado, e sim substituído. Vende o zagueiro e contrata outro. Ou seja, roda, roda e fica no mesmo lugar. É claro que há exceções, mas a grande maioria é assim.

Com esse processo os ídolos não existem mais. Qualquer jogador acima da média não esquenta a camisa e já segue para exterior. Quando falo esquentar a camisa significa jogar pelo menos três ou quatro anos no mesmo clube. E o mais grave, não são apenas os craques, até mesmo aqueles jogadores não dotados de técnica, mas de dedicação não ficam muito tempo. Eles eram os “reis da raça”, encarnavam a camisa do clube.

Além da falta de identidade com o clube e torcedores, as equipes também não conseguem o reforço principal para qualquer grupo: entrosamento. Após a formação do elenco, até o  pessoal encaixar e começar a conhecer o comportamento do companheiro demora pelo menos seis meses. A continuidade do trabalho de uma equipe é fundamental. Não é por acaso que o Barcelona chegou ao patamar que ostenta. Além do talento individual, espinha dorsal é a mesma há quase cinco anos. Há entrosamento perfeito, enfim um grupo de verdade.

A ciranda de jogadores funciona por colocá-los na vitrine sempre visando uma negociação o mais breve possível. Enquanto grupos de empresários mandarem mais que os dirigentes, o futebol brasileiro viverá desta forma e perderá cada vez mais qualidade e identidade. Serão apenas prateleiras de um Hipermercado com grandes ofertas.

Nada de desmanche. Aprenderam?

Leia o post original por Mion

A verdade com ou sem dor

Um dos grandes inimigos do futebol brasileiro pode estar em extinção. Não dava mais: todo ano os clubes não conseguiam manter a base no time do ano anterior. Um verdadeiro desmanche quebrava qualquer trabalho realizado. O resultado sempre era o mesmo: uma equipe desentrosada e jogadores sem identidade com a camisa e torcida.

Segurar a espinha dorsal e fortalecer pontualmente determinadas posições sempre trouxe resultados positivos. Tanto que a palavra REFORÇO significa exatamente isso: aumentar a força já existente. Quando perde seis jogadores e traz mais seis não significa reforço e sim reformulação, caso específico de times que foram mal. O São Paulo é o exemplo de clube reformulado: precisou montar um novo time porque nos últimos dois anos não figurou entre os cinco melhores do país.

Com os grandes clubes sem mudanças radicais, 2012 inicia promissor. Veremos em campo equipes mais estruturadas e bem identificadas com o seu torcedor. Não tenho dúvida, hoje as galeras do Corinthians, Inter, Flamengo, Vasco entre outra sabem de cor e sem titubear as suas escalações. Agora, só quero ver quando julho chegar e a abertura da janela européia de transferências. Esse será o grande teste dos clubes brasileiros.