Arquivo da categoria: Épico

Só garotos

Leia o post original por Rica Perrone

Hoje eu não ia no estádio. Estava num dia ruim, numa semana horrível. Nem queria ir, pra se ter idéia. Mas, meu amigo disse que não iria também se eu não fosse. Então, como que por instinto masculino de companheirismo eu logo disse que “então eu vou”. Fomos. Lá chegando pegamos nossos ingressos e fomos …

Puta que pariu!

Leia o post original por Rica Perrone

Desculpa. Não tem outro termo, não consigo usar nada além disso há mais de 2 horas.  É “puta que pariu” pro primeiro gol, é “puta que pariu” pra virada do Figueirense, pra atuação tosca do São Paulo, pro gol perdido pelo “ídolo” Luis Fabiano aos 47, e finalmente pela virada surreal aos 49. Senhores, “puta […]

Tem que odiar

Leia o post original por RicaPerrone

Eu sei como vão dormir os milhões de rubro-negros nesta noite.  Todo mundo sabe.  Todos já passaram por um dia de vitória com viradas épicas, polêmicas e pênaltis.

Todos sabem como é não ser Flamengo. Menos eles.

E talvez numa noite como estas seja impossível que eles possam entender o que sente um torcedor rival.  Mas é nítido, angustiante, quase divertido.

O índice de revolta a um pênalti mal marcado pro Flamengo é proporcional ao de um assassinato.  E sim, foi “mal marcado”. Ok, eu me rendo, usemos então a frase que todos os não rubro-negros estão loucos pra ler: “Foi roubado!”

O problema é que esse pênalti vai ser sempre um detalhe em meio a uma virada de 3×0, com time misto, em casa, com a torcida apoiando, após 40 dias gloriosos de um time mediocre que virou incrível.

As peculiaridades rubro-negras cansam a paixão alheia.  Uma delas é, de vez em quando, um apito amigo num lance decisivo. Mas calma lá! Todos tem, contra e a favor.  Mas os do Flamengo se destacam.

Talvez por serem maioria. Ou talvez meramente por serem mais incômodos.  O erro a favor do Flamengo grita mais alto.

Como a torcida deles, diga-se.

Um time misto, sem perspectiva, meio que “nem aí” pro jogo.  Um time que tem num reserva seu capitão.  Já viram isso?

Só no Flamengo.

Só que em meio a uma virada de 3×0 e uma disputa de pênaltis incrível, é uma questão de apego irracional focar no lance irregular.  Mas é o que resta.

Eu entendo. Juro que entendo.  Mas eles não.

Simplesmente porque a vida não lhes permite com a mesma frequência estar do lado de quem assiste o milagre. Rubro-negros estão quase sempre sendo parte dele.

Tem gente que não acredita em milagres.  E tem gente que torce pro Flamengo.

abs,
RicaPerrone

A Sub-História Tricolor

Leia o post original por blogdobahia

Deixei passar o calor da virada de sábado para fazer uma reflexão: será que o Bahia está vivendo um período recheado de momentos sub-históricos?

Primeiro, vou explicar o que eu, Zé Houaiss, resolvi chamar de sub-história. Sub-História: momentos que parecem históricos, mas que quando você analisa profundamente descobre que não são tão marcantes assim. Também podem ser chamados de “Pseudo-Históricos”, de “Históricos-Porraninhuma” ou, para os mais radicais, de “Histórico-Para-Suas-Negas”.

Vou ser mais claro:

O gol de Raudinei foi um momento histórico: foi o gol de mais um título baiano.

O gol de Gil contra o Fluminense foi histórico: colocou a gente na final do Brasileiro e foi comemorado pelo maior público que a Fonte já viu.

Os gols de Bobô contra o Inter foram históricos: deram o título nacional para o tricolor.

O gol de Preto contra o Sport, chutaço de fora da área, foi histórico: confirmou mais um título de Campeão do Nordeste.

Momento histórico é o que não falta na vida do Bahia. Mas de uns tempos para cá, a gente só tem comemorado momentos sub-históricos.

O gol de Charles (não aqueeeeele Charles, aquele outro) contra o Fast foi sub-histórico pacaráleo: apenas colocou a gente no octogonal final da nisgraça da Série C.

O jogo contra a Portuguesa foi menos sub-histórico, mas também foi sub-histórico: apenas corrigiu a incompetência de toda direção do Bahia (essa que está aí cheia de gel, inclusive), que fez a gente amargar uma longa jornada na Série B.

E a virada espetacular de sábado também foi sub-histórica pacaráleo: serviu somente para a gente abrir mais um pouquinho da Zona de Rebaixamento.

Será que essa história de sub-história não existe porraninhuma, é só invencionice da minha cabeça? Ou será que a gente está se acostumando a comemorar pequenos momentos, já que nos faltam os momentos realmente grandes?

Fica aqui a pergunta. E se foda você para responder. Eu levantei a dúvida e já pulei fora.