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Espanha e França mostram força

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP

França e Espanha foram os destaques da rodada das Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo.

A França goleou a Holanda e ficou próxima da vaga na Copa. A seleção francesa tem muitos jogadores talentosos, ainda precisa de uma regularidade maior como time. O desempenho na Copa do Mundo de 2014 empolgou, na Euro 2016 apesar do vice, o futebol não foi tão bom, o time não deu o salto esperado. Nas Eliminatórias segue irregular, perdeu da Suécia e chegou a cair para segunda posição e agora se recuperou com uma grande atuação diante dos holandeses.

A Espanha vive um processo de renovação depois de duas competições ruins. A troca de Del Bosque por Lopetegui foi necessária e com o crescimento de Isco e Asensio no Real Madrid, o time ganhou ótimas opções, deve ser muito forte na Rússia.

Outra força da Europa é a Alemanha. Com a classificação tranquila na Eliminatória, Low busca novas alternativas tanto na parte tática quanto na busca por novos atletas. Os alemães não repetiram alguns erros que algumas seleções cometeram em outras ocasiões. A Alemanha não ficou presa aos campeões de 2014 e quando perdeu também não entrou no cenário de terra arrasada. As mudanças são naturais e gradativas, sem desespero e sem apego exagerado aos vencedores do passado.

Goleiro arrumaria o Mengão, hein?

Leia o post original por Craque Neto

Alguns detalhes separam o Flamengo de anunciar o goleiro Diego Alves como novo reforço para a sequência da temporada. Posso falar a verdade? Seria um baita de uma contratação, viu! Aos 32 anos esse rapaz, revelado pelo Atlético/MG, mas que construiu a maior parte da carreira no futebol espanhol, tem exatamente a qualidade que está faltando Mengão. É um jogador técnico de muita qualidade e pegador de pênaltis. O técnico Zé Ricardo tentou o Alex Muralha e jovens como o César, mas a verdade é que ambos ficaram devendo. A direção que não é boba já está se calçando e […]

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Nem Marcelo Oliveira aguenta mais Leandro Almeida

Leia o post original por Quartarollo

Ontem Leandro Almeida não devia ter saído de casa. Só faltou ser expulso, no Pacaembu, no empate de 2 x 2 com o São Bento, de Sorocaba.

Fez lambança, errou feio, foi vaiado e até o técnico Marcelo Oliveira já avisou que perdeu a condição de titular do Palmeiras.

A verdade é que Leandro Almeida é paixão de treinador. Quem o trouxe foi o próprio Marcelo Oliveira que entregou suas falhas na coletiva pós jogo.

Custou caro, ganha um ótimo salário e hoje não pode sair às ruas que será apupado pela torcida esmeraldina.

A culpa não é dele, é de quem o contratou a peso de ouro. Desde os primeiros jogos deu para notar que não era um grande zagueiro.

Estava no Coritiba que vive brigando para não cair no Campeonato Brasileiro.

É cria do Atlético Mineiro e por isso conhecido do treinador que também, se não estou equivocado, o dirigiu no clube do Paraná.

Isso acontece quase que sempre. As paixão dos técnicos por alguns jogadores discutíveis não é anormal.

Telê Santana, um dos maiores da história, treinou para a Copa da Espanha o tempo todo com Paulo Isidoro na direita ao lado de Cerezo, Sócrates e Zico tendo à frente Sérginho e Eder e na estréia quem começou jogando foi Dirceu, que tinha disputado as duas Copas anteriores, mas que não vinha sendo aproveitado normalmente.

Telê morreu sem dar explicações a Isidoro porque tomou tal decisão. Quando perguntado só respondeu que era problema dele e que não dava satisfação quando escalava e nem quando tirava do time.

Ninguém entendeu, até Telê que no intervalo tirou Dirceu e recolocou Isidoro no time.

A formação só valeria para o primeiro jogo contra a União Soviética porque Falcão estava suspenso e não podia jogar. Isidoro não seria titular, mas muito menos Dirceu.

Se até o grande Telê tinha suas paixões mal compreendidas, porque crucificar Marcelo Oliveira por gostar de um zagueiro que entrega o ouro para o adversário.

O fato é que ficou difícil o clima para Leandro Almeida no Palmeiras. Sua recuperação é quase impossível.

O pior de tudo isso é que um técnico chega, indica jogadores e deixa de aproveitar alguns iguais ou melhores que já estão no elenco e que são cria do próprio time.

Que o diga o jovem Nathan que nunca teve boas chances no Palmeiras e já de algum tempo observa passar um monte de zagueiro ruim pelo seu time.

Esse menino precisa arranjar um técnico apaixonado por ele também, senão não vai jogar nunca.

Ele é melhor que Leandro Almeida e mais barato.

Zico de novo contra Platini

Leia o post original por Quartarollo

Entre 1983 e 1985, Zico brigou diretamente com Michel Platini nos campos da Itália.

Ele na pequena Udinese que se tornou maior com a sua presença e o francês defendendo a gigante Juventus, de Turim.

Já no primeiro ano, Zico marcou 19 gols, um a menos que Platini que jogou, no entanto, seis partidas a mais que o brasileiro.

Zico levantou o orgulho do povo de Udine mesmo no início tendo que enfrentar o olhar enviesado de muita gente porque um time pequeno da Itália pagou 4 milhões de dólares pelo seu passe.

Zico era destaque mundial e tinha feito uma bela Copa de 82, na Espanha, isso já servia de justificativa.

Foi eleito o melhor jogador do mundo em 1983 pela revista World Soccer.

Até o presidente italiano Sérgio Pertini teve que se envolver no assunto para liberar a contratação.

Foi também o jogador mais caro do futebol italiano contratado até então.

Zico superou essa pressão com gols e tornando a Udinese um time que impunha respeito aos adversários.

Depois dele, a Udinese nunca mais foi a mesma. Voltou ao seu lugar de time médio para baixo.

Platini jogou de 1982 a 1987 na Juventus e fez 68 gols. Zico em dois anos fez 57 na Udinese, sendo 19 de falta.

Agora os dois vão se encontrar em outro palco. Faltam detalhes ainda, mas pode ocorrer.

Platini, presidente da Uefa, quer ser presidente da Fifa e Zico também se candidatou.

Platini é favorito. Tem mais dinheiro, a exemplo da época de Juventus quando tinha uma equipe melhor por trás dele, e já está na estrada há mais tempo.

Virou um cartolão sem vergonha nenhuma.

Zico precisa ser indicado pela CBF e já enviou documentação para o presidente Marco Polo del Nero, que pode inclusive esvaziar a intenção do galinho.

De qualquer forma, eles se preparam para mais um embate.

A história da década de 80 mostra dois grandes em combate. Cada um no seu time, cada um no seu campo.

Zico foi dos poucos que ameaçaram na época o reinado de Platini, na Itália.

Os números provam tudo isso.

Entre Platini e Zico sou mais Zico. Como jogador acho que são muito parecidos e foram gênios, mas como pessoa conheço mais Zico que é do bem pra caramba.

Seria uma oxigenação para a Fifa hoje tão suja de denúncias e falcatruas.

 

‘Sinto alívio. Neymar pai era herói’, diz executivo que se sentiu enganado

Leia o post original por Perrone

Em fevereiro do ano passado, José Barral, presidente do Grupo Sonda disse ao blog que a negociação de Neymar com o Barcelona tinha sido para enganar a DIS, empresa controlada pelo grupo comandado por ele.

Nesta semana, a Justiça espanhola abriu processo contra Neymar, seu pai e mais três dirigentes , após queixa-crime apresentada pela DIS. Ela tinha 40% dos direitos econômicos do jogador e quer receber essa fatia do contrato de 40 milhões de euros assinado entre o clube espanhol e a empresa dos pais do atacante, além de outros valores. A acusação é de fraude nos acordos que selaram a transferência do craque.

Veja abaixo depoimento dado pelo executivo ao blog, nesta quinta, sobre o assunto. Ele disse que não poderia falar sobre detalhes do processo porque é o advogado da empresa quem cuida do caso. Neymar e seu pai sempre negaram irregularidades.

“Continuo com a minha opinião de antes. A negociação foi feita para enganar a DIS, com certeza. Agora, acho estranho dizer que o Santos foi enganado. Certamente, alguém no Santos sabia o que estava acontecendo, não a instituição.

A sensação com a decisão da Justiça espanhola de abrir o processo não é de gratificação, é de alívio. De ver que vale a pena você fazer as coisas da maneira correta. Se você faz do jeito errado, uma hora aparece. Se tem crime, uma hora é descoberto. Veja o que está acontecendo.

Não quero ser político, mas acho que a abertura do processo é importante para as pessoas aprenderem a cumprir contrato nesse país. Ninguém no Brasil cumpre contrato.

Também é importante porque aqui falam que tudo no futebol é culpa do empresário, mas não enxergam que às vezes tem outras estruturas nesse meio que atrapalham. Tem empresário bom e ruim como em todos os setores.

Mas, infelizmente, no Brasil tratam o ídolo de uma maneira um pouco equivocada. Nunca é culpa do jogador. O pai dele era tratado como herói, e a DIS falando que estava sendo enganada, mas ele era herói por ganhar o que ganhou. A gente não quer atingir o ídolo Neymar. A DIS só entende que uma parte do que foi negociado pertence a ela, e é isso que estamos buscando. Quem gosta de mexer com futebol acabar enganado é uma coisa que não pode acontecer mais. Espero que a ação seja o começo de uma mudança.”

 

Campeões passam vergonha no Brasil

Leia o post original por Neto

Espanhóis se desesperam com eliminação na Copa

Espanhóis se desesperam com eliminação na Copa

A primeira fase da Copa do Mundo ainda não acabou. Mas na minha visão já estão definidos quais são os grandes vexames dessa edição. Quem passou mais vergonha pra mim foi a Espanha, que defendia o título e acabou eliminada no início. A tão temida Fúria tomou um vereio de bola da Holanda e perdeu para o Chile sem ver a cor da bola. Quem diria, hein? Decepção total. Outro time que não encaixou no Brasil foi a Itália. Apesar dos bons valores individuais e o tradicional talento para se organizar taticamente, essa turma do Cesare Prandelli não deu liga por aqui. Os fanáticos tetracampeões estão fora.

E a Inglaterra? Pelo amor de Deus! A verdade é que com exceção feita ao time campeão de 66, o restante acumula uma vergonha atrás da outra em Copas. Esse ano veio para o Brasil uma molecada que tem uma fama danada na Europa. Mas os caras mal conseguiram andar por aqui. O ‘English Team’ não conseguiu uma vitória sequer em três partidas. Ridículo! Se servir de consolo o tal de Wayne Rooney finalmente fez um gol em Copas (na derrota para o Uruguai). Mas assim como o restante da equipe passou vergonha. Aliás, se esses caras jogassem 10% da fama que eles tem no esporte, os ingleses seriam campeão disparados em todas as Copas.

Espanha, Inglaterra e Itália: seis títulos mundiais colocados em campo em vão. Será que as campanhas ruins nessa Copa aconteceram por causa da má preparação ou incompetência de jogadores e treinadores. Uma questão polêmica a se discutir.

Tik Taka nasceu em 70 encantou 82 e reviveu com a Fúria

Leia o post original por Mion

O alívio de muitos brasileiros ao ver a queda do “império espanhol ” no futebol comprova a mediocridade que cercou o futebol brasileiro tanto dentro quanto fora de campo. Parece até a queda da Fúria solucionar todos os problemas do nosso futebol e recuperar aquilo que perdemos ao longo dos anos. A Espanha derrotada, não significa Brasil voltar a ser país do futebol. Talvez a maior mágoa seja a falta de capacidade de entender: Tik Taka nasceu no Brasil, com jogadores altamente técnicos e talentosos. Largamos porque determinaram que jogar assim era ultrapassado. Espanhóis, como o próprio Pep Guardiola já declarou dezenas de vezes, apenas copiaram e adaptaram ao futebol atual.

Voltando ao passado, a seleção de 70 que encantou o mundo e decretou Brasil como o melhor do mundo, tem muita semelhança à Espanha e muito mais com o Barcelona. A sorte das demais seleções mundiais é Messi ser argentino. Na Copa do Tri a seleção jogava com Clodoaldo único volante, Gerson, Rivelino, Pelé, Tostão e Jairzinho. Todos em seus clubes atuavam como meia armador ou meia atacante. No Barça não foi diferente: Busquets é o único volante, Xavi, Iniesta, Fábregas, David Villa e Messi executavam funções equivalentes. Tostão nunca foi 9 assim como Fábregas também. A diferença da Espanha para o Brasil, é que o Pelé deles, Messi, jogou apenas no Barça. Não estou comparando jogadores, apenas falando em termos de estrutura tática.

As coincidências são interessantes. Busquets (Clodoaldo) dava início às jogadas, passava para Xavi (Gerson) que distribuía ou lançava. Messi (Pelé) partia driblando em direção ao gol. Iniesta (Tostão) esbanjava talento tanto na armação quanto finalização. Veloz, David Villa (Jairzinho) sempre entrava em diagonal para fazer gols e Fábregas (Rivelino) jogava mais pelo lado esquerdo para ludibriar marcação. O desenho parecido e todos talentosos.
O Brasil tem plenas condições de recuperar as suas características, basta largar a tendência europeia de formar jogadores apenas velozes e fortes. Na verdade o futebol brasileiro deve ser grato aos espanhois. Conseguiram acabar com aquela história de que jogando bonito não ganha nada imposta após a derrota daquela seleção maravilhosa de 82. A Fúria quebrou esta escrita e mostrou que dá sim para jogar bonito e ganhar títulos. Em quatro anos venceu duas Eurocopas (melhor seleção europeia) e ganhou a Copa. A dica está aí é só o Brasil acordar e entender a Espanha apenas emprestou algo que naturalmente é brasileiro.

PS. – Pode ser coincidência, mas em 70 o quarto-zagueiro era Wilson Piazza, originalmente volante no Cruzeiro. No Barça o volante Masquerano jogou de quarto-zagueiro com Guardiola.

 

Santos tem de defender sua condição de clube formador

Leia o post original por Odir Cunha

aaa neymar

Essa Copa tem escancarado algumas evidências. Uma delas é que é essencial, para que o futebol das seleções nacionais seja forte, que os países consigam formar craques. Não basta ter muito dinheiro e comprar os craques de fora. Se não se consegue formá-los em casa, dá no que estamos vendo, por exemplo, na Inglaterra. Com um campeonato poderoso, competitivo, clubes imensos e ricos, a Inglaterra tem uma seleção nacional com poucas opções no ataque, já que a maioria dos melhores atacantes que atuam no país vem de outras nações.

O mesmo se pode dizer da Espanha, onde os milionários Real Madrid e Barcelona compram o melhor que há no mercado do futebol, mas ao mesmo tempo fecham as portas para as revelações espanholas. O resultado é uma seleção nacional envelhecida, que não se renovou desde a última Copa e também por isso sofreu o vexame da eliminação precoce.

Isso escancara a importância do clube formador para a revitalização do futebol mundial. E o Santos, um desses clubes que tem o dom de revelar craques, deve se bater com unhas e dentes para que esta condição seja valorizada.

Em primeiro lugar, o Santos precisa agir politicamente e interceder para que a lei que rege o futebol brasileiro seja aprimorada e garanta melhor os direitos dos clubes formadores. Como ela está, é insuficiente. É inadmissível que o clube perca o direito sobre seus jogadores jovens mediante a interferência desse obscuro personagem chamado empresário.

Ora, se um clube treina, ampara, orienta e dá oportunidade aos jogadores jovens, por que depois precisa negociar com empresários os contratos desses mesmos meninos que revelou? Este é um absurdo que deve ser corrigido. A que dirigente de clube pode interessar uma situação dessas, a não ser ao corrupto, que se aproveita da presença de um intermediário para levar dinheiro por fora?

Até a maioridade, nenhum garoto deveria ter empresário. Seu passe deveria ser apenas ligado ao clube formador. Ponto. Se menores não podem trabalhar no Brasil, por que menores que jogam futebol podem até assinar contrato e ter empresários?

Outra providência, um tanto mais radical, mas provavelmente providencial, é estabelecer uma idade limite para que o jogador possa sair do Brasil. Jogador infantil ou juvenil registrado em um clube brasileiro, só deveria ter permissão para jogar fora do País com 23 anos.

O vôlei brasileiro só conseguiu crescer, se consolidar e formar a melhor seleção masculina do mundo, depois que Carlos Arthur Nuzman conseguiu estabelecer em 23 anos a idade limite para a saída dos atletas do Brasil.

Com isso, o mercado interno se fortaleceria, o nível do futebol praticado se elevaria sobremaneira, os patrocinadores voltariam a investir no futebol, o público voltaria aos estádios e a tevê bateria recordes. Enfim, o mercado do futebol brasileiro, sempre por um fio, se consolidaria.

Seria cercear a liberdade e o crescimento profissional dos jovens atletas brasileiros? Não creio. A vida útil de um jogador de futebol pode ir a 34, 35 anos, desde que se cuide, como é o caso de Zé Roberto, Seedorf e tantos outros. E os jogadores que se destacarem, ganharão altos salários mesmo sem sair do Brasil.

Ao impedir a enxurrada de jovens valores ainda imberbes para o exterior, o Brasil estaria dando um passo decisivo para tornar o seu mercado interno de futebol um dos mais valiosos do planeta.

Como clube formador, que depende disso para continuar competitivo, o Santos precisa ter uma posição política mais atuante para alterar a legislação vigente e salvaguardar seus interesses que, afortunadamente, são os mesmos que podem fortalecer o futebol e a seleção nacionais.

Você não acha que o Santos deve agir para garantir os direitos do clube formador?