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Até loja da Nike gerou desavença no estádio do Corinthians

Leia o post original por Perrone

Atraso na construção de uma loja da Nike engrossa a lista de problemas de relacionamento entre os parceiros na arena do Corinthians e ajuda a frear o potencial de receita da casa alvinegra.

Antes mesmo de o estádio ser construído, o Corinthians se comprometeu contratualmente com a Nike a dar um espaço na arena para que a empresa explorasse a venda de uniformes do clube.

Porém, o fundo que controla o estádio e que tem representantes da Odebrecht, da Caixa Econômica e do Corinthians entendeu que o alvinegro não tinha o poder de assinar um contrato diretamente com outra empresa. O entendimento é o de que todos os acordos precisam passar pelo fundo. Ou seja, o compromisso assumido com a Nike não teria validade.

Dirigentes corintianos chegaram a dar como certo que a fornecedora de material esportivo havia desistido de continuar brigando pela loja e que não queria mais se instalar no estádio.

Indagada pelo blog se a empresa havia desistido da loja, a assessoria de imprensa da fábrica respondeu o seguinte: “a Nike não comenta planos de expansão de lojas e reitera a excelente relação com o Sport Club Corinthians Paulista. A marca reforça ainda que estuda várias possibilidades para alavancar a marca do clube no Brasil e internacionalmente”.

Segundo uma fonte ligada à grife esportiva e outra vinculada ao fundo de investimentos, um acordo foi selado, e a loja vai sair do papel.

A assessoria de imprensa do Corinthians para a arena disse que a administração do estádio nunca foi informada sobre o cancelamento e que o projeto segue como inicialmente.

A Odebrecht deixou o espaço reservado para o ponto de vendas, mas é a Nike que tem a obrigação de erguer as paredes e providenciar o acabamento.

A fornecedora de uniformes paga royalties ao Corinthians pela venda de produtos ligados ao time, assim, a demora para a inauguração trava mais uma fonte de receitas do estádio. O clube reclama que não consegue explorar algumas propriedades, como camarotes, por causa do atraso na conclusão das obras da arena. A previsão agora é de que o estádio fique completo só em abril.

Corinthians x Odebrecht: nem ‘fiscal’ da obra sabe quando arena fica pronta

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Entrevista com Aníbal Coutinho, arquiteto da Arena Corinthians, motivo de briga entre Odebrecht e o clube. Ele foi procurado para falar porque, conforme o blog apurou, é considerado na construtora como um profissional inflexível. Não estaria aceitando mudanças para baratear o que resta da obra.

Nos bastidores, o Corinthians reclama dos atrasos para a conclusão dos trabalhos (a construtora mudou a previsão para o final da obra de janeiro para abril) e que a Odebrecht passou a utilizar em algumas áreas materiais mais baratos do que os combinados no contrato.

A construtora não quis se pronunciar sobre as declarações de Coutinho. Leia a entrevista abaixo.

Você tem sido inflexível na relação com a Odebrecht?

Se ser inflexível é cumprir com minhas obrigações, tenho sido. Uma das minhas obrigações como contratado do Corinthians é garantir que a obra ficará como determina o contrato. Se qualquer uma das partes quiser fazer alterações, tem que solicitar uma mudança no contrato. Uma das minhas funções é garantir que tudo pelo o que o Corinthians pagou ou vai pagar ao longo dos anos será feito. Não se espere de mim transigência. Da minha parte seria uma leviandade, uma infidelidade (com o Corinthians) deixar de cumprir as funções para as quais fui contratado. Se as partes estabelecerem um novo contrato, vou seguir o novo documento.

Quando as obras no estádio vão terminar?

Não posso responder porque não disponho do cronograma da obra. Já solicitei (para a Odebrecht) mas não recebi. Então não tenho como saber.

Quanto o Corinthians deixa de faturar por causa de obras, como camarotes, que ainda não ficaram prontas?

Não fiz esse cálculo. Ainda vou solicitar essa informação ao Corinthians.

Como a briga entre Corinthians e construtora de estádio ficou insustentável

Leia o post original por Perrone

Pelo menos desde 2013, Corinthians e Odebrecht rosnam um para o outro. Nos bastidores, o tom bélico entre as duas partes aumentou na mesma proporção em que cresceram os problemas relacionados ao estádio do clube. Assim, 2015 começou com a relação entre os parceiros por um fio. Advogados das duas partes acompanham cada passo nos bastidores. O caldo só não entornou de vez porque Andés Sanchez, apesar de brigar internamente, tem se mostrado contrário a uma ação na Justiça.

Falta de dinheiro para tocar a obra, seguidos atrasos na conclusão da arena e a impossibilidade de o Corinthians explorar todas as receitas de seu estádio estão no centro do atrito. Apesar da tensão, as duas partes negam publicamente o desentendimento. Tanto que não responderam as perguntas feitas pelo blog.

Episódio fundamental para a compreensão da crise aconteceu no segundo semestre de 2013. Na ocasião, alegando que o custo das obras tinha estourado e que precisava de mais dinheiro, a Odebrecht pediu um aditamento do contrato. A medida aumentaria o valor da construção e, consequentemente, a dívida do clube com a construtora.

A direção alvinegra respondeu na ocasião que aceitaria rever o contrato se fosse feita uma auditoria externa para averiguar quanto já havia sido gasto na obra. De acordo com duas fontes ligadas ao clube, houve uma divergência milionária entre o cálculo dos auditores e da Odebrecht. Pelas contas da auditoria, a construtora gastou menos do que na soma feita pela empreiteira.

A discussão se arrastou por meses, mas um termo aditivo foi assinado. Ao blog, a assessoria de imprensa da Odebrecht disse que não pode falar sobre assuntos referentes ao estádio. Só o Corinthians tem esse poder, segundo o departamento de comunicação da empresa.

Enquanto discutiam valores, os corintianos perdiam o sono com os atrasos no palco de abertura da Copa do Mundo. A ponta de vidro da cobertura da arena, por exemplo, não ficou pronta, fazendo com que torcedores que compraram ingressos dos mais caros se molhassem em dias de chuva. Como bombeiro, Andrés deu entrevista alegando que o problema foi provocado porque não havia no Brasil quem produzisse vidros com as especificações exigidas que não fossem esverdeados.

De atraso em atraso, a conclusão do projeto passou de janeiro de 2015 para abril do mesmo ano. Representantes do Corinthians desandaram a reclamar de que sem camarotes, restaurante e outras propriedades prontas, o clube não poderia explorar todo o potencial de receita da arena. Dessa forma, teria dificuldades para pagar pela construção.

Pior, alegam os corintianos nos bastidores, o estádio não está ficando exatamente como o clube queria. Alguns materiais de acabamento são inferiores aos desejados e algumas obras teriam deixado de ser feitas, algo que oficialmente sempre foi negado pelas duas partes.

As reclamações irritaram a direção da Odebrecht, conforme apurou o blog com pessoas que acompanham as discussões. A primeira resposta aos corintianos foi alegar que atrasos e aumento dos custos aconteceram pela demora na liberação do financiamento do BNDES com a consequente necessidade de empréstimos com juros. Mas, conforme o blog apurou no mercado, funcionários da Odebrecht passaram a criticar os corintianos por passarem a maior parte do tempo tentando vender camarotes, naming rights e outras propriedades sem a ajuda de uma empresa especializada.

Nesse tiroteio, virou comum ouvir a justificativa de que obras incompletas não atrapalham as vendas. Isso porque a WTorre contou com a ajuda especializada e conseguiu negociar camarotes e o nome do estádio palmeirense ainda durante a construção.

Outra crítica nos bastidores foi disparada, segundo apuração do blog, na direção de Aníbal Coutinho, arquiteto que projetou o estádio e é descrito na construtora como inflexível por não aceitar algumas mudanças provocadas pela situação financeira de quem ainda não conseguiu nem vender os Cids liberados pela prefeitura. São os certificados de incentivo emitidos pelo município que podem ser usados por quem compra  para abater impostos.

Nesse cenário, há uma divisão no lado corintiano entre os que defendem medidas mais duras contra a Odebrecht imediatamente para assegurar a execução das obras exatamente como o clube planejou e a turma que acredita que a hora (ainda) não chegou. Enquanto isso, o tempo passa, e a dificuldade para pagar a obra aumenta.

Pedro Ernesto: Florianópolis

Leia o post original por Pedro Ernesto

Imagino a grande legião de colorados na partida deste sábado, no Estádio Orlando Scarpelli. Muito gaúchos e colorados já moram em Florianópolis. Outros tantos residem ali por perto, em praias como Garopaba ou Itapema, ambos em raio de 80Km da Ilha da Magia. São esperadas caravanas de gaúchos radicados em Santa Catarina. A esses todos ainda se juntarão os que sairão do Rio Grande do Sul e ganharão a BR-101 ou a BR-116. Florianópolis será vermelha neste sábado. Acredito em mais de 10 mil colorados apoiando o time nesta hora decisiva, em que uma vitória garante a vaga direta na Libertadores. Nos grandes momentos, os torcedores do Inter não negam fogo.

Retornos
Nilmar não poderá ser escalado por Abel Braga. O mesmo acontece com Jorge Henrique e Alan Patrick. O técnico já não contará com D’Alessandro, Gilberto e Fabrício, suspensos. A lista de desfalques tem ainda os lesionados Muriel, Juan, Claudio Winck, Wellington Costa, Luque e Sasha. São 12 jogadores, mais de um time de fora. Faz muita diferença. A equipe perde qualidade. Mesmo assim, é preciso achar formação capaz ganhar do Figueirense.

Dia do Fico
Jorge Baidek, empresário e ex zagueiro do Grêmio, trouxe proposta milionária para Felipão trabalhar no futebol asiático. O técnico nem quis saber. Promete seguir no clube. Mesmo com os fracassos de 2014, é experiente e já conhece os jogadores. O que falta agora é aquele Felipão vitorioso de outros tempos. Em 2014, nem vaga na Libertadores conseguiu.

Demmmaaaiissss
Agências internacionais de notícias avaliam que Felipão teve ano terrível. No terreno esportivo, concordo. Foi péssimo na Copa e no Grêmio, onde ficou aquém de Renato e Luxemburgo, que levaram o Grêmio à Libertadores. Do ponto de vista pessoal, foi um grande ano. Faturou milhões em publicidade na Seleção e em salários na CBF e no Grêmio e ganhou um neto, o que é um presente de Deus. Não da pra dizer que foi ruim

De menos
O zagueiro Pedro Geromel e o meia Giuliano foram pacientes de cirurgia ontem e passarão as férias de molho. Não estarão à disposição na pré-temporada. Mais um problema para ser resolvido pelo Grêmio, que tem a necessidade de montar um time minimamente competente para começar o ano. Está complicada a fase nas bandas da Arena.

Com arena, Corinthians alega superávit de R$ 416,3 mi sem ter essa quantia

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Na última segunda, o diretor financeiro do Corinthians, Raul Correa da Silva, apresentou ao Cori (Conselho de Orientação) do clube, o balancete de agosto com um fantástico superávit de R$ 416,3 milhões. Mas, no lugar de palmas e estouro de champanhe ouviu queixas e o pedido para apresentar novo relatório na próxima segunda.

O documento não foi aprovado porque integrantes do órgão discordaram de aparecerem R$ 469,1 milhões como receitas de investimento imobiliário Fundo Arena, apesar de esse dinheiro não ter entrado nos cofres do clube.

Estupenda, a quantia representa o valor atual das cotas que o Corinthians tem no fundo que controla o estádio. O alvinegro é cotista minoritário. Basicamente, tem direito a suas cotas por ter entrado com o terreno. E a participação alvinegra aumentará conforme a obra for paga. Mensalmente, o clube recebe do fundo um informe sobre o valor de suas cotas.

Parte dos integrantes do Cori entende que esse valor não deveria estar num balancete de resultados e que isso só aconteceu para evitar o registro de um enorme déficit. Um dos argumentos é de que, se foi apresentado o valor das cotas, deveria ser registrada também a dívida referente ao estádio.

Por sua vez, a diretoria nega a suposta maquiagem. O novo documento preparado pelo departamento financeiro deve manter a receita não operacional de R$ 469,1 milhões, porém com mais explicações.

Caso não fossem contabilizadas as cotas do fundo referente à arena, o déficit do clube até agosto seria de aproximadamente R$ 45 milhões. Só o departamento de futebol apresentou nos oito primeiros meses do ano um déficit operacional de R$ 18,8 milhões. Ou R$ 4,4 milhões a mais do que a marca negativa registrada no ano passado inteiro.

Assim como o dinheiro referente às cotas do fundo da arena não entrou no Parque São Jorge, as despesas com manutenção e a receita com venda de ingressos também não fazem parte da contabilidade do clube.

Uniformizadas do Corinthians estragam mais o Itaquerão do que são-paulinos

Leia o post original por Perrone

As torcidas organizadas do Corinthians fizeram estrago maior no estádio do clube do que os visitantes são-paulinos neste domingo. Dois corrimãos foram quebrados pelas uniformizadas alvinegras no setor norte da arena. Na briga entre Pavilhão Nove, Camisa 12 e policiais militares, pelo menos um dos corrimãos foi usado como arma pelos vândalos.

Já na área destinada a visitantes, apenas o botão de uma descarga foi danificado. Os dados sobre os estragos foram passados pela assessoria de imprensa do clube, após consulta feita pelo blog.

O clássico vencido pelo Corinthians por 3 a 2 foi a primeira partida em Itaquera sem cadeiras nos setores em que ficam as organizadas e os visitantes. Elas foram retiradas a pedido das uniformizadas corintianas. Assim, mais uma vez o clube atendeu a um desejo dessas torcidas. E, de novo, elas prejudicam o time. Além da depredação, o clube corre o risco de ser punido pelo STJD por causa da confusão promovida por parte de seus torcedores e pelo arremesso de um isqueiro no gramado.

Por sua vez, a Federação Paulista aguarda relatório da Polícia Militar para decidir se aplica punição aos brigões.

“Renato, viado”

Leia o post original por RicaPerrone

Da experiência dos mais de mil jogos que assisti dentro de um estádio na vida, me sinto mais a vontade pra falar de um assunto que nem queria tocar. Mas me sinto meio que na obrigação de não me omitir em defesa de milhões de torcedores que de um dia pra outro passaram de “zoeiros” a preconceituosos.

O “macaco” do Aranha me parece claro.  Uma ofensa racista, direta e com intenção de ofender.  O que não está claro é tudo que vem depois disso, seja por uma dúzia de revolucionarios virtuais, seja por candidatos a deputado querendo voto, seja por gente que quer colocar uma polêmica no facebook. Fato é que a web dá voz a toda manifestação e na dificuldade de medir o real tamanho dela, parece maior do que é.

Eu nunca vi um gay ofendido num estádio de futebol quando chamaram o jogador rival de “viado”. Simplesmente porque qualquer pessoa que frequente um estádio de futebol sabe que ali não há intenção homofobica, mas sim uma simples brincadeira pra tirar a concentração do rival.

Pra quem é de fora pode parecer chocante milhares de pessoas gritando “viado, viado, viado”, mesmo que para um hetero.  Mas é exatamente por ser para um hetero que gritam. Na intenção de sacanea-lo, não de discriminar.

Renato Gaúcho é o sujeito mais chamado de “viado” em toda a história do futebol.  Sabe porque? Porque ele vivia rodeado de mulheres o tempo todo.

Eu sou gordo. Eu nunca serei babaca de achar que me ofendem quando sacaneiam o Walter do Fluminense. Simplesmente porque ele é gordo, e na arquibancada existem milhares de gordos o chamando de gordo meramente para irritá-lo.  Eu mesmo chamaria o Walter de gordo se jogasse contra meu time.

Aquele ambiente, desconhecido por esta geração em sua maioria, não tem a ver com o nosso dia-a-dia. É uma forma que encontramos desde 1901 para fazer do futebol algo mais divertido do que já é.

Homens, dentro ou fora do estádio, se sacaneiam chamando uns aos outros de “viado” o tempo todo.  E isso não diz respeito a tolerância ao homossexual, a alguma má fé ou mesmo um preconceito qualquer. É apenas uma brincadeira.

Quando vejo os Trapalhoes, ou quadros de humor antigos, noto que o mundo emburreceu.  A evolução deveria nos dar noção do que é preocupante e o que é mera bobagem. E não. Hoje, por um espaço na mídia como defensor de alguma causa, se generaliza tudo num mesmo pacote e dane-se a verdade.

A verdade é que tem muita gente hoje considerando homofobicos milhões de torcedores que simplesmente faziam uma piada. Isso sim, talvez, seja discutível e intolerável.  Tentar generalizar uma má intenção onde não há por mero desconhecimento de causa.

É sim um tanto quanto complicado você dizer de repente que massas podem gritar “filho da puta, arrombado, gordo, ladrão, assassino, careca, perneta”, mas… “viado” não.  Me parece um pouco contestável quanto a idéia de “igualdade” tão buscada.

Entende-se que tudo aquilo é piada, modo de dizer, mas este, especificamente este, não toleraremos mais.  Porque? Será que porque ladrão, arrombado e filho da puta tem menos votos nas urnas?

Será que não há neste caso uma enorme desigualdade em busca de igualdade? Porque com esse eu estou desrespeitando e com outro é “piada tolerável”? Porque não podemos pedir maturidade pra separar as coisas ao invés de escolher um dos lados para brigar como se fossemos partidos opostos, gays e heteros?

Há um “macaco” pra Ponte Preta, um pro Aranha.  Há um “viado” no estádio pra um craque, um “viado” no shopping pra ofender um gay.

Não é tão difícil separar, é?

abs,
RicaPerrone