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Arte versus estatística

Leia o post original por Odir Cunha

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Pelé, com a camisa 10 da Seleção e o vídeo de seu gol contra a Itália: única referência ao futebol no Moma, o museu de arte moderna mais importante dos EUA.

Todo campeonato de futebol terá um campeão, mesmo medíocre. Porque os campeonatos, mesmo nas épocas áridas, sem talento e inspiração, precisam ter seus campeões. Terão bajulações e fama passageiras, mas engrossarão as estatísticas. Assim, tal time terá um título a mais e os estatísticos louvarão os números, como se eles pudessem ser eternos, o que nunca conseguirão, pois só a arte é eterna.

No Moma, o decantado museu da arte moderna de Nova York, a humanidade é representada nas telas e comentada em variadas línguas, pois gente de todo o mundo se espreme em seus corredores em busca das mensagens mais profundas que o homem produziu em forma de arte. Aqui não há espaço para que, fez menina do que o máximo.

Sem nenhuma supresa eu e Suzana encontramos a camisa 10 da Seleção Brasileira e o vídeo de Pelé marcando o primeiro gol da decisão da Copa de 70. Sim, nós já sabemos, mas é sempre emocionante se deparar com a consciência da imortalidade de Pelé, o 10 do Santos e do Brasil. Nesse momento, fica tão evidente como a arte está acima das estatísticas…

É evidente que vencer campeonatos é importante, porém, acima das circunstâncias de momento, o compromisso maior do Santos deve ser com a arte do futebol e a imortalidade que vem com ela. Essa é a meta que uma gestão ousada deve seguir buscando. As estatísticas têm o seu valor, mas o Santos nasceu para pairar acima delas.


Classificação Planejada #33

Leia o post original por Rica Perrone

Todo começo de temporada os treinadores fazem um planejamento. Aí você pode perguntar: “Que diabos de planejamento é esse? Ele planeja perder? Não era pra tentar ganhar todas?”. Sim, era. Mas nem treinador é tão apaixonado e maluco de imaginar que vencerá todos os jogos de um campeonato como o Brasileirão.

Assim sendo, eles planejam uma forma média de atingir os pontos do último campeão, ou perto disso. E você pode se perguntar: “Qual critério ele usa pra saber onde pode perder ou onde tem que ganhar?!”.

Normalmente eles seguem uma linha simples. Ganhar todas em casa, bater nos pequenos fora, empatar com os médios e aceitam perder pros gigantes fora de casa. Esta soma dá o suficiente para você estar, no mínimo, brigando pelo título. A não ser que alguém dispare e quebre todo planejamento.

O mais afoito pergunta: “Mas se um time tem 20 pontos e o outro 18, com os mesmos 13 jogos, é óbvio que ele está melhor, não?!”.Não. E se o que tem 20 pegou 5 pequenos fora, 1 clássico e 7 grandes em casa? Significa que ele pegará os 7 grandes fora no returno. Talvez os 18 pontos conquistados sobre clubes mais fortes sejam mais valiosos do que 20 em pequenos.

Atenção:
– A conta busca uma fórmula de se chegar aos 77 pontos, que praticamente garante o título.
– Alguns times podem perder clássicos, outros não. Isso porque alguns tem 2 clássicos por ano, outros 6.
– “Ah mas se meu time perder um jogo que era pra ganhar, ja era?” Não. Você calcula por outro jogo que “não era pra ganhar” e equilibra. Compensa.
– Eu não entendi! Facilitando: O importante não é seguir a risca os resultados. É chegar a rodada X perto ou com mais dos pontos planejados pra rodada X. O percentual diz o quanto seu time fez de pontos perto do que DEVERIA ter feito até aqui para brigar pelos 77 pontos. Só isso.
– As tabelas são INDEPENDENTES entre si. Não as compare procurando o mesmo resultado pois não serão 11 campeões.
Enfim, aí está! Se você não entendeu, pergunta pro amiguinho do lado que ele explica.

Entenda o porque do “escanteio curto”

Leia o post original por Rica Perrone

Talvez  você não tenha notado, mas o futebol moderno tem algumas características que mesmo não gostando devemos nos perguntar os motivos.  O escanteio curto é uma delas. Gera gozação, a gente brinca e vai contra. Também acho “chato”. Mas ele é estatisticamente a melhor escolha, sabia? Um cruzamento na área, hoje, é uma perda de …