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Opinião: Clubes confirmam desunião com movimento enfraquecido contra CBF

Leia o post original por Perrone

Marco Polo Del Nero deve ter soltado rojões na última sexta ao saber que apenas seis clubes compareceram à reunião em São Paulo para discutir o que fazer diante da mudança no estatuto da CBF. A alteração deu peso maior ao voto das federações em relação às agremiações, sem que os times fossem convocados para a assembleia responsável pela decisão.

Nem os paulistas apareceram no encontro, apesar de São Paulo ter sido escolhida justamente para tentar atrair os quatro grandes do Estado.

Com o baixo quórum, os dirigentes comprovaram a fama de desunidos e ainda escolheram partir para um campo de batalha no qual a confederação se sente à vontade: o Congresso Nacional.

Como mostrou o blog do Rodrigo Mattos, Flamengo, Fluminense, Bahia, Atlético-PR, Coritiba e Atlético-MG, foram os únicos a comparecer à reunião em São Paulo. Eles decidiram consultar parlamentares com quem têm proximidade para saber se a CBF descumpriu a Lei Pelé ao convocar a assembleia de mudança do estatuto sem a presença dos clubes.

Responderam com tiro de chumbinho ao disparo de canhão da CBF. E ainda escolheram instalar sua trincheira num local em que a confederação está acostumada a se articular e sair ilesa. Três CPIs estão aí para provar.

Pelo menos os seis decidiram agir. Tiveram postura melhor do que a dos que não foram e nem mandaram representantes, principalmente os paulistas. O santista Modesto Roma Júnior trabalhou na articulação de uma reunião para discutir o tema, mas estava na Europa no dia escolhido. O são-paulino Leco, candidato à reeleição, explica que tinha compromissos de campanha. O palmeirense Maurício Gagliotte não respondeu ao blog sobre a ausência por meio de sua assessoria de imprensa até a publicação deste post. E o corintiano Roberto de Andrade não foi localizado.

Seja qual for a explicação, os cartolas dos principais clubes paulistas terão de conviver com a desconfiança de que não apareceram porque estão alinhados com Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da FPF e que já foi aceito por eles como líder em outra disputa, com a Conmebol.

Esvaziando o movimento criado para tentar encarar a CBF, os paulistas simbolizam a desunião dos clubes brasileiros, criticada por alguns cartolas, como Romildo Bolzan, do Grêmio.

Enquanto os clubes demonstram cada vez mais fragilidade, a única medida prática foi tomada por Otávio Leite (PSDB-RJ). O deputado pede que o Ministério Público tome medidas para anular a assembleia da CBF. Ele sustenta que o Profut, projeto do qual foi relator, fez alteração na Lei Pelé que obriga a confederação a convocar os times da primeira e da segunda divisão para suas assembleias.

O Profut, aliás, deu poder de voto às equipes da Série B. Antes só os clubes da elite votavam e seus votos tinham o mesmo peso das federações, maioria no colégio eleitoral. Para manter o domínio das entidades estaduais, a CBF deu peso três ao voto delas, dois ao dos times da Série A e um ao das equipes da segunda divisão. Del Nero apostou na desunião dos clubes e ganhou mais uma.

 

Opositor entra com ação para anular assembleia que mudou estatuto do SPFC

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Newton Luiz Ferreira, ex-candidato à presidência do São Paulo pela oposição, entrou com ação na Justiça para anular a assembleia geral que alterou o estatuto do clube no último sábado.

Ele alega que os sócios não puderam analisar todas as propostas, tendo que decidir apenas em relação às sugestões aprovadas pelo Conselho Deliberativo, o que seria irregular. O conselheiro pede uma antecipação de tutela para que as alterações sejam anuladas até o julgamento definitivo da ação. Requer também realização de uma nova assembleia, dessa vez com liberdade para os sócios debaterem e deliberarem a respeito todas as propostas.

O novo estatuto traz medidas que visam profissionalizar o clube. Newton afirma ainda que suas sugestões e de outros conselheiros não foram levadas em consideração.

Tanto o conselho deliberativo como a diretoria negam que tenham sido cometidas irregularidades.

Projeto de novo estatuto prevê ficha limpa para presidente do Palmeiras

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A comissão que estudou alterações nas regras internas do Palmeiras concluiu a minuta do novo estatuto do clube, que ainda pode ser alterada antes de ser votada pelos sócios. Uma das principais novidades é a exigência de ficha limpa para os candidatos à presidência e ao Conselho Deliberativo.

Se o artigo for aprovado, quem tiver uma condenação em última instância não poderá se candidatar, assim como os associados que já foram punidos gravemente pelo próprio clube.

“Nossa intenção é que fique claro para o sócio que não há nada que desabone a conduta dos candidatos”, disse ao blog Roberto Fleury de Souza Bertagni, integrante do grupo encarregado de fazer as propostas.

Outra mudança importante é a alteração do mandato do presidente de dois para três anos. Continuaria sendo permitida apenas uma reeleição. Segundo Bertagni, esse artigo inclui uma cláusula que impede o presidente em exercício no momento da alteração de tentar se candidatar mais duas vezes pelo novo regulamento.

Já o desejo do sócio-torcedor de ter direito a voto não foi atendido nessa versão preliminar.

O COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), por sua vez, terá seu poder diminuído, se o artigo que diz respeito a ele for aprovado. O órgão “foi dispensado de opinar sobre matérias meramente administrativas de responsabilidade da diretoria”. Ou seja, perderá força para controlar gastos com contratações que considere fora da realidade do clube, como já fez em gestões anteriores.

Agora, as mudanças serão discutidas em reuniões com grupos de conselheiros. Emendas que alterem a minuta podem ser apresentadas. Para o novo estatuto ser colocado em prática precisará ser votado pelo Conselho Deliberativo e depois pelos sócios. Não há previsão de quando o processo será concluído.

Por dinheiro público, Corinthians veta parente de presidente em eleição

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O Conselho Deliberativo do Corinthians aprovou nesta segunda mudanças para adequar seu estatuto às exigências para que o clube possa continuar pleiteando dinheiro via lei de incentivo ao esporte.

A principal das alterações estabelece que “o cônjuge e os parentes consanguíneos e afins ou por adoção ficam impedidos de concorrer à sucessão do presidente”.

Outra mudança de adequação importante prevê que todos os contratos do Corinthians com o poder executivo federal e suas prestações de contas sejam disponibilizadas em um site devendo ficar disponíveis por pelo menos 180 dias.

Para ter validade, a decisão terá que ser aprovada pelos sócios em assembleia ainda sem data definida.

As alterações seriam mais radicais se o clube tivesse decidido se adequar à Medida Provisória que permite o refinanciamento das dívidas com o governo e prevê, por exemplo, limite das antecipações de receitas durante o mandato do presidente.

“Nós resolvemos tratar apenas da Lei de incentivo, porque a CBF e os clubes decidiram não aderir à MP. Se fizéssemos a adaptação agora, correríamos o risco de fazer alterações desnecessárias porque a medida provisória ainda vai receber emendas no Congresso Nacional e pode mudar”, disse ao blog Guilherme Gonçalves Strenger, presidente do Conselho Deliberativo corintiano.

Pela lei de incentivo, empresas repassam aos clubes até 1% do dinheiro que seria repassado ao Governo Federal como Imposto de Renda. Pessoas físicas podem doar até 6%. As quantias só podem ser usadas nas categorias de base do futebol ou em esporte amadores.

Além das alterações no estatuto, as contas da gestão de Mário Gobbi foram aprovadas na reunião.

Campanha por Andrés faz Corinthians viver turbulência eleitoral fora de época

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Andrés deixou a CBF no final do ano

O movimento pela volta de Andrés Sanchez à presidência do Corinthians transformou o Parque São Jorge num caldeirão eleitoral fora de época. A ebulição política valoriza o passe dos opositores. O apoio deles é vorazmente disputado pelas alas que se dividiram no grupo responsável por colocar Mário Gobbi na presidência.

Os mais ligados a Andrés do que a Gobbi querem mudar o estatuto para permitir que o ex-presidente seja candidato na próxima eleição, no final de 2014. Pelas regras atuais, ele tem que ficar fora de duas votações antes de poder tentar voltar. Já se aisemtpi de uma.

André Luiz de Oliveira, ex-diretor administrativo, lidera o pedido de mudança.

Uma votação no Conselho Deliberativo deve decidir a questão. A divisão entre os situacionistas torna a disputa equilibrada. Por isso, os dois lados esqueceram as históricas divergências políticas e passaram a assediar a oposição em busca de apoio.

“Essa briga não é nossa, não queremos falar nada agora. Vamos fazer uma reunião na próxima semana pensando no que é melhor para o Corinthians, sem pensar se é bom para esse ou aquele”, disse ao blog Fran Papaiordanou, um dos líderes da oposição. Ele faz parte do grupo de Paulo Garcia, derrotado na última eleição alvinegra.

O aumento da temperatura no Parque foi provocado por declarações de Andrés. Sem cargo no futebol desde sua demissão na CBF, ele disse ser contrário a alterar o estatuto. Mas aceitará se a decisão da maioria for mudar as regras para permitir sua volta.

Esse cenário traz uma inesperada turbulência para o clube, que está no paraíso desde a conquista do Mundial. A tarefa do presidente agora é blindar o futebol do tiroteio político. Em tempos de guerra, qualquer deslize no comando da equipe ou tropeço em campo vira munição pesada.

Assessor de presidente do Corinthians diz ser contra mudança que permite volta de Andrés, mas minimiza discussão

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O blog entrevistou Sérgio Eduardo Mendonça de Alvarenga, assessor do presidente do Corinthians, Mário Gobbi, e membro da comissão que estuda mudanças no estatuto do clube. Ele respondeu sobre a iniciativa de conselheiros de alterar a regra estatutária que obriga ex-presidentes a não disputarem eleição por dois pleitos seguidos.

 O objetivo da mudança é permitir a candidatura de Andrés Sanchez em 2014. O ex-presidente diz ser contrário a alteração, mas afirma que será “obrigado” a aceitar, se for o desejo da maioria. Leia abaixo o depoimento de Alvarenga.

“Sou contrário a essa mudança, independentemente de quem possa ser candidato. Sou contra porque não vejo motivo para mudar. Mas não vou sofrer se decidirem fazer a alteração. Acho que o Andrés foi o melhor presidente da história do clube e penso que ele deve voltar um dia.

Mas o clube está funcionando bem assim, com a regra atual. Por isso, nós da comissão não mexemos nessa questão. Como vários conselheiros pediram a alteração, ela será levada para o Conselho. Agora, não acho que seja um assunto tão importante para a vida do clube, não faz tanta diferença assim. O importante é que ninguém pediu para derrubar o veto à reeleição. Isso já me deixa satisfeito.

A questão mais importante que estamos discutindo é a mudança na forma como serão eleitos os conselheiros. Vamos acabar com os chapões [o associado vota em 200 nomes de uma só vez]. Propomos a redução de 200 para 150 conselheiros e vamos sugerir três formatos. No mais simples deles, o sócio vota individualmente nos candidatos, sem chapas.

Se eu serei candidato à presidência? Imagine, não tenho tempo. Preciso cuidar do meu trabalho.”

Conselheiro do Santos tenta impedir clube de usar camisa com número laranja

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Miralles com a camisa polêmica

Leandro da Silva, conselheiro do Santos, protocolou no Conselho Deliberativo requerimento que tenta impedir o clube de continuar jogando com a nova camisa listrada.

Ele alega que o uniforme não pode ser usado porque o número foi estampado em laranja. O estatuto determina que o uniforme só pode ter preto e branco. A menos que haja prévia aprovação do Conselho. Como não houve uma reunião para tratar do tema, a camisa estaria na contramão das regras alvinegras.

O pedido é para que o presidente do Conselho determine ao Comitê Gestor do Santos que a camisa não seja mais usada.

Laranja é também a cor do patrocinador BMG, que no uniforme azul teve sua marca estampada em preto. Estatuto à parte, também há conselheiros que acharam a camisa feia. Não gostaram do espaço preto na parte de trás que parece um colete.

Pressionada, diretoria do Santos tenta coibir atos hostis na Vila Belmiro

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Alvo de protestos de torcedores, a diretoria do Santos tomou medidas para tentar coibir atos hostis e violentos contra funcionários, dirigentes e delegações visitantes. No último jogo na Vila Belmiro pelo Brasileiro, diante da Ponte Preta, foram afixadas no estádio folhas com cópias do Artigo 14 do estatuto do clube.

Ele fala sobre suspensão de sócios que ofenderem ou agredirem associados, visitantes, autoridades ou qualquer pessoa no clube ou fora dele por motivos relacionados à atividade que o agredido desenvolve no Santos.

Recentemente, após a eliminação na Libertadores, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro foi duramente hostilizado por torcedores. Eles reclamavam de o presidente ter dito que torceria na final pelo algoz Corinthians.

Para conselheiros da oposição, a divulgação das punições tem como objetivo impedir até críticas à diretoria. Isso porque o artigo 14 também prevê medidas contra quem desrespeitar membros dos órgãos sociais do Santos ou fizer algo que seja considerado promover discórdia no clube.

De fato, o clima tem sido tenso na Vila. Num dos episódios mais emblemáticos, um sócio agrediu um funcionário após uma confusão em sua entrada no estádio. Cartolas dizem querer evitar problemas como esse.

De acordo com conselheiros, um funcionário do clube tem ficado perto do banco de reservas dos visitantes com uma câmera de vídeo, alvo constante de cusparadas de torcedores santistas.

Aliados de Andrés tentam mudança no Corinthians para permitir candidatura de ex-presidente na próxima eleição

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Uma das medidas estudadas pela comissão que analisa mudanças no estatuto do Corinthians abre caminho para Andrés Sanchez disputar as próximas eleições presidenciais no clube.

Pelas regras atuais, quem cumpre seu mandato fica inelegível por duas votações seguidas. Os pleitos acontecem a cada três anos.

Porém, aliados de Andrés que não são próximos de Mário Gobbi trabalham para que após a primeira eleição fora da disputa os ex-presidentes já possam se candidatar.

Se a ideia for aprovada em votação no clube, Sanchez estará apto a tentar suceder Gobbi, eleito para ficar no poder até 2014. Pelas regras atuais, ele só poderia voltar à presidência em 2018.

A mudança foi sugerida por André Luiz de Oliveira, o André Negão. Ex-diretor administrativo e que perdeu espaço com Gobbi, apesar de ter sido decisivo em sua campanha.

“Fiz essa sugestão porque três anos afastado já é uma punição suficiente para quem fez uma boa administração”, declarou André ao blog.

A proposta instalou um clima pré-eleitoral no Parque São Jorge. A oposição passou a ser procurada por defensores da ideia e também pelo grupo mais ligado a Gobbi, que é radicalmente contra a sugestão.

“Caso não queiram a volta do Andrés, se estiverem com medo, adianto que vou me candidatar se não aceitarem a mudança”, disse André, que flerta com a oposição e que poderia formar um novo grupo nas próximas eleições.

Interlocutores de Andrés afirmam que ele foi um dos incentivadores da regra atual e que não gostaria da mudança.

Porém, a discussão sobre abrir a brecha para antecipar o retorno do ex-presidente acontece num momento em que ele está fragilizado na CBF, enfrentando um processo de fritura. Se perder o cargo de diretor de seleções da confederação, é natural que Andrés seja atraído pela política corintiana.