Arquivo da categoria: Eurico Miranda

Mirem-se no Vasco

Leia o post original por Odir Cunha


Na Copa do Brasil do ano passado foi assim…

O Vasco é o adversário que o Santos precisa vencer logo mais, às 21h45, na Vila Belmiro, para continuar sonhando com o título brasileiro, mas também é o clube que em sua eleição presidencial, concluída ontem, nos deu uma lição do que não fazer para dividir as oposições e deixar o poder novamente nas mãos de um cartola do futebol adepto de velhos e discutíveis métodos de dirigir um clube, como é o senhor Eurico Miranda.

Das três chapas que concorriam à eleição vascaína, uma era a do atual presidente, o eterno Eurico Miranda, e outras duas de opositores: Julio Brant e Fernando Horta. Apenas pouco antes de começar a apuração Horta resolveu desistir e passou a pedir a seus seguidores que votassem em Brant, mas já era tarde. Eurico acabou sendo reeleito com 2.111 votos, contra 1.975 de Brant. O detalhe é que o desistente Fernando Horta teve 421 votos, que somados aos de Julio Brant teriam dado uma vitória folgada a este oposicionista.

Tememos que o mesmo possa ocorrer no Santos. Se Andrés Rueda e Nabil Khaznadar não se unirem a José Carlos Peres em uma chapa única de oposição, a reeleição de Modesto Roma se tornará bastante provável na eleição de 9 de dezembro. Como as filosofias de Peres, Rueda e Nabil são bem parecidas, o mais sensato é que estejam juntos, tornando a eleição santista um embate de ideias e procedimentos opostos e dando aos eleitores duas opções de voto claramente distintas.

Jogo é perigoso, mas Santos é favorito

Quanto ao jogo de hoje, vejo o Vasco com um elenco inferior ao do Atlético Mineiro, que o Santos derrotou sábado, porém com um espírito competitivo maior. Quem sabe aliviado pelo fim da eleição no clube, o time se solte e se empenhe em busca de uma vaga na Copa Libertadores. Respeito o atacante Nenê, que sempre joga bem contra o Santos. Apesar disso, porém, não dá para não considerar o Alvinegro Praiano como o favorito do confronto.

O técnico Elano, até agora com três jogos e três vitórias, deverá escalar o time com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Caju (ou Jean Mota); Alison, Renato e Lucas Lima; Arthur Gomes, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira. Essa equipe tem um bom sistema defensivo, melhorou muito no meio de campo com o crescimento de Alison e a volta de Renato, e também possui um ataque respeitável, em que a experiência de Ricardo Oliveira combina bem com a impetuosidade do garoto Arthur Gomes e a onipresença de Bruno Henrique, que vive a sua melhor fase no Santos.

O Vasco, do técnico Zé Ricardo, deve iniciar a partida com Gabriel Félix, Gilberto, Breno, Paulão e Henrique; Jean, Wellington, Pikachu, Mateus e Nenê; Andrés Ríos. A arbitragem será de Rafael Traci, auxiliado por Pedro Martinelli Christino e Rafael Trombeta, todos do Paraná. O jogo será transmitido pela TV Globo para quase todos os Estados.
Caminhada para o título

Faltam seis rodadas para acabar o campeonato e alguém pode dizer, com razão, que é muito difícil o Santos ganhar seis jogos consecutivos, três deles fora de casa. Eu concordo. Porém, a matemática tem as suas mágicas. Analisados um a um, todos os embates santistas até o fim da competição são ganháveis, a começar pela partida de hoje.

Os adversários de melhor técnica serão o Grêmio, na Vila, e o Flamengo, no Rio, porém estes estarão mais interessados em outras competições e provavelmente joguem com times mistos. Considero Chapecoense e Bahia, que receberão o Santos em suas casas, adversários difíceis também, mas é inegável que o Alvinegro Praiano tem mais possibilidades que ambos.

Quanto ao líder da competição, terá apenas um jogo em que é franco favorito: o Avaí, no Itaquerão. No mais, sairá para enfrentar Atlético Paranaense, Flamengo e Sport, e receberá os tradicionais Fluminense e Atlético Mineiro. Como vem cumprindo uma campanha muito fraca no segundo turno, não me surpreenderia se o alvinegro paulistano perdesse pontos em todos essas cinco partidas.

Mudança de domicílio eleitoral
Você que é sócio do Santos e quer votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santostd.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.

E você, o que acha disso?

EMPREGO PARA TODOS

chapa cabide gigante pintada

Meus amigos e minhas amigas, a imagem acima me foi enviada por um amigo que mora em Santos e a recebeu esses dias. “Veja Odir”, diz ele, “o gesto generoso da chapa Santos Gigante, do candidato à reeleição Modesto Roma, pois quer acabar com o desemprego, ao menos entre os seus seguidores”. No começo não entendi muito bem, já que não sou dos santistas mais inteligentes, mas depois notei o inusitado e generoso item que pergunta ao pretendente a uma vaga no Conselho Deliberativo do Santos: “Você pleiteia ocupar cargo remunerado no clube? ( ) Não ( ) Sim. Se sim qual?“

Que maravilha. Como todos gostaríamos de ser tão astutos a ponto de desvendar a mágica desta dadivosa chapa. O país ainda está em crise e o número de desempregados beira os 13 milhões, a Prefeitura de Santos sofre com seus cofres às moscas, a dívida do nosso querido Alvinegro Praiano aumenta a cada trimestre e já ultrapassa meio bilhão de reais, a falta de pagamento de obrigações e impostos pode fazer o Santos perder o CT Rei Pelé e o CT da base, não há dinheiro para contratações e muito menos para obras patrimoniais, mas esse brilhante presidente oferece cargos no clube como quem serve omelete de bacon.

O curioso é que o Santos já tem o dobro de funcionários do Bayern de Munique, apesar de não alcançar nem sombra da eficiência do clube alemão. Como conselheiro, testemunhei o Conselho Fiscal alertar reiteradamente a direção do clube para que reduzisse as despesas, mas elas só aumentaram nesses três anos, principalmente com a contratação desmedida de funcionários. Falei sobre isso com o meu amigo santista e ele contou o que ouviu de um velho funcionário do clube:

“Trabalho no Santos há muito tempo e há anos não tenho um aumento. Mas todo dia esbarro com gente no corredor que nunca vi antes e que já ganha mais do que eu”.

Não se sabe ao certo a quantidade desses novos funcionários vindos pela agência de empreg…, ou melhor, pela administração Santos Gigante, mas os relatórios apresentados pelo Conselho Fiscal indicam que são mais de 300. Como a chapa terá de reunir 240 nomes para o Conselho Deliberativo, e como a maioria pedirá um empreguinho na sagrada instituição alvinegra, fico aqui imaginando como o presidente Modesto Roma fará para acochambrar todo mundo no Santos e ainda arrumar dinheiro para pagar as dívidas do clube. Quem sou eu, porém, para duvidar da capacidade de líder tão brilhante e altruísta.

Vejo, evidentemente, um lado bastante criativo nessa iniciativa de oferecer emprego aos que apoiam a chapa Santos Gigante. Isso evita a burocracia e diminui a perda de tempo nas negociações. É o tipo da coisa: “Você me ajuda a continuar no poder e eu uso o dinheiro do clube para lhe dar um emprego”. É cômodo para os dois lados. Confesso, porém, que na Somos todos Santos jamais cogitamos e jamais faríamos algo assim. Acreditamos em algo que parece fora de moda no momento, que se chama ÉTICA.

Sei que esse meu papo parece careta. Para muitos, a pergunta inserida na ficha de inscrição da chapa Santos Gigante abre mil oportunidades. Esse meu amigo de Santos disse que pretende dizer que quer trabalhar no clube no cargo do superintendente Dagoberto dos Santos. Outros podem preferir o lugar do técnico Elano, ou do centroavante Kayke, ou do milionário reserva Leandro Donizete… Enfim, vai que sobra uma vaga e, de repente, você está empregado com um salário acima do mercado. Todos os sonhos são possíveis em uma administração inchad…, ou melhor, gigante.

Em uma coisa eu e meu amigo concordamos: esse milagre, infelizmente, tem prazo de validade e ele é bem curto. A previsão de despesas e receitas indica que 2018 será um ano muito difícil para o Santos. O aconselhável seria tomar medidas urgentes para o equilíbrio financeiro do clube, e se a chapa Santos Gigante ganhar a eleição e continuar contratando funcionários a torto e a direito, essa estará longe de ser uma decisão sensata. Porém, repito, quem sou eu para duvidar de gênios da economia e da política?

E você, o que acha disso?


Opinião: Vasco precisa proteger seus torcedores pacíficos da ala violenta

Leia o post original por Perrone

Eurico Miranda está certo quando aponta o dedo para Polícia Militar ao falar das bombas atiradas em São Januário neste sábado (8), após a derrota do Vasco para o Flamengo por 1 a 0.

Mas de nada adianta o presidente acusar a PM, cruzar os braços e fechar os olhos. Os policiais falharam na revista, mas eles não são os principais culpados por mais um distúrbio no local.

A maior parcela de culpa, na opinião deste blogueiro, é de uma minoria de torcedores vascaí­nos que sabe se lá por qual motivo teima em prejudicar a equipe. Os caras são reincidentes. Para ficar num exemplo recente, em junho saíram na porrada dentro de São Januário ainda antes de terminar a partida em que o time da casa perdeu por 5 a 2 para o Corinthians, pelo Brasileiro.

Assim, o Vasco precisa se proteger contra esses vândalos. Não pode continuar sendo prejudicado por eles. E se não quiser se defender, tem a obrigação de proteger seus torcedores pacíficos. Deixar tudo na mão da PM não é uma demonstração de respeito aos fãs do time. Pelo contrário, soa como um “tô nem a픝.

No lugar de falar na existência de uma política para prejudicar o futebol, Eurico deveria se esforçar para que o clube ajude a polícia a identificar os baderneiros e a evitar a entrada deles no estádio. Poderia, por exemplo, instalar mais câmeras de segurança e tomar a iniciativa de entregar as imagens para as autoridades quando necessário.

O clube deve também estudar medidas mais drásticas, como não mandar jogos de alto risco em São Januário. Atuar em casa é um direito sagrado de todos os clubes. Mas, a segurança dos torcedores está em primeiro lugar.

O lar vascaíno tem problemas estruturais, por mais que isso corroa o orgulho de Eurico. Seu entorno é estreito e dificulta a atuação da poli­cia. Do lado de dentro, há pouco espaço para o escoamento da massa em caso de emergência. E num estádio maior, talvez, torcedores não tentassem invadir o campo, como aconteceu neste sábado.

Jogar fora de casa uma ou outra vez no Brasileiro por questões de segurança seria menos prejudicial ao clube do que ter sua imagem arranhada por fatos como os que aconteceram na partida contra o Flamengo e que certamente afastam parte da torcida. Mais do que isso, o risco à integridade física do torcedor que só quer torcer seria menor em um local mais seguro em partidas críticas. É o que deveria importar para o Vasco.

Fim da linha?

Leia o post original por Craque Neto

Após demitir Cristóvão Borges o Vasco da Gama estava à procura de um novo técnico. Os nomes mais fortes para assumir o cargo eram do jovem Milton Mendes, que não trabalhava desde agosto do ano passado quando deixou o Santa Cruz, e o experiente Vanderlei Luxemburgo, que está desempregado desde que foi se aventurar no futebol chinês por alguns milhões de dólares. O poderoso presidente Eurico Miranda escolheu a primeira opção, o que significa dizer que mais uma vez o ‘Profexô’ foi descartado. Fico pensando sinceramente se esse é o fim da linha na carreira desse vitorioso treinador. O cara nos anos 90 […]

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A sorte do Eurico é trabalhar no futebol

Leia o post original por Rica Perrone

O futebol é a única maneira que o ser humano encontrou para levar pessoas ruins ao sucesso absoluto e ótimos profissionais ao fiasco completo. Eurico Miranda, em outro setor, seria limado aos 25 anos. No futebol, pela bola ir entrando as vezes, foi se perpetuando e, literalmente, tomou um clube pra ele.  Na base do “quem …

Jogando para a torcida

Leia o post original por Antero Greco

Eurico Miranda subiu nas tamancas nesta quinta-feira para reclamar da arbitragem na partida em que o Vasco empatou com o Santos e foi eliminado na Copa do Brasil. Peter Siemsem descascou a atuação de Rodolfo Marques na derrota do Flu diante do Corinthians e que também significou desclassificação na mesma competição.

Ambos estão indignados com o nível dos assopradores e, como não poderia deixar de ocorrer, largam insinuações no ar.

Desta vez, foi a dupla de cartolas cariocas, assim como dias atrás foram dirigentes gaúchos, paulistas, mineiros. Sem contar os menos votados, de outras regiões, que vira e mexe deitam a linha nos assopradores.

O discurso é sempre o mesmo e soa como blablablá, conversa mole pra boi dormir, choradeira de perdedor. Mesmo que tenham razão em reclamações. No caso do Vasco, por exemplo, o segundo gol do Santos foi irregular. No do Flu, ao menos em meu entendimento ocorreram os dois pênaltis. E exagerada a expulsão de Marquinhos.

Ok, desta vez foram prejudicados e recorrem aos microfones para espinafrar. Por que não fizeram o mesmo em ocasiões em que seus times foram beneficiados? Por que o silêncio cúmplice, quando a polêmica muda de lado? Por que o discurso cheio de reticências de Dorival Júnior, após os 2 a 2 em São Januário, na base do “dali onde eu estava não deu para ver direito” (se foi falta ou não, no lance que deu origem ao segundo gol santista).

Essa é a questão que precisa ser sempre repetida. Os cartolas – a turma do mundo do futebol, em geral – só aparecem na catástrofe que atinge as próprias agremiações para acalmarem o ambiente. Para diminuírem responsabilidade deles, de treinadores e de jogadores. Fazem uma encenação para jogar para o público, para ficarem bem com a galera. Ou, o que é muito frequente, para se colocarem pressão nas arbitragens futuras.

Daí ficam furibundos, soltam o verbo, se inflamam, fazem dossiês, preparam DVDs, vão ao Rio, ameaçam processar este e aquele. Assim que baixa a poeira, voltam ao normal. Ou, tão logo seus clubes recebem algum afago, viram cordeirinhos.

Se querem, de fato, aperfeiçoar a arbitragem nacional que se unam, que façam um projeto de profissionalização, que pensem no bem comum e não apenas no próprio umbigo.

Caso contrário, viveremos eternamente nessa lenga-lenga de apito amigo, de armação, de campeonatos manchados.

E dá-lhe horas e horas de reprise de “lances polêmicos” e debates intermináveis.

Sistema em xeque

Leia o post original por Rica Perrone

Pela primeira vez desde que o futebol brasileiro foi criado, o sistema Clubes>Federações>CBF está em xeque. Na tarde desta sexta feira, em reunião do Conselho Arbitral da FERJ, a entidade conseguiu o apoio da CBF para tentar vetar a Liga Sul Minas RJ, agradando assim Eurico Miranda e Rubinho, os principais maestros do retrocesso do …

A série B é o menos importante

Leia o post original por Rica Perrone

Qual o objetivo do Vasco em 2016?  Muitos dirão “subir pra série A”, e não deixam de ter razão.  Embora seja óbvio, tanto o objetivo quanto a realização dele, o preocupante pra mim é o que será preparado pra 2017. De que adianta ser campeão da série B e começar 2017 tendo que refazer um …

Terceira e doída quebra da nau vascaína

Leia o post original por Antero Greco

O torcedor do Vasco acreditava em milagre – e só uma intervenção divina salvaria. O time foi para a última rodada do Brasileiro sem depender de suas próprias forças. Precisava ganhar do Coritiba e ainda torcer por tropeços de Avaí e Figueirense. Só assim para se salvar.

Não deu certo. O Figueirense ganhou do Fluminense, o Avaí empatou com o Corinthians e o Vasco não saiu do 0 a 0 em Curitiba. Quer dizer, mesmo se os outros dois tropeçassem, a turma de Jorginho não fez a parte dela. E veio a terceira queda para a Série B.

Rebaixamento cantado, desde o primeiro turno. A campanha horrorosa (13 pontos), as trocas de técnico e a intranquilidade indicavam que a Segundona viria à tona outra vez. Houve reação espetacular e digna, com a chegada da dupla Jorginho/Zinho, mas insuficiente para evitar o pior.

A nova etapa de amargura não é de agora. O Vasco faz tempo entrou no limbo do futebol. Uma história centenária, bonita e popular vem sendo depredada há muito por administrações equivocadas, ultrapassadas, atrapalhadas. Começou no longo reinado de Eurico Miranda, continuou no breve período de Roberto Dinamite e voltou a dar o ar da desgraça com a ressurreição de Eurico.

O presidente atual é tudo o que o futebol não aceita mais: o personalismo no comando, o caudilho, o senhor absoluto, o dono. Não há mais lugar para o estilo Rei Sol, o homem que se confunde com a instituição. Eurico não é Vasco! O Vasco não é de Eurico! O Vasco é maior do que Eurico e qualquer outro cartola!

Isso que o torcedor tem de botar na cabeça de uma vez por todas. Chega de salvador da pátria, basta com os homens fortes, um bico nos todo-poderosos, que saiam de cena os autoritários. O futebol, o Vasco, assim como a vida, precisam de modernização, transparência, democracia. Profissionalismo.

O Vasco não caiu porque “os deuses do futebol quiseram”. Isso é besteira. O Vasco caiu porque a mentalidade que o guia caiu faz tempo, precisa ser enterrada e ainda não se deu conta disso.