Arquivo da categoria: Eurocopa

Vergonha não é chorar…

Leia o post original por Odir Cunha

Campeões também choram. Pela dor de não lutar a batalha final, por se lembrar de tudo o que passaram até alcançar a vitória. Não é vergonha chorar. A vergonha está em não lutar com todas as forças.

Por ser um time de coragem é que o Santos saiu de uma cidade litorânea para conquistar o mundo. E por isso é que a gente sempre deve confiar nele, mesmo quando sabe que a luta será renhida.

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E você, acha que o Santos vai chorar terça-feira?


“Macumba francesa” não funciona e Portugal, sem Cristiano Ronaldo, é campeão da Eurocopa!

Leia o post original por Milton Neves

Portugal

“La Marselleise” é uma coisa espetacular. Um dos hinos mais lindos do mundo, diferente do que foi a arbitragem do inglês Mark Clattenburg.

É que o jogo começou de maneira esplendida, lá e cá, mas com um perigo maior por parte dos franceses e com Rui Patrício fazendo boas defesas pelo lado lusitano.

Até a entrada duríssima de Payet sobre Cristiano Ronaldo, tirando o craque da final.

A França no coice fez hoje com Cristiano Ronaldo, o que os “cavalos” Morais e Batista de Portugal fizeram com Pelé em Liverpool na Copa de 66!

É que nem sequer um “cartãozinho amarelo”, o juiz deu.

As lágrimas que escorreram pelo rosto do “camisa 7″ português, até pareciam litros de água, já que derramavam juntas com a da esperançosa torcida ali presente no Stade de France.

E assim como na primeira etapa, o árbitro insistiu em não amarelar os franceses na troca dos lados.

Ahhh se fosse nas competições sul-americanas…

Porém, mesmo sem seu ídolo máximo, que joga um pouco menos que o eterno Eusébio, Portugal não “afrouxou as rédeas” e se virou como pôde.

Lá atrás, Rui Patrício fez milagres, um gigante no gol contra o poderoso ataque francês que insistiu demais em abrir o marcador, não muito diferente do rival, que soube ser perigoso da mesma forma em doses menores.

Do início ao fim o duelo foi digno de uma final de Eurocopa.

E mais uma vez, tudo foi decidido nos detalhes. Por um capricho a bola de Gignac não entrou aos 46 minutos.

Na prorrogação, quando os pênaltis pareciam certo, Éder recebeu sozinho e sem saber o que fazer com bola, resolveu chutar e arriscou bem, fez o gol do título.

Nem a “macumba francesa” que liquidou os dois Ronaldos em duas decisões em Saint Denis funcionou: Ronaldo Fenômeno em 98 por convulsão e CR7 hoje na “porrada”.

Mas eu bem que avisei, cravei a vitória de Portugal. Mais uma pra conta do “Pai Milton”, que acertou o resultado em outra previsão.

OPINE!!!

Deu Alemanha no duelo das maiores seleções da Europa! Mas a Itália jogou com a inteligência que faltou a Felipão em 2014!

Leia o post original por Milton Neves

ozil

Alemanha 1 (6) X (5) 1 Itália

A partida era “apenas” pelas quartas de final da Eurocopa.

Mas, tranquilamente, poderia valer pela final da Copa do Mundo.

Afinal, as duas maiores seleções da Europa estavam frente a frente em Bordeaux, na França.

E que verdadeiro jogaço fizeram Alemanha e Itália!

No primeiro tempo, é verdade, as duas equipes ficaram devendo.

Isso porque a Itália, que não é boba nem nada, sabia que se fosse para cima da fortíssima Alemanha poderia acabar levando muitos gols com a sua defesa aberta.

E quem ensinou isso ao mundo foi Felipão em 2014, não é mesmo?

Mas a equipe alemã coseguiu furar a “muralha” italiana no começo do segundo tempo, com Ozil, após uma bela jogada de Mario Gomez.

E na sequência, quase que Mário Gomez fez o segundo, de calcanhar.

Ah, se não fosse o espetacular Gianluigi Buffon!

Mas aí, precisando do gol, a Itália começou a mandar no jogo e conseguiu igualar o placar em uma cobrança de pênalti de Bonucci.

Penalidade que claramente aconteceu, não é mesmo, estabanado Jérôme Boateng?

E então nenhuma das duas equipes quis se arriscar e a decisão acabou indo para os pênaltis.

De cada lado, nada menos que Buffon e Neuer, atualmente os dois melhores goleiros do mundo.

Era tanta pressão para cima dos batedores que sete cobranças foram desperdiçadas!

De jogadores jovens aos mais experientes.

No final das contas, acabou dando Alemanha, que agora pega o vencedor de França e Islândia.

E, sejamos francos, o caminho está completamente livre para que a atual campeã do mundo conquiste mais um caneco, não é mesmo?

Fluminense 0 x 0 Coritiba

Em Volta Redonda, o empate em 0 a 0 entre Fluminense e Coritiba foi visto por… 917 pagantes!

Público vergonhoso, não é mesmo?

Mas a verdade também é que o Flu não tem empolgado a sua torcida.

Será que Levir já está balançando no cargo?

Opine!

Espanha e os medíocres

Leia o post original por Wanderley Nogueira

A vitória da Espanha foi incontestável. Goleou por 4 a 0 uma grande rival.

Os italianos tiveram seu méritos e chegaram ao jogo final. Mas, de um lado a ópera, a música clássica, o violino e o piano. E do outro, um afinado grupo de músicos com seus pratos, triângulos, guitarra elétrica e uma esforçada cuíca.

O time espanhol, faz tempo, tem mostrado um futebol apaixonante. A bola se transforma num som doce para olhos e ouvidos. A seleção da Espanha joga por música. Combina timbre, altura, duração e intensidade.

Venceu a Espanha, e perderam aqueles que não gostam do futebol bem jogado, pensado, com a bola rolando de pé em pé, com os jogadores se deslocando, procurando espaços sem marcação.

A Espanha tabela e triangula. Tudo em velocidade e sem produzir hematomas na bola.

Nos últimos dias, li, ouvi e assisti depoimentos contrários ao futebol jogado pelos espanhóis. Sem nenhuma explicação lógica. Torcer contra a beleza na prática esportiva é gostar de pichação e rinha de galo.

Muitos jogadores e treinadores brasileiros, sem dúvida, torceram para a derrota de Xavi e Iniesta.

Vitória da Espanha provoca um desejo dos bons torcedores em ver seus times jogando bonito. E esse anseio é uma “punhalada” no peito dos medíocres.

Já que não vão conseguir mostrar a qualidade do atual futebol da seleção espanhola (e do Barcelona), a grande esperança é vê-la derrotada. Felizmente, o belo prevaleceu.

Um dia, aqueles que gostam da mediocridade vencerão.  Infelizmente, como tanta coisa na vida, esse futebol da Espanha tem um ciclo. Vai acabar. Não é imortal.  O Santos de Pelé acabou. E tantos outros espetáculos.

Tem uma diferença no relato da história. Quando esse futebol arte passar, provocará saudade. Se um dia o futebol padrão acabar, provocará alívio.

O futebol da Espanha está cheio de inimigos pelo mundo todo. Para ser popular é indispensável ser medíocre.

Quando se ouve que o futebol do Barcelona ou da seleção da Espanha também perdem de times normais, e que outros “estilos” também vencem, é uma verdade.

Mas aí entra o gosto pela arte e pelo esporte refinado, que também perde. É do jogo.

Enquanto a Espanha resistir e não voltar ao futebol comum e insosso, vou aprecia-la com prazer.

Chato mesmo é correria e “bumba meu boi” na área

Leia o post original por Mion

Fúria dá show de talento e ganha títulos. Bem chato, né?

Chamar o futebol da seleção espanhola de aborrecido e chato talvez seja uma das maiores heresias ditas por “entendidos” em futebol. Parte da imprensa considera a estratégia de ficar mais de 65% do tempo com a bola, trocando passes esperando a hora certa de dar o bote no adversário, um futebol sem graça.

No Brasil a ansiedade tomou conta da população. No trânsito, nas atividades cotidianas só vivemos na correria. No futebol não está diferente, criamos a exigência de jogarmos com velocidade verticalizando o jogo sempre. E ao chegar perto da área enfiar um “chuveirinho” na base do “bumba o meu boi”. Talvez essa seja a razão de não termos mais meias-armadores. No atual estilo brasileiro não servem para nada. Quando não tem qualidade na meia-cancha os zagueiros fazem ligações diretas e os atacantes correm que nem loucos atrás da bola. E o pior disso: a torcida brasileira vibra, acha sensacional. Vejo em todos os jogos as torcidas vibrarem quando tem escanteio, como se fosse um pênalti. Tudo porque querem ver o tal “chuveirinho” na área.

Qualquer time brasileiro não pode tocar mais do que seis ou sete vezes para chegar ao gol adversário. A Espanha, campeã de tudo, ratificada como praticante do melhor futebol do mundo, toca em média mais de 20 vezes. Aqueles que chamam a Fúria de futebol “tico-tico” tiveram que engolir em seco a goleada demolidora imposta na ótima seleção italiana.

Lamento apenas uma coisa: o Brasil até o final da década de 80 jogava assim. Chato e aborrecido é ter consciência de que hoje jogamos como os europeus no passado e eles praticam hoje o futebol-arte que outrora já foi nosso.

Nós já fomos Espanha

Leia o post original por milton.leite


É bonito ver a Espanha jogar.
Posse de bola, passes, cadência, envolvimento. Até o passe milimetricamente certeiro, profundo e a finalização quase sempre fatal. Claro que nem sempre é assim. Na maior parte da Eurocopa que terminou ontem, a Alemanha jogou mais futebol que a Fúria. Mas quando foi necessário, a Espanha decidiu e a Alemanha ficou mais uma vez pelo caminho — a talentosa geração germânica precisa provar que também é vencedora.
É bonito ver a Espanha jogar. Mas é triste também, porque nos faz lembrar que um dia o Brasil foi assim. Já jogou como essa Espanha, tocando, envolvendo, usando a criatividade, goleando e tendo a hegemonia mundial. Os espanhóis ganharam todos os jogos da fase eliminatória e agora, na etapa final, levaram somente um gol (1 x 1 com a Itália, logo na estreia). Isso depois de ganhar a Euro 2008 e o Mundial de 2010 (no qual também não jogaram esse futebol primoroso o tempo todo, mas decidiram quando era preciso). No meio da trajetória, a Copa das Confederações de 2009 foi um acidente de percurso.
A cada vez que a Espanha estabelece uma nova marca, voltam as palavras de Pep Guardiola depois de o Barcelona arrasar o Santos na final do Mundial de Clubes do ano passado: “Meu avô, meus tios, sempre me contaram que o Brasil jogava assim”. Pois é, jogava. Nossos clubes e nossa seleção cansaram de fazer o que a Espanha (e o Barcelona) repete nos dias de hoje.
A nós, resta refletir. Por que deixamos de ser Brasil? Quando seremos Espanha?

A Espanha acorda e fecha Euro com chave de ouro

Leia o post original por Antero Greco

A Espanha voltou a jogar bola e fechou a Eurocopa com chave de ouro e diamantes, com os 4 a 0 sobre a Itália. Invicta na competição, fez 12 gols e sofreu um, justamente dos italianos e na estreia. Com isso, levou o título europeu pela segunda vez consecutiva e acumula três nos últimos anos, com o Mundial de dois anos atrás na África do Sul.

É a equipe do momento, sobretudo para os que medem grandeza e valor só por conquistas (ou por cargos ou por poder ou por conta bancária). Fascina pela eficiência, e nem sempre pela beleza do estilo de jogo. Foi assim na competição encerrada neste domingo, na Polônia e na Ucrânia. Com exceção dos dois duelos com a Azzurra, nos demais a Fúria foi segura, confiante, mas por isso mesmo burocrática.

Jogou e ganhou, contra Irlanda, Croácia, França e Portugal, não com prazer, mas como se fosse obrigação, para se desencarregar de uma tarefa. No jogo inicial, e mais do que tudo no de encerramento, foi Espanha parecida com o Barcelona, em que combinou toque de bola e passes certos, com atrevimento, criatividade, jogo ofensivo e gols. Agiu como campeã europeia e campeã do mundo. Foi a Espanha que, aí sim, aliou pragmatismo e arte. Essa Espanha não tenho medo de elogiar.

A Itália resistiu no primeiro tempo, mesmo ao sofrer gols de David Silva aos 14 e Jordi Alba aos 40. Em muitos momentos, houve equilíbrio, mas do lado italiano não apareceram Cassano e Balotelli, que poderiam mudar o panorama. A Espanha, mesmo sem aparecer no ataque a todo momento, se mostrou mais empolgada do que nas rodadas anteriores.

O jogo acabou para a Itália, na prática, antes dos 20 minutos, quando Thiago Motta, que havia entrada pouco antes no lugar de Montolivo, se machucou. Como havia feito as três mudanças, a Azzurra ficou com 10. Se com 11 estava difícil, daí se tornou impossível. A Espanha se acalmou de vez e os outros dois gols (Torres aos 38 e Mata aos 43) vieram naturalmente.

A Espanha revelou, contra a Itália, que pode ser ter tudo os que seus admiradores elogiam. E pode também brindar com futebol ofensivo, porque tem gente da qualidade de Xavi, Iniesta, Xabi Alonso, Torres. Desde que queira – e é isso que pede quem aprecia o joguinho de bola, independentemente de resultados.

 

 

Adultos contra crianças

Leia o post original por Neto

É impressionante a bola redonda que vem jogando a Seleção da Espanha. Os caras estão ganhando tudo o que tem direito. Pelo amor de Deus! Foram campeões da Euro em 2008 contra a Alemanha, da Copa do Mundo frente aos holandeses e agora passearam na Ucrânia/Polônia. Quer dizer, não fizeram uma campanha muito expressiva nas fases anteriores, despertando até críticas da mídia internacional. Ainda assim foram atuações seguras. Sem sustos. Tomaram só um gol durante todo o campeonato. É brincadeira? De quebra veio de forma inédita o bi da Eurocopa.

Confesso que estava torcendo pela Itália antes da final. Até pelo carisma e a força da Azzurra, que luta sempre até o fim pela vitória. Mas sabia que contra a Fúria as coisas seriam diferentes. Tecnicamente existe um abismo entre os dois. O duelo decisivo ficou parecendo brincadeira de adultos contra crianças. Os espanhóis passearam em campo. Aliás, isso tem sido assim em todo e qualquer jogo deles. Merecido esse título. Muito merecido mesmo. Só fico pensando quem vai brecar essa Espanha do Vicente Del Bosque. Porque está difícil, viu? O Brasil do Mano Menezes que não pode ser. Até porque com a bolinha que está jogando é goleado. Sem dúvida.

No Canindé, Santos e Lusa não saem do zero; Espanha joga fácil, vence a Itália e leva o bicampeonato da Eurocopa!!!

Leia o post original por miltonneves

Empate sem sal no Canindé.

O Santos, outrora tão badalado não conseguiu bater a Portuguesa, que ganhou muito com a chegada de Dida.

Já tem gente pensando que Muricy Ramalho perdeu a mão. Exagero, mas as críticas são merecidas.

Pelo outro lado, o goleiro carimbado pela Seleção Brasileira e pelo Milan deu um jeito na cozinha portuguesa.

E Neymar e Ganso?

A “mina de ouro” santista se exauriu?

As joias da Baixada não tem conseguido render o esperado.

Inversamente proporcional ao custo e a esperança nelas colocadas.

Só uma coisa me deixa receoso: e quando os dois genais meninos da Vila foram para as Olimpíadas, quem ajudará o Peixe?

Em Kiev…

Muitos toques de lado, futebol chato e cansativo, porém campeão.

A Itália bem que tentou, mas o momento é, inegavelmente, da Espanha.

Das últimas três competições que disputou, a Fúria levantou o caneco em todas.

Em 2008, a Eurocopa; em 2010, a Copa do Mundo; e, em 2012, o bicampeonato europeu com direito a goleada na final.

E ainda dizem que a Espanha joga o mesmo futebol do Barcelona, mas sem Lionel Messi.

Bom, fico imaginando se o argentino tivesse nascido em Madri, ou quem sabe na própria Catalunha.

Os baixinhos espanhóis fazem o esporte bretão parecer fácil.

E o Ballotelli, hein?

O polêmico atacante falou muito, fez pouco.

Agora é esperar a Copa das Confederações e torcer para os ibéricos não cruzarem nosso caminho.

Não é mesmo, Mano Menezes?

OPINE!!!