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Espanha e França mostram força

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: Pierre-Philippe Marcou/AFP

França e Espanha foram os destaques da rodada das Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo.

A França goleou a Holanda e ficou próxima da vaga na Copa. A seleção francesa tem muitos jogadores talentosos, ainda precisa de uma regularidade maior como time. O desempenho na Copa do Mundo de 2014 empolgou, na Euro 2016 apesar do vice, o futebol não foi tão bom, o time não deu o salto esperado. Nas Eliminatórias segue irregular, perdeu da Suécia e chegou a cair para segunda posição e agora se recuperou com uma grande atuação diante dos holandeses.

A Espanha vive um processo de renovação depois de duas competições ruins. A troca de Del Bosque por Lopetegui foi necessária e com o crescimento de Isco e Asensio no Real Madrid, o time ganhou ótimas opções, deve ser muito forte na Rússia.

Outra força da Europa é a Alemanha. Com a classificação tranquila na Eliminatória, Low busca novas alternativas tanto na parte tática quanto na busca por novos atletas. Os alemães não repetiram alguns erros que algumas seleções cometeram em outras ocasiões. A Alemanha não ficou presa aos campeões de 2014 e quando perdeu também não entrou no cenário de terra arrasada. As mudanças são naturais e gradativas, sem desespero e sem apego exagerado aos vencedores do passado.

Gabriel vai embora, mercado brasileiro é assim

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: AFP
Foto: AFP

Gabriel foi vendido pelo Santos para a Inter de Milão. Gabriel Jesus já é jogador do Manchester City, mas fica no Palmeiras até dezembro.

Os dois campeões olímpicos ainda não completaram 20 anos e já vão deixar o futebol brasileiro.

O mercado brasileiro vive uma situação bem clara. Os grandes destaques são jovens que ainda não foram vendidos e veteranos que já retornaram depois de anos no exterior.

Os jogadores na faixa de 25, 26 anos, são na sua maioria atletas que não conseguiram mercado na Europa. Nos últimos anos, muitos jogadores sul-americanos chegaram no país, mas normalmente são atletas que também não tem espaço em um mercado maior.

A saída de atletas para o exterior começou a ganhar força na década de 80 e ficou muito comum na década de 90.

Até pouco tempo atrás, a parte financeira era praticamente a única razão para um atleta deixar o país, hoje em dia a coisa mudou. Claro que a parte financeira ainda tem grande peso, mas hoje faz parte de um pacote. Nos últimos anos o futebol na Europa cresceu muito em todos os sentidos, na qualidade, visibilidade, repercussão e também na parte financeira. Qualquer atleta de bom nível tem no seu plano de carreira a saída para a Europa.

O mundo globalizou, os clubes europeus repercutem em todos os continentes, os melhores jogadores do planeta estão lá, então todos querem estar entre os melhores.

O futebol brasileiro pode melhorar essa situação. Nosso campeonato precisa ser mais relevante, o calendário pode ser mais organizado. O futebol brasileiro tem dificuldade para lotar os estádios, nosso campeonato pode ser mais atrativo.

Um bom passo seria pensar o campeonato como um todo. Os torcedores brasileiros estão acostumados a acompanhar apenas o seu time, no máximo os rivais regionais e não o campeonato.

Um jogo entre duas equipes, mesmo que estejam disputando a liderança, só terá peso significativo nos estados das equipes envolvidas e não em todo o país como poderia ser.

Precisamos pensar o futebol como produto, o campeonato como um todo e não fragmentado e dividido de acordo com a região. O campeonato precisa ser forte e relevante no próprio país, como liga, como produto, se não for assim, dificilmente terá peso para pelo menos fazer o jogador pensar em ficar mais um pouco.

Real Madrid 0 x 1 Atlético de Madri

Leia o post original por Mauro Beting

Panorama do 1ºTempo. (TacticalPad)

Panorama da partida: Real tentando furar as linhas cochoneras, que aproveitavam os espaços deixados pela defesa dos mandantes. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

O clássico de Madrid no Santiago Bernabéu foi marcado por notórios comportamentos defensivos e ofensivos de ambos os lados. Apesar dos esquemas táticos serem iguais (4-4-2), Zinedine Zidane e Diego Simeone tinham propostas nítidas e modelos de jogos bem diferentes.

Para a etapa inicial, o que já era esperado, aconteceu. Zidane organizou o Real Madrid no 4-4-2, com Isco pela esquerda e James pela direita. Cristiano Ronaldo flutuando no ataque, junto com Benzema, mais fixo na área, esperando a bola alçada.

Já o Atlético tinha a proposta clara: compactação, aplicação tática, ocupação dos espaços e saída para o contra-golpe com toques rápidos, envolventes, objeitos e eficientes. A marcação era iniciada já com a dupla de ataque, Griezmann e Fernando Torres, impedindo a transição ofensiva dos mandantes.

Os mandantes tocavam a bola no campo de ataque, mas não se aproximavam do gol, devido a intensa marcação e excelente ocupação dos espaços, balanceando para o lado da bola, fechando os espaços para infiltração/penetração do Real. Quando tinha a bola, o Atlético ia para o ataque, com velocidade na transição, passes verticais, envolventes e rápidos.

Flagrante da compactação defensiva. Linhas próximas e o círculo LARANJA mostra o meio-campo espaçado do time da casa. (Reprodução ESPN Brasil)

Flagrante da compactação defensiva. Linhas próximas e o círculo LARANJA mostra o meio-campo espaçado e sem movimentação/mobilidade do time da casa. (Reprodução ESPN Brasil)

 

Mudança no Real. Saiu Benzema e entrou o jovem Borja Mayoral, destaque das categorias de base. Zidane precisava de mais movimetação, mais criação no meio-campo.

Aos 53’min, contra-ataque dos cochoneros, Griezmann foi lançado e, dominou , esperou a passagem de Filipe Luis, que recebeu sozinho, após ultrapassagem, rolou para o francês, que bateu firme, rasteiro, sem chances para Navas. Atlético 1-0.

Após o gol o Real foi pra cima, em busca do empate. Zidane colocou Lucas Vásquez no lugar de James, que fez partida ruim.

O Real tentava pelos lados com Carvajal pelo flanco direito e Danilo pela lateral esquerda, improvisado (Marcelo estava machucado) mas não conseguia furar o bloqueio bem arquitetado por Diego Simeone. O técnico argentino colocou Kranevitter e Angel Correa nos lugares de Augusto Fernandez e Fernando Torres, respectivamente.

Panorama da etapa final, após as substituições. (TacticalPad)

Panorama da etapa final, após as substituições. (TacticalPad)

Aos 67’min, Cristiano teve chance de empatar a partida. O português recebeu pelo alto e cabeceou bem. Oblak fec bela defesa.

Zidane mudou novamente. Tirou Isco, que também fez ruim partida e colocou Jesé.

Mayoral bateu bem, mas Oblak fez excelente defesa. Na sequencia, Giménez afastou o perigo.

O Real tentou, mas não conseguiu empatar a partida. Vitória do coletivo. Aplicação tática implacável. 1ª derrota de Zidane sem Bale e Marcelo, que teve mais posse de bola, chutou mais a gol mas tem trabalho para furar bloqueios defensivos.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

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Juventus 2 x 2 Bayern de Munique

Leia o post original por Mauro Beting

Panorama da etapa inicial: Juve se defendendo em duas linhas de 4, com Lichsteiner/Cuadrado e Evra e Pogba dobrando a marcação nos flancos. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Em Turim, Juventus e Bayern de Munique iniciaram o confronto pelas oitavas de final da Uefa Champions. O duelo foi bem interessante, principalmente pelo AMPLO domínio na primeira etapa de Pep Guardiola e seus comandados. A etapa final foi de espaços deixados para a rápida transicao de Massimiliano Allegri e seus atletas.

A etapa inicial começou com domínio territorial e possessivo do time de Guardiola. Com pontas agudos e muita troca de passes. Muita facilidade na transição defesa-ataque alemã, com blocos altos, intensidade, pressão alta na marcação da saída de bola alvinegra. Lewandowski saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô, abrindo espaços para penetração dos pontas.

A Juve se defendia fechando duas linhas e deixa Dybala e Mandzukic na frente. Recomposição rápida e constante do sistema defensivo italiano, compacto, blocos baixos. Aplicação tática intensa na marcação, excelente ocupação dos espaços. Aposta no contra-ataque, pelos flancos, com Pogba na esquerda e Cuadrado na direita, visando Mandzukic na área e a velocidade de Paulo Dybala. Juve 4-4-2 em linhas, ocupando os espaços, fechando as linhas, neutralizando as jogadas pelos flancos com os pontas Robben/Evra pela direita e Douglas Costa/Cuadrado.

 

Flagrante das linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Flagrante das compactas linhas italianas. (Reprodução EIMAX2)

Com 3’minutos, Vidal chutou bem de fora da area, Buffon espalmou, Robben cruzou e Lewandowski reclamou de penalti. Nada de falta. Segue o jogo. Dos 6 aos 10’min da etapa inicial foi 100% de posse de bola do Bayern. Incrível!

Porém, aos 11’min, Mandzukic quase abriu o placar. Após roubada de bola italiana, Dybala cruzou e o atacante croata quase abriu o placar. O Bayern respondeu com Müller que fez bela jogada na entrada da grande área, ficou cara a cara com Buffon e tocou para Lewandowski, que perdeu.

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Flagrante dos 11 jogadores da Juventus no campo de defesa. (Reprodução EIMAX 2)

Aos 30’min, Bernat bateu bem na entrada da grande área, após cruzamento de Muller. Buffon espalmou, fazendo grande defesa. No fim do primeiro tempo, Robben foi no fundo, cruzou para área, Douglas Costa tocou para trás e Müller bateu rasteiro, abrindo o placar. Bayern 1 a 0.

Fim do primeiro tempo: Domínio total alemão, que SÓ fez 1 gol. Posse de bola 68 a 32% para os bávaros. 3 a 1 em escanteios para os alemães. A Juve pouco assustou.

A etapa final começou sem Marchisio, que saiu com dores para entrada de Hernanes. Melhor transição ofensiva para a “Velha Senhora”. Além da substituição, a postura italiana para a etapa final, era diferente. Adiantada, com a marcação na intermediaria, pressionando e não dando os espaços que deu na primeira etapa.

A intensa marcação aguentou apenas 5 minutos. Após isso, o Bayern retornou o domínio, jogando a Juve para o campo de defesa, que já tinha difuculdades para sair e quando saía, sempre errava passes e dava contra-golpe para os bávaros.

Saida 3

Flagrante da saída de 3 bávara: Vidal afunda entre os “zagueiros” e dá amplitude para os laterais, que avançam. (Reprodução EI MAX2)

Em jogada veloz, aos 8’min, Lewandowski trombou com Bonucci no meio campo, foi acionado, carregou e tocou para Robben, que ajeitou para a canhota e bateu no canto esquerdo de Buffon, sem chances para o arqueiro italiano. Bayern 2 a 0.

Com o gol sofrido, a Velha Senhora foi pra cima. Aos 12’min, Dybala cobrou falta e Neuer espalmou. Kimicch afastou errado e Mandzukic serviu Dybala. O jovem argentino ficou cara a cara com Neuer e tocou na saída do goleiro alemão. 2 a 1.

Daí em diante, o jogo pegou fogo. Mandzukic se entranhou com Lewandowski. A Juve passou a acreditar (e porque não?!) no empate. E foi atrás.

Aos 21’min, contra-ataque alvinegro, Mandzukic tocou para Cuadrado que bateu no alto. Neuer salvou. Pogba quase empatou em seguida. A Juve estava no jogo. Sturaro no lugar de Khedira.

A Juve continuava em cima. Guardiola tirou Bernat e colocou Benatia. Chamou a Juve. Allegri não pensou duas vezes e colocou Sturaro para buscar o empate. Aos 30’min, Kimmich falhou na marcação de novo e deixou Sturaro tocar pro fundo das redes, após cruzamento de Mandzukic.

Ribery entrou no lugar de Douglas Costa, que fez um segundo tempo apagado. Do gol de empate até o fim da partida, houve muito equilibro. A Juve ainda se manteve em busca da virada e o Bayern tentava pelos lados, com Ribery e Robben atuando nas pontas, visando Lewandowski na área. Sem sucesso.

Fim de papo. 2 a 2. Boa vantagem para os alemães, que se classificam com empates em 0 a 0 e 1 a 1. Igualdade em 2 a 2 leva a partida para a prorrogação e pênaltis, se necessário. A partida de volta será na Allianz Arena, a casa do Bayern, no dia 16 de Março.

OBS: Estatísticas tiradas do site da UEFA, aqui.

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

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PSG 2 x 1 Chelsea

Leia o post original por Mauro Beting

Organização tática das equipes para a primeira etapa. (TacticalPad)

Organização tática das equipes para a primeira etapa. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

O já tradicional duelo entre PSG e Chelsea em mata-mata de Champions League teve mais um capítulo iniciado ontem. No Parque dos Príncipes, o time de Laurent Blanc enfrentou os comandados por Guus Hiddink, tentando não sofrer gols em casa para encaminhar uma possível classificação.

A equipe francesa começou em cima, pressionando, sufocando o Chelsea, compacto, duas linhas. D. Costa e Willian na frente. Muita movimentação e jogadas pelo flanco esquerdo de ataque, com Lucas indo em profundidade. Triângulações pelo franco esquerdo, com Maxwell, Matuidi e Lucas. Marcação alta, pressionando no campo de ataque. Ibra se movimentava bastante, saía da área, abrindo espaços para infiltrações de Di María e Lucas, os pontas parisienses.

 

Flagrante do 4-4-2 inglês, com Willian e Diego Costa na frente. Note, que no ataque parisiense, Ibra não está alinhado entre os zagueiros. Ele se encontra alinhado ao lateral esquerdo, abrindo espaços para infiltrações dos pontas Lucas e Di Maria. (Reprodução: Esporte Interativo MAX)

Após os 20 primeiros minutos, o Chelsea começou a sair, equilibrando o jogo. Diego Costa quase abriu o placar, em cabeçada, após cruzamento vindo da esquerda. Kevin Trapp salvou de mão trocada.

O jogo era aberto, equilibrado, ambas as equipes tentando criar chances. Com o Chelsea mais no campo de ataque. Até que Obi Mikel cometeu falta em Lucas na entrada da área. Ibrahimovic cobrou, a bola desviou no próprio africano, que cometeu a falta, e não deu chances para Courtois. PSG 1 a 0.

O Chelsea se manteve no ataque, tentando o empate. O PSG se fechou, tentou compactar as linhas, mas sofreu o gol de empate no último minuto da primeira etapa. Após cobrança de escanteio de Willian, Obi Mikel dominou na pequena área e fuzilou. 1 a 1.

Primeiro tempo justo. Domínio territorial inicial dos franceses, que perdeu força e foi equilibrado pelos ingleses. Em jogadas de bola parada, 1 a 1 ficou de bom tamanho.

A segunda etapa começou corrida, com as duas equipes querendo ampliar o placar. O PSG sempre buscando Ibrahimovic na área e o Chelsea visando a velocidade de Hazard e Diego Costa.

O PSG começou a adiantar suas linhas, com uma postura ofensiva, pois o gol fora de casa, dava a vantagem do empate por 0 a 0 aos ingleses. Tentando chutes de área, com defesas de Courtois, falhas na finalização. Só pressão do PSG. Ivanovic e Cahill salvava os Blues. Pedro cometeu falta em Hazzard na entrada da área que Di Maria cobrou e Courtois fez grande defesa.

Cavani entrou no lugar de Lucas. Ataque total parisiense. Oscar também entrou no lugar de Hazard. Ele foi lançado no campo de ataque, mas não conseguiu chegar na bola.

O Chelsea parecia feliz com o 1 a 1. Até que, faltando 10 minutos para terminar, Di María centralizou e lançou para Cavani, que bateu firme, rasteiro no canto esquerdo do goleiro belga do Chelsea. PSG 2 a 1.

O PSG tentou ampliar, pressionou, em vão. O Chelsea estava satisfeito com o placar, afinal, uma vitória inglesa por 1 a 0 os classifica para a próxima fase.

Vale lembrar que, na temporada 13/14, o PSG venceu em casa por 3 a 1 e perdeu em Londres por 2 a 0. Portanto, o gol fora de casa, pelo menos para o Chelsea, vale MUITO. Resta saber o que acontecerá em Stamford Bridge, no dia 9 de Março.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Arsenal 2 x 1 Leicester

Leia o post original por Mauro Beting

BPL Arsenal x Leicester_POSICIONAMENTO 1

Organização das equipes para a etapa inicial. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

No duelo entre o líder e o terceiro colocado da Premier League, melhor para os donos da casa. Em partida disputadíssima, o Arsenal venceu o Leicester com gol nos minutos finais, após substituições de Arsene Wenger. Claudio Ranieri e o Leicester continuam na liderança, agora com 2 pontos de vantagem para o Tottenham, vice-líder.

O jogo começou intenso. Arsenal começou em cima. Propondo o jogo, marcando em cima, em busca do gol, pressionando o Leicester que se fechava em duas linhas de 4.

Aos poucos, o Leicester começou a sair. Vardy quase abriu o placar pelo alto, após cruzamento de Albrighton. O jogo ficou aberto.

O Leicester se organizava no 4-4-2 em linhas com/sem a bola. Blocos médios com variação para altos, alternando entre marcação no campo de ataque e marcação na intermediária defensiva. Okazaki e Vardy ajudando na marcação. Ocupação dos espaços, compactação curta e saída rápida em velocidade.

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Flagrante das linhas compactas do Leicester, negando os espaços. (Reprodução Watch ESPN)

Já o Arsenal se portava no 4-2-3-1 com a bola. Blocos altos com variação para médios, pressionando no início da partida, mas perdendo intensidade com o tempo. O Arsenal optava pelas jogadas pelos flancos, principalmente pelo lado direito com Bellerin e Chamberlain, levando vantagem sobre a dupla defensiva esquerda do Leicester, Fuchs e Albrighton. O alvo era os cruzamentos para Giroud na área.

Giroud marcou, mas o bandeirinha, corretamente, anulou. Após cruzamento de Ozil, o centroavante dos Gunners marcou, em posição irregular. Os visitantes responderam com Kanté, que acertou belo chute na ponta esquerda, após avançar no campo de ataque, e fez Peter Cech fazer grande defesa.

No final da primeira etapa, um contra-ataque rápido do Leicester, após roubada de bola de Kanté, Vardy dominou na ponta direita, na grande área, fintou Monreal e caiu. O bandeirinha apontou a marca da cal. Pênalti para os visitantes. O artilheiro não perdoou. Leicester 1 a 0.

Fim da etapa inicial como queria o líder Leicester: Vencendo, abrindo 8 pontos para o segundo colocado e aplicando sua estratégia, com aplicação na marcação, recomposição, organização defensiva perfeita sem a bola e ofensiva com rápida transição veloz. Arsenal com domínio territorial, porém sem criar chances de gol (nenhum chute a gol da equipe mandante na primeira etapa).

O Arsenal voltou para o segundo tempo e quase abriu o placar, logo no início, com troca de passes na entrada da área, mas o chute saiu para fora. Arsenal buscando o gol a todo instante. Leicester começou a sair.

Simpson recebeu o segundo amarelo aos 53’min e, consequentemente, o vermelho. Leicester com um a menos. Com um a mais, a pressão do Arsenal seria ainda maior. Cláudio Ranieri foi obrigado a mexer. Tirou Mahrez e colocou o zagueiro Wasilewski. Okazaki também saiu. Gray entrou para reforçar o meio-campo.

BPL Arsenal x Leicester_POSICIONAMENTO 2

Panorama da etapa final. Pressão do Arsenal com um a mais. Vardy sozinho no ataque. (TacticalPad)

O Arsenal foi pra cima em busca do gol. Walcott entrou no lugar de Coquellin. Arsene Wenger queria o gol. Lançou seu time ao ataque. Rodava a bola de um lado para o outro. Tentava pelos flancos. Pressionando o Leicester. Sufocando. Encurralando.

Enquanto isso, Vardy ficava isolado no ataque dos visitantes, a espera de um contra-ataque ou de uma bola sobrada para, quem sabe, causar estragos na defesa do Arsenal.

O gol iria sair. De tanto insistir, saiu. Walcott empatou a partida. Após cruzamento na área, Giroud escorou e Walcott tocou por cima de Schemeichel e igualou o marcador.

Com o gol de empate, o Arsenal foi em busca da virada. Sufocando. Daí pra frente foi ataque contra defesa; Com Walcott pela direita, Giroud na frente, fazendo o pivô, buscando o jogo. Sanchez na esquerda e Ozil centralizado. Com muita movimentação, mobilidade, buscando abrir espaços para infiltração/penetração no compacto sistema defensivo. Kanté ainda teve uma chance, mas desperdiçou.

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Flagrante da recomposição no campo de defesa de Vardy após a expulsão de Simpson. (Reprodução WatchESPN)

Wenger ainda finalizou as três substituições, colocando Welbeck no lugar de Chamberlain. Foi só pressão dos Gunners. Schemeichel salvou o líder da Premier League duas vezes diante de Giroud. Primeiro em chute de bate pronto depois em cabeceio do centroavante do Arsenal.

E não é que brilhou a estrela de Arsene Wenger! No último lance, em cobrança de falta de Ozil, Welbeck subiu mais que a zaga visitante e testou firme, cuca legal. Arsenal 2 a 1.

No fim, vitória suada do Arsenal e briga totalmente aberta pelo título da Premier League.

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Flagrante do momento da cobrança do segundo gol do Arsenal. Brilhou a estrela de Wenger: Welbeck testou no fundo das redes. (Reprodução Watch ESPN)

ESCREVEU DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Juventus 1 x 0 Napoli

Leia o post original por Mauro Beting

Serie A TIM Juve x Napoli 13-02_POSICIONAMENTO 1

Em Turim, no Juventus Stadium, a equipe da casa recebeu o, até então, líder da Serie A, Napoli em jogo que valia a liderança do Campeonato. O duelo reuniu os técnicos Massimiliano Allegri e Maurício Sarri, da Juventus e Napoli, respectivamente.

O jogo começou aberto. Ambas as equipes buscando o gol. Juventus propondo, por estar em casa e por precisar da vitória para tomar a liderança do Napoli. Para isso, Massimiliano Alegri levou a campo a Juve no 4-4-2 em linhas sem a bola, com Pogba e Cuadrado nas pontas, e Dybala e Morata na frente. Khedira e Marchisio também compunham o meio-campo.

444 juve

Jogo disputado, muita marcação e pouco espaço. Juve marcando pressão a partir dos 20’min. Alta marcação, no campo de ataque, pressionando a saída de bola napolitana. Napoli compacta as linhas e tenta sair em velocidade.

Sem espaços, pouca finalização, prevalecendo os sistemas defensivos. Napoli com mais dificuldades de criar chances. Juve pressionando o portador da bola, principalmente no meio-campo.

Napoli no 4-3-3, com Higuain, Insigne e Callejón na frente. Jorginho, Allan e Hamsik formavam o tridente defensivo. Sem a bola, 4-4-2 em linhas, como na imagem abaixo.

442 Napoli

Aos 34’min, o Higuain quase marcou, após cruzamento de Callejón. Bonucci tirou para escanteio. As principais jogadas ofensivas napolitanas eram pelo flanco direito com Callejon, visando Higuain na área.

A partir daí, o Napoli alternou entre pressionar a saída de bola da Velha Senhora e compactar as linhas. A Juve, sempre que podia, pressionava a saída.

pressao juve
O segundo tempo começou mais aberto. Com as equipes querendo abrir o placar. A Juve tentava furar o bloqueio napolitano, na maioria das vezes com Pogba pela esquerda. Chiellini saiu machucado. Rugani entrou no seu lugar. O Napoli tentava tirar o zero do placar, pelo lado esquerdo, com as jogadas individuais de Insigne.

Alegri mexeu. Tirou Morata e colocou Zaza. Mais velocidade e mobilidade no ataque da Velha Senhora.

442 zaza

Aos 62, Pogba dominou na ponta esquerda, na entrada da área, dominou, ajeitou, e deu belo passe para Zaza, que bateu firme porém pra fora.

O jogo era bom e disputado. Mas faltava espaços. As defesas se comportavam muito bem. A Juve propunha mais o jogo, entretanto, assim como o Napoli, não encontrava espaços para infiltração/penetração nos sistemas defensivos adversários.

Aos 76’ min, Insigne saiu e entrou Mertens. Hamsik fechava o lado esquerdo defensivo do Napoli, ocupando o espaço para não ter ultrapassagem de Lichsteiner e Cuadrado (2×1).

Aos 80’min, chance boa para os napolitanos. Mertens bateu na entrada da área e quase abriu o placar para os visitantes. Os momentos finais, o Napoli teve a posse e a Juve recuou e buscou o contra-golpe. Alex Sandro entrou no lugar de Dybala.

Aos 87, o golpe fatal. Em jogada despretenciosa, Zaza avançou na intermediária ofensiva e acertou um chutaço, de fora da área, a bola desviou e entrou no fundo das redes de Reina. Juve 1 a 0. Mauricio Sarri ainda tentou o empate. Tirou Allan e colocou Gabbidini. Em vão.

A Juve aproveitou os últimos minutos, gastou o tempo, cavou falta e o tempo passou. Fim de jogo. Juve 1 a 0. Liderança para a Velha Senhora.

Benfica 1 x 2 Porto

Leia o post original por Mauro Beting

Liga ZON Sagres - Benfica x Porto 12-02_POSICIONAMENTO 01

Organização tática das equipes para o início da partida! Porto no 4-2-3-1 com a bola e Benfica no 4-4-2. (TacticalPad)

ESCREVE DANIEL BARUD —– @BarudDaniel

Na abertura da 22ª rodada do Campeonato Português, o Benfica recebeu o Porto no estádio da Luz. Comandado por Rui Vitória, que nunca venceu o Porto, o Benfica tinha no clássico, a chance de ampliar a liderança, enquanto o Porto, comandado por José Peseiro, que nunca tinha vencido na casa dos Encarnados, buscava a vitória para se aproximar dos líderes.

Enquanto o Benfica liderava junto com o Sporting, o Porto estava em 3º, há 6 pontos dos dois. Em caso de derrota dos Dragões, haveria 9 pontos de distância entre as equipes e 14 rodadas restantes.

O clássico no estádio da Luz não poderia começar diferente! Agitado, pegado, com entradas firmes e muita intensidade. Com os donos da casa tomando a iniciativa, com mais posse de bola, trocando passes no campo de ataque, com mais intensidade. Já o Porto se defendia e tentava criar suas chances de gol em velocidade, principalmente pelo flanco esquerdo, com Brahimi.

O Benfica foi a campo no 4-4-2 em linhas, com Mitroglu e Jonas no ataque, se movimentando bastante, ambos saindo da área, buscando o jogo, fazendo o pivô. Nas pontas, Nico Gaitán na esquerda e Pizzi na direita. Os volantes eram Renato Sanches, que construía e acelerava o jogo, atacava e defendia, junto com Samaris, que ficava mais na defensiva.

O gol dos Encarnados saiu aos 18’min, em passe em profundidade, após rápida transição encarnada, de Renato Sanches para Mitroglu, que tocou na saída de Casillas.

Sem título

Flagrante do 4-4-2 em linhas do Benfica. Jonas e Mitroglu no ataque isolado, fazendo com que a compactação se alongue.

O Porto foi a campo no 4-2-3-1, com Aboubakar no ataque. A linha de três meias era formada por André André centralizado, Brahimi na esquerda e Coroña na direita. Danilo e Héctor Herrera eram os responsáveis pela proteção da zaga e por fazer a transição defesa-ataque, respectivamente. Casillas salvava o Porto. Os flancos eram mais utilizados por Layún, que apoiava bastante com profundidade e amplitude, fazendo triangulações e criando oportunidades com Brahimi e André André, buscando Aboubakar na área. O gol da equipe visitante saiu por ali: o lateral esquerdo do Porto tocou para a entrada da área e achou Herrera, que acertou belo chute de fora da área. 1 a 1. Sem a bola, o Porto fechava duas linhas de 4, com Brahimi se juntando a Aboubakar no ataque.

442 Porto

Flagrante do lance do gol do Benfica: 4-4-2 em linhas do Porto em curto espaço. Chidozie foi perseguir Jonas e deixou Mitroglu no mano a mano com Maxi Pereira. Benfica 1-0.

A etapa inicial continuou bem equilibrada, com as equipes tentando e buscando o gol, principalmente pelos flancos (Pelo lado benfiquista, Eliseu era o mais acionado, enquanto Layún era o mais efetivado pelo lado dos visitantes). O Porto quando tinha a bola, preferia trocar passes com calma e tranquilidade, trabalhando a bola, rodando ela. Enquanto isso, o Benfica preferia o jogo mais incisivo, mais vertical, principalmente com os pontas e a transição rápida de Renato Sanches.

Entretanto, os sistemas defensivos, bem organizados, impediam o tento para ambos os lados. Entradas duras, ríspidas. Aos 30’min, a torcida pediu um pênalti após possível toque de mão do zagueiro Chidozie. O juiz mandou seguir. Mitroglu perdeu chance clara, dentro da área.

O primeiro tempo terminou. Com um Benfica mais controlador, porém, dando chances e espaços para criação das jogadas dos visitantes que, mesmo em desvantagem no placar e fora de casa, foram em busca do resultado.

A etapa final começou aberto. Com o Porto tentando marcar acionando Brahimi e o lateral Maxi Pereira, um Benfica compacto e saindo em transição veloz, com André Almeida e Pizzi pelo flanco direito e Eliseu e Gaitan pelo flanco esquerdo. Em rápido contra-ataque, o Benfica teve a chance de ampliar o placar, mas Casillas fez grande defesa e espalmou para escanteio.

Aboubakar quase ampliou. O Porto criava, mas esbarrava na defesa dos Encarnados. Até que aos 63’min, o camaronês, camisa 9 do Porto, não titubeou. Recebeu na entrada da área, adiantou e tocou na saída de Julio Cesar. Aboubakar. Porto 2 a 1.

Após sofrer o gol, o Benfica se lançou ao ataque, buscando o empate. Martín Indi quase marcou..contra. Casillas salvava o Porto com defesas milagrosas. O Porto recuou suas linhas e tinha o contra-ataque, mas não criava perigo ao Benfica, que tentava o empate a todo custo. Em vão. A pressão benfiquista perdeu força e o Porto voltou pro jogo. Sempre acionando Brahimi pelo flanco esquerdo.

Nos minutos finais, o tempo esquentou. A rivalidade aflorou. O bicho pegou. André Almeida arrumou encrenca com Layún. O juiz tomou as rédias e deu amarelo para os dois. Correto.

No fim, vitória dos visitantes, quebra de um tabu de 5 jogos do Porto sem vencer no estádio da Luz e retorno do Porto à briga pelo título português.

ESCREVEU DANIEL BARUD —– @BarudDaniel

capa

Capa do Jornal A Bola de Portugal, neste domingo, 13 de Fevereiro de 2016.

Copa do Rey: Barcelona 4 x 1 Espanyol

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Copa do Rey Barça 2x1 Espanyol_POSICIONAMENTO 1

Formações táticas iniciais das equipes. Barça no 4-3-3 e Espanyol no 4-4-2 em linhas. (Tactical Pad)

Na estréia de Arda Turan, o Barcelona enfrentou o Espanyol pela Copa do Rey. O Barça foi a campo no tradicional 4-3-3, com o meia turco entre os titulares, depois de ter ficado todo início da temporada 15/16 sem atuar, devido a punição da FIFA, imposta ao Barça.

O Barça começou intenso, marcando em cima, com posse de bola, pressionando no campo do Espanyol. Mas quem aprontou mesmo foram os visitantes. Organizado no típico 4-4-2 em linhas, o Espanyol foi a Catalunha disposto a aprontar. Tanto que aos aos 9’min, em rápido contra-ataque, os Blanquiblaus abriram o placar, com o equatoriano Felipe Caicedo, após belo passe de Marco Ascenio.

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Flagrante da reprise do contra-ataque veloz do Espanyol. Piqué e Mascherano no mano a mano. Recomposição defensiva barcelonista falhou.

O Barcelona não se apavorou. Continuou intenso no campo de ataque, dominando as ações e, logo em seguida, empatou com Messi, aos 12’min, após troca de passes na entrada da grande área do Espanyol. Suárez tocou para Neymar, que deixou para Iniesta achar a infiltração de Messi. Barça 1 a 1.

Disciplinado e aplicado taticamente, os visitantes ocupavam bem os espaços e tentavam não dar espaços para penetração/infiltração catalã pela faixa central do campo, o que seria fatal. Transição ofensiva rápida era a arma da equipe visitante, que não abdicava de atacar, apesar de cometer bastante faltas (11 a 7 para os visitantes).

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Flagrante do 4-3-3 na fase defensiva, com linhas próximas, compactas, fechando bem os espaços. Espanyol atacando com 6 jogadores.

O tridente ofensivo era bastante acionado, principalmente Neymar, com suas entradas em diagonal, fazendo o facão. Pelo lado dos Periquitos da Catalunha, as ações ofensivas viasavam o flanco direito de ataque, aproveitando os espaços deixados por Jordi Alba. Neymar distribuia dibles e sofria faltas e pontapés. Entretanto, o juiz deixava o jogo seguir.

O Barça comandava o jogo, controlando com a posse, mas não conseguia furar o bloqueio visitante. No final da primeira etapa, um bate boca na área do Espanyol, após escanteio barcelonista, Arda Turan deixou o pé no goleiro Pau López, mas quem arrumou confusão foi Luiz Suárez. Amarelo para o atacante uruguaio e para o goleiro do Espanyol.

No intervalo, substituição no Espanyol: Marco Ascenio saiu e entrou Salva Sevilla. Barça controlando a etapa final. Como de costume. Piqué amplia o placar aos 48. Iniesta, mais uma vez com uma visão de jogo extraordinária, achou Messi em profundidade, indo a linha de fundo, que só teve que cruzar para ozagueiro completar para o fundo do gol.

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Mais um flagrante da marcação alta blaugrana, pressionando a saída de bola adversária, induzindo ao erro.

O Barça controlava o jogo, com o domínio amplo da posse de bola e criava as oportunidades da partida. Com muitas ações pelo flanco esquerdo, com muita participação de Iniesta, Neymar e Messi. Suárez estava meio apagado.

Aos 67’min, Rakitic entrou e o estreante Arda Turan saiu. Aleix Vidal também estreiou. Daniel Alves saiu para ele entrar. Aos 72’min, Hernán Perez foi expulso, após entrada maldosa em Jordi Alba. Aos 74’min, outra expulsão pelo lado dos visitantes. Diop recebeu o segundo amarelo após discussão com Suárez. Desnecessária.

O Barça se manteve em cima, tentando ampliar o placar. Suárez perdeu chance clara. O Espanyol naõ teve chances na etapa final. Quando tinha a bola, a marcação era firme. Aos 87’min, Neymar fez o quarto e fechou o caixão. Alba pressionou, Neymar recuperou, tocou para Messi que lançou para o camisa 11 catalão que bateu firme na saída do goleiro.

O jogo de volta está marcado para o dia 13 de Janeiro, na casa do Espanyol, no Power Stadium.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Wolfsburg 3 x 2 Manchester United

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Em jogo valido pela 6ª e última rodada da fase classificatória da Champions League, o Wolfsburg, de Dieter Hecking, recebeu o Manchester United, comandado por Louis Van Gaal, valendo vaga para a próxima fase da competição. No final das contas, os ingleses saíram eliminados e o Wolfsburg avançou como líder do grupo e dará trabalho para os grandes europeus nas oitavas. Pode aprontar. O PSV foi o segundo classificado.

O confronto começou muito movimentado, com o Wolfsburg tomando a iniciativa, criando as primeiras oportunidades e o United se portando mais na defensiva, marcando mais porém, não abdicando do ataque, saindo rápido para os contra-ataques.

Com 2minutos, Max Kruse desviou de cabeça, deixou para Schurrle, que isolou, perdendo grande chance de abrir o placar para os donos da casa.

Taticamente, os Lobos foram a campo no 4-2-3-1 movimentado, com boa participação do quarteto ofensivo, muito dinamismo, versátil, movimentando bastante. Diferentemente da escalação inicial, Dieter Hecking, técnico da equipe alemã, colocou Kruse na referencia, fazendo bem o pivô, saindo da area, buscando o jogo, em vez de Schurrle. Na linha de três meias, Vieirinha na direita, Draxler centralizado e Schurrle na esquerda.

UCL 15-16 Rodada 6 Wolfsburg x Manchester United_POSICIONAMENTO 1


Louis Van Gaal levou a campo sua equipe também no 4-2-3-1/4-1-4-1, com Fellaini e Schweinsteiger na volancia, fazendo a transição ofensiva inglesa. Nas variações, o belga era mais ofensivo, com o meio-campista alemão ficando mais na defensiva. Juan Mata era o principal armador na linha de três e o mais participativo, acionando e organizando as ações ofensivas inglesas .

Aos 9minutos, Martial recebeu em profundidade, após belo lançamento rasteiro de Juan Mata e tocou na saída do goleiro Bengalio. United 1-0.

Na sequencia, aos 13, após cobrança de falta de Ricardo Rodriguez, o zagueiro Naldo acertou belo chute, batendo de primeira, no canto esquerdo de De Gea. 1-1.

O jogo era movimentado. Muita velocidade, transições rápidas e boas trocas de passes por ambos os lados. Com o Manchester criando mais, por necessitar da vitória (para não depender do jogo do PSV par se classificar) e tendo mais posse de bola. O Wolfsburg tinha algumas dificuldades para sair em contra-ataques.  Dieter Hecking teve de tirar Ricardo Rodriguez, que saiu lesionado, para a entrada de Schäfer.

Aos 26minutos, após cobrança de escanteio, Fellaini cabeceou firme e Benaglio espalmou, e Vierinha tirou o perigo.

Após bela jogada de Draxler que, na entrada da área, tabelou com Vieirinha, que entrou na grande área e, sozinho, tabelou, novamente com Draxler, empurrando pro fundo das redes. Wolfsburg 2-1, aos 29minutos da etapa inicial.

E, com a derrota, o United estaria sendo eliminado, no confronto direto com os holandeses do PSV.

Draxler perdeu chance clara, aos 38minutos, após belo contra-golpe, com um saída de bola errada de Schewinsteiger, Schurrle dominou, carregou a bol e deixou Draxler sozinho, que limpou a jogada e bateu em cima de De Gea. Na sequencia a zaga afastou o perigo.

Van Gaal se viu obrigado a mexer na lateral esquerda, pois estava sem jogador na posição. Darmian estava improvisado.

O Manchester United tinha a posse, mas não era efeito, não furava as linhas alemã. Até que, aos 45minutos da etapa inicial, Juan Mata cruzou para grande área visando o cabeceio de Martial, entretanto, a bola foi direto pro gol, sem tocar no atacante, que estava impedido. O juiz deu gol, o bandeirinha levantou a bandeira, eles conversaram e o juiz anulou, confirmando a marcação do bandeirinha, que viu participação de Martial no lance.

E o primeiro tempo terminou com o United sendo eliminado.

Para o segundo tempo, o United voltou pressionando. Com mais posse de bola, precisava da vitória.

Aos 36minutos da etapa final, Guilavogui marcou contra, após cobrança de escanteio. O resultado ainda não era o suficiente, pois o PSV vencia na Holanda. E, na sequência, Naldo colocou a equipe verde na frente, de novo. Após cobrança de escanteio, o zagueiro brasileiro subiu mais alto e testou firme cuca legal, colocando os alemães na frente novamente, aos 39minutos do segundo tempo.

Nos minutos finais, o Manchester se lançou ao ataque, tentando marcar o gol, alçando bolas na área alemã, sem sucesso. O Wolfsburg se salvava como podia. Quando tinha a posse, a equipe alemã prendia a bola no campo de ataque, cobrando falta curta, gastando o tempo.

No fim, eliminação inglesa. Primeira vitória do Wolfsburg para cima do United na história. Inédita classificação alemã para o mata-mata da Champions League.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel