Arquivo da categoria: federação paulista de futebol

Projeto por cerveja nos estádios opõe vereadores evangélicos e FPF

Leia o post original por Perrone

A Federação Paulista de Futebol trabalha nos bastidores pela aprovação do projeto de lei que autoriza a venda de cerveja nos estádios de São Paulo, mas enfrenta como um dos principais obstáculos a bancada evangélica na Câmara Municipal.

No dia 7 de outubro de 2015, o projeto de autoria do deputado Toninho Paiva (PR) foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal. Porém, como em todos os casos, é necessária uma segunda votação, que não aconteceu até agora.

A proposta está parada aguardando para entrar na pauta, o que depende de costuras políticas. É aí que entra a bancada evangélica, contrária a leis que estimulem ou facilitem o consumo de álcool.

“Vamos trabalhar frontalmente contra esse projeto novamente. Tenho vários instrumentos para impedir (a aprovação). Assim que eles tentarem de novo vamos metralhar o projeto”, afirmou Eduardo Tuma (PSDB), um dos vereadores da bancada evangélica.

Presbítero da Igreja Bola de Neve, ele vê o grupo mais forte do que na primeira votação. “Antes eram nove vereadores evangélicos. Agora são 14”, disse ele. A câmara tem 55 cadeiras. Os projetos que vão à votação precisam de maioria simples para serem aprovados.

Por que não?

“A cerveja é uma droga lícita, mas não deixa de ser uma droga. As igrejas trabalham na recuperação de dependentes químicos, de alcoólatras. Permitir a venda nos estádios é estimular a dependência”, disse o vereador ao justificar o posicionamento dos evangélicos contrário ao projeto.

No outro lado da trincheira, Paiva minimiza a força dos colegas ligados a igrejas. “O problema não é a bancada evangélica. O que precisamos é que o presidente da câmara coloque o projeto na pauta (para votação)”, afirmou o vereador do PR.

Procurado por meio da assessoria de imprensa da presidência da câmara, Milton Leite (DEM) disse apenas que não há previsão para o projeto ser votado.

Na tentativa de acelerar o processo, Paiva declarou que já promoveu um encontro entre os presidentes da câmara e da FPF, Reinaldo Carneiro Bastos. “Levei o Milton para almoçar na federação faz uns dois meses, e ele disse que colocaria o projeto na pauta, mas parou nisso”, afirmou Paiva.

Por que sim?

O departamento de comunicação de FPF confirma que a entidade tem interesse na aprovação da volta da cerveja nos estádios. No entendimento da entidade, a liberação facilita a candidatura da cidade para receber grandes eventos, como a Copa América e a final da Libertadores em partida única, se essa ideia vingar. A tese é de que seria mais prático liberar definitivamente do que conseguir a liberação esporádica, como foi na Copa do Mundo.

A aprovação interessa diretamente a Corinthians, Palmeiras e São Paulo, que poderiam lucrar mais com a venda da bebida em seus estádios.

“A proibição é um castigo para quem gosta de futebol. Do lado de fora, vendem de tudo. O torcedor bebe o que quer, fuma o que quer, cheira o que quer. Ele espera até cinco minutos para entrar no estádio e não gera receita para o seu clube”, declarou Paiva justificando, em parte, a autoria de seu projeto.

A proposta é liberar a comercialização em espaços determinados dentro dos estádios antes, nos intervalos e depois dos jogos.

Se a batalha pela volta da cerveja for vencida na câmara, seus defensores podem ter outros problemas. Lei estadual de 1996 também proíbe a comercialização e o estatuto do torcedor  impõe barreiras ao consumo da bebida durante os jogos.

MP pede que SPFC e FPF paguem R$ 8,2 milhões por acidente no Morumbi

Leia o post original por Perrone

São Paulo e Federação Paulista de Futebol são alvos de uma ação civil pública proposta pelo promotor Marcus Vinicius Monteiro dos Santos (Habitação e Urbanismo) por conta da queda de torcedores no Morumbi provocada pelo rompimento de uma grade em 2016. Ele pede que clube e FPF sejam condenados a pagar solidariamente indenização por danos sociais igual ao dobro da receita bruta gerada pela partida entre o time paulista e o Atlético-MG em 11 de maio do ano passado, quando aconteceu o acidente. A arrecadação com a venda de ingressos foi de R$ 4,1 milhões.

O MP teve negado em primeira instância, no dia 18 de abril, pedido de interdição do Morumbi por meio de liminar até que São Paulo e federação apresentassem laudos comprovando que o estádio oferece segurança aos torcedores.

A segunda Vara Cível da capital paulista entendeu que não havia provas de que as partes não tinham tomado providências em relação à segurança do local e determinou que elas se manifestassem.

Caso a justiça conceda o pagamento de indenização por dano social (quando há lesão ao bem-estar coletivo), o valor irá para o Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.

O promotor também pede que São Paulo e FPF indenizem todos os torcedores que caíram de um dos setores do Morumbi no dia do acidente por danos materiais e morais sofridos, mas não estipula o valor. Pelo menos três entraram com ações individuais contra o clube. Foram cerca de 30 envolvidos.

Renato Acacio de Azevedo Borsanelli, juiz responsável pelo caso, pediu que o promotor justificasse a inclusão da federação como ré, pois o estádio pertence ao São Paulo. Entre os motivos, ele alegou que a entidade tinha à sua disposição um laudo técnico demonstrando existir problemas de segurança no Cícero Pompeu de Toledo e deixou de tomar providências. Na inicial, o promotor já havia citado laudo de vistoria de engenharia feito no Morumbi em 2015 por um engenheiro civil e disponível no site da FPF que apontava irregularidades em guarda-corpos semelhantes ao que se rompeu no acidente mas em outro setor do estádio.

Procurado pelo blog, o departamento de comunicação da FPF emitiu a seguinte nota:

“A federação Paulista de Futebol Interdita ou libera estádios com base única e exclusivamente nos laudos técnicos elaborados pelas autoridades competentes, como de PM, engenheiros responsáveis e do Corpo de Bombeiros. No caso do estádio do Morumbi, todos os laudos emitidos pelas autoridades à época do acidente autorizavam o estádio para a realização de jogos com a liberação total do espaço”.

Por sua vez, a assessoria de imprensa do São Paulo disse que o clube ainda não havia sido citado pela Justiça e por isso não se manifestaria. Porém, listou uma série de medidas tomadas após o acidente, como a instalação de hastes adicionais nos guarda-corpos e reforçou todas as estruturas, chumbando as hastes no concreto e garantido que elas fossem devidamente enterradas. A queda de torcedores aconteceu após o rompimento de um guarda-corpo que havia sido soldado.

Tricolor foi muito beneficiado pela Federação! Mas não tem culpa…

Leia o post original por Craque Neto

A Federação Paulista de Futebol divulgou hoje os jogos das quartas-de-finais do Paulistão 2017. E pra surpresa de todo mundo e a pedido do próprio presidente do Linense, os dois jogos contra o São Paulo serão no estádio do Morumbi. Se levar em consideração que a pontuação da primeira fase soma com as fases seguintes para fins de decisão de mando de jogo em fases decisivas, acho um tremendo errou essa postura. Vejam bem, o São Paulo não tem culpa nenhum disso. Até jogaria em Lins e tinha tudo para vencer os dois jogos. Mas atuar as duas partidas dentro […]

O post Tricolor foi muito beneficiado pela Federação! Mas não tem culpa… apareceu primeiro em Craque Neto 10.

Mal tratados em Osasco

Leia o post original por Odir Cunha

Sede, desconforto, insegurança – assim o torcedor foi tratado no pequeno Estádio José Liberatti, em Osasco, sem capacidade nem estrutura para receber um jogo de final de Campeonato Paulista. Veja neste vídeo do conselheiro Rachid Bourdoukan como os torcedores santistas sofreram para acompanhar o primeiro jogo da decisão do Campeonato Paulista.

Torcedores compraram ingressos para um setor demarcado para a torcida do Santos, mas não puderam entrar no estádio por usarem camisas do time. Uma criança tinha sede, mas não havia água para comprar; torcedores tinham fome, mas a lanchonete estava fechada; uma multidão tentava entrar no minúsculo banheiro, mais lotado do que coletivo na hora do rush…

Ingressos numerados? Lugares reservados para deficientes? Esqueça (veja na comemoração do gol do Santos uma muleta ser agitada). O Estatuto do Torcedor foi esquecido pela Federação Paulista de Futebol, presidida por Reinaldo Carneiro Bastos; pelo Santos Futebol Clube, do presidente por Modesto Roma, e pelo Audax, de Vampeta. Os três foram irresponsáveis.

Por não fazer o óbvio, que seria marcar os dois jogos para um estádio maior, como Pacaembu ou Morumbi, a Federação, o Santos e o Audax colocaram os torcedores dos dois times, principalmente os santistas, no caso os visitantes, em uma situação de risco.

Lamentável, mais uma vez, a participação de Modesto Roma em uma negociação importante para o Santos. No ano passado, o time já perdeu a Copa do Brasil por consentir com o adiamento da final, e perdeu também a vaga para a Copa Libertadores por usar reservas em jogos decisivos do Campeonato Brasileiro.

Agora, além de correr o grande risco de ser derrotado na primeira partida da final, Roma ainda obrigou seus torcedores a passar situações dramáticas em Osasco. E tudo isso para quê? Para jogar a segunda partida na Vila Belmiro, único estádio em que os jogadores do Santos, e essa diretoria que pensa pequeno, têm confiança em si mesmos. Uma vergonha.

A necessidade de vencer aumentará a pressão sobre o Santos na Vila. Devemos ter confiança na vitória porque o Santos é melhor e tem melhores jogadores do que o Audax, mas o normal era já ter vencido a primeira partida – o que não ocorreu devido às circunstâncias especiais provocadas pela precariedade do estádio, no qual o ambiente hostil aos santistas até pressionou o árbitro Flavio Rodrigues de Souza para cometer erros importantes contra o Alvinegro Praiano, como um pênalti não marcado em Gustavo Henrique, um cartão amarelo ignorado e um impedimento mal assinalado. Jogar em La Bombonera teria sido mais tranquilo. Na Vila nenhum árbitro será louco de prejudicar tão escandalosamente o Santos.

Ronaldo Mendes mais 10

Como em uma final é preciso determinação e confiança na vitória, sugiro que Vitor Bueno seja substituído por Ronaldo Mendes, o jogador mais motivado do Santos no momento. Caso Lucas Lima não possa jogar, que Ronaldo seja escalado. Essa é uma partida em que os jogadores terão de se empenhar além da conta, no ataque e na marcação, movimentando-se bastante, mesmo sem bola. Não dá para ser campeão só cercando, marcando de longe, porque o Audax vai correr bastante e tentar fechar os espaços.

A técnica mais aprimorada e a experiência dos jogadores do Santos, aliadas ao gritos constantes da torcida, só farão a diferença se cada jogador santista se atirar à bola com vontade. E inteligência. Não se pode esquecer que, apesar da longa invencibilidade na Vila Belmiro, muitos dos jogos nesse período terminaram empatados, o que levaria o jogo para a dramática e imprevisível disputa por tiros diretos da marca do pênalti caso uma igualdade volte a ocorrer nesse domingo.

Empatar no caldeirão de Osasco obriga o Santos a vencer domingo. É o único resultado que se espera de um time que fez uma campanha bem superior, tem jogadores mais gabaritados e muito mais bem remunerados, e uma torcida que é mil vezes maior do que a do seu rival.

Promoção do livro Time dos Sonhos vai até 10 de maio

Tenho recebido alguns e-mails de santistas inconformados com o fim da promoção do livro Time dos Sonhos – dentre eles o comovente apelo do garoto Wellington, de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Nessa promoção, o leitor tem direito ao livro, de 528 páginas, chamado de “A Bíblia do Santista”, com dedicatória, sem despesa de correio, e ainda ganha a versão eletrônica do livro Donos da Terra, tudo isso por apenas 68 reais, que podem ser pagos parceladamente.

“Não tem lógica o senhor acabar com a promoção antes do Santos ser campeão. Será o meu primeiro livro do Santos, senhor Odir, não acabe a promoção”, pediu o Wellington. Pediu, e será atendido. Será um presente do Blog do Odir para o santista comemorar esta oitava final consecutiva do Campeonato Paulista e, se tudo correr bem, mais um título estadual.

Time dos Sonhos + dedicatória + frete pago + Donos da Terra (versão eletrônica) por apenas 68 reais! Mas só até o dia 10 de maio. Compre já!
DonosdaTerra Neste momento especial da história do Santos, em que o Alvinegro Praiano chega à sua oitava final consecutiva do Campeonato Paulista, presenteie a você mesmo, ou a um(a) santista querido(a), com um exemplar de Time dos Sonhos e ainda ganhe uma versão eletrônica do livro Donos da Terra. Clique aqui para saber como adquirir o seu exemplar de Time dos Sonhos – uma autêntica Bíblia Santista, de 528 páginas – sem nenhuma despesa de correio e com dedicatória do autor, por apenas 68 reais. E ainda receba, gratuitamente, o e-book do livro Donos da Terra.
Promoção se encerra dia 10 de maio!

E você, o que acha disso?


Técnicos não podem mudar de equipe durante Paulista-2016

Leia o post original por Quartarollo

Congresso Técnico da Federação Paulista de Futebol, entre outras coisas, deliberou que os clubes que disputarão o Campeonato Paulista-2016 não poderão trocar de técnico entre si.

Foi uma proposta do presidente do Palmeiras, Paulo Nobre.

A coisa então fica assim: Se ele demitir Marcelo Oliveira durante o Campeonato, o treinador não poderá trabalhar em outro time que esteja disputando a competição, mas também terá que comprovar que pagou tudo o que devia ao profissional.

A medida visa a primeira vista acabar com a dança dos treinadores, mas será que acaba mesmo?

É um item que não tem nada a ver diretamente com o Campeonato na verdade.

Tem a ver com problema trabalhista e talvez aí resida um complicador. Juridicamente um clube pode impedir que seu ex-técnico vá trabalhar no concorrente no mesmo campeonato?

Se estiver no regulamento todos vão cumprir? E se não cumprirem qual é a sanção?

A proposta tem ótima intenção, mas acima de tudo é preciso que os clubes deem respaldo aos seus treinadores para fazerem o seu trabalho.

Vale lembrar que no ano que vem 6 equipes cairão para a série A-2 de 2017 e subirão apenas duas para a Série A-1, o que quer dizer que seis treinadores no mínimo estarão na berlinda no fim da competição.

A ideia é ter um Campeonato mais enxuto e com melhores jogos em 2017 com apenas 16 equipes.

O formato atual será mantido para o próximo ano. Serão 20 equipes divididas em quatro grupos e se classificam os dois primeiros para as quartas que terão um jogo só para decidir qual time vai às semifinais que também serão jogadas numa partida só.

As finais terão dois jogos. O Campeonato começará no dia 31 de janeiro e terminará no dia 8 de maio.

Outro item interessante é que foi mantido o número de apenas 28 jogadores inscritos por equipes, mas em caso de contusão grave pode haver substituição.

Os grupos ficaram assim:

Grupo A: Santos, Botafogo, São Bento, Linense e Oeste, de Itápolis.

Grupo B: Palmeiras, Ponte Preta, Ituano, São Bernardo e Novorizontino.

Grupo C; São Paulo, XV de Piracicaba, Audax, Capivariano e Ferroviária.

Grupo D: Corinthians, Red Bul Brasil, Mogi-Mirim, Rio Claro e Água Santa.

O Água Santa tem uma pendência ainda. Tem que comprovar com documentos quef no seu estádio cabem pelo menos 10 mil torcedores.

Caso contrário entra o Mirasol no seu lugar.

Por que o maior medo dos santistas é a arbitragem

Leia o post original por Odir Cunha


Marcelo Rogério e Valdívia, ambos do time da Crefisa, durante jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

Sinto que muitos santistas ficaram bem desconfiados depois do primeiro jogo da decisão, no estádio palmeirense. A arbitragem de Vinicius Furlan, extremamente danosa ao Santos, foi decisiva para a vitória do time da casa e aumentou o temor de que as coisas já estejam encaminhadas neste Paulistão.

Por tudo que se ouve e se lê, parece que os “astros” estão convergindo para tirar o Palmeiras de uma fila sem títulos. Do site Yahoo Esportes leio a seguinte frase de um artigo do colunista Jorge Nicola: “O mais curioso é que nenhum outro clube tem tão boa relação com a cúpula da FPF quanto o Palmeiras. A sintonia tem a ver com a amizade entre Nobre e Marco Polo Del Nero… Del Nero votou em Nobre nas últimas duas eleições presidenciais do Verdão. Sucessor de Del Nero na Federação, Reinaldo Carneiro Bastos também é alinhado ao Palmeiras…).

Então, temos uma Federação simpática ao Palmeiras? Isso não é novidade, já que se chegou ao cúmulo de o clube da Água Branca e a equipe de árbitros estampar no uniforme o mesmo patrocínio da Crefisa. Imagine o Museu Pelé com seu nome nas camisas do trio de arbitragem e o Santos, com o mesmo patrocínio, decidindo o título em casa, ao lado do Museu do Rei do Futebol… Seria uma falta de ética incrível, não é mesmo? Pois é o que está havendo, só que do outro lado.

O que posso dizer, sem tirar os méritos do Palmeiras, é que o alviverde realmente tem tido, digamos, muita sorte com as arbitragens, que têm errado em lances capitais a seu favor. Na partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, pelas quartas-de-final, já se anulou equivocadamente o gol do time do Interior, que terminaria o primeiro tempo com a vantagem de 1 a 0.

Sei que alguns árbitros, como Sálvio Spínola, mais um que veio do futebol para virar jornalista esportivo, dizem que houve falta em Fernando Prass, porque ele já estava com a bola dominada naquele gol do Botafogo. Mas não mesmo. Quantas vezes você já não viu, querido leitor e leitora, um goleiro fazer uma ponte, dominar a bola com categoria, e soltá-la ao cair ao gramado? Pois a defesa só está completa quando o lance termina e o goleiro tem a bola totalmente dominada.

Naquela jogada da partida do Botafogo, ato contínuo ao pegar a bola, Prass se chocou contra o jogador adversário e a soltou, propiciando o gol contra sua equipe. Em nenhum país do primeiro mundo do futebol seria marcada falta naquele lance.

Dois pesos e duas medidas

Vamos, agora, ao jogo deste domingo, em que Vinicius Furlan aplicou dois pesos e duas medidas em várias jogadas, invariavelmente beneficiando o time patrocinado pela mesma empresa que patrocina o departamento de árbitros da Federação Paulista de Futebol. Logo no início, causou espécie a inversão de dois laterais, um deles contrariando a sinalização do bandeirinha, que confirmava o arremesso para o Santos.

Cobrado rapidamente, quando os jogadores do Santos já tomavam posição de ataque, o lateral pegou a defesa santista desprotegida e quase provoca um lance de gol para o Palmeiras. Depois, houve o impedimento mal marcado de Geuvânio, que teria a oportunidade de penetrar pela esquerda, levando perigo à meta palmeirense.

Isso tudo logo nos primeiros minutos, enervando os jogadores do Santos e criando um clima de insegurança na equipe. Pois, experientes que são, jogadores profissionais de futebol sabem que no dia em que a arbitragem está errando muito para o adversário, tudo fica muiiito mais difícil.

Então, aos 29 minutos de um jogo equilibrado e até certo ponto amarrado, em que o Palmeiras não tinha dado um único chute ao gol, veio o lance que abriu o marcador. Já falei sobre ele e volto a repetir: um jogador que recebe a bola naquelas circunstâncias e faz um corta-luz que engana o defensor e favorece a penetração de seu companheiro, obviamente influiu na jogada e, como estava em impedimento, a jogada deveria ter sido imediatamente paralisada pelo bandeirinha – que, diga-se de passagem, estava a dois metros dela.

Depois, em outro lance decisivo, tivemos a marcação do pênalti e a expulsão do zagueiro do Santos, Paulo Ricardo. Nessa hora, todos nós sabemos que a marcação depende dos humores do árbitro. Se ele quiser, marca quando a falta começou, bem fora da área; se também quiser, dá o cartão amarelo. Mas, se preferir, dá pênalti e expulsa o defensor, usando da maior severidade que a regra lhe confere. Okay. Vamos aceitar que tenha agido corretamente neste caso.

Porém, se a intenção do árbitro era seguir a regra à risca, deveria, no mínimo, ter aplicado o cartão amarelo, por simulação, ao jogador palmeirense que deu um salto acrobático quando foi marcado por Geuvânio na área santista. Você já viu um jogador ser calçado e, ao invés de cair ao chão, voar pelos ares? Pois foi exatamente isso que o palmeirense fez, tentando forçar um pênalti no qual nem foi tocado, jogando o estádio lotado contra a arbitragem.

Aliás, vendo e ouvindo as reclamações de alguns palmeirenses da mídia, fico aqui pensando quantos gols irregulares, quantos pênaltis e quantas expulsões de santistas eles ainda queriam para achar que a arbitragem de Vinicius Furlan foi boa para eles?

Enfim, como todo santista, eu só quero que a arbitragem na Vila Belmiro seja justa, imparcial, e que ganhe o melhor time. E, é claro, que o título fique com a melhor equipe ao longo de todo o campeonato. E quero também que o Santos entre em campo com o mesmo espírito que o levou ao título brasileiro de 2004: que às vezes é preciso marcar dois gols para valer um.

Vladimir

Contra o Palmeiras, por duas vezes Vladimir foi abalroado por jogadores adversários ao interceptar um cruzamento. Esta foi uma delas. Em nenhuma das oportunidades foi marcada falta no goleiro santista. Fernando Prass já teve mais sorte contra o Botafogo de Ribeirão Preto (Ivan Storti/ Santos FC).

E você, acha que o santista tem motivos para temer a arbitragem na Vila?


Timão na lanterna do Brasileiro? Irregularidade no registro de Petros pode causar problemas para o Corinthians no STJD! Mas, afinal, de quem é a culpa: do clube, da Federação Paulista ou da CBF? Enquanto isso, o Santos também fica sem técnico!

Leia o post original por Milton Neves

porco

Xiiii, corintianos…

É melhor parar de brincar com os palmeirenses, que acabaram de perder o técnico e flertam com a zona de rebaixamento do Brasileiro.

Afinal, uma irregularidade no registro do meia Petros pode deixar o Corinthians em situação muito mais delicada que a do Verdão.

Entenda: segundo matéria do jornal Lance!, o nome de Petros foi publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF antes de o contrato do jogador entrar em vigência.

A publicação ocorreu no dia 1º de agosto, sexta-feira, enquanto o novo contrato do meia passou a valer dia 2, sábado, quando não ocorre atualização no BID.

Como o jogador aparecia no boletim, o Timão o escalou na partida diante do Coritiba, dia 3, domingo.

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem do Lance!, se a irregularidade for comprovada, Petros não teria condições de jogo desde então.

Assim, caso o Corinthians seja considerado culpado, o clube perderá 21 pontos no Brasileiro (por ter escalado o jogador em seis partidas) e ser eliminado da Copa do Brasil (Petros atuou diante do Bahia e diante do Bragantino).

Com isso, o Timão ficaria com 11 pontos na tabela do Brasileirão, quatro a menos do que o Vitória, atual lanterna do campeonato.

Complicado, hein?

Mas há também a possibilidade de a culpa cair nas costas da CBF ou da Federação Paulista de Futebol.

Aí, a entidade responsabilizada teria que pagar uma multa.

Mas e então, amigo internauta?

Para você, quem é o culpado neste caso?

Corinthians, CBF ou Federação Paulista?

E o Santos surpreendeu a todos no final da tarde desta terça-feira.

O Alvinegro da Vila Belmiro demitiu Oswaldo de Oliveira, que perdeu quatro dos últimos cinco jogos do Brasileirão.

Agora, o mais cotado para assumir o Peixe é Enderson Moreira, que estava quase certo com o Vasco, mas não chegou a um acordo com o Cruzmaltino.

Opine!

Quem será o homem?

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 06/01/1982

Marin e NabiTodos querem saber quem será indicado para dirigir a próxima Assembléia Geral da FPF. Muitos nomes foram citados, mas todos vetados por ambas as partes.

Henry Aidar foi chefe da Casa Civil de Laudo Natel, vetado por Marin; José Ermírio de Moraes Filho já se declarou favorável a Nabi, vetado por Marin; Armando Ferrentini, amigo de Márcio Papa, vetado por Nabi; Mário Amato, presidente da CRD, amigo de Marin, vetado por Nabi; Ulisses Gouveia. Membro da CRD, defende Marin, vetado por Nabi; Nélson Duque, diretor do Palmeiras e votou em Nabi, vetado por Marin; Esmeraldo Tarquinio, dirigente do Santos, opositor de Rubens Quincas, vetado por Nabi; Osvaldo Teixeira Duarte, ex-candidato à presidência da FPF, mas hipotecou apoio a Marin, vetado por Nabi… Muitos outros nomes “menos votados” foram lembrados, mas todos vetados por Marin ou por Nabi.

Talvez a solução seja um homem de outro Estado, mas quase todos os esportistas já tomaram uma posição, contra ou a favor… Caberá à CBF indicar o futuro presidente da Assembléia Geral e será quase impossível Giulite Coutinho encontrar no fundo da cartola um nome que seja neutro, que agradece aos dois lados. Quem será o homem?

Nabi e Marin iniciam luta pela sucessão na FPF

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 29/10/1981

Marin e NabiComeçou ontem, oficialmente a luta pelo poder na Federação Paulista de Futebol. O presidente Nabi Abi Chedid confirmou ontem a sua candidatura à reeleição, e o vice-governador do Estado de São Paulo, José Maria Marin, foi comunicar sua indicação de opositor e candidato nas próximas eleições federacionistas.

Nabi disse que “não sabia da visita de Marin, mas estou disposto a recebê-lo nesta casa”. O vice-governador chegou acompanhado de muitos assessores palacianios, além de sue companheiro de chapa – vice-presidente – Waldemar Bauab (dirigente do XV de Jaú).

Inicialmente, foi um encontro cordial e político, mas depois o rumo foi desviado. Com exclusividade, A GAZETA ESPORTIVA apresenta na íntegra todo o encontro de ontem. Aqui o leitor terá os protestos, as ameaças, as denúncias, e até os elogios políticos. Como sempre, os dois lados são ouvidos. E o início oficial da guerra pelo poder paulista, que somente será encerrada em janeiro de 1982.

A disputa será renhida, violenta, ágil, certamente golpes mortais serão desferidos. Cada um usará as mais poderosas armas da atualidade e universo político dos candidatos. Exatamente 308 votos decidirão quem dirigirá a FPF a partir de 82: 40 votos da 1ª Divisão, 56 votos da 2ª Divisão, 170 votos da 3ª Divisão e ainda mais 65 das Ligas Amadoras.

“Sou candidato – disse Marin – atendemos a inúmeros apelos que me foram dirigidos por presidentes de clubes e ligas esportivas. Após um trabalho de avaliação não tive dúvidas de aceitar esses pedidos e assumir a condição de candidato nas próximas eleições da Federação”.

“Eu sou candidato – explicou Nabi Abi Chedid – porque sinto que há a necessidade de se completar um trabalho que tem tido, uma receptividade muito grande por parte dos clubes e ligas. Por esta razão eu acho necessária a continuidade. Fiz também uma avaliação consultando todos os presidentes de clubes e das ligas e percebi que a minha eleição está segura, garantida. Fiz uma pesquisa e ela provou que a minha presença, na FPF é uma necessidade e desejo dos clubes e ligas…”

O vice-governador, José Marin, tem o apoio público do XV de Jaú e do Juventus. Quais os outros clubes que apoiam a oposição com Martin e Bauab?

– “Eu tenho a maioria dos clubes e ligas. Acho que está confirmação está ser4á mostrada após a eleições. Nas últimas disputas políticas, não éramos favoritos e após a apuração nós vencemos (referindo-se a vitória de Maluf-Marin).

       Nabi contestou eu opositor: “O Marin está dando uma colocação política. O quadro que me levou ao senhor Maluf e o meu amigo Marin ao governador de São Paulo é totalmente diferente do quadro político do futebol. Lá houve a indicação de um nome, surgiu uma candidatura, foram reunidos os descontentes e aconteceu a vitória dos senhores citados. Foi, sim, um episódio no processo de abertura. Hoje, no futebol, é diferente… São raros os descontentes. Os eleitores querem a continuidade. Conheço a gente do interior, o homem do interior quando diz que apoia, apoia mesmo. Muitos amigos de hoje votaram em Metidiert porque já estavam comprometidos com meu opositor e votaram nele. Eu respeitei tudo isso. Quero informar ao meu amigo Marin que já ganhei a eleição próxima”.

“Sei que o Marin não vai usar a máquina governamental para conseguir votos”.

Marin repondeu:

“O governo não usará nenhuma máquina. Eu entendo que já venci. Minha candidatura aconteceu porque os descontentes querem mudar o estado das coisas do futebol de São Paulo. O Nabi fará continuar tudo como está e eu mostro a alternativa para alterar a situação…”

“As taxas serão todas revistas. As Ligas não pagarão nada para as Federação…”

José Maria Marin foi interrompido por Nabi:

“O Sr. Está desinformado, as Ligas não pagam nada…”

Marin continuou:

“Vamos reduzir os custos para clubes e torcedores. Em Jaú, nas próximas horas, apresentaremos nossos planos. Não será uma plataforma porque, com todo o respeito, não vi nenhuma plataforma a ser cumprida. Quero votar para o público voltar aos estádios, que as crianças tenham maior facilidade para entrar nos jogos, que a mulher volta a ser torcedora. Ouvir as torcidas uniformizadas é outro desejo”.

“Só tenho um compromisso, por enquanto: com Waldemar Bauab. Não estamos comprometidos pessoa, entidades, instituições. O José Maria Marin será uma peça do esquema. O trabalho será de equipe”.

Nabi, com linguagem parlamentar, falou:

“O meu ilustre visitante está fora da realidade. Ao longo dos debates muita coisa será esclarecida. O público volta aos estádios quando os jogos são bons e o vice-governador poderia ajudar impedindo que a Polícia Militar não agredisse os torcedores”.

“Quero que o vice-governador assuma o compromisso com a máquina do governo não vai pressionar o dirigente, com emprego, remoção, promoção, verbas e muito mais. É isso que eu quero. O resto, vença quem vencer… eu já ganhei”.

O vice-governador contestou:

“Quero fazer justiça a esta gloriosa Polícia Militar. Os policiais trabalham honestamente e não devem se criticados. A PM fez apelos para a FPF na tentativa de impedir muitos jogos numa só noite. Condeno a violência, quero deixar claro, mas ela precisa de colaboração”.

“Co relação à máquina governamental citada pelo Nabi, confesso que estou sabendo agora que ela pode funcionar…”

Nabi interrompeu o vice-governador, tirou do bolso um papel timbrado da Secretaria dos Esportes e Turismo, delegacia de Ribeirão Preto com o seguinte texto: “CONVITE – A DELEGACIA SENTIR-SE – A HONRADA PRESENÇA COM A VOSSA SENHORIANO ALMOÇO DE 29 DE OUTUBRO PRÓXIMO NA SEDE DO CXAIÇARA CLUBE, NA CIDADE DE JAÚ, OCASIÃO EM QUE SERÁ LANÇADA A CANDIDATURA DO DR. JOSÉ MARIA MARIN E DO DR. VALDEMAR BAUAB, PARA AS ELEIÇÕES DA FEDERAÇÃO PAULISTA DE FUTEBOL…”

Assinou o documento, o delegado regional, José Almeida.

Marin sorriu e respondeu:

“Não posso impedir que um amigo, ocasionalmente funcionário estadual, faça este tipo de convite. Vou, entretanto,  adverti-lo por ter utilizado material do Estado”.

Nabi disse que muitos jogos são realizados num só dia por decisão dos clubes:

“Quem decidiu o volume de jogos, o sistema e tudo mais foi o Conselho Arbitral que foi coordenado por José Ferreira Pinto e Waldemar Bauab, hoje opositores”.

Waldemar Bauab quis responder:

“Conheço muito bem o presidente da FPF. Não acredito nele e tenho razões para tal…”.

Nabi protestou, Waldemar também. Muita confusão, gritos e ofensas. O clima de cotesia estava derrubado. Nabi disse que Waldemar é funcionário público, que ninguém acredita nele. Um acusava o outro de estar nervoso. O candidato a vice-presidência da FPF disse que “todos tem N razões para não acreditar em Nabi”.

O presidente da FPF acrescentou: “vocês estão brincando de futebol. Ontem, era um Deus para eles. Hoje, são opositores….”

Bauab afirmou que Nabi estava nervoso porque sabia que já tinha perdido a eleição.

“O Martin e eu – disse Bauab –viemos aqui com a finalidade de comunicar a nossa candidatura, nada mais. Quando os dois candidatos afirmam que já são vitoriosos, eu prefiro lembrar uma expressão cabocla: o peso do porco só se conhece depois de morto. Prefiro aguardar as eleições”.

Nabi ainda quis falar:

“Quero agradecer a presença de meu amigo Marin. Ele não vai admitir que a máquina funcione. Sei que ele manterá a campanha em alto nível. Eu lembro outra frase cabocla: isso é berro de cabrito”.

“O Bauab tinha-me como um Deus…”

quando o dirigente do XV protestou, foi chamado de mentiroso e falso por Nabi. Outra vez uma grande gritaria, ameaças, ofensas e protestos.

Marin tentou, politicamente, diminuir a tensão, garantindo que irá prevalecer a elegância na briga pela presidência da Federação Paulista de Futebol.

Os episódios de ontem provaram que todos entraram na luta com todas as forças e armas. Um outro fato ficou claro: serão muitos os feridos em combate nos próximos três meses.

Marin, o Zé dá medalhas

Leia o post original por Quartarollo

marin

marinEvento desta segunda-feira da Confederação Brasileira de Futebol, aqui em São Paulo, foi esvaziado pela ausência da maioria dos grandes clubes do futebol brasileiro numa clara oposição ao atual presidente e ao futuro candidato da situação Marco Polo del Nero, … Continuar lendo