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Coincidências do futebol

Leia o post original por Craque Neto

A cada dia que passo fico mais impressionado com as coincidências que o futebol provoca. Sobretudo o esporte aqui no Brasil. Uma semana antes de receber essa foto tinha ficado sabendo que o atacante Malcom, ex-Corinthians, estava prestes a ter seus direitos federativos negociados com um outro clube europeu. E para minha surpresa aparecem publicamente o jogador ao lado do atual deputado federal Andrés Sanchez, o empresário Fernando Garcia, que seria o agente do jogador, e seu sócio Guilherme Miranda. Aí pergunto a vocês, caros amigos, o que estaria fazendo o nobre deputado na França? Passeando? Questionado sobre o fato […]

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Como empresa de Fernando Garcia virou anunciante na Arena Corinthians

Leia o post original por Perrone

Com Dassler Marques, do UOL, em São Paulo

Anúncio de empresa que tem Fernando Garcia como sócio no telão da Arena Corinthians Foto: Diego Canha

Anúncio de empresa de Fernando Garcia no telão da Arena Corinthians Foto: Diego Canha

Em meio a vários anúncios que apareceram no telão da Arena Corinthians durante o amistoso da última quarta, com a Ferroviária, um chamou atenção por ser inusitado. Ele trazia a logomarca da Elenko Sports, empresa de agenciamento de jogadores que tem entre seus sócios Fernando Garcia, ex-conselheiro alvinegro.

Por que uma empresa que tem como principais clientes jogadores de futebol teria interesse em pagar para divulgar a sua marca dentro de um estádio de futebol?

A resposta foi dada ao blog pela assessoria de imprensa da arena. A explicação é que a Elenko e outras empresas que apareceram no telão e em outros painéis não pagaram pela divulgação. Foi uma cortesia a todas que têm camarote no estádio como parte de uma ação de relacionamento inicialmente válida apenas para aquela partida.

A Elenko foi uma das primeiras empresas a adquirir camarote na casa alvinegra.

Garcia e sua empresa são tão influentes quanto polêmicos no clube. Há muitas queixas de conselheiros sobre as últimas diretorias fazerem inúmeras negociações de jogadores, inclusive nas categorias de base, com Fernando, que até já emprestou dinheiro para o Corinthians.

Recentemente, a Elenko foi acusada por Will Dantas, representante do meia Pedrinho, destaque do time na última Copa São Paulo, de assédio ao jogador a fim de assumir o gerenciamento da carreira dele. Garcia desmentiu as acusações.

Marlone, Walter, Guilherme Arana, Maycon e Vilson aparecem no site da Elenko como atletas agenciados por ela no time principal do Corinthians. Lucca, emprestado para a Ponte Preta, e Pottker, que deverá vir do clube de Campinas para integrar a equipe corintiana após o Paulistão também estão na lista. Na relação há ainda uma série de ex-corintianos como Uendel, André, Petros, Malcom e Matheus Pereira.

Além de ex-conselheiro, Fernando é irmão de Paulo Garcia, ex-candidato à presidência do clube e doador na campanha de Andrés Sanchez a deputado Federal por meio de sua empresa, a Kalunga.

Abaixo, nota enviada ao blog pela assessoria da Arena Corinthians sobre o assunto:

“Essa foi uma ação de relacionamento da Arena com todos os clientes do estádio, que tiveram suas marcas expostas no telão e faixas de led durante o amistoso.

As empresas que tiveram essa exposição adquiriram camarote na arena.

Todos que estavam no telão possuem camarote, exceto a Honda, que tem uma parceria maior. Mas nem todos os camarotes estavam no telão por opção da própria marca.”  

 

‘Perdi mais do que lucrei no Corinthians’, diz agente de Malcom e outros 8

Leia o post original por Perrone

Ele é chamado por torcedores e críticos dentro do clube de dono do Corinthians pela quantidade de jogadores que tem lá. Mas afirma que contabiliza mais prejuízos no Parque São Jorge do que lucro.

É visto por seus detratores como um mal para o alvinegro, porém, diz que ajudou o clube até emprestando dinheiro para o pagamento de uma dívida com Pato.

Foi vítima de zombaria de colegas por demorar a vender Malcom, agora diz que o atacante de 18 anos em breve estará entre os Top 10 do mundo após se transferir para o Bordeaux.

É agente de André, atacante contestado por seu currículo na noite, entretanto atesta que o cliente hoje é exemplo de jogador que sabe se cuidar.

Abaixo, saiba mais sobre as negociações e o que pensa o empresário Fernando Garcia, um dos agentes mais influentes na equipe da Zona Leste e irmão de Paulo Garcia, ex-candidato à presidência do clube. Fernando concedeu entrevista ao blog na noite desta sexta, por telefone.

O Corinthians vai ficar com 15% dos 5 milhões de euros que o Bordeaux vai pagar pelo Malcom já que vocês venderam só 50% dos direitos econômicos? O clube receberá 15% dos 50% de uma futura venda certo?

Você é jornalista esportivo ou econômico pra falar de valores e porcentagens? Não fica falando de valores, é perigoso, tem risco de sequestro.

Outros empresários falaram que você não conseguia vender o Malcom…

Vendi. Foi um tapa em quem falava isso. Pede pra esses que te falaram isso serem homens e se apresentarem. Falem quem são, que jogadores venderam. Você deveria publicar o nome de quem falou. Você não pode trabalhar com a informação pela metade. Falou meu nome, fala o deles também.

A venda do Malcom foi feita por meio dos dois empresários (um alemão e um português) para quem você tinha prometido metade da sua comissão?

Não. Vendi com o Charles, um amigo francês que mora no Brasil. Eu estava trabalhando faz tempo nessa venda. Eles (representantes do Bordeaux, estiveram aqui no ano passado pra ver o Malcom contra o Santos pela Copa do Brasil. Mas ele foi mal. Em seguida, viram o jogo com o Cruzeiro. Daí ele foi bem e começamos a conversar. Agora anota aí, mudo de nome se o Malcom não estiver entre os Top 10 do mundo com 23 anos.

Como ficou a divisão da venda dos 50%?

Eu tenho 40% dos direitos, o Corinthians 30% e não sei quem tem mais 30%. Todos venderam a metade que tinham e receberão a outra metade numa futura venda. O Corinthians ainda vai ficar com mais uma porcentagem que é do mecanismo de solidariedade da Fifa, que protege o clube formador. Eu paguei R$ 2,5 milhões por 30% do Malcom quando ninguém queria o jogador. Você acha que estou ganhando muito? Não é bem assim, faz tempo que comprei, tem que fazer a correção. E ninguém fala dos prejuízos que eu tive com outros jogadores, todo empresário tem.

Que jogadores?

Paguei R$ 400 mil pelo William Arão e coloquei de graça no Corinthians. Só que ele saiu de graça também. Não ganhei nada. Quanto ele vale hoje? Em 2009, investi R$ 350 mil no Bruno Donizete pra jogar no Corinthians, também acabou saindo de graça. Põe em dólar aí pra ver quanto eu perdi.

Mas você ganhou mais do que perdeu. Não ficaria nesse ramo perdendo mais do que ganha.

Eu já perdi pra caramba. Vocês acham que são só flores, mas não são. Quer outro exemplo? O Marlone, quando estava no Vasco, todo mundo queria. Fui lá e comprei do clube e do procurador dele. Paguei 3 milhões de euros. O Alexandre Matos (atualmente dirigente remunerado do Palmeiras) me pediu pra levar o jogador pro Cruzeiro, que pagaria R$ 2,5 milhões de reais por uma porcentagem. Pagaria, mas não pagou e não usou o jogador. O Mano Menezes (em 2014) me pediu o Marlone, e eu levaria de graça para o Corinthians porque ele não era aproveitado no Cruzeiro. Fui pra Belo Horizonte, falei com o Mattos e com o presidente do Cruzeiro. Eles disseram que tinham conversado com o treinador e que ele ia ser usado. O Marlone ficou lá e não foi usado. Daí voltei e tirei de lá, rescindi. Outra história com o Cruzeiro. O Dedé, pagamos (ele e parceiros) oito milhões nele. Teve oferta, mas o Cruzeiro não deixou vender por 12 milhões de euros. E o nosso investimento, como fica? O investidor é quem se f… na maioria das vezes.

Na maioria das vezes não, se fosse assim, não existiriam investidores mais.

Ganha e perde pra caramba. Em dois anos, nossa empresa (Elenko Sports), está no vermelho. Não dependo do futebol, ainda bem.

Sei, você não precisa de dinheiro.

Precisar, sempre vai precisar, o homem é ganancioso, ganancioso do lado bom. Mas se eu dependesse do futebol não teria comida para colocar na mesa. Perdi mais do que ganhei no futebol, mas os melhores ativos no Brasil hoje são da nossa empresa e já fizemos bons negócios.

E no Corinthians, mais ganhou ou perdeu?

Perdi.

Mas você acaba de vender o Malcom? Não está no lucro agora?

Eu ainda não recebi o dinheiro do Malcom. E quando receber, não vai chegar a dar lucro, porque paguei R$ 2,5 milhões nele lá atrás. Quanto daria isso em euros naquela época?

Como você obteve 40% do Malcom?

Quando ele tinha 14 anos, fui ver o Corinthians jogar em Guarulhos. Ele era reserva, mas naquele dia jogaram os reservas. Em dois toques vi que ele era craque. Ajudei a família, virei procurador e fiz um acordo para ficar com 10% dos direitos dele quando virasse profissional (se o clube concordasse em dar essa fatia ao jogador). Depois comprei 30% do Corinthians porque ninguém tratava o Malcom como joia lá, só eu. Demoraram três meses pra assinar o primeiro contrato profissional dele depois que ele fez 16 anos, poderia ter ido pro São Paulo. Falei pra mãe dele que ele tinha queficar, fiquei com ela no sol duas horas esperando pra assinar contrato.

Quantos jogadores você tem hoje no Corinthians por meio de suas empresas.

Tenho oito. Walter, que eu comprei por R$ 1,8 milhão, Uendel, que sou procurador mas não tenho porcentagem, Guilherme Arana, que tenho 26%, Matheus Pereira, que tenho 42,5%, Vilson, 33%, Marlone, 15% ou 16%, Lucca, que tenho só a procuração, André e tinha o Malcom.

Na base do Corinthians você tem muito mais jogadores, não?

Não. Não é mais meu perfil. Tenho um terço da procuração do Maycon (que acaba de ser promovido para o time principal), então nem falo que tenho.

Mas muitos torcedores o criticam, você é chamado de dono do clube, dono da base.

É desinformação, acontece porque alguns palhaços escrevem qualquer coisa.

Você também é criticado por ser conselheiro do clube (o estatuto proíbe conselheiros de terem relação comercial com o Corinthians).

Não sou mais, faz tempo.

Você tinha pedido licença.

Estou afastado definitivamente.

Mas negociou com o clube enquanto era conselheiro.

Tem tanta gente que compra e vende outras coisas lá e ninguém fala nada. Eu ajudei o clube, emprestei dinheiro e não recebi tudo ainda. Fiquei dois anos e meio na fila, recebi a maior parte, mas o clube ainda me deve muito. Se a venda do Jadson deu lucro para o clube foi porque eu ajudei. Deviam para o Pato quando acertaram a troca, mas precisavam acertar a dívida para ele poder ir pro São Paulo. Eu emprestei e não recebi tudo ainda. Confio na diretoria. Se precisarem de novo e eu tiver, estou aí para ajudar.

Você confia muito no sucesso do Malcom na Europa. E do André no Corinthians?

O André mudou totalmente de um ano pra cá, mudou a forma de ser fora de campo, passou a se alimentar decentemente, a dormir as horas necessárias, tomou consciência de que é um profissional. Não tenho dúvida de que vai fazer um monte de gols. Veio praticamente de graça e o Corinthians vai fazer milhões com ele.

Parceiro do Corinthians põe agentes europeus para tentarem vender Malcom

Leia o post original por Perrone

Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress

Foto: Ernesto Rodrigues/Folhapress

Cotado para ser negociado com o futebol europeu desde novembro, o corintiano Malcom não recebeu proposta oficial enquanto observava seus colegas se despedirem do clube.

Na tentativa de mudar essa situação, Fernando Garcia, sócio da empresa que detém 70% dos direitos econômicos do atacante, assinou no último dia 7 um documento que coloca dois empresários europeus no circuito a fim de negociar o jogador.

Garcia firmou um compromisso de pagamento no qual se compromete a ”ceder 50% dos valores de comissão” recebidos por ele aos empresários Cristhotth Leutrum, alemão, e Camilo Danif, português, se Malcom for vendido com comprovada participação dos dois na negociação.

O documento tem validade até o dia 1º de fevereiro e determina que “toda e qualquer decisão final sobre eventual transferência do atleta (ônus, condição de pagamentos, datas, etc) deverá ser exclusivamente decidida por Fernando Garcia”. O Corinthians não é nem citado no documento ao qual o blog teve acesso.

“Tenho um acordo com o Corinthians para poder tocar negociações pelo Malcom, e esses empresários me procuraram dizendo que tinham um clube interessado”, disse Garcia ao blog. De fato, a direção alvinegra não se incomoda com a movimentação do parceiro.

Também não há menção aos valores que a empresa dele receberá pelos direitos econômicos de Malcom. Eles não fazem parte da negociação com a dupla de agentes. Ou seja, além da receita com a fatia do atleta, Garcia espera receber comissão pela venda.

Até agora, porém, nenhuma proposta pelo atacante foi apresentada pelos dois europeus. “Eles não vão apresentar nada. Foram bater numa porta que eu conheço muito bem, sei que não virá proposta de lá”, disse Garcia, sem revelar a qual clube europeu se referia.

O empresário, irmão de Paulo Garcia, ex-candidato à presidência do Corinthians, tem sido alvo de ironia de agentes brasileiros pelo fato de ainda não ter conseguido negociar Malcom nesta janela. Um dos motivos da provocação é que as constantes notícias de que o atacante seria negociado faziam com que outros jogadores corintianos pressionassem seus agentes a apresentarem propostas.

“É só você pedir pra quem diz isso apresentar a lista de jogadores que já vendeu para Europa, pra time grande, daí eu mostro a minha. E fazer parceria com empresários de outros países não demonstra dificuldade em negociar. Ninguém vende jogador se não tiver parcerias. Tenho parceiros em vários países”, declarou Garcia.

Sobre o fato de nada oficial ter chegado para Malcom, ele disse que teve ofertas mas o salário oferecido não interessou. “Jogador que trabalha comigo só vai embora para ganhar bem. Eu penso no atleta, não vai pra qualquer lugar”.

Inter de Milão mira Arana para emprestar ao Bologna. Corinthians tem 40%

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A Inter de Milão está interessada em pagar 4 milhões de euros por Guilherme Arana, reserva no Corinthians, e emprestar o jogador para o Bologna, a fim de dar mais rodagem a ele.

A expectativa de empresários que participam do negócio é de que uma proposta oficial seja enviada nesta semana ao clube brasileiro.

Se ela chegar, o alvinegro ficará com 2,4 milhões de euros, caso o negócio seja concretizado por 4 milhões de euros. O clube tem apenas 40% dos direitos econômicos do jogador. Os outros 60% pertencem a Elenko Sports, que tem como um de seus sócios Fernando Garcia, irmão do ex-candidato à presidência do clube Paulo Garcia.

A grande quantidade de atletas ligados a ele no Parque São Jorge gera críticas de conselheiros até da situação. Malcom, Lucca, Matheus Pereira, Uendel,Walter e Marlone estão entre os atletas da carteira de Garcia.

O empresário se afastou do Conselho Deliberativo depois de diversas queixas de seus colegas. Isso porque o estatuto corintiano proíbe conselheiros de fazerem negócios com o clube.

Nunca é demais lembrar que hoje a Fifa proíbe empresários e empresas de adquirirem direitos econômicos de jogadores.

Criticado, empresário diz que Tite errou com Malcom, Petros e Wendel

Leia o post original por Perrone

A diretoria do Corinthians está incomodada com o empresário Paulo Garcia, agente de Malcom, Petros e Wendel, entre outros jogadores do clube. A avaliação é de que vira e mexe sai alguma notícia na imprensa envolvendo o empresário e seus atletas e que acaba provocando polêmica no alvinegro.

Segundo um membro da diretoria, no último domingo, a direção pediu que Garcia evitasse novas declarações que pudessem fazer estardalhaço. Porém, no dia seguinte, ele falou ao UOL Esporte sobre a possibilidade de Petros trocar o Corinthians pelo Flamengo, aumentando o desconforto entre os cartolas corintianos.

Ao blog, Garcia, que é conselheiro licenciado do clube, negou que tenha recebido pedido para evitar novas declarações. Falou também sobre injustiças que Tite teria cometido com Petros, Wendel e Malcom. E ainda comentou a respeito dos empréstimos que fez ao clube. Leia abaixo a entrevista.

No domingo, a diretoria pediu para você não falar mais em público sobre as possíveis saídas de seus jogadores?

Não, ninguém pediu porque eu não falo nada em público.

Mas você falou do Petros, por exemplo.

Dei entrevista para um colega seu e disse que se o Petros tiver que sair do Corinthians a preferência dele é pelo Flamengo. Não disse que ele quer ir para o Flamengo. E nunca escondi nada, falo sempre com o Andrés Sanchez que é um grande amigo. Ele sabe do interesse do Flamengo no Petros, que não é de hoje. Há muito tempo o Flamengo quer.

Mas algumas pessoas no Corinthians estão incomodadas com declarações que você dá sobre a possível saída dos jogadores que você agencia e tem participação nos direitos econômicos. Como no caso do Petros, por não estar sendo muito aproveitado pelo técnico.

Respeito o Tite, mas não preciso ser cordeiro. Ele põe quem ele quiser pra jogar, e eu tenho o direito de discordar. O Petros é um dos jogadores mais dinâmicos do Brasil e do mundo. Ele foi o maior ladrão de bola do Corinthians no ano passado. Roubou duas vezes mais bolas do que o segundo colocado. Deu o dobro de passes certos que o segundo colocado. Fez uma bela campanha no ano passado, mas começou este ano no banco. O Mano gostava, o Tite não aprecia tanto o futebol dele. Agora tem outros que gostam, tanto que de dez telefonemas que recebo dois são para saber do Petros.

Além do Flamengo, existem outros interessados?

Em dois ou três dias devo receber um papel de fora do país. Se o Corinthians gostar fazemos negócio. Se não gostar, não fazemos.

De onde?

Não posso falar porque pode não chegar.

Também teve um problema com o Malcom. Você teria dito que tinha desistido de renovar porque ele não tinha espaço no time.

Não foi isso. Antes de assinar o contrato eu disse que queria conversar com o Andrés. Acho que o Sérgio (Janikian, diretor de futebol) não gostou, mas o Andrés (superintendente de futebol) é hierarquicamente superior a ele. Conversei com o Andrés e o Edu, depois renovamos. Acho o Malcom um dos melhores atacantes do Corinthians depois do Guerrero. Só que não dão continuidade para ele. É uma sacanagem não dar chance para o garoto. Agora começaram a dar.

Você não quis dizer que o Tite sacaneia o jogador por algum motivo que nada tem a ver com o desempenho dele, quis?

Não. O Tite é sério, é uma das pessoas mais dignas do futebol brasileiro. Falei sacanagem usando o termo de maneira popular. Agora, a titularidade é subjetiva. Eu não concordo com o Wendel ir para o banco perdendo a posição para o Fábio Santos. Se ele estivesse jogando mal, mas não estava, então não se justifica a saída do Wendel.

Na minha opinião, o Wendel também não merecia ter saído.

Sabe o que é engraçado? Tenho jogadores em muitos clubes. Mas só dá fofoca no Corinthians. Tenho o Giovanni e o Marlone no Fluminense. Acabei de levar uma proposta do exterior para o Marlone, eles estão estudando, e ninguém falou nada. No Corinthians, tudo sai na imprensa. Qualquer discussão, dizem que foi briga. Discutir é normal. Sou um grande amigo do Andrés, mas a gente discute. Ele defende o clube e eu defendo meus clientes.

Por falar em defender seus clientes, alguns colegas seus de Conselho Deliberativo do clube criticam o fato de você só ter se licenciado como conselheiro em fevereiro deste ano. Não acha que deveria ter feito isso antes por ter que defender seus jogadores, não o clube?

Meus colegas não me criticaram, não. Não me licenciei antes porque nem imaginava que o estatuto do clube proibia conselheiro de fazer negócios com o Corinthians.

Mas não é impossível conciliar as duas funções?

Não, tanto é que como pessoa física emprestei dinheiro para o Corinthians. Minha empresa nunca emprestou. Agora se todo conselheiro ajudasse como ajudei, emprestando dinheiro, o clube não estaria na situação financeira em que está.

Será que mudaria muito? O clube teria que pagar do mesmo jeito.

Tem que pagar, mas tem que pagar pro banco também. Só que nem um conselheiro quer emprestar. Emprestei bastante dinheiro quando o Andrés, meu amigo de quinhentos anos, assumiu. E meu irmão (Paulo Garcia) tinha perdido a eleição para ele. Eu não tinha nenhuma relação com o clube e emprestei. Porque os outros não ajudam também?

Você fala ajudar, mas não é doação. É empréstimo, com juros, não?

Sim, ninguém faz doação. Mas emprestar ninguém quer.

E o clube ainda te deve, mas não dá época do Andrés, certo?

Deve, outros empréstimos. Do Andrés foi tudo pago.

Você conhece bem a situação do Corinthians. Acha que será preciso vender muitos jogadores no segundo semestre por causa da crise financeira?

Não acho porque o Corinthians tem muitas receitas. O problema é que foi mal gerido na administração anterior, com contratações caras. Andrés deixou o clube com caixa e faixa. O Corinthians não era nada sem o Andrés, não tinha CT, não tinha estádio. Ele fez o que todos falavam e não faziam.

O Corinthians era nada? Já tinha toda a sua história.

Tinha história, mas não tinha histórico. O Andrés fez um grande time, o melhor CT do Brasil, o melhor estádio. Ruim foi ele ter saído por causa estatuto que não permite reeleição.

Corinthians paga juros maiores para agente de atletas do que para banco

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O Corinthians publicou seu balanço de 2014 com uma informação importante sobre o relacionamento do clube com empresários. O documento mostra as condições em que foram feitos dois empréstimos com empresas de agentes de jogadores.

A RC Consultoria, que tem Carlos Leite como um dos sócios, emprestou R$ 2 milhões ao alvinegro com cobrança de 1,50% de juros ao mês. A taxa é superior à cobrada por outras instituições financeiras. Ao Itaú, o clube paga 1,10% de juros por mês por ter levantado R$ 11.499.000 na instituição. Das operações relatadas no balanço e que não levam em conta CDI (Certificado de Depósito Interbancário), o que facilita a comparação, apenas empréstimos junto ao BCV e ao BMG apresentam taxas maiores: 1,85% e 1,63% ao mês.

Entre outros jogadores, Leite agencia Cássio e Gil.

Há também o registro de uma operação com “Luiz Fernando Menezes – LFM”. Foram emprestados R$ 3 milhões com juros de 1,39% ao mês. De acordo com membro da diretoria, essa quantia foi conseguida com Luiz Fernando Menezes Garcia, empresário de jogadores e conselheiro do clube licenciado desde fevereiro. Fernando Garcia, como é mais conhecido, cuida da carreira e tem participação nos direitos de atletas, como Malcom.

Diretor financeiro na ocasião em que as transações foram feitas, Raul Corrêa da Silva, disse ao blog considerar qualquer taxa de juros abaixo de 2% ao mês boa. E afirmou que os juros bancários inferiores aos das negociações com empresários foram frutos de demoradas negociações. Assim, na opinião dele, valeu a pena pagar taxas mais altas e conseguir o dinheiro mais rapidamente.

O balanço corintiano aponta ainda R$ 4,9 milhões emprestados pela Federação Paulista, mas não há registro de juros cobrados.

Ao todo, foram detalhados empréstimos no valor de R$ 50,9 milhões em 2014, contra R$ 34,9 milhões no ano anterior.

Outra informação revelada pelo documento é de que em 31 de dezembro foram dados como garantias dos empréstimos aval do então presidente Mário Gobbi, receitas futuras e notas promissórias no valor de R$ 8,5 milhões.

Em 2014, o déficit operacional futebol corintiano foi de R$ 21,4 milhões contra um superávit de R$ 18,1 milhões em 2013. A receita operacional do departamento caiu de R$ 266,3 milhões no ano retrasado para R$ 217 milhões na temporada passada.

Contribuiu fortemente para a queda o fato de toda a receita com a venda ingressos na arena do clube ficar numa conta separada para pagar a construção do estádio. Assim, a arrecadação com bilheteria foi de apenas R$ 6,9 milhões diante de R$ 32 milhões anotados em 2013.

No entanto, as despesas operacionais do departamento de futebol caíram de R$ 248,2 milhões para R$ 238,4 milhões.

Abaixo, veja reprodução do trecho do balanço corintiano que trata dos empréstimos.

Reprodução

 

Corinthians diz a agente de Malcom que renovação não dificulta saída

Leia o post original por Perrone

A diretoria do Corinthians espera voltar a conversar com Fernando Garcia, agente de Malcom e dono de parte dos direitos econômicos do atleta, ainda nesta semana sobre a renovação antecipada do contrato do jogador. O acordo para o novo vínculo estava acertado verbalmente até que Garcia, que também é conselheiro licenciado do clube, voltou atrás na semana passada. Ele alegou que não é interessante para seu jogador permanecer na equipe sem ser aproveitado frequentemente por Tite.

Por sua vez, a direção do clube descarta pedir ao treinador que escale mais o jovem revelado em suas categorias de base. E afirmou ao agente que não pode interferir nas decisões técnicas de Tite. Porém, esclareceu que a renovação não impediria a venda de Malcom no meio do ano, caso apareça uma proposta interessante. Ou seja, os cartolas se comprometem a não pressionar o eventual  comprador a pagar a cláusula penal. Seria levado em conta o valor de mercado do jogador. Vale lembrar que o Corinthians tem 30% dois direitos econômicos do atacante.

A sensação dos dirigentes é de que Garcia procura alguém disposto a fazer uma boa oferta pelo atacante para depois da Libertadores. Se isso não acontecer, a renovação seria facilitada.

A desvantagem de renovar agora para o agente é o fato de a multa rescisória que é hoje de 15 milhões de euros subir. Por outro lado, para o atleta, a vantagem de esticar seu vínculo, que termina em maio de 2016, é ganhar um substancial aumento.

Garcia pediu em fevereiro licença de um ano do Conselho Deliberativo do clube. O estatuto corintiano diz que os conselheiros devem “velar pelos interesses do Corinthians” e pelo cumprimento das normas estatutárias. As regras do clube também proíbem os membros do Conselho Deliberativo de terem relação profissional com o Corinthians na condição de empresário ou procurador de atletas.

 

Briga séria pode fazer Timão perder Petros

Leia o post original por Neto

Petros foi o maior "ladrão de bolas do último Brasileirão

Petros foi o maior “ladrão de bolas do último Brasileirão

A goleada do Corinthians contra o Once Caldas e a consequente “quase” classificação para a fase de grupos da Libertadores abafou um problema muito grave que está acontecendo no clube. Esses dias fiquei sabendo que o Edu Gaspar, gerente de futebol do Timão, e o empresário Fernando Garcia discutiram feio nos bastidores. Palavrão e baixaria para todo lado. Tudo porque o técnico Tite não tem escalado o volante Petros entre os titulares. O jogador tem a carreira gerenciada pelo irmão de Paulo Garcia (que não tem nada a ver com isso, diga-se de passagem!).

Teoricamente seria um problema fácil de resolver. Afinal é mais um empresário a querer ditar regras no futebol, certo? Nada disso! Garcia emprestou aos cofres alvinegros mais de R$ 15 milhões. Não à toa ele também está ligado a outros atletas, como o menino Malcom, por exemplo. Esse rolo todo pode forçar o Petros a deixar o Corinthians e se transferir ao Fluminense, que já demonstrou o interesse nele.

Aí fiquei pensando com os meus botões, como pode o clube se sujeitar a uma situação dessas? Se não sentar no colo do empresário corre um sério risco de perder esse jogador que foi o maior ladrão de bolas do último Campeonato Brasileiro. É brincadeira?

Esse envolvimento absurdo de empresários no futebol associado com a incompetência dos dirigentes na gestão dos clubes está fazendo as coisas saírem do controle. Se a Fifa e/ou CBF não agirem tudo vai desandar. Depois não adianta reclamar.

Ah, e sempre respinga m… na boleirada. O Petros que não fique esperto.

Conselho do Corinthians ignora “caso Malcom”

Leia o post original por Perrone

O Conselho Deliberativo do Corinthians tem reunião marcada para a próxima segunda, mas na pauta não está um dos assuntos que mais agitam o Parque São Jorge atualmente: a aquisição de ao menos 40% dos direitos econômicos do atacante Malcom pelo conselheiro Fernando Garcia, conforme revelou o blog.

De acordo com o estatuto, nenhum sócio pode fazer parte do conselho se tiver relação profissional com o clube na condição de procurador, agente de atleta ou que seja sócio de quem exerça tais atividades. Também é proibido receber remuneração do clube. O infrator deve perder seu cargo no conselho.

Fernando Garcia, irmão do candidato à presidência por um dos grupos de oposição Paulo Garcia, é um dos proprietários da Luis Fernando Assessoria Esportiva (LFA). A ficha cadastral da empresa na Junta Comercial do Estado de São Paulo define como atividade dela agenciamento de profissionais para atividades esportivas, culturais e artísticas. Ele aparece como sócio e administrador, assinando pela empresa.

Apesar dos indícios de infração estatutária, Ademir de Carvalho Benedito, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, não pretende abrir uma investigação. “Não posso assumir o que a imprensa diz e levar o caso para o conselho sem provas. Só se algum conselheiro fizer uma representação. Até agora ninguém levou essa reclamação para o conselho”, disse Ademir ao blog.

Nem mesmo a entrevista dada por Fernando para a ESPN na qual ele admite ter adquirido 40% dos direitos de Malcom e repassado 5% para outra empresa, serve como justificativa para Ademir iniciar uma apuração. De acordo com registros do clube, o alvinegro tem 30% dos direitos de Malcon, revelado na base corintiana, a LFA conta 40% e uma empresa chamada ART e uma assessoria esportiva de São Paulo possuem 15% cada uma.

Para a ESPN, em sua defesa, Garcia disse que tudo que faz é por meio de pessoa jurídica, não como pessoa física e que isso não fere as regras corintianas, ignorando o que diz o estatuto, como mostrado acima.

Apesar de nenhuma representação ter sido enviada ao conselho, o caso provoca barulho no Parque São Jorge por pelo menos três motivos.

Para conselheiros, o episódio demonstra descuido com os jovens revelados pelo clube. Há também a indignação com o fato de um membro do conselho ter participação nos direitos econômicos do atleta, afinal, a proibição foi colocada no estatuto com o objetivo de evitar a relação financeira entre integrantes do órgão e do clube, o que é considerado um mal antigo no Corinthians.

Existe também a questão política. Além de ser irmão do candidato Paulo Garcia, Fernando, em sua entrevista à ESPN, fez críticas a Roberto de Andrade, nome apoiado por Andrés Sanchez para a eleição presidencial de fevereiro. Ele acusa Roberto de ter dado um calote nele que resultou na aquisição dos direitos de Malcon. Mas Fernando é amigo de Andrés, que recebeu doação de empresa de Paulo Garcia para sua campanha a deputado federal. Ou seja, o imbróglio envolve dois dos três postulantes à presidência. O terceiro é Ilmar Schiavenato, ex-diretor social.