Arquivo da categoria: Final

17 de junho de 92

Leia o post original por Rica Perrone

Hoje o dia mais feliz da minha vida completa 25 anos. E eu não tenho o menor pudor em dizer isso porque nunca menti em nenhum dos meus casamentos, eventuais formaturas (que sequer compareci) ou outras festividades.  Nada na minha vida foi mais incrível que o exato momento da foto acima. Quando Zetti pega o …

Juventus x Real Madrid

Leia o post original por Flavio Prado

Foto: PIERRE-PHILIPPE MARCOU/AFP

Será uma grande final de Liga dos Campeões. Real Madrid e Juventus decidirão o principal campeonato de clubes em Cardiff no dia 03 de junho.

O Real Madrid tem a oportunidade de conquistar o segundo título consecutivo da Champions, fato que não acontece desde o Milan em 1990. De lá pra cá, aumentou o número de times competitivos com a ampliação no número de participantes. Até a metade da década de 90, apenas os campeões nacionais disputavam a competição.

A Juventus foi finalista em 2015. Do time vice-campeão daquela ocasião, muitos jogadores importante saíram, entre eles Pirlo, Pogba, Vidal, Tevez e Morata. Chegaram Daniel Alves, Khedira, Mandzukic, Cuadrado e Higuain. A temporada passada foi uma transição entre as equipes e Alegri trabalhou muito bem.

O Real Madrid de Zidane não é uma equipe de atuações brilhantes, mas é um time seguro, com ótimos jogadores e difícil de ser batido. Cristiano Ronaldo faz um fantástico final de temporada, o português é cada vez mais um finalizador. O português deve ser centroavante na parte final da carreira. O elenco tem ajudado Zidane, os reservas estão jogando a maioria dos jogos na reta final do espanhol e conseguem resultados, Isco, Asensio, Morata e James Rodriguez são opções interessantes para Zidane.

 

Rei do Rio

Leia o post original por Rica Perrone

Há uma lenda nacional sobre “a torcida do Flamengo”.  Dizem que são terríveis, que fazem diferença, que cantam muito alto, que empurram o time, etc, etc, etc. Os rivais dizem que é tudo mentira. Mas eu adoro uma lenda. Sou capaz de apostar que o Saci Pererê era um neguinho manco e que o transformaram naquilo …

Cambista cobra até cerca de 20 vezes mais por ingresso da final do Paulista

Leia o post original por Perrone

Cambistas pedem até cerca de 20 vezes mais do que o valor de face de ingressos para a partida deste domingo entre Corinthians e Ponte Preta pela final do Campeonato Paulista. É o caso do tíquete do setor sul, pelo qual um dos vendedores pedia durante a semana R$ 800. Com descontos para os sócios-torcedores mais assíduos, o mesmo bilhete custava R$ 40,50.

Neste sábado (6) a presença de cambistas na arena corintiana era pequena. Um deles oferecia ingressos das áreas sul e norte (R$ 32 com descontos) por R$ 600. E o comprador teria que retirar o bilhete com outra pessoa em frente ao Parque São Jorge.

Longe da arena, outro cambista, por telefone, oferecia bilhete do setor oeste superior por R$ 300. Na venda oficial, o mesmo ingresso valia de R$ 40,80 a  R$ 136, de acordo com o desconto.

Na partida de abertura da decisão, em Campinas, a pedida era de R$ 200 pela entrada de visitante, vendida oficialmente por R$ 80.

Vale lembrar que, apesar da falta de cerimônia dos cambistas, a prática é proibida.

Como repetição da final de 1977 em SP explica mudanças no futebol do Brasil

Leia o post original por Perrone

Quarenta anos após a épica final do Campeonato Paulista de 1977, Corinthians e Ponte Pretafazem um reencontro na decisão do estadual marcado por diferenças que ajudam a entender o que aconteceu nas últimas quatro décadas com o futebol brasileiro. Confira abaixo.

Debandada de jovens talentos e força de empresários

Em 1977, a Ponte Preta chegou à final com vários destaques formados em casa e que fizeram história no clube, antes de vingarem em times maiores e até na seleção.

Em 2017, a Macaca tem entre seus principais nomes jogadores formados fora de Campinas. Alguns devem sair depois do Paulista, como Clayson, desejado pelo Corinthians, e Pottker, acertado com o Inter. Outro nome importante é o de Lucca, emprestado pelo adversário na final. O goleiro Aranha foi formado em casa, mas rodou antes de voltar ao time.

Na Ponte de 1977, Carlos, Oscar, Polozzi e Dicá, por exemplo, iniciaram a carreira profissional na Macaca e fizeram mais temporadas pela equipe depois de se destacarem no ano do vice-campeonato estadual.

A diferença entre passado e presente explica como os clubes brasileiros, não só os do interior, passaram a se desfazer de seus jovens talentosos muito cedo. Ninguém consegue segurar craque como há 40 anos.

O futebol ficou mais caro, o dinheiro rareou e os estrangeiros passaram a monitorar as promessas brasileiras desde cedo.

Tal situação costuma ser embalada por discussões acaloradas sobre o efeito que a Lei Pelé teve nos clubes brasileiros. Ela acabou com o passe, que ajudava os times a prender seus jogadores, deu lugar à multa contratual e valorizou o direito econômico, que passou a ser adquirido por empresários como joia. Eles ganharam poder diante dos clubes. Porém, agora estão proibidos de fazer essas aquisições por regras da Fifa. Muitos se associaram com times que mal jogam ou compraram agremiações para manter os rendimentos.

Local do último jogo explica de briga à Copa e Lava Jato

Em 1977, os três jogos da decisão foram no Morumbi. Na ocasião a Ponte topou atuar fora de Campinas por uma renda melhor. O alvinegro da capital não tinha estádio e a casa do São Paulo era adotada com naturalidade em grandes jogos. Agora serão dois confrontos. O primeiro será no Moisés Lucarelli e o segundo na Arena Corinthians.

A situação mudou porque a equipe paulistana, na gestão de Andrés Sanchez, entrou em rota de colisão com o São Paulo.

Como parte da briga, o então presidente corintiano trabalhou para tomar do Cícero Pompeu de Toledo o posto de favorito a palco de abertura da Copa de 2014 com a construção da arena corintiana.

No lançamento do projeto, o ex-presidente Lula foi ao Parque São Jorge fazer discurso como um dos mentores da obra. Agradeceu a Emílio Odebrecht por topar o negócio. Hoje, a história de como nasceu a Arena Corinthians está registrada nos volumosos arquivos da Lava Jato, maior operação de combate à corrupção no país. A investigação escancarou as relações inescrupulosas entre políticos e donos de construtoras.

Sanchez foi citado em delação premiada de Marcelo Odebrecht, segundo a Follha de S.Paulo, como recebedor de dinheiro de caixa 2 para sua campanha a deputado federal. Ele nega. Existem também registros em planilhas da Odebrecht que indicam suspeitas de pagamentos de propinas referentes à arena alvinegra, o que Andrés também diz não ter acontecido.

Sem invasão corintiana

Um ano antes da final lendária contra a Ponte, a Fiel protagonizou um dos maiores momentos de sua história ao invadir o Rio e dividir o Maracanã com a torcida do Fluminense na semifinal do Brasileirão de 1996.

 Isso não vai acontecer amanhã porque o procedimento de divisão de ingressos começou a mudar em 2009, quando Juvenal Juvêncio decidiu dar apenas 10% dos bilhetes disponíveis  para o Corinthians como visitante contra o São Paulo. “É uma tendência, é inexorável”, disse o presidente são-paulino na ocasião.

 A decisão gerou a reação corintiana de não jogar mais no Morumbi (citada acima) e com o tempo se tornou regra no país. Para a partida de abertura da final, a diretoria da Ponte diz ter cedido 2.200 ingressos aos adversários por receber a mesma carga para a finalíssima na Arena Corinthians.

Decadência de técnicos experientes

Quando Corinthians e Ponte Preta se enfrentaram em 1977, no comando do time da capital estava o veterano Osvaldo Brandão. Havia sido com ele o último título conquistado pelo Corinthians, o Paulista de 1954. O treinador retornou ao Parque São Jorge e tirou o clube da fila.

Em 2017, quem segura a prancheta corintiana é Fábio Carille, que disputa sua primeira temporada desde o início como técnico de um time profissional.

 A presença do novato explica o que aconteceu com parte dos treinadores mais experientes do Brasil nos últimos anos. Eles perderam prestígio, principalmente após a derrota por 7 a 1 da seleção para a Alemanha na Copa de 2014 com Felipão no comando.

 Os mais antigos ficaram com rótulo de desatualizados e perderam espaço para jovens com salários mais baixos e pinta de atualizados, como Jair Ventura (Botafogo), Rogério Ceni (São Paulo) e Zé Ricardo (Flamengo). Virou moda técnico brasileiro visitar clube europeu e se esforçar para mostrar ser moderno.

Mecenas

Há 40 anos, a Ponte tinha um dos times mais fortes do País. Sua trajetória de 1977 para cá simboliza em parte o que aconteceu com a maioria dos clubes do interior do país. A Macaca quase faliu e foi rebaixada até no Campeonato Paulista.

A recuperação dela também indica o modo de sobrevivência de muita equipe de menor porte: a ajuda de um mecenas. Sérgio Carnielli, no caso da Ponte.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o clube deve R$ 102 milhões para ele, que é presidente de honra. E não são só os times menores que recorrem à ajuda de endinheirados apaixonados. Paulo Nobre chegou a colocar no Palmeiras R$ 180 milhões enquanto era presidente do clube. O caminhão de dinheiro foi fundamental para recolocar o alviverde no topo do futebol.  A dívida com ele hoje é de cerca de R$ 60 milhões.

A diferença, enfim, apareceu

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Se você assistir Flamengo e Botafogo jogando uma partida de Libertadores talvez lhe reste dúvidas sobre as diferenças. Ambos tem enchido estádio, ambos vencem, o Botafogo joga até melhor que o Flamengo. E os dois times montados e sugeridos não são para se confundirem. O Flamengo tem mais time, mais elenco e portanto ao cair num …

Vocês não ententederam nada

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Era quarta-feira e todo mundo vibrava em frente a TV com a possível reação do SPFC em Minas. Em seguida os pênaltis de Inter x Corinthians, eternizando uma noite qualquer. Vem o sábado e a Allianz Arena cheia a espera de um milagre. Não veio, mas houve drama, nervosismo, momentos para se guardar. No Rio …

Alívio e missão cumprida

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Ao Vasco, o título que virou “obrigação”.  Ao Botafogo, a digna derrota que o isenta de qualquer pressão. E assim, a final da Taça Rio que não servia pra nada, serviu para aliviar a crise num dos lados, para fortalecer o grupo em outro. Deu Vasco.  E é natural que tivesse sido assim, já que …

O show tem que continuar

Leia o post original por Rica Perrone

A discussão ainda é bastante emotiva, pouco racional e compreensiva. Mas é hora de dar datas e levarmos adiante. O jogo não pode parar, como nada na vida pode parar em virtude de uma perda.  Nós trabalhamos após a morte dos nossos pais, nós seguimos em frente após as perdas e é assim que a …