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Sem Valdívia, Andrade soma 3 ‘desastres’ em 4 meses e sofre mais críticas

Leia o post original por Perrone

O desfecho da tentativa do Corinthians de trocar Giovanni Augusto por Valdívia se somou às operações frustradas envolvendo Drogba e Pottker e aumentou as críticas de conselheiros da oposição ao presidente do clube, Roberto de Andrade. São três negociações consideradas desastrosas pelos críticos do dirigente em quatro meses.

Na transação relacionada a Valdívia as queixas são de que o presidente expôs Corinthians, Internacional e os dois jogadores.

Uma das principais reclamações de oposicionistas é de que ao telefonar para o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, para saber se o concorrente queria Valdívia, o corintiano assumiu o risco de a conversa vazar e seu clube ser ridicularizado nas redes sociais por rivais, o que acabou acontecendo.

Para os descontentes, o cartola deveria ter ido até Porto Alegre e se empenhado para fechar o negócio sem se preocupar em falar com o palmeirense.

Outro motivo de insatisfação é a nota oficial divulgada pelo Corinthians para explicar que o negócio não deu certo. Nela, o clube paulista diz que foi procurado pelos gaúchos que ofereceram Valdívia e que após conversa entre Giovanni Augusto e a diretoria corintiana ficou acertado que ele não seria transferido. Os problemas apontados são que o alvinegro, com autorização de seu presidente, foi deselegante com o Inter, podendo ter criado um constrangimento entre o Colorado e seu atleta. E que também deixou Valdívia vulnerável ao descontentamento dos torcedores do Inter, pois ficou entendido que ele queria trocar de equipe. Ao mesmo tempo, apesar de afirmar que a decisão foi conjunta, ficou para a Fiel a certeza de que Giovanni não quis se mudar. Então, ele passou a enfrentar a ira da torcida corintiana. Em grande parte, ela desejava a negociação.

No resumo dos críticos, o Corinthians conseguiu perder Valdívia e Giovanni ao mesmo tempo, já que o jogador do alvinegro  deu sinais de não ter ficado contente com a movimentação e agora tem um clima péssimo com os torcedores para continuar no clube.

A atuação do presidente foi comparada com a participação dele na tentativa de trazer Drogba. Na ocasião, virou motivo de chacota entre torcedores adversários o fato de ele ter assinado nota no site do clube com o título “Valeu, Drogba”, agradecendo ao marfinense, que recusou a proposta corintiana. Além disso, no início das conversas, o clube tratou com um intermediário que não era o representante principal do atleta e houve ataques do próprio diretor de futebol, Flávio Adauto, à negociação, que não era comandada por ele.

Andrade não participou diretamente do fracasso nas tratativas com a Ponte Preta para ter Pottker, mas o fato foi lembrado agora porque a negociação também estava avançada e fracassou. Na oportunidade, o problema foi que todos os detalhes da contratação foram acertados para que o jogador fosse para o Corinthians após o Campeonato Paulista. Mas, pouco antes da estreia dele na Copa do Brasil pelo time de Campinas, a equipe da capital exigiu que o atacante não jogasse para poder defender o futuro clube na competição. A exigência não foi aceita e o trato acabou desmanchado.

O blog não conseguiu falar com Andrade.

 

Humilhar o cara também não, poxa vida!

Leia o post original por Craque Neto

Há algumas semanas, quando o Corinthians anunciou que não inscreveria o volante Cristian para o Paulistão, escrevi um post aqui mesmo no Blog explicando minha opinião sobre o caso. Na minha visão o jogador deveria ser tratado com respeito. Até por tudo o que fez pelo clube no passado. Isso não significava que ele teria que jogar e nem que ser relacionado. Mas se o cara está fora dos objetivos da comissão técnica, então que o emprestasse ou que tivesse o contrato rescindido. Isso era o que eu pensava naquele momento. Mas para minha surpresa os diretores Flávio Adauto e […]

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Lava Jato está entre obstáculos para Andrés controlar futebol corintiano

Leia o post original por Perrone

O grupo Renovação e Transparência apoiou Roberto de Andrade contra o processo de impeachment sofrido pelo presidente, mas em troca quer voltar a ter participação nas decisões do futebol corintiano e em outras áreas. O argumento é o de que Andrade precisa deixar de ser centralizador e contar com a colaboração de conselheiros experientes.

 O caminho para isso seria a nomeação de dirigente escolhido por Andrés Sanchez, líder dessa ala, ou do próprio deputado federal para atuar na diretoria de futebol. O plano porém enfrenta obstáculos. O principal deles é o fato de Andrés ter sido citado em delação na Lava Jato como recebedor de dinheiro da Odebrecht para caixa dois de sua campanha a deputado federal, o que ele nega.

Colocá-lo na diretoria de futebol já seria difícil por causa de suas atribuições como membro da Câmara. Mas agora seria atrair para o clube um problema pessoal dele já que a delação não envolve a Arena Corinthians no suposto pagamento. Ou seja, numa entrevista para falar sobre o time, ele poderia ser questionado sobre a delação.

Se empossar Andrés ou alguém indicado por ele, Andrade dará munição para a oposição que entende ser prudente deixar o ex-presidente neutralizado até que se defina sua situação na Lava Jato.

Outra questão que dificulta a retomada de poder é o fato de que Andrés e seu grupo discordam da forma como o futebol é administrado. De cara, o gerente de futebol Alessandro seria afastado, pois é criticado internamente por Sanchez e alguns de seus principais colaboradores. Também seria incompatível a convivência com Flávio Adauto, outro alvo de críticas. Por sua vez o atual diretor de futebol dificilmente aceitaria ser “rainha da Inglaterra” para Andrés. Andrade acabaria forçado a afastar Adauto também, mas o presidente é avesso a mudanças radicais.

A queda do diretor de futebol geraria constrangimento com Paulo Garcia, próximo a Adauto e considerado no clube o mentor de sua indicação. O influente conselheiro ainda indicou para a secretaria geral Antônio Jorge Rachid Júnior, que foi um dos principais articuladores da vitória de Andrade contra o Impeachment. Assim, a saída de Flávio poderia soar como traição a quem colaborou com o presidente no momento mais difícil de sua gestão.

Por tudo isso, o caminho menos turbulento seria Roberto permitir que o grupo de Andrés colabore informalmente, sem ocupar cargo no departamento de futebol. Mesmo assim, teria que administrar divergências.

Opinião: faltou profissionalismo à direção corintiana ao afastar Willians

Leia o post original por Perrone

Na opinião deste blogueiro, o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, e o diretor de futebol, Flávio Adauto, agiram como torcedores ao afastarem o volante Willians após desentendimento com um corintiano na saída do CT alvinegro.

Primeiramente, a dupla agiu mais passionalmente do que profissionalmente porque, apesar do fraco desempenho do volante, a equipe ainda briga por uma vaga na próxima Libertadores e não pode se dar ao luxo de reduzir seu elenco nas últimas rodadas do Brasileiro.

Além disso, a decisão dos cartolas pode gerar insegurança no grupo. Quem eventualmente for hostilizado por torcedores a partir de agora como deve agir para se defender sem perder o emprego?

O vídeo que circulou nas redes sociais mostra Willians fora do carro indo na direção do torcedor que pergunta se será agredido. Não dá para saber se o jogador ameaçou ou tentou a agressão. Caso a diretoria tenha provas de que ele fez isso, deveria ter relatado o fato em sua nota oficial, pois a gravidade da atitude do atleta aumentaria enormemente.

E se Willans feriu o código de vestimenta corintiano por sair do treinamento trajando calção verde, o erro também deveria ter sido informado na nota.

Por tudo isso, parece que a cúpula corintiana agiu mais com a emoção do que com a razão. Já tina sido assim no momento em que Andrade contratou Oswaldo de Oliveira por seu gosto pessoal, sem ouvir os alertas sobre ele não ser o nome certo para comandar o time e sem nenhum resultado recente que justificasse a posta.

Processo de escolha de diretor de futebol confirma isolamento de Andrade

Leia o post original por Perrone

A opções cogitadas por Roberto de Andrade para assumir a diretoria de futebol do Corinthians dão a dimensão de seu isolamento político desde que aumentou suas divergências com Andrés Sanchez ao contratar Oswaldo de Oliveira e ver Edu Ferreira deixar o cargo.

A primeira opção do presidente alvinegro foi Duílio Monteiro Alves, homem de confiança de Andrés. Ou seja, Andrade pensou em colocar no posto alguém diretamente ligado ao líder do grupo que o ataca internamente. Sondado, Duílio sinalizou que prefere seguir tocando projetos nos Estados Unidos.

Sem ninguém ao seu lado que tenha experiência na função, Andrade então vislumbrou a possibilidade de nomear Carlos Nei Nujud, amigo do atual presidente e diretor de futebol durante a gestão de Alberto Dualib. A sinalização de novo foi negativa.

E foi na gestão do ex-presidente que renunciou após uma série de denúncias que Roberto encontrou quem agora ele espera que assuma o cargo: Flávio Adauto. O jornalista foi vice-presidente de comunicação na era Dualib e sua experiência com o futebol é mais por meio do jornalismo esportivo do que como dirigente.

Assim, com poucos aliados no clube, Andrade teve que recorrer a alguém que não vive a atual realidade do vestiário alvinegro e precisará de tempo para se adaptar. A situação é reflexo do estrangulamento político enfrentado pelo presidente, que enfrenta situação semelhante à encarada por Mário Gobbi, seu antecessor, quando passou a conviver com a oposição velada de Andrés.