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Identidade

Leia o post original por Rica Perrone

Acho incomparável a possível troca de Fred pelo Fla com a ida ao Cruzeiro.  Como falei sobre Kaká outro dia, o mesmo se aplica ao Fred. Ter revelado o jogador não faz dele um ídolo do clube.

A ligação Fred/Cruzeiro nem a esse ponto chega porque ele veio do América. Ou seja, é só um cara que jogou lá (e bem) por 1 ano e meio. Não vi a ida dele pro Galo como “trairagem” ou sequer “polêmica”, idem pra sua volta, embora tenha sido direta.

Ele também não é um ídolo do Galo. Foi só um grande jogador que atuou lá.

Separemos.

No Fluminense ele é um dos maiores, se não for o maior. Ir ao rival tiraria dele uma parte considerável da relação torcida/ídolo que construiu ao longo de 8 anos de clube. Lá foi campeão, jogou Copa, outro patamar.

A ida pro Cruzeiro me chama mais atenção pelo timaço que eles tão montando do que por qualquer dor de corno ou polêmica em terceiros.

Outro dia falava sobre o pensamento pequeno da diretoria do Flu e em massa sua torcida concordava.  Mas sim, achei meio “pequeno” por parte de parte torcida do Flu “comemorar” a ida dele ao Cruzeiro. Afinal, se houve proposta, ele também recusou a sua. Embora “não ir pro Flamengo” seja uma vitória, não se posta festa em família porque o primo saiu de cadeia, né?

Entre os “vencedores e vencidos”, acho que ficou bom pra todos. Eles segue ganhando uma grana, morando perto da família e jogará a Libertadores.

Ah, mas a organizada é contra!

Mais um indicativo que o clube agiu certo. Ótimo reforço. Ainda o melhor do país na posição.

E azar de quem não levou ou não pode pagar.  Simples assim.

Queria eu ter o Fred no meu time.

abs,
RicaPerrone

Diminuído

Leia o post original por Rica Perrone

Eu vou escrever algo que não vai soar familiar aos não sócios, talvez agressivo aos sócios. Mas eu sinto tanta falta de escrever sobre a mística do Fluminense que me incomoda muito vê-lo cada vez mais longe dessa pauta.  Reclamam que passei a falar mais desse ou daquele, mas na real é o Flu que não me dá pauta alguma.

Eu não conheço o Abad, conhecia o Peter, tinha ótimo relacionamento com ele e tenho com o Mário.  Na real eles são todos pedaços de um processo de anos que cobrou deles uma postura individual após a saída da Unimed. E então separaram idéias.

Não quero concordar com um ou com outro, pois na real são anos de gestão, anos de diretoria e meses de um trabalho. Situações muito diferentes as dos três, mas que refletem muito do que o Fluminense tem por valor institucional.

Algumas pessoas na diretoria do Fluminense consideram o Flu um time menor. Essa frase não é uma coisa minha, já foi comparado ao Fulham da Inglaterra internamente dito em conselho. Parte concorda por conta da receita, outra parte discorda. Eu sou a segunda parte.

O Fluminense não pode “não ter 20 mil pra pagar” conforme áudio vazado. E mesmo se tiver, tem que fingir ter. Parte da grandeza é parecer grande o tempo todo.

O Fluminense não pode vender seu maior ídolo pra um rival e ele dizer na cara do presidente “eu não estou saindo porque quero”.

O Fluminense não pode negociar seus jogadores top com times brasileiros. Isso o inferioriza. O sucesso no Flu representa a ida pra Europa, não pra um outro time brasileiro antes desse estágio. Os clubes procurarem o Flu pelo Scarpa já me incomoda.

O clube não pode ter alvos e metas tão tímidos. Por menor que seja a condição financeira, ousar não é “loucura”. Loucura é tratar o Fluminense como Figueirense.

O clube precisa de ídolos, expectativa, movimentação de mídia, casa cheia.  Outro dia o Flu tinha a Unimed mas mais do que a grana deles, a loucura e megalomania do Celso, que não via o Fluminense como um time “menor”.

Na saída, o racha se dá muito em virtude de alguns tentarem ousar sem a Unimed e outros quererem o Flu conservador ao ponto de ser coadjuvante.

Nem um, nem outro.

É fim de ano morno, o Flu não promete nada pra 2018, nem sonda nomes que possam coloca-lo na briga. Sugere negociar com times internos seus jogadores. E o torcedor ainda vê seu ídolo negociar com o rival porque há pouco tempo o clube quis se desfazer dele.

A auto estima do torcedor é parte do patrimonio do clube.

Pés no chão é bom, mas quem tem os pés no chão não voa. E time grande tem que voar.

abs,
RicaPerrone

Conca, Fred e as “escolhas”

Leia o post original por Rica Perrone

Vou opinar antes de qualquer uma das partes se manifestar pra que não pareça um “lado”.  A diferença entre Conca, Fred, a relação FlaxFlu e os julgamentos são grandes.

Os dois jogadores são idolos do Flu. Ou “era”, pro argentino inteligente que foi ganhar um trocado a mais e ficar encostado no rival.  O Fred ainda é.  Especialmente porque qualquer pessoa razoavelmente próxima ao clube sabe que Peter fez de tudo para empurra-lo pra fora e não por vontade do jogador.

Conca, por sua vez, fez de tudo pra ir pro rival, inclusive quando o Flu ainda o queria e ele vestia a camisa do clube. Na saída da Unimed, negociou e se ofereceu para o Flamengo ainda jogador do Tricolor.

Nada errado. Apenas burro.  Conca tem suas escolhas claras: grana, grana, grana e foda-se.

Fred nunca tentou sair do Fluminense. Ao contrário, foi “vendido” contra sua vontade.  Isso dá ao Fred um “direito” que honestamente eu nem queria que ele fizesse uso.  Acho importantíssimo pra um jogador terminar a carreira ídolo de um clube. E o Fred tem muito a perder, embora em 2 anos possa se tornar também ídolo do Fla tal qual o Renato foi do Flu um dia.

Mas é um risco. E esse risco se divide entre jogadores que se oferecem e jogadores que são rejeitados. O Fluminense deu ao Flamengo a possibilidade do Fred. O Conca foi buscar no Flamengo essa oportunidade enquanto o Flu o queria.

São situações muito diferentes embora pessoas de má fé tentarão mistura-las pra vender na mesma sacola.

O Flamengo está apenas buscando o melhor centroavante do país. E o Flu, pensando pequeno, sem entender a importância de um ícone na relação torcida/clube, especialmente com crianças, deu ao Flamengo a oportunidade de negociar com esse ídolo e o alvará para que ele aceite sem ser “mercenário”, já que a dispensa partiu do clube.

abs,
RicaPerrone

Fred no Flamengo? Fazer o que com o Vizeu???

Leia o post original por Craque Neto

O Flamengo formalizou nesta segunda-feira uma proposta oficial para contratar o centroavante Fred do Atlético/MG. As duas partes não se manifestaram, mas é fato que a possibilidade existe. Sobretudo por duas razões bem óbvias: em primeiro lugar o Galo não tem mais a mesma grana de antes. Manter esse elenco caro depois do fracasso de 2017 já está sendo contestado no clube internamente. Em segundo lugar tem a situação do peruano Paolo Guerrero, que cumprirá a suspensão por doping. A pergunta que fica é: caso contratem o Fred, fazer o que com o até então titular Felipe Vizeu? Voltar pra […]

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O í”cone” da injustiça

Leia o post original por Rica Perrone

Não convém fazer de Fred um jogador do tamanho que ele merece.  Talvez porque não seja de um dos times mais populares do país, talvez porque parte da mídia tenha vergonha de reconhecer o exagero no massacre de 2014.

Seja pelo motivo que for, Fred coleciona títulos, artilharias, números e argumentos que só mesmo um desequilibrado pode contestar.  Mas esses não faltam. E ontem Fred escreveu mais um capítulo na história do futebol brasileiro que será citado com menos entusiasmo que um gol de Benzema em Madrid.

Passou Zico, encostou em Edmundo e Romário. O artilheiro do Galo deve encerrar a carreira perdendo, talvez, só para o Dinamite, artilheiro maior da competição.

E quando ultrapassar Romário usarão uma nova mentira para menosprezar o melhor 9 que tivemos desde a curta carreira de Adriano.

Gostemos ou não, Frederico não tem culpa de não estar na linhagem Careca, Romário e Ronaldo. O que não faz dele menor, apenas não lhe dá a condição de gênio.

Sabe aquele filme muito bom mas que você sai frustrado do cinema porque você criou uma expectativa sobre ele ainda maior? Então. A culpa normalmente não é do filme.

Pelé teve média de 0,57 gols por jogo no Brasileiro.  Zico de 0,54. Edmundo 0,48. Fred tem 0.53.  Longe de ousar compara-los, mas será possível que a gente vá passar a carreira toda desse cara contestando e colocando “poréns” ao invés de curtir a história sendo escrita e poder dizer, em alguns anos, “Eu vi o Fred jogar”?

abs,
RicaPerrone

Muita cobra junta costuma não dar certo!

Leia o post original por Craque Neto

Nunca fui contra reunir craques em um mesmo time de futebol. Talvez a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1970 seja o exemplo mais bem acabado de sucesso utilizando os melhores jogadores da época. Tinha gente que dizia que os caras não poderiam jogar juntos, aí o Zagallo, treinador na ocasião, tratou de formar aquela que provavelmente é a melhor linha ofensiva da história com Clodoaldo, Gerson, Pelé, Jairzinho, Tostão e Rivellino. Só que o passado recente mostra que a vaidade e o dinheiro muitas vezes atrapalha esse tipo de coisa. E não falo nem de briguinhas individuais como […]

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Por que só jogador do Shakthar Donetsk na Seleção? Tem convênio com a CBF???

Leia o post original por Craque Neto

Tenho o maior respeito e admiração pelo Tite, hoje técnico da Seleção Brasileira. É inegável que esse cara vem fazendo um trabalho sensacional. Venceu quase todos os jogos das Eliminatórias e resgatou o amor que o povo brasileiro tem pelo time verde-amarelo. Agora tem determinadas coisas que acontecem por ali na CBF – e já vem de outras gestões de treinadores – que fica difícil de entender. Uma delas que é muito nítido é esse amor que todo mundo que assume o cargo tem pelos jogadores brasileiros que atuam pelo Shakthar Donetsk. Incrível!!! Se perguntar nas ruas do Brasil o […]

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Empate estranho entre Galo e Palmeiras em BH

Leia o post original por Antero Greco

Dei um tempo para batucar estas linhas sobre Atlético-MG 1 x Palmeiras 1, um dos destaques do sábado no Brasileirão. Esperei baixar um pouco a poeira, diminuir a adrenalina. No calor da hora, corria o risco de entrar na pilha dos torcedores.

O jogo foi estranho, por vários motivos, a começar pela qualidade técnica: as duas equipes estão aquém do que se imaginava delas no início da temporada. Houve também arbitragem tensa de Leandro Vuaden, com os três pênaltis e as duas expulsões. Para arrematar, tem gente a negar fogo, casos de Robinho e Fred, dois pesos nulos no Galo.

Vuaden acertou na marcação dos pênaltis, os dois em favor do Atlético e aquele do Palmeiras. As falhas ficaram para Fred e Deyverson, que desperdiçaram um para cada lado, e sem entrar no mérito e na experiência de Prass e Victor, dois experts pegadores de penalidades. Os palmeirenses reclamam de uma mão de Luan dentro da área do Galo. Nas imagens que vi, ficou a sensação de ter batido no peito. Se houver outra mais definitiva, reformulo a opinião.

O árbitro foi correto, ainda, nas expulsões dos palestrinos Luan e William. O zagueiro pela falta no pênalti sobre Alex Silva, o atacante por revidar entrada de Valdivia. Porém, errou ao não dar no mínimo amarelo para Valdivia, no mesmo lance. E também fechou os olhos para entrada dura de Fábio Santos no primeiro tempo. Igualmente valia ao menos o amarelo.

O jogo em si mostrou o Galo confuso, embora melhor do que o Palmeiras no primeiro tempo. Mas sentiu o baque do gol de Deyverson que havia deixado o adversário em vantagem. Reequilibrou com o empate, mas sem ser eficiente.

Pior: o Atlético passou a segunda etapa com um a mais (pelo vermelho de Luan), e com dois a mais pelo menos por 20 minutos (expulsão de William). Não soube aproveitar-se da vantagem numérica e abusou de chutes de longe ou de chuveirinhos. Fred e Robinho fizeram figuração.

O Palmeiras veio com formação diferente, mais uma vez, e sem convencer. O meio com Tchê Tchê, Moisés, Jean e Guerra não rendeu, assim como Mayke foi discreto na lateral direita e Egídio regular na esquerda (para complicar fez o segundo pênalti, o do gol de empate). Na frente, Deyverson apareceu só na hora do gol que fez e foi bizarro no pênalti perdido.

Por ironia do destino, o Palmeiras melhorou ao ficar com um a menos. E foi heroico, com nove em campo. No fim, pôde até festejar o ponto conquistado. Mas continua a balançar na parte de cima da classificação.