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O valor de Rubens Quintas

Leia o post original por Odir Cunha

Quando os adversários já diziam que o Santos tinha virado um time pequeno, Rubens Quintas Ovalle saneou as dívidas, evitou a falência do clube e confiou nos Meninos da Vila, campeões de 1978.

Já ouvi, de um torcedor contrário, uma piada que contam por aí sobre o Brasil, só que nela o país é substituído pelo Santos. Dizem que o Senhor criou um time à beira mar, de uma cidade menor, que colocaria de joelhos esquadrões das grandes capitais do mundo e revelaria craques aos borbotões, entre eles o melhor de todos. Um anjo enxerido quis saber se o Todo Poderoso não estava sendo generoso demais com aquele Alvinegro Praiano, ao que o Criador explicou: “Mas você vai ver os dirigentes que colocarei lá”. Bem, talvez no todo a piada seja uma grande verdade, mas há exceções. Eu mesmo conheci uma delas: dinâmico, assertivo, visionário, Rubens Quintas Ovalle assumiu o Santos em 1978, época em que ninguém queria presidir o clube, e salvou o Santos da insolvência.

A gestão anterior, comandada por Modesto Roma, tinha sido uma das mais terríveis da história santista. Nos Campeonatos Paulistas de 1975, 1976 e 1977 a melhor posição do Santos tinha sido um sexto lugar, em 1977. Nos Campeonatos Brasileiros destes mesmos anos o time terminou em 23º, 19º e 21º, respectivamente. Nós, torcedores, temíamos pelo pior. A cada derrota os adversários cantavam: “Pelé parou, o Santos acabou”. E derrotas é que não faltavam…

Naquele constrangedor ano de 1976 ano o Santos fez 67 jogos, entre oficiais e amistosos. Ganhou 24, empatou 24 e perdeu 19. A primeira grande frustração ocorreu no Campeonato Paulista, em que foi derrotado na Vila Belmiro por São Bento, Guarani e Ponte Preta e precisava vencer a Ferroviária para passar para a fase seguinte. Acabou empatando em 0 a 0, enquanto o Noroeste vencia a Portuguesa Santista, em Ulrico Mursa, e ficava com a vaga. Alguns jornalistas babaram de prazer ao decretar que o Santos não era mais time grande.

Mas em 1978 o empresário santista Rubens Quintas Ovalle foi eleito presidente do Santos, sucedendo Modesto Roma, e com uma visão profissional e arrojada o novo dirigente começou a colocar o clube nos trilhos. Em pouco mais de um ano o time estava comemorando o primeiro título paulista da era pós-Pelé, com um bando de garotos espetaculares como Juary, Pita, João Paulo e Nilton Natata, batizados pelo técnico Chico Formiga como “Os Meninos da Vila”.

placar santos campeao 1978

A conquista veio em julho de 1979 e a revista Placar (capa acima) publicou uma edição especial sobre o feito com o título “O Santos (novamente) é o maior”. Em suas páginas, várias matérias explicavam a recuperação do Alvinegro Praiano. Entrevistado, Rubens Quintas disse como havia pegado o clube e como ele estava naquele momento:

– Até 6 de abril do ano passado (1978) a dívida do clube era de 46 milhões de cruzeiros, segundo levantamento feito pela auditoria. O Santos era um clube totalmente desacreditado, tanto no mercado interno, quanto externo. A cota do clube para amistosos era de apenas 70 mil cruzeiros. Hoje o Santos não deve nem a fornecedores, nem a clubes, nem à Federação. Nossa cota para amistosos é de 500 mil cruzeiros e mesmo assim não temos datas disponíveis.

A matéria dizia que o presidente Rubens Quintas, então com 46 anos, ao qual o hábito de vestir jeans e o corpo esguio davam um aspecto jovial e dinâmico, se sentia um homem realizado, pois o Santos havia alcançado o objetivo bem antes do prazo previsto. Para o presidente, pagar os salários dos jogadores em dia tinha sido um dos segredos da recuperação santista:

– Quando assumi, tinha jogadores vivendo até problemas de despejo por atraso de salários. Se o patrão não paga, como é que alguém vai ter amor pelo trabalho que faz?

Lembro-me que além de pagar os salários em dia, Quintas criou uma maneira original e ousada de motivar os jogadores: uma parte da renda era dividida entre eles e a porcentagem dependia do resultado obtido. Assim, em uma época em que a torcida do Santos comparecia em massa aos jogos, quanto maior o público, mais o time lutava pela vitória.

Sob a direção de Rubens Quintas, além de campeão paulista de 1978, o Santos foi vice-campeão estadual em 1980. No Campeonato Brasileiro também passou a ter uma participação mais digna, chegando às quartas de final em 1980 e 1982, oportunidades em que foi eliminado pelo Flamengo de Zico em jogos equilibrados.

Aos 84 anos, Rubens Quintas Ovalle continua vivendo em Santos, quase anônimo, afastado da política do clube e dedicado à família. Não conheci o visionário Athié Jorge Cury, mas dos presidentes santistas que conheci, como jornalista, Rubens Quintas Ovalle foi o que melhor me impressionou.

Não me lembro, porém, de saber que ele recebeu uma homenagem do clube. E bem que merece, pois assumiu a presidência em um momento caótico, após uma gestão catastrófica, e devolveu ao santista a alegria e o orgulho de torcer para um dos maiores times da história. No ano que vem, o título de 1978, apesar de conquistado em 1979, completará 40 anos. Será uma ótima oportunidade de homenagear o primeiro dirigente santista campeão depois de Pelé. E um dos poucos a tratar o clube com a seriedade e o profissionalismo que ele merece.


Uma relação delicada

Leia o post original por Odir Cunha


Ídolo como jogador, Elano pode se consagrar como técnico.

A relação dos dirigentes de um clube com jogadores de futebol é sempre delicada. O jogador sofre muita pressão , dentro e fora do campo, e raramente tem estrutura psicológica e intelectual para suportá-la. Se o dirigente aperta demais, o jogador espana. Se é tratado sem nenhuma ou pouca cobrança, fica mal acostumado, relaxa e perde o tesão pelas vitórias.

A Lei Pelé deu aos jogadores direitos e poderes que não tinham e que nem sempre são usados por eles de maneira ética e profissional. Como uma forma insólita de compensação por essa liberdade que, sem controle, costuma virar liberalidade, nos grandes clubes do Brasil as torcidas organizadas, muitas delas bancadas pelos próprios clubes, entram em ação para acuar os jogadores quando percebem que o time está sem comando.

A única forma de se evitar um ambiente conturbado e improdutivo em um time de futebol é promover o respeito entre as partes e a natural divisão de responsabilidades. Dirigentes precisam pagar salários em dia e dar aos jogadores boas condições para se preparar e desempenhar sua profissão, jogadores precisam cumprir suas responsabilidades com o clube e torcedores têm todo o direito de se manifestar, mas nunca partir para a agressão.

Sei que falar é fácil. Passional como é, o futebol tira do sério até pessoas geralmente educadas e tranquilas. Mesmo em clubes do primeiro mundo testemunhamos desavenças inexplicáveis. A vaidade humana ainda está longe de ser domada, mesmo nas melhores civilizações. Mas o que tudo isso tem a ver com o nosso Santos?

Como o Santos de Elano pode ser campeão

Admitida a fragilidade da relação entre jogadores, direção de futebol e presidência do clube, creio que a indicação de Elano para dirigir o Santos nessa retal final de campeonato pode ser válida. Ele conhece bem o elenco e teve uma ótima experiência como técnico interino ainda neste Brasileiro, com duas vitórias em dois jogos. Se tiver um bom desempenho nesses sete jogos que faltam, pode – parece incrível! – terminar o ano com o título de campeão brasileiro. Antes de achar que estou delirando, analise comigo os jogos que faltam:

Atlético Mineiro – 04/11, sábado, na Vila: Com tempo para se preparar, diante de um adversário sem pretensões e ainda jogando em casa, o Santos é favorito e deve vencer.

Vasco – 08/11, quarta-feira, na Vila: O Vasco luta por uma vaga na Libertadores e tem jogado regularmente, mas ainda assim o Alvinegro Praiano, de novo em casa, é favorito.

Chapecoense – 13/11, segunda-feira, Chapecó: O time catarinense corre muito e às vezes consegue bons resultados, mas perde mais do que ganha.
Bahia – 16/11, quinta-feira, Salvador: Em casa o Bahia consegue bons resultados, mas é um adversário que o Santos pode vencer, desde que esteja devidamente motivado.

Grêmio – 19/11, domingo, Vila: Completo, o Grêmio é o melhor time brasileiro do momento, mas deverá jogar desfalcado por causa da final da Libertadores. E na Vila.

Flamengo – 26/11, domingo, Rio: o jogo mais difícil da reta final, mas talvez o Flamengo não possa mais lutar pelo título e já tenha a vaga na Libertadores garantida. Então…

Avaí – 03/12, domingo, Vila: Dos sete jogos que faltam, é aquele em que o Santos é mais favorito. Se depender de uma vitória para ser campeão, a faixa estará garantida.

É frequentador deste blog, apoia as ideias do Movimento por um Santos Melhor, sonha em ser conselheiro do clube e quer fazer parte da chapa Somos todos Santos? Envie-me um e-mail para o endereço blogdoodir@blogdoodir.com.br e vamos conversar sobre isso. Você pode ser mais importante na vida do Santos.

E-mail para votar em São Paulo

Muitos sócios têm me perguntado como farão para votar para presidente do Santos, no dia 9 de dezembro, sem precisar ir até a Vila Belmiro. É simples. Basta pedir a mudança de domicílio eleitoral pelo e-mail domicilioeleitoral@santosfc.com.br

No e-mail o sócio deve dizer que prefere votar em São Paulo e incluir o seu nome completo, número do CPF e seu número de sócio do Santos.

O pedido também pode ser feito pessoalmente, na secretaria social do clube, no estádio Urbano Caldeira, ou na subsede do Santos na capital, situada à avenida Indianópolis, 1772, telefone (11) 3181-5188.

Mesmo os associados que pediram a mudança de domicílio eleitoral na última eleição deverão fazê-lo novamente, ou deverão votar na Vila Belmiro.

O prazo para pedir a mudança de domicílio eleitoral para São Paulo vai até o dia 24 de novembro. Portanto, se você quer votar na sede da Federação Paulista de Futebol, não perca tempo.

Poderão votar todos os sócios do Santos que tiverem ao menos 1 (um) ano completo de permanência ininterrupta no quadro associativo do Santos e não estiverem em débito com o clube.

Os associados inadimplentes que quiserem quitar as suas contribuições atrasadas para garantir o seu direito de voto poderão fazê-lo até o dia 4 de dezembro. O clube promete manter a secretaria social e a tesouraria de plantão de 29 de novembro a 4 de dezembro, das 10 às 21 horas, para atender aos sócios.

O Santos tem sido um clube abençoado pelos deuses do futebol, que o escolhem para, regularmente, receber em sua manjedoura meninos escolhidos, especiais, que nascem ali para brilhar no futebol. Está na hora de termos também dirigentes à altura desses craques. Mas essa última parte depende de você, sócio santista. Vote no dia 9 de dezembro, na Vila Belmiro, ou na Federação Paulista de Futebol, e coloque o Santos no reencontro de sua universalidade.

E você, o que acha disso?

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Momento de Decisão

Leia o post original por Odir Cunha

Meus amigos e minhas amigas, todo mundo sabe que a vida é feita de momentos. Há os indigentes, que não servem para nada a não ser para comprovarmos que estamos vivos. Seria, no futebol, os jogos para cumprir tabela. Porém, sempre chega a hora de um momento decisivo e é este que separa os homens dos meninos, os bons dos maus, os valentes dos covardes, os honestos dos ladrões… O momento decisivo define carreiras. Quem se destaca nessa situação limite é lembrado para sempre; mas os que fracassam são repudiados ou esquecidos.

Veja que Pelé não foi Rei Por acaso. Ele jamais perdeu uma decisão, a não ser que estivesse fora de forma física, como ocorreu em 1966. Seus mais de 20 títulos oficiais com a camisa do Santos têm uma explicação clara: na hora agá o homem virava fera e ninguém conseguia superá-lo. Essa é uma de suas grandes diferenças para os outros craques. Pelé não dava xabu. Fez duas finais de Copas do Mundo e nelas marcou três gols, deu duas assistências e foi considerado o melhor em campo. Enquanto outros…

Digo isso porque estamos diante de um momento desses para o nosso Santos, que nesse sábado, às 17 horas, no Pacaembu, enfrenta o São Paulo e uma torcida de mais de 30 mil bocas pela manutenção de seu sonho de ser campeão brasileiro. Ainda é plenamente possível, mas a dúvida dos santistas não é se o medíocre líder fraquejará de novo, mas se o Santos dará uma de Pelé e crescerá no momento decisivo.

Sinto desconfiança entre os torcedores, ainda mais agora que Zeca entrou na justiça contra o clube alegando atraso de salários. Já vimos essa história antes no final da gestão de Odílio Rodrigues. Será que a direção atual reservou o dinheiro para festas eleitoreiras e se esqueceu de pagar os jogadores? O fato é que um ambiente dividido, com jogadores desmotivados, naturalmente diminui o ânimo da equipe para o grande embate. O Luisinho, leitor do blog, sintetizou a expectativa de muitos santistas em um comentário duro, mas realista:

Já dá para imaginar como vai ser o jogo no sábado: o Santos vai ser amassado pelo limitado time do São Paulo, aquele jogo que dá raiva de assistir, e jogar por uma bola no contra-ataque. Se acontecer um milagre e o Santos abrir o placar, os dez jogadores vão ficar atrás da linha do meio-campo, implorando para tomar o empate. Preparem seus estômagos….

Bem, é isso mesmo que tem acontecido nos últimos jogos do Santos. O time não consegue ganhar com facilidade de nenhum adversário e ainda sofre pressão de todos eles. Sem motivação para buscar a vitória, sem ânimo para correr com a bola, ou fechar os espaços quando estiver sem ela, não há time que seja competitivo no futebol atual. Mas será que não podemos esperar nada desses jogadores no clássico?

Bem, eu acredito, no mínimo, na inteligência. Sei que mesmo os jogadores que pensam em sair do Santos em 2018 quererão aproveitar esse confronto para deixar uma boa imagem e despertar o interesse de outros clubes, e só conseguirão isso jogando com vontade, doando-se ao time e conquistando uma grande vitória. Se não podem jogar pela diretoria que lhes atrasa os pagamentos, nem pela torcida que os persegue, que ao menos joguem por seus caráteres e suas carreiras. E que a esperança não morra.

E você, o que pensa disso?

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Eternidade

Leia o post original por Odir Cunha

Eu e Pelé II

Hoje o brasileiro mais talentoso de toda a história completa 77 anos. Somos privilegiados por viver no mesmo tempo que ele e, muitos de nós, mais abençoados ainda por tê-lo visto em campo, fazendo coisas que ninguém fez ou fará. Pelé usou a linguagem universal da arte do futebol para encantar plateias de todo o mundo, colocar o Brasil no mapa e se tornar um imortal. Um forte abraço, mais do que isso, um beijo ao senhor Edson Arantes do Nascimento, nosso amado Pelé. Saúde, felicidade e vida longa ao Rei!

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O sonho e a realidade

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O SONHO E A REALIDADE

Como o líder do Brasileiro é um time medíocre e em má fase, muitos de nós fazíamos as contas, esperançosos: o Santos venceria o Vitória, no Pacaembu; venceria também o Sport, em Recife, e ainda o Atlético Goianiense, na Vila Belmiro. O rival não venceria nenhum de seus três jogos e a diferença de pontos cairia drasticamente, permitindo uma atropelada santista na reta final. Bem, este era o sonho. A verdade é que o Santos é mais limitado do que boa parte dos times deste campeonato, como ficou evidente mais uma vez na partida contra o Sport.

A falta de planejamento e profissionalismo fez o Alvinegro Praiano entrar para um jogo decisivo com um meio campo improvisado, com os reservas Yuri, Serginho e Jean Mota, além do desmotivado Lucas Lima. Na prática, o ataque tinha apenas Ricardo Oliveira, que costuma correr só no primeiro tempo, pois depois se cansa. Na verdade, o time todo do Santos se cansa mais rápido do que os rivais. Quem vê os jogos da Champions League percebe que lá as equipes entram completas nas partidas mais importantes, pois se planejam para isso. E correm o tempo todo em busca do resultado.

Nessa reta final de campeonato é que se percebe o quanto a falta de um elenco equilibrado é decisiva. Não torrasse o dinheiro com jogadores limitadíssimos, como Kayke, Yuri, Wladimir Hernández, Leandro Donizete e Copete; não renovasse os contratos de eternos reservas dos reservas, como Léo Cittadini, Serginho e Lucas Crispim, entre outros, e o Santos hoje teria um time colado no líder, ou, quem sabe, na ponta deste Brasileiro.

O torcedor está certo quando se revolta com a presença no time titular de jogadores como Yuri, Zeca, Serginho, Copete e Yuri, que os fazem ter saudades de times inexpressivos dos anos 80, mas a verdade é que isso é o que restou de um elenco limitado e ainda repleto de casos de contusões de longuíssimo tratamento.

Com a preocupação de não estourar de vez o time, a preparação física opta pelo descanso, e o que se vê em campo é uma equipe limitada e sem fôlego, que joga por estocadas e se fecha para segurar o resultado quando consegue um gol esporádico. Esse Santos, modesto demais, não é, positivamente, aquele que aprendemos a amar.

Sobre o jogo contra o Sport, o que se pode dizer é que o resultado foi até bom para o Santos, pois o adversário, que no primeiro turno já tinha vencido na Vila Belmiro, desta vez dominou o tempo todo. Não fosse, novamente, o goleiro Vanderlei e os zagueiros Lucas Veríssimo e David Braz, e nem um pontinho seria trazido do Recife. Em uma análise fria, devemos nos perguntar: onde estava escrito que o Santos tinha a obrigação de vencer o Sport na Ilha do Retiro?

Para começar, o Santos pode ainda ser o time que mais gols fez na história do futebol, mas hoje, com Diego Souza e André, o time pernambucano tem uma dupla de atacantes mais eficiente do que a do Alvinegro Praiano. Seu técnico, Vanderlei Luxemburgo, também é bem mais vencedor do que o piadista Levir Culpi. Fundado em 1905, o Sport tem um estádio com capacidade para 29 mil pessoas, encravado em uma cidade de 1.633.697 habitantes. Não é fácil desembarcar lá, com um time improvisado, e vencer.

Kayke perdeu um gol que lembrou o inesquecível Nilson, Vanderlei deixou passar um cruzamento que trouxe à memória Fábio Costa no segundo gol do Boca Juniors, em La Bombonera, em 2003. Vanderlei tem muito crédito, enquanto Kayke está fazendo hora extra há muito tempo, mas esses detalhes não podem nos fazer esquecer que o Santos jogou como time pequeno, apenas nos contra-ataques, e o empate foi até bom.

Também não se pode esquecer que clube que quer ser campeão não negocia seus melhores jogadores para pagar salários atrasados, como continua ocorrendo nesta administração. Esta gestão já vendeu Geuvânio, Gabigol e Thiago Maia e está ansiosa para passar nos cobres jogadores que ainda nem estrearam no profissional. Assim, sem nenhum planejamento e sem a devida qualificação do elenco, como se pensar em título brasileiro, ou em qualquer outro?

Conseguir uma vaga para a Copa Libertadores de 2017 é a meta realista do Santos neste campeonato. E mesmo para atingi-la terá de ter a capacidade de juntar os cacos e partir para nova batalha a cada jogo, a começar pelo duelo de titãs contra o perigosíssimo Atlético Goianiense, o virtual rebaixado da competição. Que a torcida compareça à Vila Belmiro e faça a sua parte. O torcedor mais experiente sabe que nada é tão ruim que não possa piorar.

E você, o que acha disso?


Faltou pouco. Falta muito

Leia o post original por Odir Cunha

O torcedor santista está lamentando o empate com o Vitória que impediu o Santos de ficar a apenas sete pontos do líder do Brasileiro. Ele se lembra das chances perdidas por Copete e Ricardo Oliveira, da falha do mesmo Copete no primeiro gol adversário, lembra ainda da sentida ausência de Bruno Henrique, hoje o melhor atacante do time, e fica com a certeza de que faltou pouco para o triunfo diante de 15 mil pessoas – um público de médio para pequeno no Pacaembu, mas que superlotaria a Vila Belmiro.

Os mais analíticos recordarão que de pouco em pouco o Santos está deixando passar mais uma excelente oportunidade de conquistar o seu nono título brasileiro. Só com a Ponte Preta foram dois empates e quatro pontos perdidos; a decisão de usar apenas reservas contra o Botafogo custou mais três pontos; assim como a derrota, na Vila Belmiro, para o Sport, e há este último empate com o Vitória. Só nesses exemplos já teríamos pontos suficiente para colocar o Alvinegro Praiano na ponta do campeonato. Enfim, tudo indica que mais uma vez ficará a impressão de que faltou pouco para ser campeão.

Porém, uma análise mais aprofundada mostrará que o que realmente faz mais falta ao Santos, na busca de títulos e de um novo período de prestígio e conquistas, não estão em alguns detalhes dos jogos, mas sim na estrutura e na gestão do clube. Administrado como um club e menor, sem respeitáveis aspirações mercadológicas, em campo o Santos reflete essa visão e ambição modestas.

Enquanto a presidência gasta o precioso dinheiro do clube com eventos eloeitoreiros e deixa de saldar compromissos importantes – como aquele que fará o clube perder o CT Rei Pelé – o Santos segue um caminho sem grandes aspirações. Seu destino só poderá ser mudado nas eleições de 9 de dezembro. E se você, sócio, quiser fazer parte dessa mudança, esteja apto para votar e vote! Falta pouco!


Arte versus estatística

Leia o post original por Odir Cunha

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Pelé, com a camisa 10 da Seleção e o vídeo de seu gol contra a Itália: única referência ao futebol no Moma, o museu de arte moderna mais importante dos EUA.

Todo campeonato de futebol terá um campeão, mesmo medíocre. Porque os campeonatos, mesmo nas épocas áridas, sem talento e inspiração, precisam ter seus campeões. Terão bajulações e fama passageiras, mas engrossarão as estatísticas. Assim, tal time terá um título a mais e os estatísticos louvarão os números, como se eles pudessem ser eternos, o que nunca conseguirão, pois só a arte é eterna.

No Moma, o decantado museu da arte moderna de Nova York, a humanidade é representada nas telas e comentada em variadas línguas, pois gente de todo o mundo se espreme em seus corredores em busca das mensagens mais profundas que o homem produziu em forma de arte. Aqui não há espaço para que, fez menina do que o máximo.

Sem nenhuma supresa eu e Suzana encontramos a camisa 10 da Seleção Brasileira e o vídeo de Pelé marcando o primeiro gol da decisão da Copa de 70. Sim, nós já sabemos, mas é sempre emocionante se deparar com a consciência da imortalidade de Pelé, o 10 do Santos e do Brasil. Nesse momento, fica tão evidente como a arte está acima das estatísticas…

É evidente que vencer campeonatos é importante, porém, acima das circunstâncias de momento, o compromisso maior do Santos deve ser com a arte do futebol e a imortalidade que vem com ela. Essa é a meta que uma gestão ousada deve seguir buscando. As estatísticas têm o seu valor, mas o Santos nasceu para pairar acima delas.


Futuro X Passado

Leia o post original por Odir Cunha

image Nesta “piscina” ficava uma das torres gêmeas

Hoje, dia em que o Santos joga sua esperança no Campeonato Brasileiro contra a sempre respeitável Ponte Preta, vou à Ilha Randal, aqui em Nova York, em busca do estádio em que o Santos venceu o Benfica 4 a 0 e, apenas um mês depois da Copa da Inglaterra, vingou o futebol brasileiro que havia sido derrotado e humilhado pela Seleção Portuguesa de Eusébio.

Faltam apenas dois dias para se encerrar a campanha de pré-financiamento coletivo do livro único “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, obra que tive o prazer e a honra de fazer com Marcelo Fernandes, e este será o meu último vídeo para a campanha. Espero que ajude a Editora Onze Cultural a arrecadar o suficiente para imprimir ao menos 1.500 exemplares.

Mas a veneração pelo passado não deve significar ojeriza pelo futuro, ao contrário. Das conquistas e lições vividas vêm à determinação de se construir novos tempos. O Santos não pode se esquecer de sua grandeza e sua missão no futebol, sob o risco de se tornar um eterno coadjuvante de um espetáculo do qual foi o grande astro.

Da desgraça absoluta que foi a destruição das torres gêmeas resultou um memorial visitado diariamente por milhares de pessoas de todas os idiomas do mundo. Novas construções foram erguidas no espaço ocupado pelo World Trade Center, mas duas piscinas ocupam os lugares em que ficavam os alicerces das duas torres, em monumentos que se tornam mais belos e reflexivos à noite.

Identifico-me com essa capacidade de transformar limão em limonada, pois sem ela não conseguiremos promover os muitos renascimentos que a vida nos propõe.

Hoje a velha Vila Belmiro completa 101 anos e não deve ser coincidência que seja também o Dia Da Criança. Nós, santistas, somos velhos-meninos, ou meninos-velhos, estamos sempre navegando entre o passado e o presente, às vezes sem saber ao certo em que direção seguir.

Não podemos, porém, cair na armadilha de recorrer eternamente a velhos ídolos e velhas fórmulas que já não funcionam mais. O Santos que vingou o futebol brasileiro em 1966 tem uma dimensão que não pode ser destruída. Honremos o passado, mas saibamos construir um futuro com ousadia, transparência e profissionalismo. Afinal, velhos ou meninos, Somos todos Santos.


Estádio: o que importa

Leia o post original por Odir Cunha

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Nesta sexta-feira, 5 de outubro, meu cunhado Eduardo me levou até Pontiac, uma cidade na área metropolitana de Detroit, para vermos o Silverdome, ex-estádio do Detroit Lions, onde o Santos empatou com o Cosmos em 1 a 1 há exatos 40 anos. Um público superior a 26 mil pessoas viu o jogo, recorde para o soccer local até então. Agora o belo estádio, que tinha uma cobertura prateada, está em demolição e é proibido vê-lo de perto.

Norte-americanos, ainda mais do show business, não gostam de jogar dinheiro fora. A cidade perdeu população com a crise da indústria automobilística e o Silverdome ficou um pouco mais distante da região em que se concentra a maioria de seus torcedores.

Há vários anos o Detroit Lions, que é um time de futebol americano, joga no seu novo estádio, o Ford Field, no centro de Detroit. O patrocínio da Ford viabilizou o estádio e o Silverdome, inaugurado em abril de 1975, portanto com apenas 42 anos de vida, já é coisa do passado.

Domingo veremos um jogo no Ford Field, que tem capacidade para 65 mil pessoas, e farei umas fotos para que percebam a beleza do estádio, hoje encravado no coração da torcida do Detroit. Creio que seja evidente a lição que nós, santistas, podemos apreender com a determinação desse gigante do futebol norte-americano.


Quem quer o Santos menor?

Leia o post original por Odir Cunha

Ligue os pontos, santista:

1 – Muitos sócios têm reclamado que não conseguem pagar seus boletos. O clube pouco se empenha para resolver os casos e a inadimplência sobe.

2 – Segundo informações do próprio Santos, o quadro de sócios do clube, que chegou a quase 70 mil há cinco anos, hoje está entre 9 e 8 mil adimplentes, e caindo.

3 – Sócios inadimplentes não poderão votar na eleição para presidente do clube, em 9 de dezembro.

AJUDE O GRANDE LIVRO DO SANTOS A NASCER

A campanha está chegando ao fim. Se você ainda não participou, participe. Além de ter um livro único em sua biblioteca, você ajudará o Santos a ter a história de suas viagens reconhecida para sempre, em uma obra magnífica.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, estamos em 25 mil. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e da literatura mundial do futebol.

Agora assista a este filme inglês e não se emocione, se puder:

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