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CBF diz que pagou por seu CT na Copa-14 e agora briga na Justiça

Leia o post original por Perrone

Apesar de ser a proprietária da Granja Comary, a CBF sustenta que pagou vultuosa quantia para a Match Serviços de Eventos a fim de reservar o CT da própria confederação para a seleção brasileira utilizar no Mundial de 2014. A entidade alega que o combinado era receber todo o dinheiro investido de maneira desnecessária de volta, mas que a parceira ainda deve uma parte, por isso acionou a Justiça. Por sua vez, a empresa afirma que contratou o espaço usando seu procedimento padrão na Copa. Declara ainda ter pago para a confederação integralmente a quantia ajustada, logo, nada deve.

O imbróglio está detalhado em pedido de notificação judicial enviada pela CBF para a Match cobrando o ressarcimento de R$ 323.136. No documento, o confederação confirma que não precisava dos serviços de nenhuma empresa para reservar seu CT. “Apesar disso a Fifa solicitou que a CBF assinasse com a Match o contrato de Team Base Camp Hotel Agreement (acordo que todos os países assinaram referente às suas instalações no Brasil), sob o argumento de que a utilização dos serviços da Match seria para manter o mesmo tratamento isonômico em relação a todas as seleções participantes do torneio, especialmente porque o Brasil era o país anfitrião da competição”, diz trecho do pedido feito à Justiça.

Os advogados da confederação, no entanto, sustentam que ficou acordado que a Match devolveria integralmente o valor pago pela CBF para reservar seu centro de treinamento. E declaram à Justiça que a empresa devolveu R$ 979.200 divididos em quatro parcelas entre junho e agosto de 2014. “Contudo, em levantamento realizado pela CBF, apurou-se que o valor total efetivamente pago pela CBF para a Match foi 30% maior do que o valor que a Match ressarciu para a CBF em desacordo com o compromisso firmado entre as partes”, alegam os advogados da confederação no documento judicial. A empresa, no entanto, discorda dessas contas.

No dia  18 de julho, os defensores da CBF assinaram pedido de notificação judicial para que a Match devolvesse em dez dias o dinheiro que estaria faltando e ficasse ciente da intenção da entidade presidia por Marco Polo Del Nero de tomar as “medidas judiciais cabíveis”, caso não recebesse o montante no prazo estipulado. Em 5 de setembro, a empresa recebeu o documento.

“Em tese, o prazo já teria corrido. Agora vamos avaliar alguma medida com o cliente (CBF). Fizemos duas notificações extrajudiciais e não obtivemos resposta. Então, enviamos uma notificação judicial”, disse ao blog na última sexta Rodrigo Darbilly, um dos advogados da CBF no caso.

Já a empresa respondeu ao blog por meio de e-mail assinado por Imran Patel como representante da Match Services. Leia abaixo, na íntegra, a resposta na qual a companhia diz nada dever para a CBF.

“A Granja Comary foi contratada pela Match como um centro de treinamento de acordo com nossos procedimentos contratuais padrão. Todos os valores devidos para a Granja Comary pela Match foram pagos integralmente de acordo com acordos firmados entre Match e CBF. Ao contrário do que é alegado pela CBF, podemos confirmar que não há valores pendentes devidos à CBF. No que diz respeito aos contratos de acomodação de centro de treinamento para a equipe, os processos contratuais e os termos da Match foram os mesmos para todas as 32 equipes participantes da Copa do Mundo da Fifa 2014 e não houve termos ou acordos especiais feitos com a CBF que fossem diferentes ou especiais.”

Procurada para falar sobre o assunto, a diretoria de comunicação da confederação não atendeu ao blog até a publicação deste post.

CBF ainda não discute privacidade da seleção na Comary

Leia o post original por blogdoboleiro

O coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi, disse nesta quinta-feira que ainda não é hora de pensar em treinos fechados do time de Dunga na Granja Comary: “Não discutimos isso. Ainda é cedo. Nem pensamos em fazer treinos fechados”.

Desde que a dupla Gilmar/Dunga assumiu o comando do selecionado brasileiro, o tema foi levantado em mais de uma ocasião: a Granja Comary, centro de treinamento da CBF em Teresópolis, é devassável com campos visíveis e nenhuma barreira para câmeras de vídeo ou fotos.

Durante da Copa do Mundo deste ano no Brasil, o grupo de Luiz Felipe Scolari trabalhou a descoberto o tempo todo. Nem mesmo o costume de pedir para as equipes de jornalismo virarem as câmeras para não registrarem jogadas ensaiadas foi feito pela comissão técnica.

Na gestão de Dunga, entre 2006 e 2010, essa solicitação era comum na Comary, especialmente para a prática de lances com bola parada. O atual treinador do Brasil, na volta ao cargo, já fala em ter momentos para trabalhar sem mídia por perto.

Não há pressa porque somente em 2015,quando será disputada a Copa América no Chile, a seleção deverá passar pelo menos uma semana na Granja.

Divagações em dia de chuva e frio*

Leia o post original por Antero Greco

Teresópolis é linda e acolhedora. Mas faz frio e chove pra chuchu. A Granja Comary está um brinco e bem aparelhada, porém encharcada e gelada. A seleção fica ilhada e fechada por lá sempre que volta de viagens pelo Brasil. Pois tal clima se adequa ao planejamento feito para a disputa da Copa?

Divagações do gênero já me cutucavam dias atrás, tão logo o grupo se reuniu para a empreitada mundial. E voltaram com intensidade ontem, na mesma proporção e insistência do mau tempo. Martelaram mais, com angústia, ao ver parte dos jogadores fora das salas de musculação e a tomar água na cacunda.

Não, não duvido da capacidade dos integrantes da Comissão Técnica – expressão que, no caso, abrange de treinador a auxiliares, de massagista a roupeiro, de médicos a fisiologista, de administradores a psicóloga. Sei que há pessoas tarimbadas nesses postos e que botaram a cuca para funcionar durante a fase de elaboração da programação geral.

Torço para que obtenham sucesso – e lhes augurei boa sorte desde o início. Tenho simpatia por quem exerce a profissão com dedicação e prazer. Isso não impede que aflições me ocorram, talvez motivadas por ser leigo, um observador de futebol, não especialista em ciências do esporte.

Minha ignorância me leva a cogitar, por exemplo, se as interrupções causadas pelas condições adversas de temperatura na concentração não emperram certas atividades da seleção. Será que Felipão não se vê obrigado a cancelar treinos, ou a tirar o pé do acelerador, para não desgastar os atletas além da conta? Pra que correr risco de contusão, gripe ou resfriado? Não seria por isso que evita pôr a moçada para correr em campo molhado? No que faz bem. Ao mesmo tempo, há prejuízo com menos contato com a bola?

Às vezes, vem a cisma: como o caminho da seleção indica jogos em locais quentes (como Fortaleza, Brasília e Rio, em eventual final) e amenas (São Paulo, BH), teria sido melhor concentração em sede com condições climáticas próximas às dessas cidades, pelo menos após a largada? Sem contar que tempo cinzento e úmido baixa o astral, deprime. Ou é bom pra ficar quietinho.

Gostaria muito de repassar as questões pra turma da seleção. E ouvir dos entendidos explicações esclarecedoras, tranquilizadoras, que convencessem que tais temores são bobagens sem sentido. Pergunto com zero de ironia.

Infelizmente, o contato com o comando é restrito, a imprensa não pode sugerir nomes para as entrevistas. Fosse assim, ontem pediria para falar com Paulo Paixão, com o doutor Runco ou com Felipão ou Parreira e não com o goleiro Julio Cesar.

Épico. Uruguai 2 x 1 Inglaterra entra para a galeria dos jogos movimentados e emocionantes deste Mundial. Os sul-americanos se superaram na raça e com os gols do atrevido e competente Luiz Suárez (ai, Fred…). Os britânicos caíram de novo, estão a meio passo da eliminação. Só para confirmar a tradição.

*(Minha crônica publicada no Estado de hoje, sexta-feira, dia 20/6/2014.)

Exército já fica de prontidão perto de território da seleção

Leia o post original por Perrone

Trinta militares estão aquartelados perto da Granja Comary, em Teresópolis, para entrar em ação caso a seleção brasileira tenha sua segurança ameaçada. O pelotão pertence ao 32º Batalhão de Infantaria de Petrópolis e está pronto para atuar em situações como protestos violentos contra a Copa do Mundo, se o Governo do Estado solicitar, e a presidente Dilma Rousseff autorizar.

A delegação da seleção já foi alvo de manifestantes ao sair do Rio de Janeiro e ao chegar na Granja Comary na última segunda-feira. O ônibus que trazia a equipe nacional teve adesivos colados por professores em greve.

O pelotão faz parte da força de contingência do Centro de Coordenação de Defesa de Área vinculado ao Ministério da Defesa e responsável por ações relativas ao Mundial. “Eles estão baseados para garantir a lei da ordem preventiva, agindo de maneira integrada com órgãos de segurança pública”, disse ao blog o major Marcos.

Ele não informou o local exato em que os militares estão. Nesses casos, são usados prédios públicos, como quartéis da polícia militar e até escolas em períodos em que não há aulas.

Os militares também estão escalados para compor a escolta da seleção em seus deslocamentos, como no próximo domingo, quando a delegação embarca para Goiânia, onde faz amistosos o Panamá, na terça.