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A série B é o menos importante

Leia o post original por Rica Perrone

Qual o objetivo do Vasco em 2016?  Muitos dirão “subir pra série A”, e não deixam de ter razão.  Embora seja óbvio, tanto o objetivo quanto a realização dele, o preocupante pra mim é o que será preparado pra 2017. De que adianta ser campeão da série B e começar 2017 tendo que refazer um …

Trocando o certo pelo duvidoso?

Leia o post original por Neto

O Botafogo está fazendo das tripas coração para tentar contratar o holandês Seedorf. Pra isso propôs um baita salário para o gringo. Só acho que a diretoria está tendo tanta atenção nessa negociação que está perdendo o foco no atual elenco. Ou seja, alguns dos principais jogadores do time podem estar dando adeus. O Maicossuel, por exemplo, está prestes a acertar com a Udinese da Itália. Outro que pode sair é o argentino Herrera, que tem proposta do futebol árabe. Essa perda, no meu ponto de vista, seria irreparável. Ainda mais com os nomes que estão a disposição do Oswaldo.

Seedorf segue sendo o grande sonho da diretoria do Botafogo

Do jeito que as coisas vão a equipe vai acabar piorando ao invés de melhorar. Tudo bem que o Seedorf é um baita jogador. Conhecido de todos. Mas também é verdade que trata-se de um cara de 36 anos que tem como principal pretensão fazer um pé de meia para sua aposentadoria.

Quem também está sendo especulado é o meia Roger, que recentemente teve o contrato rescindido com o Cruzeiro. Brincadeira, né? Logico que é um cara muito bom tecnicamente. Mas também está em uma fase descendente na carreira. Fica mais no departamento médico do que dentro de campo. Portanto acho que a diretoria do Fogão deveria pensar umas 100 vezes antes de tomar qualquer atitude. Buscar jogadores mais novos e com mais tesão de jogar bola seria uma solução interessante para o momento.

A mudança no Botafogo que derrubou o São Paulo

Leia o post original por Antero Greco

Não sou de jogar confete em treinadores, da mesma forma que não desço a ripa neles por qualquer derrapada dos times. Mas há momentos em que fazem as escolhas certas, dão a mexida fundamental na equipe. Como aconteceu na tarde deste domingo no Engenhão, no clássico entre Botafogo e São Paulo. Osvaldo de Oliveira trocou Loco Abreu por Herrera e se deu bem: o argentino fez três na vitória por 4 a 2.

O São Paulo foi bem na primeira parte do jogo: tocou a bola, o meio-campo estava estável, Lucas e Luís Fabiano davam trabalho para Jefferson. Não foi por acaso que ficou em vantagem, com o gol de Jadson. Os donos da casa encontravam dificuldade para criar e viam Loco Abreu dispersivo, descalibrado.

A história começou a mudar alguns minutos antes do intervalo. Mais precisamente, no momento em que Oswaldo mandou Herrera aquecer para voltar do intervalo no time. Tiro preciso. Herrera fez os gols de empate e o final, fora incomodar a zaga tricolor. O São Paulo ainda voltou a ficar na frente, com o gol de Luís Fabiano, mas desabou a partir do segundo empate (Vítor Júnior, em cobrança de falta, iniciou a virada botafoguense).

O time de Leão foi do céu ao inferno no jogo, o que não é incomum ultimamente. Largou com todo gás, envolveu o adversário, conseguiu saltar à frente duas vezes. Tudo o que se espera de um pretendente ao título. Da mesma forma, desanda de uma hora para outra, se abre no meio-campo e deixa a defesa exposta. E dá-lhe sobrecarga sobre Dênis, Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez, que não são nada excepcionais.

Com erros ou não, foi o jogo mais movimentado e com lances de emoção na primeira rodada do Brasileiro. O resultado coloca interrogação sobre Leão e sua turma. E serve para de alento para Oswaldo e seus pupilos, malhados após derrapadas no Estadual e na Copa do Brasil. E deixa Loco Abreu com a pulga atrás da orelha…

Barcos, Herrera, Loco… hermanos deitam e rolam

Leia o post original por Mion

O argentino Barcos já deu nova cara ao Verdão. Gol e raça com a camisa palmeirense. (foto-Gazeta Press)

Alguns dos principais jogos de sábado tiveram sotaque espanhol. Palmeiras e Botafogo tentam apagar o ano instável de 2011 com a busca de títulos regionais. E tudo no embalo dos hermanos. O argentino Barcos premiou a torcida do Verdão com um gol e atuação digna de um categorizado camisa 9. A goleada sobre o Ituano foi a quarta vitória consecutiva do time de Felipão. No Rio, o Botafogo enfiou 4 no Bonsucesso, o argentino Herrera marcou 2 gols e o uruguaio Loco Abreu 1.

A qualidade dos argentinos D’Alessandro, Conca (ex-Flu) e Montillo despertou os clubes brasileiros à qualidade técnica de jogadores do MERCOSUL. Enquanto o Brasil sofre com a falta de talento, principalmente na meia-cancha, lá fora tem muita gente diferenciada.

Tudo começou com o Inter: a dupla Guiñazu e D’Alessandro colocou o colorado entre os 3 melhores times brasileiros nos últimos 4 anos, além de técnica incorporaram muita garra e espírito vencedor. O grande sucesso fez o colorado trazer outros argentinos, Bolatti e agora Dátolo. Ledo engano daqueles que justificaram a vinda de Dátolo para amenizar a saída de D’Ale à China. Ele permaneceu e mais motivado após o aumento salarial significativo. O Inter ampliou a legião argentina e a qualidade técnica da equipe. Dátolo já apresentou o seu cartão de visita. Nem precisou de adaptação, vai arrasando, joga muito e ainda faz gols.

Em alguns anos, o Brasil pode pagar caro. Se os hermanos dão qualidade e talento ao futebol brasileiro, por outro lado, cada estrangeiro que vem para cá ocupa a vaga de um jovem brasileiro. Menos vagas, menos chances de surgirem novos talentos. É na quantidade que há seleção da qualidade. Vamos ver no que vai dar!

Herrera ou Felipe Menezes: as possibilidades táticas de Caio Júnior no Botafogo

Leia o post original por André Rocha

A vitória alvinegra por 2 a 0 sobre o Atlético-PR no Engenhão, apesar de alguns sustos, foi daquelas protocolares, fruto da considerável diferença técnica, tática, física e de pontos na tabela entre as equipes.

Mas a atuação tranqüila, em ritmo de treino em vários momentos da partida, foi útil também para a observação de uma variação tática a que Caio Júnior recorre com freqüência cada vez maior ao longo dos jogos.

Além da improvisação de Everton na vaga do suspenso Cortês na lateral-esquerda e do retorno de Lucas à direita no lugar de Alessandro, o treinador alvinegro promoveu a volta de Herrera na vaga de Felipe Menezes, titular no fantástico triunfo sobre o Corinthians no Pacaembu.

Com o atacante argentino, o Botafogo perde em compactação do 4-2-3-1 sem a bola, mas fica mais incisivo na frente. Além disso, ganha em movimentação do quarteto ofensivo. Não é raro ver Herrera infiltrar em diagonal e se juntar a Abreu na área adversária. Em alguns momentos até trocando de posição – como no lance em que Herrera saiu do centro e foi para a esquerda levantar a bola e Abreu, vindo da direita, fechou para cabecear duas vezes e o goleiro Renan Rocha evitar o gol do uruguaio que viria em seguida, na cobrança de pênalti sobre Antonio Carlos, que abriu o placar no primeiro tempo.

Com Elkeson naturalmente procurando o lado direito, a equipe se reconfigura em um 4-4-2, praticamente em duas linhas. Porque Marcelo Mattos e, principalmente, Renato marcam e jogam pelo centro. Qualificam a saída de bola, distribuem os passes com correção e colaboram com o volume de jogo que se impõe em casa e começa a se encontrar longe de Engenho de Dentro.

Contra o Atlético-PR, Herrera novamente foi mais atacante que meia no 4-2-3-1 alvinegro. O avante argentino cumpre função defensiva pela direita, mas também entra em diagonal e se junta a Abreu na frente, com Elkeson ocupando o setor.

Porque Caio Júnior tem em Felipe Menezes, que entrou na vaga de Herrera aos 16 do segundo tempo no Engenhão e melhorou o desempenho coletivo do Bota, uma opção para preencher mais as intermediárias e ditar o ritmo, acelerando e desacelerando o jogo. Com um meio-campo mais encorpado no mesmo sistema de jogo, é possível trabalhar outras possibilidades. Contra o Corinthians, Renato trocou de lado e foi vigiar Paulinho. Felipe Menezes ficou centralizado, bloqueou os eventuais avanços de Moradei e se juntou ao volante para acionar Elkeson e Maicosuel pelos flancos, fazendo duplas com os laterais que apoiam alternadamente.

Com um trio de meias de ofício, Loco Abreu fica mais centralizado e pode fazer trabalho interessante, confundindo a marcação. Ora se posicionando em “falso impedimento” – movimento muito bem descrito e analisado por Eduardo Cecconi no blog Tabuleiro (leia AQUI) -, ora recuando ou abrindo bem pelo lado, atraindo a atenção dos zagueiros e deixando espaços para as entradas em diagonal de Elkeson e Maicosuel. Em qualquer esquema, o uruguaio agora não se limita a ser o jogador a receber a ligação direta para escorar ou dominar sozinho contra os zagueiros à espera dos companheiros. E todo o time cresce.

Com Herrera ou Felipe Menezes, o Botafogo parece pronto para desafiar prognósticos e o pessimismo histórico do típico torcedor do clube. Com menos pontos perdidos no Brasileirão, é o time com mais possibilidades em um campeonato equilibrado e imprevisível. A partir do jogo com o Santos na Vila Belmiro que pode alçar a Estrela Solitária ao topo da tabela.

No triunfo sobre o Corinthians, Felipe Menezes centralizou a articulação e Abreu ora aprofundou o posicionamento, ora abriu espaços para as infiltrações em diagonal de Elkeson e Maicosuel.