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Cristiano Ronaldo joga muuuuiiiiiittttoo e classifica Portugal. Ele “estará aqui” em 2014. Ibrahimovic também joga muuuuuiiiiiittto, mas está fora da Copa

Leia o post original por Quartarollo

Show de Cristiano Ronaldo e de Ibrahimovic agora há pouco, em Solna, na Suécia. Deu Cristiano com gols, dribles, improvisações, jogando sério e sendo o melhor em campo. Ibrahimovic fez o que podia fazer. Jogou demais também, dominou bolas impossíveis, … Continuar lendo

Show de Cristiano Ronaldo, que hoje divide o posto de melhor do mundo com Neymar, coloca Portugal na Copa; França fecha a lista das potências que estarão no Brasil; e enquanto isso, seleção canarinha de Felipão segue embalando!

Leia o post original por Milton Neves

Cris

Olha, só por esse Suécia 2 x 3 Portugal, a Copa de 2014 já valeu a pena…

Que duelo fantástico fizeram Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo, autores dos cinco gols da partida, válida pela repescagem européia.

Mas, no fim, quem levou a melhor foi o craque lusitano, que anotou três tentos e garantiu a vaga portuguesa na Copa do Mundo do Brasil.

Melhor assim! Afinal, seria chato que o mundial de nosso país não contasse com o jogador que hoje divide com Neymar o posto de melhor do mundo!

E quem se classificou para o mundial também na repescagem foi a seleção francesa, que bateu em casa a Ucrânia pelo placar de 3 a 0.

Com isso, todos os campeões mundiais estarão no Brasil no ano que vem!

E, convenhamos, tão gostoso quanto bater o Uruguai em uma final no Maracanã, seria humilhar a França com os mesmos 3 a 0 que eles enfiaram na gente em 98, não é mesmo?

Brasil 2 x 1 Chile

Enquanto isso, em Toronto, Canadá, a seleção brasileira fez mais uma boa apresentação e segue engrenando.

Desta vez, a vitória foi diante do ajeitado time do Chile, pelo placar de 2 a 1, com gols de Hulk e Robinho.

E por falar no Rei das Pedaladas, ele é um dos que parece que, nesta reta final, está conquistando uma vaguinha para a Copa, hein?

Junto com ele, Willian, do Chelsea, também tem agradado Felipão.

Mas, e agora, quem será que perderia o lugar para a entrada de ambos?

Opine!

 

Santos adotou o lado preguiçoso do estilo Barcelona

Leia o post original por Odir Cunha

O estilo Barcelona tem um lado preguiçoso, ou aparentemente preguiçoso, que é este de ficar tocando a bola sem nenhuma ansiedade de chegar ao gol adversário. Se der, se abrir um buraco, tudo bem. Se não, a bola é recuada e a jogada recomeça.

Porém, mesmo quando é preciso recomeçar, dificilmente a jogada retorna até o goleiro. Ontem mesmo, contra o PSG, não me lembro de ter visto nenhuma bola que voltou aos pés do arqueiro.

Outro detalhe é que o toque de bola é ágil, os jogadores estão nos calcanhares, prontos para se deslocar, receber os passes curtos e, ao recebê-los, dar rápido seguimento à jogada.

E o Barcelona evolui em redemoinhos. Não há uma correria em linha reta, mas a bola sempre acaba indo mais à frente, até que se aproxima do gol adversário. Nesse ponto o sistema é muito parecido com o que a Holanda adotou na Copa de 1974.

Mas para que esse Carrossel, ou este Redemoinho, dê certo, todos os jogadores devem participar ativa e humildemente. Sim, no Barcelona o astro é o conjunto. As jogadas individuais estão restritas às necessidades.

Não é um time em que um atacante possa parar a bola, tentar o drible, continuar com a bola até perdê-la ou conseguir uma boa jogada. Parece que há um tempo de bola cronometrado para cada jogador. Quem estourar esse tempo terá de ter um bom motivo para isso, ou será recriminado.

Perceba que nem Messi exagera na posse de bola. Ontem ele não tinha feito nenhuma jogada excepcional até que recebeu o passe de Daniel Alves e bateu cruzado, de esquerda, no tempo e no ângulo perfeitos, para abrir o marcador.

Em primeiro lugar, não acredito que Neymar tenha temperamento para jogar no Barcelona, ou mesmo em times europeus como o PSG. Note que Lucas ficou isolado na ponta-direita da equipe francesa, pegou pouco na bola e pouco fez. A liberdade que ele tinha no São Paulo para fazer o que quisesse, na hora que quisesse, acabou.

Por serem ricos, os grandes times europeus têm muitos jogadores valiosos e vaidosos, que não suportam o individualismo alheio. O PSG tem Ibrahimovic, Beckham… Lucas é apenas um garoto sonhador perto deles. Não creio que a sorte de Neymar seria muito diferente no Barcelona ou em qualquer outro grande europeu.

Santos só aprendeu a parte “boa” da lição

No Santos, que teve a honra de receber a aula dos catalães ao vivo, o estilo do Barcelona ganhou uma roupagem nova, que prioriza a lei do menor esforço.

O time até toca a bola na defesa, mas se o adversário apertar a marcação a bola é recuada para o goleiro Rafael, ou para um zagueiro, preferencialmente Durval, e lá vem chutão pra frente…

O meio-campo dificilmente se aproxima para sair jogando. E, quando o faz, também costuma recuar a bola diante de uma marcação mais cerrada. A solução depende de uma habilidade maior dos santistas e também de uma deslocação constante.

Mas se mexer o tempo todo cansa e o Santos há algum tempo adquiriu o estilo cansadão. Alguns dos poucos jogadores que sempre se preocupam em se desmarcar para receber o passe são Neymar, Arouca e Giva. Coincidentemente os três têm se salvado nas últimas exibições do Alvinegro Praiano.

O esquema do Barcelona depende de habilidade, disposição e generosidade dos jogadores. É preciso dominar e controlar a bola em espaços exíguos do campo e saber tocá-la com precisão; estar disposto a se deslocar o tempo todo, com ou sem a bola, e é essencial ser solidário na hora de defender e generoso no momento de atacar.

Eu diria que o sistema do Barcelona exige, mais do que jogadores, homens melhores. Homens que, por sua cultura e caráter, reconheçam que o coletivo deve vir antes do individual. Por isso, é muito difícil que um atacante brasileiro, acostumado a ser badalado por aqui, se sujeite a ser mais uma peça no time catalão.

Na verdade, a grande vantagem do Barcelona é que os jogadores assimilaram muito bem esse estilo de jogo e o praticam e praticarão independentemente do técnico que os dirigir. Enquanto isso, no Santos, a impressão que se tem é que qualquer sistema que envolva maior esforço físico é rejeitado antecipadamente.

Resumindo, o time catalão toca a bola e avança, o Santos toca e recua…

Veja onde começou o estilo inteligente, coletivo e solidário do Barcelona. Aprecie o show da Seleção da Holanda contra o Uruguai na Copa de 1974. Note que os uruguaios, temidos por sua “garra”, ficaram na roda como joões-bobos:

Agora veja como a Holanda de 1974 jogava sem a bola, perceba o prazer com que seus jogadores se entregavam à marcação dos argentinos, que ficavam sem saber o que fazer diante da pressão do implacável adversário:

Você não acha que o Santos está preguiçoso?

Painel colorido*

Leia o post original por Antero Greco

A temperatura amena aqui em São Paulo, o trânsito leve, a cidade esvaziada, as horas a escoarem com lentidão suavizam o olhar, fazem baixar a guarda. Também realçam alguns personagens importantes, se não de nossa República, que ontem comemorou 123 anos, pelo menos do esporte. Pessoas que de alguma maneira chamaram a atenção e que compõem o painel de cores da vida, mesmo se algumas sejam melancólicas.

Você viu a obra-prima do quarto gol de Ibrahimovic, no amistoso de anteontem, em que a Suécia bateu a Inglaterra por 4 a 2? Se perdeu a chance de acompanhar na tevê, vá aos sites. Vale a pena. O atacante roubou a cena, ao completar a quadra, e fechou a atuação com lance antológico, ao acertar uma meia-bicicleta de fora da área, após saída em falso do goleiro. Um momento raro. Pena que a Fifa já tenha fechado a lista dos dez gols mais bonitos do ano. Exuberante.

Para tirar o chapéu a coragem e o talento de Falcão, o craque maior do futsal. O astro de 35 anos está com visão embaçada e com paralisia parcial no rosto, por causa de infecção, e ainda assim saiu do banco, entrou em quadra para ajudar o Brasil a descontar desvantagem de 2 a 0 para a Argentina, no Mundial da categoria: fez o gol de empate, no tempo normal, e o da vitória, na prorrogação, nas quartas de final. Isso é dedicação e curtir a profissão. Formidável.

Linda lição de superação continua a ser dada por Ricardo Gomes. Pouco mais de um ano atrás, deixou os fãs do futebol angustiados, ao sofrer AVC durante uma partida do Vasco. As cenas foram de dar nó na garganta: o então treinador desaba, na lateral do campo, e deixa o estádio em ambulância. O prognóstico inicial indicava estado clínico gravíssimo; temia-se o pior. Ricardo sobreviveu, se recuperou, mostra sequelas mínimas e não é que está de volta ao trabalho?! O próprio Vasco o reconvocou, agora para ocupar-se do planejamento para 2013. Será diretor técnico do clube e, em entrevista coletiva, mostrou coragem ao atrair para si a responsabilidade e as cobranças. Resistente.

Para o bem, para o mal, para cima e para baixo, olha o Neymar a concentrar holofotes, como sempre! O incansável craque do Santos atendeu ao enésimo compromisso da seleção na temporada e se tornou o nome do jogo com a Colômbia, disputado na noite de quarta-feira em Nova Jersey. O rapaz evitou a derrota no jogo que a CBF classifica como o milésimo da amarelinha (os historiadores discordam), ao anotar o gol de empate, numa bela jogada individual. Em contrapartida, chutou para as nuvens a oportunidade da vitória, com o pênalti mal cobrado. Deu um bico que levou a bola para as arquibancadas. Rotina de estrela. Oscilante.

O compadre de Neymar está pronto para a retomada da carreira. Ganso mandou as dores para escanteio, se diz forte, lépido e faceiro para defender o São Paulo a partir deste final de semana. Já é nome certo para compor o banco de reservas no duelo com o Náutico. A intenção de Ney Franco é a de colocá-lo no segundo tempo. A expectativa é a de ressurgir, em 2013, uma das grandes revelações do futebol nacional. Estimulante.

Alex Alves morreu, aos 37 anos, de câncer raro. Antes de lutar contra a doença, travara batalha com inimigo comum a boleiros: a decadência na carreira. A trajetória seguiu roteiro conhecido, de início promissor, fama, sucesso, títulos, dinheiro, perambulação por muitos times até o ocaso, o esquecimento. Mas, vá lá, viveu com intensidade, e deixa como legado imagens de gols e irreverência. Saudade.

 *(Minha crônica no Estado de hoje, sexta-feira, dia 16/11/12.)

E aí Fifa? Não vai incluir o gol do Ibra?

Leia o post original por Neto

Não dá pra contestar as atitudes das pessoas fora do gramado. Afinal cada um é cada um. O sueco Zlatan Ibrahimovic, por exemplo, se notabilizou por tirar foto abraçado com o zagueiro do Barça Piquét (pobre Shakira!). Ainda assim sou obrigado a falar que ele é muito bom de bola. A atuação desse cara contra a Seleção da Inglaterra foi simplesmente sensacional! Ele marcou os quatro gols da goleada e quebrou um recorde. Nunca nenhum jogador tinha marcado tantos gols no English Team em toda a história. O último, onde ele encaixou uma bicicleta de fora da área, deixou todo mundo de boca aberta. O curioso é que a Fifa, que adiantou a lista do ‘Prêmio Puskas’ de gol mais bonito do ano, já disse que não vai incluir o lance. Brincadeira, né? Tem um monte de golzinho comum que nem merecia estar entre os 10. Ridículo! E vocês, amigos do UOL, o que pensam disso? Não seria desdém da maior entidade do futebol mundial?

Os personagens do fechamento do grupo D da Euro

Leia o post original por André Rocha

Rooney: De volta após suspensão, o camisa dez compôs melhor o 4-4-2 inglês recuando para ajudar no combate e articulando os contragolpes com Gerrard. Também cumpriu sua função de atacante e apareceu na frente para errar feio uma cabeçada perdendo gol feito no primeiro tempo, mas se redimir logo no início da segunda etapa aproveitando a falha da defesa ucraniana e do goleiro Pyatov e marcando o tento único da vitória que colocou o English Team na liderança do Grupo D. A melhor notícia: tirou a Espanha da rota. A Inglaterra é favorita contra a Itália nas quartas-de-final;

A bola que entrou: Parece uma sina inglesa estar envolvida em jogos com lances que geram a mesma dúvida, ao menos antes do replay: a bola entrou ou não? O chute de Devic que tocou em Hart e foi cortado por Terry já tinha ultrapassado totalmente a linha. Era lance para o assistente, que não se manifestou e a Inglaterra ganhou o “troco” pelo gol de Lampard sobre a Alemanha nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 2010. Ou o erro há dois anos serviu para “compensar” o gol de Hurst na final do Mundial de 1966 e o time britânico ficou novamente em vantagem?

Rooney foi atacante e voltou para combater no 4-4-2 inglês; Ucrânia no mesmo desenho tático, mas sem presença de área e eficiência nas conclusões.

Schevchenko: Iniciou no banco de reservas e viu sua Ucrânia pressionar, manter 60% de posse de bola, ter volume de jogo no 4-4-2 com Devic e Milevskyi no ataque e mais uma boa atuação de Konoplyanka pela esquerda, criar oportunidades, mas falhar nas conclusões. Entrou na segunda etapa, lutou pela sobrevivência da seleção e da própria trajetória na seleção. Não conseguiu, mas levou como prêmio o reconhecimento da torcida em Donetsk, dos companheiros e até dos adversários. É personagem da última rodada e da própria Euro. Se não mudar de ideia, virou história;

No final, Inglaterra resistiu à pressão e a Ucrânia, mesmo com Schevchenko, não consegui se impor.

Ibrahimovic: Marcou o mais belo gol da Euro até agora em lindo voleio. Foi o primeiro dos 2 a 0 sobre a França em Kiev. O sueco apareceu mais na área adversária jogando com Toivonen no 4-4-2 na mexida equipe de Erik Hamrén. Depois ficou mais à frente no 4-4-1-1 que negou espaços à França e ainda ampliou com Larsson em contragolpe letal. Ibra é craque, foi o melhor de sua seleção e não se omitiu. Mas sempre deixa a impressão de que falha quando a Suécia mais precisa e brilha quando não é necessário;

Suécia no 4-4-2 com Ibrahimovic mais próximo da meta adversária; França no 4-2-3-1 habitual, mas sem o mesmo interesse.

O “blasé” francês: Impressionante a indiferença em campo dos Bleus, que pouco fizeram para evitar o fim da invencibilidade de 23 jogos e o cruzamento com a Espanha campeã mundial e europeia. Com M’Vila no lugar do lesionado Cabaye (que fez falta) e Ben Arfa aberto à direita na vaga de Ménez, a equipe de Laurent Blanc, novamente no 4-2-3-1, até demonstrou algum interesse no primeiro tempo. Curiosamente, o gol inglês que lhe tomava a liderança aumentou a preguiça da França, que sofreu o golaço de Ibrahimovic e seguiu sendo pressionada. Blanc tentou aumentar a força ofensiva com Giroud substituindo M’Vila e se juntando a Benzema na frente em um 4-4-2 com Malouda e Ménez nas vagas de Nasri e Ben Arfa. Nas poucas oportunidades criadas, Isaksson evitou a reação. O desleixo e a postura “blasé” podem custar caro.

No final, França em ofensivo 4-4-2 não furou o 4-1-4-1 sueco e ainda sofreu o segundo gol no contragolpe.