Arquivo da categoria: ídolo

A”Dios”, Lugano!

Leia o post original por Rica Perrone


Dios, me gustaría escribir en su idioma para que pueda agradecer el esfuerzo que por años ha hecho para entender la nuestra.

Me gustaría agradecerte por cada juego, por todo el esfuerzo y respeto por nuestra camisa.

Usted pasa lejos de ser el mejor zaguero que ha jugado en nuestro club. Pero es el más adorado de todos ellos.

Posiblemente sus méritos sean mayores que imaginemos, pues no nació con talento de medio campo.

Su esfuerzo nos representa. Su carrera nos enorgulle y su final es una lección de vida y carácter.

¡Gracias dios! Usted es uno de los nuestros para siempre.

abs,
RicaPerrone

“O que se espera dele”

Leia o post original por Rica Perrone

Assisti atentamente alguns programas de TV nos últimos 3 dias em virtude de uma merda de pneumonia que arrumei. Fazia tempo que não fazia isso. Me arrependi, óbvio.  Mas algo me chamou atenção. De dia tinha um pessoal comparando Messi, Cristiano e Neymar, algo que toda vez que não há assunto pra mesa é convocado …

Livro “Segundo Tempo” conta como Pelé se transformou em Mito

Leia o post original por Odir Cunha

Quando convidado pela Editora Magma Cultural para escrever “Segundo Tempo”, o livro sobre a segunda etapa da vida e carreira de Pelé, imaginei o que ainda poderia ser dito de novo sobre o maior atleta da Terra. E, surpreso, descobri rapidamente que o fio condutor da obra só poderia ser a personalidade e o talento de Pelé para superar todos os obstáculos que surgiram, ou foram colocados à sua frente, até que superasse o limiar que separa os ídolos do esporte do território sagrado habitado apenas pelos mitos de uma era.

A trajetória de Pelé, caso a gente repare bem, segue o roteiro perfeito da clássica jornada do herói. Após vencer tantas batalhas, impossíveis para o homem comum, ele ainda tem de enfrentar o seu desafio supremo, que tanto podia representar a glória eterna, como o ostracismo. Sim, caso fracassasse na Copa do México, como tantos previam, hoje Pelé não seria Pelé. Consciente isso, empenhou-e como nunca, superou tudo e todos e se consagrou, próximo dos 30 anos, como o mito que jamais deixará de ser.

Hoje parece inacreditável, mas mesmo depois de parar guerras e marcar o seu festejado Milésimo Gol, em 1969, Pelé ainda chegou a ser muito contestado às vésperas da Copa de 70. Uma enquete mostrou que, insuflados pelo dublê de jornalista e técnico João Saldanha, 30% dos torcedores não o queriam como titular da Seleção Brasileira.

Semeador da descrença em Pelé, o polêmico João Saldanha chegou a afirmar: “Saí (do cargo de técnico da Seleção Brasileira) porque no meu time Pelé não jogava mais. Nas 17 partidas pela Seleção em que ele atuou, esteve sempre mal. Nos jogos noturnos, então, nem se fala. O crioulo perdia inteiramente a visão do campo.”

Oto Glória, brasileiro que dirigiu Portugal na Copa da Inglaterra, em 1966, chegou a declarar: “Da maneira como está jogando, Pelé não teria lugar no meu time. Prefiro um ataque com Jairzinho, Roberto, Tostão e Arilson”. Isso mesmo, o experiente treinador preferia um ataque com Roberto e Arilson (?!), mas sem Pelé.

Com 315 páginas ousadamente ilustradas, “Segundo Tempo – de ídolo a mito” esconde surpresas e belezas a cada capítulo. A começar pela capa, com a foto “Invictus”, de Marcio Scavone, que capta o espírito divino do Rei do Futebol. Caminhando por suas páginas, o leitor será testemunha das proezas do menino que se tornou craque em Bauru, ascendeu a ídolo no Santos e na Seleção Brasileira e, finalmente, consolidou-se como o grande mito de uma era com a conquista da Copa Jules Rimet.

“Segundo Tempo – de Ídolo a Mito”, livro da Magma Cultural, mesma editora que produziu as obras dos Centenários de Corinthians, Santos e Palmeiras, será lançado neste sábado, 22 de novembro, às 15 horas, no Museu Pelé, e terá lançamento em São Paulo na próxima terça-feira, dia 25, às 19 horas, na loja Santos na Área – Rua Augusta, 1931.

O livro tem direção de arte de Clero Junior, edição de arte de Bruno Ataíde Menezes, edição de fotografia e geral de Marco Piovan, pesquisa de fotos de Marcelo Fernandes e Wesley Miranda e coordenação e marketing dos irmãos Luiz Felipe Moura e José Eduardo Moura. Uma obra, enfim, digna de um Rei. Ou um Mito.

Espero os amigos sábado, às 15 horas, no Museu Pelé. Ao meu lado estará Pepe, o eterno Canhão da Vila, um dos preciosos escudeiros do Rei. Segue o convite. Mas leitor deste blog não precisa. É só falar que eu convidei. Ah, e prometo não falar de eleições do Santos. Só vamos falar de Pelé.

convite segundo tempo - santos

Despreocupados, ou desocupados?

O site da Jovem Pan diz que Atlético Paranaense e Santos farão hoje, na Arena da Baixada, um jogo de “despreocupados”, já que os dois times estão com 46 pontos e assim como não têm chances de conseguir uma vaga para a Copa Libertadores, também não sofremn quase nenhum risco de cair para a Segunda Divisão. Bem, em não chamo isso de despreocupação. Um time grande que esteja nessa situação está é com um elenco desocupado.

Por falar nele, o Santos deverá ser escalado por Enderson Moreira com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Neto e Caju; Alison, Arouca, Souza e Lucas Lima; Leandro Damião e Robinho. Ve-se que Leandro Damião começará outra partida. Que faça oito gols, um deles de bicicleta, e que os chineses vejam ao menos no Youtube.

O Atlético Paranaense, dirigido por Claudinei Oliveira, técnico revelado nas divisões de base do Santos, deverá jogar com Weverton, Sueliton, Gustavo, Cleberson e Natanael; Deivid, Paulinho Dias, Bady e Marcos Guilherme; Marcelo e Cléo.

O árbitro da partida será o Arnoldo Figarelo [RO], auxiliado por Márcia Caetano [RO] e Janette Arcanjo [MG]. Pela folha salarial, o Santos deveria golear, mas, se seguir o script dos últimos sete jogos, nos quais não conseguiu uma única vitória, a lógica é uma vitória do Atlético por um gol – em falha da defesa – de diferença.

Agora, gostaria que alguém me explicasse, como o time que fazia a melhor campanha do segundo turno, agora está a sete jogos sem vencer… Bem, surge a notícia e que o São Paulo está interessado em Edu Dracena. Ótimo. Está mais do que na hora de renovar a zaga.

E então, vamos nos ver sábado no Museu Pelé?

Juari: “errei quando assumi a condição de ídolo”

Leia o post original por Wanderley Nogueira

* Publicado na Gazeta Esportiva de 26/02/1981

Amadurecido pela vida, Juari confessa o desejo de voltar ao futebol brasileiro e jogar pelo selecionado. Como tantos outros, tornou-se ídolo prematuramente e a queda rápida também. A ausência de uma estrutura maior e a presença de falsos amigos geraram a chegada de maus momentos. Criado pelo clube, não conseguiu libertar-se facilmente do cordão umbilical e o atrito foi inevitável. Apesar de gestos alegres e extrovertidos, seus olhos não escondem uma permanente tristeza interna. As pessoas ainda continuam chocadas pelo fato do negro Juari ter casado com uma moça branca. Este experiente moço de 21 anos não esquece os treinadores que o ajudaram e nem o conselheiro Ailton Lira. O que mais ressalta em Juari é o desejo de voltar à Vila Belmiro. Foi criado nela e por ela. Conquistou e conservou amigos. As praias provocam uma paixão interminável e o amor provoca reações inexplicáveis. O veloz atacante tem lugar em muitos clubes brasileiros e o grande obstáculo é o seu alto salário atual, mas até ganhando menos ele admite voltar.

Ele sente que está maduro suficiente para suportar muitas coisas que não conseguiu num passado recente.

É um experiente aos 21 anos de idade. Campeão Dente de Leite, Campeão Infanto-Juvenil, Campeão Juvenil, Campeão e artilheiro do Paulistão de 1978, Campeão do Torneio Cidade de Leon-México em 1977.

Enfrentou bons e maus momentos. Foi considerado ídolo e mascarado; alegre e irresponsável; sincero e falador. Um jogador polêmico e que indiscutivelmente se identificava com a jovem e extrovertida torcida do Santos. Da Vila Belmiro foi para o México e daquele país foi transferido para a Itália onde vem se destacando, apesar de jogar num time que não representa uma grande força do futebol italiano: o Avelino.

Mas a imagem de Juari ficou ou começou a ficar arranhada quando foi taxado de mascarado:

“Foi um período difícil na minha vida. Saí do juvenil, ingressei no time principal do Santos, integrei a Seleção do Brasil e muita coisa começou a mudar. Passei a criar um certo status e fiquei mais sério. Mas as pessoas começaram a falar que eu estava mascarado. Entretanto, posso afirmar, que minha consciência está e sempre estava tranqüila. Eu sempre estive bem comigo mesmo…”.

“Admito que fiquei um pouco empolgado e resolvi mudar de carro e consegui alguns novos amigos. Aliás, alguns deles demonstraram falsidade…”.

“Meu rendimento dentro do campo caiu muito também e as pessoas diziam que eu estava mascarado. Conheci falsos amigos e não quero citar nomes. Depois que conheci minha esposa aprendi muita coisa. Hoje para uma pessoa participar do meu círculo de amizade, há necessidade de algum tempo para um perfeito conhecimento. Não quero mais ter decepções…”.

“As pessoas exigiram muito de mim. Todos: jornalistas, torcedores, companheiros. Claro que não agiram errado, mas eu não estava preparado para suportar toda a carga. Os momentos tentos: minha mãe morreu, fiquei um pouco perdido, só pensando no presente, nem olhando para o futuro…”.

“Cheguei numa verdadeira encruzilhada e tive que decidir entre ser um playboy ou jogador profissional de futebol. Optei pela segunda”.

“Disse e confirmo: se pudesse escolher não seria jogador. Desgasta muito e seu eu pudesse voltar atrás seria advogado. Mas agora não há alternativa e dedico-me inteiramente ao futebol e na verdade hoje as coisas são mais fáceis porque sou muito mais maduro, experiente, calejado”.

“Não ocorreu nenhum atrito com o Clodoaldo. Apenas foi um choque de opiniões que hoje entendo estar totalmente ultrapassado”.

“Nunca fui ingrato com o Clodoaldo. Aliás, ele ajudou-me muito enquanto estive no Santos. Mas decidi não permitir nenhuma interferência na minha vida particular. Tanto o Clodoaldo como outros companheiros não aprovavam o meu casamento, mas hoje posso garantir que foi a melhor coisa que aconteceu na minha existência…”.

“Depois da morte da minha mãe, fiquei quatro ou cinco meses completamente abalado. Mas conheci minha mulher atual e depois fui vendido para o futebol mexicano. Eu e ela começamos a decidir tudo sozinhos e o entendimento foi sensacional. Quando estava começando a entender o idioma, fui transferido para a Itália e outra vez passamos a viver muito bem. Tenho hoje uma situação financeira quase estável. Ganhei dinheiro na três últimas transferências. Quando deixei o Santos só tinha o carro, nada mais”.

“Muitas vezes, na Itália, as pessoas perguntam porque um negro casou com uma branca e nós respondemos que nos amamos e que somos felizes”

“Tenho no meu clube um bom relacionamento e são muitos os casais amigos. Há alguns dias recebi um prêmio – Top 11 – e encontrei grandes jogadores italianos e fiquei até emocionado pela maneira com que fui recebido pelos colegas. Quero só ter amigos”.

“Confesso que muitas coisas que eu disse no passado não deveria ter dito, mas de qualquer maneira valeu o fato de ter sido sincero”.

“O meu maior erro foi ter assumido a condição de ídolo do Santos. Fui envolvido por uma série de aspectos”.

“Quero dizer também que não conheci ninguém com intenções de prejudicar-me dentro do futebol. Encontrei sim, muitas pessoas apoiando-me, como por exemplo: Olavo, Zé Duarte, Alfredinho, Oto Gloria, Formiga, Pepe, Pelé e muitos outros jornalistas”.

“O Ailton Lira ensinou-me muitas coisas da vida e do futebol. Meu pior momento foi quando em 1979 tive que discutir o meu contrato com o Santos. Minha saída começou a acontecer nesta discussão. O Santos, na minha opinião, ficou muito preocupado com o possível fato de perder o controle daquele que era chamado um menino da Vila.

“Alguma pessoas não entendiam que eu estava crescendo e começava a ter as minhas próprias opiniões. Eu ouvia sugestões, esclarecimentos, mas a decisão final era minha”.

“Não consegui descobri porque alguns não queriam o meu casamento. Acho que apenas não perder o menino Juari. O argumento mais usado era o da minha idade, mas dois anos se passaram e tudo está bem”.

“O futebol italiano está numa fase de renovação. Já classificado para a Copa do Mundo, posso garantir que irá recuperar o prestígio. Para o sul-americano é um futebol violento, mas eu diria que é um futebol duro. O Enéas está bem e deve sair do Bologna. O Falcão é ídolo, falar mal do Falcão é como se alguém estivesse criticando o papa”.

“Quando eu cheguei aqui em São Paulo disseram que eu abandonaria o futebol por uma contusão no joelho. Não é verdade, estou em tratamento e o problema não é grave”.

“Quem joga no Santos jamais consegue esquecê-lo. O clube é ótimo e a cidade maravilhosa. Eu não consegui esquecer o Santos. E não seria algo impossível voltar ao Santos, apesar do meu salário atual. Existem situações que provocam um retorno, até mesmo ganhando um salário menor”.

“Meu sonho é voltar ao Brasil e jogar na Seleção do Brasil. Gosto do Internacional, Flamengo, Corinthians e Santos. Claro que sou profissional e jogaria em qualquer time brasileiro, mas internamente a gente sempre tem preferências. Se voltasse ao Brasil, atualmente, seria o momento certo. A vida ensinou-me muita coisa. Não sei se teria estrutura para ser ídolo, mas garanto que seria muito menos crucificado”.

“Ainda há algum tempo os jornais mostravam que eu havia levado o Santos à vitória muitas vezes e isso gera uma carga enorme de responsabilidade. Hoje as coisas seriam diferentes. Jogaria muito e não assumiria uma condição de ídolo”.

“Nunca fiz grandes contratos no Santos e isso é natural quando um jogador é criado por um clube. Mas acredito que muitos ficaram tristes com a minha saída, enquanto outros gostaram”.

“Eu gosto da torcida”.

“O jogador mais comentado na Itália é Zico e dizem que ele tem contrato assinado com o Milan. Falam do Zé Sérgio, do Serginho, do Sócrates…”.

“O Sérgio Clérice, treinador do Santos, tem muito prestígio na Itália. Quando eu saí do Santos pensava ver o Santos com um ataque formado por Batata, Claudinho e João Paulo, mas parece que isso não aconteceu, não é?”.

“Mas o Santos que eu aprendi a gostar era agressivo e tinha um ataque veloz. Esse é o Santos que eu adoro e que os italianos comentam. Queiram ou não os meninos da Vila são comentados na Europa e estou sabendo que o Sérgio Clérice segue esta filosofia”.

Espiando o ídolo Tostão pela fresta da porta

Leia o post original por Mion

Tostão um ídolo em duas versões: o genial craque e hoje o inteligente e completo colunista esportivo.

O ato absurdo causado por torcedores do Coritiba contra a menina de 13 anos, torcedora que simplesmente ganhou uma camisa de ídolo Lucas do São Paulo e quase foi linchada, me fez sentir saudades do passado. Aqui no blog, quando escrevo alguma crítica mais enfática, recebo pelo email (blogdomion@gmail.com) palavras de baixo calão, agressividade pura, ofensas até para a minha família.

Como era gostoso o futebol. Lembrei de uma passagem que até hoje está gravada nitidamente em minha memória. Fora Pelé, Tostão era o meu maior ídolo. Eu tinha uns 12 anos. Aquele time do Cruzeiro com Tostão, Dirceu Lopes, Piazza, Raul, Natal entre outros me hipnotizava. Até hoje considero aquele Cruzeiro um dos meus três times preferidos de todos os tempos. Fora seleções, pra mim são inesquecíveis e os melhores: Cruzeiro dos geniais Tostão e Dirceu Lopes, Mengão de Zico, Adílio e Andrade e o atual Barcelona de Messi, Xavi e Iniesta.

Estudei no Colégio Santa Maria em Curitiba e era de conhecimento dos colegas a minha veneração por Tostão. Certa vez o meu colega Humberto Bernardes me chamou num canto e disse: “sabe de uma coisa, o meu pai é amigo do Tostão e ele vem almoçar em minha casa. Você quer ir?” Topei na hora, contei os minutos para chegar o tal dia. O almoço reunia apenas adultos (não lembro se Tostão veio apenas visitar ou tratar de assuntos relativos ao deslocamento de retina que quase encerrou a sua carreira aos 22 anos). Naquela época crianças não participavam dos encontros de adultos, almoçamos em outro local da casa e depois eu e o Humberto ficamos jogando bola no quintal enquanto o almoço rolava. Em um determinado momento, a cozinha estava aberta entramos e espiamos pela fresta da porta o almoço e vi Tostão, o coração acelerou, ali estava em carne e osso ao vivo o meu grande ídolo.

Mais tarde logo após encontro, o pai do Humberto veio com o meu caderno de autógrafos. Lá estava o de Tostão, guardo até hoje junto com muitos outros: Pelé, Zico, Regina Duarte, Golias etc… O ídolo era algo supremo, quase um Deus. E o ídolo não tem prazo de validade, atualmente não perco uma coluna de Tostão nos jornais, aqui no Paraná, toda quinta-feira na Gazeta do Povo. Depois do gol de Maradona contra a Inglaterra quando driblou seis adversários, o segundo gol mais bonito em Copa do Mundo também foi contra a Inglaterra, o do Brasil na Copa de 70, quando Tostão desmontou três ingleses pela esquerda, cruzou no pé de Pelé que serviu Jairzinho e fazer 1 a 0. Foi o jogo mais difícil daquela Copa, a genialidade, habilidade e precisão de Tostão desmontaram com a defesa contrária.   

Hoje chegamos ao ponto de uma adolescente não ter o direito de receber a camisa de seu ídolo, corre risco de espancamento. Com o autógrafo do Tostão eu já fiquei em estado de êxtase, imagine uma camisa. Nunca consegui, não faz mal, mas eu vi Tostão… pra mim bastou. Saudades como era simples e salutar ter um ídolo. Hoje significa humilhação, risco de agressão e sofrimento.

Como questionar um ídolo?

Leia o post original por Neto

Existe algo que o cronista esportivo mais goste de fazer do que criticar um ídolo? Bastou uma brechinha, muitas vezes na vida pessoal do cara, para todo mundo cair matando. Aí é publicação em capa de jornal, destaque em matéria de TV, internet, entre outras coisas. Foi mais ou menos o que aconteceu com o Pelé. Inquestionável como atleta, teve gente que usou os problemas particulares do ‘Rei’ para ficar com aquela história de ‘O Edson é diferente do Pelé’. Que conversinha fiada, hein?

Capitão, Ceni ergue a taça da Libertadores de 2005

Mal comparando, tenho a impressão que algo similar acontece com o Rogério Ceni. O cara tem no currículo praticamente todos os títulos que um atleta brasileiro poderia alcançar. É um baita de um goleiro e de quebra ainda faz gols. Além de recordista absoluto como artilheiro na posição, é o jogador que mais vestiu a camisa do São Paulo. Foram mais de 1000 jogos em tempos que os jogadores não ficam mais de uma temporada no clube. Ainda assim tem gente que o chama de mascarado e frangueiro. Dá pra acreditar?

Sinceramente só posso ver isso como rivalidade entre clubes. Até porque ninguém é unanimidade mundial. E se nem o ‘Rei’ conseguiu, o que dirá Rogério Ceni. Me chamam de puxa-saco e baba-ovo do goleiro tricolor. Aceito as críticas. Joguei bola por duas décadas e sei valorizar um ídolo. Um cara que lutou tanto na vida para buscar um espaço. Portanto até que me provem o contrário, sempre estarei do lado ídolo.

E dizer o que de um sujeito que aos 39 anos continua sendo tão atuante e decisivo em um clube grande como o São Paulo? Absolutamente nada! Por isso é bom sentar e reverenciar.

Escurinho, muito obrigado.

Leia o post original por Cabelo

O mínimo que podemos fazer é prestar uma pequena homenagem neste espaço a um dos maiores ídolos do futebol brasileiro. Sim, porque fui testemunha: quando Escurinho entrava em campo nossa torcida sabia que grandes jogadas, cabeçadas incríveis e gols decisivos viriam pelos minutos finais. E a torcida adversária também sabia disso e aprendeu a respeitar o Camisa 14 colorado – nosso Escurinho fazia tremer as bases de qualquer time brasileiro. Todo torcedor colorado com mais de 40 anos sabe do que estou falando: crescemos ouvindo os grandes lances através das vozes de Celestino Valenzuela e do, até hoje grande narrador, Haroldo de Souza, que ilustravam em nossas mentes a mágica desse grande jogador. Se você acredita em Deus, pode ter uma certeza: Ele está em dificuldades ou então precisando vencer alguém. Chamou Escurinho.