Arquivo da categoria: impostos

Direção corintiana é cobrada para explicar em conselhos impostos não pagos

Leia o post original por Perrone

Colaborou Dassler Marques, do UOL em São Paulo

A diretoria do Corinthians deverá ser cobrada nos conselhos de Orientação (Cori) e Deliberativo (CD) para explicar por que não pagou em dia cerca de 13 milhões em tributos federais. A inadimplência fez com que a Receita Federal notificasse o clube. Para quitar o débito e evitar maiores problemas a direção vai usar receita referente às cotas de TV do Campeonato Paulista de 2018, o que gera mais polêmica interna.

O não pagamento foi identificado pelo sistema de controle da receita em relação aos times que refinanciaram suas dívidas fiscais pelo Profut. A lei exclui do parcelamento agremiações que deixarem de pagar três prestações. Isso também contribui para a pressão dos conselheiros sobre a diretoria.

Membros do Cori querem que a direção explique ao órgão os motivos para o atraso e detalhem a operação com a Federação Paulista envolvendo as receitas do Paulista de 2018. “Ainda não examinei o caso, mas claro que uma situação dessa magnitude precisa ser explicada ao Cori pela diretoria”, afirmou ao blog Osmar Basílio, presidente do Conselho de Orientação.

Em outra frente, integrantes da oposição estudam apresentar um requerimento para o Conselho Deliberativo também para que a direção detalhe o episódio.

Além do atraso no pagamento, existe a queixa do comprometimento de receita que seria recebida pela administração que vai suceder a de Roberto de Andrade no ano que vem sem consulta ao Cori e ao CD.

Porém, Emerson Piovezan, diretor financeiro alvinegro, alega que não houve antecipação de verba do próximo Estadual. Segundo ele informou à assessoria de imprensa corintiana, a FPF costuma liberar nessa época do ano quantia referente ao Estadual do ano seguinte. Por isso, ele entende que a operação não pode ser tratada como antecipação.

Veja como impostos atrasados atrapalham Corinthians em 2015

Leia o post original por Perrone

Anêmico financeiramente, o Corinthians demonstra dificuldade para disputar reforços com seus concorrentes. O clube ter deixado de pagar impostos, principalmente na gestão de Andrés Sanchez, é um dos fatores que provocam essa fragilidade.

Para parcelar sua dívida tributária de aproximadamente R$ 155 milhões em 15 anos e tentar evitar que o ex-presidente e outros três cartolas fossem condenados por crime fiscal (objetivo conquistado em instância inicial), o clube pagou no ano passado pelo menos R$ 30 milhões em impostos atrasados. O dinheiro faz falta na hora de contratar. Basta lembrar que o alvinegro perdeu Leandro (ex-Chapecoense) para o Palmeiras e corre o risco de perder Dudu, que disputou o último Brasileirão pelo Grêmio, para o São Paulo.

Segundo o balancete oficial do Corinthians, até outubro tinham sido pagos cerca de R$ 20 milhões do acordo para o parcelamento. Conforme disse Raul Corrêa da Silva, diretor de finanças e um dos acusados de crime fiscal, em reunião do Conselho Deliberativo corintiano em 27 de outubro, seriam pagos mais R$ 10 milhões entre novembro e dezembro. Ainda conforme afirmou o dirigente, a partir de janeiro as parcelas cairiam para cerca de R$ 700 mil mensais. O valor é minimizado pelo cartola, mas seria suficiente, por exemplo, para pagar quase dois meses de salário do técnico Tite, que recebe cerca de R$ 430 mil por mensais.

Se pudesse usar os R$ 30 milhões gastos com impostos atrasados de outra forma, o Corinthians estaria bem mais forte na briga com o São Paulo por Dudu, por exemplo. O alvinegro está disposto a pagar cerca de R$ 12 milhões parcelados ao Dínamo de Kiev por 60% dos direitos econômicos do atacante. Mas os cartolas do Morumbi acenam com pagamento à vista, conforme mostrou o UOL Esporte.

Os R$ 30 milhões também seriam suficientes para pagar os US$ 7 milhões que Guerrero pede de luvas para renovar contrato (o Corinthians oferece US$ 5 milhões) e ainda sobrariam cerca de R$ 11 milhões.  Com mais R$ 700 mil da parcela de janeiro do acordo tributário, o alvinegro ficaria perto de ter R$ 12 milhões à vista para dar por Dudu. Ou seja, seria possível solucionar os casos Guerrero e do ex-gremista. Mas o Corinthians precisa pagar o que não pagou no passado.

Após quitar parte de imposto, Corinthians sofre para pagar parcela de Elias

Leia o post original por Perrone

O Corinthians está em busca de 1 milhão de euros (R$ 2,9 milhões) para pagar ao Sporting, de Portugal, a primeira parcela referente à contratação de Elias, que vence em outubro. A negociação foi feita por cerca de 4 milhões de euros (R$ 11,6 milhões). O clube não tem esse dinheiro em caixa e procura uma solução.

A gincana atrás dessa verba acontece menos de um mês após o Corinthians desembolsar entre R$ 20 milhões e R$ 21 milhões relativos a impostos atrasados. Com o dinheiro, pôde parcelar suas dívidas fiscais, que são de cerca de R$ 120 milhões.

Para fazer o pagamento, o alvinegro levantou empréstimo bancário, dando como garantia cota da Globo referente à transmissão de jogos da equipe. E também usou repasses a serem feitos pela CBF. O acordo pode livrar os ex-dirigentes Andrés Sanchez, Roberto de Andrade e André Luiz de Oliveira e o atual vice de finanças, Raul Corrêa da Silva, da ação em que são acusados de crime fiscal por supostamente recolherem impostos na fonte e não repassarem o dinheiro para a União.

O dinheiro necessário para quitar o débito referente ao retorno de Elias equivale a aproximadamente 15% do que foi gasto por causa dos impostos não pagos.

A situação ilustra a queda de braço que ocorre no Parque São Jorge entre os departamentos financeiro e de futebol. Ou entre “andresistas” e “gobbistas”.

Os que cuidam do time são pressionados pelos que tomam conta do dinheiro a gastar menos e a vender jogadores para ajudar a quitar o parcelamento dos débitos ficais, que vai durar 15 anos. Por sua vez, os “gobbistas” reclama internamente de que a decisão da equipe de Andrés, incluindo o atual diretor de finanças, de deixar de pagar impostos pode afetar o time. Existe o risco de faltar dinheiro para pagar os salários em dia ainda neste ano.

O aperto financeiro, por exemplo, fez o clube não ceder um milímetro na negociação com Nilmar. Segundo os corintianos, seriam gastos, contando impostos, R$ 800 mil mensais e R$ 3 milhões de luvas para atender ao pedido do estafe do atacante, que propôs um contrato de três anos. Os alvinegros só aceitam gastar R$ 500 mil mensais num acordo de 12 meses.

Apesar do cinto apertado, a opinião de “andresistas” influentes é de que a direção do futebol não tem do que reclamar. Foram contratados os jogadores que o treinador pediu e com contratos longos. Assim, não haveria risco de o time se enfraquecer na próxima temporada, por exemplo, se faltar dinheiro para novos reforços.

 

Santos tenta nova antecipação na Globo. Venda de atleta também é opção

Leia o post original por Perrone

Cobrado por impostos atrasados e com dificuldade para pagar em dia direitos de imagem de seus jogadores, a diretoria do Santos vai tentar uma nova antecipação de receitas referentes às cotas de transmissão pagas pela Globo. Além disso, o alvinegro está de portas abertas para interessados em comprar seus atletas. O problema é que, pelo menos até terça-feira, só tinha recebido sondagens, nada firme.

Em reunião do Comitê de Gestão, na semana passada, mais uma vez foi discutido o aperto financeiro na Vila Belmiro. Entre os temas, estava existência de impostos não pagos. A maioria na gestão de Marcelo Teixeira, mas uma pequena parte na atual administração, de acordo com um dos participantes do encontro. Causa calafrios em alguns membros do comitê a lembrança de que eles podem ser responsabilizados pessoalmente por tributos recolhidos e não repassados aos cofres do Governo. Como aconteceu com o corintiano Andrés Sanchez, acusado de crime fiscal.

Esse fantasma faz com que a ideia seja usar parte da nova antecipação para quitar uma parcela dos tributos, ainda que mínima, pois o dinheiro precisa render para direitos de imagem e outros compromissos. Se possível, também está nos planos vender ao menos um atleta.

Nos próximos dias, por exemplo, o clube tem pela frente uma parcela de luvas para Thiago Ribeiro. Para pagar salários e direitos de imagem, o Santos pinga cerca de R$ 4,5 milhões por mês. Mas a manutenção do departamento de futebol inteiro, contando luvas parceladas e outros gastos esporádicos, consome pelo menos cerca de oito milhões mensais.

Essa não é a primeira vez neste ano que o time da Vila Belmiro grita por socorro nos corredores da Globo. Em março, o Conselho Deliberativo autorizou a antecipação de R$ 53 milhões referentes aos contratos de transmissão com a emissora.

A direção, então, pediu antecipação de R$ 15 milhões. Pelo menos uma parte do dinheiro chegou em abril, num momento dramático. Os jogadores entravam em campo nas finais do Campeonato Paulista com direitos de imagem atrasados.

O valor pedido na época é igual à quantia cobrada pela União em dívidas referentes a uma série de impostos que estariam atrasados e foi revelada pelo Blog do Rodrigo Matos. Esses débitos são questionados pela diretoria santista. Existem outras cobranças.

`Procurado pelo blog, por meio de sua assessoria de imprensa, Odílio Rodrigues, presidente do Santos, disse que não falaria sobre o assunto.

Vale lembrar que as antecipações de cota de TV, geralmente, são feitas da seguinte forma: o clube pega o empréstimo num banco e a emissora se compromete a repassar o valor para a instituição financeira na data combinada.