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O Celtic apanhou do Barça. Sem perder a linha

Leia o post original por Antero Greco

O Barcelona deitou e rolou pra cima do Celtic Glasgow, nesta terça-feira, na abertura da fase de grupos da Champions. Fez 7 a 0 sem grande esforço e, para variar, mostrou que não entra na competição como brincadeira.

Ok, a expressão “deitou e rolou” é chavão. Mas cabe aqui, porque o Barça aplicar surras também é lugar-comum.

Mas o que me chamou a atenção foi o comportamento dos jogadores do time escocês. Entraram na roda, ouviram olé! da torcida catalã, cansaram de buscar bola na rede. Porém, não perderam a elegância, o prumo, o fairplay. Não  distribuíram botinadas, ninguém saiu de campo falando em “falta de respeito”.

Ao contrário, eles mostraram respeito pelos rivais e por si próprios. Porque, se apelassem para a ignorância, se rebaixariam, passariam  recibo de incompetentes e desleais. Para usar outra palavra que você nunca ouviu: foram “machos”, ao apanharem sem reclamar.

Também pudera, não havia o que fazer. Messi, Neymar, Suarez & Cia estavam impossíveis. Neymar, em especial, teve desempenho muito bom, ao participar de mais da metade dos gols. E ainda deixou o dele. Solto, atrevido e objetivo.

Para quem não viu, o resumo da farra. Messi abriu a porteira, aos 3 minutos e fez o segundo aos 27. Antes, Dembele perdeu a chance de empatar, ao desperdiçar pênalti aos 24, defendido por Der Stegen.

Na etapa final, foi aquela enxurrada: Neymar aos 5, Iniesta aos 14, Messi aos 15, Suarez aos 30 e aos 43. Para desconsolo da turma do Glasgow, que percebeu o quanto é duro ser sparring desses artistas, quando estão dispostos a dar espetáculo.

Acontece…

Copa do Rey: Barcelona 4 x 1 Espanyol

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD —- @BarudDaniel

Copa do Rey Barça 2x1 Espanyol_POSICIONAMENTO 1

Formações táticas iniciais das equipes. Barça no 4-3-3 e Espanyol no 4-4-2 em linhas. (Tactical Pad)

Na estréia de Arda Turan, o Barcelona enfrentou o Espanyol pela Copa do Rey. O Barça foi a campo no tradicional 4-3-3, com o meia turco entre os titulares, depois de ter ficado todo início da temporada 15/16 sem atuar, devido a punição da FIFA, imposta ao Barça.

O Barça começou intenso, marcando em cima, com posse de bola, pressionando no campo do Espanyol. Mas quem aprontou mesmo foram os visitantes. Organizado no típico 4-4-2 em linhas, o Espanyol foi a Catalunha disposto a aprontar. Tanto que aos aos 9’min, em rápido contra-ataque, os Blanquiblaus abriram o placar, com o equatoriano Felipe Caicedo, após belo passe de Marco Ascenio.

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Flagrante da reprise do contra-ataque veloz do Espanyol. Piqué e Mascherano no mano a mano. Recomposição defensiva barcelonista falhou.

O Barcelona não se apavorou. Continuou intenso no campo de ataque, dominando as ações e, logo em seguida, empatou com Messi, aos 12’min, após troca de passes na entrada da grande área do Espanyol. Suárez tocou para Neymar, que deixou para Iniesta achar a infiltração de Messi. Barça 1 a 1.

Disciplinado e aplicado taticamente, os visitantes ocupavam bem os espaços e tentavam não dar espaços para penetração/infiltração catalã pela faixa central do campo, o que seria fatal. Transição ofensiva rápida era a arma da equipe visitante, que não abdicava de atacar, apesar de cometer bastante faltas (11 a 7 para os visitantes).

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Flagrante do 4-3-3 na fase defensiva, com linhas próximas, compactas, fechando bem os espaços. Espanyol atacando com 6 jogadores.

O tridente ofensivo era bastante acionado, principalmente Neymar, com suas entradas em diagonal, fazendo o facão. Pelo lado dos Periquitos da Catalunha, as ações ofensivas viasavam o flanco direito de ataque, aproveitando os espaços deixados por Jordi Alba. Neymar distribuia dibles e sofria faltas e pontapés. Entretanto, o juiz deixava o jogo seguir.

O Barça comandava o jogo, controlando com a posse, mas não conseguia furar o bloqueio visitante. No final da primeira etapa, um bate boca na área do Espanyol, após escanteio barcelonista, Arda Turan deixou o pé no goleiro Pau López, mas quem arrumou confusão foi Luiz Suárez. Amarelo para o atacante uruguaio e para o goleiro do Espanyol.

No intervalo, substituição no Espanyol: Marco Ascenio saiu e entrou Salva Sevilla. Barça controlando a etapa final. Como de costume. Piqué amplia o placar aos 48. Iniesta, mais uma vez com uma visão de jogo extraordinária, achou Messi em profundidade, indo a linha de fundo, que só teve que cruzar para ozagueiro completar para o fundo do gol.

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Mais um flagrante da marcação alta blaugrana, pressionando a saída de bola adversária, induzindo ao erro.

O Barça controlava o jogo, com o domínio amplo da posse de bola e criava as oportunidades da partida. Com muitas ações pelo flanco esquerdo, com muita participação de Iniesta, Neymar e Messi. Suárez estava meio apagado.

Aos 67’min, Rakitic entrou e o estreante Arda Turan saiu. Aleix Vidal também estreiou. Daniel Alves saiu para ele entrar. Aos 72’min, Hernán Perez foi expulso, após entrada maldosa em Jordi Alba. Aos 74’min, outra expulsão pelo lado dos visitantes. Diop recebeu o segundo amarelo após discussão com Suárez. Desnecessária.

O Barça se manteve em cima, tentando ampliar o placar. Suárez perdeu chance clara. O Espanyol naõ teve chances na etapa final. Quando tinha a bola, a marcação era firme. Aos 87’min, Neymar fez o quarto e fechou o caixão. Alba pressionou, Neymar recuperou, tocou para Messi que lançou para o camisa 11 catalão que bateu firme na saída do goleiro.

O jogo de volta está marcado para o dia 13 de Janeiro, na casa do Espanyol, no Power Stadium.

ESCREVEU DANIEL BARUD — @BarudDaniel

Real Madrid 0 x 4 Barcelona

Leia o post original por Mauro Beting

ESCREVE DANIEL BARUD ———– @BarudDaniel

No clássico espanhol de número 230 na história, entre as maiores potencias do país, o Barcelona foi amplamente superior, dominou a partida, controlou as ações e goleou, fora de casa, no Santiago Bernabéu, a equipe da casa. Nem Cristiano Ronaldo deu jeito. Iniesta, Neymar e companhia não deram chances para James, Bale e seus companheiros.

O jogo começou bem movimentado. Pegado. Catimbado. Algumas entradas ríspidas, mas nada de anormal. Como “pede” um grande clássico. O Real foi no típico 4-2-3-1, porém, com Bale centralizado na linha de três meias. Cristiano Ronaldo e James Rodriguez nas extremidades esquerda e direita, respectivamente, com Benzema na frente.  Modric e Kross na proteção da zaga. Mesmo sem Messi, Luis Enrique colocou sua equipe no tradicional 4-3-3, com Busquets a frente da zaga, Rakitic alinhado mais à direita e Iniesta à esquerda. No tridente ofensivo, Sergi Roberto substituiu Messi na direita, enquanto Neymar ocupava o flanco esquerdo de ataque, com Suárez a frente.

Messi começou no banco, enquanto Cristiano fez boa jogada pelo lado direito, apesar de não ser a sua área, deixando Jordi Alba no chão, mas perdeu a chance de abrir o placar. Quem não titubeou foi o uruguaio Suarez, que aos 10’min, abriu o placar, após bom passe de Sergi Roberto. O Real tinha dificuldades na transição ataque-defesa, com muitos espaços entre as linhas na recomposição, principalmente no meio, com Kross e Modric, falhando na marcação.

BBVA - Real Madrid x Barcelona 21-11 El Classico Fox Sports_POSICIONAMENTO 1

Disposição tática das equipes no início da partida. Real no 4-2-3-1 e Barça no típico 4-3-3.

O Real tomava a iniciativa da partida, propondo mais o jogo, por estar em casa. O Barcelona explorava muito bem os espaços deixados pelos madrilenos. Neymar e Iniesta tinham espaços pelo flanco esquerdo de ataque. O Barça compactava bastante suas linhas, negava os espaços para penetração e saía em rapidez nos contra-ataques, no toque de bola típico catalão.

Aos 26’min, o Barça precisou mexer. Mathieu entrou no lugar de Mascherano, que saiu lesionado. Aos 27’min, o Real pressionou a saída de bola catalã e Bale acertou chute rasteiro. Claudio Bravo pegou firme.

Mesmo sem Messi, o Barça era superior taticamente ao Real. Ocupando bem os espaços, trocando passes com paciência, sem afobação na transição, controlando o jogo, mesmo fora de seus domínios.

Aos 37 da etapa inicial, Benzema furou após cruzamento vindo do flanco direito. E quem não faz, leva! Na sequência, Neymar ampliou. O Real não se recompôs bem, Iniesta tocou para o jovem brasileiro na esquerda, em posição irregular, que bateu rasteiro, seco, sem chances para Navas. Barça 2 a 0.  Ainda deu tempo de Neymar ir à linha de fundo e cruzar para área. Iniesta chutou, mas Marcelo tirou em cima da linha.

Um primeiro tempo de total organização defensiva pelo lado catalão e pouca mobilidade e eficiência do setor ofensivo madrileno, além de falhar e deixar inúmeros espaços no setor defensivo. Defensivamente, o Barça foi muito bem. Enquanto isso, o Real era o inverso.

O Real voltou melhor para a etapa final. Marcelo infiltrou bem logo no inicio, mas bateu pra fora. E James arriscou de fora, assustando Bravo, que espalmou para escanteio. O jogo mantinha as entradas duras, mas o juiz se manteve firme, controlando a partida.

Neymar assustou os madrilenos em boa cobrança de falta e Navas espalmou para escanteio. Aos 8’min, jogada sensacional da equipe catalã. Triangulação perfeita entre Iniesta e Neymar. O espanhol tocou para o brasileiro , infiltrou, recebeu na frente após toque de letra de Neymar, e bateu firme, no ângulo. Barça 3 a 0. Goleada no Bernabéu. E sem Messi..

Rafa Benítez mexeu: Isco entrou no lugar de James. E Luis Enrique, com o placar definido, colocou Lionel Messi. O Real melhorou um pouco, mas não conseguiu marcar. Cristiano ainda teve chance de diminuir a derrota, mas perdeu chance cara a cara com Claudio Bravo, aos 25’min. Suárez ainda ampliou a goleada, aos 29’ da etapa final, tocando na saída de Navas.

Munir ainda entrou para a saída de Iniesta. Isco foi expulso, aos 40’ da etapa final. O Real ainda criou chances, mas Bravo salvou ou a trave impedia o gol madrileno. Era dia do Barça.

O Barça controlou a partida, tocou a bola e manteve na sua proposta: Ocupação perfeita dos espaços defensivamente e ofensivamente, aproveitando os espaços e erros deixados pelo adversário que, deixou a desejar durante toda a partida, tanto defensivamente quanto ofensivamente, onde perdeu várias chances, esbarrando na trave ou no goleiro Bravo.

ESCREVEU DANIEL BARUD ———– @BarudDaniel

O tick-tack virou top-top. Espanha perde para o Chile e está fora da Copa

Leia o post original por Quartarollo

A Espanha está fora da Copa. Acaba de perder para o Chile, 2 x 0, no Maracanã que repetindo 1950 gritou olé contra La Fúria. Naquela ocasião tomando de 6 x 1 do Brasil o Maracanã em uníssono cantava “Touradas … Continuar lendo

Quem vai fazer a diferença na final, Neymar ou Iniesta???

Leia o post original por Neto

Principais craques das duas Seleções

É claro que não dá pra comparar o futebol de hoje com o do passado. Talvez um craque de hoje não limpasse a chuteira da turma do Pelé. Só que é fato que no esporte moderno a Espanha vem dando um verdadeiro show. Posso até estar exagerando, mas para mim o esquema tático deles aliado a técnica de alguns jogadores faz desse time um dos mais competitivos de todos os tempos. Se pudesse apontar um cara individualmente destacaria o Iniesta. O que esse sujeito joga de bola é impressionante! Fez o gol do título da última Copa e é o motorzinho do Barça e da Seleção Espanhola.

O curioso é que pela primeira vez (por Seleções) ele encara seu novo companheiro de clube, o Neymar. Isso mesmo! Nunca haviam se enfrentado e por conta disso teremos um duelo todo especial. Talvez seja a oportunidade do brasileiro se vingar do sacode que o Santos levou do Barcelona na final do Mundial de Clubes em 2011.

Talvez não façam o gol decisivo, mas é fato que esses dois farão a diferença na final de domingo. Como não poderia ser diferente eu aposto no Neymar, até por ser um atacante mais decisivo. Só que tem uma coisa, se o Felipão não fechar o meio a coisa vai complicar. Ainda mais porque é exatamente ali que joga o Iniesta, o monstrinho da Fúria, como diz meu amigo Téo José nas transmissões da Band.

Vença quem vencer, o jeito é ficar na torcida.

Sim, é possível*

Leia o post original por Antero Greco

A Espanha joga muito, dá gosto de ver como acaricia a bola, envolve adversários, acumula títulos, etc e tal. Merece elogios e hipérboles. Mas não vem de outro mundo, não é imbatível, tem pontos vulneráveis e, se apertar com jeito, se enrosca. A Itália deu o exemplo, no duelo de ontem em Fortaleza, que terminou só na 14.ª cobrança de pênalti, após o 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.

A gente se acostumou a acompanhar equipe insinuante, envolvente, traiçoeira como o Coisa Ruim. A Vermelha se especializou em se fingir de indiferente, de testar a paciência de rivais e plateia com o vaivém da bola, pra lá e pra cá, de pé em pé, sem sofrer arranhões, como nas brincadeiras de aquecimento antes do treino. De repente, o bote certeiro, o gol, o golpe de misericórdia, que deixa zagueiros mais tontos que pinguços de boteco.

Só que os bailarinos de Vicente Del Bosque quase atravessaram a dança, no único empate da Copa das Confederações. Ensaiaram botar a Azzurra na roda, como havia ocorrido na decisão da Euro de 2012 (4 a 0), e encontraram um grupo atento e atrevido. Sobretudo nos primeiros 45 minutos, os italianos abafaram qualquer iniciativa da Espanha, cercaram Xavi e Iniesta e isolaram Pedro, Torres, Davi Silva. Eles receberam poucos passes, e sempre vigiados pelo trio Bonucci, Chiellini, Barzagli, acostumados a essa tarefa na Juve.

Enganou-se quem imaginou a Itália atrás; Cesare Prandelli armou bem o time para explorar descidas de Maggio e Giacherini pelas laterais, e Casillas suou frio. No segundo tempo, houve equilíbrio, mas sem que a Espanha jamais impusesse ritmo hipnotizante. Na prorrogação, ambas alternaram boas situações, mandaram bolas na trave, criaram chances; os pênaltis foram consequência da igualdade. Partida com muita emoção, taticamente admirável.

O público optou pela Itália – por farra e provocação. No momento atual, inegável a superioridade dos espanhóis em relação a qualquer time. Daí, pela lógica das arquibancadas, melhor secar um obstáculo complicado, ao menos na teoria, para facilitar o caminho do Brasil à conquista da taça. Deu certo até Bonucci desperdiçar a penalidade número 13 (para supersticiosos) e mandar pro espaço a vaga para o clássico de domingo no Maracanã. Com isso, contribuiu para a final desejada, e ótima para o Brasil. Já que é para testar a capacidade da seleção que seja contra tubarões.

A tarefa de Felipão e seus rapazes não será simples – nem com o desgaste adicional do outro finalista. Claro que os campeões do mundo levam desvantagem pela correria no Ceará, pelo deslocamento e pelo dia a menos de recuperação física e emocional. Compensarão com talento que lhes sobra e com economia de energia. (Pausa: ressaltou-se à exaustão o calor no Castelão, como se italianos e espanhóis não saibam o que seja temperatura alta. Tente ir a Madri, Sevilha, Roma, Nápoles em julho e agosto pra ver como a moleira esquenta.)

O Brasil pode ter como modelo a Itália, irretocável na marcação, como de costume, além de prática e eficiente na armação. Fundamental, nesse aspecto, a agilidade de Pirlo, De Rossi (e, depois, Montolivo), Candreva, Marchisio, que puxavam os contragolpes com velocidade e pontaria calibrada. Dessa maneira, várias vezes pegaram a defesa desprevenida. Em jogos oficiais recentes, a Azzurra foi a equipe que mais endureceu a vida para os espanhóis.

Felipão talvez não queira mexer na escalação habitual, mas poderia considerar a alternativa de começar com Luiz Gustavo, Paulinho e Hernanes no meio. Sobraria para Hulk ou Oscar. Com o primeiro em campo, aumenta o poder de combate; com o mais jovem, ganha nos dribles, desde que ele caia pela direita.

No papel, parece moleza, tá certo. Mas sei que dá para espantar o bicho papão. Daí o título desta crônica. Pensou que copiei a frase de Barack Obama (“Yes, we can”)?! Nada disso. Giorgio Gaber, artista italiano genial e morto em 2003, escreveu em 1991 a canção “Si può” (“É possível”). A homenagem é pra ele.

*(Minha crônica no Estado de hoje,  sexta-feira, 28/6/2013.)

Segredo do sucesso da Fúria?

Leia o post original por Neto

Alguém aí viu o jogo da Espanha neste domingo contra o Uruguai? Acho que a maioria, né? Que partidaça fez a Fúria! Aliás, nada anormal para a equipe que detém os títulos da Copa do Mundo e o bi da Europa. Mas querem saber, depois de ver as imagens que a TV Barça divulgou recentemente, não me estranha tamanho entrosamento e posse de bola. Essa turma com Xavi, Iniesta, Busquets, Piqué e o próprio argentino Lionel Messi (que não vem ao caso por ser argentino) joga junta desde os 13 anos. Impressionante o rosto de molequinho dos caras. Já estão acostumados a vencer desde sempre. Já se conhecem, sabem onde o companheiros estará na jogada. A bola corre naturalmente.

Espanha se diverte nos 2 a 1 sobre o Uruguai

Leia o post original por Antero Greco

Muitos anos atrás, numa conversa com Pedro Rocha, perguntei para ele como tinha sido enfrentar a Holanda, na Copa de 1974. Ele disse que foi dos maiores tormentos da vida profissional, porque parecia que havia 18, 19 adversários em campo. Um pesadelo, que terminou com placar de 2 a 0 para os futuros vice-campeões.

Imagino que suplício semelhante sentiram os uruguaios que jogaram na noite deste domingo contra a Espanha, na Arena Pernambuco. Do apito inicial aos 49 minutos do segundo tempo, passaram a maior do tempo a ver a bola passear de pé em pé dos atuais bicampeões europeus e campeões mundiais. Um toca pra lá, toca pra cá de endoidecer. Não foi por acaso que os sul-americanos perderam por 2 a 1.

Impressionam o controle de bola e o autrocontrole da antiga Fúria, que agora se chama a Vermelha. Sei que não é novidade, a turma do Vicente Del Bosque faz isso pelo menos desde a Eurocopa de 2008. Mas sempre vale ressaltar a confiança que cada um passa para o outro, como as funções são bem definidas, como há entrosamento e união. Não há como fazer reparos à ação de artistas do futebol.

Sei que às vezes parece monótono. Lembro que na competição europeia do ano passado cheguei a dizer que a Espanha era sonolenta. Admito que foi com uma ponta de dor de cotovelo, diante da altivez daquele time. Comportava-se de forma tão superior aos demais, com tanta certeza de que venceria, que chegava a irritar.

Mas esse é o objetivo: desconcentrar, estontear, minar o adversário. Isso Xavi, Iniesta e colegas fazem com maestria. Há momentos em que parecem desinteressados do jogo, trocam passes como se fosse obrigação enfadonha a cumprir. Até os rivais caírem na pegadinha e relaxarem. De repente, o bote, o lance fatal, o gol. Pedro e Fábregas foram os contemplados com essa tática e fizeram 2 a 0 ainda no primeiro tempo.

Como de praxe, a Espanha botou o oponente nas cordas e se divertiu com aquele interminável toc-toc-toc da bola indo aqui, ali, acolá. Poderia ter aumentado a diferença, pois mesmo nessa toada criou ocasiões de gol no segundo tempo. Não se abalou com as chances desperdiçadas, nem com o gol de Suarez aos 42 minutos. Aquilo não passou de cócegas para despertar no final do jogo.

Os espanhóis, salvo cataclismos que ocorrem no futebol, chegarão à final. De novo.

Medido, examinado e apresentado! Neymar veste a camisa do Barcelona e começa uma nova etapa em sua carreira!!! O craque terá problemas para se adaptar ao futebol do Barça?

Leia o post original por Milton Neves

Sonho realizado: Neymar é jogador do Barcelona.

Com contrato assinado, festa no Camp Nou e mil petecadas para os novos fãs.

Tudo que o astro tem direito.

Mas ver o “Pelezinho da Vila” com outra camisa é um pouco melancólico.

Pelo menos para o santista.

É como se deparar com um grande amor nos braços de outro.

E ter que aplaudir.

O Peixe só tem motivos para agradecer o atacante pelo que fez dentro de campo.

Jogando com alguns “surdos”, regeu a orquestra de um instrumento só.

Agora, chega à “Filarmônica da Catalunha”, onde não será mais a atração principal, mas sim uma parte importante do espetáculo.

Xavi, Iniesta e Messi devem ajudar muito o brasileiro.

Que precisará desta “forcinha” para adaptar-se o quanto antes ao estilo de jogo do Barça e da Europa.

*Durante a coletiva de imprensa, o vice-presidente do Barcelona confirmou o valor de R$ 158 milhões, que envolve os direitos federativos e econômicos do craque, além de seus vencimentos

E para você, amigo internauta, o brasileiro se juntará a Romário, Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, no panteão tupiniquim do Barça?

Ou Neymar corre o risco de ser um novo Roberto Dinamite – que chegou badalado e saiu esquecido – em solo espanhol?

Opine!!!

O futebol mágico muda de casa na Europa ou só foi uma exceção alemã?

Leia o post original por Quartarollo

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bayernO Bayern Munique atropelou de forma categórica o Barcelona, 4 x 0, ontem em Munique na primeira partida das semifinais da Liga dos Campeões da Europa. O time alemão teve menos posse de bola como acontece há muito tempo com … Continuar lendo