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A “treta” da Rádio grenal

Leia o post original por Rica Perrone

Semana passada houve uma polêmica sobre uma participação minha na Rádio Grenal.  Os ouvintes acharam que eu fui “cortado” ou “censurado”, e eu fiz questão de dizer no twitter que não. Que fui muito bem tratado e que ninguém me cortou do ar do nada.

Mas que a história de alguém pedir desculpas no ar pela minha participação, se fosse verdade, era um absurdo. Um desrespeito. Eu não pedi pra participar, repeti no ar o que escrevi e portanto quando me ligaram sabiam o que eu diria.

Eu não acho educado e nem necessário um radialista querer agradar os clubes do interior se desculpando pela opinião dos outros. Dá a sua, sustenta seus argumentos, se é que existem, e então tá feito o debate. Mas desmerecer uma que você convidou pra por no ar?

O resto foi barulho de torcedor. Fizeram disso uma puta polêmica quando na real o que me incomodou foi pedirem desculpas pela minha opinião, até porque ela é de milhões de torcedores.

Mas como notei no twitter, ninguém ouviu. Foi meio que disse me disse Então segue a entrevista para que vocês vejam que nao houve desrespeito enquanto estive no ar, muito pelo contrário. A babaquice foi apenas o Espinosa se desculpar pelo convidado dele, sendo que nao ofendi ninguem. E portanto não tem porque me desculpar. Ainda se tivesse, eu pediria, não ele por mim.

A tarde liguei na rádio pra ouvir o que diziam. Havia dois locutores mandando recado e debochando de mim no ar.  Eu não fico triste. Fico feliz. O espaço que conquistei é exatamente por ser o contraponto à mídia tradicional.  Continuem.

É só isso.

abs,
RicaPerrone

Quem é esse cara?

Leia o post original por Rica Perrone

Eu serei prático ao dizer que nunca vi no Gabigol futebol pra 30 milhões de euros. Acho que o Santos deu muita sorte nessa e vendeu na hora certa.

Não serei hipocrita de dizer que acho que não dar certo na Europa aos 20 anos significa que tenha tudo dado errado e que o garoto não vale nada.

Mas aos 21 anos, e embora tenha algum tempo já de intimidade com nosso futebol, quem é Gabigol?

O menino de ouro? Mais uma cria de Neymar? Um jovem craque amadurecendo? Ou um novo Keirrison?

Não sei e acho que hoje ninguém é capaz de dizer.  Mas os 30 milhões que a Inter erradamente investiu nele não cabem hoje pra analise.  Foi uma aposta. E uma aposta perdida.

O Santos aposta de novo em seu próprio garoto. E pode recupera-lo, embora eu tenha o potencial dele como algo inferior ao que ele mesmo já atingiu um dia.

E dizer tudo isso de um jovem de 21 anos é tão estranho, tão errado, tão triste.

abs,
RicaPerrone

99% torcem, mas aquele 1%…

Leia o post original por Rica Perrone

A megalomania dos times brasileiros em apresentar números exorbitantes para indicar paixão são facilmente desmascarados por dados mais concretos.  Brasileiro gosta de futebol quando o time dele ganha. Caso contrário, não é um dos maiores consumidores do esporte.

Consome o clube. E conforme a fase.  O futebol em si, muito pouco. E ainda que pelo próprio clube, embora as vendas de camisas atinjam números expressivos como os 2 milhões por ano do Flamengo, os sócios engajados em ter facilidades de ir a jogos e contribuir com o clube são ridículos.

Com base na pesquisa Ibope de 2017 as maiores torcidas do Brasil tem números de torcedores menores do que ditos pelas massas. A maior delas estima-se ser de 32 milhões e é a do Flamengo.

Fizemos um calculo simples de % entre total de torcedores declarados e sócios de fato, auditados no site oficial da campanha de socios torcedores (Futebolmelhor.com.br).

O Grêmio é o time com maior engajamento. 2,27% dos seus torcedores são sócios.  O Inter em segundo, com 2,01%.

Os cariocas Flamengo e Vasco são os piores na proporção torcida/sócios. Embora o rubro negro até tenha mais de 100 mil sócios, sua torcida é muito maior e portanto o % não acompanha.

Imagine você se cada time conseguisse 10% de sua torcida como sócios ativos. Será que precisaríamos vender nossos garotos pra Europa?

Em média apenas 1% dos torcedores de times grandes no Brasil são sócios torcedores. Segue a lista % de torcedores x sócios.

TimeTorcidaSocios%
Gremio6.000.000136.2832,27%
Inter5.600.000112.7522,01%
Sport2.400.00043.2881,80%
Atletico MG7.000.000100.7321,44%
Palmeiras10.600.000122.9231,16%
Botafogo3.400.00035.1321,03%
Cruzeiro6.200.00064.0171,03%
Fluminense3.600.00037.0951,03%
Sao Paulo13.600.000117.8940,87%
Santos4.800.00024.6920,51%
Vitória2.600.00013.1570,51%
Corinthians27.300.000125.4710,46%
Bahia3.400.00014.7620,43%
Flamengo32.500.000106.9380,33%
Vasco7.200.00017.0650,24%

11 “crises” e uma reflexão

Leia o post original por Rica Perrone

Tente imaginar que dos 12 grandes do futebol brasileiro 11 deles estejam terminando um ano conturbado e com “crise”.  É quase inacreditável, mas é real.  Com a fase do Corinthians e as cobranças, apenas o Grêmio tem um ano de paz. Todos os demais conseguiram curtir suas crises e terminar o ano com alguma insatisfação. …

Mascotes modernos

Leia o post original por Rica Perrone

O ótimo ilustrador Eddie Souza fez uma releitura dos mascotes dos times brasileiros.  E olha que maneiro ficou! O do Bahia tem um detalhe genial!  Curtiu? Eu também! Boa, Eddie! https://www.eddiesouza.com.br/ abs, RicaPerrone

Classificação Planejada #33

Leia o post original por Rica Perrone

Todo começo de temporada os treinadores fazem um planejamento. Aí você pode perguntar: “Que diabos de planejamento é esse? Ele planeja perder? Não era pra tentar ganhar todas?”. Sim, era. Mas nem treinador é tão apaixonado e maluco de imaginar que vencerá todos os jogos de um campeonato como o Brasileirão.

Assim sendo, eles planejam uma forma média de atingir os pontos do último campeão, ou perto disso. E você pode se perguntar: “Qual critério ele usa pra saber onde pode perder ou onde tem que ganhar?!”.

Normalmente eles seguem uma linha simples. Ganhar todas em casa, bater nos pequenos fora, empatar com os médios e aceitam perder pros gigantes fora de casa. Esta soma dá o suficiente para você estar, no mínimo, brigando pelo título. A não ser que alguém dispare e quebre todo planejamento.

O mais afoito pergunta: “Mas se um time tem 20 pontos e o outro 18, com os mesmos 13 jogos, é óbvio que ele está melhor, não?!”.Não. E se o que tem 20 pegou 5 pequenos fora, 1 clássico e 7 grandes em casa? Significa que ele pegará os 7 grandes fora no returno. Talvez os 18 pontos conquistados sobre clubes mais fortes sejam mais valiosos do que 20 em pequenos.

Atenção:
– A conta busca uma fórmula de se chegar aos 77 pontos, que praticamente garante o título.
– Alguns times podem perder clássicos, outros não. Isso porque alguns tem 2 clássicos por ano, outros 6.
– “Ah mas se meu time perder um jogo que era pra ganhar, ja era?” Não. Você calcula por outro jogo que “não era pra ganhar” e equilibra. Compensa.
– Eu não entendi! Facilitando: O importante não é seguir a risca os resultados. É chegar a rodada X perto ou com mais dos pontos planejados pra rodada X. O percentual diz o quanto seu time fez de pontos perto do que DEVERIA ter feito até aqui para brigar pelos 77 pontos. Só isso.
– As tabelas são INDEPENDENTES entre si. Não as compare procurando o mesmo resultado pois não serão 11 campeões.
Enfim, aí está! Se você não entendeu, pergunta pro amiguinho do lado que ele explica.

Tormentos do Inter

Leia o post original por Antero Greco

Jogar Série B é complicado para qualquer time. Porém, o trauma fica maior para aqueles que têm história mais rica e estão acostumados com situações de protagonismo e não secundárias. Caso do Internacional, pela primeira vez na divisão de acesso.

A queda inédita, ocorrida no ano passado, não foi bem digerida e ainda provoca traumas, em jogadores, direção e torcida. A fase de reconstrução costuma ser árdua e nem sempre tranquila. Não são todos os “gigantes” que se adaptam facilmente à nova realidade.

Isso está escancarado na forma como o Colorado se comporta na situação estranha de correr atrás de vaga para voltar à elite. A cartolagem manteve a base de 2016, contratou muita gente, já trocou de treinador – tudo na esperança de montar equipe confiável e competitiva.

Ela ainda não apareceu. O Inter versão 2017 não emplaca uma sequência firme de bons resultados. Era assim com Antonio Carlos Zago, não tem sido diferente com Guto Ferreira. O técnico anterior e o atual não conseguem dar padrão que se espera, não veem o grupo deslanchar. É um perde, ganha, empata preocupante. E as cobranças já são evidentes.

A insegurança do Inter deu as caras em Goiânia, neste sábado, na derrota por 2 a 1 para o Vila Nova. Em raros momentos, foi superior ao adversário, poucas as ocasiões em que se impôs. Teve dificuldade para obter o empate (em pênalti discutível) e, mais ainda, não resistiu a uma pressão nem tão forte. Ao ser apertado, cedeu o resultado para o rival.

O Inter está em sexto lugar; fora, portanto, do G-4. A diferença em relação ao líder América-MG é de apenas seis pontos (30 a 24), o que significa que nada está perdido. De maneira alguma, sobretudo se se levar em conta que há 22 rodadas pela frente. Uma vida.

Tempo suficiente para reação, para firmar-se como candidato a um lugar na elite. E, até, para ser campeão, o que vejo como obrigação, para um clube dessa envergadura. O problema do Inter, porém, está na demora para ter estabilidade e eficiência. Problemas vão da defesa, ao meio-campo até chegarem ao ataque. Não há regularidade, e é visível a tensão.

Boto fé no retorno do Inter. Mas a estrada é mais esburacada do que se imaginava.

 

Carimba que o gol foi legal!

Leia o post original por Craque Neto

Claro que o torcedor do Internacional de Porto Alegre fica chateado comigo quando me refiro ao clube com desdém. Na verdade até brinco com isso. Mas é óbvio que o respeito existe. Muitas pessoas me pararam nesta quarta-feira pra me perguntar sobre o gol que definiu a vitória do Colorado sobre o Luverdense por 1 a 0 pela Série B do Brasileirão. Gol esse marcado nos acréscimos do jogo pelo atacante Willian Pottker. Analisando o lance achei de cara que o gol foi impedido. Deveria ser anulado. Só que aí resolvi entrar em contato com meu amigo Oscar Roberto Godoi, […]

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Onde o Flamengo está, os 11 podem estar

Leia o post original por Rica Perrone

Talvez pra muita gente de fora seja novidade, mas sim, é verdade: temos um clube carioca levado a sério administrativamente.  E obviamente isso não implica em “perfeição”, portanto, dizer coisas como “é sério mas erra aqui, ou ali” é apenas mais do mesmo.  Diferente é o que está acontecendo lá. Mas pouco me importa o …

Calvário colorado

Leia o post original por Antero Greco

Torcer para o Inter, ultimamente, tem sido sinônimo de angústia. Não bastasse a queda no ano passado, agora acumula tropeços na Série B. O mais recente, no meio da tarde deste sábado, no empate por 1 a 1 com o Criciúma, no Beira-Rio. Gol salvador de Klaus, aos 48 do segundo tempo, para evitar vexame maior.
Perder pontos como mandante, numa competição de acesso e equilibrada, nem é tão fora de propósito. O que amedronta é a instabilidade. A turma colorada tem dificuldade para coordenar-se, para fazer o jogo fluir, para finalizar ao gol. Enfim, está complicado para impor-se.
Essas limitações deram o ar da desgraça diante do rival catarinense. Não é que o Inter tenha passado sufoco – a rigor, o Criciúma teve uma grande oportunidade, com Lucão aos 5 minutos do primeiro tempo, ficou em vantagem e soube segurar-se. O entrave foi a partir daí: teve mais posse de bola, até procurou ir à frente, mas não soube como fazê-lo. Ou, em geral, mais na base da vontade e da ansiedade do que de maneira coordenada.
No papel, o Inter não é menos do que os outros que estão adiante dele na classificação. Vejo, até, como melhor do que a maioria. Não se despreza a qualidade de gente como D’Alessandro, Potker, Danilo, Uendel, para ficar nos que atuaram nesta rodada. O xis do problema é a falta de liga. Não tem jeito de engrenar na atual temporada.
Por isso, jogadores abusaram dos cruzamentos, dos levantamentos para a área, das tentativas de cavar faltas. Alguém pode dizer que deu certo, por causa do gol de Klaus. Meia verdade. Houve, no lance, falha da zaga do Criciúma. E é muito pouco para quem pretende subir mais forte do que na época do rebaixamento.
O Inter de hoje está muito aquém da própria história. O que não justifica protestos e violência de alguns torcedores, depois do jogo. Não é na ignorância e no terror que o Inter reencontrará o rumo. Mas com incentivo.