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Corinthians, sem dúvida

Leia o post original por Antero Greco

Título tem de vir de forma incontestável, sem choro nem vela. Com autoridade, com vitória, que é pra ninguém botar defeito. Quer dizer, os outros torcedores chiam, reclamam, desdenham, mas isso faz parte do futebol…

Pois bem, o Corinthians fechou com antecedência, e em grande estilo, a caminhada rumo ao sétimo título do Brasileiro, ao lascar 3 a 1 no Fluminense, na noite deste 15 de novembro. Fez a festa em casa, em Itaquera, mesmo sem a presença da taça.

(Ah, a CBF não quis levar o troféu, porque o clássico acabou tarde e iria prejudicar a volta do torcedor pra casa. Conta outra… Por que não marcaram o jogo para a tarde?)

Deixa pra lá. O que importa é que, com ou sem medalha, taça e rococós, o Corinthians consolidou campanha vitoriosa com resultado incontornável. Com uma ligeira pitada de ansiedade, na forma do gol sofrido com um minuto, em cabeçada de Henrique.

A vantagem tricolor deixou apenas o jogo mais elétrico e fez com que o Corinthians se lançasse à frente desde o início. Encontrou dificuldade no primeiro tempo, ao não encaixar com frequências jogadas de ataque. O Flu, que precisava ganhar, ficou ali, a se segurar.

A história mudou em três minutos, na etapa final. Tempo suficiente para Jô fazer os dois gols que iniciaram a virada. Duas arrancadas, dois vacilos do Flu e a euforia no estádio. Dali em diante só deu Corinthians, com a certeza de que não seria mais surpreendido. E, para não dar sopa pro azar, veio o gol de Jadson, para fechar a conta.

O Corinthians é campeão nacional de 2017 por merecimento. Superou os demais pela regularidade, pela eficiência, pela simplicidade. Nem as turbulências no returno foram suficientes para tirá-lo do prumo.

Os outros não tiveram competência sequer para fazer cócegas no líder. Ah, o nível não é dos melhores? Sim, e daí? Por acaso foi nos últimos anos? A decadência surgiu agora? Assim como houve reconhecimento para as conquistas de São Paulo, Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, Palmeiras, para ficar na história recente, o mesmo vale agora para o Corinthians.

Papo de apito amigo, de pouco empenho de outros concorrentes, são apenas amenidades para os torcedores “inimigos”. Zoeira é do futebol, assim como a taça de 2017 é do Corinthians. E vida que segue.

Parabéns aos corintianos!

 

E aí Jadson, então era você o problema do Timão???

Leia o post original por Craque Neto

Olha, espero sinceramente que seja só uma coincidência daquela das bravas. Mas é fato que foi só o técnico Fábio Carille ser macho e tirar o meia Jadson do time titular para o Corinthians crescer radicalmente de produção. O futebol apresentado pela equipe nesse clássico diante do Palmeiras é um milhão de vezes superior àquela bolinha que vinha jogando nas últimas rodadas do Brasileirão. Veja bem, o Jadson é bom jogador? Pelo amor de Deus! Tecnicamente talvez seja o melhor do elenco alvinegro. É um ídolo dentro do clube até pela bola redonda que apresentou na campanha do Hexa em […]

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Números mostram importância de substituto de Jadson em vitória corintiana

Leia o post original por Perrone

Contra o Palmeiras, Fábio Carille atendeu a um antigo pedido de conselheiros e torcedores do Corinthians ao escalar Clayson no lugar de Jadson. O novo titular não decepcionou a aposta. Números do site Footstats detalham como o atacante foi importante para a vitória por 3 a 2 neste domingo em Itaquera.

Clayson foi o segundo corintiano que mais teve a posse de bola. Em 12,3% do tempo em que ela foi do Corinthians este nos pés do substituto de Jadson. Entre os alvinegros, só Romero, um dos principais destaques do time, teve marca melhor: 16,02%. Porém, o brasileiro perdeu menos a posse do que o paraguaio: três contra 13.

Com 24 passes certos, apenas os laterais Arana e Fagner acertaram mais o endereço da bola do que Clayson. O atacante passou com exatidão 21 bolas.

Clayson foi ainda quem mais fez e acertou cruzamentos. Foram três acertos em dez tentativas, contando cobranças de escanteio. Numa delas, fez a assistência para o gol de Balbuena. Os erros, no entanto, o colocaram como quem mais falhou ao tentar cruzar.

Ele ainda ajudou o time com um desarme certo e fez um drible com perfeição. Fagner liderou o ranking corintiano de desarmes com cinco acertos. E Romero foi o principal driblador. Entortou os rivais nas três vezes que tentou.

Negativamente, o que chama a atenção é o fato de Clayson não ter feito nenhuma finalização até ser substituído por Jadson no final do jogo. Durante a semana, Carille chegou a dizer que ele cai de rendimento no final das partidas, dando a pista de que o titular não ficaria até o fim do clássico.

 

Em meio à tensão, falta calma para jogadores experientes do Corinthians

Leia o post original por Perrone

Diretoria, comissão técnica e torcida esperam que os jogadores mais experientes do Corinthians ajudem a controlar os nervos do time na reta final do Brasileirão. O clube está pressionado pela má campanha no segundo turno e tem um jogo decisivo contra o Palmeiras no próximo domingo. Se perder, verá o rival ficar a só dois pontos de diferença, na segunda posição na tabela. Porém, recentemente, os mais rodados do elenco têm mostrado falta de tranquilidade em momentos cruciais. Confira abaixo.

Jô, 30 anos

Chutou Rodrigo, da Ponte Preta, no último domingo, sem bola, e vai ser julgado pelo STJD. Pode pegar de quatro a 12 jogos de suspensão. Já tinha sido expulso por cometer falta violenta no empate sem gols com o Rancing, em Itaquera, na eliminação corintiana na Copa Sul-Americana.

Rodriguinho, 29 anos

Também na queda diante do Racing ficou apenas três minutos em campo após sair do banco de reservas. O tempo foi suficiente para dar uma entrada violenta num adversário e levar cartão vermelho.

Jadson, 34 anos

O meia se envolveu em polêmica no último jogo, contra a Ponte, ao se recusar a deixar Clayson cobrar falta. O companheiro não escondeu a irritação com o colega.

Cássio, 30 anos

Numa atitude de desespero, deixou sua meta no final da partida contra o Bahia em Salvador, para tentar ajudar o ataque. Nada conseguiu. O alvinegro perdeu a bola e, com a meta abandonada, tomou o segundo gol, marcado por Régis, que decretou a vitória baiana por 2 a 0.

Fagner, 28 anos

Também em Salvador, falhou no primeiro gol do Bahia. Em vez de jogar a bola para fora, tentou passar por um adversário com ela nos pés. Acabou entregando a bola de graça. “Fui tentar limpar o lance e falhei, foi falta de fazer o simples. Fui responsável pelo resultado. Foi erro meu”, afirmou o lateral após a derrota.

Preparo físico gera clima de desconfiança no Corinthians

Leia o post original por Perrone

Com Diego Salgado, do UOL, em São Paulo

Uma rede de desconfianças e críticas compõe o cenário da brusca queda de rendimento do Corinthians no segundo turno do Brasileirão. A trama envolve suspeitas de falta de comprometimento e cuidado com o físico por parte de jogadores. Mas também há queixas de supostas falhas de profissionais que zelam pela saúde dos atletas.

Enquanto torcedores e conselheiros criticam a condição física de parte do elenco, há na comissão técnica quem entenda que a culpa é de atletas que não cuidam do corpo como deveriam na hora das folgas. Não estariam comprometidos com o grupo.

Fonte com trânsito na comissão técnica afirmou ao blog que a saída de alguns jogadores do time titular por questões físicas chegou a ser discutida. Porém, Fábio Carille optou pela manutenção deles. Indagado sobre a veracidade do episódio, por meio de sua assessoria de imprensa o treinador afirmou que não se manifestaria. Walmir Cruz, preparador físico corintiano, disse que não pode dar entrevistas individuais por orientação da diretoria.

Rodriguinho, Jadson e Arana são os atletas cobrados por conselheiros e torcedores por supostamente não estarem descansando suficientemente nas folgas, o que estaria prejudicando a preparação física deles.

“Eu posso te garantir que nunca faltou vontade. Tive uma contusão que me atrapalhou. Mas pode ter certeza que todos estamos muito dispostos, determinados e vamos atrás do objetivo  principal”, disse Arana à reportagem por meio de sua assessoria de imprensa. Os assessores de Jadson e Rodriguinho declararam que eles não falariam sobre o tema.

Antes do jogo contra a Ponte Preta, a concentração do elenco foi antecipada em um dia. A medida é costumeira em clubes que acreditam que seus jogadores não se cuidam de maneira correta fora do trabalho. Ao comentar o assunto na semana passada em enrevista no CT corintiano, Flávio Adauto negou que a medida tenha sido adotada para evitar boleiros na noite. “A preocupação não é que eles saiam, é sim que durmam cedo e se alimentem bem”, disse o diretor de futebol, atribuindo a decisão a Carille.

Insatisfação

Mas, do lado dos jogadores as reclamações são outras. Integrantes de estafes de atletas alegam que parte do elenco está descontente com médicos e outros responsáveis por cuidar deles. As críticas são referentes a supostas demoras para diagnosticar corretamente jogadores contundidos, lentidão em algumas recuperações e falhas que teriam ocorrido na análise de atletas mais propensos a “estourar” por causa do desgaste físico.

Um dos casos citados pelos que criticam o departamento médico corintiano é o de Guilherme Arana. Ele sofreu uma lesão muscular na coxa contra o Vitória, em agosto e voltou em outubro diante do Vasco, mas fez seis jogos no Brasileirão sentido dores. Só atuou sem estar dolorido contra o Botafogo. Ivan Grava, médico do Corintians, diz que o jogador teve uma fibrose (aumento de tecidos durante a cicatrização) e que ela é normal em atletas que se recuperam de lesões semelhantes. Declarou ainda que Arana havia dito para ele estar sem dores.

Outro caso apontado pelos que questionam o departamento médico é o de Pablo. O zagueiro não jogou contra o Atlético-PR por causa de uma contratura na coxa. O jogador não criticou os médicos, mas, internamente, quem reclama do departamento questiona o fato de ter havido demora na realização de uma ressonância magnética para melhor avaliação. Ele vinha sendo examinado por meio de ultrassom, que nada apontava, mas continuava se queixando de dores e ficou fora da partida contra o Coritiba, na qual se esperava que ele jogasse. O atleta então treinou dois dias para enfrentar o Bahia. Depois do segundo treino, o jogador apontou dores de novo. Só então foi feita a ressonância que detectou uma contratura com prazo de recuperação entre 7 e 10 dias. A suspeita dos críticos dos médicos corintianos é de que, se tivesse sido feita antes, a ressonância já teria apontado o problema.

Grava, porém, rebate essa versão. Afirma que a lesão foi num local diferente daquele que vinha sendo examinado. Afirmou também que o ultrassom identifica esse tipo de contratura. Mas, segundo ele, o exame só não foi feito novamente, de acordo com o médico, porque era feriado, e o profissional que opera o aparelho no CT estava de folga. Nesse caso, foi escolhida a ressonância. O médico sustenta que não houve falha.

É sob essa nuvem de suspeitas que o time treina em busca de uma vitória contra o Palmeiras, domingo, para estancar seus maus resultados e ficar mais perto do título Brasileiro.

 

Seis problemas que explicam queda de rendimento do Corinthians

Leia o post original por Perrone

1 – Preparo físico

É visível o desgaste físico do time. Isso afeta a equipe tanto no ataque como na defesa.

No primeiro turno, quando um corintiano tinha a posse de bola na frente, pelo menos dois companheiros se movimentavam perto dele para oferecer opção de passe. Agora, com o cansaço, essa movimentação diminuiu e quem está com a bola nos pés tem menos opções. A distância para os companheiros aumenta a dificuldade na troca de passes e faz crescer a chance de erros.

Por causa da falta de gás de boa parte dos atletas, quando é perdida a posse de bola, a transição para a defesa é mais lenta do que era no turno inicial. Assim, os contra-ataques dos adversários passaram a ser mais perigosos. Procurado pelo blog, o preparador físico Walmir Cruz disse que não poderia dar entrevista por ordem da diretoria.

2 – Laterais

A queda de produção de Guilherme Arana e Fágner tem tudo a ver com a piora de desempenho do Corinthians. Os dois, principalmente o lateral esquerdo, estavam entre as principais armas da equipe no primeiro turno. Atacavam com eficiência e voltavam com rapidez para compor a defesa. Os cruzamentos de Arana eram letais.

A dupla agora é pouco eficiente no ataque. Fágner erra passes em demasia e tem dificuldade para recompor a defesa. Ele foi o corintiano que mais perdeu a bola na derrota do último domingo por 1 a 0 a Ponte Preta, de acordo com o site Footstats. Foram oito bolas perdidas graças a passes errados. Ainda assim, foi um dos mais eficientes no ataque. O lateral-direito também comete falhas de posicionamento defensivo que contribuem para gols adversários.

Por sua vez, o antes perigoso Arana fez apenas dois cruzamentos em Campinas, ambos errados. Sem contar com sua eficiência, o time acertou apenas quatro cruzamentos no jogo inteiro. Dois com Fágner e a mesma quantidade com Clayton. A Ponte fez seis cruzamentos certos.

3 -Meias

Jadson e Rodriguinho eram fonte de criatividade e articulação de jogadas no primeiro turno. Agora demonstram esgotamento físico e repetem atuações apagadas.

Jadson errou cinco lançamentos e acertou só um contra a Ponte. Rodriguinho lançou duas bolas com precisão e uma de maneira errada. Cada meia deu apenas um passe para a finalização de colegas.

4 – Manutenção do time

Apesar de ver despencar o rendimento de jogadores que foram fundamentais no primeiro turno, Carille prefere não tirá-los da equipe. Nomes como Jadson e Rodriguinho repetem más atuações e seguem na equipe. O desempenho coletivo não melhora e a diferença para os rivais vai derretendo.

5 – Contusões

No primeiro turno, o Corinthians também sofreu com lesões, mas quem entrou deu conta do recado. Na etapa final do campeonato, as lesões prejudicaram mais o time. Pablo custou a se recuperar de contusão e o rendimento da defesa sem ele não foi o mesmo. Pedro Henrique não conseguiu manter o mesmo nível da zaga. Pablo voltou contra a Ponte. Arana teve dificuldades para se recuperar de lesão e jogou várias vezes com dores causadas por uma fibrose. O lateral alegou que contra o Botafogo fez a sua primeira partida depois do retorno ao time sem estar dolorido. O departamento médico do clube afirma que a fibrose (aumento de tecidos em processos de cicatrização) é normal após algumas contusões.

6 – Gols sofridos em cruzamentos

Fábio Carille não conseguiu corrigir as falhas que o time apresentava já no primeiro turno nas bolas cruzadas em sua área e o problema parece ter se acentuado agora. Os três gols levados pelo líder do Brasileirão nos últimos dois jogos, contra Botafogo e Ponte Preta, foram a partir de jogadas desta forma.

Presidente admite dívida com dois, mas outros atletas cobram o Corinthians

Leia o post original por Perrone

Roberto de Andrade afirmou nesta quinta (26) ao canal Fox Sports que o Corinthians deve luvas apenas para Jô e Gabriel entre os jogadores do elenco. Em seguida, disse que com o volante está tudo praticamente em dia. Porém, internamente, os estafes de pelo menos mais dois atletas cobram o clube: Jadson e Pedrinho.

Em ambos os casos os valores alegados são referentes a luvas. Em relação a Jadson, a cobrança feita junto à diretoria é de parte de uma parcela que deveria ter sido paga logo após o retorno dele ao time, no início do ano, e outra vencida em outubro. Com Pedrinho a conta é de três parcelas de luvas atrasadas.

Além das luvas, são contabilizadas comissões que não teriam sido pagas aos agentes dos dois jogadores.

A assessoria de imprensa do Corinthians afirmou que o clube não comentará o assunto e que se há algum problema os empresários entram em contato com a diretoria. Emerson Piovezan, diretor financeiro, e Flávio Adauto, diretor de futebol, não responderam até a publicação deste post às mensagens enviadas pelo blog.

Integrantes dos estafes de Jadson e Pedrinho também não quiseram dar entrevista sobre o tema.

Carille tem quase um time PENDURADO! E daí???

Leia o post original por Craque Neto

O Corinthians que entrará em campo no próximo domingo contra a Ponte Preta terá quase que um time completo de jogadores pendurados com dois cartões amarelos. Ou seja, qualquer vacilo poderá ficar suspenso da partida decisiva contra o Palmeiras na outra semana. No total são oito atletas que Carille tem que ficar esperto. Entre eles nomes importantes do elenco como o goleiro Cássio, o zagueiro Balbuena, o volante Gabriel, os meias Jadson e Rodriguinho, além do atacante e artilheiro Jô. O que fazer??? NADA! Isso mesmo! Não acho que o Corinthians deverá tirar o pé de alguma jogada contra a […]

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Empate que não resolve no Morumbi

Leia o post original por Antero Greco

O título desta crônica pode ser contestado, admito. O 1 a 1 entre São Paulo e Corinthians, no final da manhã, no Morumbi, tende a duas leituras para cada um dos lados.

Os são-paulinos podem festejar o ponto conquistado e que, por ora, deixa o time fora da zona de rebaixamento; depende ainda dos demais jogos. Ou podem lamentar a vitória escapada. Afinal, outros dois pontos seriam extraordinários na campanha de recuperação.

Os corintianos ficam aliviados com o resultado, pois a equipe não jogou bem e ainda botou um ponto no bolso e permanece folgada na frente. Ou enxergam outro sinal de desgaste do grupo, num segundo turno até agora com 3 derrotas, 2 vitórias, 1 empate.

O placar reflete virtudes e defeitos de ambos. O São Paulo teve primeiro tempo muito bom, obteve a vantagem com gol de Petros, em bela finalização e com ligeira falha de Cássio, que não acreditou no lance. O tricolor controlou o meio-campo, esteve seguro na defesa.

Nessa fase, criou duas outras boas chances, uma no comecinho e outra no fim. Os mais de 60 mil torcedores que estavam no estádio ficaram com a sensação de sucesso no clássico. Arboleda na zaga e Petros no meio eram o resumo da eficiência.

E o Corinthians apagado, sem graça, sem pegada, com Jadson apagado, Jô sumido, Fagner e Arana sem arranque. Um chute a gol, nada além disso. Cansaço pelo meio da semana? Oscilação normal, ao contrário da trajetória impecável do primeiro turno. Um pouco de cada.

Fábio Carille mexeu no intervalo – e fez bem em tirar Jadson e colocar Marquinhos Gabriel. Não que tenha melhorado demais o Corinthians, mas o tornou mais vivo. O São Paulo voltou igual – na escalação, não na forma de jogar. Diminuiu o ritmo, esperou o adversário, optou pelo contra-ataque, quando deveria buscar o golpe de misericórdia.

Carille fez mais mexidas, com Camacho no lugar de Romero e Clayson na vaga de Gabriel. E foi Cleyson quem fez o gol de empate, em jogada em que Rodriguinho foi mais esperto do que Júnior Tavares. São-paulinos reclamaram de falta, que não houve. Tricolores chiaram também com gol de Militão anulado – mas, no lance, Pratto havia feito falta em Cássio.

O mérito alvinegro na segunda parte foi o de ter jogado, o que não havia feito na primeira. A falha tricolor foi a de ter baixado a guarda justamente quando era melhor do que o rival.

Vejo condições de o São Paulo se safar da queda; há evolução, mas não sequência. Deve sofrer ainda por bom tempo.

Noto o Corinthians no rumo do título. Porém, não de maneira tão implacável como antes. Talvez não leve a taça com muitos pontos de diferença. Mas tem tudo pra levá-la.

  1. E que gesto feio de Gabriel na hora do gol de empate. Jogador profissional deve evitar esse tipo de atitude com a torcida do rival. E que covardia atirar pedra no ônibus são-paulino na chegada ao estádio…

 

Corinthians na turbulência

Leia o post original por Antero Greco

Você já pegou turbulência em voo? Mas daquelas fortes, que chacoalham o avião por vários minutos? O bichão sobe e desce, numa montanha-russa no ar. Dá um medo danado. Sorte que, depois, tudo volta ao normal, para alívio geral…

Pois o Corinthians está numa fase de turbulência. Ainda não a ponto de botar medão nos passageiros (torcedores). Mas o suficiente para assustar um pouco. São três derrotas em quatro jogos no returno do Brasileiro, com futebol oscilante. A elas se soma, agora, o empate com o Racing – 1 a 1, em casa, pelas oitavas de final da Sul-Americana.

O povo que esteve em Itaquera, na noite desta quarta-feira, ficou perplexo, preocupado, como se viu pelo pouco barulho no segundo tempo e pelo ar de preocupação ao final do jogo. No primeiro tempo, viu um Corinthians melhor do que nas últimas apresentações, mais próximo daquele que deitou e rolou no turno do campeonato nacional.

Tanto que ficou em vantagem, com gol de Maycon aos 29 minutos. Gol à parte, o importante foi mostrar controle dos nervos e das ações. Houve troca de passes, Jadson e Rodriguinho melhoraram, construíram bons lances. A marcação funcionou, os argentinos tiveram pouco espaço para se esparramarem na arena alvinegra.

No segundo tempo, prevaleceu o Corinthians recente, ou seja, lento, dispersivo, aparentemente “cansado”, com criatividade baixa. A turma do Racing percebeu, acelerou, forçou, empatou com Triverio (também aos 29 minutos) e quase virou. Isso mesmo: foram os gringos que levaram perigo para Cássio em noite instável.

Não por acaso o pessoal da “Academia”, apelido do Racing, saiu mais satisfeito, ao final da partida. Agora, o time argentino avança se empatar por 0 a 0 em Avellaneda, grande Buenos Aires. O Corinthians continua bem, obrigado, no Brasileirão, porém com a pulga atrás da orelha: estaria acabando o encanto?

A resposta vem no final de semana, de novo em Itaquera, desta vez diante do imprevisível Vasco. Vamos ver se a turbulência fica para trás.