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Opinião: times precisam agir sobre acusações contra Globo e cartolas da CBF

Leia o post original por Perrone

As recentes denúncias de propinas pagas por emissoras de TV para adquirir direitos de transmissão de jogos na América do Sul deixam claro que os clubes brasileiros estão entre os principais prejudicados. Isso se as acusações forem comprovadas.

Se cartolas de entidades nacionais e da Conmebol receberam suborno na venda de direitos da Libertadores, por exemplo, obviamente, os times perderam dinheiro. Eles sempre reclamaram de cotas baixas na competição continental. O dinheiro que deveria ir para os clubes, teria abastecido contas pessoais de corruptos.

Nesse cenário, dirigentes demoram para agir no sentindo de resguardar os direitos de suas agremiações. Na opinião deste blogueiro, representantes dos clubes brasileiros deveriam primeiro se apresentar à Justiça dos Estados Unidos como parte interessada no julgamento de José Maria Marin e de outros cartolas, no qual acusações têm se tornado públicas.

Domesticamente, eles precisam solicitar à cúpula da Globo detalhes da investigação interna que a empresa afirma ter feito para apurar supostas irregularidades com resultado negativo.

Em outra esfera, deveriam cobrar explicações da CBF e pessoalmente de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e um dos suspeitos.

Também é necessário cobrar Marcelo Campos Pinto, ex-executivo da Globo, tratado como parceiro pelos dirigentes de clubes nacionais, e que estaria envolvido no esquema.

O ex-diretor da Globo Esportes foi acusado por Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, de participar de reunião na Argentina com Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas. A emissora, assim como a CBF, Marin e Del Nero, nega ter cometido irregularidades.

Tais medidas seriam preparatórias para uma eventual ação dos clubes para serem ressarcidos, no caso de comprovadas as irregularidades e prejuízos decorrentes dela. Também seriam uma demonstração pública de que as agremiações repudiam tais atos. Porém, por enquanto, nenhum sinal público de indignação foi dado por pare dos cartolas.

Acusado de negociar propinas, ex-diretor da Globo segue influente na CBF

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Acusado de negociar pagamentos de propina em nome da TV Globo por direitos de transmissão de competições sul-americanas, Marcelo Campos Pinto segue com trânsito e uma dose  de influência na CBF.

Afastado da emissora em novembro de 2015, depois de estourar o escândalo de corrupção na Fifa, o ex-executivo “global” mostrou que não é carta fora do baralho na confederação em maio deste ano. Ele participou ativamente de uma reunião na entidade com a presença de representantes de clubes da Série A sobre comercialização de direitos de transmissão de jogos para o exterior.

Na ocasião, parte dos dirigentes deixou o encontro afirmando que Pinto lideraria as negociações dos direitos de televisionamento do Brasileirão com empresas estrangeiras. Desligado da Globo sob a alegação de que se aposentaria, o ex-executivo da emissora negou ao blog na semana da reunião que participaria do projeto internacional. “Conheço um essoal que está trabalhando com produção (em transmissões) e que me pediu para apresentar (à CBF). Só fui (à reunião) para acompanhar esse pessoal”, disse Pinto na ocasião. Porém, dirigentes de clubes que estiveram no encontro elogiaram uma apresentação sobre o tema atribuída a ele. Além disso, relataram sua participação como prova de que ainda é influente na entidade.

O ex-funcionário da maior emissora brasileira, foi acusado durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. De acordo com Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, Pinto participou de uma reunião na Argentina com a presença de Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas.

A emissora, Marin, Del Nero e CBF negam o envolvimento em esquema de suborno. Procurado pelo blog, o ex-executivo da Globo não atendeu ao celular.

Enquanto trabalhava na emissora, Pinto era um dos personagens mais influentes do futebol brasileiro. Ele chegou a ser cotado para suceder Ricardo Teixeira, de quem era próximo, na presidência da CBF. Participava de reuniões com dirigentes de clubes na entidade e chegou a ter destaque em festas de premiações de campeonatos. Em 2015, durante cerimônia do Paulistão, distribuiu elogios a Marin, Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista.

O ex-diretor da Globo Esportes também ficou conhecido por oferecer mimos a dirigentes. Em 2014, por exemplo, distribuiu a eles ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Opinião: justificativas de Dunga só ressaltam que a seleção não evoluiu

Leia o post original por Perrone

Explicando a eliminação da seleção brasileira na Copa América Dunga foi tão mal quanto comandando o time nacional. Justificativas dadas pelo treinador só ressaltam como seu trabalho está longe do desejado pelo torcedor.

No discurso desastroso, o treinador disse que “elogiamos a Alemanha que trabalhou 14 anos e queremos resultado em dois anos”. Daí você para e pensa no que ele fez desde o retorno à seleção.

Dunga pegou um time humilhado após a goleada de 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo. E que hoje sofre a humilhação de ser eliminado na primeira fase da Copa América.

A seleção não tem padrão de jogo definido e nem uma equipe titular consolidada. Ou seja, em dois anos, praticamente nenhuma evolução foi vista.

A questão não é fazer em 24 meses o que os alemães fizeram em mais de uma década. Mas mostrar um crescimento compatível com o tempo de trabalho, o que o estágio atual da seleção mostra que não rolou.

O treinador afirmou também ter “certeza que o torcedor viu o jogo, o primeiro tempo e viu como o Brasil foi eliminado. Não foi no futebol”.

Esse é o ponto. Não é nem preciso ter assistido ao jogo para saber que o erro do juiz só atrapalhou a seleção porque ela foi incompetente para fazer um mísero gol contra o Peru. A justificativa valeria se tivesse sido um duelo contra a Argentina, por exemplo, mas não com um adversário que não está entre os grandes do futebol mundial.

E culpar a arbitragem, sugerindo esquema para favorecer ao México é repetir a estratégia de Felipão durante a Copa de 2014. Ou seja, mais uma demonstração de que não houve evolução desde os 7 a 1.

Mas Dunga não é o principal culpado, A conta é de Marco Polo Del Nero, que já dava as cartas quando Marin contratou um técnico que estava parado, que é trabalhador, exigente nos treinos, mas que está longe de ter feito algo na carreira de técnico que justifique ocupar o cargo que ocupa. A aposta incompreensível de Del Nero e Marin fez com que em dois anos o Brasil nem começasse a sair do buraco em que se se enfiou.

Quem acredita em CBF?

Leia o post original por Antero Greco

Um direito sagrado do ser humano é a liberdade de pensamento e de crença. Cada um acredita no que melhor lhe aprouver e não deve ser condenado por isso.

Diante de tal premissa, quem confia na CBF apenas exerce o livre-arbítrio. Mas revela senso crítico bem fraquinho. Porque, aqui entre nós, é difícil botar fé na entidade.

Verdade que dirigentes se esforçam, na tentativa de garantir que são outros tempos na casa do futebol nacional. Fazem, em algumas situações, trabalho de corpo a corpo, visitam redações, marcam encontros. Tudo para provar que ela não é mais a mesma dos tempos daquele ex que se escafedeu nem de José Maria Marin, há quase um ano preso por obra e graça do FBI.

Muito bem. Daí, nesta terça-feira, tem reunião marcada para discutir o trabalho de Dunga na seleção e, segundo o pessoal que cobre a rotina da CBF, até Marco Polo Del Nero participou, apesar de ngativa oficial. Como assim? Ele não está licenciado? Não pediu afastamento para cuidar da própria defesa na Fifa e em outras frentes? Não impingiu o coronel Nunes para guardar lugar?

Como pode, então, aparecer para botar pressão sobre o treinador? Isso mostra como é conto da Dona Baratinha a história de que passou a bola para o sucessor. Revela como é papo furado o marketing de novos ares lá pelas bandas da Barra da Tijuca, na antiga sede “José Maria Marin”.

Quer mais? Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções, concedeu depoimento no qual reforçou elogios ao bom trabalho de Dunga e comissão técnica. Isso mesmo depoimento, não entrevista. Ora, para que ser questionado, se é possível apenas passar a versão dele, sem enfrentar a curiosidade e a diversidade de opiniões dos repórteres.

Mas há quem acredita na CBF e na revolução que estaria em andamento. Há quem a considere o Brasil que deu certo.

Acredite, se quiser.

 

 

Contra gasto de R$ 304 mil mensais, Marin tenta abolir vigilante em casa

Leia o post original por Perrone

José Maria Marin tenta convencer o governo dos Estados Unidos de que é desnecessário manter um segurança em seu apartamento 24 horas por dia e dois ao seu lado nos momentos em que ele sai do imóvel.

Eliminar essa vigilância é a forma encontrada por seus advogados para diminuir os gastos mensais que o ex-presidente da CBF tem para responder ao processo movido pela Justiça norte-americana em prisão domiciliar. A despesa é de cerca de US$ 80 mil por mês (R$ 304.632).

Pela proposta, os demais itens de monitoramento, como tornozeleira eletrônica e câmeras de vídeo seriam mantidos.

Os advogados de Marin alegam que outros réus do processo sobre corrupção no futebol cumprem prisão domiciliar sem serem vigiados por seguranças privados. A base da defesa, no entanto, é a sustentação de que o brasileiro não tem como fugir porque usa a tornozeleira, seu passaporte está com as autoridades norte-americanas e que por sua idade (83 anos) teria dificuldades para realizar uma rápida fuga.

O pedido para abolir os vigilantes faz parte da estratégia de Marin de reduzir gradualmente as exigências da Justiça dos Estados Unidos para mantê-lo em prisão domiciliar. A avaliação dos advogados é de que algumas das determinações feitas pelos norte-americanos são absurdas. Porém, todas foram aceitas, já que o cartola estava desesperado para sair da cadeia, após ficar preso na Suíça.

Então, a tática adotada foi aceitar todas as exigências da Justiça, evitando que ele ficasse preso em regime fechado nos estados Unidos. Já estava nos planos pedir um relaxamento gradual das regras para que Marin possa responder ao processo em prisão domiciliar no seu apartamento em Nova York.

 

Ronaldo contra o sistema

Leia o post original por Antero Greco

Ronaldo parou de jogar, mas continua com excelente senso de colocação. Como centroavante goleador que foi, sabe a hora de dar o bote nas defesas desguarnecidas. Fez muitos gols assim dentro de campo, tenta repeti-los fora, nas atividades que exerce.

Agora, por exemplo, não poupa críticas à CBF e ao sistema do futebol brasileiro, que considera corrupto. Já faz algum tempo mostra frustração com o que ocorre na entidade e expõe o pensamento em público. Mantém distância da cúpula e admite que sonha, um dia, em ser presidente da CBF.

Ronaldo, no entanto, conviveu com pessoas que hoje rejeita. Em 2011, quando a batata de Ricardo Teixeira assava forte, aceitou convite dele para ser “homem forte” no Comitê Organizador da Copa. No momento em que o ex-presidente saía de cena, dizia que se tratava de alguém que havia feito muito pelo futebol do País.

Nos dois anos seguintes, apareceu incontáveis vezes ao lado de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, sucessores de Teixeira na CBF e integrantes do COL. Não se mostrava incomodado com a companhia.

Também defendia a realização do Mundial – “A Copa não se faz com hospitais”, declarou em certa ocasião. Mas às vésperas da competição, e com o clima eleitoral a esquentar, criticou o governo, se disse frustrado e declarou apoio ao amigo Aécio Neves.

Tudo o que fez, porém, foi para servir ao futebol brasileiro e à pátria.

Opinião: critério caduco faz idade valer mais que competência na CBF

Leia o post original por Perrone

 

O anúncio abaixo é fictício, mas ilustra o atual momento político da CBF.

Procura-se dirigente idoso.

Vaga: vice-presidência da CBF.

Exigências: ter pelo menos 75 anos, ter experiência como cartola e ser fiel ao seu futuro chefe, inclusive se ele perder o emprego.

Plano de carreira: pode ocupar rapidamente a presidência, se o presidente licenciado renunciar ou for suspenso pela Fifa. Nesse caso, fará jus a salário de aproximadamente R$ 2000 mil mensais.

Enviar currículo para CBF ou para federações estaduais.

Um cartola com as características acima passou a valer ouro na Confederação Brasileira. Se Marco Polo Del Nero, que se licenciou por 150 dias renunciar ou, no entender da maioria dos presidentes de federação, for suspenso pela Fifa, quem assume a presidência é o vice mais velho. O posto é ocupado hoje pelo opositor Delfim de Pádua Peixoto, de 74 anos, presidente da Federação Catarinense. Mas ele pode deixar de ser o primeiro na linha sucessória se um cartola mais velho vencer a eleição para ocupar a vaga de José Maria Marin, que responde a processo nos Estados Unidos em prisão domiciliar.

Não por acaso, o coronel Antônio Carlos Nunes de Lima, de 77 anos, deverá ser o candidato da situação numa eleição em que graças a uma regra obsoleta vale mais o tempo de vida do que a competência. E aqui não se afirma que o escolhido é incompetente. Acontece que por  mais que o postulante seja competente, o que interessa mesmo é ser o mais velho e deixar seu grupo político no poder.

Nada impede que apareça outro candidato para bater de frente com ele. Mas outra regra tão arcaica quanto a da idade dificulta o registro de mais candidaturas. Cada pretendente precisa ter o apoio de oito federações e de cinco clubes. É tão difícil que na eleição em que Del Nero se sagrou presidente não houve concorrência.

E assim segue o jogo na CBF.

 

Novo presidente da CBF gera atrito no 1º ato com eleição para vaga de Marin

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Deputado Marcus Vicente é o novo presidente da CBF. Foto: Gustavo Lima

Deputado Marcus Vicente é o novo presidente da CBF. Foto: Gustavo Lima

Ao ser escolhido na última quinta para assumir a presidência da CBF durante a licença de 150 dias pedida por Marco Polo Del Nero, o deputado Marcus Antônio Vicente (PP-ES) declarou que sua prioridade seria pacificar a entidade.

Porém, uma de suas primeiras ações incendiou ainda mais a política da confederação. Ele marcou para o próximo dia 16 eleição para definir o substituto de José Maria Marin, suspenso temporariamente pela Fifa desde que foi preso na Suíça. O coronel Carlos Antônio Nunes deve ser o candidato da situação.

A medida desagradou ao grupo do opositor Delfim Peixoto, presidente da Federação Catarinense. Por ser o vice mais velho da confederação, ele assume a presidência da entidade se Del Nero renunciar ou, no entender da maioria dos presidentes de federações, for suspenso pela Fifa.

Acontece que Nunes é mais velho que Delfim e passaria a ser o primeiro na linha sucessória. Além disso, o grupo ligado ao catarinense alega que Marin não pode ser substituído, pois foi suspenso provisoriamente pela Fifa. Ao anunciar seu afastamento, a CBF disse que medida valia até o processo ser concluído. Assim, o entendimento é de que o cargo não está vago, como diz a ata de convocação da assembleia.

Assim, o gesto de Vicente foi visto como uma manobra para assegurar que Delfim não assuma a presidência.

O prazo para as inscrições se encerra no próximo dia 11, o que mostra a pressa da entidade. Cada candidato precisa apresentar a assinatura de apoio de oito federações e de cinco clubes.

E a CBF é o Brasil que dá certo?

Leia o post original por Antero Greco

“O Brasil que deu certo”

Ricardo Teixeira presidiu a CBF por 23 anos. De uma hora para outra, durante a preparação para o Mundial, largou tudo e deu no pé. Hoje, é um dos cartolas investigados pela polícia americana, sob acusação de corrupção.

José Maria Marin ficou no lugar dele – na CBF e no comando do Comitê Organizador do Mundial. Hoje, nos EUA, responde a processo em regime semiaberto, depois de passar meses preso na Suíça, acusado de corrupção.

Marco Polo Del Nero entrou no lugar de Marin na CBF, no segundo semestre de 2014. E também ocupou lugar na Fifa. Mal esquentou as cadeiras e também aparece na mira do FBI, acusado de corrupção. Não arreda pé do País por nada.

E lembrar que, antes da Copa, antes dos 7 a 1 para a Alemanha, Carlos Alberto Parreira cunhou uma frase, séria para ele, mas repleta de ironia. “A CBF é exemplo do Brasil que dá certo.”

E ainda confirmou e reafirmou…

Defesa de Marin conseguiu o que queria: prisão domiciliar com rapidez

Leia o post original por Perrone

A defesa de José Maria Marin conseguiu o que queria: uma audiência marcada com rapidez, a fiança estabelecida prontamente e pouco tempo para seu cliente ficar numa cadeia nos Estados Unidos antes de poder responder ao processo em prisão domiciliar em Nova York.

Ao decidirem não recorrer da extradição da Suíça para os Estados Unidos, os defensores do brasileiro queriam evitar que ele ficasse pelo menos mais três meses preso até o resultado do recurso. A estratégia era conseguir logo a prisão domiciliar. O principal argumento usado foi a idade de Marin. Os advogados alegaram que aos 83 anos sua saúde estaria em risco com mais tempo na cadeia e que ele teria pouca agilidade para tentar fugir do país.

Deu certo. No mesmo dia em que chegou aos Estados Unidos, na última terça, ele já participou de uma audiência e ganhou o benefício da prisão domiciliar mediante pagamento de US$ 15 milhões.

Esse dinheiro é uma garantia de que Marin não vai fugir durante o processo. Se ele se comportar, vai recuperar boa parte dessa quantia ao final do caso.

A rapidez como tudo foi feito desde a extradição, mostra um bom diálogo entre os advogados do cartola e as autoridades americanas, sem que para isso Marin se declarasse culpado de crimes ligados a corrupção.

Porém, o fato de o ex-presidente da CBF se declarar inocente, não significa que ele não tenha o que contar para a Justiça. Muitas perguntas ainda vão ser feitas durante o processo.