Arquivo da categoria: José Maria Marin

Opinião: mais importante do que pena de Marin é investigar caso no Brasil

Leia o post original por Perrone

Anunciada a decisão do júri em Nova York de considerar José Maria Marin culpado por uma série de crimes, saber de quantos anos será a pena não é o mais importante agora. O que interessa é a reação das autoridades brasileiras. Elas irão procurar a fundo no Brasil possíveis reflexos criminais das atitudes atribuídas ao cartola. Ele alega inocência.

Fraude financeira e lavagem de dinheiro, dois dos crimes que o ex-presidente da CBF praticou no entendimento dos jurados, frequentemente são acompanhados de sonegação de impostos e outros crimes tributários. Os cofres brasileiros não foram atingidos por tais delitos que os americanos afirmam terem ocorrido? Marin também foi condenado por conspiração para organização criminosa. Essa organização cometeu crimes em solo brasileiro? Responder a essas perguntas com celeridade e farejar os rastros de Marin,Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, ambos supostamente envolvidos, é o mínimo que se espera das autoridades brasileira.

A condenação é mais uma chance para a polícia, a Receita Federal e a Justiça nacionais esclarecerem se casos suspeitos que estamos cansados de ouvir no futebol pentacampeão mundial de fato aconteceram ou não passam de fruto da imaginação de indivíduos levianos. Os americanos já têm a sua resposta. Agora falta a nossa.

 

Isolado, Del Nero terá dificuldade para reverter situação na Fifa

Leia o post original por Perrone

Um combinação de fatores torna improvável uma reviravolta na Fifa em relação a Marco Polo Del Nero. A tendência é que o cartola, suspenso preventivamente por 90 dias, sofra uma punição mais dura e vire carta fora do baralho no futebol.

Único dos principais dirigentes suspeitos de receber propina em negociações por transmissões de jogos a seguir em seu cargo, o brasileiro perdeu velhos aliados que poderiam ajudá-lo a dar a volta por cima. Para piorar, por não viajar para fora do país com receio de ser preso, o presidente da CBF não criou vínculos com a nova cúpula da Fifa. Del Nero e Gianni Infantino, atual comandante da federação internacional, só se encontraram uma vez, em agosto do ano passado na CBF, desde que o suíço assumiu o posto de Joseph Blatter. O ex-presidente renunciou após denúncias de corrupção e foi suspenso por seis anos. Ele mantinha boa relação com o brasileiro.

Sem poder colocar os pés na Suíça, Del Nero também não se aproximou da secretária-geral da Fifa, a senegalesa Fatma Samoura. A informação entre cartolas brasileiros é de que ela é uma das pessoas na Fifa mais incomodadas com a permanência de Del Nero. Isso porque, além de não representar o Brasil nos eventos da entidade, ele, involuntariamente, relembra um passado que a Fifa quer esquecer. As notícias sobre acusações contra o brasileiro não colaboram para a federação construir uma nova imagem.

Quem cuida do caso é o Comitê de Ética, em tese, independente da diretoria da federação internacional. O órgão foi o responsável pela suspensão de 90 dias aplicada ao brasileiro e toca a investigação sobre as denúncias feitas contra ele durante o julgamento de José Maria Marin e outros dirigentes em Nova York.

Uma das possibilidades aventadas por cartolas brasileiros é a de que o Comitê de Ética convoque o presidente suspenso da CBF para depor e se defender pessoalmente. Como ele evita viagens internacionais, sua situação ficaria ainda mais complicada.

Além do isolamento enfrentado pelo brasileiro na instituição máxima do futebol internacional, o histórico de castigos severos aos outros acusados no ‘Fifagate” também faz com que a previsão não seja animadora para o ex-presidente da Federação Paulista.

Del Nero nega irregularidades e deve lutar contra uma eventual punição mais dura fora da Fifa, como mostrou o Blog do Rodrigo Mattos.

 

 

MPF-RJ define procurador e inicia análise de denúncia contra Globo

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O MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) designou o procurador Rodrigo da Costa Lines para analisar a representação feita contra a Globo por PT, PSDB e PSOL. Os partidos pedem que sejam investigadas denúncias de que a emissora pagou propina para assegurar direitos de transmissão de jogos internacionais de futebol. As acusações se tornaram públicas durante o julgamento de José Maria Marin e outros dirigentes que acontece em Nova York. A emissora nega ter praticado atos ilícitos.

Com a definição do procurador começa a análise do caso. A assessoria de comunicação de MPF-RJ disse ao blog que o procurador não dará entrevistas durante a fase inicial.

No pedido de investigação, os partidos afirmam que apesar de a constituição brasileira não prever crime de corrupção privada, a legislação considera de interesse público o serviço prestado por emissoras de TV mediante concessão do governo. Isso justifica um investigação pelo MPF, de acordo com os denunciantes. Outro argumento é o de que a apuração pode descobrir prática de outros delitos, como sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

A representação havia sido enviada para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que encaminhou o caso ao MPF-RJ. Cabe agora ao procurador Lines apurar o caso e decidir se oferece denúncia. Ele pode acionar a Polícia Federal para entrar na investigação. O procurador integra o NCC (Núcleo de Combate à Corrupção do MPF-RJ).

O documento elaborado pela trinca partidária é baseado em acusações feitas pelo empresário argentino Alejandro Burzaco. Ele diz que sua empresa, a Torneo y Competencias, a Globo e a Televisa pagaram juntas 15 milhões de euros em propinas para cartolas a fim de assegurar direitos de transmissão dos Mundiais de 2026 e 2030, além de direitos sobre edições da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Os partidos também enviaram representações contra a Globo para o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações

Até as 23h10 desta quinta, o departamento de comunicação da Globo não havia respondido ao blog foi comunicada formalmente pelo MPF-RJ sobre o caso.

 

 

MPF-RJ define procurador e inicia análise de denúncia contra Globo

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O MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) designou o procurador Rodrigo da Costa Lines para analisar a representação feita contra a Globo por PT, PSDB e PSOL. Os partidos pedem que sejam investigadas denúncias de que a emissora pagou propina para assegurar direitos de transmissão de jogos internacionais de futebol. As acusações se tornaram públicas durante o julgamento de José Maria Marin e outros dirigentes que acontece em Nova York. A emissora nega ter praticado atos ilícitos.

Com a definição do procurador começa a análise do caso. A assessoria de comunicação de MPF-RJ disse ao blog que o procurador não dará entrevistas durante a fase inicial.

No pedido de investigação, os partidos afirmam que apesar de a constituição brasileira não prever crime de corrupção privada, a legislação considera de interesse público o serviço prestado por emissoras de TV mediante concessão do governo. Isso justifica um investigação pelo MPF, de acordo com os denunciantes. Outro argumento é o de que a apuração pode descobrir prática de outros delitos, como sonegação de impostos e lavagem de dinheiro.

A representação havia sido enviada para a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que encaminhou o caso ao MPF-RJ. Cabe agora ao procurador Lines apurar o caso e decidir se oferece denúncia. Ele pode acionar a Polícia Federal para entrar na investigação. O procurador integra o NCC (Núcleo de Combate à Corrupção do MPF-RJ).

O documento elaborado pela trinca partidária é baseado em acusações feitas pelo empresário argentino Alejandro Burzaco. Ele diz que sua empresa, a Torneo y Competencias, a Globo e a Televisa pagaram juntas 15 milhões de euros em propinas para cartolas a fim de assegurar direitos de transmissão dos Mundiais de 2026 e 2030, além de direitos sobre edições da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Os partidos também enviaram representações contra a Globo para o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações

Até as 23h10 desta quinta, o departamento de comunicação da Globo não havia respondido ao blog foi comunicada formalmente pelo MPF-RJ sobre o caso.

 

 

Raquel Dodge envia denúncia contra Globo para MPF do Rio

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Raquel Dodge, procuradora-geral da República, encaminhou para o MPF-RJ (Ministério Público Federal do Rio de Janeiro) denúncia de três partidos contra a Globo. A acusação é de pagamento de propina na compra de direitos de transmissão das Copas do Mundo de 20026 e 2030, além de jogos da Libertadores e da Copa Sul-Americana. No Rio, a procuradoria vai decidir se abre investigação sobre o caso. A emissora nega irregularidades e disse que não pode comentar o assunto por não ter sido notificada ou informada oficialmente.

A representação havia sido enviada por PT, PDT e PSOL para a Procuradoria Geral da República como parte de um pacote de medidas contra a rede de TV. O documento se baseia nas acusações feitas por Alejandro Burzaco durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. Ele afirma que Globo, Televisa e sua empresa, a Torneos e Competencias, pagaram juntas 15 milhões de euros para comprar os direitos de transmissão dos Mundias de 2026 e 2030, além de edições da Libertadores e da Sul-Americana.

Por meio de sua assessoria de comunicação, o MPF-RJ informou ao blog que “no momento, a representação está no setor jurídico responsável pela distribuição e designação de procurador. Somente um membro (procurador) poderá fazer a avaliação da representação”.

Ao justificarem o pedido de investigação, os partidos lembram que na constituição brasileira não há previsão de crime de corrupção privada, porém afirmam que pela legislação o serviço prestado por emissoras de TV mediante concessão governamental é considerado de interesse público, o que justificaria a ação da procuradoria. Eles sustentam também que a investigação pode descobrir a prática de outros crimes previstos pelas leis nacionais, como sonegação de impostos, lavagem de dinheiro e delitos contra a livre concorrência.

Em outro trecho do documento, é citada lei que prevê incentivos fiscais para emissoras que comprarem direitos de transmissão de eventos esportivos internacionais. O mecanismo permite que 70% do direito devido em impostos pela remessa de quantia ao exterior para a aquisição desses direitos fique com a emissora, desde que ela invista em produção nacional com a participação de uma produtora independente. Assim, sustentam os partidos, se comprovada a propina, a isenção fiscal teria sido concedida baseada em uma fraude.

Além da PGR, o trio partidário acionou o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), pedindo que a Globo seja investigada por suposto crime de ordem econômica. Ele teria ocorrido por ter sido dificultada a participação de outras emissoras no processo de concorrência.

Outra investigação foi pedida ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. Nesse caso, em tese, a apuração poderia culminar com a cassação da concessão dada pelo governo para a Globo.

PT, PDT e PSOL tentam suspender contratos da Globo referentes a duas Copas

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PT, PDT e PSOL tentam suspender contratos da Globo referentes a duas Copas

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PT, PDT e PSOL tentam suspender preventivamente contratos e eventuais negociações da Globo com Fifa e Conmebol por causa das acusações contra a emissora sobre supostos pagamentos de propina. O pedido de suspensão foi feito pelos partidos junto ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). A solicitação, como revelou a “Folha de S.Paulo” na última quinta,  faz parte de medidas tomas pelo trio para que a empresa sofra investigações que podem, em tese, levar até à cassação de sua concessão para operar.

O documento pede a adoção de medida preventiva (enquanto durarem as investigações) a fim de que se “suspenda negociações/contratos firmados entre a Rede Globo e as entidades Fifa e Conmebol para que demais concorrentes possam participar do processo de concorrência”. Para justificar o pedido, os representantes dos partidos afirmam que a não suspensão dos contratos para a transmissão das Copas de 2026 e 2030, além de edições da Libertadores e da Copa Sul-Americana, poderá causar efeitos irreversíveis, prejudicando outras empresas interessadas nos direitos dessas competições.

Por e-mail, o departamento de comunicação da Globo disse ao blog que a empresa não foi notificada sobre a representação e enviou cópia da nota que já tinha remetido à “Folha”. “Não podemos comentar sobre o que não fomos notificados ou oficialmente informados. Mas aproveitamos para reafirmar o que já dissemos: o Grupo Globo não pratica e nem tolera qualquer tipo de propina e está sempre à disposição das autoridades”, afirma o comunicado.

Em depoimento em Nova York durante julgamento de José Maria Marin e outros cartolas, Alejandro Burzaco, da Torneos y Competencias, afirmou que sua empresa, a Globo e a Televisa, do México, pagaram juntas US$ 15 milhões em propinas pelo direito de transmitir os Mundias de 2026 e 2030. O dinheiro teria sido recebido inicialmente por Julio Grondona, ex-presidente da Associação de Futebol Argentino e que morreu em 2014.

A representação formulada pelos partidos políticos solicita que todas medidas sejam adotadas para que as denúncias possam ser comprovadas, incluindo a apreensão de computadores, documentos e outros materiais da Globo e de pessoas físicas ligadas à emissora, além da possibilidade de suas concorrentes serem ouvidas. A investigação apuraria se houve infração da ordem econômica, que é caracterizada quando existe prejuízo à livre concorrência. Como punição, está prevista multa de até 20% em relação ao faturamento bruto anual da empresa.

Por fim, é requerida aplicação de penalidade à TV pela suposta irregularidade na aquisição dos direitos de dois Mundiais, da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Ao blog, a assessoria de imprensa do Cade confirmou que recebeu a representação, mas disse que não poderia revelar detalhes. O órgão vai primeiro decidir se aceita a representação. Em caso positivo, será feita uma investigação preliminar que poderá gerar um processo administrativo para apurar se houve crime de ordem econômica.

Em outra frente, os partidos enviaram representação contra a Globo ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação. O pedido é para que as denúncias sejam investigadas e que sejam aplicadas eventuais sanções baseadas em lei que prevê a cassação de concessões para emissoras que cometerem crimes.

Também foi acionada a procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela recebeu dos partidos pedido para que o Ministério Público Federal investigue as acusações contra a Globo.

 

Opinião: times precisam agir sobre acusações contra Globo e cartolas da CBF

Leia o post original por Perrone

As recentes denúncias de propinas pagas por emissoras de TV para adquirir direitos de transmissão de jogos na América do Sul deixam claro que os clubes brasileiros estão entre os principais prejudicados. Isso se as acusações forem comprovadas.

Se cartolas de entidades nacionais e da Conmebol receberam suborno na venda de direitos da Libertadores, por exemplo, obviamente, os times perderam dinheiro. Eles sempre reclamaram de cotas baixas na competição continental. O dinheiro que deveria ir para os clubes, teria abastecido contas pessoais de corruptos.

Nesse cenário, dirigentes demoram para agir no sentindo de resguardar os direitos de suas agremiações. Na opinião deste blogueiro, representantes dos clubes brasileiros deveriam primeiro se apresentar à Justiça dos Estados Unidos como parte interessada no julgamento de José Maria Marin e de outros cartolas, no qual acusações têm se tornado públicas.

Domesticamente, eles precisam solicitar à cúpula da Globo detalhes da investigação interna que a empresa afirma ter feito para apurar supostas irregularidades com resultado negativo.

Em outra esfera, deveriam cobrar explicações da CBF e pessoalmente de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e um dos suspeitos.

Também é necessário cobrar Marcelo Campos Pinto, ex-executivo da Globo, tratado como parceiro pelos dirigentes de clubes nacionais, e que estaria envolvido no esquema.

O ex-diretor da Globo Esportes foi acusado por Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, de participar de reunião na Argentina com Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas. A emissora, assim como a CBF, Marin e Del Nero, nega ter cometido irregularidades.

Tais medidas seriam preparatórias para uma eventual ação dos clubes para serem ressarcidos, no caso de comprovadas as irregularidades e prejuízos decorrentes dela. Também seriam uma demonstração pública de que as agremiações repudiam tais atos. Porém, por enquanto, nenhum sinal público de indignação foi dado por pare dos cartolas.

Acusado de negociar propinas, ex-diretor da Globo segue influente na CBF

Leia o post original por Perrone

Acusado de negociar pagamentos de propina em nome da TV Globo por direitos de transmissão de competições sul-americanas, Marcelo Campos Pinto segue com trânsito e uma dose  de influência na CBF.

Afastado da emissora em novembro de 2015, depois de estourar o escândalo de corrupção na Fifa, o ex-executivo “global” mostrou que não é carta fora do baralho na confederação em maio deste ano. Ele participou ativamente de uma reunião na entidade com a presença de representantes de clubes da Série A sobre comercialização de direitos de transmissão de jogos para o exterior.

Na ocasião, parte dos dirigentes deixou o encontro afirmando que Pinto lideraria as negociações dos direitos de televisionamento do Brasileirão com empresas estrangeiras. Desligado da Globo sob a alegação de que se aposentaria, o ex-executivo da emissora negou ao blog na semana da reunião que participaria do projeto internacional. “Conheço um essoal que está trabalhando com produção (em transmissões) e que me pediu para apresentar (à CBF). Só fui (à reunião) para acompanhar esse pessoal”, disse Pinto na ocasião. Porém, dirigentes de clubes que estiveram no encontro elogiaram uma apresentação sobre o tema atribuída a ele. Além disso, relataram sua participação como prova de que ainda é influente na entidade.

O ex-funcionário da maior emissora brasileira, foi acusado durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. De acordo com Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, Pinto participou de uma reunião na Argentina com a presença de Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas.

A emissora, Marin, Del Nero e CBF negam o envolvimento em esquema de suborno. Procurado pelo blog, o ex-executivo da Globo não atendeu ao celular.

Enquanto trabalhava na emissora, Pinto era um dos personagens mais influentes do futebol brasileiro. Ele chegou a ser cotado para suceder Ricardo Teixeira, de quem era próximo, na presidência da CBF. Participava de reuniões com dirigentes de clubes na entidade e chegou a ter destaque em festas de premiações de campeonatos. Em 2015, durante cerimônia do Paulistão, distribuiu elogios a Marin, Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista.

O ex-diretor da Globo Esportes também ficou conhecido por oferecer mimos a dirigentes. Em 2014, por exemplo, distribuiu a eles ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Opinião: justificativas de Dunga só ressaltam que a seleção não evoluiu

Leia o post original por Perrone

Explicando a eliminação da seleção brasileira na Copa América Dunga foi tão mal quanto comandando o time nacional. Justificativas dadas pelo treinador só ressaltam como seu trabalho está longe do desejado pelo torcedor.

No discurso desastroso, o treinador disse que “elogiamos a Alemanha que trabalhou 14 anos e queremos resultado em dois anos”. Daí você para e pensa no que ele fez desde o retorno à seleção.

Dunga pegou um time humilhado após a goleada de 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo. E que hoje sofre a humilhação de ser eliminado na primeira fase da Copa América.

A seleção não tem padrão de jogo definido e nem uma equipe titular consolidada. Ou seja, em dois anos, praticamente nenhuma evolução foi vista.

A questão não é fazer em 24 meses o que os alemães fizeram em mais de uma década. Mas mostrar um crescimento compatível com o tempo de trabalho, o que o estágio atual da seleção mostra que não rolou.

O treinador afirmou também ter “certeza que o torcedor viu o jogo, o primeiro tempo e viu como o Brasil foi eliminado. Não foi no futebol”.

Esse é o ponto. Não é nem preciso ter assistido ao jogo para saber que o erro do juiz só atrapalhou a seleção porque ela foi incompetente para fazer um mísero gol contra o Peru. A justificativa valeria se tivesse sido um duelo contra a Argentina, por exemplo, mas não com um adversário que não está entre os grandes do futebol mundial.

E culpar a arbitragem, sugerindo esquema para favorecer ao México é repetir a estratégia de Felipão durante a Copa de 2014. Ou seja, mais uma demonstração de que não houve evolução desde os 7 a 1.

Mas Dunga não é o principal culpado, A conta é de Marco Polo Del Nero, que já dava as cartas quando Marin contratou um técnico que estava parado, que é trabalhador, exigente nos treinos, mas que está longe de ter feito algo na carreira de técnico que justifique ocupar o cargo que ocupa. A aposta incompreensível de Del Nero e Marin fez com que em dois anos o Brasil nem começasse a sair do buraco em que se se enfiou.

Quem acredita em CBF?

Leia o post original por Antero Greco

Um direito sagrado do ser humano é a liberdade de pensamento e de crença. Cada um acredita no que melhor lhe aprouver e não deve ser condenado por isso.

Diante de tal premissa, quem confia na CBF apenas exerce o livre-arbítrio. Mas revela senso crítico bem fraquinho. Porque, aqui entre nós, é difícil botar fé na entidade.

Verdade que dirigentes se esforçam, na tentativa de garantir que são outros tempos na casa do futebol nacional. Fazem, em algumas situações, trabalho de corpo a corpo, visitam redações, marcam encontros. Tudo para provar que ela não é mais a mesma dos tempos daquele ex que se escafedeu nem de José Maria Marin, há quase um ano preso por obra e graça do FBI.

Muito bem. Daí, nesta terça-feira, tem reunião marcada para discutir o trabalho de Dunga na seleção e, segundo o pessoal que cobre a rotina da CBF, até Marco Polo Del Nero participou, apesar de ngativa oficial. Como assim? Ele não está licenciado? Não pediu afastamento para cuidar da própria defesa na Fifa e em outras frentes? Não impingiu o coronel Nunes para guardar lugar?

Como pode, então, aparecer para botar pressão sobre o treinador? Isso mostra como é conto da Dona Baratinha a história de que passou a bola para o sucessor. Revela como é papo furado o marketing de novos ares lá pelas bandas da Barra da Tijuca, na antiga sede “José Maria Marin”.

Quer mais? Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções, concedeu depoimento no qual reforçou elogios ao bom trabalho de Dunga e comissão técnica. Isso mesmo depoimento, não entrevista. Ora, para que ser questionado, se é possível apenas passar a versão dele, sem enfrentar a curiosidade e a diversidade de opiniões dos repórteres.

Mas há quem acredita na CBF e na revolução que estaria em andamento. Há quem a considere o Brasil que deu certo.

Acredite, se quiser.