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Argentinos festejam em nossa casa

Leia o post original por Antero Greco

Os argentinos sabem jogar bola; isso é óbvio, antigo e escancarado. O Independiente, por exemplo, não tem sete Libertadores por obra do acaso, mas por mérito. Abriu vantagem de 2 a 1 no primeiro duelo da final da Sul-Americana e jogava por empate com o Fla no Maracanã. Ou seja, entrou em campo com uma mão na taça, saiu com as duas. Ponto.

Mas dava para o Fla, sem presunção nem desprezo pelos adversários. Havia equilíbrio nessa disputa, como se viu na semana passada em Avellaneda. No mínimo dava para a prorrogação. Durante boa parte do jogo, essa sensação prevaleceu, pela forma como o time brasileiro se comportou: com marcação boa, sem ser sufocante, com jogadas rápidas e com o gol de Lucas Paquetá. E como jogou esse moço!

Dava, ainda, quando tomou um abalo com o empate, que veio em pênalti cobrado por Barco, jovem revelação do “hermanos”. Pênalti que ainda agora me deixa em dúvida, embora tenha revisto algumas vezes. Só abalou minha convicção declaração do próprio Cuellar, que participou do lance. Depois do jogo, ele disse: “Não sei se foi pênalti ou não.” Isso em linguagem boleira costuma ser admissão de culpa…

Enfim, mesmo com o 1 a 1 era possível o Fla virar o quadro. Na pior da hipóteses, fazer outro gol e empurrar para os 30 minutos adicionais. Começou bem o segundo tempo, a todo vapor, com pressão intensa, sem deixar o Independiente sair da sua parte do campo.

Até que Reinaldo Rueda quis ser atrevido de vez, ao colocar Vinicius Júnior no lugar de Trauco e depois Everton Ribeiro na vaga de Cuellar. Uma forma de mandar o Fla para a frente, no abafa, na raça, na empolgação. A equipe até tentou, mas se desconjuntou.

Desmontou a partir do momento em que Everton recuou para compor o sistema defensivo. Levou baile pelo lado dele. Além disso, Vinicius Júnior e Paquetá correram, mas sem serem municiados por bolas boas. Nesse quesito não funcionaram Everton Ribeiro nem Diego. (A propósito, em sem caça às bruxas: Diego sucumbiu na etapa final.)

Bom, o que parecia blitz para cima do Independiente se revelou apenas uma bagunça. O Flamengo perdeu o rumo, o controle do jogo. Aquele pedido do Rueda para que o torcedor tivesse paciência foi negado por ele mesmo, com as modificações que pretendiam tornar o time mais perigoso e que, na prática, o deixou vulnerável.

O Independiente percebeu, saiu para os contragolpes, esteve perto do segundo gol (Juan tirou em cima da linha), apostou no passar do tempo e no nervosismo do rival. Deu certo. O relógio correu, Wilmar Roldán deu só 3 de acréscimos, Réver ainda mandou para o céu o último lance de perigo e… os argentinos fizeram a festa no Maracanã.

Os gringos se deram bem em nossa casa. Acontece, é da vida. Duas semanas atrás, o Grêmio havia dado a volta olímpica no campo do Lanús. Agora, não cabe procurar culpados, e sim planejar 2018 vitorioso.

São Paulo quase vacila outra vez em Curitiba

Leia o post original por Fernando Sampaio

spxcoxaO São Paulo quase vacilou outra vez.

O Tricolor jogou bem, poderia ter somado 3 pontos, no final quase saiu derrotado.

Com todo respeito, perder de uma equipe com Juan, Kleber e Negueba, é complicado.

O primeiro tempo foi equilibrado.

O São Paulo poderia ter saído na frente, Wilson garantiu o 0x0.

No segundo tempo o Tricolor foi melhor, buscou a vitória, desperdiçou duas boas oportunidades, levou um gol de bola parada, reagiu, foi pra cima, empatou e terminou com fôlego para virar a partida.

Pelo futebol apresentado daria para vencer a partida. Neste sentido o empate ficou com sabor amargo. Pela tabela, é sempre importante somar um ponto fora. Olhando além do resultado, como deve ser feito neste início de campeonato, o time mostrou novamente bom futebol e com time misto.

Centurión destoou.

O Coritiba saiu vaiado, não me surpreenderia ver o time lutando contra o rebaixamento.

Fui de 2×2 no Bolão, somei pontos pelo empate.

Palmeiras e Santos só pensam naquilo

Leia o post original por Quartarollo

Palmeiras e Santos já se despediram do Campeonato Brasileiro. Jogaram com reservas neste domingo dando chances aos adversários que estavam precisando do resultado por causa do rebaixamento.

Ambos só pensam naquilo. Só pensam nela, a Copa do Brasil, a taça que vale um passaporte para a Libertadores-2016.

O Palmeiras conseguiu se despedir da Arena Palestra Itália, no Brasileiro, com uma derrota por 2 x 0 para o fraco Coritiba.

Entrou apenas com Lucas que é titular e porque está fora do jogo de quarta-feira contra o Santos pela expulsão na Vila Belmiro.

Os demais eram reservas autênticos e jogaram como autênticos jogadores do time B.

Disso se aproveitou o Coritiba para fazer dois gols com Juan, aquele mesmo que foi lateral do Flamengo e São Paulo, e Henrique Almeida, aquele mesmo que foi dispensado do São Paulo depois de aparecer bem nas equipes de base do Brasil.

Marcelo Oliveira admitiu que o time fez menos do que podia no Brasileiro e agora só resta a Copa do Brasil para amainar as críticas.

A equipe perdeu 15 jogos com o de hoje. É muita coisa num Campeonato só.

O Santos foi no inundado e superado estádio de São Januário e conseguiu perder para o Vasco da Gama por 1 x 0, gol do ex-santista e palmeirense, Nenê, que se não jogasse em um time tão ruim estaria na seleção do Campeonato com folga.

Dorival Júnior não teve vergonha nenhuma em deixar todo o time titular de fora. Largou de vez o Brasileiro embora com uma vitória pudesse ainda matematicamente brigar com o São Paulo pelo G-4.

Talvez o treinador soubesse que fora de casa nem mesmo com os titulares tem conseguido vencer. Então os reservas só repetiram o ritual da equipe principal.

Palmeiras e Santos jogaram a toalha no Brasileiro. Mas um deles vai sobrar e não chegará à Libertadores-2016. E daí? Como isso será analisado?

Se for o Palmeiras dizem até que Marcelo corre risco de não continuar. Na Vila, Dorival está mais tranquilo, mas já começaria 2016 sob pressão.

Enquanto o Coritiba fugia da zona do rebaixamento aqui em São Paulo, embora ainda corra risco, o Vasco continua sonhando em sair lá de baixo e não cair pela terceira vez para a segunda divisão.

Culpa de quem? Culpa do Santos que deu a vitória de mão beijada para o time do Eurico Miranda.

Aliás, para começar, não era nem para ter jogo. Túneis inundados, gramado impraticável e a falta de coragem de Leandro Pedro Vuaden para adiar o encontro.

Justamente Vuaden que no começo da carreira era muito mais corajoso.

Mas parece que nada disso vai adiantar para o Vasco. O seu caminho para a segunda divisão já está asfaltado.

Ele tem que vencer o Coritiba, domingo próximo, em Curitiba, e ainda torcer contra Figueirense e Avaí para escapar da Série B.

Mesmo que vença não conseguiria ultrapassar o Coritiba. O seu saldo negativo é de menos 26. Teria que vencer por uma quantidade absurda de gols. Cairia mesmo com uma vitória.

Ao Coritiba resta empatar o jogo com o Vasco que estará salvo. Se perder terá que torcer contra Figueirense ou Avaí, um dos dois não poderia ganhar.

O Avaí tem 41 pontos e poderia ultrapassar o Coritiba, mas terá que vencer o Corinthians, em Itaquera.

O Figueirense mesmo vencendo o Fluminense, em Florianópolis, ainda teria que tirar o saldo de gols que nesse momento é negativo com menos 15, enquanto que o saldo negativo do Coritiba é de menos 11.

Tem ainda o Goiás com 38 pontos praticamente na Série B. Domingo recebe o São Paulo, no Serra Dourada, em Goiânia, e precisa vencer e ao mesmo tempo torcer contra Vasco, Figueirense e Avaí.

Se vencer vai a 41 pontos e como tem um saldo negativo de 9 gols, ou seja, menos que os outros concorrentes, se terminar empatado em pontos com o mesmo número de vitórias, escaparia no quesito desempate.

Mas se o Avaí empatar com o Corinthians, o Goiás cairá de qualquer maneira. O Avaí já tem 41 pontos ganhos e é o primeiro fora da zona do rebaixamento e não seria mais alcançado pelo Goiás que só chegaria a esses mesmos 41 pontos.

 

Palmeiras decepciona em Curitiba

Leia o post original por Fernando Sampaio

henriqueO Palmeiras perdeu a terceira seguida.

Ney Franco, Henrique, Negueba e Juan.

Meu Deus !!!

O Verdão não jogou nada, o time mostrou afobação, errou muitos passes, deu mole, levou dois gols do lanterna da competição. O Palmeiras que parecia entrar na briga até pelo título agora não mostra futebol nem para disputar o G-4.

Achei válida a troca de Osvaldo pelo Marcelo, porém não vi mudança radical.

Aliás ambos são Oliveira.

Não achei que Osvaldo fosse o culpado pelo fraco futebol no início do Brasileirão. Nunca vi o elenco do Palmeiras como acima da média. Minha expectativa era ver o Verdão entre os dez ou oito primeiros. O elenco não tem individualidades, sua força está no coletivo. É um time operário, e como todo operário, precisa trabalhar muito forte para dar resultado.

Em algumas partidas na temporada o time mostrou força para G-4.

Marcelo Oliveira chegou. Achei que a troca era válida para mexer com o elenco. O clube investiu, trouxe Barrios e Alecsandro para resolver a deficiência técnica do ataque. Pegou uma tabela favorável.  Minha expectativa era de melhora. Fez a lição de casa e subiu na tabela. Nos jogos contra São Paulo, Sport e Vasco fiquei otimista, passei a ver um time que poderia entrar na briga até pelo título. Atlético-MG, Corinthians e São Paulo tem mais time, mas não são insuperáveis.

Ontem o gato subiu no telhado.

Nem tanto ao céu nem tanto à terra, o Verdão continua o mesmo, elenco equilibrado, dois bons laterais que são os pontos fortes da equipe, meio campo sem criação, atacantes razoáveis, zaga tecnicamente fraca. O Palmeiras não tem qualidade técnica acima da média, não tem jogadores que façam a diferença numa partida.

A força do Verdão é o coletivo.

Para que o Palmeiras possa sonhar com título ou G-4 é preciso que os jogadores joguem no limite, mantenham a pegada e a intensidade em todos os jogos. Não vejo isso em alguns jogadores.

O Coritiba manteve o tabu em casa, não perde do Verdão em Brasileiro desde 1989.

São Paulo saiu do inferno e agora torce contra o Vasco da Gama para não voltar para lá

Leia o post original por Quartarollo

São Paulo ganhou um jogo difícil, 3 x 2, do Vitória, da Bahia, ontem à noite, no Morumbi. Teve de tudo. Emoção, reclamação, desatenção, errão e Ney Franco colocando uma pá de cal na sua saída polêmica do tricolor dizendo … Continuar lendo

Comemorar gol contra ex-clube. Por que não?

Leia o post original por Antero Greco

Juan fez o gol que deu a vitória para o Inter, em cima da hora, no clássico com o Flamengo, na tarde deste domingo. Mas, assim que viu a bola nas redes, aos 46 do segundo tempo, o zagueiro brecou o impulso de seus companheiros de abraçá-lo. Afinal, aquele lance garantia o 1 a 0 e deixa o time na parte de cima da tabela

Sem festejar, Juan foi à linha de fundo, apenas bateu no peito e mandou um sinal para as arquibancadas, no setor onde estava torcida rubro-negra. Com aquele gesto, confirmava o respeito pelo antigo clube. Algo como se dissesse que fez o gol porque era seu dever, não porque tivesse prazer em tripudiar em cima da casa de origem.

A atitude de Juan despertou controvérsia, como comprovei ao colocar um comentário no tuíter. Escrevi que considero sem graça esse gesto, pois não vejo sentido em conter-se justamente na hora suprema do futebol, o gol. Houve quem concordasse comigo e não faltaram os que discordassem. Uns e outros com seus motivos.

Não coloco em dúvida o caráter de Juan, moço com carreira limpa. Mas, exatamente pelo currículo que tem, poderia comemorar o gol com a consciência tranquila, sem risco de ser repelido por flamenguistas. O momento do gol é único, intenso e não pertence apenas ao autor. Ele se estende para todos os que torcem pela equipe que teve o gol a seu favor. A explosão de alegria, portanto, é válida e esperada. Sinal de respeito.

Entendo que maneira honesta de comportar-se com o ex-clube e com o atual é sempre o de comemorar o gol. Não precisa menosprezar uns para agradar a outros. Soltar a emoção simples será compreendida por todos. E jamais soará como falsidade, ressalvada, claro, a biografia de cada um. Respeitar uma camisa e um escudo é correr por eles, suar, dar o máximo. Ter dedicação integral – enquando durar essa relação de afeto e trabalho. Depois, vida que segue.

Quem tem caráter será admirado, independentemente das cores que vestir. Quem não tem, não adianta fingir que ainda ama a ex, pois ficará mais evidente a hipocrisia.

Santos vence São Paulo com outros meninos da Vila

Leia o post original por Quartarollo

gustavo

gustavoO berçário do Santos continua revelando jogadores. Alguns de nível discutível, outros com potencial, mas nenhum Neymar por enquanto. Isso só de tempos em tempos. Já teve um Pelé, um Robinho que pode voltar agora e Neymar e Ganso. Ganso … Continuar lendo

Neymar jogou por nós (e pelo Muricy)

Leia o post original por Odir Cunha

Se há uma situação que me deixa triste é ver o rostinho de decepção das crianças assistindo ao Santos fazer mais um de seus jogos indigentes. Imagino que os santistinhas no Couto Pereira se perguntavam, confusos: “Este é o Santos, o time que eu estou começando a amar e que quero amar por toda a vida? Este carinha que não consegue dar um drible é o Neymar de quem os adultos falam tanto?”. Bem, eu estava mergulhado nessa melancolia, quando a Suzana, no começo do segundo tempo, afirmou, convicta: “O Santos vai virar esse jogo!”.

Meu Deus, como alguém poderia dizer aquilo àquela altura? Ainda mais porque a bola estava nos pés de Gerson Magrão… Mas paciente que sou e conhecedor dos dons premonitórios da minha mulher, esperei…

No começo, não percebi nada de novo. Pelo lado esquerdo da defesa a avenida Juan continuava com tráfego livre e por ali o Coritiba criava várias oportunidades de gol. Em uma delas o ex-santista Robinho chegou atrasado e o ex-santista Deivid mandou a bola nas nuvens.

Em outra jogada, a bola cruzou toda a área do Santos e quase o time do Paraná faz outro gol igualzinho ao primeiro. A coisa estava feia. Mas aí o Coritiba cometeu o erro de recuar muito e tentar segurar a vitória. Os deuses do futebol não pedoaram…

No gol de empate, Neymar pegou uma bola na entrada da área e penetrou como um furacão, deixando vários adversários para trás – lance em que não faltou sorte, pois um zagueiro quis chutar para a frente e acabou fazendo a bola ricochetar no santista e cair à frente do goleiro. Mais um esforço e Neymar driblou o arqueiro e empurrou para o gol.

Sinceramente, eu já considerava o empate bom, pois não me iludo com briga por vaga na Libertadores. Com esse elenco e esse técnico, fugir do rebaixamento já é lucro. Mas eis que Rafael bate um bom tiro de meta, a bola sobra para Patito Rodríguez que tem a chance de se redimir de mais uma atuação apagada. Mas o goleiro rebate o chute do gringo e quem aparece para pegar o rebote? Quem?…

Pois é. No dia em que fez uma de suas mais apagadas exibições no Santos, Neymar marcou os dois gols da virada que representou a segunda vitória do Alvinegro Praiano fora de São Paulo neste Brasileiro.

Muricy, que mais uma vez inventou e começou o jogo com Gérson Magrão, ao invés de Bernardo, que só entrou no segundo tempo, teve a cara de pau de reclamar de Neymar por ter recebido o terceiro cartão amarelo e ficar fora do jogo contra a Portuguesa. Ora, se não conseguir montar um time para vencer a Lusa no Pacaembu lotado de santistas, então que o professor tenha a hombridade de pegar o seu boné e ir cantar em outra freguesia. E que Geninho – que neste domingo almoçava no magnífico Mar del Plata – seja convidado para dirigir o Santos.

Por falar em desculpas de Muricy, no intervalo ele reclamou que sem um meia de armação para o lugar do Ganso, ele terá dificuldades de montar o time. Ora, o Ganso, por uma série de motivos, ficou a maior parte do tempo fora da equipe. Incrível o repertório de desculpas do professor aposentado em atividade…

Reveja os gols da partida:

E você, o que achou de Coritiba 1, Santos 2?

A boa notícia é que Muricy terá de mexer no Santos contra o Coritiba

Leia o post original por Odir Cunha

O imobilismo de Muricy Ramalho é tão irritante, que o santista costuma ficar contente quando alguns titulares não podem jogar, pois só assim o técnico mexe no time, geralmente para melhor. Neste domingo, no Couto Pereira, a partir das 16 horas, o Santos estará desfalcado de Durval e Felipe Anderson, suspensos; Léo, com dores no joelho, e Adriano, com o tornozelo inchado. Com isso David Braz volta a fazer dupla com Bruno Rodrigo na zaga; Bernardo deve entrar no meio-campo; Juan será o lateral-esquerdo e Ewerton Páscoa um dos volantes.

Matematicamente o Santos ainda pode lutar por uma vaga na Copa Libertadores de 2013, mas se depender do ânimo de Muricy, que não gosta de preleção motivacional e na última entrevista falou até em aposentadoria, eu espero o domínio do Coritiba e, no máximo, um empate.

Mas o Coritiba é melhor do que o Santos? Não. O técnico do time do Paraná, Marquinhos Santos, tem um currículo minimamente parecido com o de Muricy? Não. Então, só o fato de jogar em casa dá ao Coxa a condição de favorito? Não. Então, por que o Coritiba teria mais chances de vencer a partida? Bem, simplesmente porque quererá mais vencer o jogo. A não ser que Neymar desequilibre de novo…

Aliás, Muricy restringiu a Neymar quase todas as possibilidades de vitória do Santos: “O Neymar é diferente. Ele muda qualquer jogo e ajuda demais, mesmo estando desgastado e um pouco abaixo do peso. Só que o lado individual dele é muito forte e até mesmo os companheiros acreditam mais na vitória quando ele está em campo”, disse o criador da estratégia genial que pode ser resumida em uma úncia frase:”dá a bola pro Neymar, pô!”.

Ah, o torcedor que acha que o gol salvador contra o Flamengo deu ao garoto Victor Andrade a chance de sair jogando em Curitiba, pode tirar o cavalo da chuva. Muricy deve entrar com Patito Rodríguez. E se não começar com Bernardo, deverpa optar por Gérson Magrão ou João Pedro.

Times prováveis

Árbitragem: Ronan Marques da Rosa, de Santa Catarina, auxiliado por Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Henrique Correa, ambos do Rio de Janeiro.
Coritiba: Vanderlei; Ayrton, Escudero, Demerson e Eltinho; Willian, Gil, Robinho e Everton Ribeiro; Éverton Costa e Deivid. Técnico: Marquinhos Santos.
Santos: Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, David Braz e Juan; Ewerton Páscoa, Arouca, Bernardo e Patito Rodríguez; Neymar e André. Técnico: Muricy Ramalho.

Retrospecto Santos x Coritiba

Por Wesley Miranda

Santos e Coritiba se enfrentaram 40 vezes ao longo da história. E a vantagem é amplamente santista, com o dobro de vitórias: 22 contra 11 do Coxa e sete empates. O Alvinegro marcou 72 gols e o Alviverde 49.

Em Brasileiros, com o primeiro encontro apenas na Taça de Prata de 1969, foram 30 jogos, com 17 vitórias do Santos contra nove vitórias do Coritiba e quatro empates. O Peixe marcou 52 gols e o Coxa Branca 38.

Artilheiros Santistas
O artilheiro santista no confronto é o atacante Carabina, com seis gols no primeiro jogo entre as duas equipes. O vice artilheiro, com cinco gols, é Pelé, que jogou sete partidas contra a equipe paranaense, ganhando quatro, empatando duas e perdendo uma. Robinho, Fabiano e Neymar marcaram três gols cada e figuram bem na lista de principais artilheiros do Santos.

O primeiro encontro
O primeiro confronto entre as equipes aconteceu no dia 20 de maio de 1941, e marcou o artilheiro santista do histórico. Segundo o pesquisador Guilherme Nascimento, o estreante Carabina, autor de seis gols, marcou cinco vezes de cabeça, façanha que só foi igualada por Odair Titica em 1948, na vitória do Santos sobre o Comercial (SP) por 5 a 4. Carabina foi artilheiro do Santos na temporada de 1941, com 30 gols. Raul, Cláudio, Bonje e Tom Mix completaram a goleada.

O Santos do técnico Dario Letona formou com Victor; Neves e Ari Fernandes; Botelho, Elesbão e Inglês; Cláudio, Bonje (Orestes), Carabina (Raul), Antoninho e Tom Mix.

Esse jogo histórico também marcou a estreia do cerebral meia Antoninho Fernandes, um dos principais personagens da história centenária.

Primeiro encontro em Brasileiros
Mesmo a equipe paranaense tendo participado da Taça Brasil de 1960 (o Coritiba perdeu a vaga no sorteio depois de três empates com o Grêmio) e de 1961 (eliminado pelo Palmeiras em três jogos decisivos), o primeiro confronto contra o Santos em Brasileiros aconteceu apenas no Robertão de 1969, no dia 22/10, no Estádio Belfort Duarte*, com vitória do Peixe por 3 a 1, com gols de Pelé (2) e Edu. O Rei ficou a apenas cinco gols de marcar o milésimo.

O Santos formou com Agnaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias e Turcão (Jair Bala); Clodoaldo e Lima; Manoel Maria, Edu, Pelé e Abel(Luís Carlos). Técnico Antoninho Fernandes.

Estádio Belfort Duarte
Inaugurado em 1932, o estádio do Coritiba foi renomeado em 1977 para Estádio Major Antônio Couto Pereira.

O “presente” de Lela
No aniversário de 73 anos do Santos, no Couto Pereira, pela 10ª rodada do segundo turno, a partida estava empatada em 1 a 1, gols dos zagueiros Márcio Rossini para o Santos e Vavá para Coritiba, quando o atacante Lela (pai do atacante Alecsandro, do Vasco, e do meia Richarlyson, do Atlético-MG) acertou um chute cruzado no gol de Marola e deu a vitória ao time da casa. O Coritiba conquistaria o Campeonato Brasileiro daquele ano de 1985, batendo o Bangu na final.

www.youtube.com/watch?v=D06aodPZC2g

Copa União 1987
Em partida realizada pela Copa União 87, o Santos venceu o Coritiba no Pacaembu com gols de Chicão e Osmarzinho. Essa foi uma das duas vitórias do Santos no campeonato em que acabou eliminado junto com o Coxa na primeira fase.

O Peixe do técnico Geninho formou com Rodolfo Rodriguez; Raul, Davi, Nilson e Luisinho; César Sampaio, César Ferreira (Osmarzinho), Mendonça e Glauco; Chicão e Arizinho (Celso).

www.youtube.com/watch?v=6qxaoAMzHLg

WO e rebaixamento
Em 1989, o Coxa se negou a aceitar uma mudança de calendário que fazia com que jogasse um dia antes do Vasco – adversário com quem brigava pela classificação no grupo. Em protesto, o Coritiba não compareceu ao jogo contra o Santos em Juiz de Fora e foi punido pela CBF com a derrota por 1 x 0, a perda de mais 5 pontos e a queda automática para a Série B.

Briga pela oitava vaga
No Brasileiro de 2002, Santos e Coritiba disputaram uma vaga nas quartas de final. O Santos, que perdeu para o São Caetano por 3 a 2 dependeu do já rebaixado Gama, de Dimba (tio do jogador Dimba), que venceu o time paranaense por 4 a 0. Caso o Coritiba vencesse, estaria classificado.

A volta do Guerreiro
Aos 38 minutos do segundo tempo, após dois anos e cinco meses de luta contra a leucemia, entrava em campo Narciso. A partida disputada no dia 25 de outubro de 2003 no estádio Couto Pereira já estava 4 a 0 para o Santos, mas não impediu que a torcida adversária o aplaudisse de pé. Narciso atuou no Santos de 1994 a 2004 em 267 partidas, marcando 13 gols.

O Peixe do técnico Leão formou com Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Pereira, André Luís e Léo; Paulo Almeida (Daniel), Renato, Elano e Diego (Narciso); Robinho e Fabiano.

www.youtube.com/watch?v=8jK3q-6N2Ms

No épico Brasileiro de 2004…
Em partida realizada no Couto Pereira, no dia 21/11, pela 42ª rodada do épico e concorrido Brasileiro de 2004, o desfalcado Santos venceu por 1 a 0 com gol do atacante Deivid aos 20 minutos do segundo tempo. Com o resultado, o Santos seguiu de perto na luta pelo título com 79 pontos contra 81 pontos do rival do Coritiba, o Atlético-PR. Faltando quatro rodadas para o termino do certame.

O Peixe formou com Mauro, Ávalos, Antônio Carlos e André Luis; Flávio, Fabinho, Zé Elias(Marcinho), Ricardinho e Léo(Marcio Careca); Basílio(Luís Augusto) e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

No primeiro turno, no dia 29/07, na Vila Belmiro, o Santos também jogou desfalcado, mas venceu o Coritiba por 4 a 2, com gols de Elano (2), Deivid e Basílio.

O Peixe formou com Tápia; Paulo César, Andre Luis (Domingos), Ávalos e Léo; Fabinho, Bóvio, Elano (Marcinho) e Luis Augusto (Lelo); Basílio e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

www.youtube.com/watch?v=1EDyVu_qgFQ

Briga pela permanência na Série A
Se em 2002 os times disputavam uma vaga nas quartas, em 2009 os times se enfrentaram para permanecer na serie A. A vitória do Santos por 4 a 0 no dia 22 de novembro de 2009 garantiu o Alvinegro Praiano na elite e colocou o Coxa próximo à zona de degola. E a queda aconteceu dois jogos depois. Neymar marcou pela primeira vez dois gols na mesma partida jogando na Vila.

O Peixe formou com Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo (Triguinho); Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Madson (Róbson) e Paulo Henrique Lima; Neymar e Kléber Pereira (Jean). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

www.youtube.com/watch?v=aGG5HOwDliM

No primeiro turno
No dia 24/06, o Santos enfrentou o Coritiba na Vila Belmiro e empatou em 2 a 2 com gols de Edu Dracena e Neymar.

O Peixe formou com Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano (Maranhão), Arouca e Elano; Alan Kardec, Borges (Felipe Anderson) e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho.

www.youtube.com/watch?v=nKXnQXfxj9g

Edu Dracena
Esse foi o 13º gol do zagueiro pelo Peixe, que ainda balançou a rede na vitória contra o Grêmio por 4 a 2, chegando ao 14º tento.

O capitão Edu Dracena está a um gol de igualar Joãozinho (1977 a 1983), Márcio Rossini (1981 a 1985 e 1990) e André Luis (2000 a 2004) com 15 gols. O maior zagueiro artilheiro do Santos é Alex (2002 a 2004) com 20 gols.

Curiosidades – Brilharam aqui e lá
Filho do jogador Juvenal Ferraz de Negreiros, que jogou pelo Peixe nos anos de 33 e 34 (17 partidas e 10 gols), Walter Ferraz de Negreiros, ou só Negreiros, subiu aos profissionais em 1967, junto com Clodoaldo e Douglas. O polivalente Negreiros jogou 129 partidas pelo Santos e marcou 13 gols entre 1967 e 1972. No Coxa, fez parte do time que conquistou o Hexacampeonato Paraense (1971 a 76).

Destaque santista de 1990, Kazuyoshi Miura teve ótima passagem pelo Coritiba quando conquistou seu primeiro título na carreira, o Paranaense de 1989, ao lado de Carlos Alberto Dias, Serginho, e os ex-santistas Chicão, Oswaldo e Tostão II, além do técnico Edu Coimbra. No Peixe, o japonês atuou em 35 partidas e marcou 4 gols.

E você, o que acha que vai acontecer em Coritiba?

Santos descarta nova tentativa de troca antes de receber proposta e vê jogada de marketing do São Paulo

Leia o post original por Perrone

Fonte ligada à diretoria do Santos afirma que o clube já decidiu recusar uma nova tentativa do São Paulo de trocar atletas e dinheiro por Ganso, se a proposta for feita. E que também vai mandar outro “não” para o Morumbi caso apareça uma nova oferta só em dinheiro, inferior a R$ 23,8 milhões.

Pela mesma versão, a proposta de R$ 10,7 milhões apresentada pelo São Paulo foi interpretada na Vila Belmiro como uma ação do clube paulistano para aparecer na mídia e também dar uma satisfação para Ganso e DIS, dona de 55% do jogador.

A rejeição à troca independe dos nomes sugeridos. Casemiro, Juan ou qualquer outro não serão aceitos. Já houve uma tentativa, por empréstimo, envolvendo os dois e o negócio não avançou. Vale lembrar que Casemiro já estourou o limite permitido de jogos para poder atuar por dois times na mesma edição do Brasileirão.

Santos diz não ter interesse em trocar Ganso por jogadores do São Paulo, como Casemiro

Também é descartada na Vila a possibilidade de o Santos reduzir a sua pedida se Ganso der uma declaração pública de que quer atuar no Morumbi. Mesmo sob o risco de ficar com um jogador insatisfeito, os santistas prometem segurá-lo. E não entendem o fato de ele ter interesse em ganhar cerca de R$ 300 mil no São Paulo após ter recusado uma proposta de R$ 420 mil do Santos, feita em papel timbrado. A diferença é que o alvinegro ficariam com uma parte das receitas geradas com marketing.

Ainda de acordo com pessoa próxima à direção santista, o clube entende que já se esforçou demais para dar negócio. Isso porque aceita receber 45% do valor total da multa, apesar de existir a possibilidade de brigar na Justiça pela quantia integral. Nesse caso, alegaria que cláusula penal não é o mesmo que direitos econômicos.

Do lado são-paulino, no entanto, há um esforço para não tornar pública uma dose de insatisfação com Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro. A queixa é de que ele teria sido indelicado ao falar publicamente da primeira tentativa do São Paulo. E de que Laor exagera ao desdenhar da oferta tricolor. Poderia ser mais gentil.