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Opinião: mais importante do que pena de Marin é investigar caso no Brasil

Leia o post original por Perrone

Anunciada a decisão do júri em Nova York de considerar José Maria Marin culpado por uma série de crimes, saber de quantos anos será a pena não é o mais importante agora. O que interessa é a reação das autoridades brasileiras. Elas irão procurar a fundo no Brasil possíveis reflexos criminais das atitudes atribuídas ao cartola. Ele alega inocência.

Fraude financeira e lavagem de dinheiro, dois dos crimes que o ex-presidente da CBF praticou no entendimento dos jurados, frequentemente são acompanhados de sonegação de impostos e outros crimes tributários. Os cofres brasileiros não foram atingidos por tais delitos que os americanos afirmam terem ocorrido? Marin também foi condenado por conspiração para organização criminosa. Essa organização cometeu crimes em solo brasileiro? Responder a essas perguntas com celeridade e farejar os rastros de Marin,Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, ambos supostamente envolvidos, é o mínimo que se espera das autoridades brasileira.

A condenação é mais uma chance para a polícia, a Receita Federal e a Justiça nacionais esclarecerem se casos suspeitos que estamos cansados de ouvir no futebol pentacampeão mundial de fato aconteceram ou não passam de fruto da imaginação de indivíduos levianos. Os americanos já têm a sua resposta. Agora falta a nossa.

 

Opinião: times precisam agir sobre acusações contra Globo e cartolas da CBF

Leia o post original por Perrone

As recentes denúncias de propinas pagas por emissoras de TV para adquirir direitos de transmissão de jogos na América do Sul deixam claro que os clubes brasileiros estão entre os principais prejudicados. Isso se as acusações forem comprovadas.

Se cartolas de entidades nacionais e da Conmebol receberam suborno na venda de direitos da Libertadores, por exemplo, obviamente, os times perderam dinheiro. Eles sempre reclamaram de cotas baixas na competição continental. O dinheiro que deveria ir para os clubes, teria abastecido contas pessoais de corruptos.

Nesse cenário, dirigentes demoram para agir no sentindo de resguardar os direitos de suas agremiações. Na opinião deste blogueiro, representantes dos clubes brasileiros deveriam primeiro se apresentar à Justiça dos Estados Unidos como parte interessada no julgamento de José Maria Marin e de outros cartolas, no qual acusações têm se tornado públicas.

Domesticamente, eles precisam solicitar à cúpula da Globo detalhes da investigação interna que a empresa afirma ter feito para apurar supostas irregularidades com resultado negativo.

Em outra esfera, deveriam cobrar explicações da CBF e pessoalmente de Marco Polo Del Nero, presidente da entidade e um dos suspeitos.

Também é necessário cobrar Marcelo Campos Pinto, ex-executivo da Globo, tratado como parceiro pelos dirigentes de clubes nacionais, e que estaria envolvido no esquema.

O ex-diretor da Globo Esportes foi acusado por Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, de participar de reunião na Argentina com Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas. A emissora, assim como a CBF, Marin e Del Nero, nega ter cometido irregularidades.

Tais medidas seriam preparatórias para uma eventual ação dos clubes para serem ressarcidos, no caso de comprovadas as irregularidades e prejuízos decorrentes dela. Também seriam uma demonstração pública de que as agremiações repudiam tais atos. Porém, por enquanto, nenhum sinal público de indignação foi dado por pare dos cartolas.

Acusado de negociar propinas, ex-diretor da Globo segue influente na CBF

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Acusado de negociar pagamentos de propina em nome da TV Globo por direitos de transmissão de competições sul-americanas, Marcelo Campos Pinto segue com trânsito e uma dose  de influência na CBF.

Afastado da emissora em novembro de 2015, depois de estourar o escândalo de corrupção na Fifa, o ex-executivo “global” mostrou que não é carta fora do baralho na confederação em maio deste ano. Ele participou ativamente de uma reunião na entidade com a presença de representantes de clubes da Série A sobre comercialização de direitos de transmissão de jogos para o exterior.

Na ocasião, parte dos dirigentes deixou o encontro afirmando que Pinto lideraria as negociações dos direitos de televisionamento do Brasileirão com empresas estrangeiras. Desligado da Globo sob a alegação de que se aposentaria, o ex-executivo da emissora negou ao blog na semana da reunião que participaria do projeto internacional. “Conheço um essoal que está trabalhando com produção (em transmissões) e que me pediu para apresentar (à CBF). Só fui (à reunião) para acompanhar esse pessoal”, disse Pinto na ocasião. Porém, dirigentes de clubes que estiveram no encontro elogiaram uma apresentação sobre o tema atribuída a ele. Além disso, relataram sua participação como prova de que ainda é influente na entidade.

O ex-funcionário da maior emissora brasileira, foi acusado durante o julgamento de José Maria Marin e outros cartolas em Nova York. De acordo com Alejandro Burzaco, da empresa Torneos y Competencias, Pinto participou de uma reunião na Argentina com a presença de Marin, então presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, atual mandatário, para discutir o pagamento de subornos na compra de direitos da Libertadores e de outras competições sul-americanas. Ele diz que a Globo, além de outras empresas, pagou propinas.

A emissora, Marin, Del Nero e CBF negam o envolvimento em esquema de suborno. Procurado pelo blog, o ex-executivo da Globo não atendeu ao celular.

Enquanto trabalhava na emissora, Pinto era um dos personagens mais influentes do futebol brasileiro. Ele chegou a ser cotado para suceder Ricardo Teixeira, de quem era próximo, na presidência da CBF. Participava de reuniões com dirigentes de clubes na entidade e chegou a ter destaque em festas de premiações de campeonatos. Em 2015, durante cerimônia do Paulistão, distribuiu elogios a Marin, Del Nero e Reinaldo Carneiro Bastos, atual presidente da Federação Paulista.

O ex-diretor da Globo Esportes também ficou conhecido por oferecer mimos a dirigentes. Em 2014, por exemplo, distribuiu a eles ingressos para jogos da Copa do Mundo.

Nove anos após morte de palmeirense, acusado ainda não foi julgado

Leia o post original por Perrone

No último dia 16, a morte do palmeirense e integrante da Mancha Alviverde Diogo Lima Borges, na estação Tatuapé do metrô, com um tiro, completou nove anos. Porém, o acusado de cometer o crime, Rodrigo de Azevedo Lopes Fonseca, Diguinho, membro da Gaviões da Fiel, ainda não foi julgado.

O julgamento aconteceria na última quarta, porém, foi adiado para abril do ano que vem por causa do não comparecimento de três testemunhas, duas de acusação e uma de defesa.

“Não foi uma estratégia nossa. Já estávamos preparados para o julgamento”, disse Davi Gebara, advogado da Gaviões. Diguinho, nega a autoria do assassinato e aguarda ao julgamento em liberdade.

Em 2012, profeticamente, Damarys Borges, irmã de Diogo, disse à Folha de S. Paulo: “Eles não julgam ninguém. Mais pessoas vão morrer”. De fato, de lá para cá, mais torcedores morreram. Para ficar num exemplo recente, no domingo retrasado um palmeirense morreu após briga com santistas.

Pedro Ernesto: Grêmio e a Copa do Brasil

Leia o post original por Pedro Ernesto

O repórter Luís Henrique Benfica conseguiu entrevistar ontem o procurador do STJD, Paulo Schmitt, e trouxe informações preciosas a respeito do rumoroso julgamento das ofensas raciais ao goleiro Aranha pela torcida do Grêmio. O procurador disse acreditar na eliminação do clube na Copa do Brasil. Seria o melhor, se confirmado. O Santos, praticamente, eliminou o Grêmio com a vitória obtida de 2 a 0 na Arena, na quarta-feira passada. Considerando o jogo de volta na Vila Belmiro, a ineficiência do ataque gremista e a necessidade de fazer três gols de diferença, dá para dizer que, dificilmente, o clube gaúcho continuaria na competição. Dentro do quadro que se instalou e da repercussão nacional, essa é uma punição que deve ser festejada no Olímpico.

Claro que usou o termo festejada porque está dentro da realidade do time na Copa do Brasil. Nunca é bom ser punido. Mas imaginem se o STJD resolve punir o Grêmio com perda de mando em alguns jogos. O time perde muito tecnicamente, o prejuízo financeiro é enorme e os sócios não podem assistir ao seu time, mesmo pagando as mensalidade. Seria muito pior. Mas aguardemos a decisão do tribunal.

Sem política
O comportamento de torcedores na Arena e nos ambientes do clube não devem passar por grupos políticos. Essa é uma questão do clube. Tanto Adalberto Preis, que faz parte do Conselho de Administração, quanto Homero Belini Júnior, candidato a presidência, deixam isso muito claro. Os distúrbios chegaram a um ponto em que o clube paga preço açlto. Nos jogos, os torcedores que não são de organizadas, vaiam as brigas no setor delas. O prejuízo na imagem do clube é muito grande. Como contou o repórter da Rádio Atlântida Duda Garbi, no Bate Bola da TVCOM, amigos foram correr a Maratona do Rio, no último domingo, com camisa do Grêmio e acabaram hostilizados. Ou seja, o orgulho de vestir a camisa do clube passou a ser um problema. Isso tem que mudar.

Time misto
Não há definição oficial de Abel Braga para amanhã, contra o Bahia. D’Alessandro e Aránguiz são ausências certas. No restante do time, atuam titulares ou alguns reclamados como tal. Sendo assim, o problema não está no time que entrará em campo. Problema, mesmo, é o 2 a 0 obtido pelo Bahia no Beira-Rio. Dificilmente será revertido. Para quem tem essa desvantagem no mata-mata trata-se de equação de difícil solução: ou se cuida para evitar mais gols e não faz os três necessários ou ataca, dá espaços para contra-ataques e leva gols.

Demmmaaaiiisss
Não são poucos os gremistas que usam as redes sociais lamentando os episódios de comportamento reprovável na Arena. Isso só nos transfere a ideia de que a esmagadora maioria dos torcedores de futebol são pessoas de qualidade. fazem do jogo momento de lazer. Amam seu clube, querem vitórias e só existem para ajudá-lo. Por isso, a classificação do Grêmio como clube racista é absurda. Não dá para levar isso adiante. Os negros fazem parte da história gremista.

De menos
As duas seleções formadas pela CBF,. a principal e a olímpica, no meio do Brasileirão, representam imerecida punição aos clubes que mais investem e em busca de títulos. Não há razão para fazer jogos nas datas mais importantes de definição do campeonato. A CBF desqualifica a própria competição que organiza.

Caso Lusa

Leia o post original por Wanderley Nogueira

FluXLusaNo dia 03 de dezembro, às 17h54, o STJD enviou o fax nº 492/13 à Portuguesa de Desportos. A secretária Marcelle Lima informava a pauta do dia 06 de dezembro e relacionava os 12 casos que seriam julgados. Esclarecia que excepcionalmente a sessão começaria às 11 horas e que o último processo seria de Heverton Durães Coutinho Alves, atleta da Portuguesa de Desportos, incurso no Artigo 243-F do CBJD .

As 19h50, o funcionário da presidência da Portuguesa, Evânio Santos, encaminhou a informação por e-mail a “Roberto – VP de Marketing…José Martins…e ao futebol profissional”.

Algumas perguntas:

Por que o técnico Guto Ferreira não sabia que o jogador seria julgado?

Por que o jogador não foi informado que seria julgado ?

O advogado Sestário Filho disse que informou o resultado do julgamento ao Dr. Valdir Rocha. Por que o diretor da Portuguesa não o desmente publicamente ?

Por que a Portuguesa não processa o advogado Sestário Filho por perdas e danos se é verdade que ele não informou corretamente o resultado do julgamento ?

Alguém na Portuguesa está tirando o bumbum da reta…

Advogados, clubes, atletas e funcionários dos clubes sabem que no STJD a punição começa a valer quando o resultado é proclamado. Mesmo nos julgamentos realizados às sextas feiras.

O assunto foi para a Justiça Comum e no fim ela poderá até esclarecer ou determinar novos procedimentos no julgamentos do STJD e apontar o caminho que a CBF deverá seguir.

Tem gente boa que garante que o assunto chegará ao Supremo Tribunal Federal. É verdade que o ministro Joaquim Barbosa é um craque. Mas aí já é demais…

Há “pareceres” de ilustres advogados que contemplam todos os gostos.

A credibilidade(?) daqueles que comandam o futebol brasileiro permite um grande número de hipóteses para o assunto e muitas teorias da conspiração.

Mas, na minha opinião, nesse caso, o STJD cumpriu o código.

Infelizmente.

‘Fifa preserva resultado do campo’, diz advogado da Lusa

Leia o post original por Perrone

Leia abaixo depoimento dado ao blog por João Zanforlin, um dos advogados contratados pela Portuguesa para defender o clube no STJD. O time paulista pode perder quatro pontos por escalar o meia Heverton, que estava suspenso, na última rodada do Brasileiro. A punição rebaixaria a equipe e mantém o Fluminense na Série A.

“O jogo não valia nada, nada para a Portuguesa, nada para o Grêmio, todo mundo estava com a situação definida.  Houve um erro, mas sem intenção de favorecer ou prejudicar alguém. Isso deve ser levado em conta pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Sobre o advogado anterior ter dito que foram dois jogos ou um, não sei se vamos usar isso. Onde está a prova do que ele falou? Não existe. Aí vira fofoca e a Justiça Esportiva não pode analisar fofoca. A Fifa diz que a competição deve se manter íntegra. Ela faz questão de dizer que o resultado em campo deve ser mantido em prol da competição. Isso resolve a questão. E há um clamor público para que a Portuguesa não seja prejudicada. Ninguém acredita que um time que lutou bravamente para escapar do rebaixamento possa ser rebaixado dessa maneira. O jogador da Portuguesa saiu de férias na Série A e vai voltar na Série B? Isso não existe.”

Cartolas corintianos esperam punição de um jogo com portões fechados

Leia o post original por Perrone

A expectativa de cartolas do Corinthians é que no julgamento sobre a morte de Kevin Douglas Beltran o clube receba a punição de fazer um jogo com portões fechados na Libertadores.

Os corintianos pensam que essa seria a forma mais lógica de resolver o problema. Se o castigo for de uma partida, o clube já cumpriu, apesar do quarteto que entrou na quarta passada. Nesse caso, a Conmebol mataria no ninho novas ações de torcedores na Justiça para entrar nas próximas partidas.

Punição maior que a de um jogo só aumentaria o número de ações. A absolvição também seria uma pedra no sapato dos dirigentes da Confederação Sul-Americana. Os quase 40 mil consumidores que pagaram, mas não assistiram ao confronto com o Millionarios teriam um estímulo e tanto para ir à Justiça em busca de reparação.

A volta da Fiel ao estádio também geraria dinheiro para a Conmebol, que tem participação nas rendas do torneio.

Assim, a pena  de apenas uma partida com o Pacaembu às moscas seria a única maneira de virar a página sem maiores traumas. Falta saber se é essa a preocupação maior dos julgadores.

Julgamento na Conmebol faz Corinthians depender de desafeto de Andrés

Leia o post original por Perrone

Corintianos detidos na Bolívia

Dirigentes corintianos temem que o desentendimento entre Marco Polo Del Nero e Andrés Sanchez prejudique o clube no julgamento da Conmebol sobre a morte do boliviano Kevin Douglas Beltran.

Del Nero é membro do Comitê Executivo da Confederação Sul-Americana. É também um dos principais mentores do recém-criado Código Disciplinar da entidade e do novo tribunal, que julgará o time paulista.

O polivalente dirigente conhece todos os atalhos da entidade. Na visão de cartolas corintianos poderia até ter ajudado politicamente a evitar a pena preliminar de jogar com portões fechados.

Procurar Del Nero em busca de ajuda política seria prudente, mas Mário Gobbi ficou numa saia justa. Se for atrás do presidente da FPF e vice da CBF pode desagradar a Andrés. E ficar devendo um favor a Del Nero ou dar a impressão de que mudou de lado.

Se não pedir socorro a ele corre o risco de ser criticado internamente caso o clube não consiga amenizar a punição.

Andrés rompeu com Del Nero ao se demitir do cargo de diretor da CBF por suspeitar que a demissão de Mano Menezes foi  tramada sem seu conhecimento bem antes do anúncio oficial.