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Nacional vacila, Boca avança nos pênaltis

Leia o post original por Fernando Sampaio

bocapenalO Nacional surpreendeu.

Não esperava que o time uruguaio desse tanto trabalho, principalmente depois do empate com gols em Montevidéu. O Boca começou a partida classificado, jogando em La Bombonera… Barbada? Nada disso.

Liguei a TV, Nacional 1xo.

Surpresa.

O Boca não parecia o bicho papão da Libertadores.

O empate só veio aos 28′ do segundo tempo.

O Nacional segurou o empate numa boa, teve chances para fazer 2×0. Nos pênaltis, vacilo total. Santiago Romero teve a bola da classificação na série de cinco cobranças. Não fez, Fabra empatou. Na série alternada Carballo bateu mal, Carrizo fez o gol da classificação. Os uruguaios desperdiçaram a metade dos pênaltis.

Boca, o time argentino mais amado pelos brasileiros desclassificados, chega na semifinal.

 

 

Boca avança. Uma final com o SP. Por que não?

Leia o post original por Antero Greco

Olha o Boca aí, gente.

O danado do time argentino, bicho-papão na Libertadores nestes anos 2000, chega de novo à semifinal. Fazia quatro anos que não avançava até esta fase; a última foi em 2012, quando disputou o título com o Corinthians e finalmente perdeu.  Perdeu para um brasileiro, depois de ter deixado para trás, em anos anteriores, Palmeiras (duas vezes), Santos e Grêmio.

O Boca carimbou passaporte para o penúltimo degrau da competição nos pênaltis, depois de empate por 1 a 1 com o Nacional, na noite desta quinta-feira, em casa. Foi no sufoco, com La Bombonera cheia – pra variar -, e na raça. Os uruguaios abriram vantagem, em gol contra de Díaz, aos 21 da etapa inicial. O empate veio com Pavón aos 27 do segundo tempo. O moço ficou tão doido com o gol que tirou a camisa, levou segundo amarelo e foi pro chuveiro.

O empate de 1 a 1 foi igual ao do duelo anterior, em Montevidéu. Daí a necessidade dos pênaltis, nos quais o Boca fez 4 a 3.

Não é o melhor Boca dos últimos tempos, mesmo que tenha no elenco o talento extraordinário de Carlitos Tevez. Está abaixo, por exemplo, daquele que em 200 e em 2001 passou pelo Palmeiras, uma vez na decisão e outra na semifinal. Mesmo assim é forte, equilibrado, compacto. Time que sabe o que cor, “copeiro”, encardido.

Não duvido nada que chegue de novo à finalíssima. Como não duvido, agora, que o adversário possa ser o São Paulo.

 

 

Por que a eleição do novo presidente argentino pode ajudar o Corinthians?

Leia o post original por Quartarollo

Mauricio Macri foi eleito o novo presidente da Argentina no fim de semana.

Derrotou de vez o kirchnerismo que seguia à frente do país há muito tempo e acabou por rebaixa-lo em várias notas.

A Argentina tentou repetir com Nestor e Cristina a dupla Peron e Evita, que sinceramente causou comoção histórica, mas já não deu certo naquela época.

Dizem que argentinos são muito politizados, mas votar na mulher do presidente é uma coisa estranha.

Aqui acho que por pior que votamos, e não são poucos os exemplos de mau voto, nunca votaríamos na Dona Marisa só porque é mulher do Lula.

Sorte nossa que Dilma é presidenta e primeira dama, não tem marido para a gente votar. Credo.

Tudo bem que muitos brasileiros, por acreditarem piamente, por inocência ou por interesse mesmo, votaram em alguns indicados e bancados pelo ex-presidente Lula, mas acho que não chegaríamos a tanto.

Mas kirchnerismo à parte, chega ao poder na Argentina um homem vindo do futebol.

Macri é ex-presidente do Boca Juniors e no seu discurso de posse deixou abertas algumas portas que estavam fechadas.

Uma delas pode beneficiar o Corinthians. Segundo Macri, os argentinos poderão remeter valores para o exterior novamente.

Isso estava, e ainda está, proibido para todo argentino seja ele pessoa física ou jurídica.

O Corinthians tem um bom dinheiro em dólares para receber do Boca por conta da transferência de Lodeiro neste ano e ainda de Martinez antes da Copa do Mundo.

Aliás, o argumento de Martinez para voltar ao futebol argentino era disputar a Copa pela seleção do seu país.

Só cumpriu uma parte do seu projeto. Voltou para o Boca, mas não foi convocado para a Seleção Argentina.

A justificativa para não pagar ao Corinthians era justamente essa. O Boca não podia enviar dinheiro para o exterior.

Chegou a se cogitar o Corinthians contratar um jogador na Argentina e repassar a dívida para o Boca para amortizar a dívida, mas não deu certo.

Falou-se em amistoso do Boca, no Brasil, com as despesas bancadas pelo time argentino também para tentar diminuir a dívida e nada aconteceu.

Até o papo envolvendo Carlito Tevez que não recebia em dia na agremiação de La Bombonera entrou na pauta, mas nada andou também.

Agora há uma esperança no fim do túnel. O Campeão argentino não terá tantas desculpas para não pagar o Corinthians e se não pagar a Corte Arbitral da Fifa será o único caminho para o Corinthians.

Eliminar o Boca, a opção justa pra Conmebol

Leia o post original por Antero Greco

A Libertadores tem um folclore em torno de si, feito de duelos homéricos, picardia, artimanhas, garra, suor e catimba. Além de técnica, que consagrou tantos campeões continentais que deveriam faturaram também o Mundial. Há características peculiares à América do Sul que, para o bem ou para o mal, lhe são próprias e não cabe comparação com a Europa. Cada um tem suas qualidades e defeitos.

Violência, porém, é violência e condenável em qualquer parte do globo. E o que se viu, na noite de quinta-feira em Buenos Aires, foi comportamento incorreto, desmedido e covarde de parte da torcida do Boca com jogadores do River Plate. Atitude indefensável.

O fanatismo e a falta de civilidade de alguns extrapolaram a decência, colocaram em risco a integridade dos rivais e, por extensão, dos jogadores da própria equipe. Ao jogaram gás pimenta, ou no mínimo ao tentarem agredir os jogadores do River no túnel para os vestiários, por tabela atingiram seus astros. Foram idiotas e além de tudo burros.

Não havia como continuar o jogo. Agora, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) tem uma saída, apenas, se não quiser perder o mínimo de moral que tem: eliminar o Boca da competição. Uma pena, porque se trata de concorrente forte, com camisa de peso, história e qualidade. Mas, pelo fato de o jogo ser em seu estádio e apenas com sua torcida, é mais do que responsável por tudo o que aconteceu. É preciso acabar com o papo de que, “por causa de alguns, todos sofrem”. Os baderneiros são conhecidos; o Boca tem culpa no cartório.

Não adianta a Conmebol amenizar, tem de pegar pesado. Vá lá que deu prazo para a defesa, como é de praxe, mas não pode passar batido. Caso contrário, a bagunça por aqui nunca vai acabar. E continuaremos a ser vistos como vândalos, além de cenas como as de quinta, em La Bombonera, se repetirão como se fossem coisa normal, “do futebol”.

 

Pobre, desorganizado e violento futebol sul-americano

Leia o post original por Odir Cunha

O futebol sul-americano nunca foi um exemplo de organização e jogo limpo. Destruída pela II Guerra, a Europa demorou para reencontrar seu caminho e, por um período que se estendeu até o começo da década de 1970, os clubes sul-americanos puderam rivalizar com os europeus. Depois, as diferenças foram se tornando cada vez mais evidentes. O que se viu ontem em La Bombonera, em que torcedores do Boca Juniors aspergiram spray de pimenta nos jogadores do River Plate que voltavam para o segundo tempo, paralisando a partida por duas horas e provocando o eu adiamento, foi retrato da falência de um esporte, de uma confederação e de uma civilização.

Em qualquer país decente do mundo, do primeiro mundo do futebol, em que regulamentos esportivos e regras de convivência humana são respeitadas, o Boca Juniors deveria perder os pontos, mas a Conmebol é uma entidade política, com dirigentes mais interessados em aproveitar as benesses dos cargos do que criar competições justas e seguras.

Além do mais, lá, como aqui, o Boca é o time “da massa”, o que dá votos, ao qual tudo é permitido. A Conmebol não terá coragem de aplicar suas próprias regras e o segundo tempo deverá ser jogado amanhã, no campo do Racing. Vergonha para um país e para um continente que gosta de trapaças.

“Trampas” era como se chamavam essas tramóias dos times da casa para ganhar os jogos na Libertadores. Se ontem, com transmissão para o mundo todo, os jogadores do River foram agredidos impunemente e se a polícia não interferiu para evitar as ameaças e o vandalismo que durou horas, é fácil imaginar o que passavam os visitantes nos jogos da Libertadores nos anos 60 e 70, quando não havia tevê direta e todo o tipo de sujeira era utilizada para trazer a vitória.

O grande líder Zito me disse que em La Bombonra, com o pretexto de arrumar a fila de jogadores, antes de entrarem em campo, a polícia batia com os cassetetes nas pernas dos santistas, dando uma amostra do que viria. Havia um time, o Estudiantes, que estudava até detalhes íntimos dos adversários para usá-los em campo. Assim, na disputa do Mundial, um jogador da Internazionale que tinha acabado de se separar a mulher, foi chamado de corno o jogo todo, até que perdeu a cabeça.

Em Montevidéu, o Peñarol tinha um jogador, o atacante Sasía, especializado em jogar terra nos olhos dos goleiros na hora de um escanteio, ou uma cobrança de falta. Fez isso na final do Mundial de 1961, contra o Benfica, e voltou a fazer contra o Santos, na final da Libertadores de 1962. Um dos gols uruguaios na Vila Belmiro foi assim.

Mas o Santos também não era nada bonzinho. Nesse jogo de 1962 o juiz Carlos Robles quis paralisar a partida por falta de segurança, mas no vestiário um dirigente do Santos encostou um revólver no peito dele e fez com que terminasse o jogo. Na sequência, o Santos empatou em 3 a 3 e deu a volta olímpica como campeão, mas na súmula Robles já tinha escrito que dera sequência à partida para salvar sua vida.

O que se viu ontem em La Bombonera foi uma imagem que, infelizmente, retrata o pobre, desorganizado e violento futebol sul-americano, em que o time da casa ainda tenta ganhar no grito, com a subserviência das autoridades. Algo próprio dos países sem uma verdadeira democracia, liderados por caudilhos demagogos que usam as crenças e as paixões mais rasteiras do povo a seu favor.

E o pior é que ao olhar a torcida que fez questão de permanecer no estádio, ameaçando os jogadores do River e atirando garrafas em campo, percebia-se que eram pessoas da classe média argentina, senhores, idosos, que deveriam ter um senso de civilidade um pouco mais desenvolvido.

Em pensar que nesta mesma semana vimos as semifinais da Liga dos Campeões da Europa, com os times de casa – Bayern e Real Madrid – eliminados diante de suas torcidas, sem que ninguém fosse ferido e não houvesse nenhuma destruição. Infelizmente, não se trata apenas de futebol. Além de uma confederação, eles têm uma civilização melhor.

O nosso Santos, trapaceando em 1962, na Vila:

O título, contra tudo e contra todos, em La Bombonera:

E pra você, por que o futebol sul-americano ficou tão pra trás do europeu?


Na “La Bombonera Mineira”, Galo vence bem o apático São Paulo e confirma favoritismo para o título da Libertadores!!! Ainda sem contar com “Apito Amigo”, o Fluminense fez três pontos fora de casa!!!

Leia o post original por miltonneves

Na “La Bombonera Mineira” não tem pra ninguém!

O Galo começou a Libertadores de 2013 com o pé direito.

Azar do São Paulo, time dos jogadores mais educados do futebol.

E do cavalheiro Rogério Ceni.

Depois de servir água fresca ao genial Ronaldinho Gaúcho, o goleiro viu sua zaga desmoronar diante da “malandragem” atleticana.

Gol de Jô.

E na segunda etapa, o golpe de misericórdia: Ronaldinho vai ao fundo e cruza na cabeça de Réver.

Festa na “Bomboneira Mineira”.

Jogando em casa, o Atlético fez melhor que o já banguela Boca e está, mais do que nunca, no caminho do título!

E o Fluminense passou sufoco na Venezuela, mas conseguiu sua primeira vitória no torneio.

Fora de casa, o time de Abel Braga contou com o sempre mortal Fred.

Que mesmo “velhinho” ainda dá trabalho.

Mas é muito cedo para apontar o Flu como favorito.

E o Tricolor tem alguma chance na competição?

Torcida atleticana, deixe sua demonstração de felicidade com o iminente título da Libertadores!

Opine!

Brasil ganha da Argentina nos pênaltis. Jogo só teve luz nos minutos finais

Leia o post original por Quartarollo

fred

fredO Brasil especulou bastante o empate de 0 x 0 para ficar com o título de bicampeão do Superclássico das Américas contra a Argentina, em Buenos Aires. Parece que o apagão do jogo que não aconteceu em Resistência se estendeu … Continuar lendo