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Para Neymar pai, Comitê Gestor do Santos agiu contra DIS

Leia o post original por Milton Neves

Ontem fiquei no restaurante “Rancho Português” em São Paulo por nove horas, entre às quatro da tarde e uma da manhã desta sexta-feira.

Foram reuniões em separado, com os advogados Sergei Cobra Arbex e Carlos Fernando Neves Amorim e com a diretoria do UOL.

Entre a segunda e terceira reunião recebi uma ligação de Neymar pai pedindo: “se possível preciso falar com você só por uns 30 minutos sobre um envelope-bomba que recebi envolvendo a vida de meu filho no Santos FC, você vai se surpreender”, garantiu.

Disse que era só subir a serra e ele chegou quase que ao mesmo tempo dos executivos Ricardo Dutra, Rodrigo Flores, André Vinícius e Régis Andaku da alta direção do UOL.

E Neymar pai chegou “empunhando” um envelope contendo entre 80 e 100 páginas, que você vê abaixo:

Vejam que o “remetente fictício”, de um anônimo bem informado do Peixe, é um misto de “Laor e OdÍlio”, ex-presidentes do Santos FC.

Juntamente com insistentes reclamações que ” eu e meu filho somos perseguidos por todos os lados”, Neymar pai foi abrindo o envelope e, emocionado, bradava que os documentos recebidos de um anônimo eram as provas de que “o Santos FC e seu Comitê Gestor é que articularam para levar meu filho para o Real Madrid e dar um chega pra lá na DIS”, falava, comovido.

Neymar pai exibiu para todos o documento do Dr. Gustavo C. Vieira de Oliveira, que foi no caso, apenas um parecerista profissional.

Mesmo pedindo umas 10 vezes para “xerocar” todo o conteúdo do que ele chama de “a vida íntima do Comitê Gestor do Santos articulando para levar meu filho para o Real Madrid (identificado também nos documentos pela sigla RM)”, Neymar pai só concordava, que as páginas que ele manuseava fossem fotografas por celular.

Assim, com permissão formal de Neymar pai e de seu assessor, o empresário André Cury, fotografei o possível pelo meu celular.

Do meio paro o final, os diretores do UOL também participaram da “Mesa Redonda” de quatro horas que era para ter sido de “30 minutos”.

E lá se foi Neymar pai de volta para a Baixada feliz com o “programa” e com o envelope-revelação que, segundo ele, recebeu de alguém participante da vida íntima do Comitê Gestor do Santos “indignado com as injustiças que a família Neymar vem sofrendo”.

Mesmo insistindo várias vezes para falar com seu filho Neymar, o pai ligando seguidamente, não conseguiu e o craque não quis me atender. Disse-me “ele está ressentido com você e outros”, e não quis me atender pelo seu número XXX XXXXX-7777.

Paciência, mas leiam acima o que deu para captar e sempre repito: “contou pra mim, eu conto mesmo”!

OPINE!!!

O legado de Laor

Leia o post original por Odir Cunha

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A maior conquista da gestão Laor

Em 16 de agosto de 2016, terça-feira passada, morreu, aos 73 anos, o santista Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, também conhecido como Laor, 35º presidente do Santos. Ele estava internado no hospital Albert Einstein para tratamento de um tumor no aparelho digestivo. Laor fez história na direção do clube, conquistando títulos e mudando o modelo de gestão.

Reeleito para o período de 2013 a 2015, renunciou ao cargo em maio de 2014, por problemas de saúde, deixando a presidência para o seu vice, Odílio Rodrigues. Nos quatro anos em que dirigiu o Santos Laor se tornou o presidente mais vitorioso depois de Athié Jorge Cury, com seis títulos no futebol profissional, entre eles a terceira Copa Libertadores, em 2011.

Sob o seu comando o Santos conquistou, ainda, a Copa do Brasil de 2010, a Recopa de 2012 e os Campeonatos Paulistas de 2010, 2011 e 2012. No mesmo período o Alvinegro Praiano angariou três títulos oficiais no futebol feminino, entre eles o da Copa Libertadores de 2010; dois de futsal, destacando-se o da Liga, correspondente ao título brasileiro, além da Copa São Paulo de Futebol Junior de 2013.

Em sua gestão o presidente passou a dividir as decisões com um Comitê Gestor formado por santistas influentes. Essa parceria proporcionou a contratação, por empréstimo, do ídolo Robinho, junto ao Manchester City, da Inglaterra, e também permitiu segurar Neymar quando todos já davam certa a ida do jovem craque para o Chelsea, também inglês.

Com departamentos de marketing e comunicação atuantes, durante a gestão de Laor o Santos conseguiu bons patrocinadores, elevou o número de associados do clube para mais de 60 mil e manteve o Santos em evidência usando não só a grande imprensa, mas os recursos da Internet, como o Youtube e outras ferramentas da mídia social.

Confiante, otimista e ótimo com as palavras, Luis Álvaro melhorou o autoestima dos santistas. Para explicar porque os ingressos dos jogos do Santos eram mais caros, comparou o Cirque du Soleil com um circo de bairro, e para justificar a predileção divina pelo Santos, disse que não foi por acaso que Jesus multiplicou os Peixes, em vez de multiplicar porcos, gambás e outros animais.

Em sua campanha disse que não aceitaria a reeleição, mas mudou de ideia e foi reeleito com 87% dos votos. Pouco mais de um ano depois, adoentado, cedeu o cargo para Odílio Rodrigues, que não conseguiu fazer uma boa gestão e cometeu a imprudência de pedir R$ 40 milhões emprestados para contratar Leandro Damião, um ônus que atrapalha o Santos até hoje.

Conheci Luis Álvaro Ribeiro em dois lançamentos de livros meus: Donos da Terra e Pedrinho escolheu um time. Tive uma boa impressão dele. Ao ser eleito, fez uma administração de boa a ótima em 2010 e 2011. Após reeleito, porém, tornou-se mais individualista e cometeu alguns pecados, como o amistoso em que o Santos foi goleado pelo Barcelona por 8 a 0, a nebulosa venda de Neymar para o clube catalão, o apoio a Andres Sanchez para a falência do Clube dos Treze e, como entendia pouco de futebol, a renovação de contrato do técnico Muricy Ramalho e de jogadores que já tinham encerrado o seu ciclo no Santos.

De um modo geral, porém, Laor foi um presidente que deixou a sua marca na história do clube. Mesmo nascido em Santos e neto de um presidente do clube, o médico legista Álvaro de Oliveira Ribeiro, ele soube administrar o Santos com uma visão universalista, atraindo associados do país inteiro e fortalecendo a imagem nacional e internacional do Alvinegro Praiano.

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E para você, o que Laor representou para o Santos?


As diferenças entre Havelange e Laor

Leia o post original por Perrone

Nesta terça morreram João Havelange e Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor. Entrevistei pouco o ex-presidente da Fifa, mas muito o ex-mandatário do Santos.

João era de respostas curtas e grossas, exalava mau humor em seus contatos com a imprensa. Luís era capaz levar dez minutos respondendo a uma questão com seu jeito bonachão. Não me lembro de uma só entrevista com ele na qual não tenha ouvido histórias sobre Pelé. Quase sempre atendia ao telefone. Já Havelange era blindado por uma secretária. Certa vez, ela me fez enviar um fax com pedido de entrevista. Semanas depois, recebi pelo correio uma carta com uma educada explicação de que o ex-cartolão da Fifa não falaria.

Laor gostava de falar de como convenceu Neymar a renovar contrato com o Santos. Dizia que seduziu o atacante até com a promessa de arrumar um modelo de passeio da Ferrari emprestado para o jovem em início de carreira pilotar em Interlagos. Rasgava o verbo quando estava irritado com alguém, como fez ao me responder sobre seu relacionamento com Neymar pai.

Havelange foi mais discreto quando arranquei algumas palavras dele durante a Copa da Alemanha, em 2006, e estava incomodado com presidente do Brasil. “Pergunte ao senhor Lula”, disse ele rangendo os dentes sobre se o Mundial de 2014 seria em solo brasileiro.

João pode ser considerado um dos fundadores de um estilo de administrar futebol que sobrevive até hoje, com cartolas que se perpetuam no poder graças aos benefícios dados aos que os elegem, não são transparentes e fazem fortuna.

Laor assumiu a presidência do Santos prometendo ser diferente. Pregou a gestão profissional, se apresentou como o mais promissor protótipo do cartola moderno, mas não promoveu a revolução alardeada. Seu modelo de gerir o clube baseado num comitê de gestão emperrou por conta da demora na tomada de decisões e das divergências entre seus membros. Em maio de 2014, enfrentando uma oposição que queria afastar o presidente, Laor renunciou à presidência do Santos por problemas de saúde. Como parte de seu legado, deixou a polêmica transferência de Neymar, fonte inesgotável de ações na Justiça e investigações. Morreu sem ver como vai terminar essa história. Assim como Havelange partiu sem assistir ao fim do desbotado estilo de cartolagem que é a cara dele. Um jeito que agoniza, mas sobrevive e tem em Marco Polo Del Nero seu principal expoente no Brasil.

Futebol chinês é tão indispensável quanto cinzeiro na moto

Leia o post original por Milton Neves

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Foto: UOL

Sim, é o tal “pé de meia”.

“Vou para a China que nunca mais fico pobre”, é o lema dos boleiros de hoje.

Sei disso.

Mas sei não.

Tecnicamente correm sério risco de empobrecimento.

A China é boa para os treinadores, aqueles que são como dono de sauna: “vivem do suor alheio”.

Com ou sem mercado por aqui, eles também descobriram o novo Eldorado.

Só que alguns boleiros voltarão mais cedo “porque a família não se adaptou”.

Um retorno tipo brasileiro devolvendo casa e apartamento em Orlando e Miami pela força da atual goleada do dólar no real.

Lá nos EUA, o país líder também no crédito, tudo parece tão simples e fácil de comprar.

Mas você precisa em seu país ter base, estrutura e disponibilidade financeiras para se precaver.

Sem isso, tem muito “brazuca” atualmente perdendo a entrada e devolvendo o seu imóvel comprado na planta na Flórida.

Sugiro, mais uma vez quando de compras, o lema-padrão de meus amigos judeus: “Nada de prazo, prazo não presta porque prazo vence! Exija desconto!”.

Mas está rolando sim muito dinheiro na rica China.

Só que a bola dos chineses sempre será murcha.

Se mudar, será lá pelos anos 2.824 ou 2.917.

Jogasse ou treinasse, também iria, deixemos de hipocrisia.

Mas, talvez, numa daquela do sujeito que tinha uma espingarda de cano torto “para matar veado além da curva”, no velho jargão do mato, tenho um outro prisma de olhar para este tsunami chinês no futebol brasileiro.

Jogadores e treinadores ricos de repente e dirigentes esportivos brasileiros tão pobres na competência!

Sim, esse é o legado chinês que escancarou a verdade de nosso futebol: bom no campo e arcaico na direção.

Ficou claro, na prática, o tanto que o cartola brasileiro está desantenado com o futebol moderno e profissional mundo afora.

Com multas contratuais baixas, talvez por força do pagamento de salários proporcionais, dirigentes como Roberto de Andrade do Corinthians foram pegos no contrapé.

Desde Pedro Álvares Cabral que a imprensa critica os políticos de todos os cleros e os cartolas esportivos.

Mas agora, com os chineses invadindo o Brasil, eles estão a descoberto e sendo fulminados pelo lema dos “comunistas financeiros” de Pequim: “Se a multa é baixa, a gente leva!”.

Acordem, cartolas!

Vamos fazer Madureza, Mobral Esportivo ou aprendizado a distância, cartolas brasileiros!

Fossem profissionais e não simplórios ou deslumbrados, mesmo apaixonados, Dinamite, Eurico, Laor, Odílio, Patrícia Amorim, Mário Gobbi, Carlos Miguel Aidar e outros teriam produzido muito mais à frente de seus clubes de coração.

Agora é se reciclar e não ser pego mais de calças curtas.

Afinal, não é todo mundo que tem a grana verde de Paulo Nobre, que compra quem quer e não vende ninguém.

Nem para a China, o cemitério da bola!

Mas, quando a bolha chinesa passar, não fará falta.

Como cinzeiro a bordo nas motocicletas do mundo.

OPINE!!!

Qual time grande ou ex-grandão do Brasil é o “mais quebrado”?

Leia o post original por Milton Neves

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“É, torcida brasileira, a coisa tá feia”, diria Fiori Gigliotti.

O maior de todos, para mim, o São Paulo FC, vem “brilhando” no noticiário dos devedores.

Ou dos maus pagadores?

O empresário do distante Jorginho Paulista (?!?!?!?!) recebeu mais de R$ 1 milhão, na marra, na Justiça.

Pato levou o clube ao Poder Judiciário do trabalho e depois recuou.

O Orlando City, time ainda usando fraldas, aciona o tradicional clube brasileiro por dívidas pelo empréstimo de Kaká.

Lúcio também ganhou via Justiça e Luis Fabiano tem dinheiro a receber.

Enfim, é muito pepino.

Sem falar em atrasos pontuais de pagamento envolvendo quase todo mundo do atual elenco.

Mas quem não está atrasando?

Ou empurrando com a barriga?

O Santos FC, coitado, deverá ou poderá ser castigado como nas “10 pragas do Egito”, exagerando “um pouquinho”.

Foi o que Yahweh, Deus israelita, enviou pelas mãos de Moisés sobre os “faraós” Laor e Odílio para o Santos ser libertado de seus infelizes ex-condutores, como os hebreus do Egito.

Eles saíram muito tarde, mas deixaram terra arrasada, por incompetência, não por desonestidade, entendo.

E o Corinthians?

Xiiiii…

O tão sonhado estádio mosqueteiro virou um belo presente de grego.

E olha que grego não anda dando nada de bom para ninguém e nem pagando suas contas.

Emprestar para a Grécia é o mesmo que dar milho para bode: não há o que chegue!

E a chegada da desnecessária, inacabada e faraônica “monumental” Arena Itaquera, goleada em tudo pelo Allianz Parque, virou mesmo um belo “Cavalo de Tróia” introduzido nas hostes alvinegras.

É dívida para todo lado e falta de dinheiro para o time.

E jogador de futebol sem dinheiro é como peixe fora d’água.

Mas, enquanto Inter, Grêmio, Vasco (esse então…), Botafogo (esse entãoooooo…), Flamengo (como pode?) Fluminense sem Unimed, Galo, Cruzeiro, Bahia e Coritiba também devem bastante, temos (ufaaaaa…) um grande clube no azul.

Ou melhor, no verde!

É o Palmeiras do mecenas Paulo Nobre.

Presidente-torcedor fanático como foram o empresário Vicente Matheus no Corinthians e o rico Humberto D’ABronzo no XV de Piracicaba, Paulo Nobre oferece do bolso o que nenhum clube brasileiro tem: dinheiro, muito dinheiro!

E injeta o que é, foi e o que for preciso para seu time voltar ao passado tão brilhante.

E agora está conseguindo, após tanto chute errado e tanta má sorte também.

É o cartola mais apaixonado pelo seu clube que temos hoje no Brasil.

Mas seria bom pagar logo Antenor Angeloni, do Criciúma, outro presidente-torcedor, e dar um jeito de indenizar o “bobinho” do conselheiro Furlan “Valdivia”.

E creiam: a boa MP de dona Dilma só vai pagar o almoço porque a janta seguirá sem comida à mesa.

É tudo time grego: pega emprestado e não paga.

Os cartolas brasileiros não conhecem mesmo a velha máxima dos judeus Jacó, Levi, Israel, Naum e Moisés: “Prazo não presta, porque prazo vence”!

Opine!!!

Bomba! Justiça espanhola acaba de aceitar ação penal contra envolvidos na transferência de Neymar por corrupção privada e fraude e sob a forma de contrato simulado! A queixa da empresa DIS se estende ao Barcelona, a Neymar Jr., a Neymar pai, a Rosell, a Bartomeu, ao Santos FC, a Laor e a Odílio! Dona Nadine só será testemunha!

Leia o post original por Milton Neves

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E a “Novela Neymar” vai ganhando capítulos cada vez mais constrangedores.

De acordo com a imprensa local, a Justiça espanhola aceitou ação penal contra os envolvidos na transferência do craque brasileiro ao Barcelona, em 2013, por corrupção privada e fraude e sob a forma de contrato simulado.

A queixa, feita pela empresa DIS, se estende ao Barcelona, ao Santos, a Laor, a Odílio, a Neymar Jr., a Neymar Pai, a Rosell e a Bartomeu.

O clube espanhol ainda responderá por crimes fiscais e propriedade indevida.

Dona Nadine, mãe do jogador, será apenas testemunha.

Wagner Ribeiro também…

E o Santos, que também vai responder na Justiça por conta de eventuais omissões de seus antigos mandatários, também deveria correr atrás de seus direitos judicialmente.

Mas a atual diretoria já foi à Fifa também reclamando dos valores desta nebulosa transferência.

Afinal, o clube da Baixada também foi MUITO lesado nesta história toda.

Agora, meus amigos, a tendência é que o cheiro desse caso vá piorando cada dia mais…

Opine!

Grupo depositava dinheiro em nome de Laor enquanto ele presidia Santos

Leia o post original por Perrone

 

Em novembro, durante entrevista ao diário “Lance!”, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro disse: “Nunca recebi dinheiro direta ou indiretamente”. Ele negava que tivesse pedido a seus aliados salário para presidir o Santos. No entanto, nesta quinta-feira, o blog obteve com exclusividade documentos que mostram transferências bancárias feitas pelo Associação Movimento Resgate Santista para Laor entre 2010 e 2011. Nesse período, ele ocupava a presidência do clube.

Extratos de uma conta do grupo político no Banco Real-Santander mostram que em pelo menos cinco meses entre 2010 e 2011 a associação depositou cerca 25 mil mensais numa conta identificada com o nome de Luis Alvaro.

O ex-drigiente, porém, nega o recebimento. Ao blog, ele levantou a suspeita de uma armação para prejudicar Fernando Silva, ex-integrante da Resgate, como Laor, e que é um dos candidatos de oposição à presidência.

“Nunca recebi nada para dirigir o Santos, a Resgate nunca fez depósitos para mim”, afirmou Laor. Ao ser informado de que o blog teve acesso aos comprovantes das transferências, ele sugeriu o complô. “Enquanto fui presidente nomeei um procurador. Eu não mexia nas minhas contas. Não prova nada existirem depósitos em meu nome. Se alguém quiser prejudicar o Papa, por exemplo, vai lá e faz um depósito na conta dele. Sua santidade nem deve mexer nas contas dela porque tem coisas mais importantes para fazer, como o presidente do Santos”.

Mas Laor disse que teve outro tipo de ajuda da seus aliados na Vila Belmiro. “Como ia ficar em tempo integral no clube, pedi que eles me ajudassem arrumando trabalho para a minha empresa. Eles arrumaram. Acho estranho isso aparecer às vésperas da eleição, qualquer um pode ter feito isso para me prejudicar e prejudicar o Fernando Silva”, declarou o ex-cartola. O ex-presidente apoia Silva na eleição deste sábado.

Durante a gestão de Luis Alvaro, conselheiros do clube afirmavam que ele recebia uma remuneração da Resgate para poder se dedicar integralmente ao clube. Aliás, essa é uma das discussões que embalam a disputa eleitoral. Existe uma corrente que defende que o presidente precisa estar com a vida ganha para poder se dedicar ao clube, pois o cargo não é remunerado.

Os documentos obtidos pelo blog mostram três transferências em fevereiro de 2010. Somadas, elas chegam a R$ 24.999,99. No mês seguinte, R$ 25 mil foram transferidos em duas operações de R$ 10 mil e outra de R$ 5 mil. Nos dias 1º e 6 de abril foram realizadas pela resgate duas Teds (Transferência Eletrônica Disponível) de R$ 18.000 e R$ 7.000 (R$ 25 mil no total) para conta identificada como sendo de Luis Alvaro.

Em março de 2011, no extrato da mesma conta da Resgate, Laor aparece como beneficiário de transferências de R$ 18.250, no dia 4, e de R$ 6.750, no dia 14. Elas foram registradas como comprovante de pagamento e, somadas, também atingem R$ 25 mil. Nos dias 6 e 11 de abril transferências nos mesmos valores se repetem para conta anotada com o nome de Laor.

Os documentos obtidos pelo blog mostram ainda que entre janeiro de 2010 e maio de 2011 a Resgate fez outras dez operações que resultaram em transferências mensais no valor de R$ 25 mil para uma conta que não tem seu dono identificado.

Mensalidade

Os extratos indicam ainda que os membros da Resgate faziam contribuições mensais para o grupo político, que se esfacelou durante a administração de Laor e hoje apoia o oposicionista Orlando Rollo.

Entre os comprovantes de contribuição, aparecem membros do grupo que viraram funcionários do clube e pagavam os valores mais altos da relação obtida pelo blog: R$ 300 reais cada. São os casos do agora candidato Fernando Silva, que na ocasião era gerente de futebol do clube, Fábio Gonzalez, à época gerente jurídico, e Luiz Fernando Vela, que ocupava o posto de diretor de patrimônio do Santos.

“Sempre fiz as contribuições. Não era uma obrigação. Se não fizesse você não perdia nenhum direito. Existiam várias faixas e sempre optei pelo valor mais alto, mesmo antes de ser gerente. É um absurdo imaginar que porque era remunerado no clube tinha que dar dinheiro para o grupo pagar alguém. E nunca ouvi falar sobre remuneração para o Laor”, disse Gonzalez.

“As doações, como em qualquer associação, tinham como objetivo mantê-la viva. Minhas contribuições foram as mesmas de sempre [R$ 300}. Não posso falar pelos demais”, disse Fernando Silva.

O candidato também afirmou desconhecer pagamentos a Laor. “Mesmo porque jamais tive qualquer cargo diretivo na Resgate”, disse. Indagado se, caso vença a eleição, cogita encontrar uma fórmula para remunerar o presidente indiretamente, já que o estatuto não permite pagamento de salário, Silva afirmou: “Se for verdade [que Laor recebeu ajuda da Resgate], é algo condenável. Certamente não será uma prática da nossa gestão”. Assim como Laor, ele não tem mais vínculo com o grupo político.

Tanto os depósitos em nome de Laor quanto as contribuições feitas por funcionários do Santos ao grupo político não constituem ilegalidade ou ato lesivo ao clube.

O blog telefonou para Fabio Viana, atual presidente da Resgate, mas ele não atendeu ao celular.

Veja abaixo os documentos que mostram transferências da Resgate para conta identificada como sendo de Laor.

 

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Ex-diretor do Santos rebate crítica de Laor

Leia o post original por Perrone

Em novo round na guerra política do Santos, Pedro Luiz Nunes Conceição, ex-diretor de futebol do clube, disparou e-mail para conselheiros respondendo a críticas que sofreu recentemente. Elas foram feitas por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, ex-presidente santista, em programa da ESPN.

Laor afirmara que o diretor de futebol do clube entre 2010 e 2011 (Conceição) não entendia nem 1% de futebol.

No texto remetido a conselheiros, Conceição diz que o ex-presidente era adepto do caos administrativo, pois não exigia respeito à hierarquia, era apaixonado pelos holofotes e intolerante a críticas. Afirma também que Laor adota a filosofia do “Eu ganhei, nós empatamos, eles perderam!”.

Luiz Alvaro apoia Fernando Silva, um dos candidatos de oposição à presidência do clube na eleição de 6 de dezembro. Por sua vez, Conceição está com empresário Nabil Khaznadar, candidato da chapa situacionista, “Avança, Santos”.

O blog telefonou para Laor, mas a pessoa que Em novo round na guerra política do Santos, Pedro Luiz Nunes Conceição, ex-diretor de futebol do clube, disparou e-mail para conselheiros respondendo a críticas que sofreu recentemente. Elas foram feitas por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, ex-presidente santista, em programa da ESPN.

Laor afirmara que o diretor de futebol do clube entre 2010 e 2011 (Conceição) não entendia nem 1% de futebol. No texto remetido a conselheirosatendeu seu ceuluar disse que eles estava em consulta médica.

Leia na íntegra a mensagem de Conceição com críticas ao ex-presidente.

“Eu ganhei, nós empatamos, eles perderam!

 Já ouvi, assim como o leitor, muitas histórias do futebol que acabam se tornando folclóricas, verdadeiras ou não. Uma delas versa sobre um técnico renomado, já falecido, que sempre assumia a responsabilidade das vitórias, dividia com os atletas os empates e jogava para seus comandados e/ou comandantes toda a responsabilidade sobre as derrotas. Por uma questão de respeito, já que o suposto já não está mais entre nós e não poderá defender-se, não vou citar seu nome.

Diferentemente das histórias do futebol, há os fatos e as suas testemunhas. Vou citar alguns fatos, do qual sou apenas uma das testemunhas oculares.

O mercado é o mesmo, o do futebol. As circunstâncias também, o personagem fica somente com o bônus, jogando o ônus para os outros. O personagem, além de estar vivíssimo, não é técnico, mas sim um ex-dirigente, que reprova a sua própria gestão. Parece um ato de humildade mas, como veremos, está longe disso.

Ele comandou um dos maiores clubes de futebol do mundo durante 2 gestões que, somadas, lhe garantiram 5 anos (60 meses) à frente dos destinos deste clube. Por motivos de saúde, licenciou-se em agosto de 2013, após cumprir 3 anos e 8 meses, ou seja, 44 meses ou 73% dos seus mandatos. Renunciou em julho de 2014, portanto, faltando cumprir apenas 5 meses.

Conhecido pela sua eloquência, por vezes conseguiu envolver seus ouvintes pela capacidadecriativa em multiplicar por dez a importância dos feitos realizados e em minimizar as consequências dos erros cometidos. Aos mais próximos, na vivência do dia a dia, mostrava-se cada vez mais intolerante com as críticas e apaixonado pelos holofotes. A quem ousou criticá-lo, ainda que de maneira transparente, respeitosa e reservada, o destino era o isolamento.

Adepto do caos administrativo, pois não exigia de nenhum dos profissionais sob o seu comando o respeito à hierarquia aos seus superiores, sempre dependendo da simpatia pessoal que nutria pelas pessoas, nunca cansou de conjugar todos os verbos na primeira pessoa: “Eu fiz, eu consegui, eu decidi, eu ganhei”…

Cego com o aparelhamento imposto à gestão por Parte do grupo político, no primeiro mandato de 2 anos, não se rendeu às evidências de que o desaparelhamento era necessário, até mesmo fundamental para o segundo e último mandato, este de 3 anos.

Hoje, 14 meses após o seu afastamento, 5 meses após a sua renúncia e às vésperas da eleição que ocorrerá no dia 06 de dezembro próximo, ele mais uma vez não resiste aos holofotes, reaparece em alto estilo, porém, de forma deselegante, traiçoeira e, desculpem, pouco inteligente: criticando a sua própria gestão.

Não sei dizer se é trágico, se é cômico, pois o seu retorno se dá para apoiar um candidato da oposição, que foi apenas um consultor de futebol do clube, por sinal muito bem remunerado, mas que se auto intitula diretamente responsável pelo sucesso do futebol do

Parece que o “eu ganhei, nós empatamos, eles perderam” continua a fazer seguidores. Neste caso, o cômico é que o ex dirigente que presidiu o clube de 2010 à agosto de 2013, defendeu em janeiro de 2012 que não se renovasse o contrato deste mesmo consultor de futebol, alegando razões inconfessáveis, no que foi seguido por todos os seus pares do Comitê de Gestão, por unanimidade.

Cômica também foi a recente aparição no programa Bola da Vez, na ESPN Brasil (olha os holofotes aí de novo, pessoal), ao afirmar que o “chefe” do consultor de futebol em 2010 e 2011 não entendia 1% (um por cento) de futebol.

Este ex dirigente, ultimamente adquiriu um olhar estranho. Dizem que os olhos são o espelho da alma. Se é assim, pode-se supor que sua doença foi além do coração e dos pulmões, cujas debilidades levaram-no primeiramente a licenciar-se e, em seguida, a renunciar ao cargo. Apesar de nossas divergências, que se agravaram no segundo mandato, sinceramente eu preferia que não tivesse sido assim. Desejaria que o ex-presidente não tivesse adoecido.

Agora, só desejo que sua saúde esteja totalmente restabelecida. A esta altura, por óbvio, todos já sabem que o ex dirigente e ex presidente ao qual me refiro

é o Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, mais conhecido como Laor. O consultor de futebol, hoje candidato, que se diz conhecedor de futebol, antes de ser consultor no Santos F.C. exerceu a mesma atividade no Santa Cruz do Recife, quando o clube estava na 4a divisão do futebol brasileiro. Depois de ser consultor no Santos F.C., apesar de entender muito de futebol, segundo ele e seu principal apoiador, passou a ser consultor no Monte Azul, da 4a divisão do futebol paulista.

Parece que o mercado do futebol ainda não descobriu o enorme talento deste consultor,apesar de ter sido o responsável , mais uma vez segundo ele próprio e seu principal apoiador, pelos títulos conquistados no Santos Futebol Clube em 2010 e 2011. A esta altura, por óbvio também, todos já sabem que o consultor e hoje candidato ao qual me refiro é o Fernando Silva.

Agora o trágico: não tendo o seu contrato de consultor remunerado renovado com o clube,Fernando Silva retornou ao seu lugar no Conselho Deliberativo, do qual estava licenciado. Foi o primeiro a puxar a fila do desaparelhamento político do clube. Com o passar do tempo, apesar da resistência de Laor, outros também foram desligados para dar sequência ao desaparelhamento. Como todos eram conselheiros licenciados, também retornaram aos seus lugares e no início deste ano de 2014 reprovaram as contas do clube de 2013. Logo eles, pagos religiosamente pelo clube com polpudos salários, juntamente com Fernando Silva, todos votaram pela reprovação das contas da gestão de Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, ele. Agora preciso revelar o que talvez não seja tão óbvio quanto a menção que fiz ao expresidente e ao atual candidato. O “chefe” do consultor de futebol ao qual o Laor se referiu no programa da ESPN, era em 2010 e 2011 o Diretor de Futebol do Clube, por coincidência eu mesmo, o que assina este texto.

Prefiro continuar sem conhecer nem 1% de futebol, do que ser um expert e o mercado não reconhecer as minhas qualidades, exceção feita a alguns clubes da 4a divisão. Mas posso garantir-lhes que com mão de ferro, como comandante de um grupo de trabalho coeso, do qual o já citado consultor de futebol fazia parte, GANHAMOS títulos inesquecíveis

Sem tragédia nem comédia, a vida e os fatos comprovam que certas pessoas só ganham algum destaque quando bem comandadas. Quando precisam comandar, demonstram não estar preparadas para a responsabilidade. É o caso de Fernando Silva. A vida e os fatos,  da mesma forma, nos ensinam que alguns valores pouco nobres são capazes de produzir cegueira assustadora. Como no caso do Luis Alvaro. O leitor agora, ouvidas todas as partes, poderá tirar suas próprias conclusões.

Saudações Alvinegras Santistas!

Pedro Luiz Nunes Conceição

(empresário, sócio do SFC há 36 anos, conselheiro do clube em 3 mandatos, diretor de futebol )

2010/2011 e membro do Comitê de Gestão de 2012 até agosto de 2013)

Pangaré? Damião dá bela resposta a Laor ao marcar gol da vitória santista sobre o Bahia. E o Peixe colou no G4, hein? Flu e Galo ficam no zero no Maracanã; e o Internacional é humilhado pela Chapecoense! Será que Abel resistirá?

Leia o post original por Milton Neves

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Foto: Ricardo Nogueira/Folhapress / Retirada do portal UOL

Santos 1 x 0 Bahia

Falar mal de centroavante goleador, mesmo que ele esteja em má fase, não é uma boa ideia.

Afinal, no jogo seguinte, ele pode calar a sua boca ao marcar o gol da vitória da equipe.

Foi o que aconteceu nesta semana.

Na quarta-feira, foi divulgada uma entrevista em que Luis Álvaro, ex-presidente do Santos, classificou Leandro Damião como “Pangaré”.

Ora, como se o jogador tivesse culpa pelo absurdo valor que a diretoria do clube da Vila pagou por seus direitos.

Pois bem, hoje, quinta-feira, Damião mandou belo cala boca a Laor, ao anotar o único tento da vitória santista sobre o Bahia.

Neste caso, o velho ditado que sempre usamos em Muzambinho cabe perfeitamente: “Quem fala demais dá bom dia a cavalo”.

Não é?

E até por isso hoje eu nem vou comentar sobre a vergonhosa venda de Neymar, viu, Laor?

Enfim, para falarmos de coisa boa, com o triunfo o Peixe foi a 42 pontos e colou no G4 do Brasileirão.

Será que ainda dá?

Já o meu também querido Bahia caiu três colocações e está no limite do Z4.

Mas não vai cair, não! Anotem!

Fluminense 0 x 0 Atlético-MG

No Maracanã, Fluminense e Atlético-MG fizeram um joguinho meia boca que, claro, terminou em 0 a 0.

Incrível como ambas as equipes “travaram” nas duas últimas rodadas, né?

É bom que não durmam, pois a briga pelo G4 está pegando fogo!

Chapecoense 5 x 0 Internacional

Na Arena Condá, em Chapecó, um dos resultados mais inacreditáveis da temporada.

Chapecoense um, dois, três, quatro, cinco, Internacional nada, como diria o meu grande amigo Roberto Avallone.

O que será que deu no Colorado, hein?

Pelo visto, Abelão não resistirá no cargo.

Caso ele realmente caia, quem deve assumir o lugar dele?

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Opine!

Na saída, Laor diz que dinheiro do Barça atrapalhou Neymar no Mundial

Leia o post original por Perrone

Um dia após renunciar à presidência do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, concedeu entrevista por telefone ao blog. Falou sobre sua administração e disse que o fato de Neymar já ter negociado com o Barcelona antes em 2011, antes da final do Mundial de Clubes, vencida pelo time catalão, prejudicou o desempenho do atacante.

Procurado, o pai de Neymar, citado várias vezes na entrevista, não retornou a ligação para o blog, que também não conseguiu fazer contato com o jogador. Leia abaixo a entrevista.

Como foi a decisão de renunciar?

Sofri com efeitos colaterais de uma medicação e passei cinquenta dias terríveis sem poder sair do quarto. No último final de semana, os médicos disseram que estava sendo suicida ao imaginar voltar ao Santos após a minha licença, em plena época eleitoral, desaforos, falta de educação. Seria um suicídio. Falaram que eu tinha que me conformar em sair. Saio, mas com sensação de dever cumprido. Sou o segundo presidente que ganhou mais títulos. O primeiro é o Athiê Jorge Coury, mas ele ficou 23 anos e tinha o Pelé. Fiquei três anos e tive seis títulos.

Quais os seus principais acertos?

Ter tido coragem de segurar o Neymar por mais tempo do que normalmente os clubes seguram no Brasil. Foi uma vitória do futebol brasileiro mostrar que, quando queremos, podemos segurar o jogador aqui. Não somos um mercado persa de tráfico humano. O segundo acerto foi a retomada do respeito da torcida, dos jornalistas, da opinião pública pelo salto de qualidade que o Santos deu em termos de elenco e títulos.

E as principais falhas. Do que o senhor se arrepende?

De ter apoiado a reforma do estatuto com a criação do Comitê de Gestão, que é uma aberração em termos administrativos. Ele dilui responsabilidades, mas ela é sempre do presidente. O meu voto valia a mesma coisa que o voto de um cara que chegou ao Santos agora e não  conhece nada, não conhece finanças, futebol e isso é profundamente tumultuante. Aquilo que se pretendia democrático mostrou-se antidemocrático.

Em relação ao Neymar, ao relacionamento com o pai dele… [interrompe]

Foi uma decepção profunda. O que me deixou muito magoado foi a suspeita de que o pai já tinha recebido dinheiro do Barcelona. Isso é uma coisa impensável do ponto de vista ético. Você vai jogar por um time e receber dinheiro do seu adversário na final do Campeonato Mundial? Isso é inaceitável. Então, saio com as relações estremecidas com o pai. Com o filho, não. O filho defendeu o pai, isso é normal. Mas o pai mentiu o tempo todo dizendo que não tinha contrato, não tinha dada de nada, que não tinha grana. E nós acreditamos.

Hoje o senhor tem outra visão sobre a derrota para o Barcelona na final do Mundial?

Tenho outra visão depois que surgiram as suspeitas que vão ser apuradas. Houve apenas uma declaração do pai do Neymar de que já tinha recebido dinheiro do Barcelona em 2011, antes da final. Então, teve um jogo em que o melhor atacante do mundo na minha opinião teve um desempenho medíocre e já teria recebido dinheiro do adversário.

O senhor está seguro que a negociação em andamento com o Barcelona influenciou no desempenho do Neymar?

Estou seguro porque não foi negociação, foi dinheiro recebido.

Isso mexeu com a cabeça dele?

Claramente, a quantidade de dinheiro era muito grande.

O senhor falou com o Neymar pai depois que o caso veio à tona?

Não. Não tive oportunidade, e espero não tê-la mais. Quando tem mentira, jogo de esconde-esconde, é algo muito grave, mostra quem é a pessoa que pretensamente é seu amigo.

O senhor se arrepende do amistoso com o Barcelona em que o Santos foi goleado?

Não, o amistoso era parte de um pacote. Foi combinado e quando você combina não se arrepende.

E se arrepende de ter atendido a muitas exigências do pai do Neymar?

São exigências do pai do Frank Sinatra. O pai do Frank Sinatra deveria fazer exigências absurdas. Como também o pai do Zidane, do Messi. O Neymar passou a ser uma estrela universal. O grande ídolo depois do Pelé foi o Neymar. O pai fica muito a cavaleiro. Se o Barcelona deposita o dinheiro da multa em junho, o Santos não vê um centavo desse dinheiro.  Algumas das exigências foram infantis. Outras pensando naquilo que é o móvel da vida do pai que é dinheiro. Ele só pensa em dinheiro, é fanático por dinheiro. Espero que ele seja feliz. Feliz com o Neymar na Copa. E que Neymar se livre desse vírus da sensação de ser o melhor do mundo. Uma das características que ele [o atacante] tinha era a humildade, o sorriso simpático, a paciência para atender sócios. Espero que ele não perca isso na Europa. Num ninho de cobra, o risco de você virar serpente é muito grande. Isso pode acontecer.

Exigência infantil é pedir passagem de primeira classe e hotel cinco estrelas para acompanhar o filho na seleção?

É. Isso é coisa de quem não tá pensado no mais importante que é a carreira do filho. Está querendo a mordomias de chefe de Estado. E levando assessores pagos pelo Santos, o que não é coisa de uma pessoa sensata. É de uma pessoa no mínimo imatura.

O senhor também espera não encontrar mais o Neymar?

Entendo a defesa dele em relação ao pai, e a gente vai se encontrar nas rodas da vida.

Qual foi sua melhor contratação?

Foram algumas muito boas. Arouca foi excelente. Acho que o Durval foi uma excelente contratação, campeão paulista pelo Santos três vezes, um vencedor. Mas eu precisaria fazer um exercido de memória.

Quem o senhor não teria contratado?

Leandro Damião. Não tem categoria e classe pra jogar no Santos. É um jogador mediano. Se tivessem me consultado eu não teria concordado com a contratação dele. Caro e improdutivo. Eu já estava licenciado quando contrataram.

E das contratações que o senhor fez. Tem alguma que o senhor se arrepende de ter feito?

Precisaria pensar um pouco mais para não dar uma resposta irresponsável.

O senhor se sente traído por alguém no clube?

Tem dois nomes que não agiram corretamente comigo, foram desleais, fofoqueiros, ficaram falando mal de mim para outros membros do Comitê de Gestão sem razão. Mas prefiro esquecer isso. Não quero mais lembrar o nome desses dois sujeitos. Um deles me mandou uma carta extremamente malcriada que eu li, não respondi e nem guardei. Era de um baixo nível que não merece resposta.

Quem o senhor gostaria que fosse eleito presidente na próxima eleição?

Eu me afastei . Uma grande parte das pessoas que estão no Santos eu não conheço, muita gente foi substituída. Quando o Odílio Rodrigues [atual presidente] me liga gentilmente, uma vez a cada 20 dias,  é para saber da minha saúde. Não me consulta sobre nada, sobre contratações como essa do Damião. Então estou fora do processo decisório. Sobre participar do processo eleitoral, precisamos saber primeiro quem vão ser os candidatos. Não sei se participo da campanha eleitoral porque não sei se o médico vai deixar, provavelmente não. Mas vou depositar o meu voto naquele que eu achar que tem mais condições de presidir o Santos.

Nota do blog

No final de janeiro, Neymar pai disse em entrevista coletiva que recebeu 10 milhões  de euros do Barcelona, em 2011, como parte de um acordo pelo qual o atleta pagaria 40 milhões de euros de multa caso não se transferisse para o Barça ao fim de seu compromisso com o Santos. Mas ele negou haver um pré-contrato firmado.